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Orçamentação de Custos com BIM vs Tradicional

O artigo propõe uma comparação entre o método tradicional de orçamentação de custos na construção civil e o método utilizando a tecnologia BIM, destacando a importância da agilidade e precisão no processo. A pesquisa utiliza um estudo de caso de um empreendimento residencial, onde se analisa a integração do software Sienge com o Revit para otimizar a elaboração de orçamentos. O objetivo é desenvolver um manual para futuras implantações do método proposto, evidenciando as vantagens da modelagem 5D.

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Orçamentação de Custos com BIM vs Tradicional

O artigo propõe uma comparação entre o método tradicional de orçamentação de custos na construção civil e o método utilizando a tecnologia BIM, destacando a importância da agilidade e precisão no processo. A pesquisa utiliza um estudo de caso de um empreendimento residencial, onde se analisa a integração do software Sienge com o Revit para otimizar a elaboração de orçamentos. O objetivo é desenvolver um manual para futuras implantações do método proposto, evidenciando as vantagens da modelagem 5D.

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TCC 2019: BIMESTRE 2

MODALIDADE: ACADEMIA CIENTIFICA (Artigo)

Modelagem 5D (BIM) – Processo de Orçamentação de Custo com Comparativo


entre o Método Tradicional e o Método com Utilização da Ferramenta BIM.

1. INTRODUÇÃO

A evolução tecnológica atualmente, tem avançado com muita rapidez


nos mais diversos setores e atividades, e no mercado da construção civil não
tem sido diferente. Somando-se a essas transformações tecnológicas, a
competitividade está cada vez mais acirrada e ampla entre as empresas,
exigindo qualidade, produtividade, rapidez e redução de custos por parte das
Construtoras, com o objetivo de satisfazer o cliente. (SAKAMORI, 2015)

Tendo em vista este cenário, os empreendimentos de construção civil


para obterem sucesso, necessitam de uma serie de procedimentos, como
estudo da viabilidade econômica, orçamento detalhado e rigoroso
acompanhamento físico-financeiro (KNOLSEISEN, 2003). O orçamento de
custos tornou-se um fator de extrema relevância para as organizações, pois
facilitam o planejamento e o controle de produção, bem como estimulam a
produtividade e auxiliam no processo de melhoria continua (JONHSON E
KAPLAN, 1987).

No método tradicional, a estimativa de custos detalhada de uma


construção é um trabalho que consome um considerável tempo no seu
desenvolvimento, ou seja, é demorada, porém, é um dos principais fatores
que contribuem para o insucesso do setor, indicando assim a sua relevância.
Com o progresso da tecnologia, surgem novas soluções para auxiliar e
agilizar este processo, é o caso da tecnologia BIM (Building Information
Modeling) e dos softwares de gestão de projetos.

1
O uso do BIM integrado a um sistema de gestão de projetos na
elaboração de orçamentos de custos produz ganhos significativos de
velocidade e precisão, pois o quantitativo é extraído automaticamente de um
modelo tridimensional com objetos parametrizados e importados diretamente
em uma estrutura de orçamento desenvolvida no software.

Como diz a famosa frase de Benjamin Franklin, “Tempo é dinheiro”,


especialmente no contexto atual em que estamos inseridos. Por isso, demorar
demasiadamente na elaboração do orçamento de custos de um
empreendimento e conseqüentemente na composição de preço de venda,
pode acarretar na perca de um contrato, por outro lado, não só o tempo é
dinheiro, mas segundo Xavier (2008) o conhecimento, a interpretação e
extração de informações e serviços pouco detalhadas dos projetos também
podem acarretar em prejuízos futuros, pois impactará diretamente nos custos
da obra, como também gerará frustrações, falta de credibilidade e prejuízos a
curto e médio prazo.

2. OBJETIVO

O objetivo deste artigo é propor e elaborar o quantitativo e orçamento


de custo dos materiais e mão de obra de um empreendimento de uma forma
mais ágil e eficaz que o modelo tradicional, utilizando-se das ferramentas de
modelagem BIM e realizando a integração deste com um software de gestão
de projetos, que para este caso, será o SIENGE, bem como comparar o
tempo demandado entre os dois métodos e desenvolver um manual para
futuras implantações do método proposto.

