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Introdução ao Controlador Lógico Programável

O trabalho aborda o Controlador Lógico Programável (CLP), sua definição, estrutura e funcionamento, destacando suas vantagens na automação industrial. O CLP, desenvolvido pela General Motors em 1968, é um equipamento versátil que controla e monitora processos, sendo essencial para a eficiência na indústria. O documento também discute a metodologia de pesquisa utilizada e as aplicações práticas do CLP em diferentes setores.
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Introdução ao Controlador Lógico Programável

O trabalho aborda o Controlador Lógico Programável (CLP), sua definição, estrutura e funcionamento, destacando suas vantagens na automação industrial. O CLP, desenvolvido pela General Motors em 1968, é um equipamento versátil que controla e monitora processos, sendo essencial para a eficiência na indústria. O documento também discute a metodologia de pesquisa utilizada e as aplicações práticas do CLP em diferentes setores.
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UNIVERSIDADE - APOLITÉCNICA

Instituto Superior de Estudos Universitários de Nampula – ISEUNA

Curso: Engenharia Eléctrica, 1º Ano


Disciplina: Informática Aplicada a Engenharia Eléctrica II
Tema: Controlador Lógico Programável (CLP)

Nome dos estudantes:


 Chabane Carlos Fausto
 Delfim Joaquim
 Madalena Teodósio Inácio Mulieca

Nampula, 17 de Outubro de 2024

i
Chabane Carlos Fausto
Delfim Joaquim
Madalena Teodósio Inácio Mulieca

TEMA: Comunicação por Linha de Energia (PCL)

O presente trabalho é de carácter avaliativo da


cadeira de Informática Aplicada a Engenharia
Eléctrica II, do curso de Engenharia Eléctrica, 2º
Semestre, Nocturno, leccionada pelo:
Docente: Marcelino Mandumando

Nampula, 17 de Outubro de 2024

ii
Índice
1. Introdução ..................................................................................................................... 5

1.1. Objectivos .................................................................................................................. 5

1.1.1. Geral ....................................................................................................................... 5

1.1.2. Especifico ............................................................................................................... 5

2. Metodologia .................................................................................................................. 5

3. Estrutura do trabalho .................................................................................................... 5

4. Controlador Lógico Programável (CLP) ...................................................................... 6

4.1. Historial de Controlador Lógico Programável (CLP) ............................................... 6

4.2. Definição ................................................................................................................... 6

4.3. Diferenças entre PLC e CLP ..................................................................................... 6

5. Vantagens do Controlador Lógico Programável .......................................................... 7

6. Funcionamento de um CLP .......................................................................................... 8

6.1. Estrutura de um Controlador Lógico Programável.................................................... 8

6.1.1. CPU ........................................................................................................................ 8

6.1.2. Fonte de Alimentação ............................................................................................. 8

6.1.3. Processador ............................................................................................................. 8

6.1.4. Memória ................................................................................................................. 9

6.1.5. Entradas do CLP ..................................................................................................... 9

6.1.6. Saídas do CLP ...................................................................................................... 10

7. Dispositivo de Programação ....................................................................................... 10

7.1. Tipos de Controlador Lógico Programável (CLP) .................................................. 10

7.1.1. Programação de CLP ............................................................................................ 11

7.1.2. Algumas aplicações do CLP ................................................................................. 12

7.1.3. Automação de processos industriais ..................................................................... 12

7.1.4. Interface com IHM ............................................................................................... 12

iii
7.1.5. Controle de Nível ................................................................................................. 13

7.1.6. Automação de Esteira ........................................................................................... 13

7.1.7. Caracterização de uma boa aplicação de CLP ...................................................... 13

7.1.8. Principais aspectos para escolher um CLP. ......................................................... 13

8. Conclusão ................................................................................................................... 15

9. Referências Bibliográficas .......................................................................................... 16

iv
1. Introdução

O presente trabalho tem como temas a abordar Controlador Lógico Programável (CLP),
seu historial, suas características e suas estruturas, incluindo as vantagens e
desvantagens. Os processos industriais são formados por equipamentos mecânicos,
eléctricos, electrónicos, hidráulicos ou pneumáticos que, através de sucessivas
operações utilizando matéria-prima e energia, resultará num produto final e resíduos.
Dessa forma, os controladores programáveis são vastamente empregados no controle
lógico de processos, gerenciando as variáveis de entrada e, através de um programa,
definindo ações de controlo e operação do processo

1.1. Objectivos

1.1.1. Geral

 Compreender o princípio básico de funcionamento de um CLP, identificando sua


estrutura interna.

