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Apostila Raciocínio Lógico UFRJ 2023

A apostila aborda raciocínio lógico matemático para o concurso da UFRJ 2023, incluindo tópicos como estruturas lógicas, lógica de argumentação, contagem, probabilidade e operações com conjuntos. O documento detalha conceitos fundamentais como proposições, conectivos lógicos e suas classificações, além de fornecer exemplos e exercícios práticos. A apostila visa preparar os candidatos para questões específicas que podem aparecer na prova.

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Apostila Raciocínio Lógico UFRJ 2023

A apostila aborda raciocínio lógico matemático para o concurso da UFRJ 2023, incluindo tópicos como estruturas lógicas, lógica de argumentação, contagem, probabilidade e operações com conjuntos. O documento detalha conceitos fundamentais como proposições, conectivos lógicos e suas classificações, além de fornecer exemplos e exercícios práticos. A apostila visa preparar os candidatos para questões específicas que podem aparecer na prova.

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1

APOSTILA DE RACIOCÍNIO LÓGICO MATEMÁTICO – CONCURSO UFRJ 2023

SUMÁRIO

Estruturas Lógicas ................................................................................................................... 2


Lógica de argumentação; Diagramas lógicos ...................................................................... 38
Princípios de contagem e probabilidade .............................................................................. 55
Operações com conjuntos ...................................................................................................... 68
Razão e Proporção; Regra de três simples e composta ...................................................... 80
Cálculos com Porcentagem ................................................................................................... 96
Juros simples e Juros compostos ........................................................................................ 103

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2

Estruturas Lógicas

O tema “Estruturas Lógicas” é bastante amplo e, por isso, causa certa preocupação nos concursandos em relação
aos assuntos que devem ser estudados, uma vez que não aparecem expressos os tópicos que serão abordados pela
banca examinadora da UFRJ, a PR-4.
Todavia, não deve haver preocupação, pois a definição de estruturas lógicas é bem simples e está intimamente
relacionada aos conceitos básicos de raciocínio lógico.
Assim, posso assegurar que as estruturas lógicas estão relacionadas à lógica proposicional, na qual devemos
estudar os seguintes tópicos: definição de proposição, classificação das proposições ,operações com os conectivos
lógicos, tabela-verdade, tautologia, contradição, contingência, negação de proposições, quantificadores e
equivalências lógicas.

∎ Definição de proposição

Conforme leciona o Professor Weber Campos, proposição é: “toda frase declarativa, expressa em palavras ou
símbolos, que exprima um juízo ao qual se possa atribuir, dentro de certo contexto, somente um de dois valores
lógicos possíveis: verdadeiro ou falso.”

Analisando o conceito de proposição acima descrito, precisamos explicar dois detalhes importantes:

1) Frase declarativa: é a frase afirmativa ou negativa que apresenta sentido completo, ou seja, por si só,
consegue transmitir a sua ideia principal.

2) Juízo: O juízo nada mais é que a possibilidade de valorar (julgar) como verdadeira (V) ou falsa (F) qualquer
proposição fornecida.

Veja alguns exemplos de proposições:

a) Nelson Mandela não foi Presidente do Brasil.


b) Belo Horizonte é a capital de Minas Gerais
c) ‘12’ não é múltiplo de ‘4’.
d) 5 + 2 = 10.

ATENÇÃO --- Perceba que todas as sentenças acima são proposições, uma vez que são frases
declarativas passíveis de valoração (V ou F).

As letras “a” e “b” estão corretas, logo são proposições verdadeiras e as letras “c” e “d” estão incorretas, logo são
proposições falsas.

É muito comum aparecerem questões ‘cobrando’ do concursando o conceito de proposição, porém de


uma forma bastante específica: normalmente aparecem cinco assertivas, das quais apenas uma é proposição
(obviamente, neste caso, teremos quatro assertivas que não são proposições). Desta feita, precisamos assinalar a
única proposição.

Veja a questão abaixo que retrata fielmente o que acabei de dizer...

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3

Qual sentença a seguir é considerada uma proposição?


a) O copo de plástico.
b) Feliz Natal!
c) Pegue suas coisas.
d) Onde está o livro?
e) Francisco não tomou o remédio.

Comentário: Note que há ‘5’ assertivas e precisamos escolher apenas ‘1’: a proposição.

A resolução comentada dessa questão se encontra no final desse capítulo. Antes de acompanhá-la, entenda
como diferenciar uma proposição de uma “não proposição”, a partir do seguinte bizu:

BIZU --- A melhor maneira de resolver questões que envolvam a comparação entre proposição x “não
proposição”, certamente, é a resolução por exclusão, isto é, elimina-se tudo aquilo que não é proposição e, por
fim, chega-se ao resultado normalmente pretendido que é a proposição.

∎ Frases que não são proposições

As frases nominais, as frases optativas e as frases interrogativas, exclamativas e imperativas NUNCA SÃO
PROPOSIÇÕES.

Veja no quadro abaixo exemplos de frases que não são proposições conforme a explicação acima:

1) Frases interrogativas:

a) Qual a sua idade?


b) Você bebe cerveja?
c) ‘2’ é o dobro de ‘1’?

2) Frases exclamativas:
a) Juliana está linda!
b) Que matéria fácil!

3) Frases imperativas: São as frases que exprimem ordem, pedido ou conselho.

a) Lave a louça (ordem).


b) Doe sangue (pedido) --- [um cartaz na recepção de um hemocentro].
c) Jamais deixe de estudar (conselho).

4) Frases optativas: São as frases que exprimem um desejo.

a) Bons ventos te levem!


b) Deus te acompanhe.

5) Frases nominais: São as frases que não contêm verbo.

a) A excelente apostila de Raciocínio Lógico do Professor Julio.


b) O carro elétrico branco.

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4

ATENÇÃO --- Há ainda um “caso especial” de frases que não são proposições: as sentenças abertas.

∎ Sentenças Abertas

Conceito: Se uma determinada frase não contiver dados suficientes para que seja possível a valoração da
mesma como “Verdadeira” ou “Falsa”, então se conclui que a mesma é uma sentença aberta.

Por outro lado, se for possível valorar uma frase como “Verdadeira” ou “Falsa”, então se conclui que a mesma é
uma sentença fechada, ou seja, é uma proposição.

Veja os exemplos do quadro abaixo:

a) x + 3 = 12.
b) y2 + 2 = 11.

Nos exemplos acima expostos, temos sentenças abertas, pois o valor lógico (V ou F) de cada uma das
assertivas dependerá do valor atribuído às incógnitas ‘x’ e ‘y’.

Como não foram especificados tais valores, então se torna impossível valorar as referidas sentenças como
“V” ou “F”.

Portanto, as letras “a” e “b” não são proposições, pois são sentenças abertas.

OBS: Não temos uma proposição nos exemplos ‘a’ e ‘b’, mesmo sabendo que é possível encontrar
matematicamente os valores das incógnitas ‘x’ e ‘y’. Isso ocorre devido ao fato de ‘x’ e ‘y’ não estarem
especificados nas respectivas assertivas.

Explicando...

≫ Na sentença [x + 3 = 12], temos duas hipóteses:

Se x = 9, então o valor lógico seria verdadeiro;


Se x ≠ 9, então o valor lógico seria falso.

Conclusão: Como não foi especificado o valor de ‘x’, então não podemos valorar a assertiva como ‘V’ ou ‘F’.
Portanto, temos uma sentença aberta.

≫ Na sentença [y2 + 2 = 11], temos também duas hipóteses:

Se y = 3 ou – 3, então o valor lógico seria verdadeiro;


Se y ≠ 3 ou ≠ – 3 , então o valor lógico seria falso.

Conclusão: Como não foi especificado o valor de ‘y’, então não podemos valorar a assertiva como ‘V’ ou ‘F’.
Portanto, temos uma sentença aberta.

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5

c) Ele foi o vencedor da 1ª edição do Big Brother Brasil.


d) O índice de roubos a transeuntes da cidade aumentou muito em 2016.

Nos exemplos acima expostos, também temos sentenças abertas. Embora, estejamos diante de frases que
aparentemente são proposições, precisamos estar atentos a um pequeno detalhe que nem sempre é notado...

Repare que não se consegue valorar com clareza a afirmação “Ele foi o vencedor da 1ª edição do Big Brother
Brasil”, uma vez que, não sabemos de quem se trata (Ele - quem?).

Como o sujeito é um pronome (Ele), entende-se que o sujeito é uma variável que pode sugerir uma pessoa
qualquer. Nesse caso, dependendo de quem for a pessoa, a sentença poderá ser verdadeira ou falsa.

Explicando...

Caso o sujeito se refira, por exemplo, a Kleber Bambam (vencedor da 1ª edição do BBB), a sentença será
verdadeira. Caso o sujeito refira-se, por exemplo, a Donald Trump, a sentença será falsa.

De maneira análoga, a sentença “O índice de roubos a transeuntes da cidade...” não é proposição, pois não
podemos atribuir valor lógico falso ou verdadeiro à afirmação, uma vez que não sabemos de que cidade se trata.

FIQUE DE OLHO... - A frase "O triplo de quatro é menor do que dez?” é uma proposição falsa.
Gabarito: ERRADO

Comentário: Observe que temos uma frase interrogativa, pois é terminada em ponto de interrogação. Logo,
esta sentença não é uma proposição e, por isso, não podemos valorá-la como verdadeira ou falsa.

FIQUE DE OLHO... - A frase "No ano de 2007, o índice de criminalidade da cidade caiu pela metade em
relação ao ano de 2006" é uma sentença aberta.

Gabarito: CERTO;

Comentário: Observe que temos uma sentença aberta, pois a cidade não foi especificada.

Conectivos Lógicos
Os conectivos lógicos são palavras ou expressões usadas para “ligar” duas ou mais proposições simples. Existem
‘5’ (cinco) conectivos lógicos. Veja a tabela a seguir:

Nome Conectivo Exemplo Linguagem lógica

Conjunção “e” Maria dança e canta P∧Q


Disjunção “ou” João trabalha ou estuda P∨Q
Ou compro um celular
Disjunção exclusiva “ou ... ou” ou compro uma bicicleta P ⊻Q

Condicional “Se, então” Se fizer sol, então irei à praia P→Q


Bicondicional “Se e somente se” Amo se e somente se vivo P↔Q

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6

OBS: Em momento oportuno, estudaremos detalhadamente todos esses conectivos.

Classificação das proposições

As proposições podem ser classificadas em dois tipos:

1) Proposições simples ou atômicas – As proposições simples são aquelas que declaram uma única coisa sobre
um único sujeito. Nesse caso dizemos que existe uma ideia única.

Essas proposições não apresentam conectivo lógico.

Exemplos:

a) Maria estudou muito.


b) ‘2’ é o triplo de ‘5’

2) Proposições compostas ou moleculares – As proposições compostas são formadas por um conjunto de duas ou
mais proposições simples conectadas por pelo menos um conectivo lógico.

Exemplos:

a) João estudou ou Maria passou.


b) Se Maria viajar, então não passará no concurso da Prefeitura de maricá.

FIQUE DE OLHO... - A sentença: “um ensino dedicado à formação de técnicos negligencia a formação de
cientistas” constitui uma proposição simples.

Comentário: É uma proposição simples, pois não existe a presença de conectivo lógico. Gabarito: CERTO

EXERCÍCIOS COMENTADOS

Qual sentença a seguir é considerada uma proposição?


a) O copo de plástico.
b) Feliz Natal!
c) Pegue suas coisas.
d) Onde está o livro?
e) Francisco não tomou o remédio.

Comentário: Analisando as assertivas...

a) É uma sentença aberta, pois é uma frase nominal (frase sem verbo).
b) É uma sentença aberta, pois é uma frase exclamativa.
c) É uma sentença aberta, pois é uma frase imperativa.
d) É uma sentença aberta, pois é uma frase interrogativa.
e) É uma proposição.

GABARITO: LETRA E

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Em questões de raciocínio lógico, utilizam-se sentenças, que são expressões de um pensamento completo,
compostas por um sujeito e por um predicado. Por exemplo, “Joaquim trabalhou ontem no mercado” é uma
sentença. Entre os vários tipos de sentenças, existe a “Imperativa”, quando há uma mensagem de ordem.
Considerando essa informação, assinale a alternativa que apresenta uma sentença do tipo imperativa.
a) O dia está lindo!
b) O computador não liga.
c) Irá chover no próximo domingo?
d) Resolva sua prova com atenção.

Analisando as assertivas:

a) O dia está lindo! --- É uma frase exclamativa, pois foi empregada para manifestar emoção. Além disso,
temos que as frases exclamativas são caracterizadas pelo ponto de exclamação.

b) O computador não liga --- É uma proposição simples, pois é uma sentença de sentido completo que não
contém conectivo lógico, ou seja, apresenta uma ideia única.

c) Irá chover no próximo domingo? --- É uma frase interrogativa, pois houve uma pergunta direta na
mensagem. Além disso, temos que as frases interrogativas diretas são caracterizadas pelo ponto de
interrogação.

d) Resolva sua prova com atenção --- É uma frase imperativa, pois foi utilizada para emissão de uma ordem. As
frases imperativas podem levar ponto final ou ponto de exclamação e, além disso, podem ser afirmativas ou
negativas.

GABARITO: LETRA D

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Das cinco frases abaixo, quatro delas têm uma mesma característica lógica em comum, enquanto uma delas não
tem essa característica.
I. Que belo dia!
II. Um excelente livro de raciocínio lógico.
III. O jogo terminou empatado?
IV. Existe vida em outros planetas do universo.
V. Escreva uma poesia.
A frase que não possui essa característica comum é a:
a) I.
b) II.
c) III.
d) IV.
e) V.

2) Qual das seguintes sentenças é classificada como uma proposição simples?


a) Será que vou ser aprovado no concurso?
b) Ele é goleiro do Bangu.
c) João fez 18 anos e não tirou carta de motorista.
d) Bashar al-Assad é presidente dos Estados Unidos.

3) Das alternativas apresentadas, assinale a única que contém uma proposição lógica.
a) Ser um perito criminal ou não ser? Que dúvida!
b) Uma atribuição do perito criminal é analisar documentos em locais de crime.
c) O perito criminal também atende ocorrências com vítimas de terrorismo!
d) É verdade que o perito criminal realiza análises no âmbito da criminalística?
e) Instruções especiais para perito criminal.

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4) Das expressões seguintes, qual é uma sentença aberta?


a) Se x é sobrinho de y, então, x é primo de z.
b) 7 + 8 = 51.
c) 6 < 2 ou 3 + 1 = 4.
d) 9 – 1 < 8.
e) 3 + 3 ≠ 6.

5) Considerando que uma proposição corresponde a uma sentença bem definida, isto é, que pode ser classificada
como verdadeira ou falsa, excluindo-se qualquer outro julgamento, assinale a alternativa em que a sentença
apresentada corresponde a uma proposição.
a) Ele foi detido sem ter cometido crime algum?
b) Aquela penitenciária não oferece segurança para o trabalho dos agentes prisionais.
c) Os agentes prisionais da penitenciária de Goiânia foram muito bem treinados.
d) Houve fuga de presidiários, que tragédia!

GABARITO:

1–D 2–D 3–B 4–A 5–C

∎ Os Conectivos Lógicos, as Tabelas-verdade e o uso da palavra “não”

Introdução: Retomando os estudos dos conectivos lógicos, podemos afirmar que os mesmos “ligam” duas ou
mais proposições simples e são os responsáveis pelo valor lógico “final” (resultado) de cada proposição
composta.

Veja o exemplo abaixo:

• Lula foi presidente do Brasil


• O número 8 é ímpar

Sabemos que a primeira frase é verdadeira (V) e que a segunda frase é falsa (F).

IMPORTANTE --- Temos diferentes valores lógicos de acordo com o conectivo usado. Veja:

a) Conjunção: Lula foi presidente do Brasil e o número 8 é ímpar.


Valor lógico: Falso

b) Disjunção: Lula foi presidente do Brasil ou o número 8 é ímpar.


Valor lógico: Verdadeiro

c) Disjunção exclusiva: Ou Lula foi presidente do Brasil ou o número 8 é ímpar.


Valor lógico: Verdadeiro

d) Condicional: Se Lula foi presidente do Brasil, então o número 8 é ímpar.


Valor lógico: Falso

ATENÇÃO --- Observando os exemplos acima expostos, percebemos que o valor lógico de cada
proposição composta sofreu variações conforme o conectivo empregado.

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Os Conectivos Lógicos e as Tabelas-verdade

Quando se fala em tabela verdade, automaticamente devemos pensar nos conectivos lógicos, uma vez que estes
são os “responsáveis” pela montagem daquela.

Suponhamos, por exemplo, que seja necessário construir a tabela verdade da proposição composta “P ∧ Q”.

Ressalte-se que o 1º passo para a construção de uma tabela verdade é a definição do número de linhas** da
mesma.

** O número de linhas da tabela-verdade de uma sentença fechada qualquer é encontrado a partir da


fórmula 2 , onde ‘n’ representa o número de proposições simples que existem nessa sentença.
n

Perceba que a proposição “P ∧ Q” contém ‘2’ proposições diferentes (‘P’ e ‘Q’). Assim, a mesma terá ‘4’
linhas, pois 22 = 4.

Agora que definimos a quantidade de linhas da tabela verdade, efetivamente podemos começar a montagem da
mesma. Todavia, ainda se faz necessária uma observação importante:

IMPORTANTE --- Como ‘o exemplo’ não forneceu uma valoração pré-definida para as proposições ‘P’
e ‘Q’, então devemos sempre considerar, independentemente da posição que as proposições ocupem em uma
estrutura lógica, a seguinte valoração para as referidas proposições simples:

P = V, V, F, F
Q = V, F, V, F

Assim, sempre que houver ‘4’ linhas na tabela verdade a ser construída “e” não houver uma valoração pré-
definida, teremos a seguinte estrutura relacionada às proposições ‘P’ e ‘Q’:

P Q
V V
V F
F V
F F

As duas colunas supracitadas, em princípio, são fixas para todos os conectivos lógicos. Disse “em princípio”,
pois existem duas exceções a essa “regra”:

1) Quando a questão fornecer valores lógicos diferentes;

Observe a questão abaixo em que a FUNIVERSA optou por uma exceção à regra:

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(FUNIVERSA) - Considerando que P e Q sejam proposições simples e os significados dos símbolos lógicos “P
∨ Q = P ou Q", “P ∧ Q = P e Q", “P → Q = se P, então Q", é possível construir a tabela verdade da proposição
[P ∨ Q] → [P ∧ Q], completando a tabela abaixo.

a) V F V F
b) V F F V
c) F F V V
d) V V V V

Note que ‘P’ e ‘Q’ já possuem uma valoração pré-definida que é diferente da “regra”. Nesse caso, devemos
obedecer ao comando da questão e proceder conforme os valores já definidos para ‘P’ e ‘Q’.

2) Quando houver a negação de pelo menos uma das proposições.

Nesse caso, apenas trocamos os valores lógicos correspondentes.

