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Tática Individual e Abordagem Policial PMCE

O documento apresenta um curso de formação para soldados da PMCE, abordando conceitos de Tática Individual e procedimentos de abordagem policial. Destaca a importância do acondicionamento adequado do material e do uso diferenciado da força, além de técnicas de algemação e aspectos jurídicos relacionados à abordagem. O objetivo é fornecer conhecimentos teóricos e práticos para melhorar a performance dos operadores em diversas situações.

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Jhoy Ryberton
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Tática Individual e Abordagem Policial PMCE

O documento apresenta um curso de formação para soldados da PMCE, abordando conceitos de Tática Individual e procedimentos de abordagem policial. Destaca a importância do acondicionamento adequado do material e do uso diferenciado da força, além de técnicas de algemação e aspectos jurídicos relacionados à abordagem. O objetivo é fornecer conhecimentos teóricos e práticos para melhorar a performance dos operadores em diversas situações.

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CURSO DE FORMAÇÃO

DE SOLDADOS - PMCE

Gabriel Zanella
Veríssimo – Cap
QOPM

Procedimentos Operacionais
da PMCE - I
1. INTRODUÇÃO
Objetivos: proporcionar aos leitores conhecimentos teóricos e práticos relacionados a Tática Individual, bem
como introduzir o tema da abordagem policial a indivíduos a pé, em diversas situações, conforme descrito no
Manual de Procedimentos Operacionais da Polícia Militar do Ceará.

• Definir conceitos básicos relacionados a Tática Individual e Abordagem Policial;


• Apresentar a fundamentação legal e os conceitos básicos relacionados aos temas;
• Orientar o operador quanto a melhor forma de acondicionar e conduzir seu equipamento;
• Descrever os procedimentos envolvendo Tática Individual: acondicionamento de material, posições de tiro,
técnicas de transição de arma, de deslocamento tático e outras Táticas Individuais;
• Descrever os procedimentos de abordagem a pessoas em atitudes suspeita e infratores da lei, conforme
Manual de Procedimentos Operacionais da Policia Militar do Ceará, nas diversas situações em que estes
possam ocorrer;
• Ilustrar os procedimentos para facilitar a assimilação e compreensão dos leitores.
2. TÁTICA INDIVIDUAL: CONCEITOS GERAIS
Técnica
Utilização do conhecimento na prática, saber utilizá-lo da melhor forma possível, a fim de obtermos êxito nas
ações. No sentido policial, a melhor forma para sacar a arma, ou para empregar algemas, ou a melhor maneira de se utilizar
seu equipamento. É o conhecimento aplicado a situações reais.
Tática
Arte de manobrar tropas, capacidade de empregar eficientemente uma estratégia. No sentido policial, a capacidade de
emprego e utilização de técnicas adequadas para resolver problemas complexos, em ocorrências, situações de risco, embates.
Tática Individual
É a disposição e manobra técnica durante um treinamento ou combate; processo em que o operador procura o equilíbrio,
conforto e estabilidade, junto ao seu uniforme, equipamento e armamento, para a utilização das técnicas adequadas,
melhorando sua performance no teatro de operações, buscando o êxito operacional.
3. ACONDICIONAMENTO DE MATERIAL

O equipamento está corretamente acondicionado quando está ajustado ao corpo, não produz ruídos ou
emite luzes que identifiquem a posição do operador, quando está distribuído de forma confortável, equilibrada,
podendo ser acessado rapidamente quando a situação o exigir.
O policial militar tem a obrigação de manter seu material sempre em boas condições de uso,
deve saber como portar seu equipamento, bem como utilizá-lo tecnicamente. Além disso, deve evitar portar
materiais desnecessários, sem funcionalidade, trazendo junto ao corpo somente o essencial ao cumprimento das
missões.
3. ACONDICIONAMENTO DE MATERIAL

Na seleção e utilização dos equipamentos táticos, devem ser observados os seguintes princípios:
• Segurança: o uso do equipamento ou de determinado acessório ou modulo deve fornecer segurança adicional ao
operador e não gerar situações que o exponham mais ainda ao risco.
• Conforto: se a utilização de algum equipamento ou acessório causa desconforto ao operador, não está sendo
corretamente utilizado. Todo o material deve ser posicionado e ajustado de forma confortável ao corpo.
• Mobilidade: o equipamento de proteção deve cumprir sua função de fornecer segurança ao operador, porém
exageros que impedem ou dificultam a mobilidade devem ser evitados.
• Funcionalidade: o operador deve julgar se o equipamento que carrega consigo possui de fato uma função
essencial a missão que está executando. Equipamentos desnecessários devem ser evitados.
• Eficiência: Além de carregar somente o essencial, o operador deve levar em consideração que aquilo que traz
consigo deve estar acondicionado de maneira a possibilitar seu uso eficiente, facilitando a utilização das técnicas
adequadas a ocasião.
Fardamento e Coturno
O fardamento deve ser corretamente ajustado ao corpo do operador, nem apertado, nem frouxo de mais,
procurando facilitar sua movimentação, dentro dos padrões estabelecidos pela instituição.

