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Manual de Configuração do SS7

O documento é um manual de configuração para sistemas SS7, detalhando a introdução, criação de interfaces E1, e os protocolos MTP2 e MTP3. Ele aborda a estrutura da rede SS7, incluindo pontos de sinalização e seus tipos, além de descrever os níveis de protocolos e suas funções. O manual também fornece instruções práticas para a configuração de links e códigos de ponto na rede SS7.
Direitos autorais
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O documento é um manual de configuração para sistemas SS7, detalhando a introdução, criação de interfaces E1, e os protocolos MTP2 e MTP3. Ele aborda a estrutura da rede SS7, incluindo pontos de sinalização e seus tipos, além de descrever os níveis de protocolos e suas funções. O manual também fornece instruções práticas para a configuração de links e códigos de ponto na rede SS7.
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Manual de Configuração - SS7

KMedia800 / KMedia6400
Link SS7

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO AO SS7.......................................................................................... 03
1.1 O Subsistema de Transferência de Mensagens (MTP)........................................................................... 04
1.2 Protocolos da rede SS7.......................................................................................................................... 05
1.3 Fundamentos da rede SS7..................................................................................................................... 05

2. CRIANDO E1........................................................................................................... 08
2.1 Line Interface......................................................................................................................................... 08
2.1.1 New Child Line Service................................................................................................................. 08
2.1 New Line Interface................................................................................................................................. 09

3. MTP2........................................................................................................................ 10
3.1 Criando Link MTP2................................................................................................................................. 10
3.1.2 Associando Timoslots.................................................................................................................. 10

4. MTP3........................................................................................................................ 11
4.1 Criando MTP3........................................................................................................................................ 11
4.1.1 Criando Point Code....................................................................................................................... 11
4.1.2 Criando Linkset............................................................................................................................. 12
4.1.3 OPC/DPC....................................................................................................................................... 13
4.1.4 Rota MTP3.................................................................................................................................... 14

5. ISUP........................................................................................................................... 14
5.1 Configurando ISUP.................................................................................................................................. 14
5.2 ISUP Network.......................................................................................................................................... 15
5.2.1 Associando ISUP/MTP3.................................................................................................................. 15
5.3 ISUP Userpart ......................................................................................................................................... 16
5.3.1 Configurando ISUP Userpart.......................................................................................................... 16
5.4 ISUP Interface.......................................................................................................................................... 16
5.4.1 Configurando Interface ISUP.......................................................................................................... 17
5.4.2 Criando CICs.................................................................................................................................... 17

Novembro – 2009 Resumo


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1. Introdução a SS7

As centrais telefônicas são interligadas através de redes telefônicas, que utilizam certos protocolos de
comunicação para o estabelecimento de ligações telefônicas, controle de tarifação, supervisão,
gerenciamento de rede, e troca de informações necessárias para processamento de aplicações
distribuídas. Estes protocolos são conhecidos como sistemas de sinalização [AM&RS90].

Os primeiros sistemas de sinalização utilizados nas centrais automatizadas se basearam totalmente na


codificação de informações bastante simples em sinais (pulsos) elétricos - sinalização E&M - ou,
posteriormente, em combinações de tons audíveis - sinalização MFC - transportados pelo próprio canal de
voz, ou seja, pelo mesmo caminho da conversação. Este tipo de sinalização é dita associada a canal e é
ilustrada na Figura 1(a). Estes tipos de sistemas ocupam canais de voz desde o momento em que o
originador inicia a discagem - mesmo que a chamada efetiva não chegue a ser estabelecida - e são muito
limitados quanto à diversidade de informação que podem representar.

Figura 1: Canais de sinalização e voz entre centrais telefônicas


(a) Sinalização associada a canal (E&M, MFC)
(b) Sinalização por canal comum SS7

A idéia do Sistema de Sinalização por Canal Comum nº 7 (SSCC7, ou em inglês, Signaling System #7 - SS7),
especificado e padronizado mundialmente pelo ITU-TSS (International Telecommunication Union -
Telecommunication Standardization Sector), é fazer com que as informações de sinalização e controle não
transitem no próprio canal de voz da conexão correspondente, e sim através de uma rede de dados
independente, de alto desempenho. Separando-se em uma rede própria os circuitos de sinalização, os
canais de voz podem permanecer livres enquanto não se iniciar uma efetiva chamada ao usuário distante,
aumentando a disponibilidade de canais de voz sem a instalação de circuitos de voz adicionais. A Figura
1(b) mostra uma configuração possível baseada na sinalização por canal comum.

