TEXTOS NARRATIVOS
O texto narrativo conta acontecimentos ou experiências conhecidas ou imaginadas. Contar uma
história, ou seja, construir uma narrativa, implica uma acção, desenvolvida num determinado
espaço e num determinado tempo, praticada por personagens, e que nos é transmitida por um
narrador.
Normalmente, o texto narrativo é constituído por narração (a acçāo evolui), descrição (das
personagens è do espaço) diálogo (as personagens falam entre si) e monólogo (uma personagem
fala consigo mesma).
Estrutura do texto narrativo
A estrutura de um texto narrativo pressupõe as seguintes fases:
Introdução (situação inicial) - apresentação do herói;
Desenvolvimento - projectos e desejos do herói; obstáculos levantados à concretização
dos desejos; auxílios prestados para a realização dos desejos; sucessos ou insucessos do
herói;
Conclusão (situação final) - desenlace.
Categorias da Narrativa
Acção (ou diegese)
É a relevância dos acontecimentos.
Divide-se em acontecimentos principais e secundários: acção principal e acção secundária.
Final da acção
Acção fechada - solucionada até ao pormenor.
Acção aberta - acção não solucionada.
Ordenação dos acontecimentos e da narrativa
Pode ser:
ordem real dos acontecimentos;
ordem textual dos acontecimentos.
Organização das sequências narrativas e/ou acções:
encadeamento - ordenação cronológica dos acontecimentos;
alternância - entrelaçamento das sequências e/ou acções;
encaixe - introdução de uma sequência e/ou acção noutra.
Espaço
Espaço físico - lugar da realização da acção.
Espaço social - o meio social a que as personagens pertencem e onde se deslocam.
Espaço psicológico - o espaço vivenciado pela personagem, de acordo com o seu estado
de espírito, ou o lugar do pensamento e da emoção da personagem.
Tempo
Tempo cronológico - marcas da passagem do tempo.
Tempo histórico - enquadramento histórico dos acontecimentos.
Tempo psicológico - tempo vivenciado subjectivamente pelas personagens.
Personagens
São as entidades que vivem os acontecimentos.
Relevo ou papel:
protagonista, personagem principal, central ou herói - personagem que desempenha
um papel central no desenvolvimento da acção;
secundária(s) - personagens que, embora essenciais, desempenham papéis de menor
relevo no desenrolar da acção;
figurantes - não têm interferência na acção;
mencionadas ou aludidas - apenas referidas por outras personagens.
Concepção:
personagem modelada - dotada de uma grande densidade psicológica. O
comportamento altera-se ao longo da narrativa. Pode ter, por vezes, comportamentos
inesperados;
personagem plana - desprovida de grande vida interior e com um conjunto de traços
bastante limitado, assume um comportamento estável durante toda a diegese e, por isso,
previsível;
personagem tipo ˗ representa uma classe social ou profissional, sendo-lhe atribuídas as
características típicas que a definem.
Caraterização:
física - características fisionómicas, vestuário e gestos das personagens;
psicológica - referência às características de Índole mais pessoal, como o
comportamento, o carácter ou os valores morais;
social - inserção de uma personagem no grupo social a que pertence, através da
identificação da sua profissão ou da vida social.
Processos de Caracterização
Caracterização directa - feita através dos discursos da personagem a falar sobre si
própria (auto-caracterização), de outras personagens ou de afirmações do narrador
(hetero-caracterização).
Caracterização indirecta - não havendo afirmações explicitas sobre o carácter das
personagens, é o leitor que faz deduções sobre as mesmas, a partir das suas atitudes.
Narrador
É uma entidade fictícia com a função de contar a história. Há uma nítida distinção entre este
conceito e o do autor. O autor é uma figura real, com nome e data de nascimento, o narrador é
uma figura fictícia. É uma criação do autor que apenas tem vida dentro do texto e cuja função é
narrar.
Presença ou participação:
narrador heterodiegético (ou não participante) - é aquele que narra uma história à qual
não pertence. Tem apenas conhecimento da mesma, mas não participa dela;
narrador homodiegético (ou participante) - é o narrador que faz parte da diegese ou
acção como personagem secundária ou como figurante;
narrador autodiegético - mais do que uma personagem da narrativa que narra, constitui-
se como protagonista da mesma. Tem um papel activo e a narração é feita na primeira
pessoa.
Focalização
Focalização externa - não possuindo um ponto de vista privilegiado, o narrador está
limitado à superfície do visível e cinge a informação narrativa ao exterior dos elementos
observados. Por essa razão o discurso é mais objectivo e desapaixonado.
Focalização interna - o narrador observa e relata através do olhar de uma personagem
inserida na diegese. A quantidade de informação que pode transmitir é reduzida, uma vez
que tem de obedecer a uma questão de coerência - a informação transmitida é aquela que
a personagem, cujo ponto de vista é adoptado, possui.
