HISTÓRIA DA MÚSICA – DA
ANTIGUIDADE AO BARROCO
AULA 6
Prof.ª Jeimely Heep Bornholdt
CONVERSA INICIAL
Como já sabemos, o contexto histórico que envolve o barroco é o
resultado da Reforma protestante, que a música sacra em sacra católica e sacra
protestante, elevando a importância da música instrumental e a característica
marcante do período: o contraste, além da relevância que ganharam as artes,
como se pode perceber pela presença das óperas, concertos, ballets, teatros na
vida social das cortes.
Nesta aula, vamos nos aprofundar nas características dos instrumentos
da época. Veremos as mudanças em relação ao Renascimento e verificar se os
instrumentos eram os mesmos, se evoluíram e se atendiam às necessidades
desse novo momento da história.
TEMA 1 – INSTRUMENTOS – CORDAS
Dentre os instrumentos de cordas do Barroco, destacam-se a família das
violas, muito utilizadas em quartetos para cordas e, em seguida, o violino, que
gradativamente substituiu as violas nos concertos para formação de orquestra.
Os instrumentos de cordas acionadas por teclas serão vistos no tema 4
desta aula.
1.1 Harpa
A harpa, no barroco, era utilizada de maneira secundária, até mesmo por
conta de suas limitações de tonalidades, uma vez que a harpa, assim como no
Renascimento, era diatônica.
Ao fim do século XVII, foi desenvolvida a harpa cromática de pedal, porém
seu aperfeiçoamento final ocorrerá somente no neoclassicismo. Essa invenção
consiste em um jogo de sete pedais, cada um com a propriedade de abaixar ou
elevar meio tom. Cada pedal é responsável por uma das sete notas da escala
diatônica. Ao ser acionado, o pedal modulará a sua respectiva nota em todas as
oitavas da harpa de uma só vez, conforme se pode perceber na Figura 1.
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Figura 1 – Harpa
Crédito: Thyago Macson.
Apesar dos investimentos em criar a harpa cromática de pedal ainda no
século XVII, ela só foi amplamente reconhecida ao final do período barroco.
1.2 Violas de braço
Entre as violas de braço estão a descante de viola, que possui a mesma
tessitura do violino; a viola soprano, que corresponde a uma quarta mais baixo
em relação ao violino; e a viola alto (ou contralto), que corresponde à mesma
tessitura da atual viola utilizada nas orquestras (Massin; Massin, 1997) p. 20).
São instrumentos de cordas cujo som é produzido pela fricção de um arco nas
cordas. Diferem uns dos outros pelo tamanho e, de certa forma, pode-se dizer
que antecederam a popularidade do violino.
As violas de braço eram executadas na posição vertical em frente à
pessoa que as tocavam sobre os joelhos (Michels, 1985; Massin; Massin, 1997,
p. 20)
1.3 Violas da gamba
As violas da gamba, que são a extensão da família das violas de braço,
também possuem seis cordas, são maiores e, portanto, produzem sons mais
graves. A viola tenor apresenta uma tessitura entre a atual viola e o violoncelo,
ao passo que a viola baixo corresponde à tessitura do atual violoncelo. As violas
de gamba são tocadas entre as pernas do músico, apoiadas no chão.
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Na música francesa, por exemplo, os arranjos para os ballets eram
escritos normalmente para um instrumento solista, sendo esse o alaúde e,
posteriormente, no século XVII, segundo Grout e Palisca (2007, p. 351), eram
explorados o cravo ou a viola da gamba para essa finalidade. A viola da gamba,
especialmente a viola baixo, passou a ter maior notoriedade, sendo apreciada
também no século XVIII:
Por longo tempo, essas violas foram preferidas ao violino. A família das
violas [o autor refere-se tanto às violas de gamba quanto às de braço]
frequentemente era usada em consort (conjunto instrumental), um
pouco como um quarteto de cordas (Massin; Massin, 1997, p. 21).