3. DELIMITAÇÕES

O presente trabalho se limitará em desenvolver o orçamento de custo


dos materiais e mão de obra referente às fases de instalações elétricas e
hidráulicas de um empreendimento residencial unifamiliar de

2
alto padrão. Não será levada em consideração a compatibilização dos
projetos.

4. MÉTODO DE PESQUISA

A metodologia utilizada para o desenvolvimento deste artigo foi o


estudo de caso.

Um estudo de caso [...] visa conhecer em profundidade o como e o


porquê de uma determinada situação que se supõe ser única em
muitos aspectos, procurando descobrir o que há nela de mais
essencial e característico. [...] visa simplesmente apresentar uma
perspectiva global, tanto quanto possível completa e coerente, do
objeto de estudo do ponto de vista do investigador (FONSECA,
2002, p.33).

Neste capítulo encontram-se os dados do empreendimento, o


fluxograma das atividades desenvolvidas e o detalhamento de cada etapa
necessária para a realização do comparativo entre o método tradicional e o
método com utilização da ferramenta BIM no processo de orçamentação de
custo.

4.1. Fluxograma de Trabalho

Para a elaboração do presente estudo de caso, seguiram-se os


seguintes passos:

a) Revisão bibliográfica: fez-se uma revisão bibliográfica sobre os dois


temas julgados mais importantes para o desenvolvimento do
trabalho, sendo orçamento de custos e tecnologia BIM. Para isto,
pesquisou-se em livros, artigos, dissertações e publicações com o
auxilio de ferramentas de publicações científicas on-line como o
Google Acadêmico e Scielo.

b) Escolha do empreendimento e modelagem dos projetos de


arquitetura, elétrica e hidráulica no Revit: escolheu-se um
empreendimento residencial unifamiliar de alto padrão e executou-
3
se a modelagem em 3D dos elementos arquitetônicos, elétricos e
hidráulicos no Revit.

c) Estudo do módulo de “Engenharia” do software Sienge: através de


reuniões via skype com um dos representantes do Sienge, buscou-
se entender os passos para desenvolver o orçamento de custo
através do módulo “Engenharia”.

d) Inserção de dados no Sienge: inseriram-se os dados necessários


de insumos, serviços e composições de serviços, bem como se fez
a estrutura analítica do orçamento de custo.

e) Exportação de dados do Sienge e importação de dados no Revit:


extraíram-se os dados do Sienge por meio do sub-módulo de
integração e, no modelo BIM do Revit, importou-se essas
informações.

f) Organização dos dados no Revit: organizaram-se os quantitativos e


fez-se a atribuição dos serviços importados do Sienge aos materiais
através de notas chave.

g) Exportação dos dados do Revit e importação no Sienge: extraíram-


se os dados do Revit através da exportação de quantitativos e
importaram-se os dados no Sienge através do sub-módulo de
integração BIM.

h) Desenvolvimento do orçamento de custo manualmente (modelo


tradicional): através dos projetos em 2D, verificou-se os materiais
utilizados, extraiu-se os quantitativos manualmente e fez-se a
elaboração do orçamento de custo.

i) Análise dos resultados e conclusão: após realizado a integração de


dados entre o Sienge e o Revit, foi realizada a comparação de
tempo demandado para execução do orçamento de custo entre o
método tradicional e o método utilizando a ferramenta BIM, bem
como analisou-se as vantagens e dificuldades em ambos os
métodos.

4
Figura 1: Fluxograma de Trabalho.

Revisão Bibliográfica

Escolha do empreendimento e modelagem


dos projetos de arquitetura, elétrica e
hidráulica no Revit.

Estudo do módulo de “Engenharia” do


software Sienge.

Inserção de dados no Sienge.

Exportação de dados do Sienge e


importação de dados no Revit.

Organização dos dados no Revit.

Exportação dos dados do Revit e


importação no Sienge.

Desenvolvimento do orçamento de custo


manualmente (modelo tradicional).