Assim como o fardamento, o coturno deve ser ajustado confortavelmente, do


tamanho ideal, com amarração de cadarço sem pontas soltas, realizada de forma a
adicionar um pouco de conforto e mobilidade ao operador.

Figura: Fardamento Padrão PMCE Figuras: Exemplo de Padrão de Amarração de Coturno


3. ACONDICIONAMENTO DE MATERIAL

Cinto de Guarnição

• O Manual de Procedimentos Operacionais da Polícia


Militar do Ceará, páginas 09 e 10, descreve o método
de montagem do cinto de guarnição, reconhecendo
como materiais básicos necessários para o
cumprimento da missão: coldre com armamento
individual, (devendo estar posicionados ao alcance da
mão dominante), fiel e porta algemas (de preferência
atrás do coldre, ao alcance da mão dominante,
distanciada do coldre a fim de não dificultar o saque
do armamento), porta carregadores de pistola,
lanterna e bastão policial (posicionados ao alcance da
mão não dominante).
• Podem ser utilizados também canivete multiuso,
bastão policial, espargidor de uso individual, apito,
caneta e bloco de anotações
3. ACONDICIONAMENTO DE MATERIAL
Coldre: O coldre deve cumprir as seguintes funções essenciais: facilitar o saque rápido e a consequente apresentação
do armamento, bem como possuir capacidade de retenção adequada, trazendo segurança ao operador.

Bornais de Perna: Além de prejudicar a mobilidade, prender a perna do operador e dificultar a aplicação de torniquete
em caso de lesões em membros inferiores, o volume acrescentado na região da perna pode gerar dificuldades no
deslocamento, prender o operador em locais indesejados e dificultar a transposição de obstáculos.

Colete Balístico: O uso do colete balístico como equipamento de proteção individual está amplamente difundido tanto
no meio militar como policial, sendo uma referência pacífica quanto à sua utilidade.

Uso de Capa Tática: Para a maioria das situações envolvendo Policiamento Ostensivo Geral, capas táticas sequer são
necessárias, tendo em vista que o material convencionalmente utilizado nessa modalidade de policiamento pode ser
acondicionado facilmente no cinto de guarnição. O uso irregular e desnecessário da capa tática é algo comum,
estimulado pelo errôneo pensamento de que quanto mais material se carrega consigo, melhor.

Armamento Individual: Todo policial militar deve estar apto a utilizar seu armamento, mantê-lo sempre em boas
condições de uso, saber manuseá-lo, ter o conhecimento sobre montagem, desmontagem e limpeza do mesmo.
4. FUNDAMENTOS PARA O TIRO POLICIAL

Base de Tiro

Empunhadura
4. FUNDAMENTOS PARA O TIRO POLICIAL

Visada Respiração Acionamento do Gatilho


4. FUNDAMENTOS PARA O TIRO POLICIAL

Saque e Apresentação do armamento


4. FUNDAMENTOS PARA O TIRO POLICIAL

Follow Through e Varredura


5. POSIÇÕES DE CONTROLE DE CANO E DE
EMPREGO DO ARMAMENTO

Posições de Controle de Cano


Posição Sul Guarda Alta
5. POSIÇÕES DE CONTROLE DE CANO E DE
EMPREGO DO ARMAMENTO
Posições de Pronto Emprego do Armamento
Pronto baixo Pronto alto Engajado
6. POSIÇÕES TÁTICAS DE TIRO