Focalização omnisciente - o narrador possui um conhecimento integral de todo o
universo da narrativa, incluindo o intimo das personagens.
Posição
A posição do narrador tem a ver com a atitude do mesmo perante as sequencias da
narrativa.
Posição objectiva- o narrador limita-se a narrar, friamente, os acontecimentos,
colocando-se numa posição de completa isenção e neutralidade.
Posição subjectiva - o narrador relata os acontecimentos de uma forma em comentários e
revela posições ideológicas. É muito frequente a utilização de adjectivos e de expressões
valorativas.
Modos de Representação de Narração
A diegese de um texto narrativo não é apenas constituída por uma sucessão ordenada de acções.
Descrição
É um recurso privilegiado de que o narrador dispõe para criar um efeito do real, fornecendo à
diegese dados importantes para o decorrer da acção.
Concluímos que não há textos puros, mas sim textos predominantemente narrativos ou
descritivos.
Para enriquecer a narração e conhecer as personagens, recorre-se ao:
diálogo;
monólogo.
Tipos de Linguagem
Na elaboração de um texto, é necessário ter sempre presente:
a ordenação lógica dos factos relatados;
a articulação das frases;
a pontuação;
a utilização de recursos estilísticos;
o emprego correcto dos tempos e modos verbais;
a variedade lexical.
Nível Gramatical
O texto narrativo pauta-se pelo uso de verbos "dinâmicos'", isto é, que sugerem actividade e
dinamismo por parte das personagens.
Os tempos empregados são, especialmente, todos os pretéritos, com particular relevo para o
pretérito perfeito. O presente do indicativo é também utilizado, embora com um valor de falso
tempo ou como presente histórico.
Descrição
Na descrição, são usados, preferencialmente, verbos "estativos'", veiculadores da ideia de
permanência, como o presente e o pretérito imperfeito do indicativo. Não raras vezes, há,
igualmente, o recurso a figuras de estilo como a comparação, metáfora, enumeração,
adjectivação e advérbios.
Narração
Segundo Reis e Lopes (Dicionário de Narratologia, 7.ᵅ Edição, Coimbra, 2002, pág. 247), o
termo «narração é entendido como processo de enunciação narrativa, como resultado dessa
enunciação, como escrita da narrativa, como processo oposto à descrição, mesmo como modo
literário, em relação distintiva com o modo dramático e o modo lírico», desempenhando, então,
uma função marcadamente activa de preparação da argumentação, pois, como fundamenta
Barthes (1975, pág.209) apud Reis e Lopes (2002, pág. 247), «a narração não é uma história, mas
uma prótese argumentativa».
O critério apositivo proposto por Reis e Lopes (op. cit., 2002, pág.248) passa pela dinâmica
incutida à narrativa, daí que se entenda «a narração, em contraste com a descrição, como aquele
procedimento representativo dominado pelo expresso relato de eventos e de conflitos que
configuram o desenvolvimento de uma acção» sendo, com efeito, possível compreendê-la em
função de um movimento temporal que transmita à narrativa a dinâmica mencionada.
A narração consiste, então, em criar uma sequência de factos na qual as personagens se
movimentam num determinado espaço à medida que o tempo passa.
O texto narrativo é baseado na acção, a qual envolve personagens, tempo, espaço e conflito.
Assim, o texto narrativo apresenta uma determinada estrutura, como destacamos:
apresentação;
complicação ou desenvolvimento;
clímax;
desfecho.
Registe-se que, nesta estrutura narrativa, o tempo marca a sucessão cronológica indica a duração
ou, juntamente com o espaço, faz a contextualização histórica, cultura e social dos
acontecimentos. A ordenação dos acontecimentos pode transgredi a ordem cronológica e resultar
de outros factores, como relações de valores-amor ódio, corrupção, violência, etc.
Narração e narratividade
No nosso quotidiano, encontramos textos narrativos; contamos e/ou ouvimos histórias
constantemente. Mas os textos que não pertencem ao campo da ficção não são considerados
narração, pois esses não têm como objectivo envolver o leitor pela trama, pelo conflito. Podemos
dizer que nesses relatos há narratividade, ou seja, o modo de ser da narração ou, melhor; a
narratividade incide sobre o estado específico, sobre as qualidades intrínsecas dos textos
narrativos, apreendidos ao nível dos fundamentos semidiscursivos.
Narratário
É uma entidade fictícia, um «ser de papel», implicando necessariamente a existência de um
narrador. Este dirige-se-lhe de forma expressa ou tácita. É o destinatário ou receptor da
mensagem. Não se pode confundir com o leitor real da narrativa, bem como não se pode
confundir o narrador com o autor. Assim, pode dizer-se que o narratário está para o narrador
como o leitor para o autor.
Modo de expressão ou de apresentação
Em primeiro lugar, é importante que se perceba que há duas perspectivas de construção da
narração: perspectiva narrativa, como tal, e a perspectiva descritiva.
