100% acharam este documento útil (1 voto)
7 visualizações6 páginas

Biomas Brasileiros e Impactos Humanos

O documento aborda a relação entre a ocupação humana e a vegetação nos biomas brasileiros, destacando a degradação ambiental causada por atividades econômicas como a agropecuária e a exploração madeireira. O Brasil é um dos países com maior biodiversidade do mundo, com hotspots e corredores de biodiversidade sendo essenciais para sua conservação. Além disso, descreve as características e os desafios enfrentados pelos principais biomas do país, como a Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.

Enviado por

jrestudosparaesa
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
100% acharam este documento útil (1 voto)
7 visualizações6 páginas

Biomas Brasileiros e Impactos Humanos

O documento aborda a relação entre a ocupação humana e a vegetação nos biomas brasileiros, destacando a degradação ambiental causada por atividades econômicas como a agropecuária e a exploração madeireira. O Brasil é um dos países com maior biodiversidade do mundo, com hotspots e corredores de biodiversidade sendo essenciais para sua conservação. Além disso, descreve as características e os desafios enfrentados pelos principais biomas do país, como a Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.

Enviado por

jrestudosparaesa
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Biomas brasileiros

A ocupação humana e a vegetação

À medida que as atividades econômicas (exploração do pau-brasil, cultivo da cana-de-açúcar, extração de minerais e
da expansão da pecuária) e a exploração da terra avançavam, diminuíam as florestas e outros tipos de vegetação
herbácea e rasteira. No período imperial e depois na república, atividades agropecuárias como o café, a cana e a soja
(todas atividades não sustentáveis), que incorporaram novas fronteiras agrícolas, contribuíram para a continuidade
nos desmatamentos.

O comércio ilegal de madeira para exportação e a expansão dos mercados nacionais e internacionais para produtos
como a carne bovina e a soja têm influenciado o desflorestamento. A maior devastação acaba sendo praticada pela
agropecuária, ao converter florestas inteiras em lavoura ou pasto. Por outro lado, as madeireiras derrubam árvores
de valor comercial, muitas vezes de corte proibido, causando danos localizados, mas igualmente prejudiciais à
manutenção da biodiversidade. Além disso, vale lembrar que a industrialização, o aumento da população, a
interiorização do povoamento e a abertura de novas vias de circulação foram e ainda são responsáveis pela
destruição das formações vegetais originais.

A biodiversidade no Brasil

O Brasil faz parte de um grupo de 12 países que abrigam 70% da biodiversidade total do planeta, por isso conhecidos
como locais de megadiversidade. A presença de espécies de grande relevância econômica e com destaque na
utilização medicinal são alguns dos fatores que justificam o estabelecimento de estratégias de conservação dessa
biodiversidade. Isto é, a definição de hotsposts e de corredores de biodiversidade é um passo importante para o
estabelecimento de ações prioritárias pela Conservação Internacional (organização ambientalista) em colaboração
com o Ministério do Meio Ambiente.

 Hotspot: é toda área prioritária para conservação, isto é, de alta biodiversidade e ameaçada no mais alto
grau. É considerada hotspot uma área de pelo menos 1500 espécies endêmicas (endêmica: só existe naquele
lugar) de plantas e que tenha perdido mais de ¾ de sua vegetação original. No Brasil, há dois hotspots: A
Mata Atlântica e o Cerrado.
 Corredor de biodiversidade: é formado por uma rede de parques, reservas e áreas privadas de uso menos
intensivo, na qual um planejamento integrado das ações de conservação pode garantir a sobrevivência do
maior número de espécies e o equilíbrio dos ecossistemas. O corredor pode se estender por centenas de
quilômetros e atravessar fronteiras nacionais para incluir áreas protegidas, habitats naturais remanescentes
e suas comunidades ecológicas.

Características da vegetação brasileira

 A vegetação natural, apesar de muito devastada, ainda é um elemento marcante da paisagem.


