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Odontologia Forense: Marcas de Mordida

O trabalho acadêmico discute a importância da odontologia forense na identificação de criminosos através da análise de marcas de mordida. A pesquisa revela que, apesar de ser uma técnica complexa e com limitações, a comparação entre marcas de mordida e a dentição do suspeito pode ser uma ferramenta valiosa na resolução de crimes. O cirurgião-dentista desempenha um papel crucial nas investigações, utilizando seu conhecimento em anatomia dentária para validar a autenticidade das marcas.

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Odontologia Forense: Marcas de Mordida

O trabalho acadêmico discute a importância da odontologia forense na identificação de criminosos através da análise de marcas de mordida. A pesquisa revela que, apesar de ser uma técnica complexa e com limitações, a comparação entre marcas de mordida e a dentição do suspeito pode ser uma ferramenta valiosa na resolução de crimes. O cirurgião-dentista desempenha um papel crucial nas investigações, utilizando seu conhecimento em anatomia dentária para validar a autenticidade das marcas.

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ESPERANÇA DE ENSINO SUPERIOR –IESPES

CURSO DE BACHARELADO DE ODONTOLOGIA

JOSÉ ROBERTO DOS SANTOS FILHO

MARIA LUÍSA BRINGMANN MAGALHÃES

O PAPEL DO CIRURGIÃO-DENTISTA NA DESCOBERTA DE CRIMINOSOS PELA


IDENTIFICAÇÃO DA MARCA DA MORDIDA
Santarém-PA

2022

JOSÉ ROBERTO DOS SANTOS FILHO

MARIA LUÍSA BRINGMANN MAGALHÃES

O PAPEL DO CIRURGIÃO-DENTISTA NA DESCOBERTA DE CRIMINOSOS PELA


IDENTIFICAÇÃO DA MARCA DA MORDIDA
Trabalho Acadêmico Orientado ao Instituto Esperança de Ensino Superior –
IESPES, como requisito obtenção do grau em odontologia.

Orientador (a): Emanuelle Riker

Santarém-PA

2022

JOSÉ ROBERTO DOS SANTOS FILHO

MARIA LUÍSA BRINGMANN MAGALHÃES


O PAPEL DO CIRURGIÃO-DENTISTA NA DESCOBERTA DE CRIMINOSOS PELA
IDENTIFICAÇÃO DA MARCA DA MORDIDA

Trabalho Acadêmico Orientado apresentado ao Instituto Esperança de Ensino


Superior – IESPES, como requisito para obtenção do Grau em bacharelado em
odontologia.

Orientador(a): Emanuelle Riker

Aprovado em: ___de___ de ______.

Comissão Examinadora

______________________________________

Instituto Esperança de Ensino Superior –IESPES

______________________________________

Nome/Instituição – 2° Membro

_____________________________________

Nome/Instituição – 3° Membro
RESUMO

A Odontologia forense é uma área das ciências forenses que tem como
objetivo auxiliar a justiça tanto nos casos de identificação post mortem quanto nos
processos periciais. As técnicas de identificação remontam desde a antiguidade, e
seu uso vem sendo relatado ao longo da história. Teve-se como objetivo geral
realizar uma revisão de literatura, abordando o tema em questão, investigando a
veracidade da marca da mordida como método para identificar criminosos.
Tratou-se de uma revisão da literatura, com a abordagem qualitativa, com materiais
disponibilizados nos portais acadêmicos como Literatura Latino-Americana e do
Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrieval
System Online (MEDLINE) e Bibliografia Brasileira de Odontologia (BBO –
Odontologia). A coleta dos dados ocorreu no decorrer do ano letivo de 2022.
Identificou-se que a análise através das marcas de mordida é uma técnica complexa
e que traz muitas subjetividades, dividindo opiniões de autores. Essas marcas são
encontradas principalmente em crimes de abuso sexual, homicídio e negligencia
infantil, onde o criminoso utiliza os dentes como arma, deixando uma marca sobre a
pele da vítima ou em objetos deixados na cena do crime. Sabendo que a arcada
dentária é única para cada ser humano, é feita uma comparação entre a marca
deixada no local com a dentição do suspeito, podendo incriminar tal indivíduo.
Dessa forma, as marcas de mordida podem ser uma importante ferramenta na
resolução de crimes, desde que realizada corretamente por profissionais
qualificados e respeitando suas limitações. Portanto é de suma importância que o
cirurgião dentista tenha destaque dentro das investigações, porque é ele quem
detém o conhecimento acerca de anatomia dentária para reconhecer se aquela
marca foi realmente causada por uma mordida, e se ela possui detalhes suficientes
para ser utilizada.