1.1.2. Especifico
 Conceituar o PCL;
 Abordar sobre o historial de PCL;
 Descrever aplicações de PCL.

2. Metodologia
A metodologia utilizada é a pesquisa bibliográfica e documental a partir de livros,
artigos e fontes electrónicas, esse tipo de pesquisa é muito importante porque possibilita
reunir um grande número de informações que possibilita que a pesquisa tenha um
arcabouço teórico para entender as nuances do objectivo do estudo do Controlador
Lógico Programável (CLP)

3. Estrutura do trabalho
O trabalho está dividido em quatro (4) partes, são elas: a presente introdução, onde
apresentamos os objectivos gerais e específicos, a metodologia de pesquisa usada e a
respectiva estrutura do trabalho. O desenvolvimento, os objectivos. Sem deixar de fora a
referências bibliográficas

5
4. Controlador Lógico Programável (CLP)

4.1. Historial de Controlador Lógico Programável (CLP)


O Controlador Programável (CP), também chamado de Controlador Lógico
Programável (CLP), e, pela sigla em inglês PLC (Programmable Logic Controller),
surgiu em função das necessidades da indústria automobilística. Os painéis
eletromecânicos para controle lógico utilizados anteriormente dificultavam as alterações
e ajustes de sua lógica de funcionamento, fazendo as montadoras gastarem mais tempo e
dinheiro a cada alteração na linha de produção.

Desta forma, em 1968, a General Motors desenvolveu o primeiro CLP, com grande
versatilidade de programação e fácil utilização, o qual vem sendo aperfeiçoado
constantemente, a fim de atender suas diversas aplicações atuais em automação de
processos.

4.2. Definição
O Controlador Lógico Programável é um equipamento eletrônico dotado de software e
hardware capaz de automatizar, controlar e monitorar máquinas, processos
específicos ou linhas de produção.

Mais resistente que computadores comuns, opera por meio de softwares exclusivos e foi
idealizada para trabalhar, sem sofrer danos, nos mais adversos ambientes industriais,
mesmo que poluídos com poeira, ruídos, vibrações, dentre outras contaminações.

De acordo com a National Electrical Manufacturers Association (NEMA), “é um


aparelho eletrônico digital com memória programável para armazenar instruções e
implementar funções específicas, controlando máquinas ou processos”.

4.3. Diferenças entre PLC e CLP


Ambos os termos são utilizados para se referir ao mesmo equipamento: o Controlador
Lógico Programável.

A diferença é que PLC condiz com a denominação em inglês Programmable Logic


Controller. Já CLP é a sigla para o nome em português.

6
5. Vantagens do Controlador Lógico Programável
Há inúmeros benefícios na utilização do controlador, como a sua capacidade de
reprogramação e alteração de sequências, além da imprescindível coleta e
comunicação de dados.

Dentre suas vantagens podemos listas:

 Redução de custo: são mais econômicos e não demandam grande volume de fiação,
nem manutenções. Com maior controle, se reduzem desperdícios e tempos ociosos.

 Isolamento contra ruídos eletromagnéticos.

 Fácil configuração, por utilizar módulos de entrada e saída que podem ser trocados
para atender a aplicações específicas.

 Programação com uso de linguagens de aprendizagem intuitiva, como a Ladder.

 Produção eficiente.

 Monitoramento on-line, permitindo o acompanhamento e controle dos processos


industriais em tempo real.

 Manutenção simples, com o próprio CLP indicando a existência de erros.

Um exemplo disso é o CLP Delta, que oferece todas essas vantagens de comandar e
monitorar seus processos industriais e muito mais.

Fonte: CLP – Configurações e Programação [Webinar]

7
6. Funcionamento de um CLP
O CLP recebe dados de sensores e dispositivos de entrada, depois processa as
informações e controla os dispositivos de saída, agindo sobre os processos.

Para isso, usa actuadores que conseguem, por exemplo, começar ou parar processos
automaticamente. Além disso, a partir das leituras realizadas, registar dados em tempo
real e aponta inconformidades.

Todo o trabalho é fundamentado nos programas previamente instalados no controlador,


que irão nortear suas decisões.

6.1. Estrutura de um Controlador Lógico Programável


No geral sua estrutura interna é composta de um microprocessador (CPU), um programa
monitor, uma memória de programa, uma memória de dados, interfaces de entradas e
saídas, e circuitos auxiliares.