Natural Shot Posição Torre


6. POSIÇÕES TÁTICAS DE TIRO

Decúbito Ventral Decúbito Dorsal


7. TÉCNICAS DE RECARGA DE ARMAMENTO

Recarga Administrativa
7. TÉCNICAS DE RECARGA DE ARMAMENTO

Recarga Tática
7. TÉCNICAS DE RECARGA DE ARMAMENTO

Recarga emergencial
8. USO DE BANDOLEIRA E TRANSIÇÃO DE ARMA

Tipos mais comuns de Bandoleiras

Bandoleira de ponto único Bandoleira de duas pontas Bandoleira de três pontas


8. USO DE BANDOLEIRA E TRANSIÇÃO DE ARMA

Técnicas de Transição de arma

Transição administrativa
8. USO DE BANDOLEIRA E TRANSIÇÃO DE ARMA

Técnicas de Transição de arma

Transição Tática
8. USO DE BANDOLEIRA E TRANSIÇÃO DE ARMA

Técnicas de Transição de arma

Transição de Combate
9. DESLOCAMENTO TÁTICO

“Caminhada Tática” Hi-low


9. DESLOCAMENTO TÁTICO

Posições Siamesas

Siamesa a direita ou a esquerda Siamesa a direita e esquerda


9. DESLOCAMENTO TÁTICO

Posições Siamesas

Siamesa oposta Siamesa oposta dinâmica


10. EXPLORAÇÃO DE ABRIGO E TIRO ABRIGADO

Cobertas: São acidentes, naturais ou artificiais, que ocultam o policial da visão do oponente. Nas cobertas, o
operador está fora do raio de visão do agressor, não dispondo de proteção balística eficaz em caso de disparo.

Abrigos: São acidentes, naturais ou artificiais que, além de ocultar o policial da visão do oponente, fornecem
proteção balística.

Tiro Abrigado:
• Inclinação do tronco;
• Posicionamento das Pernas;
• “Redução de silhueta”.
11. USO DIFERENCIADO DA FORÇA E EMPREGO DA
ARMA DE FOGO

Forneceu-se uma série extensa de meios legais às agências de aplicação da lei, no mundo todo, de modo a
capacitá-las a cumprir com seus deveres de aplicação da lei e de prestação de assistência quando necessário. Esses
meios, incluindo os poderes e a autoridade, estão relacionados, entre outros, ao uso da força e armas de fogo (CICV,
2017).
No entanto, tendo em vista o compromisso que o funcionário responsável pela aplicação da lei deve ter
com a vida, a liberdade e a integridade física, esses meios devem ser exercidos sempre de forma excepcional.
Mesmo quando fizer uso da força letal, por exemplo, o agente tem em mente que o objetivo sempre deve
ser a preservação da vida e da integridade física, e somente deverá fazê-lo quando meios menos traumáticos não
sejam eficazes para fazer parar uma agressão que envolva ameaça iminente de morte ou ferimento grave.
11. USO DIFERENCIADO DA FORÇA E EMPREGO DA
ARMA DE FOGO

Conceitos básicos
 Força: É toda a intervenção compulsória sobre o indivíduo ou grupo de indivíduos, reduzindo ou
eliminando a sua capacidade de alto-decisão.
 Nível de uso da força: É entendida desde uma simples presença policial a uma intervenção até a utilização
da arma de fogo, em seu uso extremo (uso letal).
 Uso diferenciado da força: Consiste na seleção adequada de opções de força pela polícia em resposta ao
nível de submissão do indivíduo, suspeito ou infrator a ser controlado.
11. USO DIFERENCIADO DA FORÇA E EMPREGO DA
ARMA DE FOGO

Princípios reguladores do uso da força


• Legalidade: O agente somente poderá recorrer ao uso da força para alcançar objetivos legítimos de aplicação da lei.
• Necessidade: Os agentes usem a força somente quando todos os outros meios de alcançar um objetivo legítimo já
tenham falhado ou pareçam extremamente improváveis de atingir o resultado pretendido.
• Proporcionalidade: Ação deve ser proporcional à gravidade da infração e ao objetivo legítimo a alcançar.
• Conveniência: Este princípio está ligado diretamente ao local e momento da intervenção, devendo o policial observar
se sua ação gera riscos a terceiros que não possuem relação com a injusta agressão, ou seja, se existe mais risco do
que benefício, ainda que fosse legal e necessária e a intervenção.
• Moderação: O emprego da força pelos agentes de segurança pública deve sempre que possível, além de
proporcional, ser moderado, visando sempre reduzir o emprego da força.
• Responsabilização: Os governos e organismos de aplicação da lei devem estabelecer “procedimentos adequados de
comunicação hierárquica e de inquérito” para todos os incidentes que causem morte ou lesão grave seja mediante o
uso da força e de armas de fogo por funcionários responsáveis pela aplicação da lei.
11. USO DIFERENCIADO DA FORÇA E EMPREGO DA
ARMA DE FOGO

