Colégio Jorge Andriguetto, C E Des-Ef M Profis N
Alunas: Thalya de Góes Miranda Silva; Renata Vieira Urbanek; Maria
Luyza Gularte Martins e Nataly Massetiko de Araujo 3G
Constelações
Trabalho solicitado pela professora
Sheila Sudul Marafigo, responsável
pela Disciplina de Física.
Fazenda Rio Grande
2023
Introdução
A astronomia é uma das mais antigas ciências. Os primeiros astrônomos
foram capazes de compreender padrões do movimento celeste, identificar
as fases da lua, prever eclipses lunares e solares, definir constantes dos
movimentos planetários e a partir disso associar os acontecimentos no céu
aos fenômenos na Terra. Há, por exemplo, registros do uso da astronomia
no Egito antigo, com o intuito de prever as inundações do rio Nilo e o
auxílio na produção agrícola. Para identificar os movimentos observados
no céu, os astrônomos da antiguidade criaram regiões que eram,
basicamente, desenhos formados ao ligar as estrelas no céu, como numa
brincadeira de ligar os pontos. Esses desenhos poderiam ser usados como
referências e receberam o nome de constelações. O presente trabalho tem
como principal objetivo explicar o que são constelações e suas
especificidades e curiosidades, além de um experimento a ser realizado na
sala, “Projetor de Constelações de lata”, o qual busca demonstrar a
estrutura de determinadas constelações.
O que é?
As constelações são agrupamentos de estrelas ligadas por linhas
imaginárias usadas para representar objetos, animais, criaturas mitológicas
ou deuses, elas surgiram durante a Pré-história, onde as pessoas as usavam
para descrever suas crenças ou mitologia, por isso, diferentes civilizações
adotaram, ao longo da história, as suas próprias constelações. As
constelações desempenharam importante papel durante as navegações, pois
eram usadas como orientação, além disso, a palavra constelação tem
origem no latim constelattio, cujo significado é agrupamento de estrelas.
As constelações tradicionalmente reconhecidas no Ocidente são as 48 que
foram adotadas pelos gregos, em razão do trabalho do astrônomo Claudio
Ptolomeu, no importante tratado Almagesto, um dos mais importantes
marcos nos estudos da Astronomia. Desde então, adições foram feitas e
algumas constelações mudaram de tamanho, até que no começo do século
XX, em 1922, a União Astronômica Internacional (UAI) estabeleceu o
conceito astronômico sobre o que são constelações e, por fim, reconheceu e
oficializou a nomenclatura de 88 constelações para fins de estudo
científico. A partir de 1922, o conceito astronômico de constelação passou
a ser mais do que mero agrupamento de estrelas, de acordo com a UAI, as
constelações são as 88 divisões geométricas da abóbada celeste.
Para que se entenda por completo o conceito de constelação, é necessário
salientar a sua grande importância para a Astrologia. Astrologia é uma
pseudociência, pois carece de comprovações científicas para as suas
previsões. De acordo com esse conjunto de conhecimentos, as posições do
Sol e dos demais astros no momento em que uma pessoa nasce são
responsáveis por seus traços de personalidade e relações sociais. A
Astrologia também é usada para orientar pessoas a tomar decisões
importantes ou ainda como uma ferramenta auxiliar para aqueles que
buscam autoconhecimento.
(Mapa celeste acima retrata o formato das 88 constelações existentes)
Classificações das Constelações:
"As constelações são classificadas de acordo com a sua posição na
abóbada celeste. Confira os diferentes tipos de constelações:
Boreais: São as constelações que ficam no hemisfério celeste norte,
como a Ursa Maior, Cassiopeia e Andrômeda;
Austrais: São aquelas localizadas no hemisfério celeste sul, tais como
Centauro e Pavão;
Zodiacais: Localizadas ao longo da eclíptica do Sol: Áries, Touro,
Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário,
Capricórnio, Aquário e Peixes;
Equatoriais: São as constelações dispostas sobre o equador celeste
como o Cão menor, Cão Maior e Águia.
Principais Constelações
Algumas das mais conhecidas constelações são:
Órion: A constelação de Órion é a que tem, no centro, as famosas Três
Marias ou os Três Reis. Elas estão alinhadas e têm um brilho forte e de
mesma intensidade. Essa constelação pode ser vista de quase todos os
lugares dos dois hemisférios, pois está localizada em cima do Equador
Celeste. Nas noites de verão do Hemisfério Sul, se torna ainda mais visível.
Escorpião: Essa
constelação domina
o céu durante o
inverno e tem esse
nome porque
lembra a estrutura
física do aracnídeo.
Pode ser vista em
todo o Hemisfério
Sul e em parte do Norte — mais próximo do
Equador.