Análise dos resultados e conclusão

Fonte: Autoras (2019)

5
4.2. Características do Empreendimento em estudo e Modelagem dos
Projetos Arquitetônicos, hidráulicos e elétricos

O empreendimento é uma residência unifamiliar localizada na


cidade de Ivaiporã-PR, possui 9 cômodos sendo eles 1 cozinha, 1 sala
de estar, 1 suíte, 1 dormitório, 1 banheiro social, 1 lavanderia e um
espaço pra churrasqueira. A residência possui 135,58 m² de área
construída, 60,53 m² de calçada, 83,89 m² de área permeável e o
terreno possui 280,00 m².
O projeto arquitetônico e os projetos complementares foram
desenvolvidos inicialmente no sistema CAD (Computer-Aided Design)
2D onde as informações foram modeladas por elementos geométricos
como pontos, linhas e retângulos. O software utilizado foi o AutoCAd da
fabricante Autodesk.

4.2.1. Ferramenta BIM utilizada


Em uma pesquisa realizada no Reino Unido A National
Building Specification em seu relatório “National BIM Report
2019” apontou que 70% dos usuários de ferramentas BIM
utilizam softwares da Autodesk no desenvolvimento de seus
projetos. Também foi apontado que 46% desses usuários
utilizam o Revit. O Graphisoft’s Archicad aparece em segundo
lugar com 15% e seu uso é muito popular entre pequenas
organizações, tendo 24% de usuários neste grupo.

Por isso, para este trabalho o software escolhido para a


construção de um modelo virtual da residência foi o Revit. Este
software é direcionado para profissionais da construção civil
como engenheiros e arquitetos e produz modelos que podem ser
utilizados para o projeto, construção e gerenciamento de obras.
Com o Revit Architeture são produzidos modelos
arquitetônicos, com o Revit Mep são feitos os modelos de
projetos complementares como o hidráulico, elétrico, ar
condicionado e automação e, por fim, modelos estruturais
6
podem ser produzidos com o Revit Structure. O software
também permite que colaboradores trabalhem simultaneamente
num mesmo modelo, pois vários profissionais conseguem
acessar os modelos compartilhados, possibilitando melhor
coordenação.

4.2.2. Modelando no Revit – Projeto Arquitetônico


O Revit permite que os desenhos desenvolvidos no
AutoCAD sejam inseridos como um vínculo no modelo virtual da
construção, essa ferramenta permite que sempre que haja uma
alteração do desenho vinculado ao Revit avise o usuário e se o
mesmo desejar o desenho é atualizado.
A disciplina de Arquitetura foi modelada utilizando o Revit
Architeture que produz blocos paramétricos. Segundo Ibrahim
(2004), parâmetros é uma lista pré-definida das propriedades de
um objeto que funcionam como regras em sua criação e
modificação.
Figura 01: Elemento Paramétrico

Fonte: Autoras (2019).

7
Figura 02: Modelo Virtual do Projeto Arquitetônico

Fonte: Autoras (2019).

Figura 03: Planta da Edificação no Revit.

Fonte: Autoras (2019).

8
4.2.3. Modelando no Revit – Projeto Hidráulico
Foi utilizado um template de projeto hidráulico para
iniciar a modelagem das instalações hidrossanitárias no Revit
Mep. Os templates do Revit já possuem blocos, configurações
de visualização pré-configuradas, plantas, tabelas e diversas
outras configurações já feitas que facilitam o desenvolvimento
do modelo. Normalmente, os templates são classificados de
acordo com a disciplina que correspondem.
O Revit também permite que outro arquivo modelado
dentro do programa, seja adicionado como vínculo. Para
modelagem da disciplina de hidráulica o modelo virtual da
arquitetura da residência foi adicionado como vínculo.
O software divide os arquivos em disciplinas e sub-
disciplinas e para tornar o quantitativo que será gerado no final
organizado, o projeto de instalações de instalações hidráulicas
foi realizado na disciplina de hidráulica com duas sub-
disciplinas: água fria e esgoto. Dentro da sub-disciplina de
esgoto também foi modelado o sistema de água pluvial.
O template utilizado já possuía tabelas de quantitativo
pré-configuradas, essas tabelas organizam as informações
contidas nos blocos paramétricos utilizados na modelagem,
extraindo dados como: quantidade, modelo, diâmetro, etc.
Como essas tabelas já estão pré-configuradas no template,
essa tarefa utiliza um tempo consideravelmente menor que o
tempo que seria gasto para o levantamento do quantitativo de
materiais utilizando uma ferramenta CAD.