Gradiente do Uso da Força Nível 1 – Presença Física

Nível 2 – Verbalização

Nível 3 – Controle de Contato

Nível 4 – Controle Físico

Nível 5 – Táticas Defensivas Não-Letais

Nível 6 – Força Letal


11. USO DIFERENCIADO DA FORÇA E EMPREGO DA
ARMA DE FOGO

Implicações básicas para o Responsável pela Aplicação da Lei

Tendo em vista o compromisso de cumprir a lei e proteger a vida e a integridade física das pessoas, bem
como as consequências que podem advir do uso desproporcional ou desnecessário da força, o policial deve usá-la
apenas como o último recurso, procurando utilizar-se de meios não violentos sempre que a situação permitir. A
comunicação, a mediação, a negociação, devem sempre ter preferência quando se busca alcançar objetivos legítimos
de aplicação da lei. No entanto, vale ressaltar que nem sempre é possível alcançar esses objetivos através da
comunicação, e é exatamente por isso que os governos conferem a seus agentes o poder para fazer o uso da força,
mas sempre dentro dos princípios elencados.
12. TÉCNICAS DE ALGEMAÇÃO E CONDUÇÃO

Fundamentação Legal

Súmula Vinculante nº 11 do STF:


“Só é lícito o uso de algemas em caso de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à
integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por
escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da
prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado.”
12. TÉCNICAS DE ALGEMAÇÃO E CONDUÇÃO

Técnicas de Algemação: em pé
12. TÉCNICAS DE ALGEMAÇÃO E CONDUÇÃO

Técnicas de Algemação: Ajoelhado e deitado


13. ASPECTOS JURÍDICOS DA ABORDAGEM

Poder de Polícia: o poder da administração pública de controlar ou restringir direitos e liberdades das pessoas, em
benefício da coletividade, do bem comum.

Atributos do Poder de Polícia:


• Discricionariedade;
• Autoexecutoriedade;
• Coercibilidade.

Busca Pessoal:
Código de Processo Penal
Art. 240§ 2º. Proceder-se-á à Busca Pessoal quando houver fundadas suspeitas de que alguém oculte
consigo arma proibida ou objeto mencionados nas letras b a f e letra h do parágrafo anterior.
Art. 244. A Busca Pessoal independerá de mandado, no caso de prisão ou quando houver fundada
suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou de objetos ou papéis que constituam corpo de delito,
ou quando a medida for determinada no urso da Busca Domiciliar
13. ASPECTOS JURÍDICOS DA ABORDAGEM

Busca Pessoal:
Código de Processo Penal Militar
Art. 180. A Busca Pessoal consistirá na procura material feita nas vestes, pastas, malas e outros objetos
que estejam com a pessoa revistada e quando necessário, no próprio corpo.
Art. 181. Proceder-se-á à revista, quando houver fundada suspeita de que alguém oculte consigo:
a) Instrumento ou produto do crime;
b) “Elemento de prova”.

Fundada Suspeita:
“entende-se aquela amparada por elementos concretos, que possam ser objetivamente expostos de forma
a demonstrar, a proporcionalidade da medida, bem como a necessidade premente de se relativizar os direitos
fundamentais à intimidade e privacidade em prol da utilidade da persecução crimina” (GALDURÓZ, 2015).

Busca em mulher
“A busca em mulher será feita por outra mulher, se não importar retardamento ou prejuízo da diligência” (Art. 249
CPP).
14. ASPECTOS DOUTRINÁRIOS DA ABORDAGEM

Conceitos Gerais
 Abordagem: Abordagem Policial é o ato de aproximar-se Princípios da Abordagem:
de pessoas, com o intuito de orientar, assistir, interpelar,
• Segurança
advertir, realizar busca, identificar e/ou prender, • Surpresa
utilizando-se dos processos do Policiamento Ostensivo, • Rapidez
• Vigorosa
executando-se para isso, se necessário for, as técnicas de • Unidade de Comando
busca em pessoas, veículos, edificações ou perímetros. • Simplicidade
• Controle
 Busca Pessoal: É uma técnica policial utilizada para
procurar produtos de crime, objetos ilícitos ou lícitos, que
possam ser utilizados para a prática de delitos e que
estejam na posse da pessoa abordada em situação de
fundada suspeita.
14. ASPECTOS DOUTRINÁRIOS DA ABORDAGEM
Sequência de ações na Abordagem

1 - Identificação visual do abordado: Os policiais irão utilizar o saber jurídico, aliado a experiência
profissional, na identificação das pessoas em atitude suspeita, a fim de decidirem pela abordagem.