 Bioma: unidade biogeográfica regional, caracterizado por traços climáticos, fitogeográficos e topográficos
comuns.
 Formações florestais do Brasil: Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Mata de Araucárias e Mata dos Cocais.
 Formações arbustivas (predomínio de vegetação arbustiva e herbácea): Caatinga, Cerrado e os Campos.
Aparecem ainda o Pantanal e a Vegetação Litorânea.
Floresta Amazônica (floresta pluvial equatorial/ Hileia)
- Conta com grande variedade de vida (1/3 do número de espécies do planeta), alta densidade e árvores que
podem ter de 600 a 1000 anos de existência.
- Maior floresta tropical do mundo.
- É o maior bioma do Brasil.
- Estende-se por 8 países da América e 9 estados Brasileiros (MA, PA, AP, RO, AM, AC, RO, MT e TO).
- É o 3º bioma brasileiro com área antropizada (área onde há ocupação do homem). No entanto, atualmente 85%
de sua área ainda é coberta por vegetação natural remanescente.
- Leste da Amazônia: desde 1970, implantaram-se grandes projetos minerais e agropecuários, além de ocorrer
uma ocupação humana desordenada. Esses fatos constituem fatores de degradação da floresta. Além disso, a
partir de 1970, ocorre o avanço da fronteira agrícola (Cerrado e Centro-Oeste e áreas do sul da Amazônia – áreas
mais sujeitas a desflorestamentos recentes.).
- Possui vegetação higrófila (adaptadas à alta umidade), latifoliada (folhas grandes que facilitam a fotossíntese),
perenófila (folhas não caem antes das novas já estarem desenvolvidas), densa e heterogênea.
- Mata de terra firme (caetê): corresponde a 80% da floresta; se desenvolve em áreas de maiores altitudes, livres
de inundação. Nessa área, existem árvores chegando a 60m de altura. O entrelaçamento das copas das árvores
forma um dossel, que dificulta a penetração de luz, gerando um ambiente sombrio e úmido no interior da floresta.
A intensa atividade madeireira visa às árvores de maior porte (cedro, castanheira, mogno, etc).
- Mata de igapó ou caaigapó: situa-se em terrenos próximos aos rios, constantemente alagados. É a parte da
floresta em que há menor quantidade de espécies; é constituída por árvores de menor porte, incluindo palmeiras,
plantas aquáticas, destacando-se a vitória-régia.
- Mata de várzea: desenvolve-se em terrenos baixos, sujeitos à inundação periódica. Há a presença de vegetação
de médio porte que raramente ultrapassa 20m de altura. Como se situa entre as matas de igapó e caetê, possui
características de ambas.
- Extrativismo: a piaçava e as palmeiras são extraídas na mata de igapó; O látex das seringueiras, na mata de
várzea.
- Apesar da rica fauna e flora, o solo amazônico apresenta pouca espessura e baixa fertilidade (reduzida
quantidade de nutrientes – a maioria deles é produzida pela própria floresta, estabelecendo-se uma perfeita
interação entre os componentes da paisagem).
- Por baixo Da floresta, uma fina camada de húmus (solo fértil e orgânico) é continuamente renovada pela
decomposição de folhas, galhos e animais mortos, os quais são convertidos em nutrientes e reabsorvidos pelas
raízes das plantas. Nas áreas muito úmidas, ocorre intenso processo de lixiviação (os solos são lavados e têm seus
minerais e nutrientes escoados pelas águas das chuvas). Dessa forma, caso a vegetação seja retirada, altera-se o
delicado equilíbrio da floresta e causa o empobrecimento dos solos em curto prazo.
- Com as queimadas, a fim de promover a agropecuária, altera-se o clima da vegetação bem como o ciclo de
chuvas (as precipitações são reduzidas), além de aumentar o escoamento superficial das águas. Em
consequência, florestas de igapó e de várzea transformam-se em florestas de terra firme.
Arco do desmatamento: é uma região em que a grande diversidade de ocupação e de atividades vem acarretando
intenso processo de queimadas e desflorestamento. As finalidades são a extração de madeira, abertura de áreas
para a pecuária ou para a agricultura (soja) etc.
- Trata-se de um grande cinturão que contorna a floresta, principalmente no limite com o Cerrado.
- É conhecido, também, como arco do fogo ou arco de povoamento adensado.
- Estende-se desde a desembocadura do Rio Amazonas até o oeste do MA, leste e sudeste do PA, TO, MT e RO.
- As florestas nessas regiões estão se transformando em cerrados e o regime de chuvas tem-se alterado, com
diminuição das precipitações, aumento da erosão e prejuízo à biodiversidade da região.

Mata dos Cocais


- Nela, predominam as palmeiras, como o babaçu, o buriti, a oiticica e a carnaúba. Os produtos dos coqueiros são
de alto valor para as populações locais.
- Constitui uma mata de transição entre os biomas da Caatinga, da Floresta Amazônica e do Cerrado. Aparece nos
estados de MA, PI, CE e TO (MAPICETO).
- Embora seus coqueiros sejam aproveitados em atividades extrativas que não prejudicam a mata, a expansão da
pecuária e o cultivo de grãos para a exportação (principalmente a soja) podem ameaça-los.