Perspectiva narrativa ou Narração
Narração é o acto e o processo do discurso narrativo, implicando, necessariamente, o narrador,
enquanto sujeito responsável por esse processo.
Distinguem - se duas modalidades da narração: aquela em que o narrador «mostra» os
acontecimentos, usando a técnica de representação dramatizada, e aquela em que o narrador
resume, sumaria, manipula a história.
Em oposição a descrição, a narração é o relato dos acontecimentos necessários ao
desenvolvimento da acção. E uma modalidade dinâmica, servindo – se, necessariamente, dos
verbos no pretérito perfeito ou na sua variante estilística, o presente histórico. É um momento
avanço de da historia.
Exemplos de textos narrativos são: romance, novela, conto, crônica e fabula.
Texto dramático
O texto dramático é constituído por um texto principal (isto é, pelas falas a proferir pelos
actores no palco) e por um texto secundário (as indicações cénicas ou didascálias).
No texto dramático, como no texto narrativo, existe a narração de eventos e são indispensáveis
o espaço e o tempo. No entanto, no texto dramático, é da maior importância a concentração do
conflito, ao qual se subordinam os outros aspectos.
A representação cénica no palco constitui a realização do texto dramático, vivido num momento
presente, o que não acontece no texto narrativo, nem no texto lírico.
O texto dramático é criado pelo dramaturgo e tem como finalidade ser representado num
palco, passando então a ser considerado como texto teatral.
Estrutura do texto dramático
O texto dramático caracteriza-se por ser estruturalmente constituído por um texto principal e por
outro secundário, sendo que o primeiro apresenta actos linguísticos realizados pelas personagens
que comunicam entre si através de diálogos. No texto dramático podem ainda ocorrer monólogos
(não existem réplicas nem interlocutores, embora nele se possam manifestar elementos
dialógicos e se possam identificar interlocutores implícitos ou latentes). O texto secundário é
formado pelas didascálicas ou indicações cénicas. Estes dois textos funcionam interligados e são
cooperantes.
O texto dramático apresenta uma sequência de eventos provocados ou sofridos por agentes, que
se desenvolvem num determinado tempo e espaço, real ou fingido.
Segundo o Programa Intermédio do Primeiro Ciclo, Oitava Classe, 2006/7(2005, tação, conflito e
desfecho, enquanto a estrutura externa o divide em cenas e e secundárias, das quais é feito um
retrato físico (por caracterização directa) e um retrato psicológico (por caracterização directa e
indirecta).
Aguiar e Silva (Teoria da Literatura, 6.ª Edição, Coimbra, Almedina, pág. 114) afirma que «o
texto dramático realiza-se como texto teatral através de um complexo processo (...) o texto
"principal" do texto dramático deixa de ser comunicado como um texto escrito submetido às
regras, às convenções e ao condicionalismo da comunicação literária para se transformar num
texto oralmente realizado por instâncias de enunciação, ficticiamente encadeada por actores e
comunicada a espectadores por canal vocal-auditivo».
A realização oral do texto dramático levada a cabo num espaço cénico, implicando a presença de
actores e de espectadores, envolve normas e convenções de códigos actuantes na comunicação
linguística canónica, mas que no texto teatral adquirem maior relevância e explicitude:
Código proxémico - regula as relações espaciais entre as personagens dramáticas entre o
corpo de actores entre estes e os objectos do espaço cênico.
Código cinésico – regula os movimentos corporais dos actores, os seus gestos, as
atitudes, em particular a sua mimica facial.
Código paralinguístico – regula os factores locais convencionados e sistematizáveis que
acompanha a emissão do signo verbal, mas que não fazem parte do sistema linguístico.
Como o texto teatral é uma transformação do texto «principal» do texto dramático, apresenta
uma estrutura constituída pela presença física dos actores, a acção e os actos linguísticos das
personagens, os elementos paralinguísticos proxémicos e cinésicos, os jogos de luz, os elementos
musicais e os efeitos do som, que se correlacionam com as personagens dramáticas, com a sua
acção e com os seus actos linguísticos. Todos esses signos se revelam em sistemas de
significação e de códigos muito heterogéneos.
Características do texto dramático
Sistematizando, o texto dramático é constituído por:
texto principal - composto pelas falas dos actores;
texto secundário/didascália - destina-se ao leitor, ao encenador da peça e aos actores.
Este texto secundário e composto pela listagem inicial das personagens;
pela indicação dos nomes das personagens no inicio de cada fala;
pelas informações sobre a estrutura externa da peça (divisão em actos, cenas ou quadros);
pelas indicações sobre o cenário e guarda-roupa das personagens;
pelas indicações sobre a movimentação das personagens em palco, as atitudes que devem
tomar, os gestos que devem fazer ou a entoação de voz com que devem proferir as
palavras.