Exemplo 1: Determine o valor lógico da proposição “~ P ∧ Q”

Note que a proposição ‘P’ apresenta um ‘til’ na sua frente. Isso significa que a mesma está sendo negada.
Assim, basta que se mudem os valores lógicos correspondentes à regra. Veja:

a) Regra: ‘P’ e ‘Q’ sem valoração pré-definida ou negação

P Q
V V
V F
F V
F F

b) Exceção: Como a proposição ‘P’ está sendo negada, então se invertem todos os valores lógicos ‘fixos’.

P Q
F V
F F
V V
V F

Exemplo 2: Determine o valor lógico da proposição “~ P ∨ ~ Q”

Note que as proposições ‘P’ e ‘Q’ apresentam um ‘til’ a sua frente. Isso significa que as mesmas estão sendo
negadas. Assim, basta que se mudem os valores lógicos correspondentes à regra. Veja:

a) Regra: ‘P’ e ‘Q’ sem valoração pré-definida ou negação

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P Q
V V
V F
F V
F F

b) Exceção: Como as proposições ‘P e Q’ estão sendo negadas, então se invertem todos os respectivos valores
lógicos ‘fixos’.

P Q
F F
F V
V F
V V

FIQUE LIGADO ---- Algumas questões cobram justamente o conhecimento relativo à quantidade de
linhas de uma proposição composta. Veja um exemplo:

Qual o número de linhas de uma tabela verdade utilizada para determinar o valor lógico de uma proposição
composta formada por 4 (quatro) proposições simples?
a) 16
b) 24
c) 48
d) 8
e) 4

Comentário: Como há ‘4’ proposições simples, então o número de linhas da tabela verdade de uma proposição
composta formada pelas referidas proposições será de:

2n = 24 = 16 linhas

GABARITO: LETRA A

A partir de agora, vamos estudar detalhadamente cada conectivo lógico para que possamos entender
como se monta a tabela verdade...

1) Conjunção – P “e” Q

A conjunção somente será verdadeira quando as duas proposições que a compõem forem verdadeiras.

Em outras palavras, podemos afirmar que na conjunção “Tudo V dá V” ------- (V ∧ V = V)

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Valor lógico de uma conjunção do tipo P ∧ Q...

P Q P∧Q
V V V
V F F
F V F
F F F

Exemplo: Determine o valor lógico da proposição “12 é par e 2 é um número primo”

Comentário: Considere a seguinte estrutura lógica:

P = 12 é par
Q = 2 é um número primo.
Conectivo Lógico = “e”

Como as proposições ‘P’ e ‘Q’ são verdadeiras, então podemos representá-las da seguinte maneira:

P=V
Q=V
Conectivo Lógico = ∧

Assim, temos que:

P ∧ Q = (V) ∧ (V) = (V)

Conclusão: A conjunção P ∧ Q: “12 é par (V) “e” 2 é um número primo (V)” será verdadeira.

IMPORTANTE --- Além do “e”, podemos ter uma conjunção expressa por qualquer outra palavra ou
expressão que tenha uma ideia de ‘acrescentamento’. Veja:

a) Alcione não só canta, mas também, dança muito bem.

b) Os políticos do R.J não só roubaram o erário, como também, deixaram os servidores com o pagamento
atrasado.

c) Lula não gosta de jogar futebol nem de andar de bicicleta.

A palavra “nem” equivale a “e não”. Sendo assim, podemos reescrever o exemplo ‘c’ da maneira
seguinte:

- Lula não gosta de jogar futebol ‘e não’ gosta de andar de bicicleta.

Além das expressões supracitadas, podemos ter, dentre outras, as seguintes expressões que podem representar
uma conjunção:

- também; bem como; tanto…como; não só…mas ainda; assim...como; ...

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2) Disjunção – P “ou” Q

A disjunção, também conhecida como disjunção inclusiva, somente será falsa quando as duas proposições que a
compõem forem falsas.

Em outras palavras, na disjunção, “Tudo F dá F” ------- (F ∨ F = F)

Valor lógico de uma disjunção do tipo P ∨ Q...

P Q P ∨Q
V V V
V F V
F V V
F F F

Exemplo: Determine o valor lógico da proposição “12 é ímpar ou 2 é não um número primo”

Comentário: Considere a seguinte estrutura lógica:

P = 12 é ímpar
Q = 2 é não um número primo.
Conectivo Lógico = “ou”

Como as proposições ‘P’ e ‘Q’ são falsas, então podemos representá-las da seguinte maneira:

P=F
Q=F
Conectivo Lógico = ∨

Assim, temos que:

P ∨ Q = (F) ∨ (F) = (F)

Conclusão: A disjunção P ∨ Q: “12 é ímpar (F) “ou” 2 não é um número primo (F) será falsa.

3) Disjunção exclusiva – “Ou” P “ou” Q, (mas não ambos)

A disjunção exclusiva somente será verdadeira quando as duas proposições que a compõem forem diferentes (V –
F; F – V).

Em outras palavras, na disjunção exclusiva, “Diferentes dá V” ----- (V ⊻ F = V e F ⊻ V = V)

Valor lógico de uma disjunção exclusiva do tipo P ⊻ Q...

P Q P ⊻Q
V V F
V F V
F V V
F F F

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14

Exemplo: Determine o valor lógico da proposição “Ou 9 é quadrado perfeito ou 16 é múltiplo de 3”

Comentário: Considere a seguinte estrutura lógica:

P = 9 é quadrado perfeito.
Q = 16 é múltiplo de 3.
Conectivo Lógico = “ou ... ou”

Como a proposição ‘P’ é verdadeira e a proposição ‘Q’ é falsa, então podemos representá-las da seguinte
maneira:

P=V
Q=F
Conectivo Lógico = ⊻

Assim, temos que:

P ⊻ Q = (V) ⊻ (F) = (V)

Conclusão: A disjunção exclusiva P ⊻ Q: “Ou 9 é quadrado perfeito (V) “ou” 16 é múltiplo de 3 (F) será
verdadeira.

Ressalte-se que a disjunção exclusiva pode aparecer de 2 (duas) formas distintas:

a) “Ou” P “ou” Q

Exemplo: Ou estudo ou durmo.

b) “Ou” P “ou” Q, (mas não ambos)

Exemplo: Ou estudo ou durmo, mas não ambos.

ATENÇÃO --- A PR4 cobrou uma questão sobre disjunção exclusiva para o cargo de Assistente em
Administração da UFRJ no concurso de 2017. Nesse caso, foi necessário observar o “contexto” em que o
conectivo foi empregado. Veja:

(PR4 – UFRJ/ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO) – Dentre as proposições compostas a seguir, assinale a


alternativa que apresenta um conectivo lógico do tipo disjunção exclusiva (⊻).
a) Se Joaquim Manoel de Macedo escreveu A Moreninha, então 13 é número primo.
b) Frevo é uma dança pernambucana e Quito é a capital do Equador.
c) Mariza é capixaba ou potiguar.
d) Roberval é enfermeiro ou professor.
e) Banana é amarela se e somente se, metrô é um meio de transporte público.

Comentário: Observe que não aparece em nenhuma das opções de resposta a disjunção exclusiva representada
em sua forma tradicional (ou ... ou).

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15

Ainda assim, podemos eliminar categoricamente as assertivas ‘A’, ‘B’ e ‘E’, uma vez que apresentam,
respectivamente, os conectivos lógicos seguintes: condicional, conjunção e bicondicional.

Observando as assertivas ‘C’ e ‘D’, entendemos inicialmente que são disjunções inclusivas. Todavia, se essa
observação fosse correta, então a questão deveria ser anulada, pois não haveria gabarito.
No entanto, a banca examinadora considerou a letra ‘C’ como gabarito correto.

Explicando ----- A Questão é bastante ‘maldosa’.

Observe que as letras C e D, inicialmente são analisadas como disjunções inclusivas. Já falamos disso.
Contudo, ao analisarmos as proposições do ponto de vista lógico (contexto), conseguimos chegar a uma
conclusão. Veja:

c) Mariza é capixaba ou potiguar.

Em relação ao conectivo “ou”, existe uma ideia de “exclusão”, uma vez que uma mesma pessoa não pode ser
capixaba e potiguar ao mesmo tempo. Dessa forma, temos uma disjunção exclusiva do tipo:

“Ou Mariza é capixaba ou potiguar, mas não ambos.”

d) Roberval é enfermeiro ou professor.

Em relação ao conectivo “ou”, existe uma ideia de “inclusão”, uma vez que uma mesma pessoa pode ser
enfermeiro e professor ao mesmo tempo. Dessa forma, temos uma disjunção inclusiva.

Conclusão: O conectivo “ou” quando aparecer ‘sozinho’ pode ser considerado disjunção inclusiva ou
exclusiva, dependendo obviamente do contexto utilizado na questão.

Veja mais exemplos:

- “Ou” Inclusivo: Jorge fulano aceita trocar a propina recebida indevidamente por carros luxuosos ‘ou’
imóveis localizados de frente para a praia.

- “Ou” Exclusivo: O próximo presidente do Brasil será Bolsonaro ‘ou’ Lula.

4) Condicional (Implicação) – “Se” P, “então” Q

A condicional ou implicação somente será falsa quando o antecedente for verdadeiro e o consequente for falso.

Em outras palavras, na condicional, “V com F dá F” ------ (V → F = F)

Valor lógico de uma condicional do tipo P → Q...

P Q P→Q
V V V
V F F
F V V
F F V

Exemplo: Determine o valor lógico da proposição “Se 27 é um cubo perfeito, então 16 é múltiplo de 3”

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Comentário: Considere a seguinte estrutura lógica:

P = 27 é um cubo perfeito.
Q = 16 é múltiplo de 3.
Conectivo Lógico = “Se, ... então”

Como a proposição ‘P’ é verdadeira e a proposição ‘Q’ é falsa, então podemos representá-las da seguinte
maneira:

P=V
Q=F
Conectivo Lógico = →

Assim, temos que:

P → Q = (V) → (F) = (F)

Conclusão: A condicional P → Q: “Se 27 é um cubo perfeito (V), “então” 16 é múltiplo de 3 (F) será falsa.

Em uma condicional do tipo P → Q, temos que ‘P’ é chamado de antecedente e ‘Q’, de consequente.

5) Bicondicional (Bidirecional ou Bi-implicação) – P “se e somente se” Q

A bicondicional, bidirecional ou bi-implicação somente será verdadeira quando as duas proposições que a
compõem forem iguais (V – V; F – F).

Em outras palavras, na bicondicional, “Iguais dá V”----- (V ↔ V = V e F ↔ F = V)

Valor lógico de uma bicondicional do tipo P ↔ Q...

P Q P ↔Q
V V V
V F F
F V F
F F V

Exemplo: Determine o valor lógico da proposição “8 é divisor de 81, se e somente se 16 é múltiplo de 3”

Comentário: Considere a seguinte estrutura lógica:

P = 8 é divisor de 81.
Q = 16 é múltiplo de 3.
Conectivo Lógico = “Se e somente se”

Como ambas as proposições são falsas, então podemos representá-las da seguinte maneira:

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17

P=F
Q=F
Conectivo Lógico = ↔
Assim, temos que:

P ↔ Q = (F) ↔ (F) = (V)

Conclusão: A bicondicional P ↔ Q: “ 8 é divisor de 81 (F), “se e somente se” 16 é múltiplo de 3 (F) será
verdadeira.

Terminamos aqui o detalhamento de todos os conectivos lógicos. Agora, veja a tabela verdade que nada
mais é que a junção da valoração dos conectivos lógicos acima expostos...
Visão geral da tabela verdade
P Q P ∧Q P ∨Q P⊻Q P→Q P ↔Q

V V V V F V V
V F F V V F F
F V F V V V F
F F F F F V V

Podemos ainda observar a tabela verdade a partir dos valores lógicos que os conectivos podem
apresentar conforme os valores “V” e “F” atribuídos aos mesmos. Essas possibilidades de valorações distintas
são conhecidas como tabuada lógica.
Resumo esquematizado da tabela verdade a partir da tabuada lógica

Conjunção
Valor lógico “V”: Se as duas proposições forem “V”, então a conjunção será “V”
Valor lógico “F”: Se uma das proposições for “F”, então a conjunção será “F”.

Disjunção
Valor lógico “V”: Se uma das proposições for “V”, então a disjunção será “V”.
Valor lógico “F”: Se as duas proposições forem “F”, então a disjunção será “F”.

Disjunção exclusiva
Valor lógico “V”: Se as duas proposições forem “diferentes”, então a disjunção exclusiva será “V”.
Valor lógico “F”: Se as duas proposições forem “iguais”, então a disjunção exclusiva será “F”.

Condicional
Valor lógico “F”: Se o antecedente for “V” e o consequente for “F”, então a condicional será “F”.
Valor lógico “V”: A condicional será “V” nos demais casos.

Bicondicional
Valor lógico “V”: Se as duas proposições forem “iguais”, então a bicondicional será “V”.
Valor lógico “F”: Se as duas proposições forem “diferentes”, então a bicondicional será “F”.

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18

Com base no detalhamento dos conectivos lógicos e na tabela verdade acima expostos, podemos trabalhar
com inúmeras outras tabelas. Veja os exemplos abaixo:
≫ Construa a tabela verdade da proposição (P ↔ Q) ∨ Q
Como existem duas proposições diferentes (P e Q), então temos apenas 4 linhas na tabela verdade, pois 22=4.
Agora, determinaremos o valor lógico da bicondicional que está dentro dos parênteses.

P Q (P ↔ Q)
V V V
V F F
F V F
F F V

Agora, encontraremos o valor lógico da proposição composta (P ↔ Q) ∨ Q, calculando a disjunção entre o valor
lógico de “P ↔ Q” e “Q”. Veja:

(P ↔ Q) Q (P ↔ Q) ∨ Q
V V V
F F F
F V V
V F V

≫ Construa a tabela verdade da proposição (P ↔ Q) ∨ R


Como existem três proposições diferentes (P, Q e R), então temos 8 linhas na tabela verdade, pois 23=8.

IMPORTANTE --- Como ‘o exemplo’ não forneceu uma valoração pré-definida para as proposições ‘P’,
‘Q’ e ‘R’, então devemos sempre considerar, independentemente da posição que as proposições ocupem em
uma estrutura lógica, a seguinte valoração para as referidas proposições simples:
P = V, V, V, V, F, F, F, F
Q = V, V, F, F, V, V, F, F
R = V, F, V, F, V, F, V, F

Agora, encontraremos o valor lógico da bicondicional que está dentro dos parênteses.
P Q R (P ↔ Q)
V V V V
V V F V
V F V F
V F F F
F V V F
F V F F
F F V V
F F F V

Em seguida, encontraremos o valor lógico de (P ↔ Q) ∨ R, calculando a disjunção entre (P ↔ Q) e R.

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19

(P ↔ Q) R (P ↔ Q) ∨ R
V V V
V F V
F V V
F F F
F V V
F F F
V V V
V F V

∎ O uso da palavra “Não”

O uso da palavra “NÃO” equivale à negação de uma proposição simples.

Para negarmos uma proposição simples, basta colocar a palavra “NÃO” antes do verbo da sentença.

Exemplo:

• Seja a proposição simples P: “Guilherme foi ao cinema.”

A sua negação, representada por ~ P ou ¬ P (lê-se “não P”), será:

“Guilherme não foi ao cinema.”

Se sentença original possuir a palavra “não”, então a sua negação será encontrada a partir da exclusão
dessa palavra.

Em outras palavras, “negar uma negação é dizer a verdade.”

Exemplo:

• Seja a proposição simples Q: “Victor não é artista.”

A sua negação, representada por ‘~ Q’ (lê-se “não Q”), será: “Victor é artista.”

Veja a questão abaixo cobrada pela banca PR4 no último concurso da UFRJ...

(PR4-UFRJ/2022) - Sejam as proposições Marcos é ator, É falso que Marcos é biólogo e Marcos é rico. A
alternativa que apresenta a correta tradução para a linguagem simbólica da proposição composta “Marcos não é
ator e nem biólogo se e somente se Marcos é biólogo ou não é rico” é:
a) (~p ˄ q) ↔ (~q ˅ ~r)
b) (~p ˄ q) → (~q ˅ ~r)
c) (p ˅ ~q) ↔ (q ˄ ~r)
d) (~p ˅ q) → (~q ˅ ~r)
e) (~p ˄ ~q) → (q ˄ ~r)

Comentário: Temos a seguinte proposição composta:

- Marcos não é ator e nem biólogo se e somente se Marcos é biólogo ou não é rico

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20

Daí, podemos representar as proposições simples que compõe a proposição composta da seguinte forma:

~p: Marcos não é ator


q: Marcos não é biólogo
~q: Marcos é biólogo
~r: Marcos não é rico

Assim, temos a seguinte representação de toda a estrutura:

(~p ˄ q) ↔ (~q ˅ ~r)

GABARITO: LETRA A

QUADRO - RESUMO DA NEGAÇÃO DE UMA PROPOSIÇÃO SIMPLES

P ~P
V F
F V

EXERCÍCIOS COMENTADOS

1) Sabendo que a proposição “Está frio” é verdadeira (V) e “Chove muito” é falsa (F), os valores lógicos das
proposições (√3 > 1 ⟶ Está frio), (√3 < 1 ∧ Chove muito) e (Está frio ∨ chove muito ) são, respectivamente,
a) V, F e V.
b) V, V e F.
c) V, F e F.
d) F, V e F.
e) F, F e V

Comentário: Inicialmente, vamos representar os valores lógicos das sentenças:

Está frio = V
Chove muito = F

O valor aproximado de √3 é 1,73. Logo, temos que:

√3 > 1 = V

√3 < 1 = F

A partir de agora, basta atribuir tais valores nas proposições e analisar a resposta correta. Veja:

(√3 > 1 ⟶ Está frio) ===== V ⟶ V = VERDADEIRO

(√3 < 1 ∧ Chove muito) ====== F ∧ F = FALSO

(Está frio ∨ chove muito) ====== V ∨ F = VERDADEIRO

GABARITO: LETRA A

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21

2) Sabe-se que P, Q e R são proposições compostas e o valor lógico das proposições p e q são falsos. Nessas
condições, o valor lógico da proposição r na proposição composta {[Q ∨ (Q ∧ ~P)] ∨ R} cujo valor lógico é
verdade, é:
a) falso
b) inconclusivo
c) verdade e falso
d) depende do valor lógico de p
e) verdade

A questão afirmou que P é F, logo não P é V e Q é F...

Seja a proposição: {[Q ∨ (Q ∧ ~ P)] ∨ R}, vamos substituir os valores lógicos:

{[F ∨ (F ∧ V)] ∨ R} ---- resolvendo primeiro os parênteses, obteremos valor lógico F. Fica assim:

{[F ∨ F] ∨ R} ---- Resolvendo agora os colchetes, obteremos também valor lógico F. Veja:

{F ∨ R} ---- Repare que no enunciado foi dito que o valor lógico da proposição deve ser verdade : " ... cujo valor
lógico é verdade..."