2 - Observação das condições de segurança do ambiente:


• Se a quantidade de indivíduos a serem abordados é compatível com a capacidade da composição policial.
• Se o local possui grande circulação de pessoas.
• Se os abordados estão próximos a aglomerações.
• Se a iluminação do local é adequada.
• Se existe a possibilidade de criminosos em apoio aos abordados.
• Se o local fornece abrigo a composição em caso de reação dos abordados e de terceiros.
• Verificar possíveis rotas de fuga.
3 – Verbalização:
• Ordens transmitidas aos abordados devem ser sempre simples, claras e diretas.
• A linguagem usada deve ser profissional e o tratamento respeitoso.
• A abordagem verbal deve transmitir inicialmente ao abordado, a identificação de quem o aborda:
PARADO! POLÍCIA!
14. ASPECTOS DOUTRINÁRIOS DA ABORDAGEM
Sequência de ações na Abordagem
4 – Aproximação:
Técnica de Aproximação Triangular (TAT)
14. ASPECTOS DOUTRINÁRIOS DA ABORDAGEM
Sequência de ações na Abordagem

5 – Contenção : Técnica utilizada para controlar o


ambiente em que está ocorrendo a abordagem. Visa
impedindo qualquer reação contra a fração de
tropa, bem como a interferência de terceiros,
através da segurança de perímetro. Dentro da Área
de Contenção, se estabelecem o Setor de Busca
(onde ocorre a busca pessoal) e a Setor de Custódia
(onde os demais suspeitos são contidos).
14. ASPECTOS DOUTRINÁRIOS DA ABORDAGEM
Sequência de ações na Abordagem
6 – Busca:
É o procedimento técnico operacional que tem como objetivo a localização e a identificação de objetos
ilícitos. A busca é realizada após a aproximação, quando um dos policiais coldrea o armamento para sua
realização, enquanto o outro faz a sua segurança.
Podem ser classificadas em três tipos:
• Rápida: São revistas mais rápidas, realizadas em um grande número de pessoas, normalmente em eventos ou
jogos de futebol, para verificar a posse de armas ou objetos perigosos, comuns na prática de delitos.
• Minuciosa: realizada em indivíduos em atitude de fundada suspeita ou suspeita confirmada.
• Completa: realizada principalmente em detentos, durante vistorias em presídios.

A Busca Minuciosa, que será abordada com mais riqueza de detalhes, pode ser realizada de três
maneiras: com o suspeito de pé, ajoelhado ou deitado, a depender do comportamento dos abordados e da
evolução dos fatos durante a intervenção.
14. ASPECTOS DOUTRINÁRIOS DA ABORDAGEM
Sequência de ações na Abordagem
6 – Busca:
Procedimento de Busca Pessoal: Procedimento Operacional de número 2.1 do MPO da PMCE
1. Posicionar o abordado;
2. Confirmar visualmente o posicionamento correto do policial responsável pela segurança;
3. Coldrear a arma, travar o coldre, aproximar do abordado e realizar a busca pessoal;
4. Segurar firmemente, durante toda busca pessoal, os dedos centrais entrelaçados do abordado, de forma que o polegar do
policial esteja voltado para baixo;
5. Posicionar lateralmente, de forma que o lado da arma sempre esteja o mais distante do abordado, somente trocando as
mãos que seguram as mãos do revistado para revistá-lo;
6. Iniciar a busca pessoal pelo lado direito, deslizando a mão sobre o abordado visando localizar objetos;
14. ASPECTOS DOUTRINÁRIOS DA ABORDAGEM
Sequência de ações na Abordagem
6 – Busca:
Procedimento de Busca Pessoal: Procedimento Operacional de número 2.1 do MPO da PMCE
7. Solicitar, o comandante, a documentação pessoal;
8. Recolher a documentação e entregar ao comandante para que possa conferir as informações;
9. Entregar, o comandante, a documentação ao policial militar responsável pela busca pessoal, para realizar as consultas
junto ao Centro de Operações;
10. Registar o atendimento policial militar;
11. Entregar a documentação ao comandante, o policial militar responsável pela busca pessoal, quando nada constatado;
12. Devolver a documentação, explicar a finalidade da abordagem e colocar-se à disposição;
13. Aguardar o retorno da(s) atividade(s) do(s) abordado(s) para o reinício do patrulhamento.
14. ASPECTOS DOUTRINÁRIOS DA ABORDAGEM
Sequência de ações na Abordagem
6 – Busca:
Procedimento de Busca Pessoal: Procedimento
Operacional de número 2.1 do MPO da PMCE
Durante a Busca, deve ser observada a
seguinte sequência:
a. Lado direito: Cintura (toda circunferência – Figura
96), Tórax (ventral e dorsal – Figura 97), Membros
superiores, Membros inferiores - Figura 98).
b. Lado esquerdo: Cintura (toda circunferência), Tórax
(ventral e dorsal), Membros superiores, Membros
inferiores.
O policial deve iniciar a busca pessoal
verificando a região da cintura, continuando o
procedimento pelo lado direito, deslizando (e não
apalpando) a mão sobre o abordado, visando localizar
objetos.
14. ASPECTOS DOUTRINÁRIOS DA ABORDAGEM
Sequência de ações na Abordagem
6 – Busca:
Procedimento de Busca Pessoal: Procedimento Operacional de número 2.1 do MPO da PMCE
14. ASPECTOS DOUTRINÁRIOS DA ABORDAGEM
Sequência de ações na Abordagem