Apesar de existirem infinitos modelos no mercado, há componentes estruturais em


comum que apresentaremos a seguir.

6.1.1. CPU
Microprocessador ou Unidade Central de Processamento do CLP, que faz a leitura dos
valores lógicos das entradas, segue os comandos do programa instalado e direciona as
ações das saídas.

6.1.2. Fonte de Alimentação


Provê a energia necessária para o funcionamento da CPU (que costuma usar 220V),
suportando várias tensões de alimentação para atender aos módulos.

6.1.3. Processador
Serve para executar o programa recebido, além de gerenciar a comunicação e realizar
diagnósticos. É norteado pelo sistema operacional desenvolvido por cada fabricante, que
fica salvo na memória da CPU.

Alguns controladores suportam mais de um processador, para tornar as tarefas ainda


mais velozes.

8
6.1.4. Memória
Local onde fica gravado o programa criado pelo usuário. As memórias do tipo RAM são
as mais utilizadas, pois mantêm os programas estáveis durante o funcionamento do
controlador.

Seu papel é armazenar informações referentes ao trabalho do controlador. Este tipo de


memória necessita de baterias para não perder dados em caso de falta de alimentação.

Fonte: CLP – Configurações e Programação [Webinar]

6.1.5. Entradas do CLP


São os pontos de conexão nos quais se ligam os sensores que enviam os sinais elétricos
para serem processados pela CPU do CLP. Existem dois tipos de entradas: as digitais
e as analógicas.

As Entradas Digitais são aquelas que operam em duas variáveis (ligado ou desligado)
e podem atuar em corrente contínua (24 VCC) ou em corrente alternada (110 ou 220
VCA). Aplica-se em sensores de proximidade, termostatos, botoeiras, etc.

As Entradas Analógicas possibilitam que o CLP realize medições de sinais como


tensão e corrente. São utilizadas em sensores de pressão mecânica, transmissores de
temperatura ou transmissores de umidade relativa etc.

9
6.1.6. Saídas do CLP
São módulos que ajustam eletricamente os sinais que vêm do microprocessador para
atuar nos circuitos controlados, isto é, recebem os dados do CPU e transfere para o
processo a ser executado.

Assim como as entradas, também existem dois tipos de saídas: as digitais e as


analógicas.

As Saídas Digitais possibilitam apenas dois estados: ligado e desligado. Elas podem
controlar dispositivos, como: reles, válvulas, inversores de frequência, etc.

As Saídas Analógicas transformam valores numéricos em tensão ou corrente. Elas


podem controlar dispositivos actuadores, como: motores C.C., válvulas proporcionais,
posicionadores rotativos, etc.

7. Dispositivo de Programação
É o equipamento usado para introduzir o programa na memória do processador, para
visualizar as lógicas e para gerenciar os CLPs em atuação.

É ele que faz o CLP operar, recebendo as informações das entradas, executando o
programa e indicando para as saídas a função a ser realizada.

Normalmente, os computadores pessoais são usados como dispositivos de programação.

7.1. Tipos de Controlador Lógico Programável (CLP)


Com a redução dos custos de desenvolvimento, produção e com a propagação dos
microcontroladores, houve uma grande evolução dos modelos de CLP, potencializando
os resultados do mercado de automação industrial.

Podemos dividi-los em três tipos:

 Micros CLPs: Possui pouca capacidade com, no máximo, 16 entradas e 16 saídas.


Só possui modelos digitais, com apenas um módulo e baixa memória (512 passos).

 CLPs de Médio Porte: Possui capacidade de até 256 pontos de entradas e saídas,
com modelos digitais e analógicos. Permitem até 2.048 passos de memória, que
pode ser interna ou externa. Também podem ser totalmente modulares.

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 CLPs de Grande Porte: Possui uma construção modular, digitais e analógicas, e
permitem a utilização de até 4.096 pontos de entradas e saídas. São montados em
um rack que possibilita um cabeamento estruturado.

A tendência é que essas soluções se adaptem às novas necessidades da indústria e às


tecnologias inovadoras surgidas com a Indústria 4.0.

7.1.1. Programação de CLP

Fonte: CLP – Configurações e Programação [Webinar]

Para programar um Controlador Lógico Programável corretamente é preciso saber


onde será empregado o equipamento, quais as especificações da máquina em que será
usado, entre outros pontos.

Há treinamentos que ensinam sobre a composição lógica do dispositivo e sobre as


linguagens de programação gráficas e textuais utilizadas.