Sendo assim, o valor de R deve ser V, pois temos uma disjunção e se obtivermos valor lógico "F", essa proposição
apresentaria valor lógico "F", contrariando o enunciado da questão.

Portanto, o gabarito é letra E.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) (PR4 - UFRJ/ASSISTENTE ADM) - Sejam as proposições: P: Nicole está triste e Q: Nicole almoçou. A correta
tradução da afirmação “Nicole está triste se, e somente se, não almoçou. Então, Nicole está alegre e almoçou” para
a linguagem simbólica é:
a) (P ↔ ~ Q) ↔ (~ P v Q)
b) (P → ~ Q) ↔ (P Λ ~ Q)
c) (P ↔ ~ Q) → (~P Λ Q)
d) (P → ~ Q) → (P v ~ Q)
e) ~ (~P → Q) ↔ (P v ~ Q)

2) Considere falsa a afirmação “Cristiano é policial militar e Ana é policial civil” e verdadeira a afirmação “se
Cristiano é policial militar, então Ana é policial civil”.

Nessas condições, é necessariamente

a) falsidade que Ana é policial civil.


b) verdade que Cristiano e Ana são policiais civis.
c) verdade que Ana é policial civil.
d) falsidade que Cristiano é policial militar.
e) verdade que Cristiano é policial militar.

3) Considere a sentença: “Se Emília é capixaba, então ela gosta de moqueca”. Um cenário no qual a sentença dada
é falsa é:

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22

a) Emília é carioca e não gosta de moqueca;


b) Emília é paulista e gosta de moqueca;
c) Emília é capixaba e não gosta de moqueca;
d) Emília é capixaba e gosta de moqueca;
e) Emília é mineira e gosta de moqueca.

4) P e Q são proposições simples e o valor lógico de P condicional Q é falso. Nessas condições, é correto afirmar
que:
a) O valor lógico de P é falso e o valor lógico de Q é verdade.
b) O valor lógico de P é falso e o valor lógico de Q é falso.
c) O valor lógico de P é verdade e o valor lógico de Q é verdade.
d) O valor lógico de P é verdade e o valor lógico de Q é falso.

5) Indique o valor lógico (V ou F) de cada uma das proposições a seguir e assinale a alternativa que apresenta a
sequência correta.

( ) (2%)2 = 4% e 20% de 20% é 4%


( ) Se todo número primo é ímpar, então 1413 é primo.
( ) (1/2:1/3) <1 ou 1/4 < 2/3

a) F – F – F.
b) F – F – V.
c) V – F – F.
d) F – V – V.
e) V – V – F.

GABARITO:

1–C 2–D 3–C 4–D 5–D

∎Tautologia, Contradição e Contingência.


≫ Tautologia
Temos uma tautologia, quando o valor lógico de uma proposição composta formada por duas ou mais proposições
for sempre verdadeiro, independentemente dos valores lógicos das proposições simples que a compõem.

Em outras palavras, tautologia é “TUDO V”. Veja o exemplo:

• A proposição P ∨ ~ P é tautologia.

P ~P P ∨~P
V F V
F V V

≫ Contradição
Temos uma contradição, quando o valor lógico de uma proposição composta formada por duas ou mais
proposições for sempre falso, independentemente dos valores lógicos das proposições simples que a compõem.

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23

Em outras palavras, contradição é “TUDO F”. Veja o exemplo:

• A proposição P ∧ ~ P é contradição.

P ~P P∧~P
V F F
F V F

≫ Contingência
A contingência tem caráter residual, ou seja, temos uma contingência por exclusão. Não sendo tautologia nem
contradição, será contingência.

Em outras palavras, contingência é “TUDO MISTURADO”. Veja o exemplo:

• A proposição Q → P é uma contingência.

Q P Q→P
V V V
F V V
V F F
F F V

EXERCÍCIO COMENTADO
Assinale a alternativa que apresenta um exemplo de tautologia.
a) A prova está fácil.
b) A prova está difícil.
c) João estudou para a prova e Maria ficou feliz.
d) João é alto ou João não é alto.
e) Se Pedro estudou, então passou no concurso.

Comentário: Analisando as assertivas...

‘a’ e ‘b’ ---- ERRADAS

São proposições simples. Logo, não existe possibilidade de analisar se as mesmas são tautologias.

c) A proposição “João estudou para a prova (P) e Maria ficou feliz (Q)” pode ser representada como ‘P ∧ Q’...

P Q P∧Q
V V V
V F F
F V F
F F F

Conclusão: A proposição ‘P ∧ Q’ é uma contingência.

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24

d) A proposição “João é alto (P) ou João não é alto (~P)” pode ser representada como ‘P ∨ ~ P’...

P ~P P ∨~P
V F V
V F V
F V V
F V V

Conclusão: A proposição ‘P ∨ ~ P’ é uma tautologia.

GABARITO: LETRA D

e) A proposição “Se Pedro estudou (P), então passou no concurso (Q)” pode ser representada como ‘P →Q’...

P Q P→Q
V V V
V F F
F V V
F F V

Conclusão: A proposição ‘P → Q’ é uma contingência.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Abaixo são apresentadas três proposições lógicas:

1. (p → q) ↔ (~p ∨ q)
2. (p ∧ q) → (p ∨ q)
3. (p ∨ q) → ~(p ∨ q)

Com base na tabela-verdade de cada uma delas, fazemos as seguintes afirmações:

I. A proposição (1) é uma tautologia.


II. A proposição (2) é uma contradição.
III. A proposição (3) é uma contingência.

Assim, podemos dizer que:

a) As afirmações I, II e III são verdadeiras.


b) As afirmações I e II são verdadeiras.
c) As afirmações I e III são verdadeiras.
d) As afirmações II e III são verdadeiras.
e) As afirmações I, II e III são falsas.

2) Classifique cada uma das afirmativas a seguir colocando (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas .

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25

( ) A negação da negação de uma contradição é uma tautologia.


( ) Contingência é uma proposição cujo valor lógico é sempre verdadeiro.
( ) A disjunção de uma tautologia com uma contradição é uma contingência.
( ) A proposição composta (A→B)→(B→A) é uma contingência.

Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses.

a) V, V, F e F.
b) V, V, F e V.
c) F, F, V e V.
d) F, F, F e V.
e) F, F, V e F.

3) No estudo do Raciocínio Lógico, proposição é o nome atribuído a uma sentença julgada como verdadeira (V) ou
falsa (F ) não podendo possuir os valores lógicos V e F simultaneamente. Geralmente as proposições simples são
representadas por P, Q, R etc., e as proposições compostas são expressões da forma P ∨ Q,~ P ∧ (Q → R), [(~P) ↔
Q] ∨ R, R ↔ (~Q) etc.

Analisando todos os possíveis valores lógicos entre as proposições P e Q, assinale a única alternativa que contém
uma tautologia para as proposições compostas, a seguir.

a) P ∧ [(~ Q) ∨ P]
b) [P ∧ (~ Q)] ∧ [( ~ P) ∨ Q]
c) (P ∨ Q) ∨ [(~ P) ∧ ~ Q]
d) ~ P → Q
e) [(~ Q) ↔ (~ P) ∨ Q]

4) Considerando que os símbolos ¬, ∧, ∨, → e ↔ representam a negação, conjunção, disjunção, condicional e


bicondicional, respectivamente, qual alternativa apresenta uma tautologia?
a) (A ∧ B) ∨ (A ∧ ¬ B)
b) (A → B) ∧ (¬ A ∧ ¬ B)
c) (A ∧ B) ↔ (B ↔ A)
d) (A → B) ↔ (¬ B → ¬ A)
e) (¬ A → ¬ B) ∨ ¬ (A → B)

5) Marque a alternativa que apresenta uma tautologia.


a) Ou Matilde é carioca, ou João é brasiliense.
b) Carina e Aline são servidoras da Câmara Municipal de Três Rios
c) Marina vai à feira, se e somente se, tiver promoção na feira
d) Se Janaína é professora e Suzan é estudante, então, Janaína é professora, se e somente se, Suzan for estudante.
e) Se Lorena é veterinária, então Gabriel é engenheiro.

GABARITO:

1–C 2–D 3–C 4–D 5–D

∎ Negação das proposições compostas

Em se tratando das proposições compostas, existem regras distintas de acordo com o conectivo lógico empregado.

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26

1) Negação da conjunção e da disjunção

A regra que usamos para negar a conjunção ou a disjunção é conhecida como Lei de Morgan.

Para negar uma proposição composta no formato de conjunção (P ∧ Q) ou disjunção (P ∨ Q), seguimos apenas dois
passos:

1º passo: Negam-se as proposições;

2º passo: Trocam-se os conectivos, conforme o caso:

≫ Trocar o “e” pelo “ou”

≫ Trocar o “ou” pelo “e”.

Exemplos:

a) A negação da proposição composta: “João é médico e Pedro é dentista” é:

1) Negação das proposições:

João é médico: João não é médico


Pedro é dentista: Pedro não é dentista.

2) Trocar o “e” pelo “ou”

Solução: João não é médico ou Pedro não é dentista.

FIQUE LIGADO ---- Observe que, conforme preceitua a Lei de Morgan, o conectivo lógico empregado na
solução foi a disjunção. Assim, também estaria correta a seguinte estrutura:

Pedro não é dentista ou João não é médico.

Explicando...

Em regra, os conectivos lógicos admitem a comutatividade. Assim, temos que as seguintes estruturas estão
corretas e são equivalentes:

P∧Q=Q∧P
P∨Q=Q∨P
P⊻Q=Q⊻P
P↔Q=Q↔P

Exemplo: Sejam as proposições:

P = Julio é professor
Q = Victor é goleiro

Em relação a essas proposições, temos que:

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27

Julio é professor e Victor é goleiro = Victor é goleiro e Julio é professor


Julio é professor ou Victor é goleiro = Victor é goleiro ou Julio é professor
Ou Julio é professor ou Victor é goleiro = Ou Victor é goleiro ou Julio é professor
Julio é professor se e somente se Victor é goleiro = Victor é goleiro se e somente se Julio é professor

A única exceção à regra é a condicional, uma vez que esta não admite a comutatividade. Assim, temos
que:

P→Q≠Q→P

Se Julio é professor, então Victor é goleiro ≠ Se Victor é goleiro, então Julio é professor

b) A negação da proposição composta “Elias é cantor ou Paulo não é engenheiro” é:

1) Negação das proposições:

Elias é cantor: Elias não é cantor


Paulo não é engenheiro: Paulo é engenheiro.

2) Trocar o “ou” pelo “e”

Solução 1: Elias não é cantor e Paulo é engenheiro.


Solução 2: Paulo é engenheiro e Elias não é cantor.

RESUMO:
~ (P ∧ Q) = ~ P ∨ ~ Q
~ (P ∨ Q) = ~ P ∧ ~ Q

2) Negação da disjunção exclusiva e da bicondicional:

Existe uma negação recíproca entre tais conectivos.

Isso quer dizer que a negação de uma disjunção exclusiva (P ⊻ Q) é a bicondicional e a negação de uma
bicondicional (P ↔ Q), é a disjunção exclusiva.

Na prática, apenas trocamos os conectivos.

Exemplos:

a) Qual a negação da proposição “Ou Juliana é policial ou José é advogado”?

Solução: “Juliana é policial se e somente se José é advogado.”

b) Qual a negação da sentença “Aline é jornalista se, e somente se, Bruno é atendente”?

Solução: Ou Aline é jornalista ou Bruno é atendente.

RESUMO:

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28

~ (P ⊻ Q) = (P ↔ Q)
~ (P ↔ Q) = (P ⊻ Q)

3) Negação da condicional

Para negar uma proposição no formato de condicional (P → Q), seguimos apenas três passos:

1º passo: Repete-se o antecedente;


2º passo: Nega-se o consequente;
3º passo: Troca-se o “→” pelo “∧”

Exemplo 1: Qual a negação da sentença “Se Alex estudar, então será aprovado”?

1) Repete-se o antecedente: Alex estuda


2) Nega-se o consequente: não será aprovado

3) Solução: Alex estuda e não será aprovado.

Exemplo 2: Qual a negação da sentença “Se Anita não for médica, então Polyana não é Juíza”?

1) Repete-se o antecedente: Anita não é médica


2) Nega-se o consequente: Polyana é Juíza

3) Solução: Anita não é médica e Polyana é Juíza.

RESUMO:

~ (P → Q) = P ∧ ~ Q

FIQUE LIGADO ---- Quando aparecer a expressão “NÃO É VERDADE QUE” ** antes de uma determinada
proposição, seja ela simples ou composta, devemos negá-la. Veja o exemplo:

Dizer que não é verdade que “José não é mecânico ou João é pedreiro” é logicamente equivalente a dizer que:
a) José é mecânico e João não é pedreiro.
b) José não é mecânico e João não é pedreiro.
c) José é mecânico ou João não é pedreiro.
d) José não é mecânico ou João não é pedreiro.
e) José é mecânico ou João é pedreiro.

Comentário: Observe que temos a expressão “não é verdade que” antes da proposição “José não é mecânico ou
João é pedreiro”.

Sendo assim, devemos apenas negar a referida proposição composta que é uma disjunção.

Para isso, negamos as proposições simples separadamente e trocamos o conectivo ‘ou’ pelo ‘e’. Vai ficar assim:

José é mecânico e João não é pedreiro.

Portanto, o gabarito é a letra A.

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29

** A mesma situação deve ser aplicada quando houver expressões sinônimas, tais como: “É mentira que”, “É
falso que”, “É uma falácia que”, ...

4) Negação das proposições quantificadas

Os quantificadores lógicos ou simplesmente quantificadores sempre indicam quantidade e tem como principal
função, modificar as sentenças abertas, “tornando-as” proposições.

Iremos estudar dois quantificadores:

1) Quantificador Universal:

» É usado para generalizar.


» É representado pelo símbolo ∀.

Exemplos: todo, qualquer que seja, cada um dos, etc.

b) Quantificador Existencial ou Particular:

» É usado para particularizar/restringir.


» É representado pelo símbolo ∃.

Exemplos: existe um, pelo menos um, algum, etc.

Para negarmos um quantificador, basta seguir dois passos:

1° passo: Nega-se a proposição;

2° passo: Trocam-se os quantificadores, conforme o caso:

» Troca-se o “∀” pelo "∃"


»Troca-se o "∃" pelo “∀”

Exemplos:

a) “Todo homem não é trabalhador”.

1° passo: Negar a proposição.

Ao negarmos a proposição, teremos: “Todo homem é trabalhador”

2° passo: Trocar o quantificador universal (todo) pelo quantificador existencial (algum). Vai ficar assim:

Solução: Algum homem é trabalhador.

b) “Algum homem é infiel”.

1° passo: Negar a proposição.

Ao negarmos a proposição, teremos: “Algum homem NÃO é infiel”

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30

2° passo: Trocar o quantificador existencial (algum) pelo quantificador universal (todo). Vai ficar assim:

Solução: Todo homem não é infiel.

OBS: Como a solução é a proposição “Todo homem não é infiel”, então a seguinte estrutura também estaria
correta:

Nenhum homem é infiel.

Explicando...

A estrutura “Todo ... não” equivale à estrutura “nenhum ... é”. Assim, são equivalentes as seguintes proposições:

Todos os alunos não são preguiçosos = Nenhum aluno é preguiçoso;

Todas as pessoas não são desanimadas = Nenhuma pessoa é desanimada;

Todos não são corruptos = Ninguém é corrupto;

Resumo da negação dos quantificadores

Proposição quantificada Negação


Todo A é B Algum A não é B
Algum A não é B Todo A é B
Nenhum A é B Algum A é B
Algum A é B Nenhum A é B

5) Negação de uma desigualdade

A negação de uma desigualdade nos remete a um simples ‘decoreba’ e obedece às tabelas seguintes:

Proposição Negação
P>Q P≤Q
P<Q P≥Q
P≥Q P<Q
P≤Q P>Q
P=Q P≠Q

Proposição Negação
P≤ Q P>Q
P≥Q P<Q
P<Q P≥Q
P>Q P≤Q
P≠Q P=Q

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31

Explicando as tabelas acima a partir de exemplos...

a) Qual a negação da proposição 2 > 5?

Comentário: Temos uma proposição do tipo P > Q. Assim, conforme as tabelas acima, temos:

~ (P > Q) = P ≤ Q

Portanto, a negação de 2 > 5 nada mais é que 2 ≤ 5.

3
b) Qual a negação da proposição 22 ≥ √27?

Comentário: Temos uma proposição do tipo P ≥ Q. Assim, conforme as tabelas acima, temos:
3
~ (P ≥ Q) = 22 < √27

Portanto, a negação de x ≥ y nada mais é que x < y.

c) Qual a negação da proposição 23 é menor que √9?

Comentário: Note que a desigualdade veio escrita por extenso. Nesse caso, procedemos como se houvesse o sinal
de desigualdade.

Temos uma proposição do tipo P < Q. Assim, conforme as tabelas acima, temos: ~ (P < Q) = P ≥ Q

Portanto, a negação de 23 é menor que √9 nada mais é que 23 é maior ou igual a √9.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

Considere a proposição: “Júlio tem um celular ou Rafaela tem um computador” e assinale a alternativa que
apresenta a negação dessa proposição.
a) “Júlio não tem um celular se, e somente se, Rafaela não tem um computador”.
b) “Júlio tem um celular se Rafaela não tiver um computador”.
c) “Júlio não tem um celular ou Rafaela não tem um computador”.
d) “Júlio tem um celular ou Rafaela não tem um computador”.
e) “Júlio não tem um celular e Rafaela não tem um computador”.

Comentário: Temos uma disjunção e podemos negá-la da seguinte maneira:

1°) Negue a primeira parte:

~ (Júlio tem um celular) = Júlio NÃO tem um celular

2°) Troque o conectivo OU (∨) pelo conectivo E (∧)

3°) Negue a segunda parte: ~ (Rafaela tem um computador) = Rafaela NÃO tem um computador

Solução: “Júlio NÃO tem um celular “e” Rafaela NÃO tem um computador”

GABARITO: LETRA E

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32

Letícia ouviu um barulho vindo do quarto onde estavam seus filhos, Beatriz e Rafael. Perguntou o que havia
acontecido, e a babá, que estava com as crianças, respondeu: “Rafael caiu da cama e Beatriz não gritou”.
Considerando FALSA esta informação, pode-se concluir corretamente que:
a) Rafael não caiu da cama e Beatriz gritou.
b) Ou Rafael caiu da cama, ou Beatriz não gritou.
c) Beatriz não gritou e Rafael não caiu da cama.
d) Rafael não caiu da cama ou Beatriz gritou.
e) Beatriz gritou ou Rafael caiu da cama.

Temos a conjunção “Rafael caiu da cama e Beatriz não gritou”, a qual pode ser representada em sua linguagem
proposicional da forma seguinte: P ^ Q.

A negação de uma conjunção do tipo P ^ Q é a disjunção do tipo ~P v ~Q.

Na prática, trocamos os conectivos lógicos e negamos as proposições simples que originalmente compõe a
conjunção.

