E.E.
B Professor João Batista Paiva
Caratê
Agosto 2024
E.E.B Professor João Batista Paiva
Penha, 06 de Agosto de 2024
Alunos: Aniela Arcenio, Heitor Francisco e Sara Neuburger
Professora: Fernanda de Oliveira
Matéria: Educação Física
Tema: Lutas
Caratê
Agosto 2024
O caratê, ou karate, é uma arte marcial que nasceu no Japão e que alcançou
proporções mundiais após a Segunda Guerra Mundial. A luta também esteve
presente nos Jogos Olímpicos.
Neste trabalho será aprofundado diversos tópicos importantes sobre a luta
caratê, visando ampliar nossos conhecimentos e diversifica-los a respeito do
tópico lutas, as lutas proporcionam o treinamento que vai além, inclusive
mental e psicológico. Isso acaba por impactar a vida das pessoas que
praticam, ajudando a agir, reagir, se defender, se colocar na hora certa, no
momento certo.
Apresentando brevemente o caratê, este é uma antiga arte marcial japonesa
que desenvolve técnicas de socos, chutes e outros tipos de golpe. Hoje, vai
além da autodefesa, tornando-se um esporte praticado em competições
olímpicas, divididas entre as modalidades de kata e kumite.
O caratê chegou ao Brasil através da imigração japonesa, contando hoje com
cerca de 1 milhão de praticantes no país.
História do Caratê
Considerada uma das principais artes marciais japonesas, a origem do karatê
acontece no século XV no pequeno reino de Ryukyu, que forma a atual
Província de Okinawa, combinando influências chinesas e japonesas. O então
reino independente tinha conexões culturais e comerciais com a China. Por
isso, muitas delegações chinesas viajavam para Okinawa e, como parte do
intercâmbio cultural entre as duas nações, muitos mestres de artes marciais
chineses chegaram em Ryukyu e influenciaram as artes marciais locais.
No Século XVII, o clã do sul do Japão conquistou Okinawa e, por conta da
situação política do país na época, eles optaram por não se impor
propriamente sobre Okinawa, mas utilizá-la como uma rota para a China. Um
mito bastante famoso é que os samurais japoneses, quando conquistaram
Okinawa, não permitiam o uso de armas e, por conta disso, o karatê surgiu
como uma maneira de enfrentar os samurais sem armas, mas isto é só um
mito. Havia algumas restrições, mas elas não eram tão estritas como se conta.
Além disso, o domínio japonês em Okinawa não era direto, então os samurais
não costumavam estar presentes na ilha.
Esta foi a situação até meados do século XIX, quando o Japão decidiu se
reabrir para o Ocidente, na época que ficou conhecida como Era Meiji. Com
fortes sentimentos nacionalistas, o Japão anexou Okinawa e os habitantes
locais se dividiam entre ele a China. Em 1894, o Japão venceu a Guerra
SinoJaponesa e os grupos pró-Japão se fortaleceram, intensificando o
nacionalismo japonês na província. Na época, a arte marcial era comumente
conhecida só como Te - “mãos” em tradução literal, que também simbolizava a
ideia de técnica -, mas também era encontrada a forma Kara-te (Mãos
Chinesas). Por conta da tensão entre os dois países na época, o nome se
tornou impróprio e a grafia foi substituída por um homófono que significa “Mãos
Vazias”, forma como se espalharia por todo o arquipélago.
Nas primeiras décadas do Século XX, muitos mestres de Okinawa começaram
a ir para as principais ilhas do Japão para disseminar o karatê e fazê-lo ser
incluído no Botoku Kai, organização que reconhecia as artes marciais de
origem japonesa. Nos anos 30, o karatê se juntou a estilos como o judô e o
jiujitsu e foi reconhecido oficialmente como arte originária do país.
Durante sua expansão, o karatê se desenvolveria em diferentes estilos. A
Federação Brasileira de Karatê (FBK) reconhece cinco deles: Goju-Ryu,
Shotokan, Wado-Ryu, Shito-Ryu e Shorin-Ryu. Já a Federação Mundial de
Karatê (WKF) desconsidera o Shorin-Ryu e reconhece apenas os outros quatro
oficialmente. Entretanto, dezenas de subestilos e variações podem ser
encontrados ao redor do mundo hoje em dia.
Quando chegou ao Japão, a ideia era disseminá-lo. Algumas técnicas foram
abandonadas porque não eram muito comerciais. Além disso, os mestres
começaram a ensinar karatê nas universidades, tendo que adaptar as aulas
para grupos maiores. Como os alunos só tinham três, quatro anos para
aprender na universidade, eles enfatizaram os chutes, socos e sparring,
deixando para trás técnicas de corpo-a-corpo como estrangulamentos, chaves
e quedas. Isto também foi uma forma de diferenciar o karatê dos outros estilos
japoneses, como o judô e o jiu-jitsu.