Na rede SS7, várias informações distintas podem ser empacotadas e então transportadas por um único
canal comum. Além de tornar mais eficiente a aplicação telefônica, a sinalização por canal comum permite
novas facilidades e é aberta a novas aplicações, tais como sinalização da RDSI - Rede Digital de Serviços
Integrados (ou, do termo em inglês, ISDN) [ITU88] [TK&MM90], controle de aplicações de telefonia celular,
suporte à "Rede Inteligente" (RI) e outras.

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1.1 Fundamentos da rede SS7

Uma rede de telecomunicações servida por uma sinalização por canal comum é composta por um número
de nodos de processamento e comutação interconectados por enlaces (vias) de transmissão.

Todo nodo na rede SS7 é chamado genericamente de Ponto de Sinalização (PS). Todo ponto de sinalização
tem a capacidade de realizar a discriminação de mensagens (ler o endereço e determinar se a mensagem é
para este nodo). Existem várias classificações de pontos de sinalização, de acordo com sua função na rede
de sinalização. Entre elas, podemos destacar:

• STP - Signaling Transfer Point : ponto de sinalização com função de transferência, isto é, capaz de ser
"intermediário" (nem a origem nem o destino final da mensagem), podendo receber uma mensagem vinda
de outro PS e passá-la adiante.
• SSP - Service Switching Point - é uma designação comum para um PS que provê apenas acesso local à rede de
sinalização.

Além disso, nas redes inteligentes (RI) e nas Advanced Intelligent Networks (AIN), temos o SCP - Service
Control Point - responsável pelo acesso à base de dados da RI e o SMS - Service Management System - que
provê a interface humana à base de dados, bem como a capacidade de atualizá-la quando preciso.

Todo ponto de sinalização em uma rede SS7 é identificado por um código de endereçamento único,
conhecido como point code.

A sinalização por canal comum usa vias bidirecionais de sinalização que transportam mensagens entre dois
pontos de sinalização, denominados enlaces de sinalização (signaling links). Dois pontos de sinalização (PS)
SS7 são ditos adjacentes se são diretamente interconectados por um enlace.

É importante destacar que usa-se o termo enlace de sinalização ou apenas enlace para designar a conexão
entre dois pontos de sinalização a nível funcional (lógico) e o termo enlace de dados de sinalização para se
referir à conexão física por onde passa o enlace.

Os enlaces são dispostos em conjuntos que interconectam diretamente os mesmos dois PS, chamados
conjuntos de enlace (linksets, em inglês). Podem haver até 16 enlaces associados a um só conjunto de
enlaces. Embora tipicamente um conjunto de enlaces inclua todos os enlaces paralelos (enlaces entre os
mesmos dois PS), é possível haver mais de um conjunto de enlaces entre dois PS.

Um grupo de enlaces dentro de um mesmo conjunto de enlaces que têm características idênticas é
chamado grupo de enlaces.

Além de linksets, um PS (ponto de sinalização) deve definir rotas. Rota é uma seqüência de linksets usada
para atingir um certo destino. Um linkset pode pertencer a mais de uma rota. Uma coleção de rotas é
chamada conjunto de rotas (routeset, em inglês) e um conjunto de rotas é associado a um só destino,
permitindo que exista mais de uma rota para o destino de forma que, caso uma rota fique indisponível,
haja uma rota alternativa.

Um destino é um endereço presente na tabela de roteamento de um PS. Destinos não precisam ser
diretamente adjacentes ao PS, mas devem ser um código de endereçamento (point code) de um PS que
pode ser atingido a partir deste. O PS não precisa conhecer todos os point codes entre ele e o destino,
apenas seu próprio conjunto de enlaces que levará ao destino.