Mata de Araucárias ou Mata dos Pinhais (floresta pluvial subtropical)


- Formação subtropical de coníferas. São mais abertas e homogêneas.
- Nela, predomina o pinheiro-do-paraná (espécie adaptada a temperaturas moderadas a baixas no inverno, solos
férteis e índice pluviométrico maior a 1000mm anuais), associado a outras espécies, como a imbuia, o cedro, o ipê
e a erva-mate.
- O pinheiro é uma espécie aciculifoliadas (folhas em forma de agulha).
- Originalmente, dominava vastas regiões dos planaltos da região Sul e pontos altos da serra da Mantiqueira (SP,
RJ e MG). Aparece principalmente nas áreas de maiores altitudes, como nos planaltos da Bacia do PR, nos estados
do RS, SC e PR (é uma formação de clima ameno).
- Atualmente, restam menos de 3% de sua área original, devido à extração da madeira para a indústria moveleira
e de celulose (sem reposição das árvores), às queimadas para formação de pastos para a pecuária, a agricultura
(soja, trigo, milho) e à instalação de indústrias.

Mata Atlântica (floresta pluvial tropical)


- Higrófila, latifoliada, perenefólia, densa e heterogênea.
- É um dos biomas mais ameaçados de extinção do planeta. Foi reduzida a apenas 7,8% de sua área original –
estendia-se ao longo do litoral, desde o RN até o RS, alargando-se significativamente para o interior de MG e SP-.
- Vem sofrendo intensa alteração desde o período colonial. Desenvolve-se em clima tropical úmido,
principalmente em escarpas voltadas para o mar e nas planícies costeiras. Os ventos úmidos vindos do mar se
condensam e precipitam em áreas mais altas.
- É uma formação muito densa, contando com a maior biodiversidade mundial de árvores (tais quais o cedro,
canela, ipê, jacarandá, jatobá, jequitibá, coqueiros e pau-brasil – pode ter árvores que atingem até 40m).
- Apresenta o maior número de espécies ameaçadas de extinção, devido a, principalmente, a exploração
madeireira, monoculturas de exportação, pastagens, caça ilegal, queimadas, expansão urbana e poluição
ambiental.
- Atualmente, na área de ocorrência dessa formação vegetal, concentra-se uma população superior a 120 milhões
de habitantes (70% da população brasileira), em importantes cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Vitória,
etc.

Cerrado
- Constituído por 2 estratos: superior (composto de arbustos e de pequenas árvores retorcidas e dispersas) e um
inferior (formado de gramíneas).
- Constituído por vegetação caducifólia (ou estacional), predominantemente arbustiva, de raízes profundas,
galhos retorcidos e de casca grossa (que dificulta a perda de água). A vegetação próxima ao solo é composta por
gramíneas, que secam no período de estiagem.
- Presença do pequizeiro e do buriti.
- Desenvolve-se em clima tropical com verão úmido e inverno seco. Por isso, seu aspecto é verdejante no verão e
seco no inverno.
- Nele, nascem cursos d’água que escoam para as bacias: Amazônica, Tocantins, Parnaíba, São Francisco, Paraguai
e Paraná.
- Há uma variedade muito grande de cerrados, que podem aparecer em áreas periféricas ou de transição para a
Amazônia e para a Caatinga. Apresentam altura e biomassa diversificadas. Aparecem, por exemplo, o Cerradão
(mais florestado, com árvores maiores, uma formação mais densa; geralmente está em regiões mais úmidas,
próximas aos grandes rios, ou nas proximidades do Pantanal), o cerrado típico e o campo limpo (com
predomínio de vegetação arbustiva e gramínea).
- Abrange 12 estados: PA, MA, PI, BA, MH, SP, PR, MS, RO, MT, GO e TO.
- 57% de sua área original está desmatada. Se a devastação continuar nesse ritmo até 2030, o bioma pode
desaparecer (sua biodiversidade também está ameaçada). Esse bioma foi explorado economicamente durante
muito tempo para a atividade pecuária (com utilização da calagem, possibilitou-se a intensificação da produção
agrícola, o que vem acelerando a devastação).
- Diversos fatores contribuíram para a devastação do cerrado: mudança da capital para Brasília, implantação de
rodovias, a construção de grandes obras de infraestrutura e o uso abusivo de água para a irrigação. Mas, as
principais causas da devastação foram o desmatamento e as queimadas para incorporar novas áreas para a
agricultura comercial (soja, milho, etc).