Assim, temos:

Proposição: Rafael caiu da cama e Beatriz não gritou

Negação: Rafael não caiu da cama ou Beatriz não gritou

GABARITO: LETRA D

A negação lógica da afirmação ‘Se acabou a energia elétrica ou não tive tempo, então fui trabalhar com a roupa
amassada’, é:
a) Acabou a energia elétrica, e não tive tempo, e não fui trabalhar com a roupa amassada.
b) Se não acabou a energia elétrica e tive tempo, então não fui trabalhar com a roupa amassada.
c) Se não fui trabalhar com a roupa amassada, então tive tempo e não acabou a energia elétrica.
d) Não acabou a energia elétrica e tive tempo, e fui trabalhar com a roupa amassada.
e) Acabou a energia elétrica ou não tive tempo, e não fui trabalhar com a roupa amassada.

Encontramos a negação de uma condicional, repetindo-se o antecedente, negando-se o consequente e, em seguida,


trocando-se a condicional pela conjunção. Veja:

Antecedente: acabou a energia elétrica ou não tive tempo


Consequente: fui trabalhar com a roupa amassada
Negação do consequente: não fui trabalhar com a roupa amassada

Logo, a negação da proposição “Se acabou a energia elétrica ou não tive tempo, então fui trabalhar com a roupa
amassada” é:

“Acabou a energia elétrica ou não tive tempo, e não fui trabalhar com a roupa amassada.”.

GABARITO: LETRA E

∎ Equivalência Lógica

Conceito: Duas proposições são logicamente equivalentes quando apresentam valores lógicos idênticos.

Veja o exemplo:

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33

A proposição P → Q é equivalente à proposição ‘~ P ∨ Q’.

P Q P→Q
V V V
V F F
F V V
F F V

P Q ~P∨Q
V V V
V F F
F V V
F F V

Observe a última coluna de cada tabela...

Como os valores lógicos são idênticos, então essas duas proposições são logicamente equivalentes ou
simplesmente equivalentes.

Agora que entendemos a essência de equivalência lógica, vamos conhecer as equivalências clássicas, as quais são
comumente cobradas em provas.

FIQUE LIGADO ---- As equivalências clássicas são importantes, pois dispensam o uso da tabela-verdade.

Equivalências clássicas da condicional --- São duas as equivalências clássicas da condicional.

1ª equivalência: Equivalência do “Neymar”

Na equivalência do NEYMAR, troca-se a condicional pelo conectivo “ou”, NEga-se o antecedente e


MAntém-se o consequente. Veja:
P → Q ⇒ ~ P ∨ Q ---- “P então Q” equivale a “Não P ou Q”.
Exemplo: Se estudo, então passo no concurso é equivalente a:
Não estudo ou passo no concurso.

FIQUE DE OLHO...

De acordo com a lógica proposicional, a frase que é equivalente a: “Se Marcos estudou, então foi aprovado” é:
a) Marcos não estudou e foi aprovado
b) Marcos não estudou e não foi aprovado
c) Marcos estudou ou não foi aprovado
d) Marcos estudou se, e somente se, foi aprovado
e) Marcos não estudou ou foi aprovado

Comentário: Seja a proposição “Se Marcos estudou, então foi aprovado”.

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34

Temos uma condicional do tipo P → Q, onde:


P: Marcos estudou
Q: foi aprovado
Uma das equivalências da condicional é a equivalência do NEYMAR, onde se troca a condicional pelo conectivo
“ou”, NEga-se o antecedente e MAntém-se o consequente. Veja:
P → Q -------- ~ P ∨ Q
Logo, a equivalência da condicional “Se Marcos estudou, então foi aprovado” é:
“Marcos não estudou (~ P) ou (∨) foi aprovado (Q).”
GABARITO: LETRA E

2ª equivalência: Contrapositiva

Na contra positiva, invertem-se as proposições, negando-as e mantendo-se o conectivo lógico da


condicional. Veja:

P → Q ⇒ ~ Q → ~ P ---- “P então Q” equivale a “Não Q então não P”.

Uma das formas de decorar essa equivalência é: (“Volta negando”).

Exemplo: Se corro, então me canso é equivalente a:

Se não me canso, então não corro

FIQUE DE OLHO...

Se a cantora Alcione é maranhense, então ela é nordestina com muito orgulho, portanto:
a) Se a cantora Alcione não é nordestina com muito orgulho, então ela não é maranhense.
b) Se a cantoria Alcione não é maranhense, então ela é nordestina com muito orgulho.
c) Se a cantoria Alcione é nordestina com muito orgulho, então ela é maranhense.
d) Se a cantora Alcione é nordestina com muito orgulho, então ela não é maranhense.
e) Se a cantoria Alcione é maranhense, então ela não é nordestina com muito orgulho.

Comentário: Seja a proposição “Se a cantora Alcione é maranhense, então ela é nordestina com muito orgulho”.

Temos uma condicional do tipo P → Q, onde:

P: a cantora Alcione é maranhense


Q: a cantora Alcione é nordestina com muito orgulho

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35

Uma das equivalências da condicional é a contra positiva, onde se invertem as proposições, negando-as, e
mantendo-se o conectivo lógico da condicional. Veja:

P → Q -------- ~ Q → ~ P

Logo, a equivalência da condicional “Se a cantora Alcione é maranhense, então ela é nordestina com muito
orgulho” é:

“Se a cantora Alcione não é nordestina com muito orgulho, então ela não é maranhense.”

GABARITO: LETRA A;

OBS: Em se tratando de equivalência lógica, o tempo e modo verbal nem sempre permanecerão inalterados. Tal
fato não constitui erro.

IMPORTANTE --- É possível encontrar a equivalência da condicional, reescrevendo-a a partir de uma


proposição sinônima.

Exemplo: A proposição “Quando estudo, passo” equivale a “Se estudo, então passo”.

Observe a questão abaixo acerca dessa possibilidade de equivalência:

A partir da proposição P: “Quem pode mais, chora menos.”, que corresponde a um ditado popular, julgue o
próximo item.

Do ponto de vista da lógica sentencial, a proposição P é equivalente a “Se pode mais, o indivíduo chora menos”.

Comentário: Note que a proposição “Quem pode mais, chora menos” foi reescrita a partir da proposição sinônima
“Se pode mais, o indivíduo chora menos”.

Assim, as proposições supracitadas são equivalentes.

Portanto, o gabarito está correto.

Considere a condicional do tipo P → Q “Se estudo, então passo”, onde temos:


P: estudo
Q: passo.
Podemos reescrever corretamente essa estrutura através das seguintes proposições sinônimas (equivalências):

a) Se P, Q ---- Se estudo, passo.

b) P é condição suficiente para Q ---- Estudar é condição suficiente para passar.

c) Q é condição necessária para P ---- Passar é condição necessária para estudar.

d) Quando P, Q ---- Quando estudo, passo.

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36

e) P implica Q ---- Estudar implica em passar.

f) Todo P é Q ---- Toda vez que estudo, passo.

g) P, somente se Q ---- Estudo, somente se passo.

h) Como P, então Q --- Como estudo, então passo.

ATENÇÃO --- As expressões “condição suficiente” e “condição necessária” aparecem comumente em


provas. Veja a questão cobrada pela banca ESAF:

(ESAF) - Sejam as proposições p e q onde p implica logicamente q. Diz-se de maneira equivalente que:
a) p é condição suficiente para q.
b) q é condição suficiente para p.
c) p é condição necessária para q.
d) p é condição necessária e suficiente para q.
e) q não é condição necessária para p.

Comentário: A questão afirma que “p implica logicamente q”, isso quer dizer que temos uma condicional do tipo
P → Q.
Em se tratando de uma condicional P → Q, temos que, em qualquer caso, estão corretas as seguintes
possibilidades:

P é condição suficiente para Q ou Q é condição necessária para P.

Portanto, o gabarito é a LETRA A

≫ Equivalência clássica da bicondicional

Equivalência: Duas condicionais ligadas pelo conectivo “e”.


Exemplo: A equivalência da proposição “Amo se, e somente se, vivo” será:
Solução: Se amo, então vivo “e” se vivo, então amo.

RESUMO DA BICONDICIONAL:
Negação: ~ (P ↔ Q) = (P ⊻ Q)
Equivalência: P ↔ Q ⇒ (P → Q) ∧ (Q → P)

EXERCÍCIOS COMENTADOS
Certo dia, um torcedor de um time de futebol disse ao assistir a um jogo: “Eu comprarei uma camisa somente se o
meu time ganhar esse jogo”. Essa frase é logicamente equivalente a:
a) “Se o meu time ganhar esse jogo, então eu comprarei uma camisa”.
b) “Se o meu time ganhar esse jogo, então eu não comprarei uma camisa”.
c) “Se o meu time não ganhar esse jogo, então eu comprarei uma camisa”.

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37

d) “Se o meu time não ganhar esse jogo, então eu não comprarei uma camisa”.

Comentário: Toda condicional do tipo P → Q pode ser reescrita como P somente se Q, uma vez que são
proposições logicamente equivalentes.

Temos a proposição “Eu comprarei uma camisa somente se o meu time ganhar esse jogo”.

Podemos reescrevê-la da seguinte maneira:

“Se eu comprar uma camisa, então o meu time vai ganhar esse jogo”

Temos uma condicional do tipo P → Q, onde:

P: comprar uma camisa

Q: o meu time vai ganhar esse jogo

Uma das equivalências da condicional é a contra positiva, onde se invertem as proposições, negando-as, e
mantendo-se o conectivo lógico da condicional. Veja:

P → Q -------- ~ Q → ~ P

Voltando a questão...

Precisamos encontrar a equivalência da condicional "Eu comprarei uma camisa somente se o meu time ganhar
esse jogo", que equivale a “Se eu comprar uma camisa, então o meu time vai ganhar esse jogo”

A contra positiva é “Se o meu time não ganhar esse jogo, então eu não comprarei uma camisa”.

OBS: Em se tratando de equivalência lógica, o tempo e modo verbal nem sempre permanecerão inalterados. Tal
fato não constitui erro.

GABARITO: LETRA D

Uma afirmação equivalente para “Se estou feliz, então passei no concurso” é:

a) Se não passei no concurso, então não estou feliz.


b) Não passei no concurso e não estou feliz.
c) Estou feliz e passei no concurso.
d) Passei no concurso e não estou feliz.
e) Se passei no concurso, então estou feliz.

Temos uma condicional do tipo P → Q, onde:

P: Estou feliz
Q: Passei no concurso

Uma das equivalências da condicional é a contra positiva, onde se invertem as proposições, negando-as, e
mantendo-se o conectivo lógico da condicional. Veja:

P → Q -------- ~ Q → ~ P

Para um melhor entendimento, basta “voltar negando”.

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Logo, a equivalência da condicional “Se estou feliz, então passei no concurso” é “Se não passei no concurso,
então não estou feliz.”

GABARITO: LETRA A

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Considere a seguinte sentença: “Se há muitos processos, então os juízes trabalham muito”. Uma sentença
logicamente equivalente a essa é:
a) se não há muitos processos, então os juízes não trabalham muito;
b) se os juízes trabalham muito, então há muitos processos;
c) há muitos processos e os juízes não trabalham muito;
d) não há muitos processos ou os juízes trabalham muito;

2) Dizer que “Se Paulo vai correr, então ele vai cair” é equivalente a:
a) Se Paulo não vai cair, então ele não vai correr.
b) Paulo vai cair e correr.
c) Se Paulo não vai correr, então ele não vai cair.
d) Paulo vai correr ou cair.
e) Se Paulo vai cair, então ele vai correr.

3) Uma equivalente lógica para a proposição – Se Marta é casada, então Dionísio é divorciado – está
contida na alternativa:
a) Marta não é casada ou Dionísio é divorciado.
b) Marta não é casada e Dionísio é divorciado.
c) Marta é casada ou Dionísio é divorciado.
d) Marta é casada e Dionísio é divorciado.
e) Marta é casada ou Dionísio não é divorciado.

4) Considere a sentença: “João não tomou café e saiu de casa”. A negação dessa sentença é:
a) João tomou café e saiu de casa;
b) João não tomou café e não saiu de casa;
c) João tomou café e não saiu de casa;
d) João não tomou café ou saiu de casa;
e) João tomou café ou não saiu de casa.

5) A negação da proposição “Se João estuda em Vacaria, então João não usa o transporte público da cidade” é:
a) Se João não estuda em Vacaria, então João usa o transporte público da cidade.
b) Se João não estuda em Vacaria, então João não usa o transporte público da cidade.
c) Se João não usa o transporte público da cidade, então João não estuda em Vacaria.
d) João estuda em Vacaria e usa o transporte público da cidade.
e) João estuda em Vacaria ou usa o transporte público da cidade.

GABARITO:

1–D 2–A 3–A 4–E 5–D

Lógica de argumentação; Diagramas lógicos

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39

∎ Representação das proposições quantificadas (ou proposições categóricas)

Iniciaremos o estudo dos Diagramas Lógicos através da representação das proposições quantificadas, uma vez que
o domínio deste assunto será fundamental para o estudo daquele.

Basicamente, usamos 4 (quatro) tipos de representações. São elas:

1) Todo A é B = Significa que A está contido em B, ou seja, todo elemento de A também é elemento de B.

Representação:

• Todo A é B

ATENÇÃO --- Todo A é B ≠ Todo B é A.

• Todo B é A

2) Nenhum A é B --- A e B não possuem elementos em comum, ou seja, não existe intersecção entre os referidos
conjuntos.

IMPORTANTE --- SEMPRE que não houver intersecção entre dois ou mais conjuntos, dizemos que esses
conjuntos são disjuntos.

Representação:

ATENÇÃO --- Nenhum A é B = nenhum B é A

3) Algum A é B = Significa que o conjunto A tem pelo menos um elemento em comum com o conjunto B.

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40

Representação:

ATENÇÃO --- Algum A é B = Algum B é A, uma vez que estamos nos referindo a intersecção entre os dois
conjuntos.

4) Algum A Não é B = Isso significa que o conjunto A tem pelo menos um elemento que não pertence ao
conjunto B.

Representação:

Algum A NÃO é B ≠ Algum B NÃO é A, uma vez que estamos nos referindo a diferença entre os dois
conjuntos.

∎ Lógica de argumentação

IMPORTANTE --- Quando estudamos a “Argumentação Lógica” que também é conhecida como “Lógica de
Argumentação” ou simplesmente Argumentação, devemos “dominar” 5 (cinco) assuntos. São eles:

1) Operações com os conectivos lógicos;


2) Negação;
3) Equivalência lógica;
4) Proposições quantificadas;
5) Diagramas lógicos.

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41

Iremos iniciar o estudo de argumentação através dos seguintes conceitos:

1) Argumento

Argumento é um conjunto de uma ou mais afirmações que chamamos de premissas, associada(s) a uma única
conclusão.

2) Validade de um argumento

Todo argumento pode ser classificado como válido ou inválido. Podemos identificar tal classificação através de 4
(quatro) métodos distintos que falaremos detalhadamente neste capítulo.

≫ Argumento Válido

Conceito: Um argumento é considerado válido quando a sua conclusão é uma consequência obrigatória do seu
conjunto de premissas.

BIZU ---- Em outras palavras, podemos afirmar que ocorre um argumento válido quando “TEMOS
CERTEZA.”

Exemplo 1: Observe o argumento abaixo.

P1: Todos os homens são inteligentes.


P2: Victor é homem.
C: Portanto, Victor é inteligente.

ATENÇÃO: Na premissa 1 desse exemplo, temos um quantificador universal (Todos).

Sempre que houver pelo menos um quantificador nas premissas de um argumento, seja ele universal ou
existencial, torna-se mais conveniente utilizar o método dos diagramas lógicos, o qual chamaremos de método 1,
para a análise da validade do argumento.

BIZU --- Sempre que houver uma proposição quantificada universal nas premissas de um argumento,
devemos iniciar a análise da validade desse argumento pela mesma. Veja:

P1: Todos os homens são inteligentes

Isso significa que o conjunto dos homens está contido no conjunto das pessoas inteligentes. Fica assim:

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42

P2: Victor é homem.

Isso significa que o conjunto “Victor” está contido no conjunto dos homens. Fica assim:

Agora, vamos analisar a conclusão...

C: Portanto, Victor é inteligente.

Observe que, ao analisarmos os diagramas lógicos representados conforme o enunciado da questão, “temos
certeza” de que Victor é inteligente, uma vez que o conjunto “Victor” está contido no conjunto “inteligente”.
Portanto, o argumento é válido.

≫ Argumento Inválido

Um argumento é inválido quando a sua conclusão NÃO é uma consequência obrigatória do seu conjunto de
premissas.

BIZU ---- Em outras palavras, podemos afirmar que ocorre um argumento inválido quando “TEMOS
DÚVIDA.”

Exemplo 2: Observe o argumento abaixo.

P1: Todos os estudantes são inteligentes.


P2: Guilherme é inteligente.
C: Portanto, Guilherme é estudante.

Inicando pela proposição universal conforme explicado no exemplo anterior, temos:

P1: Todos os estudantes são inteligentes.

Isso significa que o conjunto dos estudantes está contido no conjunto das pessoas inteligentes. Fica assim:

P2: Guilherme é inteligente.

Isso significa que o conjunto “Guilherme” também está contido no conjunto das pessoas inteligentes. Fica assim:

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43

Agora, vamos analisar a conclusão...

C: Guilherme é estudante.

Observe que, ao analisarmos os diagramas, “temos dúvida” de que “Guilherme é estudante”. Veja o porquê dessa
dúvida...

» Sabendo que “Todos os estudantes são inteligentes” e que “Guilherme é inteligente”, podemos ter, dentre
outras, as seguintes possibilidades:

1ª possibilidade: Intersecção entre o conjunto dos estudantes e o conjunto “Guilherme”.

2ª possibilidade: O conjunto dos estudantes contido no conjunto “Guilherme”.

3ª possibilidade: O conjunto “Guilherme” contido no conjunto dos estudantes.

Conclusão: Repare que tanto na 1ª quanto na 2ª possibilidade, existe DÚVIDA em relação a Guilherme ser
estudante. Portanto, temos um argumento inválido.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

1) (PR4 – UFRJ/2022) - Considere verdadeiras as proposições a seguir:

I. Todo matemático gosta de frutas.

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44

II. Todo engenheiro gosta de frutas.


III. Existem matemáticos que também são engenheiros.
IV. Tibúrcio é matemático.

Assinale a alternativa que apresenta uma conclusão correta:

a) Tibúrcio gosta de frutas.


b) Tibúrcio não gosta de frutas.
c) Tibúrcio é engenheiro.
d) Tibúrcio não é engenheiro.
e) Tibúrcio é matemático e engenheiro.

Comentário: Temos uma questão que pode ser resolvida através dos diagramas lógicos.

Nesse caso, como existem duas proposições quantificadas universais nas premissas do argumento, então se pode
optar por uma delas para iniciar a resolução.