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Para quaisquer dois pontos de sinalização para os quais há possibilidade de comunicação entre seus
usuários, diz-se que há uma relação de sinalização entre eles. O modo de sinalização refere-se à associação
entre o caminho tomado por uma mensagem de sinalização e a relação de sinalização a qual a mensagem
se refere. Existem dois modos de sinalização possíveis em uma rede SS7:

• Associado: a mensagem referente a uma relação de sinalização em particular ente dois pontos adjacentes é
transportada por um conjunto de enlaces que interconecta diretamente estes dois pontos, como mostrado
na Figura 2(a).
• Quase-associado: a mensagem de uma certa relação de sinalização é levada por dois ou mais conjuntos de
enlace em seqüência, passando por um ou mais PS intermediários (o que caracteriza modo não-associado),
mas há uma limitação: o caminho percorrido por uma mensagem na rede de sinalização é predeterminado e,
numa determinada configuração, fixo. Um exemplo de modo quase-associado é ilustrado na Figura 2(b).

O modo totalmente não-associado não é previsto para redes SS7, uma vez que os protocolos não incluem
recursos para evitar chegada de mensagens fora de seqüência ou outros problemas que tipicamente
surgem em um modo de sinalização não associado com roteamento de mensagens dinâmico.

Figura 2: Exemplos de associação entre a sinalização e os canais de voz

1.2 Protocolos da rede SS7

Os protocolos do SS7 são organizados em níveis, de maneira análoga às camadas do modelo de transporte
de dados OSI (Open Systems Interconnections) para redes de computadores [AT93], publicado em 1992
pela ISO (International Standards Organization). São 4 os níveis no SS7; os três níveis de menor hierarquia
compõem o Subsistema de Transferência de Mensagens (Message Transfer Part - MTP) e correspondem,
em essência, aos três primeiros níveis do modelo OSI. No nível 4 do SS7 - que corresponde à camada de
Aplicação do modelo OSI - podemos ter vários subsistemas de usuário (User Parts), como o Telephone User
Part (TUP) e o ISDN User Part (ISUP).

Para suportar outras aplicações na rede, dois componentes foram criados no SS7: o Signaling Connection
Control Part (SCCP), que complementa os serviços do MTP para torná-lo funcionalmente equivalente ao
nível de rede do modelo OSI, e o Transaction Capabilities Application Part (TCAP), que fornece um
conjunto de protocolos e funções usados por aplicações distribuídas na rede para que essas possam se
comunicar. A relação entre os níveis do SS7 e o modelo OSI é ilustrada na Figura 3.

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Figura 3: Os níveis do SS7 e sua relação entre as camadas do modelo OSI

1.3 O Subsistema de Transferência de Mensagens (MTP)

O Subsistema de Transferência de Mensagens (Message Transfer Part - MTP) é o protocolo de transporte


usado pelos outros protocolos de nível acima no SS7. O MTP provê às demais camadas do SS7 os seguintes
serviços:

• Transmissão de dados nodo a nodo;


• Esquema de detecção e correção de erros básicos;
• Seqüenciamento de mensagens;
• Roteamento de mensagens;
• Discriminação de mensagens;
• Funções de distribuição de mensagens.

O MTP é subdividido em três camadas: níveis 1, 2 e 3, que correspondem respectivamente ao níveis físico,
enlace e rede do modelo OSI.

O nível físico do MTP (MTP1) é o responsável pela conversão de dados digitais em uma seqüência de bits
para transmissão através da rede. O padrão SS7 não especifica qualquer interface ou taxa de transmissão
de dados para esse fim. Desta forma, estes parâmetros ficam determinados principalmente pelo
requerimento de custo/desempenho da rede sobre a qual o sistema será implantado.

O nível 2 (MTP2) provê detecção e correção de erros e seqüenciamento de todos os pacotes de mensagens
do SS7. Assim como no modelo OSI, este nível é responsável apenas pela transmissão e recepção de dados
entre dois nodos adjacentes na rede. Este nível não tem conhecimento do destino final da mensagem.

O último e mais complexo nível é o MTP3. Nesta camada - nível de rede - encontram-se as funções
necessárias para a transferência de mensagens entre pontos de sinalização (PS). As funções da rede de
sinalização podem ser divididas em duas categorias básicas:

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• Tratamento de mensagens de sinalização, que abrange três funções


• Gerência da rede de sinalização, dividida em gerenciamento de

A Figura 4 ilustra a estrutura funcional do MTP nível 3, mostrando o fluxo das mensagens provenientes dos
níveis 2 e 4 e a relação entre as funções de tratamento de mensagens e de gerência da rede de sinalização.

Figura 4: MTP Nível 3 - Funções e fluxo de mensagens

O tratamento de mensagens de sinalização consiste em rotear, discriminar e distribuir as mensagens.