A acção é marcada pela actuação das personagens, que nos apresentam a vivência (simulada,
reproduzida) de acontecimentos.
O texto dramático caracteriza-se por possuir um autor oculto (o dramaturgo). fingido ou
dissimulado. quer em relação às personagens, quer em relação aos receptores. cabendo às
personagens, os agentes da história representada que comunicam entre si e com os receptores do
texto, a assunção da responsabilidade imediata e explicita das acções e das interacções, sem
mediadores intratextuais dos actos de enunciação.
Este gênero apresenta ainda outras características.
O autor do texto dramático está geralmente omisso no texto, embora possa marcar a sua presença
explicitamente no prólogo (inicio de uma peça teatral) e no epilogo (final da peça) e em certos
textos dramáticos, manifestando-se nas formas pronominais e verbais de primeira pessoa.
Ausência de narrador.
Pode realizar-se no espaço real (palco ou estúdio), ou, então, no espaço fingido.
Presença de personagens principais (protagonistas) e secundárias.
Divide-se em acções organizadas: apresentação, conflito e desfecho.
Geralmente, está dividido em cenas e/ou actos.
É constituído por um texto «principal» e pelo texto secundário.
Caracteriza-se pelo diálogo (conversação estabelecida envolvendo dois ou mais actores) e pelo
monólogo (produção de enunciados de e para um único actor, isto é, de e para si mesmo).
Aguiar e Silva (Op. cit, 1984, pág. 111) apontam como características do texto dramático:
«índice elevado de actos e locutivos e de actos pelo locutivos nas replicas do texto dramático,
originando relevantes projecções extratextuais» e ainda que, «quando o texto dramático é
concretizado como texto teatral, comporta parâmetro perlocutivos muito acentuados, desde
sempre explorados e reconhecidos pela teoria e pela pratica do drama na cultura ocidental».
Acrescenta ainda o facto de « o texto dramático estar saturado de elementos deícticos
(contextualizadores espácio-temporais)».
Este autor defende, além do mais, que neste tipo de texto se nota o uso de um Eu em forma de
discurso directo, que dialoga com um Tu, agindo num espaço que perspectiva e se organiza
conceptualmente em função de si mesmo, e o tempo linguístico presente, ao qual se subordinam
os tempos linguísticos do passado e do futuro.
Aguiar e Silva (Op. cit, 1984, pág.612) afirma que «as personagens dramáticas muitas vezes são
responsáveis ou marcadas psicológica e moralmente por eventos pretéritos, cujas consequências
desempenham uma função nuclear no desenvolvimento da acçāo - e daí a frequência e a
importância dos tempos verbais no passado em textos dramáticos. O presente é o tempo
necessário do texto dramático».
Espécies de género dramático
Borregana (Op. cit, pág. 316) advoga a existência de três principais espécies de género
dramático, tragédia, comédia e drama.
Vários autores da obra Curso de Português (Edições ASA, Rio Tinto, 1983,pág.218) sāo de
opinião de que o texto dramático se constitui dos mesmos géneros referidos anteriormente por
Borregana, indo mais longe, ao detalhá-los, isto é, definindo cada um dos géneros segundo a
sequência que se segue.
Características da tragédia
Segundo Borregana (Op. cit, 2000, pág. 316), a tragédia caracteriza-se por uma estrutura
constituída por um prólogo (apresentação do contexto da história); um párodo (canto de entrada
entoado pelo coro); três episódios (peripécias), alternados com três estásimos ou odes corais
(cantados pelo coro) e por um êxodo (termo da peça, com a saída dos actores e do coro).
A tragédia é constituída pelos seguintes elementos:
Personagens (menos de três): são divinas ou nobres, demonstrando sempre atitudes e
linguagens dignas e aristocráticas.
Coro: é o conjunto de cantores, espectadores privilegiados, que comentam,
emocionalmente, a acção dramática e lançam, por vezes, presságios.
Unidade de acção, de espaço e de tempo: a peça tem de constar de uma única acção
importante passada num único espaço e num período de 24 horas.
Destino ou fatalidade: é a força essencial da tragédia, fazendo recair o castigo sobre o
protagonista, aparentemente inocente, embora haja da parte deste a hybris, entendida
como uma espécie de insolência para com os Deuses, por ignorância ou erro de maldade,
que desencadeia a acção fatal.
Presságio: são indícios que prognosticam acontecimentos funestos.
Reconhecimento ou anagnórise: é a passagem da ignorância ao conhecimento. O
reconhecimento dá geralmente origem ao clímax.
Clímax: é o ponto mais alto da emoção dramática. É o ponto antecedente à catástrofe,
constituindo esta a desgraça e o castigo.
Tragédia
A tragédia é uma peça teatral cuja acção dramática tem um desfecho funesto.