1.4 Violino
Massin e Massin (1997, p. 21) apontam para uma peculiaridade do violino,
afirmando que esse instrumento não passou por grandes transformações com o
tempo, tal qual era “a ciência empírica dos artesãos de antigamente”. Apesar das
tentativas, não foram encontradas oportunidades significativas de melhorias.
Dentro do período barroco, à medida que o tempo passava, os violinos
foram tomando o lugar das violas, principalmente nas orquestras.
Nesse período, viveram os famosos luthiers Andrea Amati e Stradivarius.
1.5 Alaúde
O alaúde barroco, instrumento da família dos cordofones, é uma evolução
do alaúde renascentista, porém atende a outro propósito. No Renascimento, ele
foi importante para harmonizar o acompanhamento da música vocal e, ao final
do período, já se pensava no alaúde como um instrumento solista. Entramos no
Barroco com uma grande movimentação na Alemanha em torno do alaúde como
instrumento solista, estando presente no surgimento da suíte instrumental. Bach
tem pelo menos sete obras para alaúde, dentre as quais estão quatro suítes.
As características principais foram preservadas, como o braço inclinado
em 90 graus para trás e as cordas dispostas em pares uníssonos, contudo sua
quantidade passou de 11 para 13.
Já no final do século XVII, o alaúde começa aos poucos a cair em desuso,
sendo praticamente substituído pelo cravo e demais instrumentos de teclado no
começo do século XVIII (Michels,1985).
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Figura 2 – Alaúde
Créditos: Daphnusia/Shutterstock.
TEMA 2 – INSTRUMENTOS: SOPRO – MADEIRA
Da família das madeiras, vamos destacar a complexidade de sua
estrutura. As madeiras, em geral, têm os tubos mais curtos que os metais.
Entretanto, outro critério para classificar um aerofone entre madeira ou metal é
o timbre produzido por ele.
2.1 Órgão
O órgão é um aerofone cujos tubos são considerados da família das
madeiras, conforme classificação atualizada, baseada no sistema de
Hornbostel/Sachs de 1914 e no diagrama da enciclopédia ilustrada Les
Instruments de Musique du Monde Entier, de 1978. Vimos no Renascimento
algumas engenhosidades em torno do órgão e suas derivações, principalmente
no quesito de torná-las portáteis, porém, no barroco, volta-se a atenção ao órgão
tradicional, e esse complexo instrumento quanto à sua estrutura atinge o ápice
de seu aperfeiçoamento. O órgão possui os jogos de mistura, que consistem em
vários tubos estarem associados a uma só nota. O objetivo dos jogos de mistura
é promover um som mais “cheio”, sendo que os tubos emitem o som dos
harmônicos da nota tocada.
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Alguns contrastes são observados de um país para o outro nesse período.
Na França, por exemplo, era importante que o órgão fosse rico em timbres, ou
seja, os jogos de mistura davam o aspecto de “cheio”. Já na Alemanha, por sua
vez, o timbre das notas tocadas precisava ser mais puro, para favorecer o uso
da polifonia sem criar confusão no som. A Espanha explorou palhetas com
aspecto mais brilhante.
Os mecanismos do órgão seguiram em constante aperfeiçoamento até o
século XVIII, sem novidades na estrutura.
2.2 Gaita de foles e museta
No final do Renascimento, surge a museta, versão francesa da gaita de
foles, dando início à tendência de modernização da gaita de foles no período
barroco. As musetas, posteriormente utilizadas na Alemanha também, além do
fole acionado com a mão, ganharam chaves que aumentaram a tessitura do
instrumento, permitindo ao músico tocar mais de uma oitava na escala e também
tocar na escala cromática.
2.3 Clarineta
Evolução da charamela, a clarineta passou por evoluções significativas no
século XVIII, rendendo-lhe um grau maior de importância na reta final do Período
Barroco, quando Vivaldi se torna um dos primeiros a utilizá-la no novo formato
(Sadie, 1997). Basicamente, uma mudança na palheta, que foi posta em contato
com a ponta do instrumento, transformou-a na clarineta que conhecemos hoje.
