STJ-Petição Eletrônica (EDcl) 01128486/2024 recebida em 18/12/2024 17:12:37 (e-STJ Fl.
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AO MINISTRO RELATOR RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA
Reclamação nº 9142 - BA
Petição Eletrônica juntada ao processo em 18/12/2024 ?s 17:31:00 pelo usu?rio: SISTEMA JUSTIÇA - SERVIÇOS AUTOMÁTICOS
HUGO AMARAL VILLARPANDO, já devidamente
qualificados nos autos, vem, à presença de [Link]., em atenção a decisão de
fls. nº , opor EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, com fulcro no artigo 1.022, I e II
do CPC, pelos termos e fundamentos a seguir expostos.
I – DA OBSCURIDADE E OMISSÃO NO
ENFRENTAMENTO DA LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ
A decisão embargada acolheu os Embargos de
Declaração anteriores para fins de complementação do decisum, porém não
enfrentou adequadamente os fundamentos relativos à litigância de má-fé
dos Embargados, resultando em obscuridade e omissão quanto às
reiteradas condutas processuais que configuram evidente deslealdade.
O acórdão reconhece que o Banco Central do Brasil
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admitiu erro na base de cálculo apresentada, mas ignora que tal
reconhecimento ocorreu apenas após longo período de resistência
processual, em que foram reiteradas manifestações contraditórias e
inconsistentes.
Tal postura não pode ser considerada como simples
falha processual ou ato isolado.
Ao contrário, constitui conduta deliberada de má-fé,
conforme disposto no art. 80, incisos I, II, e V, do CPC, uma vez que:
1. Agiram com má-fé ao sustentar teses
contraditórias – Durante o trâmite processual, os
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Embargados apresentaram narrativas antagônicas,
omitindo informações cruciais e retroalimentando teses
jurídicas inconsistentes, com o único objetivo de
tumultuar o processo e induzir o juízo a erro.
2. Persistiram em equívocos mesmo cientes do
erro – Ainda que os Embargados tivessem plena ciência
de que o montante exequendo apresentava base de
cálculo equivocada, continuaram sustentando valores
excessivos, sem memória de cálculo precisa, mesmo
após constatações formais nos autos. Essa conduta,
reiterada ao longo de diversas manifestações
processuais, é incompatível com a boa-fé e a cooperação
exigidas pelo ordenamento jurídico (art. 6º do CPC).
3. Deslealdade reiterada na tentativa de obstruir a
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justiça – A conduta de sustentar teses inconsistentes
sobre a mesma base de cálculo e ignorar a existência de
outras ações conexas – como os autos das ações
rescisórias mencionadas – demonstra uma estratégia
deliberada de litigância desleal. A persistência nesse
comportamento não foi devidamente analisada no
decisum embargado.
II – DA NECESSIDADE DE CONDENAÇÃO PELA
LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ
O acórdão, ao afastar a litigância de má-fé, restringiu-se
a afirmar que a mera postulação de valores excessivos, desacompanhada
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de memória de cálculos, não configura má-fé.
No entanto, deixou de analisar que tal postulação,
quando inserida em um contexto de condutas reiteradamente desleais, não
se limita a erro ou falha isolada, mas constitui estratégia deliberada de
obstrução da justiça e obtenção de vantagem indevida, nos termos do art.
80 do CPC.
Ademais, é incontroverso que os Embargados –
notadamente o Banco Econômico, agora sob controle do BTG Pactual –
detêm pleno conhecimento da matéria, inclusive em razão de sua atuação
ativa em outras demandas rescisórias conexas.
Esse conhecimento aprofundado e reiterado do caso
retira qualquer margem para alegações de simples erro ou equívoco.
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III – DA OMISSÃO QUANTO À POSSÍVEL SIMULAÇÃO
CIVIL (ART. 167 DO CC)
Outro ponto de omissão é a ausência de análise sobre o
controle, pelo BTG Pactual, de ambas as posições no litígio, o que enseja
questionamentos sobre possível simulação civil, conforme previsto no art.
167 do Código Civil.
Essa situação, inclusive, compromete a higidez do
processo e deveria ter sido apreciada ex officio por este E. Tribunal,
especialmente diante dos valores envolvidos e do impacto no polo ativo e
passivo do litígio.
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IV – DOS PEDIDOS
Diante das obscuridades e omissões apontadas, requer-
se:
a) Conhecimento e provimento destes Embargos de
Declaração para sanar as obscuridades e omissões
relativas às condutas reiteradas e deliberadas dos
Embargados que configuram litigância de má-fé, com a
consequente aplicação das penalidades previstas no art.
81 do CPC;
b) Análise detalhada das reiteradas contradições e
inconsistências processuais perpetradas pelos
Embargados, que extrapolam o mero erro processual e
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comprometem a boa-fé objetiva;
c) Apreciação da possível simulação civil envolvendo o
controle do polo ativo e passivo pelo BTG Pactual, com
as implicações jurídicas cabíveis.
Nestes termos, pede deferimento.
Brasília/DF, 18 de dezembro de 2024.
Cristiano de Freitas Fernandes Guilherme Campos Coêlho
OAB/DF 13.455 OAB/DF 27.810
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PETIÇÃO INCIDENTAL – Rcl
AUTOR DO DOCUMENTO: GUILHERME CAMPOS COELHO CPF: 98395386168
OAB: DF027810
DATA: 18/12/2024 HORA: 17:12:36 SEQUENCIAL: 9669246
RECLAMANTE: HUGO AMARAL VILLARPANDO
Processo: Rcl 9142 (2012/0124412-7)
Tipo de Petição: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Parte peticionante: HUGO AMARAL VILLARPANDO
PEÇA NOME DO ARQUIVO HASH
Petição ED - HUGO VILLARPANDO [Link] 9C554FFC303ED546B20A7875ECC4
725D08E8F4B4
Documento assinado eletronicamente nos termos da Lei11.419/2006.
A exatidão das informações transmitidas é da exclusiva responsabilidade do peticionário.
Os dados contidos na petição podem ser conferidos pela Secretaria Judiciária, que procederá sua alteração em caso de desconformidade com
os documentos apresentados, ficando mantidos os registros de todos os procedimentos no sistema (Parágrafo único do Art. 12 da Resolução
STJ 10/2015 de 6 de outubro de 2015).
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