11
Uma sugestão é o curso EAD da Kalatec, que fornece a preparação necessária para usar
o controlador em diferentes aplicações.

7.1.2. Algumas aplicações do CLP


O controlador é um aparelho versátil com aplicações em diversas atividades e setores
industriais, como: construção civil, automação predial, farmacêuticas, injetoras
plásticas, máquinas CNC, gráficas, e em muitos outros contextos industriais de controle
e automação.

7.1.3. Automação de processos industriais


Com o uso do CLP, o comando e monitoramento dos processos industriais tornaram-
se muito mais fáceis.

O controlador é muito requisitado em linhas de produção como as de montagem, em


indústrias automobilísticas. Ele facilita o controle e o monitoramento de processos.

Entre suas funções, proporciona armazenamento de instruções, controle de


posicionamento para motores de passo e contagem cronometrada sequencial.

7.1.4. Interface com IHM

Fonte: CLP – Configurações e Programação [Webinar]

12
O IHM (Interface Homem Máquina), muito utilizado nas indústrias e nas automações
industriais, é uma tela de comando (touch ou não) que possibilita o ser humano interagir
com as funções das máquinas.

O CLP e a IHM, trabalhando em conjunto, proporciona atividades industriais


automatizadas mais dinâmicas, com uma interação homem / máquina mais abrangente,
gerando ganhos na relação custo / benefício do produto.

7.1.5. Controle de Nível


As variáveis de nível, vazão e condutividade podem ser monitoradas, evitando o
desperdício que poderia ser gerado por transbordo de tanques, por exemplo, além de
garantir a otimização do rendimento da sua empresa.

7.1.6. Automação de Esteira


No processo de automação de sistemas de transporte (esteira) existem variáveis que
precisam ser observadas.

Se for necessário, por exemplo, controlar o peso e o volume do produto e a velocidade


da esteira, o CLP consegue realizar a medição e o cálculo de volume x peso do produto,
de modo a garantir o transporte na esteira com segurança.

7.1.7. Caracterização de uma boa aplicação de CLP


A aplicação eficiente de Controladores Lógico Programáveis depende da observação de
pontos como: se o dispositivo atende a normas técnicas; se é modular e permite
expansão; e se a sua fonte é segura e chaveada.

Quanto à comunicação, o aparelho precisa conter CPU com, no mínimo, duas


portas; dialogar com IHMs e sistemas supervisórios.

Além disso, o controlador deve depender de softwares intuitivos e gratuitos, e dispor de


cabos de comunicação de fácil construção.

7.1.8. Principais aspectos para escolher um CLP.


A melhor forma de eleger o controlador ideal para um empreendimento é responder a
perguntas como: serão utilizados IHMs, motores de passo e/ou servos motores?

13
Analise a quantidade de entradas e saídas que serão usadas no processo e se controles
analógicos serão necessários. Defina como a comunicação com outros periféricos será
feita: se por meio de inversores, drives ou interfaces.

Levantar informações como essas é essencial para encontrar seu controlador junto a um
bom fornecedor.

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8. Conclusão
Durante o trabalho concluímos que entradas do CLP São os pontos de conexão nos
quais se ligam os sensores que enviam os sinais eléctricos para serem processados pela
CPU do CLP. Existem dois tipos de entradas: as digitais e as analógicas. As entradas
Digitais são aquelas que operam em duas variáveis (ligado ou desligado) e podem
actuar em corrente contínua (24 VCC) ou em corrente alternada (110 ou 220 VCA).
Aplica-se em sensores de proximidade, termóstatos, botoeiras.

As entradas Analógicas possibilitam que o CLP realize medições de sinais como tensão
e corrente. São utilizadas em sensores de pressão mecânica, transmissores de
temperatura ou transmissores de humidade relativa.

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9. Referências Bibliográficas
CAPELLI, A. Mecatrônica Industrial. São Paulo: Editora Saber, 2002.

MARTINS, G. M. Princípios de Automação Industrial. Santa Maria: UFSM, 2010.

Programa Prodenge/Sub-programa Reenge. Curso de Controladores Lógico

Programáveis. UERJ.

SILVA, M. E. Controladores Lógico Programáveis – Ladder. FUMEP/EEP/COTIP,

2007. (Apostila Didáctica).

SILVA, M. E. Curso de Automação Industrial. FUMEP/EEP/COTIP, 2009. (Apostila

Didáctica).

CLP – Configurações e Programação [Webinar].

16

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