Quem exerce um papel importante neste processo é o fundador do estilo
Shotokan, Gichin Funakoshi, que é hoje reconhecido como Pai do Karatê
Moderno. A partir de suas aulas estruturadas com o uso de técnicas de longa
distância, jovens praticantes começaram a treinar para se enfrentar em
competições, o que se tornou o foco principal deste estilo. Outros estilos se
mantiveram mais relacionados com o karatê tradicional, focados na defesa
pessoal – tanto de civis quanto das forças policiais de Okinawa, que utilizavam
as técnicas para capturar e neutralizar criminosos com o mínimo de dano
possível.
Principais Características
• Caratê é uma arte marcial japonesa com técnicas de socos e chutes.
• Significado da palavra "caratê": "mãos vazias" – técnica de combate sem
armas.
• É praticado como esporte, incluindo participação em competições
olímpicas.
• Envolve proteções e técnicas para evitar lesões nas lutas olímpicas.
• Fomenta o desenvolvimento do corpo e da mente, visando ao equilíbrio.
• Há vários estilos de caratê, entre eles: shotokan, goju-ryu, shito-ryu,
wado-ryu.
• As faixas indicam o nível de habilidade do lutador, da branca até a preta.
• Atualmente, há 1 milhão de praticantes no Brasil.
• Surgiu no Japão no século XV, espalhando-se pelo mundo após a
Segunda Guerra Mundial.
• O estilo shotokan, mais praticado no Brasil, foi fundado por Gichin
Funakoshi, conhecido como pai do caratê moderno."
Princípios filosóficos do caratê (karate)
O caratê também tem um forte aspecto filosófico, com os seguintes princípios
seguidos pelos caratecas:
• esforçar-se para a formação do caráter;
• fidelidade com o verdadeiro caminho da razão;
• intuito do esforço;
• respeito acima de tudo; conter o espírito de agressão.
Caratecas destaques
Alguns dos atletas destaques do caratê masculino nacional são:
1. Douglas Brose (Rio Grande do Sul) – Anexo 4
2. Ronaldo Carlos (Rio de Janeiro)
3. Chinzô Machida (Pará)
4. Ewerton Teixeira (São Paulo)
5. Luiz Watanabe (Japão - Espírito Santo)
Algumas atletas brasileiras de destaque são:
1. Valéria Kumizaki (São Paulo) – Anexo 3
2. Lucélia Ribeiro (Minas Gerais)
3. Natália Brozulatto (Santa Catarina)
4. Patrícia Carvalho (Bahia)
5. Claudina Aguiar (Espírito Santo)
Regras do Karatê
Disputas de karatê como prática esportiva, incluem duas modalidades de
competição: kata e kumite.
Regras do Kumite
O kumite é a modalidade que coloca dois atletas em combate.
O objetivo é somar mais pontos que o adversário. A luta pode ser encerrada ao
fim do tempo, sendo 3 minutos nas competições masculinas e 2 minutos em
competições femininas e infantis, ou caso um atleta abra oito pontos de
vantagem.
Os combates do kumite acontecem em um tatame com 8 metros de
comprimento por 8 metros de largura.
Inicialmente, os atletas devem saudar o adversário e o árbitro. A luta é iniciada
pelo comando “hajime” do árbitro. Os pontos são adquiridos com golpes limpos,
potentes e de qualidade técnica.
Depois de um golpe ser aplicado, o árbitro central deve paralisar a luta. Logo em
seguida, os quatro juízes posicionados nos cantos do tatame, se dois ou mais
juízes concordarem, assinalando com placas, o carateca receberá a pontuação
referente a técnica aplicada.
As pontuações são divididas entre yuko, waza-ari e ippon:
• Yuko: Vale 1 ponto. Corresponde a um soco na área do abdômen, do
peito, no rosto ou costas.
• Waza-ari: Vale 2 pontos. Equivale a um chute nas áreas das costas,
abdômen, peito, ou laterais do tronco.
• Ippon: Vale 3 pontos. Corresponde a um chute na cabeça ou nas laterais
do pescoço ou uma queda seguida de um ataque tecnicamente correto.
Ao contrário do judô não encerra a luta.
É importante ressaltar que as pontuações dos golpes são dadas pela técnica,
e não pela força. Não é permitido machucar o adversário.
Se um competidor pontua com mais de uma técnica consecutiva antes de o
árbitro paralisar a luta, será considerada a técnica válida de maior valor,
independentemente da sequência das técnicas.