Palavras-chave: "odontologia legal"; “mordida”; “períc”.


SUMÁRIO

1
INTRODUÇÃO..........................................................................................................6

2 MATERIAL E MÉTODOS.........................................................................................8

3 REVISÃO DE
LITERATURA.....................................................................................9

3.1 Visão histórica da odontologia


forense....................................................................9

3.2 Como são coletados os dados................................................................................

3.3 Limitações da técnica..............................................................................................

4 RESULTADOS E
DISCUSSÃO...............................................................................10

5 CONSIDERAÇÕES
FINAIS....................................................................................16

REFERÊNCIAS
BIBLIOGRAFICAS..........................................................................17
1 INTRODUÇÃO

Compreende – se que na odontologia existem inúmeras especializações


entre elas a odontologia Forense. Uma área das ciências forenses responsável por
ajudar a justiça principalmente nos casos de identificação humana.

De acordo com Silveiro (2006) a Odontologia Legal é a especialidade


que aplica os conhecimentos odontológicos, sem exceção, desde anatomia e
matérias básicas, até as mais complexas especialidades como dentística, prótese,
ortodontia, odontopediatria, periodontia, cirurgia bucomaxilofacial, endodontia e
radiologia, aos interesses do direito. O papel mais comum do odontolegista, também
conhecido como Dentista Forense, é a identificação de falecidos através de
registros dentais ante mortem quando possível. Com o avanço da tecnologia do
DNA o odontolegista emprega evidências dentais para inclusive ajudar a solucionar
violentos.

A atuação do cirurgião-dentista na seara da Odontologia Legal está


assegurada pela legislação federal, por meio da Lei nº 5.081, de 24 de agosto de
1966 (Brasil, 1966), que regulamenta o exercício da Odontologia no Brasil. E pelo
Conselho Federal de Odontologia, por meio da Resolução nº 63, de 08 de abril de
2005 (Brasil, 2005) – Consolidação das Normas para Procedimentos nos Conselhos
de Odontologia, que define o campo de atuação do especialista em Odontologia
Legal como, entre outros, identificação humana, tanatologia forense, infortunística,
traumatologia, balística forense, e imaginologia (GIOSTER-RAMOS, 2021).

A odontologia legal é o elo entre a biologia e o direito, sendo que o principal


objetivo dessa especialidade é a aplicação dos conhecimentos da odontologia a
serviço da justiça.

Segundo a Resolução CFO 63/2005, considera a odontologia legal:

A especialidade que tem como objetivo a pesquisa de fenômenos psíquicos, físicos, químicos e
biológicos que possam atingir o homem vivo, morto ou ossada, e mesmo fragmentos ou vestígios,
resultando de lesões parciais ou totais, reversíveis ou irreversíveis.

De acordo com Junior et al., (2012) o cirurgião-dentista pode atuar em


perícias criminais desde que seja solicitado e tenha conhecimento adequado para
desempenhar a função de perito. O perito é a pessoa que realiza exames técnicos
de sua especialidade ou competência para esclarecimento de fatos que são objeto
de inquérito policial ou processo judicial. O perito é encarregado de servir como
auxiliar da justiça, esclarecendo pontos específicos distantes do conhecimento
jurídico do magistrado.