Optarei pela premissa I. Veja:


I. Todo matemático gosta de frutas.

Isso significa que o conjunto dos matemáticos (conjunto M) está contido no conjunto das pessoas que gostam de
frutas (conjunto F). Daí, temos:

F
M

Agora vamos relacionar as premissas II e III...

II. Todo engenheiro gosta de frutas.

Isso significa que o conjunto dos engenheiros (conjunto E) está contido no conjunto das pessoas que gostam de
frutas (conjunto F).

III. Existem matemáticos que também são engenheiros.

Existe interseção entre os conjuntos ‘M’ e ‘E’. Veja:

M E

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45

Por fim, observando-se a premissa IV “Tibúrcio é matemático", a qual representarei por premissa “T”, temos:

M E F

T T

Observe que o fato de Tibúrcio ser matemático define somente que ele gosta de frutas, pois o conjunto “T” está
contido no conjunto F.

Portanto, o gabarito é a letra A.

2) (PR4/UFRJ - ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO) - Leia as sentenças abaixo:

1. João é carpinteiro.
2. Nenhum funcionário da firma X é corajoso.
3. Todos os carpinteiros são corajosos.
4. Alguns carpinteiros são altos.

Supondo que estas quatro sentenças são verdadeiras, assinale qual das alternativas abaixo é certamente verdadeira:

a) Algum funcionário da firma X é carpinteiro;


b) João é alto;
c) Alguns corajosos são carpinteiros;
d) Nenhum funcionário da firma X é alto;
e) João é funcionário da firma X.

RELEMBRANDO --- Sempre que houver uma proposição quantificada universal nas premissas de um
argumento, devemos iniciar a análise da validade desse argumento pela mesma. Veja:

P3: Todos os carpinteiros são corajosos

Isso significa que o conjunto dos carpinteiros está contido no conjunto dos corajosos. Fica assim:

IMPORTANTE: Nesse momento, já se pode concluir que O GABARITO É A LETRA C.

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46

Explicando...

Como o conjunto dos carpinteiros está contido no conjunto dos corajosos, então necessariamente existe pelo
menos um corajoso que é carpinteiro, conforme afirma a assertiva “C” (Alguns corajosos são carpinteiros).

Mesmo assim, vamos representar todas as outras premissas para fins de estudo...

P2: Nenhum funcionário da firma X é corajoso.

Isso significa que não há intersecção entre os conjuntos dos corajosos e dos funcionários da empresa X. Fica
assim:

Nesse caso, podemos eliminar a assertiva “A”, a qual afirma que algum funcionário da firma X é carpinteiro.

P4: Alguns carpinteiros são altos

Isso significa que existe intersecção entre o conjunto dos carpinteiros e o conjunto dos “altos”.

P1: João é carpinteiro

Isso significa que João pode ou não ser alto. Veja:

Nesse caso, podemos eliminar a assertiva “B”“, a qual garante que João é alto.

Podemos eliminar também a assertiva “E”“, a qual afirma que João é funcionário da firma X.

Já eliminamos as assertivas “A”, “B” e “E”.

Perceba que na assertiva “D” foi dito que “Nenhum funcionário da firma X é alto”. Essa assertiva está errada,
pois a questão não disse nada em relação a essa possibilidade. Logo, podemos considerá-la. Veja:

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47

Conclusão: Por eliminação, chegaríamos à Letra C que é o gabarito.

3) (PR4/2017 – UFRJ/ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO) – Considere verdadeiras as proposições a seguir:

I. Todo atleta é homem.


II. Nenhum homem sabe lavar roupa.

Assinale a alternativa que apresenta uma conclusão correta.

a) Toda mulher sabe lavar roupa.


b) Algum atleta sabe lavar roupa.
c) Nenhum atleta sabe lavar roupa.
d) Todo homem é atleta.
e) Algum atleta é mulher.

Comentário: Temos uma questão que pode ser resolvida através dos diagramas lógicos. Nesse caso, como há uma
proposição quantificada universal nas premissas, devemos iniciar a resolução da questão pela mesma. Veja:

I. Todo atleta é homem.


Isso significa que o conjunto dos atletas está contido no conjunto dos homens. Fica assim:

H
A

II. Nenhum homem sabe lavar roupa.

Isso significa que não há intersecção entre o conjunto dos homens e o conjunto daqueles que sabem lavar roupa.

H L

“Unindo-se” ambas as construções, temos:

H L
A

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48

Analisando a representação acima, conclui-se que “Nenhum atleta sabe lavar roupa”, uma vez que não havendo
intersecção entre o conjunto dos homens e o conjunto daqueles que sabem lavar roupa, obviamente não haverá
intersecção entre os atletas e aqueles que não sabem lavar roupa.

GABARITO: LETRA C

MUITO IMPORTANTE ----- Na resolução dos exercícios sobre argumentação lógica deste capítulo, os
quais foram comentados até o presente momento, verificou-se que a utilização dos diagramas lógicos, permite-nos
analisar a validade de um argumento. Todavia, conforme já mencionado, essa não é a única forma.

Em alguns tipos de questões, será mais conveniente recorrermos a outros métodos.

Além da utilização de diagramas lógicos (1ª método), podemos identificar a validade de um argumento através de
dois outros métodos (os quais chamaremos de métodos 2 e 3) que envolvem diretamente as operações com os
conectivos lógicos.

Tais métodos devem ser utilizados apenas quando não houver pelo menos uma proposição quantificada nas
premissas de um argumento.

Veja:

2° método: Premissas verdadeiras e conclusão verdadeira

Nesse caso, consideramos as premissas verdadeiras ainda que o enunciado da questão não forneça essa
informação.
Assim, podemos ter duas situações:

- Se a conclusão for verdadeira, então o argumento será válido.


- Se a conclusão for falsa, então o argumento será inválido.

BIZU --- Utilizar esse método na seguinte situação:

- Quando não houver, nas premissas de um argumento, uma proposição quantificada e;


- Quando houver, nas premissas de um argumento, uma proposição simples ou uma conjunção.

EXERCÍCIO COMENTADO

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49

Considere os seguintes argumentos:

Argumento I

P1: Trabalho se e somente se estudo.


P2: Terei sucesso, se trabalhar e for proativo.
P3: Não estudei, mas sou proativo.
C: Logo, não terei sucesso.

Argumento II

P1: Gosto de estudar e sou aventureiro.


P2: Gosto de trabalhar ou de viajar.
P3: Se sou aventureiro, então gosto de viajar.
C: Logo, não gosto de trabalhar.

É correto afirmar que:

a) os argumentos I e II são válidos.


b) ambos os argumentos, I e II, são inválidos.
c) no argumento I, a conclusão é consequência de suas premissas.
d) apenas no argumento II, a conclusão é consequência de suas premissas.

Comentário: Precisamos saber se ambos os argumentos são válidos ou inválidos.

Observe que em ambos os argumentos há uma conjunção. Veja:

Argumento I: Não estudei, mas sou proativo


Argumento II: Gosto de estudar e sou aventureiro

BIZU ----- Como existe conjunção nas premissas dos argumentos, então é mais conveniente usar o 2º método,
considerando as premissas verdadeiras para, em seguida, analisar a conclusão fornecida.

Vamos analisar os argumentos de maneira separada...

Argumento I:

Considerando as proposições simples:

T: trabalho;
E: estudo;
P: sou proativo;
S: terei sucesso

Inicialmente, vamos reescrever todas as premissas em uma linguagem proposicional:

P1: T ↔ E
P2: T ∧ P → S
P3: ~ E ∧ P
C: ~ S
Iniciaremos pela P3, uma vez que temos uma conjunção e a única forma de ela ser “V” é obtendo valores lógicos
verdadeiros em ambas as proposições. Veja:

P3: ~ E (V) ∧ P (V) ---- (V)

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50

Agora, vamos encontrar os valores lógicos da P1:

P1: T (F) ↔ E (F) ---- (V)

Como a proposição ‘~ E’ é “V”, então a proposição ‘E’ será “F”.

Sendo assim, obrigatoriamente temos que a proposição T será “F”, uma vez que precisamos obter premissas
verdadeiras.

Analisando a P2:

P2: [T (F) ∧ P (V)] → S (V) ou (F)

[F]

Como o antecedente da condicional é “F”, não se pode definir o valor lógico do consequente, uma vez que
independentemente desse valor lógico, a condicional será sempre verdadeira.

A conclusão afirma que “não terei sucesso”.

Nada se pode concluir em relação a essa afirmação, uma vez que seu valor lógico é indefinido (V ou F).

Sendo assim, temos um ARGUMENTO INVÁLIDO, uma vez que a verdade das premissas não é suficiente para
garantir a verdade da conclusão.

Argumento II:

Considerando as proposições simples:

A: sou aventureiro;
E: estudo;
T: gosto de trabalhar;
V: gosto de viajar.

Inicialmente, vamos reescrever todas as premissas em uma linguagem proposicional:

P1: E ∧ A
P2: T ∨ V
P3: A → V
C: ~ T
Iniciaremos pela P1, uma vez que temos uma conjunção e a única forma de ela ser “V” é obtendo valores lógicos
verdadeiros em ambas as proposições. Veja:

P1: E (V) ∧ A (V) ---- (V)

Agora, vamos encontrar os valores lógicos da P3:

P3: A (V) → V (V) ---- (V)

Como a proposição ‘A’ é “V”, a proposição ‘V’ também será “V”, uma vez que precisamos obter premissas
verdadeiras.

Analisando a P2:

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51

P2: T (V) ou (F) ∨ V (V)

Como a proposição V é “V”, não se pode definir o valor lógico da proposição T, uma vez que independentemente
desse valor lógico, a disjunção será sempre verdadeira.

A conclusão afirma que “não gosto de trabalhar”.

Nada se pode concluir em relação a essa afirmação, uma vez que seu valor lógico é indefinido (V ou F).

Sendo assim, temos um ARGUMENTO INVÁLIDO, uma vez que a verdade das premissas não é suficiente para
garantir a verdade da conclusão.

Conclusão: Ambos os argumentos são inválidos. GABARITO: LETRA B;

3° método: Conclusão falsa e pelo menos uma das premissas falsas

Nesse caso, consideramos a conclusão falsa ainda que o enunciado da questão não forneça essa informação.

Assim, podemos ter duas situações:

- Se TODAS as premissas forem verdadeiras, então o argumento será inválido.

- Se pelo menos uma premissa for falsa, então o argumento será válido.

BIZU --- Somente usar o 3º método por exclusão, ou seja, na impossibilidade de utilização do 1º e 2º
métodos.

Além disso, é necessário que a conclusão do argumento seja uma proposição simples, uma disjunção ou uma
condicional.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

1) (PR4-UFRJ/2022) - Admita como verdadeiras as afirmações da seguinte argumentação lógica, as quais


envolvem algumas rotinas de um Assistente em Administração:

I. Providenciar o levantamento de dados estatísticos se, e somente se, o memorando estiver redigido.

II. Se elaborar os relatórios, então redigirá o memorando.

III. Ou providenciar o levantamento de dados estatísticos, ou organizar os materiais de consulta da unidade.

Sabendo-se que não foi providenciado o levantamento de dados estatísticos, então pode-se concluir corretamente
que:

a) Os relatórios foram elaborados se, e somente se, os materiais de consulta da unidade foram organizados.
b) Os relatórios foram elaborados e o memorando não foi redigido.

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52

c) Os materiais de consulta da unidade não foram organizados ou o memorando foi redigido.


d) O memorando não foi redigido e os materiais de consulta da unidade foram organizados.
e) Ou o levantamento de dados estatísticos foi providenciado, ou os relatórios foram elaborados.

Comentário: Temos a seguinte proposição simples:

“não foi providenciado o levantamento de dados estatísticos”

Considerando-a “V”, temos que a sua negação é “F” e, consequentemente a proposição simples “o memorando
estiver redigido” também será “F”, a fim de que a premissa I seja “V”. Veja:

I. Providenciar o levantamento de dados estatísticos (F) se, e somente se, o memorando estiver redigido (F)

Em relação à premissa III, temos a mesma situação descrita acima. Veja:

III. Ou providenciar o levantamento de dados estatísticos (F), ou organizar os materiais de consulta da unidade
(F)

Daí, como a proposição simples “o memorando estiver redigido” é “F”, em relação à premissa II, temos:

II. Se elaborar os relatórios (F), então redigirá o memorando (F).

Daí, a letra D é a única opção de resposta cujo valor lógico é “V”. Veja:

O memorando não foi redigido (V) e os materiais de consulta da unidade foram organizados (V)

Portanto, o gabarito é a letra D.

2) Considere as seguintes proposições para responder a questão.

P1: Se há investigação ou o suspeito é flagrado cometendo delito, então há punição de criminosos.


P2: Se há punição de criminosos, os níveis de violência não tendem a aumentar.
P3: Se os níveis de violência não tendem a aumentar, a população não faz justiça com as próprias mãos.

Pretende-se acrescentar ao conjunto de proposições P1, P2 e P3 uma nova proposição, P0, de modo que o
argumento formado pelas premissas P0, P1, P2 e P3, juntamente com a conclusão “A população não faz justiça
com as próprias mãos” constitua um argumento válido. Assinale a opção que apresenta uma proposta correta de
proposição P0.

a) Há investigação ou o suspeito é flagrado cometendo delito.


b) Não há investigação ou o suspeito não é flagrado cometendo delito.
c) Não há investigação e o suspeito não é flagrado cometendo delito.
d) Se o suspeito é flagrado cometendo delito, então há punição de criminosos.
e) Se há investigação, então há punição de criminosos.

Comentário: Temos o seguinte argumento:

P0: ??????
P1: Se há investigação ou o suspeito é flagrado cometendo delito, então há punição de criminosos.
P2: Se há punição de criminosos, os níveis de violência não tendem a aumentar.
P3: Se os níveis de violência não tendem a aumentar, a população não faz justiça com as próprias mãos.

C: A população não faz justiça com as próprias mãos.

Observe que não existe de maneira expressa uma proposição simples ou uma conjunção nas premissas desse
argumento.

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53

Observe também que a conclusão é uma proposição simples. Veja:

Conclusão: “A população não faz justiça com as próprias mãos”

Sendo assim, o 3º método torna-se mais conveniente, uma vez que iniciaremos a resolução através da conclusão,
considerando-a “falsa”.

Importante relembrar que, inicialmente, consideraremos a conclusão falsa. Ao fazer isso, duas são as
possibilidades:

1ª) Todas as premissas verdadeiras ----- Argumento INVÁLIDO;


2ª) Pelo menos uma premissas falsa ----- Argumento VÁLIDO;

Entendido isso, vamos à resolução da questão...

Considerando as proposições simples:

I: Há Investigação
SF: Suspeito é Flagrado Cometendo Delito
PC: Há Punição de Criminosos
NV: Níveis de Violência Tendem a Aumentar
PJ: População faz Justiça com as Próprias Mãos

Vamos resolver na seguinte sequência:

C: ~ PJ (F)

P3: ~ NV (F) → ~ PJ (F) ---- (V)

P2: PC (F) → ~ NV (F) ---- (V)

P1: I (F) ∨ SF (F) → PC (F) ---- (V)

Observe que partimos da conclusão falsa e obtivemos todas as premissas verdadeiras.

Diante disso, conclui-se que o gabarito será a única assertiva que apresentar valor lógico falso, uma vez que
precisamos chegar a um argumento válido e, consequentemente, não podemos obter valores lógicos “V” em todas
as premissas. Veja:

a) I (F) ∨ SF (F) ----- (F)

OBS: As demais alternativas de resposta têm valor lógico “V”, logo estão erradas, pois irão formar um
argumento inválido.

Conclusão: O GABARITO é a LETRA A

ATENÇÃO: Existe ainda o 4° método que é a análise através da construção de tabela verdade. Tal método,
em minha opinião, é ineficaz, pois é indicado, preferencialmente, quando houver em um argumento, no máximo,
duas proposições simples.

Raros são os argumentos que apresentam tal característica. Por isso, não vamos estudar o 4º método.

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54

Fique tranquilo, amigo concurseiro, pois os três métodos mencionados nesse capítulo são capazes de resolver
TODAS as questões de argumentação.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) (PR4/2017 – UFRJ/ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO) – Considere verdadeiras as quatro afirmações a


seguir:

I. Ou Nicole é professora, ou Rodolfo não é atuário.


II. Se Miguel é musicista, então Camila não é museóloga.
III. Se Nicole é professora, então Camila é museóloga.
IV. Rodolfo é atuário.
Assim, pode-se concluir corretamente que:

a) Se Rodolfo é atuário, então Camila não é museóloga.


b) Nicole não é professora ou Miguel é musicista.
c) Rodolfo é atuário e Camila não é museóloga.
d) Se Camila não é museóloga, então Nicole não é professora.
e) Camila não é museóloga e Miguel não é musicista.

2) Considere verdadeira a afirmação:

“Todo vegetal verde é saudável.”

É correto concluir que:

a) todo vegetal saudável é verde.


b) todo vegetal que não é saudável não é verde.
c) todo vegetal que não é verde não é saudável.
d) alguns vegetais verdes não são saudáveis.
e) alguns vegetais que não são saudáveis são verdes.

3) Considere verdadeiras as seguintes proposições:

P1: Todo professor gosta de ler.


P2: Todo aventureiro não gosta de ler.

Portanto, é possível concluir que:

a) Algum aventureiro é professor.


b) Nenhum professor é aventureiro.
c) Alguém que gosta de ler é aventureiro.
d) Ninguém que gosta de ler é professor.

4) Considere verdadeira a afirmação: “Toda criança gosta de correr”. Considere as afirmativas a seguir.

I. Como Abel não é criança, então não gosta de correr.


II. Como Bruno gosta de correr, então é criança.
III. Como Carlos não gosta de correr, então não é criança.

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Assinale:

a) se apenas I for verdadeira.


b) se apenas II for verdadeira.
c) se apenas III for verdadeira.
d) se apenas I e II forem verdadeiras.

5) Em uma empresa, sabe-se que:

• alguns funcionários que têm nível superior também possuem mestrado;


• nenhum gerente possui mestrado.

Dessa forma, é necessariamente verdadeiro que:

a) algum gerente tem nível superior


b) nenhum gerente tem nível superior
c) nenhuma pessoa com nível superior é gerente
d) alguma pessoa com nível superior não é gerente

GABARITO:

1–D 2–B 3–B 4–C 5–D

Princípios de contagem e probabilidade

∎ Princípios de contagem

Existem dois princípios de contagem: O princípio aditivo e o princípio multiplicativo.

1) Princípio aditivo: Consiste em dividir determinado evento em “casos”.

É aplicado quando houver a presença ou até mesmo a ideia da presença da palavra “ou”.

Exemplo: Um homem possui 4 calças do tipo slim e 3 calças do tipo skinny . De quantas maneiras distintas poderá
escolher apenas 1 peça?

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Observe, nesse exemplo, que poderemos escolher 1 dentre as 4 peças da calça slim “OU” poderemos escolher 1
dentre as 3 peças da calça skinny.

Nesse caso, o “ou” está implícito, portanto devemos aplicar o princípio aditivo.

Conclusão: Temos 4 + 3 = 7 possibilidades.