2.4 Flauta doce
Apesar de não a termos destacado antes, a flauta doce é um instrumento
milenar, em suas formas mais primitivas, mas com o mesmo princípio do apito
que permite o escape de um feixe de ar, produzindo o som.
Foi um instrumento muito popular desde a Idade Média, passando pelo
Renascimento até chegar no barroco. Na segunda metade do período, no século
XVIII, a flauta doce começa a perder espaço frente à utilização da flauta
transversa nas orquestras.
A família das flautas doces compreende a sopranino, soprano, contralto,
tenor e baixo, todas com oito orifícios.
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2.5 Flauta transversa
A flauta transversa não possuía grande popularidade na Idade Média, só
passando a ser bastante utilizada no Renascimento, assim como a flauta doce.
Contudo, sua grande notoriedade aconteceu no Barroco, quando ganhou
diversos aperfeiçoamentos, dentre eles, a elaboração e melhoria das chaves. O
movimento de popularidade foi inverso ao da flauta doce. Após o início do século
XVIII, quanto mais se falava da flauta transversa nas orquestras, menos se
observava a utilização da flauta doce.
Figura 3 – Flauta transversa
Créditos: Artem Avetisyan/Shutterstock.
TEMA 3 – INSTRUMENTOS: METAIS
Dentre os metais, destacamos o trombone, trompa e trompete. É
importante recordar que os metais, como as madeiras, são aerofones, contudo
a classificação entre metais e madeiras não está relacionada necessariamente
ao material com o qual o instrumento foi construído, mas ao timbre produzido.
3.1 Trombone
Evoluiu com base na sacabuxa renascentista. Já no século XV, a
sacabuxa havia ganhado uma vara que aumentava ou diminuía a extensão do
tubo, ampliando ou diminuindo a altura na nota tocada. O trombone herda essa
característica, o que lhe permite ser tocado na escala cromática, sem
necessidade de pistões ou chaves. Essa característica o tornou importante na
música polifônica até o século XVII. Alguns compositores como “Bach ainda o
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utilizava para dobrar vozes em seus corais, mas, ao que tudo indica, tratava-se
já de um arcaísmo” (Massin; Massin, 1997, p. 11). O trombone irá reaparecer no
classicismo e no romantismo.
3.2 Trompa e trompete
Nesse período, a trompa e o trompete ainda não possuíam as roscas e
nem pistões, o que limitava as suas tonalidades. Essa característica é
responsável por denomina-los de “trompa natural” e “trompete natural”. Nesse
contexto, a embocadura tinha o papel fundamental de produzir notas afinadas,
ainda que essas fossem produzidas juntamente com os harmônicos naturais. Os
sons fechados somente serão possíveis com novas técnicas após o fim do
período barroco.
Afirmam Massin e Massin (1997, p. 10) que até o século XVIII, o trompete
teve maior influência que a trompa na vida musical, “ligado a todas as
expressões de glória ou manifestações de poder”.
TEMA 4 – INSTRUMENTOS: TECLADOS
Recordemos que os instrumentos de cordas são subdivididos conforme a
maneira de se produzir o som po meio das cordas, friccionadas, percutidas ou
beliscadas. No período barroco, a utilização do cravo se evidencia, bem como a
exploração de outros meios de se tocar um instrumento com teclas beliscadas e
principalmente percutidas. Os concertos são escritos para diversos
instrumentos, tendo o cravo como acompanhamento, além de concertos com
solos de cravo e concertos para cravo. Por isso neste tema desmembramos
alguns instrumentos de cordas percutidas e beliscadas, que se enquadram nos
seguintes critérios: os instrumentos que possuem cordas distendidas sobre uma
caixa de ressonância de madeira, cujo ataque é executado por meio de teclas,
são os instrumentos de teclados.
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Figura 4 – Os intrumentos de teclado
Fonte: Massin; Massin, 1997, p. 25.
