SWITCH
O que é?
É um dispositivo de hardware usado para conectar vários outros dispositivos
dentro de uma rede local (LAN), como computadores, impressoras e
servidores, permitindo que eles se comuniquem entre si.
Um switch é uma bridge com várias portas que possibilita interligar vários
dispositivos de rede.
Tipos de switch
Existem diferentes tipos de switches disponíveis no mercado, cada um
projetado para atender a diferentes necessidades de conectividade. Portanto
cada tipo tem suas características físicas, mas no geral eles possuem portas
fêmeas do RJ-45, e uma ou mais portas para Uplink. Aqui temos alguns
modelos:
Switch Não Gerenciável PoE de 5 portas:
Características:
• São dispositivos plug-and-play, sem necessidade de configuração.
• Operam na camada 2 (Enlace de Dados) do modelo OSI.
• Não suportam VLANs, QoS ou monitoramento de tráfego.
• Possui 4 portas fêmeas do RJ-45
• 1 porta Uplink
Uso comum:
•Redes domésticas ou pequenos escritórios.
Switches Gerenciados
Funcionamento Interno
Ao ligar um switch ele inicia o modo de aprendizado, colocando o endereço de
origem de cada mensagem recebida em cada porta. Ao receber uma
mensagem para este endereço de destino ele envia para a porta associada. Se
o endereço de destino não for encontrado na tabela é realizado uma difusão
(broadcast) em todas as portas do dispositivo para identificar a porta a ser
utilizada. Como os switchs são dispositivos simples que requerem altas
velocidades ele geralmente é implementado somente com hardware.
Características físicas
switch é composta por vários componentes que garantem seu
funcionamento e conectividade.
1. Portas de Conexão:
Portas Ethernet (RJ45):
• Conectam dispositivos via cabos de par trançado (CAT5e, CAT6, etc.).
• Número de portas varia de 5 a 48 ou mais, dependendo do modelo.
Portas SFP/SFP+ (Small Form-factor Pluggable):
• Usadas para conexões de fibra óptica ou cabos de cobre de alta
velocidade.
• Comuns em switches empresariais.
Portas Uplink:
• Portas dedicadas para conectar o switch a outros switches ou roteadores, geralmente
de maior velocidade (ex: 10 Gbps)
2-
2. Tamanho Compacto:
- Bridges são dispositivos pequenos e compactos, muitas vezes semelhantes a um
switch ou hub em tamanho.
- Podem ser dispositivos independentes ou integrados a outros equipamentos de
rede.
3. Alimentação:
- São alimentados por fontes de energia externas (adaptadores) ou, em alguns
casos, por PoE (Power over Ethernet).
4. LEDs Indicadores:
- Possuem LEDs para indicar status de energia, atividade da rede e conexões ativas.
5. Montagem:
- Podem ser montados em racks (em modelos profissionais) ou simplesmente colocados em
mesas ou prateleiras.
O que é um Switch Gerenciável?
Um switch gerenciável se assemelha a um veículo de transmissão manual, onde o
condutor detém total domínio sobre a troca de marchas. Este modelo de switch
possibilita ao gestor de rede modificar configurações, acompanhar o tráfego e
administrar a rede de forma precisa. Com recursos avançados como VLANs (Redes
Locais Virtuais), QoS (Qualidade do Serviço) e SNMP (Protocolo Simples de
Gerenciamento de Rede), um switch gerenciável oferece um alto grau de controle e
flexibilidade.
Benefícios de um Switch Gerenciável
• Segurança
• É possível programar políticas de segurança para cada porta,
restringindo o acesso de dispositivos não autorizados à rede.
• Monitoramento
• É possível monitorar o tráfego e o desempenho da rede em tempo real,
permitindo identificar rapidamente gargalos ou problemas.
• Otimização do desempenho
• É um processo que visa melhorar a velocidade, a eficiência e a
confiabilidade de uma rede.
• Proteção contra ataques
• Os switches gerenciáveis possuem mecanismos de defesa contra tipos
de ataques que a rede está suscetível a sofrer.
O que é um Switch Gerenciável?
Por outro lado, um switch que não pode ser controlado é semelhante a um
veículo com transmissão automática que não precisa da intervenção do
condutor para alterar as marchas. Estes switches são plug-and-play, o que
significa que não precisam de configuração e iniciam suas funções
imediatamente após serem ligados. São perfeitos para redes domésticas ou
pequenas, onde a simplicidade e a facilidade de uso são fundamentais.
Benefícios de um Switch Não Gerenciável
O principal benefício dos switches que não podem ser gerenciados é a
facilidade de instalação e operação. São mais baratos e não requerem
habilidades técnicas para serem configurados, o que os torna uma ótima
escolha para pequenas empresas e usuários domésticos. Estes switches
asseguram uma conexão básica sem a complexidade de administração, o que
pode ser adequado para ambientes com requisitos de rede menos rigorosos.
Diferenças de Desempenho e Flexibilidade
Em termos de desempenho e flexibilidade, os switches gerenciáveis
apresentam uma vantagem evidente. Eles possibilitam ajustes precisos que
podem aprimorar o desempenho da rede para usos específicos. Em um
ambiente profissional onde a rede é essencial para operações vitais, à
habilidade de administrar e modificar as configurações de rede pode levar a
uma infraestrutura mais robusta, segura e eficaz. Em contrapartida, a ausência
de gerenciamento em switches não gerenciáveis restringe as possibilidades de
aprimorar e controle da rede.