Segundo Aristóteles, «tragédia é a imitação de acções de carácter elevado, completa em si
mesma, de certa extensão, em linguagem ornamentada e com várias espécies de ornamentos
distribuídos pelas diversas partes do drama, imitações que se efectuam não por narrativa, mas
mediante actores, e que suscitam o terror e a piedade, tendo por efeito a purificação desses
sentimentos».
Trata-se de um género teatral originário da Grécia Antiga e tem como foco o desenvolvimento de
uma acção dramática, apresentando um desfecho funesto, isto é, que termina com a morte; e o
seu objectivo é provocar o «terror».
É uma composição que gira em torno de um conflito de grandes interesses e paixões e que tem
por fim excitar a piedade ou o terror. Recebe o nome de ópera quando é acompanhada de canto.
Comédia
A comédia é uma peça teatral em que se dramatizam de forma cómica, as figuras, os costumes
ou factos da vida social.
É a peça de teatro que termina com a harmonização dos contrários em conflitos.
Pode apresentar situações ou personagens, cómicas, cuja finalidade é, ao mesmo tempo, satírica
e de diversão, mas esta não constitui uma condição essencial.
É uma composição sobre um assunto vulgar, normalmente com o intuito de divertir e de
moralizar. Toma o nome de ópera cómica ou ópera bufa quando é acompanhada de canto, e de
farsa quando provoca o riso.
Carrilho e Mondlane (Português - Oitava Classe, Diname, Maputo, 1990, pág. 159) definem
farsa como sendo uma peça cómica de carácter burlesco.
Ainda acerca da comédia, Carrilho e Mondlane (Op. cit, 1990, pág.159) consideram-na como um
dos tipos de texto dramático, definindo-a como uma peça em que se põe em acção, de um modo
jocoso, costumes, caracteres ou factos da vida social.
No entanto, a definição de comédia não se restringe apenas às ideias dos autores acima
mencionados, pois Moisés (Dicionário de Termos Literários, I. Edição, Editora Cultrix, São
Paulo, 1974, pág.91) coloca em questão o seu entender sobre a comédia e define-a como
«imitação de homens inferiores, não todavia quanto a toda a espécie de vício, mas só quanto
àquela parte do torpe que é ridículo».
Drama
O drama é uma peça teatral que geralmente trata de assuntos sérios.
Em termos literários, o drama assue-se muitas vezes como sinónimo de texto dramático, embora
também possa ser utilizado no seu sentido vulgar de um acontecimento desagradável. Para além
destes diferentes significados (o primeiro, de natureza científica e o segundo, num contexto
vulgar), no século XVIII, em que se debatem conflitos trágico-cómicos da classe média e em que
a tragédia se mistura com a comédia, mediante a alternância de cenas trágicas e cómicas, o termo
surge como um género misto (híbrido) que conjuga características trágicas com formas e acções
menos sublimes.
Carrilho e Mondlane (Op. cit, 1990, pág. 159) definem «drama» como sendo «uma composição
teatral sobre assuntos sérios, meio-termo entre a tragédia e a comédia; aborda geralmente temas
da vida comum, desdobrando-se entre o patético e o comovente».
Na concepção de Moisés (Op. cit, 1974, pág. 161), drama é a «arte de representação em que um
actor retrata o comportamento de uma personagem, a qual, por sua vez, revela a vida profunda da
personagem».
Este autor classificou como drama toda a peça teatral caracterizada por seriedade ou solenidade,
em oposição à comédia propriamente dita.
Entre os vários géneros do texto dramático, destacam-se ainda:
Auto-composiçāo dramática com conteúdo moral ou pedagógico.
Farsa-peça de carácter popular e burlesco.
Tragicomédia- tragédia entremeada de acidentes cómicos e cujo desenlace não é trágico.
As personagens do texto dramático
As personagens podem ser classificadas quanto ao relevo:
Protagonistas ou personagens principais: as que têm um papel central são os heróis da obra.
Personagens secundárias: são aquelas cujo papel tem menor relevo na economia da obra.
As personagens podem também ser classificadas quanto à sua composição:
Modeladas ou redondas: são dotadas de densidade psicológica e capazes de alterar os
seus comportamentos à medida que os acontecimentos avançam. Revestem-se de
complexidade suficiente para constituir uma personalidade bem vincada. Trata-se, neste
caso, de uma entidade que quase beneficia do relevo que a sua peculiaridade justifica: é
uma personagem que é, ao mesmo tempo, submetida a uma caracterização relativamente
elaborada e não definitiva.
Planas: são as personagens que não apresentam densidade psicológica, assumindo sempre
acções e reacções previsíveis ao longo do decurso da história, sem sofrer alterações.
Tipo: são as que representam um determinado espaço social, sendo-lhe, portanto,
atribuídas características desse grupo social.
Colectivas: são constituídas por um conjunto de indivíduos que actuam em grupo.