Quando uma mensagem é recebida, ela é passada pelo MTP2 ao MTP3 para que seja discriminada. A
discriminação de mensagens determina a quem a mensagem é endereçada. Caso o destino da mensagem
seja o endereço local (do nodo receptor), a mensagem é passada para a distribuição; caso contrário, esta é
passada para o roteamento. A distribuição consiste em identificar o destinatário da mensagem - seja um
componente da gerência ou um usuário no nível 4 - e repassá-la para este destinatário, ou realizar o
tratamento necessário caso o usuário não esteja disponível. Já o roteamento determina o enlace de
sinalização de saída baseado no destino da mensagem, procurando manter uma boa partição de carga.

O objetivo da parte de gerência de rede do MTP3 é possibilitar reconfiguração da rede de sinalização no


caso de falhas nos enlaces ou pontos de sinalização e controlar o tráfego no caso de congestionamentos ou
bloqueios. A gerência da rede de sinalização consiste de 3 funções: gerenciamento de tráfego,
gerenciamento de rota e gerenciamento de enlaces. Sempre que ocorre a mudança do status de um ponto
de sinalização, rota ou enlace, essas funções são ativadas.

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2. Criando E1

2.1 Line Interface

Clicar em Create New Line Interface para que seja criado um novo E1.

2.1.1 New Child Line Interface

Aqui você nomeará o E1, para que mais pra frente você o identifique mais fácil.

Fig. 1.1

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Fig. 1.2

2.2 New Line Interface

Você deverá associar a posição no patch nesta parte da configuração.

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3. MTP2

3.1 Criando Link MTP2

Clicar em Create New MTP2 Link

3.1.1 Associando Timeslots

Associar em Line Service o E1 criado anteriormente.

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4. MTP3

4.1 Criando Link MTP3

Clicar em “Create New Mtp3 Link e adicionar apenas um nome e selecionar a opção “Create”.

4.1.1 Criando Point Code

Após o Mtp3 criado, você deverá criar um novo Point Code, como mostra a figura abaixo:

Neste campo você deverá criar tanto o PC de origem (OPC) quanto o PC de destino (DPC).

Devemos dar um nome ao Point Code a ser criado e informar se ele será OPC ou DPC.

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Após a seleção sobre a origem (OPC) ou destino (DPC), você deverá configurar a numeração do Ponit Code
em Hexadecimal.

Após todas as informações acima estarem de acordo com sua necessidade, selecionar a opção “Create”.

4.1.2 Criando Linkset

Criaremos agora o Linkset, clicando na opção Create New Mtp3 Linkset, como mostra a figura abaixo:

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4.1.3 OPC/DPC

Devemos nomear o Linkset a ser criado e selecionar o Ponto de Origem (OPC) e o Ponto de Destino (DPC).

Após ter clicado em “Create”, aparecerá uma opção na parte inferior da pagina, onde você deverá clicar para
criar um novo Link MPT3.

Agora você deverá nomear seu link MTP3, associar o MTP2 e clicar em “Create”.

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4.1.4 Rota MTP3

Agora você devera criar uma nova rota para o MTP3

Clicar em “Create New MTP3 Route”

Nomear a rota a ser criada.

5. ISUP

5.1 Configurando ISUP

Agora deverá configurar o ISUP. Clicar na função ISUP, e após isso nomear a configuração e selecionar o o
equipamento que estará em “Primory Adapter”, pois a opção “Secondary Adapter” serve para a criação de
redundância.

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5.2 ISUP Network

Agora criaremos a Rede ISUP, clicando em “Create New ISUP Network”.

5.2.1 Associando ISUP/MTP3

Nomear e selecionar o Link MTP3.

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5.3 ISUP Userpart

Clicar em “Create New ISUP Userpart”

5.3.1 Configurando ISUP Userpart

Nomear, e configurar com as informações necessárias de acordo com a necessidade do entroncamento do


destino.

5.4 ISUP Interface

Criaremos agora uma nova interface ISUP.

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5.4.1 Configurando Interface ISUP

Nomear e configurar as informações de acordo com a necessidade do entroncamento de destino.

5.4.2 CICs.

Clicar em “ Create New ISUP CIC Group.

Nomear o grupo de CICs que estão sendo criados, e selecionar os Timeslots e após isso, salvar.

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