7 - Identificação documental
É a técnica de verificação de documentos de identificação pessoal. Consiste na etapa final do procedimento
de abordagem.

8 - Desfecho da abordagem
Em casos cooperativos e não sendo encontrado nada em posse do suspeito, a abordagem pode ser finalizada
com o agradecimento pela colaboração e com a explicação do motivo da abordagem. Quando não gera prisões,
abordagens podem ser úteis na geração de confiança por parte do cidadão, nesses casos a cordialidade é sempre bem-
vinda.
15. PROCEDIMENTOS DE ABORDAGEM A PESSOA

Abordagem Padrão
 Nome do Processo: USO LEGAL E PROGRESSIVO DA FORÇA POLICIAL MILITAR

 Nome do Procedimento: 2.6 - Abordagem a pessoa(s) em atitude(s) suspeita

 Páginas do MPO: 64 a 66.


I – Desembarque e Posicionamento inicial da Equipe II – Verbalização e Posicionamento dos Abordados
15. PROCEDIMENTOS DE ABORDAGEM A PESSOA

Abordagem Padrão
 Nome do Processo: USO LEGAL E PROGRESSIVO DA FORÇA POLICIAL MILITAR

 Nome do Procedimento: 2.6 - Abordagem a pessoa(s) em atitude(s) suspeita

 Páginas do MPO: 64 a 66.

III – Aproximação dos Abordados IV – Realização da Busca Pessoal


15. PROCEDIMENTOS DE ABORDAGEM A PESSOA

Abordagem Padrão
 Nome do Processo: USO LEGAL E PROGRESSIVO DA FORÇA POLICIAL MILITAR

 Nome do Procedimento: 2.6 - Abordagem a pessoa(s) em atitude(s) suspeita

 Páginas do MPO: 64 a 66.


V – Entrevista e Checagem da Documentação VI – Desfecho da Ocorrência
15. PROCEDIMENTOS DE ABORDAGEM A PESSOA

Abordagem a indivíduos com mãos livre ou portanto objeto de uso comum


 Nome do Processo: USO LEGAL E PROGRESSIVO DA FORÇA POLICIAL MILITAR

 Nome do Procedimento: 2.7

 Páginas do MPO: 67 e 68

Observações:

O procedimento realizado será o padrão, descrito anteriormente, com o acréscimo de que, durante o
processo de verbalização, devem os policiais identificar o objeto nas mãos da pessoa em atitude suspeita e determinar
a colocação do mesmo no solo, antes da efetiva aproximação e realização da busca pessoal.
15. PROCEDIMENTOS DE ABORDAGEM A PESSOA

Abordagem a Pessoa em Atitude Suspeita com Instrumentos Contundentes


 Nome do Processo: USO LEGAL E PROGRESSIVO DA FORÇA POLICIAL MILITAR

 Nome do Procedimento: 2.8

 Páginas do MPO: 69 e 70.

Observações:

Em casos cooperativos, o procedimento será o padrão, com a manutenção da distância de segurança e a solicitação ao
abordado para colocar o instrumento contundente ao solo antes da efetiva aproximação e realização da busca pessoal. Caso não
haja cooperação, o procedimento inicial consistirá em mantém e insistir na verbalização. Se a compleição física da pessoa em
atitude não cooperativa for maior que a dos policiais, ou se forem identificadas habilidades em práticas de lutas, estado mental
alterado ou fora da normalidade (sob o efeito de tóxicos, alcoolizado e/ou alienado mental) ou, ainda, apresentar nível de
agressão elevado, a composição deve avaliar o uso diferenciado da força, podendo fazer uso de outros meios menos letais, como:
Dispositivo Eletrônico de Controle, Espargidor OC e Bastão policial e, posteriormente, algema-lo.
15. PROCEDIMENTOS DE ABORDAGEM A PESSOA

Abordagem a Pessoa Infratora da Lei Empunhando Instrumento Cortante/ Perfurante


 Nome do Processo: USO LEGAL E PROGRESSIVO DA FORÇA POLICIAL MILITAR

 Nome do Procedimento: 2.9

 Páginas do MPO: 71 e 72.