Caracterização das personagens
Entende-se por caracterização todo o processo de-pendor descritivo, tendo uma história,
designadamente os seus elementos humanos ou entidades de propensão antropomórfica; nesse
sentido, pode dizer-se que é a caracterização das personagens que faz delas entidades
identificáveis no universo diegético em que se movimentam e relacionáveis entre sie com outros
componentes diegéticos.
No que diz respeito às modalidades de caracterização, pode falar-se em caracterização directa e
caracterização indirecta.
Caracterização directa: consiste na descrição eminentemente estática dos atributos da
personagem consumada num fragmento discursivo expressamente consagrado a tal
finalidade; a sua execução pode caber à própria personagem (autocaracterização) ou a
outra entidade, normalmente outra personagem, no caso do texto dramático
(heterocaracterização).
Da autocaracterização decorrem irrecusáveis consequências de tipo apreciativo, com
óbvias repercussões no retrato finalmente configurado: quem a si mesmo descreve tende
a perfilhar uma atitude positiva ou desculpabilizadora, ao passo que a
heterocaracterização, revela, em princípio, outra capacidade de análise, favorecendo uma
atitude crítica mais intensa.
Caracterização indirecta: constitui um processo marcadamente dinâmico. É, de uma
forma mais dispersa, a partir dos discursos da personagem, dos seus actos e reacções
perante os outros que o receptor vai inferindo um conjunto de características
significativas do ponto de vista psicológico, ideológico, cultural, social, etc.
O espaço e o tempo no texto dramático
O texto dramático, tal como o texto narrativo, engloba as categorias espácio-temporais. São elas
que organizam os microcosmos da acção e estão presentes nos cenários e nas didascálicas.
Espaço: o espaço cénico é caracterizado nas didascálias onde surgem indicações sobre
pormenores do cenário, efeitos de luz e som.
Coexistem normalmente dois tipos de espaço.
Espaço representado: constituído pelos cenários onde se desenrola a acção e que
equivalem ao espaço físico que se pretende recriar em palco.
Espaço aludido: corresponde às referências a outros espaços não representados em cena.
Tal como no texto narrativo, as personagens e o seu discurso remetem para o desenrolar
de uma acção. Mas, ao contrário do que acontece no texto narrativo, não há, ao mesmo
nível do texto das personagens, nenhuma voz que organize essa acçāo, ou seja, no texto
dramático, sem embargo de uma ou outra excepção, não há narrador, razão pela qual
neste tipo de texto o diálogo é predominante.
O tempo é mais ou menos concentrado e os espaços não conhecem a variedade que, na
maioria das vezes, o romance apresenta.
A estrutura do texto dramático
Estrutura externa: o teatro tradicional e clássico pressupõe a divisão em actos, que
correspondem à mutação de cenários, e em cenas e quadros, que equivalem à entrada ou
saída de personagens em cena.
Estrutura interna
1. Exposição: apresentação das personagens e dos antecedentes da acção.
2. Conflito: conjunto de peripécias que fazem a acção progredir.
3. Desenlace: desfecho da acçāo dramática.
Estilística
Estilística é o estudo das diferentes formas e espécies de estilo e das figuras e ornatos de
linguagem. Este estudo visa dar a conhecer a maneira como cada escritor põe em jogo os
recursos da sua língua com fins expressivos e estéticos e, por isso, deve permitir determinar as
leis gerais que regem a escolha da expressão e a relação existente entre esta expressão e o
pensamento (Curso de Português, 1983, pág. 268).
Figuras de estilo são formas de expressão que tornam os pensamentos mais expressivos e dão
mais beleza, graça e encanto às frases.
Figuras de sintaxe
Elipse: consiste na supressão de palavras fáceis de se subentenderem.
Ex.: 《A cada um o que é seu» (= deve dar-se a cada um...)
Zeugma: omissão de palavra ou palavras já expressas noutra oração do mesmo período.
Ex.: «O lobo ataca com os dentes, o touro com as hastes.» (=...o touro ataca...)
Pleonasmo: emprego de palavras que parecem desnecessárias por repetirem ideias, mas que
servem para dar mais força expressiva.
Ex.: 《Vi claramente visto o lume vivo.» (Luís de Camões, Os Lusíadas).
Anáfora: repetição da mesma palavra ou expressão no início de um verso, de uma frase ou de
um segmento frásico, para dar realce ao que se repete, pela insistência.
Ex.: «É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!»
(Florbela Espanca,《Ser poeta»)
Anástrofe: inversão da ordem normal das palavras na frase para evidenciar um conceito que é
colocado numa posição de destaque.
Ex.: 《Qual vermelha as armas faz de brancas.» (Luís de Camões, Os Lusíadas)
Hipérbato: interposição violenta de um termo ou expressão entre outros que estão relacionados
entre si; é uma variação menos violenta da anástrofe.