2) Princípio multiplicativo: Também conhecido como Princípio fundamental da contagem (PFC), consiste em
dividir determinado evento em “etapas”, as quais são sucessivas e independentes.

É aplicado quando houver a presença ou até mesmo a ideia da presença da palavra “e”.

Exemplo: Um homem possui 4 calças do tipo slim e 3 calças do tipo skinny. De quantas maneiras distintas poderá
escolher 1 calça do tipo slim e 1 calça do tipo skinny?

Observe, nesse exemplo, que poderemos escolher 1 dentre as 4 peças da calça slim “E” escolher, em seguida, 1
dentre as 3 peças da calça skinny.

Nesse caso, como existe uma divisão em “etapas”, devemos aplicar o princípio multiplicativo.

Portanto, temos 4 × 3 = 12 possibilidades.

≫ Permutação

Permutação, de uma maneira bem objetiva, deve ser entendida como uma troca de “posições”, na qual os elementos
são distintos entre si pela ordem.

Existem três tipos de permutação: simples, com repetição ou circular.

1) PERMUTAÇÃO SIMPLES: É uma “troca” onde não existe repetição de elementos.

Fórmula: P = n !, onde n representa o número de elementos.

O fatorial de um determinado número, representado pelo ponto de exclamação (!) após tal número, é obtido,
multiplicando-se de maneira decrescente, o número dado por todos os seus antecessores naturais até chegar ao
número 1, inclusive. Veja:

Exemplos:

a) 4! = 4 x 3 x 2 x 1 = 24.

b) 6! = 6 x 5 x 4 x 3 x 2 x 1 = 720.

c) 7! = 7 x 6 x 5 x 4 x 3 x 2 x 1 = 5.040.

OBS: 0! = 1 e 1! = 1.

Exemplo: Quantos números de 4 algarismos distintos podemos formar com os algarismos 2, 3, 4 e 5?

São 4 elementos, logo temos 4! = 4 x 3 x 2 x 1 = 24.

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OBS: Quantos anagramas possuem as palavras GATO e BRASIL, respectivamente?

Anagrama é uma permutação envolvendo letras.

GATO --- São 4 elementos diferentes, logo temos 4! = 4 x 3 x 2 x 1 = 24.

BRASIL ---São 6 elementos diferentes, logo temos 6! = 6 x 5 x 4 x 3 x 2 x 1 = 720.

2) PERMUTAÇÃO COM REPETIÇÃO - É uma “troca” onde existe repetição de elementos.

𝐧!
Fórmula: Pn (a,b,c, ...) = 𝐚! 𝐛! 𝐜!

BIZU --- Na prática, colocamos no numerador o total de anagramas da palavra e, em seguida, dividimos pela
quantidade de letras que se repetem. Veja:

Exemplo: Quantos anagramas possuem as palavras ARARA e GUARDA, respectivamente?

ARARA:
1° passo: Temos 5 letras no total, logo teremos no numerador: 5!
2° passo: A letra “A” repete-se 3 vezes e a letra “R” repete-se 2 vezes, logo teremos no denominador 3! x 2!
3° passo: Resolução --- 5! / 3! 2! --- 5 .4 .3! / 3! 2! --- [“Corta-se”3! com 3!]

Vai ficar assim:

5 . 4 / 2! --- Sabendo que 2! = 2, temos: 5. 4 / 2 = 10.

GUARDA:

1° passo: Temos 6 letras no total, logo teremos no numerador: 6!

2° passo: A letra “A” repete-se 2 vezes e não existe outra letra que se repete, logo teremos no denominador: 2!

3° passo: Resolução --- 6! / 2! --- 720 /2 = 360.

3) PERMUTAÇÃO CIRCULAR– É uma “troca” onde os elementos serão permutados como se estivessem ao
redor de um círculo.

Fórmula: Pc = (n – 1)!

Ex: Quantas rodas de ciranda podemos formar com 4 crianças?

Temos 4 elementos, logo Pc = ( 4 – 1) ! = 3! = 6

Observe a questão abaixo cobrada pela banca PR-4 no último concurso da UFRJ...

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(PR4-UFRJ/2022) - Um grupo composto por seis Assistentes em Administração estava em uma sala de reunião
mobiliada com uma mesa para analisar diversos Termos de Compromisso de Estágio de alunos de graduação de
uma unidade acadêmica da UFRJ, a fim de verificar se esses documentos atendiam a todos os requisitos previstos
nas normas legais que regulamentam e autorizam a realização do estágio. Nesse cenário em que todos dispunham
de uma cadeira, o número de maneiras que esses servidores podem se sentar em torno dessa mesa é:
a) 480
b) 720
c) 120
d) 60
e) 360

Comentário: Observe o trecho abaixo extraído do enunciado da questão...

“o número de maneiras que esses servidores podem se sentar em torno dessa mesa”

A expressão “em torno” equivale à expressão “ao redor”. Logo, temos um caso de permutação circular.

Como são 6 servidores, temos:

P = (n – 1)!

P = (6 – 1)!

P = 5!

P = 5 x 4 x 3 x 2 x 1 = 120

GABARITO: LETRA C

≫ Arranjo e Combinação

São duas técnicas muito utilizadas em análise combinatória.

Inicialmente, precisamos identificar se determinada questão é resolvida por arranjo ou combinação. Para conseguir
identificar corretamente e escolher a técnica mais adequada, basta fazer a si mesmo a seguinte pergunta:

“A ORDEM IMPORTA?”

1ª resposta possível: SIM ----- Nesse caso, temos um arranjo.

Daí, podemos resolver através do PFC.

2ª resposta possível: NÃO ----- Nesse caso, temos um caso de combinação.

Daí, aplicaremos a fórmula da combinação, a qual veremos mais adiante.

Agora, vamos resolver três exemplos para entender como decidir corretamente...

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Exemplo 1: Seja o conjunto A = {3, 4, 5, 6, 7}. Quantos números com 3 algarismos distintos podemos formar com
os elementos de A?

Vamos dividir em três passos:

1° passo: Escolha sempre um possível resultado

Como precisamos formar números com 3 (três) algarismos distintos, o número 345 é um resultado possível;

2° passo: Inverta a ordem do resultado escolhido

Temos 345. Ao inverter a ordem aleatoriamente, poderemos ter, por exemplo, 543.

3° passo: Compare os resultados obtidos e pergunte-se: “Os resultados são iguais ou diferentes?”

Se a resposta for: “IGUAIS”; isso significa que a ordem não importa. Logo, estaremos diante de uma
combinação.

Se a resposta for: “DIFERENTES”; isso significa que a ordem importa. Logo, estaremos diante de um arranjo.

Conclusão: Nesse exemplo, como temos números, obviamente os resultados são diferentes. Logo, temos um
arranjo.

• Como estamos diante de um arranjo, podemos resolver através da fórmula do arranjo simples...

𝒏!
Fórmula: A n, p = ( 𝒏−𝒑 ) ! , onde:

• “n” representa o total de elementos.

• “p” representa a união de todos os elementos envolvidos na formação dos agrupamentos desejados.

5! 5! 5 x 4 x 𝟑 x 𝟐!
Solução: A 5,3 = (5−3) !
= 2! = 𝟐!
---- [“Corta-se” 2! Com 2!] --- 5 x 4 x 3 = 60.

FIQUE DE OLHO --- TODA questão de arranjo simples, pode ser resolvida através do PFC. Veja:

Solução: 5 x 4 x 3 = 60.

Exemplo 2: Seja o conjunto B = {5, 6, 7, 8, 9}. Quantos números com 3 algarismos podemos formar com os
elementos de B?

1° passo: Escolha de um possível resultado


Como precisamos formar números com 3 (três) algarismos, o número 567 é um resultado possível;

2° passo: Invertendo a ordem do resultado escolhido


Temos 567. Ao inverter a ordem aleatoriamente, poderemos ter, por exemplo, 765.

3° passo: Comparação dos resultados obtidos


Nesse exemplo, como temos números, obviamente os resultados são diferentes. Logo, temos um arranjo.

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OBS: A questão não mencionou que os algarismos têm que ser distintos, logo se conclui que pode haver repetição.
Sendo assim, estamos diante de um arranjo com repetição.

• Como estamos diante de um arranjo com repetição, podemos resolver através da fórmula do arranjo com
repetição...

Fórmula: Ar = n p, onde:

• “n” representa o total de elementos.

• “p” representa a união de todos os elementos envolvidos na formação dos agrupamentos desejados.

Solução: Ar = 53 = 125.

IMPORTANTE --- Toda questão de arranjo com repetição, pode ser resolvida através do PFC. Veja:

Solução: 5 x 5 x 5 = 125.

Exemplo 3: Quantas equipes com três pessoas podemos formar com 6 pessoas?

1° passo:
Como precisamos formar equipes com 3 (três) pessoas, podemos ter, por exemplo, a equipe formada por A, B e C;

2° passo:
Temos ABC. Ao inverter a ordem aleatoriamente, poderemos ter, por exemplo, CBA.

3° passo:
Nesse exemplo, como temos pessoas, obviamente os resultados são iguais. Logo, temos uma combinação.

Conclusão: Como temos uma combinação, vamos resolver através da fórmula da combinação simples...

𝒏!
Fórmula: C n, p = 𝒑 ! ( 𝒏−𝒑 ) !

6! 6! 6 x 5 x 4 x 𝟑!
C 6, 3= 3 ! ( 6−3) ! = 3 ! 3 ! = 3!𝟑!
--- [“Corta-se” 3! Com 3!]

Solução: 6 x 5 x 4 / 3 x 2 1 = 120/6 = 20.

ATENÇÃO --- Ainda existe a combinação com repetição que RARAMENTE é cobrada em concursos
públicos. Veja a questão:

Paulo quer comprar um sorvete com 4 bolas em uma sorveteria que possui três sabores de sorvete: chocolate,
morango e uva. De quantos modos diferentes ele pode fazer a compra?

Comentário: Incialmente vou mostrar o porquê da combinação com repetição. Vamos lá...

1° passo:

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61

Como precisamos comprar 4 bolas de sorvete, podemos ter, por exemplo, um sorvete com 2 bolas de uva, 1 bola de
chocolate e 1 bola de morango. (U-U-C-M)

2° passo:

Temos UUCM. Ao inverter a ordem aleatoriamente, poderemos ter, por exemplo, MCUU.

3° passo:

Nesse exemplo, invertendo a ordem, teremos o mesmo sorvete. Dessa forma, estamos diante de uma combinação,
pois a ordem não teve importância.

Perceba que necessariamente haverá repetição de bolas, pois existem menos sabores disponíveis do que a
quantidade de bolas de sorvete que Paulo deseja comprar (são 4 bolas e 3 sabores diferentes). Sendo assim, a
combinação será com repetição.

Conclusão: Como temos uma combinação com repetição, vamos resolver através da fórmula da referida
combinação...

𝒏!
Fórmula: C n + p - 1, p = 𝒑! ( 𝒏 − 𝒑 ) ! ,onde:

“p” representa a quantidade de bolas que Paulo deseja comprar e “n” a quantidade de sabores disponíveis.

C 3 + 4 - 1, 4 = C 6 , 4

6! 6!
C 6,4= ===== C 6 , 4 =
4! ( 6 − 4 ) ! 4! 2 !

6 𝑥 5 𝑥 𝟒!
C 6,4= 𝟒! 2 !
--- Corta o 4! com 4!

6𝑥5
C 6,4= 2
=C 6,4= 𝟏𝟓

EXERCÍCIOS COMENTADOS

1) (PR4/2017 – UFRJ/ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO) – O número de anagramas da palavra SILEPSE é:


a) 5040
b) 120
c) 2520
d) 3780
e) 1260

Comentário: Temos uma permutação com repetição. Logo, devemos formar uma fração, na qual o numerador
será o total de anagramas da palavra em forma de fatorial e, em seguida, dividimos o valor do numerador pela
quantidade de letras que se repetem, também em forma de fatorial. Veja:

SILEPSE

1° passo: Temos 7 letras no total, logo teremos no numerador: 7!

2° passo: A letra “S” repete-se 2 vezes e a letra “E” repete-se também 2 vezes, logo teremos no denominador 2! x
2!

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62

3° passo: Resolução --- 7! / 2! 2!

7! = 7. 6. 5. 4. 3. 2. 1 = 5040

2! = 2 . 1 = 2

Vai ficar assim: 5040 / 2 . 2 = 5040 / 4 = 1260

GABARITO: LETRA E

2) Utilizando apenas os algarismos 2, 3, 4, 5 e 7 um aluno pode escrever no máximo n números distintos com dois
algarismos diferentes. O valor de n é:
a) 25
b) 20
c) 15
d) 12

Comentário: Temos uma questão que envolve o princípio multiplicativo, uma vez que a ordem entre os elementos
importa.

Como são números com 2 algarismos distintos, temos:

______ × ______
1ª casa 2ª casa

1ª casa: 5 possibilidades

2ª casa: 4 possibilidades

Solução: 5 × 4 = 20

GABARITO: LETRA B

∎ Probabilidade

A probabilidade representa a chance de um determinado evento ocorrer.

REGRA GERAL

Para encontrarmos a probabilidade (chance) de determinado evento acontecer, recorremos à seguinte fórmula:

P(A) = n (A) / n (U), onde:

n (A): Casos favoráveis --- São os resultados que interessam.

n (U): Casos possíveis --- Total de resultados.

Exemplos:

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63

1) Uma bola será retirada de uma sacola que contém 5 bolas brancas e 4 bolas pretas. Qual a probabilidade de essa
bola ser branca?

Casos favoráveis --- são 5 bolas brancas.

Casos possíveis --- Temos um total de 9 bolas.

Logo, a probabilidade será: 5/9.

2) Duas bolas serão retiradas, uma a uma e com reposição, de uma sacola que contém 5 bolas brancas e 4 bolas
pretas. Qual a probabilidade de obtermos duas bolas pretas?

Casos favoráveis --- Inicialmente, temos um total de 4 bolas pretas.

Casos possíveis --- Temos um total de 9 bolas.

Nesse exemplo, serão feitas 2 (duas) retiradas...

1ª retirada: 4/9

2ª retirada: Como a bola retirada tem que ser reposta na sacola conforme o enunciado do exemplo, então temos
novamente 4/9.

Logo, a probabilidade será: 4/9. x 4/9 = 16/81.

3) Duas bolas serão retiradas de uma sacola que contém 5 bolas brancas e 4 bolas pretas. Qual a probabilidade de
obtermos duas bolas brancas?

Casos favoráveis --- Inicialmente, temos um total de 5 bolas brancas.

Casos possíveis --- Temos um total de 9 bolas.

Nesse exemplo, serão feitas 2 (duas) retiradas...

1ª retirada: 5/9

2ª retirada: Como a bola retirada não vai ser reposta na sacola, considera-se que foi obtido sucesso na 1ª
retirada, conseguindo assim, retirar uma bola branca.

Nesse caso, para a 2ª retirada, teremos 4/8.

Logo, a probabilidade será: 5/9. x 4/8 = 20/72 ----- Simplificando numerador e denominador por 4, temos 5/18.

Veja a questão abaixo cobrada pela banca PR4 no último concurso da UFRJ...

(PR4-UFRJ/2022) - Em todo início de semestre letivo, uma determinada unidade acadêmica da UFRJ promove
um evento presencial de acolhimento dos ingressantes denominado “Recepção de Calouros”. Na edição
realizada na primeira semana de aula de 2022.1 a primeira pós-período de suspensão das atividades acadêmicas
presenciais em razão da pandemia, essa unidade acadêmica resolveu contemplar, com um brinde de boas-
vindas, um dos ingressantes em um de seus cursos de graduação. Para tanto, logo na entrada do auditório onde
foi realizado o evento, foram distribuídas 60 senhas individuais exatamente a quantidade de ingressantes, cada
uma delas contendo um número inteiro de 1 a 60 sem repetição. Sabe-se que todos os ingressantes

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64

compareceram ao evento. Ao sortear aleatoriamente uma dessas senhas, a probabilidade de ser sorteada uma
senha contendo um número maior que 20 será:
a) 1/2
b) 3/2
c) 1/3
d) 2/3
e) 3/4

Comentário: De 1 a 60 existem 60 números, sendo 40 deles maiores que 20.

A probabilidade de ser sorteada uma senha contendo um número maior que 20 é dada pela razão seguinte:

Probabilidade = 40/60

Simplificando a fração acima, dividindo numerador e denominador por 20, temos:

P = 40 ÷ 20 / 60 ÷ 20 = 2/3

GABARITO: LETRA D

≫ Probabilidade da união de eventos


A probabilidade da união ocorre quando aparecer de maneira expressa ou implícita a palavra “OU”. Nesse caso,
resolve-se através da seguinte fórmula:

Fórmula: P (A ∪ B) = P (A) + P (B) – P (A ∩ B)

Em outras palavras, temos:

P (A ∪ B) = Probabilidade de A + Probabilidade de B – Probabilidade da intersecção entre A e B.

IMPORTANTE --- Não havendo intersecção entre os conjuntos, basta somar as probabilidades de “A” e de
“B”.

Exemplo: Numa urna existem 10 bolas numeradas de 1 a 10. Retirando uma bola ao acaso, qual a probabilidade de
ocorrer múltiplos de 2 “ou” múltiplos de 3?

Existe a presença da palavra “ou”, logo temos uma questão versando sobre a probabilidade da união.

Considerando os múltiplos de 2 como conjunto A e os múltiplos de 3 como conjunto B, temos:

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65

M (2) = (2, 4, 6, 8, 10) ---- 5 elementos.

M (3) = (3, 6, 9) ---- 3 elementos.

M (2,3) ---- (6) --- 1 elemento.

Aplicando a fórmula: 5/10 + 3/10 – 1/10 = 7/10

Exemplo 2: Numa urna existem 10 bolas numeradas de 0 a 9. Retirando uma bola ao acaso, qual a probabilidade
de ocorrer múltiplos de 4 “ou” número ímpar?

Existe a presença da palavra “ou”, logo temos uma questão versando sobre a probabilidade da união.
Considerando os múltiplos de 4 como conjunto A e os números ímpares como conjunto B, temos:

M (4) = (0, 4, 8) ---- 3 elementos.

Ímpares = (1, 3, 5, 7, 9) ---- 5 elementos.

Como não existe intersecção entre os conjuntos, basta somar as probabilidades. Veja:

Solução: 3/10 + 5/10 = 8/10

≫ Probabilidade complementar

Pode-se aplicar a probabilidade complementar sempre que for muito trabalhoso resolver questão de probabilidade
da maneira tradicional.

Para resolver uma questão de probabilidade aplicando a regra da probabilidade complementar, precisamos saber
que:

“A probabilidade de um evento ocorrer mais a probabilidade de ele não ocorrer é SEMPRE igual a 100 %.”

Em outras palavras, sabendo que 100% = 100/100 = 1, temos:

[QUERO + NÃO QUERO = 1]

Exemplo: No lançamento simultâneo de dois dados, qual a probabilidade de não sair soma 4.