Os peritos podem ser oficiais e não oficiais. Os peritos oficiais exercem a


função por atribuição de cargo público (médicos legistas, peritos criminais e
odontolegistas), realizam os exames de corpo de delito e outras perícias
requisitadas, cabendo-lhes os exames, a elaboração e a assinatura dos laudos
correspondentes. Já os peritos não oficiais são aqueles designados para suprirem a
falta de peritos oficiais, ou para substituí-los, quando, por qualquer motivo,
estiverem estes impedidos ou impossibilitados de trabalhar (COUTINHO et al.,
2013)

A atuação da odontologia legal compete na análise, perícia e avaliação de


eventos relacionados com a área de competência do cirurgião-dentista. O
valor da odontologia legal, por meio da identificação humana por marcas de
mordida, é motivo de destaque. Diversos são os casos apresentados pela literatura
que comprovam a sua relevância na elucidação de crimes, demonstrando que a
odontologia não é confinada aos consultórios, mas sim uma ciência ampla, que
pode servir de diversas maneiras aos cidadãos, inclusive garantindo o direito legal
de integridade anátomo-funcional do indivíduo (NADAL et al, 2015).

Pretende-se com este trabalho, realizar uma revisão de literatura, abordando


o tema em questão, investigando a veracidade da marca da mordida como método
para identificar criminosos. Tratou-se de uma revisão da literatura, com a
abordagem qualitativa, com materiais disponibilizados nos portais acadêmicos como
Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical
Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE) e Bibliografia Brasileira
de Odontologia (BBO – Odontologia).

2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 Visão histórica da odontologia forense

A Odontologia forense é uma ciência que está em constante evolução, e suas


técnicas de identificação humana através dos dentes, vêm sendo relatadas ao longo
da história. A primeira utilização data do ano 49 D.C., remonta à época da Roma
Imperial quando Agripina, mulher do imperador Cláudio e mãe de Nero, mandou
matar a amante do marido, Loilla Paulina. Depois de morta, esta foi identificada
pelas particularidades da sua dentição, tais como, maloclusão e dentes cariados, foi
o primeiro uso da odontologia que se tem registro. (KALEELULLAH et al., 2020).

A primeira identificação forense na Índia começou em Jai Chand, em 1193 uma


grande monarquia indiana foi destruída pelo exército de Muhammad e Jai Chand,
Raja de Kanauji foi assassinado e foi identificado por sua dentadura postiça. Em
1958 Peter Halket foi morto durante as guerras francesa e indiana em uma batalha
perto de Fort Duquesne. O filho de Halket identificou o esqueleto de seu pai por um
dente artificial (DIVAKAR, 2017).

A primeira identificação feita por um dentista foi em 1776 pelo Dr. Paul Evere. Ele
havia confeccionado uma prótese em marfim para Warren, que foi morto em uma
batalha em Boston, e seu corpo foi identificado por Paul graças à prótese que ele
usava, no mesmo ano Na batalha por Breed's Hill em Boston, o Dr. Joseph Waren
foi morto no ano em que seu rosto não foi capaz de identificar porque ele sofreu um
ferimento fatal na cabeça. Um dentista, Paul Revere, identificou o Dr. Warren,
cadáver por uma pequena dentadura que ele havia fabricado para ele (DIVAKAR,
2017).

O falecido presidente do Paquistão, general Zia-ul-Haq, que morreu em um acidente de avião


em 1988, foi identificado por sua dentição. A primeira identificação dentária de um desastre
em massa foi feita para um incêndio no Charity Bazaar em Paris, aqui os registros dentários
antemortem e postmortem foram comparados para identificação dos mortos
(KALEELULLAH et al., 2020).

Segundo esse estudo, a odontologia forense identificou com sucesso as vítimas do tsunami no
sudeste da Ásia em 2004. O falecido primeiro-ministro da Índia, morto em um ataque
terrorista, também foi identificado por seus registros dentários. Nosso passado e presente está
repleto de evidências que retratam como a odontologia forense tem sido uma ferramenta tão
impactante na identificação (KALEELULLAH et al., 2020).