Ex.: 《Casos que Adamastor contou futuros.» (Luís de Camões, Os Lusíadas)
Anacoluto: emprego de um termo solto (ou expressão) a que se faz na frase alguma referência.
Verifica-se uma mudança de construção já começada por outra de estrutura diferente.
Ex.:«Quem te não roga, não lhe vás à boda.» (Popular)
Assíndeto: eliminação das conjunções coordenativas copulativas numa enumeração.
Ex.: 《Brancos, negros, amarelos, mestiços, todos têm igual direito à cultura, aos benefícios da
civilização.»
Silepse: concordância de uma palavra com a ideia que se tem no pensamento e não segundo as
regras gramaticais.
Ex.:«Os dois passeámos muito.》
Características do texto dramático moçambicano
Antes de caracterizar o teatro moçambicano, importa referir que este ainda está em
desenvolvimento. O seu início reporta à década de 1960, quando se revelava uma tendência
generalizada para a formação de uma identidade africana, e mais especificamente moçambicana.
Lindo Nhlongo foi um dos primeiros autores a inscrever-se nesta dinâmica de teatro nacional.
Em 1971, a sua peça A Conferência Dramática sobre o Lobolo foi a primeira obra a abordar uma
temática exclusivamente africana.
Rogério Manjate defende que o teatro moçambicano resulta da «incorporação dos elementos
culturais moçambicanos no teatro, a dança e a música, fazendo-se assim adaptações de textos
moçambicanos, contos que tinham a ver com a realidade de Moçambique, ao invés de fazer arte
por arte, como se fizera antes, representando os clássicos europeus. Pois fez-se um teatro que se
identifica com a cultura moçambicana, "todo o artista tem de ir aonde o povo está».
A partir deste pressuposto, desenham-se as seguintes características:
1. [Link]ós a independência, em 25 de Junho de 1975, Moçambique passou a desenvolver um
teatro 《 revolucionário», informativo e propagandista, destacando os valores de um país
independente.
2. O teatro moçambicano é tragicómico, isto é, algumas vezes retrata peripécias trágicas, outras
cómicas.
3. O teatro moçambicano retrata uma das riquezas de Moçambique: a grande diversidade
cultural.
4. [Link]õe a estratificação da sociedade moçambicana: a sul do rio Zambeze, apresenta-se uma
sociedade patrilinear, e a norte, matrilinear, o que origina grandes diferenças.
5. Sendo um país com uma ampla diversidade linguística, o teatro moçambicano revela cerca de
23 línguas nacionais, o que permite a teatralização do mesmo número de culturas, com as
suas inerentes semelhanças e diferenças.
6. Aliada à diversidade linguística, por intermédio do teatro, associa-se a multiplicidade de
ritos, de danças e de ritmos musicais moçambicanos.
7. É um teatro de improvisação, de actor, muitas vezes partindo de um mote, e os actores
começam a improvisar, construindo a peça, tal como na escrita de um conto ou romance. É
por esta razão que existem muitas criações colectivas.
8. O texto dramático ainda não foi exaustivamente explorado pelos autores moçambicanos o
que significa que não existem autores de teatro em Moçambique. Devido à ausência de
dramaturgos, tem sido necessário proceder à adaptação de contos.
9. É um teatro de intervenção social, mas com um cariz fortemente artístico.
Drama versus Ritual
Para uma primeira apreciação destes conceitos, apresentam-se as definições de drama e ritual,
sendo que, posteriormente, será apresentada a diferença entre ambos.
Na esteira de Moisés (Op. cit., 1974, pág. 161), drama é a «arte de representação em que um
actor retrata o comportamento de uma personagem, o qual, por sua vez, revela a vida profunda
da personagem.» Contudo, Areal et alii (Op. cit., 1983,pág. 218) afirmam que este tipo de texto
dramático se «inspira na realidade da vida presente, baseando-se geralmente no contraste de duas
vontades que procuram vencer-se uma à outra.》
Numa outra perspectiva, aborda-se o ritual como um cerimonial que se deve observar na
prestação de um culto, consignada num determinado livro, carregando com ele um valor
religioso, cultural, simbólico, etc.
De acordo com este ponto de vista, percebe-se que o ritual se distingue do drama pelo facto de
este último consistir na encarnação de personagens, ao passo que o primeiro (ritual) tem a ver
com a devoção a alguma coisa ou a alguém.
Além disso, no drama um actor encarna em si o ser das personagens que surgem numa peça
teatral, ou seja, procura imitar as personagens com as quais se identifica até ao mais ínfimo
pormenor, tanto no que concerne à maneira de falar e de vestir, como a outras características que
identifiquem a personagem. Portanto, o actor mostra os diferentes «eus» de quem retrata.
No que toca ao ritual, não se trata de encarnar uma personagem como tal, mas sim de invocar
uma divindade ou venerar alguém ou alguma coisa.