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4.1 Cravo
Sem dúvida, o cravo permaneceu durante todo o período barroco sendo
um importante instrumento muito utilizado, ao passo que a espineta (seu
antecessor, com apenas um teclado), usada paralelamente nesse período, foi
caindo em desuso até o começo do século XVIII. Já o cravo, nesse mesmo
período, tornou-se um instrumento pleno, com todos os melhoramentos e
correções possíveis já feitas, desde a ornamentação do móvel até o mecanismo
de ataque às cordas.
Vale lembrar que o cravo é um cordofone beliscado, diferente do atual
piano, que é um cordofone percutido, não tendo a propriedade de executar
dinâmica, o que não era um problema no Renascimento. Isso faz-nos refletir se
no período barroco, época dos contrastes entre fraco e forte, a função do cravo
seria reavaliada. A resposta é sim e não. O cravo foi um instrumento essencial
na formação de orquestras e na execução de concertos. Inclusive, no Concerto
5 de Brandeburgo, de Bach, o primeiro movimento traz o cravo como principal
solista. E quanto ao fraco e forte? A técnica para produzir dinâmica em uma peça
estava em colocar mais instrumentos tocando ao mesmo tempo para produzir o
som forte, e poucos instrumentos para produzir o som fraco.
No decorrer do século XVIII, passou-se a buscar inspiração nos
instrumentos que podiam produzir dinâmica por si só, especialmente nos
cordofones percutidos, para avaliar um instrumento de teclados que pudesse
fazer o mesmo. Nesse período já existia o clavicórdio, que atendia parcialmente
essa necessidade.
4.2 Clavicórdio
O primeiro clavicórdio de que se tem conhecimento está datado do ano
de 1543, conforme Massin e Massin (1997) e pode ser considerado o ancestral
mais antigo do piano, ou seja, um instrumento de teclado com cordas percutidas,
que, por sua vez, se originou do tympanon (Ou dulcimer, parecido com o saltério,
porém com cordas percutidas). Diferentemente, a espineta e o cravo são
evoluções da cítara.
O clavicórdio produz, por meio da percussão sobre as cordas, um som
relativamente fraco, suave. Se o instrumentista colocasse mais força ao acionar
as teclas, o som produzido seria um pouco mais forte. Ou seja, o clavicórdio era
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um instrumento de som suave, ao qual era atribuída a propriedade de produzir
dinâmica, ainda que pouca, por meio da forma de se tocar. Para a época, essa
era uma característica notória e desejada para o cravo. Talvez seja essa a razão
de, segundo Massin e Massin (1997), Bach gostar tanto desse instrumento e
possuir alguns exemplares.
4.3 Piano-forte
A estética musical da época pedia a exploração de opções para
instrumentos que fossem capazes de fazer dinâmica. Inspirados no clavicórdio
como uma alternativa ao cravo, aconteceram pesquisas na Inglaterra, França e
Alemanha, que resultaram na criação do piano-forte no começo do século XVIII.
Segundo Massin e Massin (1997, p. 27), “Tais pesquisas foram desenvolvidas
na Alemanha por Andreas Silbermann, apesar das reticências por parte dos
músicos, entre os quais Johann Sebastian Bach.”. Por isso, esse instrumento
demorou a ser utilizado, o que ocorreu somente depois de 1770. A superação do
mecanismo, em relação a um clavicórdio, está no escape, que consiste na batida
do martelo nas cordas e seu imediato retorno à posição original, sem que as
cordas parem de tocar. Ou seja, continuam vibrando. Quando o martelo retorna,
a tecla também já está disponível para ser tocada novamente, lembrando que o
martelo responderá à força com a qual a tecla for acionada, podendo ser tocado
um som piano ou forte. Há o recurso do abafador de feltro para produzir sons
mais secos. Ao ser acionado (não com o pé, mas com o joelho), ele não permite
à corda continuar vibrando, e esta para de soar assim que a tecla deixa de ser
pressionada.
No Brasil, podemos observar a obra de Padre José Maurício Nunes, que
viveu a transição do período barroco (marcado por contrastes) para o
neoclassicismo, que buscava padrões de equilíbrio. Nunca possuiu um cravo ou
piano-forte, conforme Mariz (2012), e mesmo assim tem em sua obra um
concerto chamado Método de piano-forte (1821).