2.2 Como são coletados os dados

Apesar de ser relatada desde de 49 D.C, os métodos se modernizaram e


com eles padrões pré-estabelecidos que vem com etapas a serem seguidas. A
primeira observação que o dentista floresce deve fazer é examinar se a mordida é
de um ser humano ou animal, ou se existe a possibilidade de a mordida ter sido
autoinfligida (KALEELULLAH et al., 2020).

Dentro da Odontologia forense existem diferentes métodos de identificação


que podem ser aplicados, como: impressões de dentes, rugoscopia, queiloscopia,
análise de DNA dental, radiografias e análise por meio de marcas de mordida (x et
al., 2019).

Segundo Melo (2021, apud Ata-Ali & Ata-Ali, 2014). A rugoscopia é uma
técnica que estuda o padrão das rugosidades palatinas, analisando sua forma,
quantidade, direção e tamanho. Já a queiloscopia, de acordo com Melo (2021, epud
Chugh & Narwal, 2017) a queiloscopia envolve o estudo das formas, depressões e
elevações das impressões labiais.

Segundo Melo (2021, epud Zapico & Menéndez, 2016) o DNA também pode
ser utilizado em alguns casos, afinal ele está presente no sangue e também na
saliva, sendo assim, durante o processo de mordida a saliva pode ser depositada
sobre a pele ou objeto, e quando presente em quantidades suficientes, pode revelar
a identidade genética do suspeito.

2.3. Como é feita a coleta pela marca da mordida

As marcas depositadas na pele produzidas pela mordida humana possuem


características únicas, o que permite identificar o indivíduo que as produziu. Essa
peculiaridade está presente nos formatos ovais, circulares e elípticos dos dentes,
além dos tamanhos, além da profundidade da marca, laceração do dente, tipo de
deslocamento da pele, giroversão das unidades dentárias, fraturas, anomalias,
desgastes, que podem caracterizar como sendo do suspeito (NADAL, et al., 2015).

Após a marca ser destacada como sendo humana, o perito deve realizar um
exame criterioso que busque os seguintes parâmetros: descrição da lesão, registro
fotográfico, coleta da saliva presente na marca e impressões deixadas na pele.
Deve-se registrar a localização da marca de mordida, contorno da pele, tamanho,
forma e tipo da lesão, bem como a sua coloração. São frequentes nas lesões a
presença de hematomas, incisões, avulsões, petéquias, contusões, abrasões,
lacerações (Almeida-Junior, E, et al., 2012).

2.4 Limitações da técnica

Assim como qualquer técnica, a coleta de marcas de mordidas também sofre


limitações. Podem ocorrer dificuldades no reconhecimento dessas marcas nas
vítimas, o processo inflamatório começa a acontecer, o que acomete na alteração
da lesão, sendo o tempo de vital importância para o exame e coleta do material
(Whittaker, 2004).
De acordo com Melo (2021, apud Melo, 2019) podem ocorrer distorções
durante o momento da agressão contra a vítima, tendo em vista que a pele não é
plana, o que a torna um local ruim para armazenamento das marcas.

O tempo decorrido após a agressão e coleta do material deve ser o menor


possível, já que no local do trauma ocorrem edemas e hemorragias, levando à
putrefação que causa mudanças na ferida (Figueira Junior & Moura, 2014). Além
disso, para uma análise mais concreta é necessário de 4 a 5 dentes, evitando
inconclusão e insuficiência (Chugh & Narwal, 2017).

O perito deve observar


2 MATERIAL E MÉTODOS

Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa. O


desenvolvimento do um método de pesquisa envolveu três etapas: 1) revisão da
literatura; 2) discriminação do material encontrado; e 3) organização dos resultados.

Este estudo se iniciou de forma teórica sobre o tema, com o intuito de


responder à pergunta de qual é a função do cirurgião-dentista na descoberta de
crimes pela marca da mordida. O trabalho foi iniciado por um levantamento
bibliográfico e análise preliminar do tema de pesquisa.