Camadas do Switch
No âmbito das redes, os switches são essenciais para assegurar uma
comunicação eficaz entre aparelhos. Conforme suas características e posição
no modelo OSI (Open Systems Interconnection "Interconexão de Sistemas
Abertos"), os switches são categorizados em diferentes camadas. Detalha as
distinções entre os switches que atuam nas camadas 1, 2 e 3, oferecendo uma
perspectiva nítida de suas funções e usos.
Switches de Camada Física 1
Os switches de nível 1, também conhecidos como de camada física, funcionam
no nível mais simples do modelo OSI, o físico. São encarregados de transmitir
e receber sinais brutos ou bits através de um meio físico.
Características e Funcionalidades:
• Hub: Em muitos casos, um hub é considerado um dispositivo de camada
1, pois simplesmente retransmite os sinais recebidos para todos os
dispositivos na rede, sem qualquer forma de filtragem ou segmentação.
• Operação Simples: A funcionalidade é limitada à transmissão e
recepção de sinais sem qualquer processamento ou reconhecimento de
frames de dados.
Switch de Camada de Enlace 2
Os switches de camada 2 funcionam na camada de conexão do modelo OSI.
Eles usam endereços MAC (Controle de Acesso à Mídia) para estabelecer a
forma como os pacotes de dados devem ser transmitidos entre os aparelhos.
Características e Funcionalidades:
• Segmentação de Tráfego: Ao contrário dos hubs, os switches de
camada 2 podem segmentar o tráfego, garantindo que os dados só
sejam enviados ao dispositivo de destino.
• Tabelas MAC: Estes switches mantêm uma tabela de endereços MAC,
permitindo-lhes aprender e armazenar relações entre portas e
endereços MAC.
• Controle de Fluxo: Eles podem usar protocolos como o Spanning Tree
Protocol (STP) para evitar loops de transmissão, que podem ser
prejudiciais para a rede.
Switch de Camada de Rede ou Roteador 3
Os switches de camada 3, também referidos como switches multicamada,
funcionam tanto nas camadas 2 quanto 3. Eles agem como switches de nível 2,
porém também possuem habilidades de roteamento, operando na camada de
rede.
Características e Funcionalidades:
• Endereçamento IP: Os switches de camada 3 utilizam endereços IP para
rotear tráfego entre diferentes segmentos ou sub-redes da rede.
• Funcionalidade de Roteamento: Eles são capazes de realizar operações
de roteamento, encaminhando tráfego entre sub-redes ou VLANs
(Virtual Local Area Networks).
• Tabelas de Roteamento: Mantêm uma tabela de roteamento para
determinar o melhor caminho para um pacote chegar ao seu destino.
Entender os diversos níveis e suas funções correlatas é essencial para a
implementação e administração efetiva de redes. Embora os switches da
camada 1 sejam simples e realizem funções básicas, os de camada 2 e 3
proporcionam recursos avançados, tornando-os apropriados para redes mais
complexas e exigentes. Ao selecionar o switch adequado para uma
determinada aplicação, os gestores de rede podem assegurar a eficácia, a
escalabilidade e a segurança de suas redes.
Utilização
Os switches de rede são empregados em vários contextos e circunstâncias
para ligar aparelhos em uma rede local (LAN). Segue uma lista de alguns dos
principais cenários e locais onde os switches são empregados:
• Escritórios e Empresas: Em contextos empresariais, os switches são
empregados para ligar computadores, impressoras, servidores e outros
aparelhos, facilitando a comunicação e a partilha de recursos.
• Centros de Dados: Nos centros de dados, switches de grande
capacidade são fundamentais para administrar o fluxo de dados entre
servidores e dispositivos de armazenamento, assegurando eficácia e
alta disponibilidade.
• Escolas e Universidades: Switches são usados em escolas e
universidades para ligar computadores em laboratórios, salas de aula e
bibliotecas, simplificando o acesso à internet e a materiais didáticos.
• Residências: Em redes domésticas, os switches têm a capacidade de
ampliar a conectividade, possibilitando a conexão de diversos aparelhos,
tais como computadores, consoles de jogos e televisões inteligentes à
rede local.
• Indústrias: Em contextos industriais, os switches são empregados para
interligar equipamentos de automação, sensores e sistemas de controle,
possibilitando a comunicação instantânea e o monitoramento de
processos.
• Redes de Telecomunicações: Switches desempenham um papel crucial
em redes de telecomunicações, controlando o fluxo de dados entre
diversas partes da infraestrutura de rede.
Expansão de Rede
A ampliação de um switch de rede se refere ao procedimento de ampliar a
capacidade de uma rede local (LAN) para acomodar mais aparelhos ou
aprimorar o rendimento. Isso pode ser realizado de diversas formas:
• Adicionando mais portas: Se o switch em uso possui portas suficientes,
basta conectá-los. Se isso não ocorrer, pode ser preciso comprar um
switch com mais portas.
• Conectando switches: É possível interligar vários switches entre si. Isso
possibilita a expansão da rede sem a necessidade de substituir o switch
já existente. É crucial assegurar a configuração adequada da rede para
prevenir loops.
• Usando switches que podem ser empilhados: Alguns switches são
concebidos para serem fisicamente empilhados, possibilitando que
atuem como uma única unidade lógica. Isso simplifica a administração e
o crescimento da rede.
• Implantação de VLANs: Caso a expansão requeira a segmentação da
rede, é possível estabelecer VLANs (Redes Locais Virtuais) para
otimizar o fluxo de tráfego e aprimorar a proteção.