TEMA 5 – INSTRUMENTOS – PERCUSSÃO
Os membrafones e idiofones continuaram a ser utilizados no período
barroco, sem alterações significativas.
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Dentre eles, o tambor, o bombo e a caixa clara, que até então eram
usados em marchas militares, passaram a ser adotados na música orquestral.
Também os tímpanos, provenientes de tempos mais antigos, que são “grandes
ressonadores de cobre, de forma parabólica, quase hemisférica” (Massin;
Massin,1997, p. 31), e tocados com tipos e tamanhos de baquetas variados.
As orquestras barrocas tinham uma formação variada. Elas eram
definidas de acordo com o compositor e estavam voltadas à família das violas.
À medida que os instrumentos antigos de sopro foram caindo em desuso,
a flauta transversa ganharam notoriedade, e as violas foram sendo substituídas
pelo violino, a orquestra começou a ganhar uma configuração cada vez mais
padronizada, em que os instrumentos de percussão ganham espaço. No
neoclassicismo, por exemplo, as orquestras utilizavam quatro tímpanos. Há um
réquiem de Berlioz que utilizou dezesseis tímpanos.
NA PRÁTICA
Cante a música “O Pião” ou, caso disponha, peça aos seus alunos ou
grupo para cantá-la uma vez. Em seguida, atribua dinâmicas aos compassos,
dando preferência a contrastes, como “p” piano e “ff” fortíssimo, ou “pp”
pianíssimo e “f” forte, etc.
Atividade 1
Peça para que o grupo volte a cantar, executando a dinâmica com a voz.
Atividade 2
Procure dividir o grupo de forma que cada qual corresponda a uma
intensidade. A intenção é que, em um compasso “pp”, somente um grupo (ou
uma pessoa) cante, ao passo que no “ff”, todos cantem juntos. As intensidades
intermediárias devem ir agregando pessoas até chegar ao grupo total no “ff”. O
resultado irá exemplificar como a orquestra barroca fazia sons fracos e fortes,
utilizando-se da quantidade de instrumentos que tocavam ao mesmo tempo.
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Figura 5 – Partitura da música “O pião”
Atividade 3
Para auxiliar no canto de “O Pião”, você pode utilizar as células rítmicas,
realizando um ostinato. Seguem duas células rítmicas como sugestão:
Figura 6 – Sugestão de ostinato (1)
Figura 7 – Sugestão de ostinato (2)
Esse ostinato pode ser executado com percussão corporal (como palmas)
ou com pequenos instrumentos de percussão. Execute a dinâmica com a
intensidade das palmas ou instrumentos e, em seguida, execute-a utilizando-se
da quantidade de pessoas tocando ou batendo palmas (como na atividade 2).
FINALIZANDO
O período barroco foi uma fase essencial para os instrumentos musicais.
Muitos deles atingiram o ápice de suas evoluções nesse período ou no começo
do neoclassicismo. A busca por um substituto para o cravo provocará as
evoluções do piano-forte até tornar-se o piano que conhecemos hoje.
As diversas formações de orquestras, música de câmera, concertos
grosso e solo, sonatas, suítes, quartetos de violas do período barroco, abrem
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caminho para a formação da orquestra sinfônica. Outro marco importante que
contribuirá para essa formação é a escala temperada, que passa a ser utilizada
no final do período.
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REFERÊNCIAS
GROUT, D. J; PALISCA, C. V. História da música ocidental. Lisboa: Gradiva,
2007.
MASSIN, J.; MASSIN, B. História da música ocidental. Trad. Maria Teresa
Resende Costa, Carlos Sussekind e Angela Ramalho Viana. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 1997.
MARIZ, V. História da música no Brasil. 8. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.
2012.
MICHELS, U. Atlas de música 1. Madrid: Alianza Música. 1985.
_____. Atlas de música 2. Lisboa: Gradiva, 2007.
SADIE, S. (Ed.). The New Grove Dictionary of Musical Instruments.
London: MacMillan Press Ltd, 1997.
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