9
Figura 04: Tabela de Conexões de Água Fria no Revit.

Fonte: Autoras (2019).

4.2.4. Extraindo Quantitativo do Revit


O Revit permite que seja extraído um arquivo txt com as
informações contidas nas tabelas de quantitativo. Apenas
copiando e colando o conteúdo desse arquivo pode-se transferir
essa tabela em uma planilha de formato xls.
Para realizar esse procedimento é necessário que a
tabela do Revit esteja aberta, clique no botão “Arquivo”
localizado no canto esquerdo superior da tela e selecione:
Exportar: Relatórios: Tabela. Por último, salve o arquivo na pasta
desejada.

10
Figura 05: Extraindo Tabela do Revit.

Fonte: Autoras (2019).

Para que fosse feita uma melhor organização dos dados o


conteúdo deste arquivo foi colado em uma planilha desenvolvida
no Excel software da Microsoft.

Ao final foram exportadas as tabelas de Caixa de Gordura


e Inspeção, Caixas e Ralos, Conexões para Esgoto, Conexões
para Água Fria, Registros e válvulas, Tabela de Conexão de
Tubo, Tabela de Peça Hidrossanitária e a Tabela de Tubos.
Todos os objetos contidos nessas tabelas foram
cadastrados no Sienge e organizados de acordo com um código
chave.

11
4.3. Módulo Engenharia – Sienge

O módulo “Engenharia” do software Sienge permite o


desenvolvimento de orçamentos, planejamento e acompanhamento
físico financeiro das obras de forma organizada e integrada. Neste
módulo é possível realizar o cadastro e a escolha de insumos e
serviços para a elaboração dos orçamentos, bem como o
desenvolvimento da planilha de orçamentos de forma detalhada.

Dentro deste módulo, tem-se a ferramenta “Integração BIM”,


lançado em 2016. Para compreender esta ferramenta, fez-se reuniões
via skype com um dos integrantes da empresa Softplan que realizou
demonstrações de como utiliza-lá, bem como leu-se o E-book BIM
desenvolvido pela própria empresa, onde há uma explicação do
assunto.

A integração até o momento é voltada apenas para o software


Revit, onde ao ser integrado, a aplicação do Sienge extrai
automaticamente os quantitativos especificados no modelo e
transporta esses dados para dentro da solução, onde é iniciado o
processo de orçamentação.

4.4. Inserção de dados no Sienge

Para a realização adequada da integração do modelo BIM entre


o Revit e o Sienge, seguiram-se as seguintes etapas:

a) Cadastro de insumos – fez-se o seguinte caminho para realizar o


cadastro dos insumos: Menu do Sienge -> Engenharia -> Custos
Unitários -> Insumos -> Cadastros. Ao clicar nesta ferramenta surge
a tela, conforme a Figura 1 abaixo.

12
Figura 06 - Tela de Insumos.

Fonte: Sienge (2019).

Para inserir um novo insumo, clica-se em “novo” e abre-se


uma nova tela, conforme Figura 2 a seguir.

Figura 07 - Tela de Cadastro de Insumos.

Fonte: Sienge (2019).

13
Na tela acima são preenchidos alguns campos, como tabela
base a ser usada, descrição do insumo, unidade de medida, grupo
de insumo e conta financeira. A tabela base utilizada para o
presente trabalho foi a Tabela Geral, já existente no Sienge, porém
pode ser usada também à tabela Sinapi ou outra, fica a critério do
cliente. Os grupos de insumo referem-se ao tipo de insumo que
está sendo cadastrado, por exemplo, neste artigo um dos grupos
de insumos utilizados foi “Tubos e conexões Hidro-Sanitárias”, pois
foram cadastrados insumos desta tipologia e as contas financeiras
estão relacionadas ao Plano de Contas da empresa que para
materiais hidráulicos, foi utilizado a conta “Hidráulico e Sanitário”.

