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Entenda a Lei Geral de Proteção de Dados

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) regulamenta o tratamento de dados pessoais no Brasil, visando proteger a privacidade e os direitos dos indivíduos. A lei define o que são dados pessoais, os agentes de tratamento (controlador e operador), e estabelece direitos aos titulares, como acesso e exclusão de dados. A ANPD é a autoridade responsável pela fiscalização e penalização em casos de descumprimento da LGPD.

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Entenda a Lei Geral de Proteção de Dados

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) regulamenta o tratamento de dados pessoais no Brasil, visando proteger a privacidade e os direitos dos indivíduos. A lei define o que são dados pessoais, os agentes de tratamento (controlador e operador), e estabelece direitos aos titulares, como acesso e exclusão de dados. A ANPD é a autoridade responsável pela fiscalização e penalização em casos de descumprimento da LGPD.

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LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS

Conheça mais sobre a LGPD

Ingrid Ap. França1

Certamente, alguma vez, ao acessar aplicativos ou solicitar suporte via


telefonema, você já se deparou com um pedido de confirmação dos seus
dados pessoais, tais como nome completo, RG, CPF, endereço, telefone, e-
mail etc.

No entanto, o que a maioria das pessoas não sabe é que existe uma lei criada
especialmente para regulamentar questões relacionadas ao tratamento desses
dados nos meios digitais e físicos, chamada de Lei Geral de Proteção de
Dados (Lei 13.709/18), ou simplesmente LGPD.

O que é a LGPD?

Conforme mencionado, a LGPD (Lei nº 13.709), é a lei responsável por


regulamentar a gestão de dados pessoais no Brasil, por pessoa natural ou por
pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os
direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento
da personalidade da pessoa natural (Art. 1º da Lei nº 13.709).

Para que isso ocorra, a lei dispõe sobre um conjunto de ferramentas que
orientam as organizações sobre como deve ser realizado o tratamento dos
dados pessoais.

O que é “tratamento” de dados pessoais?

Resumidamente, tratamento de dados tem relação com qualquer atividade que


envolva coleta, armazenamento, distribuição, processamento, transmissão,
modificação, arquivamento, eliminação etc., dos dados pessoais armazenados
pelas empresas (art. 5º, inciso X, Lei nº 13.709).

O que a Lei considera como dados pessoais?

De acordo com o art. 5º, inciso I, da LGPD, dado pessoal é toda a informação
relacionada a pessoa natural identificada ou identificável, como por exemplo:
nome completo, data de nascimento, idade, número do RG e do CPF,
endereço residencial, telefone e e-mail.

No entanto, é importante destacar que a lei não considera como dado pessoal
os dados referentes às pessoas jurídicas, bem como não se aplica ao
tratamento de dados pessoais realizado para os fins jornalístico e artísticos,
acadêmicos, de segurança pública, de defesa nacional, de segurança do
Estado, de atividades de investigação e de repressão de infrações penais,
entre outros. (art. 4º da LGPD).

1
Bacharel em Direito pelo Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais
Além disso, a LGPD define que alguns desses dados pessoais estão sujeitos a
cuidados ainda mais específicos, tais como os dados referentes à origem racial
ou étnica, convicção religiosa, opinião política e os dados sobre crianças e
adolescentes.

O que são e quem são os agentes de tratamento?

De acordo com a LGPD, existem dois tipos de agentes de tratamento de


dados: o controlador e o operador (art. 5º, inciso IX, da LGPD).

Ainda, nos termos da Lei, o controlador pode ser qualquer pessoa natural ou
jurídica, de direito público ou privado, a quem competem as decisões
referentes ao tratamento de dados pessoais (art. 5º, inciso VI). Assim, o
controlador será a entidade que decidirá sobre o tratamento dos dados
pessoais e será o responsável por determinar quais dados serão coletados,
como serão utilizados, por quanto tempo serão armazenados e com quem
serão compartilhados.

Já o operador é a pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, que


realiza o tratamento de dados pessoais em nome do controlador (art. 5º, inciso
VII). Desse modo, o operador irá atuar de acordo com as instruções do
controlador e será responsável por executar as operações de tratamento, como
coleta, armazenamento, processamento e compartilhamento de dados
pessoais.

É importante ressaltar que tanto o controlador quanto o operador devem adotar


medidas de segurança para proteger os dados pessoais contra acessos não
autorizados, perdas ou vazamento; em caso de danos a terceiros, ambos os
agentes poderão ser responsabilizados civil e administrativamente (art. 42 e
seguintes da LGPD).

Principais Objetivos

Alguns dos principais objetivos da LGPD são:

a) padronizar o gerenciamento de dados pessoais;


b) estabelecer normas para o tratamento de dados;
c) ampliar a segurança da gestão de dados nas empresas;
d) garantir o direito à proteção e à privacidade de informações pessoais.

Do consentimento do titular

De acordo com a LGPD, o consentimento do titular dos dados é essencial.


Assim, antes de ser coletado qualquer dado pessoal de um indivíduo, deve
haver a permissão inequívoca deste, bem como, deve estar ciente sobre a
finalidade dos dados coletados. A partir disso, o indivíduo tem a opção de
recusar ou aceitar o compartilhamento de dados.

Dos direitos do titular


A LGPD, em seu artigo 18, estabelece uma série de direitos aos titulares de
dados, tais como:

a) Direito à confirmação e acesso aos dados;


b) Direito à retificação de dados incorretos;
c) Direito à exclusão;
d) Direito à portabilidade;
e) Direito à eliminação etc.

Quem fiscaliza o cumprimento da LGPD?

O órgão responsável por regulamentar e fiscalizar o cumprimento das normas


de proteção de dados no Brasil é a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de
Dados).

Em casos de descumprimento das normas, a ANPD é a responsável por


analisar e julgar a gravidade dos acontecimentos e determinar a penalidade
adequada.

O que configura uma infração à LGPD?

Existem várias possibilidades de infrações à LGPD, alguns exemplos são:

a) Utilizar os dados para finalidades não permitidas ou não informadas ao


titular;
b) Compartilhar informações sem consentimento do titular;
c) A manutenção de dados no sistema além do prazo permitido;
d) Compartilhar os dados pessoais com terceiros sem autorização;
e) Falta de transparência sobre o processo de tratamento, armazenamento
e uso dos dados.

O uso incorreto dos dados pessoais pode gerar penalidades, as quais serão
definidas pela ANPD de acordo com cada caso. As penalidades podem variar
entre advertências e multas, podendo chegar ao bloqueio de dados no sistema
da empresa

Quem deve se adequar à LGPD?

Todas as empresas que realizam o tratamento de dados de seus clientes,


devem se adequar às normas da LGPD.

Os primeiros passos para essa adequação é conhecer a LGPD, perceber como


pode ser feita a proteção de dados dos clientes, bem como adotar medidas de
segurança para garantir a proteção desses dados.

Além disso, a empresa deve buscar um profissional especializado no assunto


para realizar uma análise das atividades empresariais e propor as medidas
necessárias para a implementação da LGPD.

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