Perceba que se fôssemos aplicar a fórmula geral da probabilidade, não seria tão simples encontrar o número de
casos favoráveis, uma vez que existem inúmeros resultados possíveis, como (1,4), (2,3), (3,5), (4,6), (5,1), (6,5), ...

Neste exemplo é mais fácil encontrar os resultados que NÃO interessam (NÃO QUERO), pois existem menos
possibilidades. Veja:

O que não interessa? Que saia soma 4.

Logo só existem 3 possibilidades de obtermos soma 4. São elas:

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66

(1,3); (3,1) ; (2,2).

2 dados juntos = total de 36 possibilidades.

Calculando a probabilidade dos resultados que NÃO interessam, temos:

𝟑 𝟏
𝑷(𝑨) = =
𝟑𝟔 𝟏𝟐

Desta feita, a probabilidade dos resultados que interessam (QUERO) será obtida através da probabilidade
complementar. Veja:

[QUERO + NÃO QUERO = 1]

Considerando o resultado pretendido (QUERO) como “x”, temos:


1
[x + 12 = 1] ---- 12 x + 1 = 12

𝟏𝟏
12 x = 11 --- x =
𝟏𝟐

BIZU --- Podemos obter a probabilidade complementar, através do macete seguinte:

Após encontrado o resultado que não interessa (NÃO QUERO), procede-se da seguinte maneira;

“Subtrai-se o denominador do numerador e repete o denominador”. Veja:


𝟏 𝟏𝟏
Probabilidade que não interessa: 𝟏𝟐 ====== Solução: 12 – 1 = 𝟏𝟐

EXERCÍCIOS COMENTADOS

1) (UFRJ/2017 – PR4/ASSISTENTE ADM) - Se escolhermos ao acaso um número do conjunto {1, 2, 3,..., 300}, a
probabilidade de sair um número que NÃO seja múltiplo de 4 é de:
a) 1/4
b) 4/5
c) 3/4
d) 2/15
e) 3/5

Comentário: Resolvendo passo a passo...


1°) Existem 300 números naturais de 1 a 300.

2°) Desses 300 números existentes, 75 são múltiplos de 4 (4, 8, 12, 16, 20, ... , 300).

3°) Como são 75 múltiplos de 4 em um total de 300 números, então temos 225 números que não são múltiplos de
4 (300 – 75 = 225).

4°) A probabilidade é encontrada ao dividirmos o n° de casos favoráveis (225) pelo total de casos (300).

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67

Solução: 225 / 300 = 3/4

GABARITO: LETRA C

2) Dos 45 alunos de uma sala de aula, apenas 10 praticam algum tipo de esporte. Se dois alunos dessa sala forem
escolhidos aleatoriamente, então a probabilidade de que ambos pratiquem algum tipo de esporte será igual a:
a) 1/90.
b) 1/45.
c) 2/45.
d) 1/22.
e) 1/5.

Alunos que praticam algum tipo de esporte: 10

Total de alunos: 45

P = 10/45 x 90/1980 --- Dividindo numerador e denominador por 90, temos:

P = 1 / 22

GABARITO: LETRA D

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Antônio deseja escolher uma senha para sua conta bancária que deve ser composta por 4 algarismos. Considere
que Antônio deseja, ainda, que:

• todos os algarismos sejam distintos;


• os algarismos 0, 2 e 5 não façam parte da senha;
• o último algarismo localizado à direita da senha deve ser ímpar; e,
• o primeiro algarismo localizado à esquerda da senha deve ser par.

Quantas opções Antônio dispõe para escolher a senha de sua conta bancária?

a) 100.
b) 120.
c) 200.
d) 240.

2) (UFRJ/2017 – PR4/ASSISTENTE ADM) – Numa prova final composta por 10 questões, o aluno deve escolher
apenas 7 para resolver. O número de maneiras diferentes que ele poderá escolher as 7 questões é:
a) 120
b) 210
c) 70
d) 360
e) 720

3) Considere todos os anagramas da palavra BRASIL. O número de anagramas que não têm as vogais juntas é
a) 720.

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68

b) 600.
c) 480.
d) 240.
e) 120.

4) Numa urna existem bolas, todas de mesmo tamanho e peso, numeradas de 1 a 30 sem repetição. A probabilidade
de se sortear um número primo ao pegarmos uma única bola, aleatoriamente, é de:
a) 1/3
b) 3/10
c) 1/5
d) 2/5
e) 2/3

5) Entre os cinco números 2, 3, 4, 5 e 6, dois deles são escolhidos ao acaso e o produto deles dois é calculado. A
probabilidade de esse produto ser um número par é:
a) 60%;
b) 75%;
c) 80%;
d) 85%;
e) 90%.

GABARITO:

1–B 2–A 3–C 4–A 5–E

Operações com conjuntos

Noção intuitiva de conjuntos: Um conjunto nada mais é que uma reunião de elementos.

Um conjunto sempre é “nomeado” por uma letra maiúscula e pode ser finito ou infinito. Além disso,
ressalte-se que podemos descrevê-lo de diferentes formas. Veja:

1ª Representação: Notação explícita

Podemos descrever explicitamente um determinado conjunto através das ‘chaves’ ou do ‘diagrama’. Isso significa
que vamos fazer uma enumeração dos elementos.

2ª Representação: Notação implícita

Podemos descrever implicitamente um determinado conjunto através de uma ‘propriedade’. Isso significa que
todos os elementos desse conjunto devem satisfazer a referida propriedade.
Exemplos:

a) O conjunto dos números naturais maiores que zero e menores ou iguais a 5 (conjunto finito).

1ª Representação: Notação explícita

A = {1, 2, 3, 4, 5}

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2ª Representação: Notação implícita

A = {x ∈ N | 0 < x ≤ 5}*

* Lê-se: “x pertence ao universo dos números naturais, tal que ‘x’ é maior que zero e menor ou igual a cinco”

b) O conjunto dos números naturais maiores que oito (conjunto infinito).

1ª Representação: Notação explícita

B = {9, 10, 11, 12, 13, ...}

2ª Representação: Notação implícita

B = {x ∈ N | x > 8}*

* Lê-se: “x pertence ao universo dos números naturais, tal que ‘x’ é maior que 8”

‘FIQUE LIGADO’----- Obviamente, as representações implícitas acima expostas não são taxativas. Isso
significa que podemos representar, a partir da notação implícita, os conjuntos ‘A’ e ‘B’ supracitados de outras
formas.

SÍMBOLOS

Existem alguns símbolos matemáticos que são comumente empregados na teoria dos conjuntos. Assim, torna-se
fundamental conhecê-los. Segue um quadro resumo com os principais símbolos usados:

∊: pertence.
∉: não pertence.
⊂: está contido
⊄: não está contido
⊃: contém
⊅: não contém
∃: existe
∄: não existe
A ∩ B: intersecção entre os conjuntos A e B.
A ∪ B: união entre os conjuntos A e B.
∅ ou { }: conjunto vazio

∎ Relação de pertinência

A relação de pertinência indica se um elemento qualquer pertence ou não pertence a um determinado conjunto.

Na prática, é bem simples: Se o elemento ‘n’ aparece “visível” no conjunto ‘A’, então ‘n’ pertence ao conjunto
‘A’. Por outro lado, se o elemento ‘n’ não aparece “visível” no conjunto ‘A’, então ‘n’ não pertence ao conjunto
‘A’.

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70

Exemplo: Sejam os conjuntos F = {0, 2, 4, 6, 8} e G = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9}, observe os itens que se seguem:

a) 2 ∉ G → ‘2’ não pertence a ‘G’

Falso: O elemento “2” pertence ao conjunto G, pois está “visível” no referido conjunto.

b) 4 ∊ F → ‘4’ pertence a ‘F’

Verdadeiro: O elemento “4” pertence ao conjunto F, pois está “visível” no referido conjunto.

c) Ø ∊ F → O conjunto vazio pertence a ‘F’

Falso: O conjunto vazio não pertence ao conjunto F, pois não está “visível” no referido conjunto.

Quando fazemos uso da relação de pertinência, estamos, necessariamente, relacionando um elemento a um


conjunto, nesta ordem.

∎ Conjunto vazio

É um conjunto que não possui elementos.

O conjunto vazio é representado somente por { } ou Ø. Assim, a representação {Ø} não corresponde ao
conjunto vazio propriamente dito.

Parece confuso, né? Então, cuidado com essa pegadinha!

Segue um resumo para que você não seja surpreendido na hora da prova...

• Quando os símbolos { } ou Ø, aparecerem listados ou visíveis, dentro de um conjunto, o conjunto vazio deverá
ser tratado como elemento desse conjunto especificado. Nesse caso, usamos a relação de pertinência.

• Quando os símbolos { } ou Ø, NÃO aparecerem listados ou visíveis, dentro de um conjunto, o conjunto vazio
deverá ser tratado como subconjunto desse conjunto especificado. Nesse caso, usamos a relação de inclusão.

Exemplo: Seja A = {Ø; 1; 2; 3}, podemos afirmar corretamente que o conjunto vazio pertence a ‘A’(Ø ∊ A), uma
vez que o conjunto vazio está visível no conjunto ‘A’.

∎ Conjunto unitário

É o conjunto que possui apenas 1 (hum) elemento.

Exemplo: C = {2}

∎ Relação de inclusão

A relação de inclusão somente é aplicável na comparação entre conjuntos.

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Considere, por exemplo, os conjuntos ‘A’ e ‘B’. Podemos definir a relação de inclusão a partir das situações
seguintes:

≫ A ⊂ B → ‘A’ está contido em ‘B’

‘A’ está contido em ‘B’, se e somente se, TODOS os elementos de ‘A’ também são elementos de ‘B’.

≫ B ⊃ A → ‘B’ contém ‘A’

Se ‘A’ está contido em ‘B’, então, necessariamente, ‘B’ contém ‘A’.

≫ A⊄ B → ‘A’ não está contido em ‘B’

‘A’ não está contido em ‘B’, se e somente se, PELO MENOS UM elemento de ‘A’ não é elemento de ‘B’.

≫ B ⊅ A → ‘B’ não contém ‘A’

Se ‘A’ não está contido em ‘B’, então, necessariamente, ‘B’ não contém ‘A’.

Exemplo: Sejam os conjuntos F = {0, 2, 4, 6, 8} e G = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9}, julgue os itens a seguir:

a) F ⊂ G → ‘F’ está contido em ‘G’

Verdadeiro: Repare que todos os elementos de ‘F’ também pertencem a ‘G’. Logo, o conjunto ‘F’ está contido no
conjunto ‘G’.

≫ Se F ⊂ G, então G ⊃ F (G contém F).

b) F ⊃ G → ‘F’ contém ‘G’

Falso: Repare que, nem todos os elementos de ‘G’ pertencem a ‘F’. Logo, o conjunto ‘G’ não está contido no
conjunto ‘F’ (G ⊄ F).

≫ Se G ⊄ F, então F ⊅ G (F não contém G).

c) Ø ⊂ F → O conjunto vazio está contido em ‘G’

Verdadeiro: Repare que o conjunto vazio não está visível em ‘F’. Logo, o conjunto vazio deve ser tratado como
um subconjunto de ‘F’.

Sendo assim, temos que o conjunto vazio está contido em ‘F’.

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72

ATENÇÃO ---- A relação de pertinência relaciona um elemento a um conjunto. Por outro lado, a relação
de inclusão sempre se refere a conjuntos.

∎ Operações com conjuntos

∎ União (reunião): A união de conjuntos é representada por todos os elementos que se encontram em pelo menos
um dos conjuntos relacionados.

Isso significa que qualquer elemento que ‘apareça’ pelo menos uma vez em um dos conjuntos relacionados
irá fazer parte do conjunto união.

≫ Representação

Exemplo: Sejam os conjuntos A = {0, 2, 4, 6, 8} e B = {1, 2, 3, 4, 5, 10}. A união entre esses conjuntos,
representada por A ∪ B, possuirá 9 (nove) elementos. Veja:

A ∪ B = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 8, 10}

∎ Interseção: A interseção de conjuntos é representada pelos elementos comuns aos conjuntos relacionados, ou
seja, os elementos que aparecem em ambos os conjuntos.

≫ Representação

Exemplo: Sendo A = {0, 2, 4, 6, 8}, B = {1, 2, 3, 4, 5, 10}. Determine a interseção.

A interseção entre os conjuntos mencionados, representada por A ∩ B, possuirá apenas 2 (dois) elementos.

A ∩ B = {2, 4}

∎ Diferença: Considere os conjuntos A e B. São duas situações possíveis:

≫ A diferença entre ‘A’ e ‘B’ (nesta ordem), representada por A – B, é o conjunto formado por elementos que
pertencem ao conjunto ‘A’, mas que não pertencem ao conjunto ‘B’, ou seja, “A – B” é o conjunto formado pelos
elementos que pertencem somente ao conjunto ‘A’.

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≫ A diferença entre ‘B’ e ‘A’ (nesta ordem), representada por B – A, é o conjunto formado por elementos que
pertencem ao conjunto ‘B’, mas que não pertencem ao conjunto ‘A’, ou seja, “B – A” é o conjunto formado pelos
elementos que pertencem somente ao conjunto ‘B’.

≫ Representação

Note que A – B é diferente de B – A (A – B ≠ B – A).

Exemplo: Considere os conjuntos A = {0, 1, 2, 3} e B = {2, 3, 4, 5}.

A interseção entre ‘A’ e ‘B’ é igual a ‘2’ e ‘3’, pois os mesmos pertencem a ambos os conjuntos. Veja:

A = {0, 1, 2, 3}

B = {2, 3, 4, 5}

A ∩ B = {2, 3}.

Daí, existem duas situações possíveis envolvendo a diferença de conjuntos:

≫ A diferença entre “A” e “B” é igual a ‘0’ e ‘1’, pois são os elementos que pertencem somente ao conjunto
‘A’

A – B = {0, 1}

≫ A diferença entre “B” e “A” é igual a ‘4’ e ‘5’, pois são os elementos que pertencem somente ao conjunto
‘B’

B – A = {4, 5}

≫ Diagrama de Venn

O uso do diagrama de Venn é muito importante nas operações envolvendo a união entre dois ou três conjuntos,
uma vez que é um método bastante simples de se entender e, além disso, não admite exceções, ou seja, sempre
pode ser utilizado.

Vamos dividir o estudo do referido diagrama em dois casos:

≫ Número de elementos da união envolvendo dois conjuntos

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Podemos encontrar o número de elementos da união envolvendo dois conjuntos de duas maneiras:

1ª) Aplicação da fórmula:

Fórmula: n (A ∪ B) = n (A) + n (B) – n (A ∩ B), onde:

n (A ∪ B) = número de elementos da união entre os conjuntos A e B;


n (A) = número de elementos do conjunto “A”;
n (B) = número de elementos do conjunto “B”;
n (A ∩ B) = número de elementos da interseção entre os conjuntos A e B.

Exemplo: Determine a quantidade de elementos de A ∪ B, sendo A = {0, 2, 4, 6, 8} e B = {1, 2, 3, 4, 5, 10}.

Solução:

n (A) = 5;
n (B) = 6;
n (A ∩ B) = 2.

Aplicando a fórmula [n (A ∪ B) = n (A) + n (B) – n (A ∩ B)], temos: 5 + 6 – 2 = 9.

Logo, A ∪ B possui um total de 9 elementos.

2ª) Diagrama de Venn: A dica é iniciar SEMPRE pela interseção.

Vamos usar os mesmos conjuntos do exemplo anterior:

Exemplo: A = {0, 2, 4, 6, 8} e B = {1, 2, 3, 4, 5, 10}.

Temos:

n (A) = 5;
n (B) = 6;
n (A ∩ B) = 2.

Iniciando pela interseção [n (A ∩ B) = 2], temos:

Agora, diminui-se o valor de A (1) pelo valor da interseção e, por fim, faz-se o mesmo com B (2).

(1) 5 – 2 = 3;
(2) 6 – 2= 4;

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75

Agora, basta somar todos os elementos que se encontram dentro do diagrama e encontrar o valor da união (3).

(3) 3 + 2 + 4 = 9 elementos.

≫ Número de elementos da união envolvendo três conjuntos

Assim como na união envolvendo dois conjuntos, podemos encontrar o número de elementos da união envolvendo
três conjuntos de duas maneiras:

1ª) Aplicação da fórmula:

Fórmula: n (A ∪ B ∪ C) = n (A) + n (B) + n (C) – n (A ∩ B) – n (A ∩ C) – n (B ∩ C) + n (A ∩B ∩ C), onde:

n (A ∪ B ∪ C) = número de elementos da união entre os conjuntos A, B e C;

n (A) = número de elementos do conjunto “A”;


n (B) = número de elementos do conjunto “B”;
n (C) = número de elementos do conjunto “C”;
n (A ∩ B) = número de elementos da interseção entre os conjuntos A e B.
n (A ∩ C) = número de elementos da interseção entre os conjuntos A e C.
n (B ∩ C) = número de elementos da interseção entre os conjuntos B e C.

n (A ∩B ∩ C) = número de elementos da interseção entre os conjuntos A, B e C.

Exemplo: Numa classe colheram-se os seguintes dados em relação as 3 matérias estudadas (A, B e C):

20 alunos passaram nas 3 matérias

35 alunos foram aprovados em B e C


42 alunos foram aprovados em A e B
22 alunos foram aprovados em A e C

O professor de A aprovou 50 alunos


O professor de B aprovou 70 alunos
O professor de C aprovou 40 alunos

Quantos alunos há na classe?

Solução:

n (A) = 50; n (B) = 70; n (C) = 40;

n (A ∩ B) = 42; n (A ∩ C) = 22; n (B ∩ C) = 35;

n (A ∩B ∩ C) = 20.

Aplicando a fórmula...

n (A ∪ B ∪ C) = n (A) + n (B) + n (C) – n (A ∩ B) – n (A ∩ C) – n (B ∩ C) + n (A ∩B ∩ C)

n (A ∪ B ∪ C) = 50 +70 + 40 – 42 – 22 – 35 + 20

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76

n (A ∪ B ∪ C) = 180 – 99

n (A ∪ B ∪ C) = 81

Logo, conclui-se que há 81 alunos na classe.

2ª) Diagrama de Venn:

Considerando três conjuntos (A, B e C), vamos dividir a resolução através do diagrama em três partes:

1ª) Inicia-se pela interseção dos três conjuntos, a qual chamaremos de interseção “total”; (A ∩ B ∩ C);

2ª) Depois, diminui-se as interseções que aparecem duas a duas, as quais chamaremos de interseções “duplas” (A ∩
B), (A ∩ C) e (B ∩ C) pelo valor da interseção “total” (A ∩ B ∩ C);

3ª) Por fim, faz-se a subtração dos valores que aparecem sozinhos, os quais chamaremos de valores “unitários” (A,
B e C) pelos valores correspondentes das interseções total e dupla.

Em outras palavras, chegamos à quantidade de elementos da união de três conjuntos através do Diagrama
de Venn, resolvendo “DE DENTRO PARA FORA”.

Usaremos o mesmo exemplo da resolução através da fórmula...