Vale ressaltar que neste trabalho foram utilizadas as


tabelas, grupo de insumos e contas financeiras já existentes no
Sienge, porém, estas bases de dados podem ser modificadas
conforme a necessidade da empresa onde será implantado o
método.

Após preencher todas as informações, salva-se o cadastro


e então o sistema libera outras abas para preenchimento. Cada
insumo ao ser cadastrado possuirá um código, este código servirá
para incluirmos os insumos nas composições dos serviços que
será explicado na sequencia.

b) Inserção de preço nos insumos – ao liberar as outras abas dos


insumos após o cadastro salvo, inseri-se o custo do insumo na
aba “preço” e salva-se a informação.

14
Figura 08 - Tela de Preços dos Insumos.

Fonte: Sienge (2019).

O preço do insumo cadastrado servirá para compor e agilizar o


processo de orçamentação de custos futuros.

c) Cadastro de serviços – o cadastro de serviços é feito após todos os


insumos estarem no banco de dados do sistema, pois os mesmos
farão parte da composição dos serviços. Para o cadastro dos
serviços fez-se o seguinte caminho: Menu do Sienge -> Engenharia
-> Custos Unitários -> Serviços -> Cadastros. Ao percorrer este
caminho, surge a tela conforme a Figura 4.

15
Figura 09 - Tela de Serviços.

Fonte: Sienge (2019).

Para incluir um serviço, basta clicar em “novo” e aparecerá a


seguinte tela conforme a Figura 5, onde terão algumas informações
a serem preenchidos, como tabela base a ser usado, tipo de obra,
descrição do serviço, unidade de medida e grupo de serviço. O
grupo de serviço assim como no item anterior onde havia o grupo
de insumos está relacionado ao tipo de serviço a ser cadastrado.
Para o presente trabalho, por exemplo, um dos grupos de serviços
utilizados foi o “Esgoto”.

16
Figura 10 - Tela Cadastro de Serviços.

Fonte: Sienge (2019).

Ao preencher todas as informações solicitadas, salva-se o


cadastro. Ao salvar o cadastro aparecerá na tela uma mensagem
de advertência, coforme a Figura 6.

17
Figura 11 - Mensagem Alerta sobre a Não Existência de
Composição Cadastrada.

Fonte: Sienge (2019).

O próprio sistema alerta o indivíduo que o serviço não possui


composição cadastrada e esse é o próximo passo.

d) Inserção da composição do serviço – ao clicar na aba composição,


abrirá a tela conforme a Figura 7.

Figura 12 - Tela para Cadastro da Composição do Serviço.

Fonte: Sienge (2019).

18
Um serviço é composto pelos seus respectivos insumos
(material, mão-de-obra e equipamentos) para executar uma
unidade daquele serviço e para o desenvolvimento desta
composição, utilizou-se a tabela TCPO 13ª Edição. Ou seja, para
executar 1 metro de um tubo de PVC – Série Normal - de 40 mm
tem-se a seguinte composição (Figura 8).

Figura 13 - Composição de Insumos - Tubo de PVC de 40 mm.

Fonte: TCPO (2010).

No sistema, será inserida a composição correspondente a


cada serviço. Para isso, clica-se em insumo e abrirá uma tela
(Figura 9). Nesta tela, basta preencher o código do insumo a ser
inserido e colocar a quantidade do mesmo para executar uma
unidade do serviço correspondente. Após inserido todos os
insumos e as respectivas quantidades, salva-se novamente o
serviço. Com isso é possível verificar o custo de uma unidade do
serviço. Cada serviço também possui um código correspondente.

19
Figura 14 - Inserção de Insumo na Aba de Composição de
Serviços.

Fonte: Sienge (2019).

4.5. Exportação de dados do Sienge e Importação de dados no Revit

4.5.1. Exportação de dados do Sienge

Com os insumos e serviços cadastrados já é possível fazer a


extração da tabela de serviços para importar no Revit. Esta é uma
das principais etapas, pois é o processo que fará a
conversação/integração entre Sienge e Revit. Para exportar os
dados do Sienge, faz-se o seguinte caminho: Menu do Sienge->
Engenharia -> Integração BIM -> Exportação. Ao clicar em
exportação, abre-se a seguinte tela (Figura 10).