Caatinga (em tupi, “mata branca”)


- Predomina em clima semiárido. Ocupa uma área de aproximadamente 9,9% do território nacional, abrangendo
os estados do Nordeste e áreas de norte de MG. É um dos biomas mais ameaçados do país (50% de sua área já foi
desmatada e substituída por cultivos e pastagens). Em muitas regiões da Caatinga, está em curso um processo de
desertificação.
- Bioma totalmente brasileiro, com temperaturas elevadas, chuvas moderadas, rios intermitentes (que deixam
de correr na estação seca), solo raso e pedregoso, com uma vegetação adaptada à seca.
- A vegetação é xerófita/xerófila (ou desértica, adaptada ao semiárido), com folhas pequenas e estreitas (ou
espinhos, como as cactáceas) e cascas grossas – para armazenar água. As árvores retorcidas e arbustos
espinhentos perdem as folhas periodicamente com a seca.
- Nesse bioma, predominam arbustos caducifólios e espinhosos, além das cactáceas.
- Lá, existe grande variedade biológica, com animais e vegetais adaptados à escassez de água.
- Na época das chuvas, a paisagem enche-se de flores. Espécies como o mandacaru, o xiquexique, o umbuzeiro, o
juazeiro, o jericó e o angico são aproveitados como alimento, remédio ou para a obtenção de madeira.
- Essa região abriga uma população com os mais baixos índices de desenvolvimento humano do país e grandes
desigualdades sociais devido à concentração de terras e de poder, dificuldades de acesso à água e à exploração
predatória.

Campos (Campos ou Campanha Gaúcha)


- Seu relevo é baixo, com suaves ondulações (cochilas). É coberto por vegetação herbácea das pradarias
(principalmente gramíneas).
- São predominantes no sul do RS, em clima subtropical, mas aparecem nas regiões de serras (Chapada
Diamantina, Pico de Itatiaia) e em áreas inundáveis (Maranhão, Ilha de Marajó, Amapá).
- A ocupação desse bioma pela pecuária extensiva de corte, com gado tipo europeu, tem proporcionado altos
rendimentos. Também tem se desenvolvido a rizicultura irrigada (produção de arroz).
- A área antropizada do bioma corresponde a quase 50% do total.

Pantanal
- Complexo heterogêneo composto de cerrados, florestas, campos, charcos inundáveis e ambientes aquáticos
(lagoas, riachos). Isto é, é um complexo que agrupa várias formações e que abriga fauna e flora muito ricas.
- Desenvolve-se em terrenos baixos (planícies) e, devido à baixa declividade do terreno, a água que extrapola os
canais dos rios escoa lentamente pelo terreno, mantendo-o alagado durante um período do ano.
- O clima é quente e úmido no verão e seco no inverno, quando a temperatura pode baixar rapidamente, com
possibilidade de geada.
- Seus solos são geralmente arenosos.
- Situa-se no sul do MT e no noroeste do MS, além do norte do Paraguai e leste da Bolívia. Serve como interligação
da Bacia Amazônica com a Platina, formando um corredor biogeográfico que dispersa uma variada flora e fauna
alimentada por um fluxo constante de nutrientes proveniente de inundações.
- Presença de agricultura comercial em seu entorno, onde ela recebe grande aplicação de agrotóxicos. Seu baixo
relevo provoca um lento escoamento das águas dos rios e os produtos químicos ficam retidos no ambiente,
contaminando rios, banhados, solos, e provocando a mortandade dos animais.
- A atividade econômica tradicional é a pecuária, facilitada pelas paisagens naturais. Após a época de 1970, com a
expansão do agronegócio, plantações de soja e de algodão têm causado perturbações no solo, assoreamento e
poluição por agrotóxicos nos rios.
- Em 2004, 44% de sua área estava descaracterizada por desmatamentos. A pesca e a caça predatórias, o garimpo
de ouro e pedras preciosas, o turismo descontrolado e o crescimento da população são alguns dos outros
problemas do pantanal.

Vegetação litorânea: são consideradas formações litorâneas as restingas e os manguezais.

Manguezais
- Desenvolve-se em todo o litoral, desde SC até a região Norte (nos estuários).
- O Mangue é o principal ecossistema, localizado em solo salino e lodoso ou em sedimentos arenosos, sujeitos às
variações das marés. Os manguezais são áreas de transição terrestre entre a vida terrestre e a vida marinha.
- Constituem berçário natural para diversas espécies, abrigando algumas que servem para peixes, crustáceos,
moluscos, aves e mamíferos.
- São nichos ecológicos responsáveis pela produção de grande número de espécies de peixes, moluscos e
crustáceos.
- Desenvolve-se em clima tropical e subtropical, em áreas alagadas próximas ao mar.
- Possui vegetação exuberante (arbustiva e arbórea – adaptada às inundações). É halófila (adaptada ao sal da
água do mar), podendo apresentar raízes que, durante a maré baixa, ficam expostas.
- Principais ameaças dos manguezais e das restingas: avanço da urbanização, pesca predatória, poluição dos
estuários e o turismo desordenado, incentivando a instalação de aterros.