Observações:

Como observado na sequência das ações, em caso cooperativo, a manutenção da distância de segurança e a
verbalização serão suficientes para fazer o indivíduo colocar o objeto ao solo.

Em caso de não cooperação, a atitude da composição policial dependerá dos meios de menor potencial ofensivo que
dispõe na ocasião. Caso a equipe disponha de Dispositivo Eletrônico de controle, deverão ser seguidos os processos para sua
utilização. A manutenção da distância de segurança e a cobertura de um policial com arma letal em punho são absolutamente
necessárias nesse caso.
15. PROCEDIMENTOS DE ABORDAGEM A PESSOA

Abordagem a Pessoa Infratora da Lei Empunhando Instrumento Cortante/ Perfurante


 Nome do Processo: USO LEGAL E PROGRESSIVO DA FORÇA POLICIAL MILITAR

 Nome do Procedimento: 2.9

 Páginas do MPO: 71 e 72.

Observações:

Na maioria das situações, em se tratando de Policiamento Ostensivo Geral, a disponibilidade de Dispositivo


Eletrônico de Controle, quando existe, é muito pequena. O melhor a si fazer se o indivíduo estiver aparentemente sob controle,
é evitar a aproximação, verbalizar e solicitar apoio de composições policiais que detenham melhores meios e equipamentos
para agir. Em caso de aproximação agressiva do agressor e ausência de meios menos traumáticos capazes de incapacita-lo, será
necessário o uso da força letal.
15. PROCEDIMENTOS DE ABORDAGEM A PESSOA

Abordagem a Pessoa Empunhando Arma de Fogo


 Nome do Processo: USO LEGAL E PROGRESSIVO DA FORÇA POLICIAL MILITAR

 Nome do Procedimento: 2.10

 Páginas do MPO: 73 e 74.

Observações:

Em caso de visualização de arma de fogo, a composição deve, em primeiro lugar, se abrigar corretamente, tendo em
vista a possibilidade de agressão letal por parte do abordado, seguindo a isso a verbalização. Lembre-se que a pessoa em
posse da arma de fogo pode ter a devida permissão para seu uso, podendo se tratar até mesmo de outro policial. O uso da
força letal sempre será a exceção por parte dos funcionários responsáveis pela aplicação da lei.
15. PROCEDIMENTOS DE ABORDAGEM A PESSOA

Abordagem a Pessoa Empunhando Arma de Fogo


 Nome do Processo: USO LEGAL E PROGRESSIVO DA FORÇA POLICIAL MILITAR

 Nome do Procedimento: 2.10

 Páginas do MPO: 73 e 74.

Observações:

Em caso cooperativo, deve ser determinado ao suspeito que coloque o armamento ao solo, seguindo a isso o
procedimento de algemação e busca pessoal. Em caso de resistência iminente ou atual por parte do agressor, deve o policial
responder a agressão, até faze-la cessar. Não esqueça que o tiro policial deve ser responsável e jamais realizado
instintivamente, verifique a validade do risco e não seja precipitado.
15. PROCEDIMENTOS DE ABORDAGEM A PESSOA

Abordagem a Pessoa em Atitude Suspeita, com Má Visualização das Mãos

 Nome do Processo: USO LEGAL E PROGRESSIVO DA FORÇA POLICIAL MILITAR

 Nome do Procedimento: 2.11

 Páginas do MPO: 75 e 76.

Observações:

Em situações que envolvam má visualização das mãos, a prioridade continua sendo a procura inicial por um
local abrigado, seguida pela verbalização. O policial deve determinar ao suspeito que mostre as mãos, e que saia do
local de baixa visibilidade, a fim de que seja abordado em local mais seguro para a composição policial. A partir daí, o
procedimento irá se desenvolver a depender do que foi visualizado em posse do indivíduo, bem como do seu nível de
cooperação.
15. PROCEDIMENTOS DE ABORDAGEM A PESSOA

Abordagem a Pessoa Infratora da Lei Disparando Arma de Fogo

 Nome do Processo: USO LEGAL E PROGRESSIVO DA FORÇA POLICIAL MILITAR

 Nome do Procedimento: 2.13

 Páginas do MPO: 79 e 80.