Os critérios de inclusão foram artigos completos que abordavam conceito,


odontologia legal, mordidas, força da mordida, violência, chegando ao total de 22
trabalhos publicados, já o critério de exclusão, foram artigos que não possuíam o
objetivo voltado à mordida por humana, assistência odontológica na descoberta de
casos e artigos que apresentavam métodos diferentes para identificar casos
criminais.

A pesquisa tem por finalidade conhecer e explicar como o cirurgião atua


dentro da odontologia forense, de forma a detalhar metodologicamente a forma
como se processam, suas estruturas e funções, através da formulação do problema
a ser solucionado com a investigação do estudo.

Foi realizada uma pesquisa bibliográfica na base de dados da biblioteca


virtual em saúde (BVS) com os seguintes descritores ´´odontologia legal`` e
mordida. A inserção de aspas no termo ´´odontologia legal`` faz com que os
buscadores localizem os trabalhos que os trabalhos que contenham o termo
composto, não fazendo buscas das palavras separadamente. Com estes
descritores, foram encontrados, inicialmente, 254 trabalhos. Em seguida, foi
marcado o filtro para buscar somente os textos completos e no idioma português e
inglês, com intervalo do ano de publicação entre janeiro de 2002 a janeiro de 2022,
ou seja, dos últimos 20 anos. Foram consideradas as bases LILACS com 29
trabalhos científicos; MEDLINE com 32 trabalhos científicos; BBO – Odontologia
com 7 trabalhos científicos, chegando ao quantitativo de 62 artigos encontrados.
4 RESULTADOS

O estudo sistemático da metodologia da marca de mordida bem como a


compreensão de atividades que acarretam tal situação desempenha um papel
fundamental para o desenvolvimento de práticas nas atividades forenses para
ajudar a identificar com carácter incriminatório ou excludente de criminosos. Diante
disso, abordaremos a experiência vivida em alguns casos com marcas de mordida e
a odontologia forense nos processos criminais.

No quadro a seguir, encontra-se um resumo dos principais pontos de


interesse deste estudo de revisão.

Autor/Ano Objetivo Resultados Conclusão

1. RF Analisar marcas A análise de marcas Ausência de dentes


Koubl de mordida na de mordida envolve são uma das
e, et pele, alimentos a comparação de características que
al. e outros características podem implicar ou
(2006 materiais e dentárias individuais excluir um mordedor
) realizar uma entre uma dentição suspeito.
comparação e a lesão da
detalhada de mordida.
dentes
individuais.

2. Investigar a O método de Os métodos


Al-Talabani adequação de polilinha 2D foi descritos na
, et al. dois novos mais conveniente presente
(2006) métodos de usar e fornece investigação são
diferentes para resultados obviamente mais
identificação de imediatos de leitura precisos do que os
marcas de por computador, descritos
mordida por enquanto o método anteriormente e
análise digital. de pintura podem ser
dependia da leitura aplicados em casos
visual do operador. forenses reais que
requerem
identificação de
marcas de mordida

3. Bush, et Averiguar como Uma marca de Entender as


al. (2009) as propriedades mordida pode ser propriedades da
biomecânicas distorcida pelas pele e como ela
da pele propriedades responde ao
contribuem para biomecânicas da estresse aplicado
a distorção da pele, seu tecido pode ser um
marca de subjacente e pelo complemento
mordida. movimento valioso para a
subsequente do análise de marcas
local da mordida ou de mordidas.
da área adjacente.

4. Identificar o Seria tolice não Embora o DNA


Bruce-Chw papel crescente continuar a usar as tenha se tornado
att, et al. da amostragem evidências que a quase onipresente
(2010) de DNA da odontologia forense na clínica forense e
saliva em e ao fornece, permitindo na jurisprudência
redor das que as médica, seria errado
marcas de identificações sejam não registrar as
dentes na pele marcas de mordida.
ou outros encontradas com
objetos. mais facilidade.