Figura 15 - Tela de Exportação de Tabelas.

Fonte: Sienge (2019).

20
Nesta tela, preenche-se a tabela base, tipo de obra e o
grupo do serviço. Ao clicar em exportar, será baixado um arquivo
txt que possui todos os códigos e serviços correspondentes ao
grupo de serviços selecionado.

4.5.2. Importação de dados no Revit

Utilizando o arquivo .txt extraído do Sienge, foram inseridas


notas chaves em todos os blocos paramétricos do modelo virtual
hidráulico do Revit.

Para realização desse procedimento foram seguidos os


seguintes passos:

1° passo: Na guia “Anotar” selecione o botão “Nota Chave”


e, em seguida, selecione a opção “Configurações de Nota Chave”,
como indicado na figura abaixo:

Figura 16: Nota Chave.

Fonte: Autoras (2019).

2° passo: Clique no botão “Procurar” e encontre o arquivo de


formato txt extraído do Sienge.

21
Figura 17: Importando arquivo do Sienge para o Revit.

Fonte: Autoras (2019).

3° passo: Para conferir se a importação dos códigos deu


certo vá a aba “Gerenciar” e selecione o botão “Materiais”. Procure
um material que foi cadastrado e verifique se o código chave
corresponde com o código cadastrado no Sienge. As figuras a
segui ilustram o processo:

Figura 18: Janela de Materiais.

Fonte: Autoras (2019).

22
Figura 19: Códigos Cadastrados.

Fonte: Autoras (2019).

5. RESULTADOS

O objetivo do presente trabalho é extrair o orçamento do Revit para o


Sienge e realizar um comparativo entre esse método e o tradicional, que
consiste em levantar os quantitativos manualmente através de um desenho
2D desenvolvido em um software CAD. Até o momento um resultado parcial
foi obtido, pois foi possível cadastrar todos os materiais e serviços da
disciplina de hidráulica no Sienge, gerar códigos e exporta-los para os
materiais correspondentes no modelo virtual do Revit. A próxima etapa será
realizar a importação de um arquivo do Revit com os materiais já codificados
e quantificados para o Sienge gerando o orçamento através do mesmo.

23
6. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UECE,


2002. Apostila. Disponível em: <
[Link]
1/1SF/Sandra/[Link]> Acesso em 07 de Junho de 2019.

IBRAHIM, Magdy; KRAWCZYK, Robert; SCHIPPORIET, George. Two


Approaches to BIM: A Comparative Study. 2004. Disponível em: <
[Link] Acesso em: 15 junho 2019.

JOHNSON, T. H; KAPLAN, R. S. Relevance lost: the rise and fail of


management accounting. Boston: Harvard Business School, 1987.
Disponível em: <
[Link]
0management%[Link]>. Acesso em: 25 março de 2019.

KNOLSEISEN, P. C. Compatibilização de Orçamento com o Planejamento


do Processo de Trabalho para Obras de Edificações. 173f. Dissertação
(Mestrado em Engenharia de Produção), Universidade Federal de Santa
Catarina, 2003.

NBS – National Building Specification. NBS National BIM Report 2019. RIBA
Enterprises Ltd, 2019. Disponível em: <
[Link] Acesso em: 15
jun. 2019.

SAKAMORI, M. M. Modelagem 5D (BIM) – Processos de Orçamentação


com Estudo sobre Controle de Custos e Valor Agregado para
Empreendimentos de Construção Civil. 2015. 180 f. Dissertação (Pós-
Graduação em Engenharia de Construção Civil). Universidade Federal do
Paraná, Curitiba, 2015.

SOFTPLAN. SIENGE Software de Gestão da Construção. Disponível em:


<[Link] Acesso em: 25 Março 2019.

TCPO. Tabela de Composições de Preços para Orçamentos. São Paulo:


PINI, 2010. 640p.

24
XAVIER, I. Orçamento, Planejamento e Custos de Obras. São Paulo.
Fupam, 2008. 67 p.

25
26

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