Observações:

Em caso de agressão letal a composição, esteja o infrator de costas, de frente ou de lado (Procedimento número 2.14,
página 81 do MPO) o policial deve responder a agressão, até faze-la cessar. Antes de agir, no entanto, lembre-se de observar as
condições de segurança do local. Além disso, sempre priorize a procura por abrigo, voltar com vida para casa é a prioridade.

Quando se tratar de Pessoa Infratora da Lei utilizando Colete de Proteção Balística, em Situação de Agressão com
Arma de Fogo (Procedimento número 2.17, página 87 do MPO), os disparos devem ser direcionados as extremidades não
protegidas (membros superiores, inferiores, cabeça), a fim de fazer cessar a ameaça a composição ou terceiros.
15. PROCEDIMENTOS DE ABORDAGEM A PESSOA

Abordagem a Pessoa Infratora da Lei Disparando Arma de Fogo

 Nome do Processo: USO LEGAL E PROGRESSIVO DA FORÇA POLICIAL MILITAR

 Nome do Procedimento: 2.13

 Páginas do MPO: 79 e 80.

Observações:

Em situações envolvendo Abordagem a Infratores da Lei Disparando Arma de Fogo em Local com Presença de
Público (Procedimento número 2.16, página 85 do MPO), a prioridade sempre será a preservação da vida, por isso o disparo
não é recomendado. O policial deve procurar abrigo e verbalizar, mantendo a visualização do agressor. Existe ainda a
possibilidade de tomada de refém pelo infrator, na tentativa de impedir ou dificultar a atuação policial. Nesse caso, a
composição não deve intervir diretamente, mas procurar conter e isolar a área, chamando em seguida a equipe especializada.
Os procedimentos em caso de tomada de refém serão repassados em disciplinas específicas envolvendo gerenciamento de
crises.
15. PROCEDIMENTOS DE ABORDAGEM A PESSOA

Abordagem a Crianças e Idosos Desarmados

 Nome do Processo: USO LEGAL E PROGRESSIVO DA FORÇA POLICIAL MILITAR

 Nome do Procedimento: 2.15

 Páginas do MPO: 83 e 84

Observações:

Em caso de abordagem a crianças e idosos, o Manual de Procedimentos operacionais da PMCE recomenda a


abordagem com armamento coldreado, coldre aberto e mãos ao alcance da arma. A decisão por uma postura “menos
agressiva” nessas situações envolve a observância da opinião pública quanto ao trato em relação a esses grupos mais
vulneráveis. Independente disso, o policial não pode perder a Percepção de que crianças, adolescentes ou idosos por
vezes também estão envolvidos em infrações penais e, portanto, não deve descuidar da segurança.
15. PROCEDIMENTOS DE ABORDAGEM A PESSOA

Abordagem a Crianças e Idosos Desarmados

 Nome do Processo: USO LEGAL E PROGRESSIVO DA FORÇA POLICIAL MILITAR

 Nome do Procedimento: 2.15

 Páginas do MPO: 83 e 84

Observações:

Não são raros os casos de envolvimento de menores em todo tipo de crime, até mesmo os mais cruéis, bem
como é comum que criminosos se utilizem dessas pessoas na tentativa de dificultar o trabalho policial. Portanto, em caso
de suspeita, não deixe de realizar o procedimento, observe os princípios legais específicos a crianças, adolescentes e
idosos, e utilize somente a energia necessária na contenção de qualquer que seja a ação delituosa.
16. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Para garantir a boa performasse operacional e o correto cumprimento da missão, o policial deve trazer consigo
uma série de conhecimentos teóricos e práticos que lhe permitam agir da melhor maneira possível diante da situação a que
for exposto.

Esse processo se inicia antes do serviço, com o correto ajuste e manutenção do seu equipamento individual,
perpassa pelo treinamento das técnicas e posições de tiro, de recarga, transição de armamento, algemação, de deslocamento
tático, de abordagem policial.

Durante a realização de cada um desses procedimentos, o policial tem em mente ainda todo o arcabouço jurídico e
doutrinário que legitimam e coordenam sua atuação, incluído o conhecimento sobre o uso diferenciado da força.

Vale ressaltar que o saber está em constante evolução, que as técnicas são atualizadas e se adaptam a diferentes
realidades. Portanto todo bom operador deve procurar acompanhar esta evolução através da busca constante por
conhecimento.

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