5. Oliveira, Avaliar a É possível A identificação de


et al. viabilidade de comprovar a suspeitos que
(2010) identificação identificação de utilizam próteses e
através de marcas de que deixaram
marcas de mordidas marcas de suas
mordidas em produzidas por mordidas em cenas
alimentos, próteses, de crime torna
realizadas por contribuindo assim possível a exclusão
próteses com as perícias ou inclusão de
dentárias. realizadas na área suspeitos.
de Odontologia
Legal.

6. Bush, et Evidenciar À medida que os A rigidez do tecido


al. (2010) como a pele se dentes imprimiam o foi a variável mais
deforma em tecido frouxo, a importante na
resposta ao distância mesial / distorção da marca
estresse distal aumentava, os de mordida.
aplicado de ângulos de rotação
uma mordida. eram achatados e a
distância intercanina
aumentava.

7. Fornecer uma Sua análise e As consequências


Hinchliffe, breve visão interpretação de conclusões
et. al. geral da análise tornam um grande impróprias podem
(2011) de marcas de desafio mesmo levar a um erro
mordida: sua para o judicial: uma
utilidade e odontologista responsabilidade
limitações. forense mais grave.
experiente.
8. Avaliar a A textura do Novos estudos com
Nascimento viabilidade do alimento bolo, bem outros tipos de
, et. al. uso da como, sua alimentos
(2012) engenharia fragilidade e necessitam ser
reversa e da consistência podem realizados para
prototipagem influenciar na verificar a
obtenção das aplicabilidade da
rápida para imagens 3D e prototipagem rápida
auxiliar na consequente e pela capacidade
identificação de construção do de transformar uma
indivíduos protótipo. evidência perecível
através da marca em uma prova
de mordida em manipulável e
alimentos perene.
(chocolate e fatia
de bolo).

9. Page, Fazer uma Em uma pequena Apesar das críticas,


[Link]. revisão de 119 proporção de casos a odontologia como
(2012) casos de há uma tendência evidência nunca foi
marcas de para chegar a considerada
mordidas dos conclusões que inadmissível na
últimos 10 poderiam ser Austrália, no
anos na consideradas entanto, isso
Austrália. excesso de provavelmente fala
confiança ao mais do baixo limiar
considerar a adotado pela lei de
qualidade geral da Evidência para
evidência física qualificação como
oferecida. testemunha
especializada na
Austrália, em vez de
uma acusação da
aceitação da análise
de marca de
mordida
10. Flores, Descrever uma A adaptação dessa Permite que peritos
et al. (2013) técnica de técnica para a odontolegistas
reprodução de duplicação da tenham uma análise
goma de goma de mascar criteriosa e precisa
mascar com mostrou ser de fácil da goma de mascar,
vinil polisiloxano execução, ao surgir como um
e material de garantindo a elemento relevante
moldagem de preservação da da análise de
silicone devido prova real e a especialistas
à grande reprodução fiel do
capacidade de material
registrar a questionado.
superfície
oclusal de
dentes
posteriores.

11. Silva, et Comparar os Os resultados O presente caso


al. (2014) dados deste estudo relata com sucesso
antemortem e revelam que o uso uma identificação
postmortem de fotografias do humana positiva
compreende a sorriso é uma baseada em traços
base do alternativa valiosa dentários de uma
processo de e de baixo custo única fotografia de
identificação para as sorriso realizando
odontológica investigações de imagem tradicional
baseado na identidade. e atualizada
busca de dados técnicas de
de antemortem processamento.
de pertences
pessoais.

12. Franco, Analisar a Existem várias A singularidade da


et al. (2014) singularidade interpretações dentição humana
da dentição errôneas da permanece sem
humana como singularidade da comprovação.
evidência de dentição humana
identificação que fazem duvidar
em odontologia de sua
forense. confiabilidade.