Restingas
- Desenvolve-se no cordão arenoso formado junto à costa, com predominância de vegetação rasteira, chamada
de pioneira por possibilitar a fixação do solo e permitir a ocupação posterior por arbustos e algumas árvores.

Os domínios morfoclimáticos

 São áreas diferenciadas que apresentam relativa homogeneidade, devido a uma composição individualizada
onde predominam alguns aspectos naturais como estrutura geológica, relevo, clima, vegetação, hidrografia
e solos.
 Aziz Ab’Sáber sintetizou 6 domínios morfoclimáticos no território brasileiro.

Domínio Amazônico
- Relevo de planícies, depressões e baixos planaltos (baixas latitudes).
- Clima equatorial.
- Floresta Amazônica.
- Rede hidrográfica extensa (bacia amazônica).
- Solo fino, produzido e sustentado principalmente pela floresta.
- Região Norte, oeste do MA e norte do MT.
- Apresenta grande biodiversidade e grave problema de degradação (queimadas e desmatamentos).

Domínio do Cerrado
- Relevo de extensos planaltos, chapadas sedimentares e depressões.
- Clima tropical alternadamente úmido e seco.
- Vegetação de cerrado.
- Solos ácidos.
- Tem sido devastado para atividades como a pecuária, constituindo-se em uma nova fronteira agrícola.
- Centro-Oeste, sul do MA, oeste da BA e de MG, sul de RO.

Domínio dos Mares de Morros


- Relevo característico de Planaltos e Serras do Atlântico Leste-Sudeste ou de escarpas que separam os planaltos
da planície litorânea (Serra do Mar, da Mantiqueira, etc).
- Clima tropical úmido.
- Topografia de morros arredondados (meias-laranjas), modelados pelo intemperismo e erosão em estrutura
cristalina.
- Porção leste do país, interiorizando mais em SP.
- Erosão constante e frequentes deslizamentos de terra.
- A mata atlântica sofreu grande devastação devido ao povoamento e à industrialização da região.

Domínio das Araucárias


- Planaltos arenito-basálticos da Bacia do Paraná.
- Clima Subtropical.
- Aparece a Mata de Araucárias ou dos Pinhais, que se encontra quase totalmente devastada pela ocupação
agrícola (café, soja) e exploração de madeira.
- Aparecem manchas de terra rocha, no PR.
- Ocupa regiões de médias altitudes da região Sul.

Domínio da Caatinga
- Planaltos (Bacia do Parnaíba e da Borborema) e depressões (Sertaneja e do São Francisco).
- Clima Semiárido (predominante).
- Vegetação de Caatinga nas áreas mais baixas e matas nas áreas de maior altitude.
- Solos pobres em matéria orgânica e pedregosos.
- Sertão nordestino e norte de MG.
- O rio São Francisco atravessa esse domínio, possibilitando aproveitamento hidrelétrico e projetos de irrigação
para a produção de frutas (fruticultura irrigada – uva, goiaba, melão, manga), além do extrativismo vegetal (sisal,
piaçava) e da pecuária.
- Possui áreas com risco de desertificação.

Domínio das pradarias


- Predomínio de baixas altitudes, com colinas ou ondulações do terreno denominadas coxilhas.
- Vegetação herbácea.
- A pecuária extensiva com suas estâncias (fazendas de gado) e a agricultura (arroz, milho, soja, trigo) marcam a
presença do ser humano nesse domínio ameaçado pela erosão, desertificação e diminuição da fertilidade dos
solos.
- Situa-se principalmente na porção meridional do RS.

A biopirataria: Consiste na apropriação (extração e contrabando) ilegal e no patenteamento de plantas, animais,


substâncias, subprodutos ou material genético de outro país. A Amazônia é cobiçada em demasia devido à sua
grande riqueza de espécies e plantas (estima-se que 1% do potencial das plantas amazônicas foi pesquisado). Os
habitantes da floresta, indígenas ou não, detêm um saber tradicional muito rico. Muitos de seus conhecimentos,
transmitidos de geração a geração, mostram resultados que acabam sendo comprovados cientificamente.

Você também pode gostar