INTRODUÇÃO
O trabalho em questão aborda sobre a livre concorrência, um tema de bastante relevância, pois
visa harmonizar o mercado económico, permitindo que haja a participação de vários agentes
económicos que competirão entre eles. Este tema também nos exige que se aborde sobre o
Direito ao trabalho, Direito dos consumidores, do ambiente.
Tal como outros Direitos, a concorrência também é contituioda por alguns princípios que visam
basilar a criação de normas e a aplicação das mesmas.
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FUNDAMENTÇÃO TEÓRICA
A concorrência, surgiu no contexto do mercado como um instrumento privilegiado de direcção
do mercado, caracterizando um tipo de relação entre os agentes económicos. A concorrência é
representado umas vezes por regras do direito penal que visam impedir ou reprimir práticas
anticoncorrenciais e, outras vezes por regras que visam prevenir os caso que o comportamento
dos agentes económicos ofenda as regras ainda que usuais da moralidade e legalidade na
actuação dos agentes económicos no mercado.
Direito de defesa da concorrência
Defende a concorrência leal e elimina o trust. O Estado tem que harmonizar o interesse geral
com o princípio da livre iniciativa sem menosprezar a importância e a preocupação do direito
antitrust, em relação aos princípios e garantias atinentes a defesa do consumidor, a busca do
pleno emprego, meio ambiente, redução das desigualdades regionais e sociais dentro de outros.
É tão fundamental que o Estado exerça o devido controlo sobre os actos potencialmente
prejudiciais ao bom funcionamento do mercado.
PRINCÍPIOS ATINENTES AO DIREITO DA CONCORRÊNCIA
Princípio da Liberdade de comércio
Este princípio está enraizado na garantia da propriedade individual e na consagração da livre
iniciativa, ressaltando assim a independência dos agentes económicos.
A legislação sobre a concorrência não cabe, portanto, tolhe aquelas duas garantias, que são a
essência do almejado funcionamento do mercado. É pressuposto lógico de um mercado
concorrencial, que a prior haja liberdade de comércio, com base na propriedade individual e na
livre iniciativa.
Em suma, este princípio garante a possibilidade de o(a) empresário(a) estabelecer o seu negócio
conforme seus próprios objectivos.
Princípio da Liberdade contratual
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A liberdade contratual é a manifestação da autonomia privada, no Direito concorrencial a
liberdade contratual é a faculdade de escolher o conteúdo e tipo de contrato, dentro dos limites
da lei e da função social do contrato.
Princípio da Igualdade
No âmbito concorrencial, este princípio tem o objectivo de preservar a igualdade de acesso ao
mercado pelos agentes económicos e a abstenção de práticas que visam restringir a actuação de
outros agentes.
O princípio da igualdade é impõem que todos os seres humanos sejam tratados de forma igual
perante a lei, sem que haja discriminações infundadas, este princípio vem consagrado no artigo
23º da CRA.
Princípio da Análise economica
O princípio da análise económica, visa trazer uma análise das acções dos agentes económicos
no mercado de uma forma mais concisa e objectiva. Esta análise consiste na entrega de dados
relevantes que podem facilitar a tomada de decisões no mercado.
Como consequência deve determinar se o ganho em prevenir o dano é maior que as perdas que
seriam causadas. Com a análise económica do direito aqui aplicada, é que se aferir critérios de
maior objectividade ao alcance da norma económica.
Princípio da Regra razão
É óbvio que este é um dos princípios mais importantes quando se fala de direito concorrencial,
sendo visto como um alicerce que sustenta a flexibilidade na aplicação da norma nesta seara
jurídica.
O princípio da razão ajuda a determinar se as ações de uma parte são abusivas. É aplicado
quando a lei não define o que é considerado abusivo
Princípio da Eficiência
Seguindo a mesma linha de raciocínio que fundamenta o princípio da regra da razão o princípio
da eficiência decorre de uma análise prática do caso e de modo a verificar se determinado acto
de integração, fusão ou incorporação, quebra a harmonia pretendida para a justiça socia e o
bem-estar económico do mercado. Para tanto a eficiência não é encarada como aquele intuito
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egoísta de maximização do desempenho e dos resultados, ainda que em detrimento de outros
factores do mercado, como os consumidores e a concorrência.
A evolução da protecção da concorrência em Angola e seu panorama actual
Com a transição de Angola, na constituição de 1975 adoptou-se como princípio de sistema
económico o princípio da direcção centralizada e planificação da economia, que funcionava
como um plano geral e obrigatório que deveria ser seguido pelos agentes económicos.
A entidade que elaborava o plano determinava quais as necessidades dos sujeitos, a prioridade
, os níveis de produção e opera a distribuição dos bens produzidos. Assim, não era possível
falar de concorrência.
Com a constituição de 1992, começaram a surgir as preocupações do Estado angolano em
regulamentar a concorrência. Com isto, é estabelecida que a ordem económica deve ser
organizada pelo Estado, cabendo a garantia da liberdade da actuação económica no mercado
atendendo aos principios da justiça e interesses de desenvolvimento económico nacional. Cabe
ao Estado coordenar os factores de produção de maneira a evitar ou resolver os conflitos e
introduzir nos jogos das competições individuais o interesse nacional.
A falta de um órgão de controlo e julgamento fez que a referida lei não tivesse a repercursão
esperada, no que a concorrência diz respeito, agindo mais nas regulamentações de preços e
fraude no comércio.
Diante deste panorama legislativo, temos que a protecção da concorrência em conjunto com a
livre iniciativa, atinge dois aspectos diversos: a concorrência desleal e o abusão de económico
(infracção a ordem económica).
Outros direitos económicos
• Direito dos consumidores
Nas economias, o objectivo último da produção é, a satisfação das necessidades do consumidor,
por ser o principal destinatário das normas constitucionais de protecção do consumidor. Para
protecção do consumidor a lei define o modo como pode ser disciplinada a publicidade,
exigindo informações correctas e proibindo publicações enganosas.
• Direito ao trabalho
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A constituição garante aos indivíduos o direito ao trabalho e a obrigação do Estado garantir que
os mesmo tenham acesso no seu artigo 76º, consistindo na criação de políticas que asseguram
o máximo de emprego possível e a igualdade de oportunidade e de formação específica e
genêrica, e a não como um direito subjectivo a um concreto posto de trabalho. também é
consagrado o conjunto de direitos aos trabalhadores, tais como a retribuição e as formas de
prestação de trabalho, a assistência no desemprego. Cabe ao Estado a regulação do mercado de
trabalho.
• Direito ao ambiente
A nossa Constituição no seu artigo 39º reconhece o direito ao ambiente como um dos direitos e
deveres fundamentais. A protecção do ambiente não abrenge somente o elemento natural, mas
também o elemento construido, ou seja não apenas a conserrvação dos ecossistemas, mas
também a integração dos elementos económicos e sociais.
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CONCLUSÃO
Em suma, concluí-se que o direito a livre concorrência aparece no nosso ordenamento após a
entrada em vigor da Lei Constitucional de 1992, acabando com socialismo ideológico, e
passou a ser adoptada a economia de mercado com alguns laivos do socialismo, pois o Estado
ainda trata sobre algumas matérias da economia. A livre concorrência é consubstanciada na
liberdade contratual, liberdade comercial entre outras. Contudo, a livre concorrência visa
eliminar o monopólio e a concorrência desleal.