13. Junior, Analisar e Os arcos dentários Em suma, todos os


et al. (2014) discutir a vêm se tornando métodos de
importância da um importante identificação,
Odontologia na meio de isolados ou
identificação identificação, combinando-se
humana através principalmente pela entre si, têm o
dos arcos diversidade de objetivo de, através
dentários elementos a serem dos dados obtidos e
coletados que devidamente
carregam uma tabulados, viabilizar
carga de valor o processo de
como instrumento identificação. O
probatório de uma objetivo é tão só a
agressão. busca da verdade
real.

14. G.V. Avaliar a Houve Opiniões sobre


Reesu, et consistência de inconsistência nas evidências de
al. (2016) opiniões opiniões entre marcas de mordida
formadas por odontologistas, devem ser tratadas
23 variando se a com cautela, mais
odontologistas marca poderia ser pesquisas devem
forenses. de humano ou ser feitas e a
animal, e de adulto introdução de um
ou criança. sistema
reconhecido para
validação /
revalidação deve
ocorrer.
15. Descrever a Estudo de A maior parte das
Amorim e prevalência de casuística de vítimas de violência
Mello, et marcas de caráter exploratório física que
al. (2016) mordidas em com base em apresentaram lesão
vítimas de dados secundários, provocada por
violência produzidos a partir mordida humana
periciadas no das perícias era do sexo
Instituto realizadas por feminino,
Médico Legal peritos facioderma e
de Feira de odontolegistas adultos.
Santana no registradas em
período de laudos arquivados
2007 até 2014. no Instituto Médico
Legal (IML)

16. Michael, Verificar a A lógica geral da A ascensão e queda


et al. (2016) identificação de identificação forense, iminente de
Florence e as alegações de evidências de
fundamentos identificação de marcas de mordida
fracos e marcas de mordida ilustram
alegações e analisa pesquisas poderosamente os
exageradas. empíricas relevantes custos da falha em
sobre identificação garantir que o que
de marcas de entra em nossos
mordida – tribunais criminais
destacando tanto a seja ciência sólida.
falta de pesquisa
quanto a falta de
suporte fornecido
por pesquisas
existentes
17. Mânica Analisar Nenhuma técnica foi A análise de marcas
(2016) criticamente eleita a mais válida de mordida não
questões e pouca deve ser banida da
importantes investigação foi Odontologia
relacionadas à realizada para Forense, mas seu
análise de uso exige
marcas de comparar os precaução. As
mordidas e diferentes métodos. metodologias de
apresentar análises fortemente
soluções. calcadas em ciência
devem ser as
únicas aceitas no
futuro.

18. Analisar as As análises Os autores não


Reinprecht distâncias mostraram defendem a tentativa
S, et al. intercanina diferenças de determinar a raça
(2017) odontológica estatisticamente ou gênero a partir
para o uso em especificas das distâncias
processos significaticas entre intercaninas
judiciais as medias determinadas, mas
envolvendo intercaninas dos sim a relevância das
marcas de diferentes grupos de distâncias
mordida. raça e sexo. intercaninas nos
agrupamentos
específicos de raça e
gênero.

19. Vallim, Avaliar a A busca Estudos devem ser


et al. jurisprudência sistemática em um conduzidos em
(2018) para triagem único Tribunal Tribunais de
de ações chegou a 1125 diferentes países e
judiciais que processos estados para
envolvem envolvendo lesões aumentar o
mordidas por mordida panorama e permitir
humanas e humana uma comparação
marcas de registradas entre com as presentes
mordida. 1997 e 2005. descobertas.
20. Garbin, Avaliar a As marcas A técnica da análise
et al. técnica da equivalentes a métrica das
(2019) análise métrica cada dente por impressões
das meio da Análise dentárias em
impressões Métrica verificada a alimentos e o
dentárias em cada três meses acondicionamento a
alimentos não apresentaram baixas temperaturas
utilizados como variações preservou as
prova pericial. significativas. proporções entre as
marcas desejadas
por cada dente.