Cruzeiro do Sul: É a menor das constelações, e já
pertenceu à constelação do Centauro. Dá para vê-la dos
dois hemisférios, mas, por estar mais perto do Sul, no
Norte é preciso se aproximar da linha do Equador.
Ursa Maior: Uma das 48
constelações de Ptolomeu. É
uma das constelações mais
conhecidas, tendo sido
mencionada por poetas como
Homero, Spenser, Shakespeare,
Tennyson e Bertrand Cantat. O
finlandês conto épico Kalevala
menciona-a, e Van Gogh pintou-
a de cabeça para baixo. Ursa
Maior é uma grande constelação,
a terceira maior. O nome "Grande Ursa" parece datar da Antiguidade, devido
às suas latitudes a Norte. Apenas um prodigioso urso poderia viver em tal
clima. É curioso que algumas tribos Norte-Americanas (Algonquin,
Iroquois, Illinois e Narragansett, possivelmente entre outras) também
associaram esta constelação com um urso gigante.
Curiosidades
- As estrelas que formam as constelações não são um verdadeiro grupo,
elas só parecem estar agrupadas quando são vistas da Terra. Se
visitássemos outros planetas e olhássemos para o céu, não conseguiríamos
ver as mesmas formações.
-É possível reparar em chácaras ou sítios que é possível se ver mais estrelas
e constelações no céu, isso acontece por dois motivos: a iluminação das
cidades ofusca o brilho delas, e o nevoeiro formado pela poluição esconde
grande parte das estrelas.
- Algumas constelações só podem ser vistas em determinadas épocas do
ano, devido à órbita da Terra em torno do Sol
- Em tempos antigos, as pessoas acreditavam que todos os fenômenos que
aconteciam, na Terra ou no céu, estavam ligados aos deuses, por isso é
simples entender que a maioria dos desenhos observados no céu remetiam
a divindades de diversos povos e culturas. Muitas vezes, o céu foi usado
para contar histórias de uma mitologia complexa, exemplificada por meio
dos desenhos no céu. Algumas das histórias eram carregadas de
ensinamentos passados de geração em geração. Além de deuses, foram
representados diversos seres vivos e objetos em constelações diferentes.
Cada povo sempre olhou o céu de sua forma, criando suas próprias
constelações. Com isso, existiam conjuntos de estrelas que pertenciam a
constelações diferentes e que poderiam estar associadas a significados
diferentes. Estudar as constelações de diferentes povos é também uma
forma de estudar a sua cultura. Por exemplo, a constelação de Andrômeda:
Andrômeda era filha da rainha Cassiopeia, de acordo com a mitologia
grega ou Hidra: a cobra-monstro aquática do mito grego.
- O calendário do zodíaco asiático (calendário lunar) não é baseado
especificamente em constelações, como é o calendário do zodíaco ocidental
(grego/romano). Em vez disso, o calendário lunar asiático é baseado nas
doze fases anuais da lua, conhecidas como o ano lunar de doze meses (cada
mês com duração de 28 a 31 dias). O calendário ocidental (grego/romano) é
baseado no caminho anual do Sol através de doze constelações de estrelas,
conhecido como ano solar. O calendário lunar do Leste Asiático também é
baseado em 28 constelações ou 28 Mansões Lunares, o que acrescenta
maior precisão.
- As constelações não são objetos reais, são somente padrões que as estrelas
formam no céu, observados aqui da Terra. Essas estrelas que observamos
próximas umas das outras e que nos mostram um desenho, muitas vezes
estão extremamente distantes entre si e não têm conexões umas com as
outras.
- Podemos usar as constelações como referência para marcar as estações do
ano. Órion, por exemplo, se for observado próximo ao leste no início da
noite, indicará que estamos no verão do Hemisfério Sul, ou inverno do
Hemisfério Norte. A constelação que está do lado oposto de Órion no céu é
Escorpião. Por estar do lado oposto, considerando o Hemisfério Sul,
quando Escorpião aparecer ao leste no céu no início da noite, você poderá
afirmar que está na estação oposta, o inverno, ou no verão do Hemisfério
Norte.
(28 constelações asiáticas)
Conclusão
Tendo em vista todos os tópicos apresentados, é possível perceber a
importância das constelações ao decorrer das eras e até os dias de hoje, pois
cada um traz um pedaço da história e cultura de determinado povos, sendo
de vasto engrandecimento e conhecimento a familiarização com cada uma
delas.
Experimento
Consiste em latas com pontos cortados para formar uma constelação e,
usando a lanterna do celular, projetar uma mini constelação em uma
superfície.
Referências
[Link]
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[Link]
constelacoes/;
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espiritualidade-na-antiga-china-e-japao/;
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Fazenda Rio Grande
2023