Modo dramático-caracterização
O mundo inteiro é um palco
Todos os homens e mulheres não passam de actores
Têm as suas entradas e as suas saídas;
E na sua vida um homem desempenha muitos papéis.
Shakespeare
"Acçāo", em Grego, associa-se à representação teatral distinguindo-se, assim, da epopeia a outra
forma literária igualmente assente na imitação de acções.
História
O teatro nasceu quando o homem teve necessidade de comunicar por gestos, danças e pela
modulação da voz o que sentia e pensava. É, pois, tão velho como o próprio homem.
A arte dramática é aquela que se encontra, portanto, mais ligada ao nosso dia-a-dia.
Durante a Antiguidade, o teatro dividiu-se em tragédia e comédia tendo sido Ésquilo, Sófocles,
Eurípides e Aristófanes os seus maiores representantes.
Gil Vicente foi o primeiro dramaturgo português.
Modalidades
O género dramático compreende as seguintes modalidades:
Tragédia
É a representação de um acontecimento trágico. As personagens devem ser de elevada condição
social heróis, reis, deuses. A linguagem deve ser elevada e o final deve ser trágico (terminando,
geralmente, com a morte). William Shakespeare, autor de Romeu e Julieta, Hamlet e Otelo, entre
outros, foi o mais conhecido cultor desta modalidade.
Drama
Apresenta um conflito sem a grandiosidade da tragédia. Tem como tema os problemas do
homem contemporâneo.
Comédia
É uma representação que faz uso do humor. É, actualmente, uma poderosa arma de critica social,
política e económica.
Farsa
A farsa, ao contrário da comédia, não tem preocupações com a verosimilhança, procura apenas o
humor. É uma pequena peça teatral, centrada numa intriga simples inspirada, normalmente, em
cenas familiares e do quotidiano.
Tragicomédia
Como o nome indica, é a mistura da tragédia com a comédia.
A Representação e a obra Teatral
"Para que uma peça seja representada, são necessários vários elementos, além do autor que
escreveu o diálogo, criou as personagens e urdiu a acção. Esses elementos são: os actores, o
guarda-roupa, o cenário, a iluminação, o som e a música. Com estes elementos consegue-se um
espectáculo completo, capaz de levar o espectador a esquecer a realidade que o cerca e a
transferir-se, por algum tempo, para uma atmosfera diferente, em convívio com personagens que
a arte foi capaz de criar."
O teatro Contemporâneo em Moçambique
O teatro, como já foi dito, faz parte da vida e em Moçambique, particularmente, está associado à
dança. É um meio de comunicação social versando sobre os mais variados problemas que
possam interessar ao homem no mundo de hoje.
Linguagem
A linguagem deve ser, tanto quanto possível, identificável com a do destinatário, acessível,
portanto, a todas as camadas sociais do público. Deve-se ainda ter em atenção a interpretação dos
factos da vida real para maior sensibilização das pessoas, procurando, inclusivamente, encontrar
uma solução para problemas concretos.
O Teatro na Prevenção da Sida em Moçambique
O mundo possui cerca de 22 000 000 de pessoas infectadas pelo HIV.
África tem a mais alta prevalência de taxa de HIV no mundo.
Em Moçambique, estima-se que mais de 600 mil pessoas estejam infectadas com o HIV/SIDA e
destes mais de 15 mil adquiriram já a doença.
A rede escolar é ainda deficiente e, como consequência, o nível de analfabetismo é grande.
Assim, a comunicação privilegia a dança, a mímica e o teatro.
O teatro tem, pois, prestado um grande apoio na mudança de comportamento da população,
motivando-a a aceitar os conselhos divulgados pelas várias campanhas de combate ao
HIV/SIDA.
Uma peça que teve grande aceitação intitula-se "Só a vida oferece flores", inicialmente o
espetáculo começou em Maputo, apresentado pelo Mutumbela Gogo. Seguiu depois para Sofala,
Manica e Tete. Foram feitas mais de 800 apresentações.
Foi, em 1997, transformada em fotonovela. Ela toca as emoções básicas, valorizando os valores
da família e a auto-estima.
Exemplos de gênero dramático
Os nomes de alguns textos dramáticos bastante conhecidos:
O Auto da Compadecida (Ariano Suassuna)
Navalha na carne (Plínio Marcos)
Os ossos do Barão (Jorge de Andrade)
Vestido de Noiva (Nelson Rodrigues)
Romeu e Julieta (William Shakespeare)
A Importância de Ser Earnest (Oscar Wilde)
Esperando Godot (Samuel Beckett)
A diferença que existe entre texto dramático e texto narrativo
Um texto dramático é um gênero textual direcionado para a encenação. Isto é, possui o objetivo
de integrar uma cena dramatica ou uma peça teatral. Necessita ter indicações de personagens e
ações. Um texto narrativo possui alguém contando a história de acordo com a sua percepção de
mundo.