21. Araújo, Avaliar a Os resultados As marcas de maior


et al. estabilidade de deste estudo não dimensão em todos
(2019) marcas de exercem influência os alimentos com
mordida em significativa sobre a estabilidade
alimentos em temperatura de dimensional são
diferentes armazenamento mais importantes e
condições de desses materiais. permitem que seu
tempo e uso seja
temperatura e considerado como
sua investigação
confiabilidade criminais.
evidenciada
em
investigações
criminais.

22. Analisar o Os diferentes tipos Se o tempo e a


Desphand aparecimento de tons de pele não força fossem
e, et al. de marcas de afetaram o registro aumentados
(2019) mordida em 5 da marca de provavelmente os
tipos diferentes mordida aplicando resultados seriam
de tons de pele uma força de mais graves e este
122,5N por 15 estudo teria
segundos. mostrado mais
relevantes
resultados.
Fonte autores (2022)

DISCUSSÃO

Por meio dos resultados obtidos a partir dos estudos destacados por meio do
quadro anterior, foi possível identificar a análise através de marcas de mordida
apesar de ser uma prática bem estabelecida e validada cientificamente, é a mais
controversa, dividindo opiniões de autores e sendo motivo de grandes debates.

Diante de tantas subjetividades, essa análise acaba sendo, por diversas


vezes, contestada, dividindo opiniões entre os autores. Alguns sustentam que a
técnica é eficaz, e pode ser usada nos processos forenses, já outros, questionam a
individualidade das marcas de mordida e preconizam seu uso apenas para a
inclusão ou exclusão de suspeitos (MELO et al., (2021) apud BARSLEY et al.,
2018).

Segundo Maior et al. (2007) As marcas de mordida presentes em diferentes


suportes são portadoras de características únicas, permitindo assim identificar o
indivíduo que as produziu.

A singularidade da dentição humana é baseada em dois postulados: as


características dentárias dos dentes anteriores envolvidos na mordida são únicas
entre as pessoas, e essa unicidade é transferida e gravada na lesão. Os estudos
efetuados com gémeos homozigóticos em 1982 e 1984 são considerados como a
prova conclusiva para a individualidade da dentição humana. Segundo Sognnaes,
R. et al. (1984) apud Maior, J. R. S. et al. (2007), realizaram estudos que
comprovaram não haver dois indivíduos com a mesma dentição, nem mesmo em
gêmeos homozigóticos. (ALMEIDA, 2012 apud SWEET et al., 2001).
A marca de mordida quando depositada na pele começa a sofrer processos
que a deterioram, tanto físicas como biológicas, tanto em indivíduos vivos ou
cadáveres, devido à putrefação cadavérica. Dessa forma, se decorrer muito tempo
desde a coleta até a análise dessas marcas, detalhes fundamentais podem ser
perdidos ((ALMEIDA, 2012 apud SWEET et al., 2001).

O odontolegista se torna uma peça essencial dentro das ciências forenses,


pois é ele quem detém o conhecimento necessário sobre anatomia dentária,
radiologia odontológica, materiais odontológicos e dessa forma consegue atuar
dentro de uma equipe multidisciplinar ajudando a acelerar as investigações (MELO
et al., (2021) apud NUZZOLESE et al., 2008). A odontologia forense é um campo
em expansão, e a presença de profissionais treinados e experientes se torna cada
vez mais indispensável. A análise por meio das marcas de mordida pode ser um
fator chave na revelação dos acontecimentos da cena do crime, ajudando o sistema
judiciário a chegar no verdadeiro culpado (MELO ET AL., (2021) apud VERMA ET
AL.,2013).

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

De acordo com os autores revisados nesses estudos, a marca de mordida é


um método auxiliar que deve ser implementado em casos que tenham lesões
proferidas por criminosos sempre que as condições forem favoráveis para a correta
coleta e análise.

Em conclusão, destaca-se que a utilização da marca de mordida como única


evidência em processos forenses é inconsistente devido ao alto grau de
complexidade e subjetividade da técnica, mas permite que peritos odontologistas
usufruam dessa análise criteriosa e precisa como elemento relevante na inclusão ou
exclusão de suspeitos.
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