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A Última Despedida de Simão e Teresa

Simão Botelho embarca para a Índia em 1807, acompanhado de Mariana, após sair da prisão, enquanto reflete sobre dignidade e caridade. Teresa, que o ama, desmaia ao vê-lo partir e, antes de morrer, escreve uma última carta expressando seu amor eterno. Simão, consumido pela dor e gravemente doente, morre durante a viagem, e Mariana, devastada, tenta se unir a ele no mar.

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A Última Despedida de Simão e Teresa

Simão Botelho embarca para a Índia em 1807, acompanhado de Mariana, após sair da prisão, enquanto reflete sobre dignidade e caridade. Teresa, que o ama, desmaia ao vê-lo partir e, antes de morrer, escreve uma última carta expressando seu amor eterno. Simão, consumido pela dor e gravemente doente, morre durante a viagem, e Mariana, devastada, tenta se unir a ele no mar.

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A 17 de março de 1807, Simão Botelho saiu da prisão e embarcou para a Índia

com 75 degredados, mas, ao contrário dos outros, não foi amarrado. Mariana
acompanhava-o e recebeu dele um pedido para distribuir o dinheiro que a mãe lhe
enviara entre os outros condenados. Simão refletiu sobre a sua busca pela
dignidade e a humilhação da caridade forçada. No miradouro, avistou Teresa ao
longe. Na noite anterior, ela passou horas a recordar as cartas de Simão,
comparando a sua vida às pétalas murchas das flores, e escreveu-lhe uma última
despedida.

Na manhã da partida, Teresa observou o navio e desmaiou ao ver os condenados


embarcarem. Simão avistou-a, mas, ao passar pelo convento, percebeu que ela
estava morta. A viagem foi suspensa por um dia devido ao mau tempo. À noite,
Simão, consumido pela dor, disse ao comandante que procurava Teresa no Céu.
Recebeu o pacote de cartas de Teresa e leu a última mensagem dela, onde previa
a sua própria morte e expressava o amor eterno que os unia.

Durante a viagem, Simão caiu gravemente doente, recusando-se a lutar pela vida.
Mariana, dedicada, cuidou dele, e o comandante, sensibilizado, tentou confortá-
lo. No nono dia da doença, Simão morreu ao amanhecer. O seu corpo foi lançado
ao mar e Mariana, incapaz de suportar a perda, atirou-se para o abraçar, mas foi
resgatada. No mar, encontraram o rolo de cartas trocadas entre Simão e Teresa. A
narrativa termina com a menção à família de Simão e à morte de Manuel Botelho,
pai do autor.

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