De acordo com as regras de lutas do karatê, é proibido:
• Técnicas que façam contato excessivo, referente a área atacada e
técnicas que façam contato com a garganta;
• Ataques aos braços ou pernas, virilha, articulações ou peito do pé;
• Ataques à face com técnicas de mão aberta;
• Técnicas de projeção perigosas ou proibidas;
• Sair da área de competição quando a saída não for causada pelo
oponente;
• Colocar-se em perigo por comportamento indulgente, se expondo ao
oponente com o intuito de se lesionar ou evitar técnicas e movimentos
de auto-proteção;
• Evitar o combate, impedindo a oportunidade do oponente pontuar;
• Passividade. (Não pode ser dado nos últimos 15 segundos da luta);
• Clinchar, agarrar, empurrar ou ficar peito a peito sem tentar uma técnica
válida ou queda;
• Agarrar o oponente com ambas as mãos por qualquer razão que não
seja uma queda;
• Agarrar o braço ou karate-gi com uma mão sem imediatamente tentar
pontuar com uma técnica válida ou queda;
• Executar técnicas que oferecem riscos ao oponente ou a si mesmo;
• Simular ataques com a cabeça, joelhos ou cotovelos;
• Falar ou provocar o oponente, desobedecer o árbitro, usar de
comportamento descortês com os oficiais ou outras faltas de etiqueta.
Há três níveis de advertências (chukoku, keikoku e hansoku chui), que servem
para que o competidor saiba que violou as regras da competição, mas sem a
imposição imediata de uma penalidade.
Há dois tipos de penalidades, o hansoku e o shikkaku, que desclassificam o
competidor do combate ou do torneio, respectivamente.
(Anexo 2)
Regras do Kata
A competição de Kata pode ser tanto individual quanto por equipes. Não há
competições mistas.
Ao observar o desempenho de um competidor ou equipe, os juízes avaliarão a
performance técnica e atlética.
Nas apresentações, os caratecas precisam mostrar técnica, velocidade nos
movimentos e controle dos golpes. Em competições por equipes, a sincronia
entre os competidores também é avaliada. Sistema de pontuação
Na pontuação do kata, são eliminadas as duas notas mais altas e as duas mais
baixas, para desempenho técnico e desempenho atlético, e em seguida, é
calculada a pontuação total.
Há peso de 70% para o desempenho técnico e 30% para o desempenho atlético.
O desempenho técnico e o desempenho atlético recebem pontuações separadas
usando a mesma escala de 5 a 10.
A performance é avaliada da saudação inicial até a saudação final.
Há perda de pontos caso um atleta:
• Perca o equilíbrio;
• Realize um movimento de forma incorreta;
• Faça um movimento não sincronizado;
• Deixe a faixa frouxa;
• Provoque perda de tempo, caso haja uma grande lacuna entre a
saudação e as técnicas
Desclassificação no Kata
• Realizar um Kata errado ou anunciar um Kata errado;
• Fazer uma pausa muito perceptível ou parar a performance;
• Não saudar no início ou no final da performance do Kata;
• Interferir na função dos juízes (tal como o juiz ter que se mover por
questão de segurança, ou fazer contato físico com um juiz);
• Deixar a faixa cair durante a performance;
• Exceder o limite do tempo total de cinco minutos; Afrouxamento da
faixa ao ponto de ficar solta do quadril; Não seguir as instruções do
juiz chefe ou outra má conduta.
(Anexo 1)
Caratê fora das Olímpiadas
O caratê estreou no programa olímpico nos Jogos de Tóquio 2020, realizados
em 2021, mas foi excluído não só das Olimpíadas de Paris como também de
Los Angeles 2028.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) estabelece um processo de rotação de
algumas modalidades atendendo a diversos critérios. Entre eles, o alcance e a
popularidade, que podem ser avaliados pelo número de federações nacionais e
pelo volume de competições internacionais, além da capacidade de atrair
interesse midiático, o que inclui não somente a audiência televisiva como
também o engajamento nas redes sociais. E foi neste ponto que o karatê pode
ter falhado. Os organizadores alegaram, que “o esporte carecia de valor de
entretenimento e capacidade de atrair um público mais jovem”.
Anexos:
Anexo 1 Anexo 2
Anexo 3
Anexo 4
Bibliografia:
[Link]
todos-os-tempos/
[Link]
brasileirasde-todos-os-tempos/
[Link]
fisica/[Link]#:~:text=O%20carat%C3%AA%20surgiu%20no%20Jap%C3%
A3o,World%20Karate%20Federation%20(WKF)%3A
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]