Exemplo: Numa classe colheram-se os seguintes dados em relação as 3 matérias estudadas:

20 alunos passaram nas 3 matérias – Interseção “total”

35 alunos foram aprovados em B e C


42 alunos foram aprovados em A e B Interseções “duplas”
22 alunos foram aprovados em A e C

O professor de A aprovou 50 alunos;


O professor de B aprovou 70 alunos; Interseções “unitárias”
O professor de C aprovou 40 alunos;

Quantos alunos há na classe?

1) Interseção total: 20

2) Interseções “duplas”:

B e C: 35 – 20 = 15;
A e B: 42 – 20 = 22;

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77

A e C: 22 – 20 = 2.

3) Interseções “unitárias”.

A: 50 – (22 + 20 + 2) = 50 – 44 = 6
B: 70 – (22 + 20 + 15) = 70 – 57 = 13
C: 40 – (15 + 20 + 2) = 40 – 37 = 3

4) Solução: Basta somar todos os elementos que se encontram dentro do diagrama:

6 + 2 + 20 + 22 + 3 + 15 + 13 = 81 elementos.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

1) (PR4 – UFRJ/2022) - Uma avaliação com apenas duas questões foi aplicada em uma classe de 60 alunos. Após a
correção, verificou-se que 10 alunos acertaram as duas questões, 35 acertaram a primeira questão e 18 acertaram a
segunda questão. A quantidade de alunos que acertou exatamente uma das questões é de:
a) 18
b) 35
c) 33
d) 43
e) 53

Comentário: Considerando que o número de alunos que acertou a primeira questão é o conjunto “P” e que o
número de alunos que acertou a segunda questão é o conjunto “S”, temos:

Total de alunos: 60
P: 35
S: 18

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78

P e S: 10

A partir dos dados acima, aplicando a técnica do diagrama de Venn, temos:

P S

25 10 8

N = 17 (número de alunos que errou as duas questões)

Daí, a quantidade de alunos que acertou exatamente uma das questões é 33 (25 + 8).

Portanto, o gabarito é a letra C.

2) (UFRJ/2017– PR4/ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO) – Certo instituto de pesquisa realizou um


levantamento sobre a preferência de consumidores entre três marcas de detergente: A, B e C. Esse trabalho foi
desenvolvido durante a manhã de um dia, em um supermercado onde normalmente registra-se grande
movimentação. Como forma de estimular a participação, anunciou-se que cada entrevistado receberia 1 único
cupom para participar de um sorteio, às 13 h, de um vale compras. Cada cupom entregue contém a identificação
da(s) marca(s) de detergente indicada(s) pelo entrevistado e um campo para que escreva seu nome e CPF. Após o
preenchimento, o cupom deveria ser depositado em uma urna.

Às 12h, encerrou-se o levantamento, e os dados coletados foram organizados na tabela a seguir:

Marca A B C AeB BeC CeA A, B e C Nenhuma das três


Nº de consumidores105 198 153 23 44 31 7 55

Com base nos resultados apresentados, é correto afirmar que:

a) 326 consumidores utilizam apenas as marcas A e B.


b) 616 consumidores participaram da referida pesquisa.
c) 77 consumidores utilizaram ao menos duas marcas.
d) 193 consumidores não utilizam as marcas A ou C
e) 153 consumidores utilizaram apenas a marca C.

Comentário: Resolvendo através do diagrama de Venn, temos:

Observe que 193 (138 + 55) consumidores não utilizam as marcas A ou C.

GABARITO: LETRA D

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79

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) (UFRJ/2017 – PR4/ASSISTENTE ADM) - Em pesquisa realizada com 300 pessoas infectadas pelo vírus da
chikungunya numa pequena cidade do interior de Minas Gerais, no que diz respeito à ocorrência de três dos seus
principais sintomas, os seguintes resultados foram apurados:

Com base nestes dados e sabendo-se que todos os entrevistados apresentaram pelo menos um desses sintomas,
pode-se afirmar que o número total de pessoas que apresentaram somente dois sintomas foi:

a) 103
b) 71
c) 159
d) 84
e) 75

2) Aos 5 anos, toda criança deve tomar um reforço das vacinas tríplice e pólio. Uma pesquisa feita com as 80
crianças que entraram no 1º ano do Ensino Fundamental de uma escola mostrou que:
• 54 alunos tomaram a vacina tríplice.
• 52 alunos tomaram a vacina pólio.
• 16 alunos não tomaram nenhuma das duas vacinas.

O número de alunos que tomou as duas vacinas é

a) 42.
b) 44.
c) 46.
d) 48.
e) 50.
3) (UFRJ/2012 – PR4/ASSISTENTE EM ADM) - Uma frma está disposta a estimular os funcionários a terem
hábitos saudáveis. Com esse fim, a frma encomendou uma pesquisa para verifcar seus hábitos em relação a: fumo,
exercícios físicos e alimentação. Há 500 funcionários nesta frma e todos responderam o questionário da pesquisa.

Considerando A, o número de NÃO fumantes; B, o número de pessoas que praticam algum exercício físico e C, o
número de pessoas que procuram ter uma alimentação saudável, a tabela abaixo informa os totais em cada categoria
encontrados na pesquisa.

Com base nos resultados desta pesquisa, o número de funcionários que simultaneamente: fumam, não praticam
exercícios físicos e não se preocupam com uma alimentação saudável é :
a) 25
b) 108
c) 79
d) 293

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80

e) 392

4) Em uma pesquisa realizada com 300 pessoas em Gramado, constatou-se que 100 gostam do chocolate da marca
X, 150 gostam do chocolate da marca Y e 40 gostam de ambas as marcas (X e Y). O número de pessoas
consultadas que não gostam nem do chocolate da marca X nem do chocolate da marca Y é:
a) 40.
b) 60.
c) 90.
d) 110.
e) 300.

5) Um técnico de futebol perguntou a seus 23 jogadores em qual esquema tático eles gostam de jogar. 12 jogadores
responderam que gostam do esquema carrossel e 14 jogadores responderam que gostam do esquema inglês (4-4-2).
Apenas o goleiro titular não gosta do esquema carrossel nem do esquema inglês. Com base nesse caso hipotético, é
correto afirmar que a quantidade de jogadores que gostam dos 2 esquemas táticos é igual a
a) 22.
b) 10.
c) 8.
d) 4.
e) 3.

GABARITO

1–E 2–A 3–B 4–C 5–D

Razão e Proporção; Regra de três simples e composta

∎ Razão: É uma divisão que podemos representar como fração para facilitar os cálculos matemáticos.
5
Exemplo 1: A razão entre ‘5’ e ‘12’ pode ser representada por 12 ---- [Lê-se: ‘5’ está para ‘12’].

Exemplo 2: Em uma turma, há ‘20’ alunos, sendo ‘8’ meninas e o restante, meninos. Determine a razão entre o
número de meninos e o total de alunos.

Comentário: Como o total de alunos é igual a ‘20’ e há ‘8’ meninas, então são 12 meninos.

Assim, a razão entre o número de meninos e o total de alunos é:


12 3
20
= 5 ---- O numerador e o denominador foram divididos por ‘4’.

∎ Proporção: É simplesmente uma igualdade entre razões.

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81

8 4
Exemplo: 6 = 3

Note que 8 × 3 é igual 24 e 4 × 6 também é igual a 24.

Na prática, a igualdade entre esses produtos significa uma “multiplicação cruzada”, pois, em uma proporção, o
produto dos meios é igual ao produto dos extremos. Veja:

Na igualdade 8 × 3 = 4 × 6 , temos que ‘3’ e ‘4’ são os meios e ‘8’ e ‘6’, os extremos.

Exemplo: Determine o valor de x na proporção abaixo:


4 x
20
= 50 ---- [Lê-se: 4 está para 20 assim como x está para 50].

Comentário: Basta multiplicar cruzado...

20 . x = 4 . 50
20x = 200
x = 200 ÷ 20 = 10

Veja a questão abaixo cobrada pela banca PR4 no último concurso da UFRJ...

(PR4-UFRJ/2022) - O vacinômetro é uma plataforma digital desenvolvida para fornecer dados de vacinação contra
a Covid-19. No âmbito do estado do Rio de Janeiro, esses dados são disponibilizados pela Secretaria de Estado de
Saúde. Em uma consulta a essa plataforma pública no dia 07 de abril de 2022, acessando os dados relativos ao
município de Macaé onde existe um campus da UFRJ, obteve-se que, da população total estimada de 261.501
habitantes, tomaram a 1ª dose da vacina contra a Covid-19 um total de 186.316 pessoas (pouco mais que 71%), a 2ª
dose foi aplicada em 130.504 habitantes (em torno de 50%), 47.103 receberam a dose de reforço (cerca de 18%) e
6.218 vacinaram-se com a dose única (pouco mais que 2%).

Com base nesses dados e considerando esses valores percentuais enunciados como aproximados, a razão entre o
percentual de habitantes nos quais foi aplicada a dose de reforço e o percentual de habitantes que receberam a 2ª
dose da vacina contra a Covid-19, nessa ordem, é:

a) 18/71
b) 9/25
c) 50/71
d) 25/9
e) 71/50

Comentário: Precisamos definir a razão entre o percentual de habitantes nos quais foi aplicada a dose de reforço
e o percentual de habitantes que receberam a 2ª dose da vacina contra a Covid-19.

Como cerca de 18% dos habitantes recebeu a dose de reforço e cerca de 50% dos habitantes recebeu a 2ª dose,
então temos:

Razão = 18% / 50%

Dividindo o numerador e o denominador por 2, temos:

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82

Razão = 9 / 25

GABARITO: LETRA B

∎Propriedade importante das proporções:

“Em uma proporção, a soma (ou diferença) dos primeiros termos está para o 2º (ou 1º) termo, assim como a soma
(ou diferença) dos últimos termos está para o 4º (ou 3º) termo”

É muito comum aparecer questões que necessitam da aplicação da propriedade supracitada. Todavia, a grande
maioria dos concursandos prefere resolver tais questões através do método da substituição. Diante disso, vamos
resolver os dois exemplos a seguir para entender a aplicação de tal método.

≫ Exemplos de aplicação do método da substituição


𝐱 𝟒
a) Determine ‘x’ e ‘y’ na proporção 𝐲 = 𝟑, sabendo que x + y = 210.

Comentário: Temos que x + y = 210. Ao “passar o y para o outro lado”, o qual vai ficar negativo, temos:

x = 210 – y.

Aplicando o método da substituição, vamos fazer o seguinte:


𝑥 4
Onde se encontra “x” na proporção 𝑦 = 3, vamos colocar 210 – y. Vai ficar assim:

210−𝑦 4
= --- [Basta multiplicar cruzado]
𝑦 3

4y = 3. (210 – y) ---- Aplica-se a propriedade distributiva --- [3 × 210 e 3 × (−y)]

4y = 630 – 3y

4 y + 3 y = 630

7y = 630

y = 630 ÷ 7 = 90.

Sabendo que y = 90, basta substituir na equação x = 210 – y.

Logo, x = 210 – 90 --- x = 120

𝐱 𝟓
b) Determine x e y na proporção 𝐲
= 𝟐 sabendo que x – y = 120

Comentário: Temos que x – y = 120.

Ao “passar o y para o outro lado”, o qual vai ficar positivo, temos: x = 120 + y

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83

Aplicando o método da substituição, vamos fazer o seguinte:


𝑥 5
Onde se encontra “x” na proporção 𝑦 = 2 , vamos colocar 120 + y. Vai ficar assim:
120 + 𝑦 5
𝑦
= 2 --- [Basta multiplicar cruzado]

5y = 2. (120 + y) ---- Aplica-se a propriedade distributiva --- [2 × 120 e 2 × y]

5y = 240 + 2 y
5y – 2y = 240
3y = 240

y = 240 ÷ 3 = 80.

Sabendo que y = 80, basta substituir na equação x – y = 120.

Logo, x – 80 = 120 --- x = 120 + 80 = 200.

∎ Exemplos da aplicação da propriedade da proporção

Resolvemos neste capítulo dois exemplos através do método da substituição. Agora, vou mostrar a resolução dos
mesmos através da aplicação da propriedade da proporção supracitada.
𝐱 𝟒
a) Determine x e y na proporção = , sabendo que x + y = 210.
𝐲 𝟑
𝑥 4
Comentário: Na proporção 𝑦 = 3, temos:
1º termo: x
2º termo: y
3º termo: 4
4º termo: 3

Como x e y são os primeiros termos, então temos:


𝒙+𝒚 𝟒+𝟑
𝒚
= 𝟑

Onde se encontra “x + y”, vamos colocar 210 que é o valor dessa soma. Vai ficar assim:
210 7
= --- [Basta multiplicar cruzado]
𝑦 3

7y = 630 ---- y = 630 ÷ 7 = 90.

Sabendo que y = 90, basta substituir na equação x + y = 210.

Logo, x + 90 = 210

x = 210 – 90 = 120

𝐱 𝟓
b) Determine x e y na proporção = sabendo que x – y = 120
𝐲 𝟐
𝑥 5
Comentário: Na proporção 𝑦 = 2, temos:
1º termo: x
2º termo: y
3º termo: 5

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84

4º termo: 2

Como x e y são os primeiros termos, então temos:

𝒙− 𝒚 𝟓−𝟐
=
𝒚 𝟐

Onde se encontra “x – y”, vamos colocar 120 que é o valor dessa diferença. Vai ficar assim:
120 3
𝑦
= 2 --- [Basta multiplicar cruzado]

3y = 240

y = 240 ÷ 3 = 80.

Sabendo que y = 80, basta substituir na equação x – y = 120.

Logo, x – 80 = 120 --- x = 120 + 80 = 200


∎ Divisão em partes proporcionais

Quando se fala em divisão proporcional, dispensam-se conceitos e definições, uma vez que estes não são objetos de
avaliação em concursos. Todavia, é importante saber as características de uma questão que envolve divisão
proporcional.

Normalmente são informadas no enunciado da questão as “partes investidas” e o “prêmio” que deve ser dividido
entre essas partes.

Ressalte-se que a divisão do prêmio entre as partes investidas pode ser feita de três formas:

1) Partes diretamente proporcionais (Divisão diretamente proporcional);


2) Partes inversamente proporcionais (Divisão inversamente proporcional);
3) Partes diretamente e inversamente proporcionais ao mesmo tempo (Divisão proporcional composta).

Observe o exemplo abaixo para identificação de uma questão que envolve divisão proporcional:

Exemplo: José deixou para os seus três filhos, João, Pedro e Elias, uma herança no valor de R$ 10.000,00 que deve
ser dividida entre eles na razão direta das idades de cada um. Sabendo-se que João tem 15 anos, Pedro tem 17 anos
e Elias tem 18 anos, determine quanto coube na partilha a cada um dos filhos de José.

Comentário: Note que temos uma típica questão de divisão proporcional, pois as idades representam as partes
investidas e a herança, o prêmio a ser dividido. Nesse exemplo, devemos encontrar o valor que cada filho
(‘investidor’) receberá.

Para resolver questões similares ao exemplo acima, precisamos estudar os detalhes que diferem cada tipo de
divisão proporcional. Vamos lá...

1) Divisão diretamente proporcional

Na divisão proporcional direta, quanto maior a parte investida, maior é o valor recebido.

BIZU ---- Falou em divisão diretamente proporcional, lembrar-se de “multiplicar por ‘x’ e somar”.

EXPLICANDO... Isso significa que devemos multiplicar todas as partes investidas por ‘x’ e somá-las ao
total que deverá ser repartido.

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85

Observe o exemplo:

Exemplo: Dividir R$ 65,00 em partes diretamente proporcionais a 5 e 8.

Comentário: Temos os seguintes dados:

Partes: 5 e 8
Prêmio: 65

Como as partes investidas são ‘5’ e ‘8’, então multiplicamos as mesmas por ‘x’. Assim, temos:

Partes: 5x e 8x

Agora, somamos as partes e igualamos ao prêmio. Veja:

5x + 8x = 65
13x = 65
x = 65/13 = 5
Por fim, basta substituir o valor de ‘x’ nas respectivas partes investidas...

5x = 5 . 5 = 25

8x = 8 . 5 = 40

Conclusão: Como a divisão é direta, então aquele que investiu a menor parte que é ‘5’ recebeu o menor valor que
é ‘25’ e, obviamente, aquele que investiu a maior parte que é ‘8’ recebeu o maior valor que é ‘40’.

IMPORTANTE: Em se tratando de divisão diretamente proporcional, devemos ainda lembrar de razão


(divisão).

Observe que ‘25’ e ‘40’ são diretamente proporcionais a ‘5’ e ‘8’, respectivamente, uma vez que a razão
entre os valores daqueles números e os valores destes, são iguais. Veja:
25 40
5
= 8
= 5 ---- [‘5’ é a constante de proporcionalidade].

Exemplo: Os valores 6 e 12 são diretamente proporcionais aos valores 2 e 4, respectivamente, uma vez que as
6 12
razões 2 = 4 = 3 são iguais, sendo ‘3’ a constante de proporcionalidade.

∎ Regra de Sociedade

A regra da sociedade é uma espécie de divisão proporcional direta em que se precisa calcular o respectivo valor
do lucro ou prejuízo acerca de um determinado investimento.

Ressalte-se de que o procedimento para encontrar a solução de uma questão em que se trabalha com a Regra da
sociedade é idêntico ao procedimento da divisão proporcional direta. Assim, podemos dizer que este é um
gênero onde aquela é uma espécie.

Exemplo: Os irmãos Victor e Guilherme resolveram formar uma sociedade baseada em quotas. Aquele investiu R$
500,00 e este investiu R$ 200,00. Após dois anos, houve um lucro de R$ 2.100,00. Diante disso, determine a parte
do lucro que caberá a cada irmão.

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86

Comentário: O lucro deverá ser repartido em partes diretamente proporcionais, conforme assevera a Regra da
sociedade.

Assim, basta multiplicar cada parte investida por ‘x’, somar e igualar ao prêmio. Vai ficar assim:

500x + 200x = 2.100

700x = 2100

x = 2100/700 = 3

Como as partes são 500x e 200x, então temos:

500x = 500 × 3 = 1500

200x = 200 × 3 = 600

∎ Divisão inversamente proporcional

Na divisão proporcional inversa, quanto maior a parte investida, menor é o valor recebido e, obviamente, quanto
menor a parte investida, maior é o valor recebido.

BIZU ---- Falou em divisão inversamente proporcional, lembrar-se de “dividir o x e somar”.

EXPLICANDO... Isso significa que devemos dividir o ‘x’ por todas as partes investidas e somá-las ao total
que deverá ser repartido.

Exemplo: Dividir R$ 52,00 em partes inversamente proporcionais a 4 e 9.

Comentário: Temos os seguintes dados:

Partes: 4 e 9
Prêmio: 52

Como as partes investidas são ‘4’ e ‘9’, então dividimos o ‘x’ pelas mesmas. Assim, temos:
x x
Partes: 4 e 9

Agora, somamos as partes e igualamos ao prêmio. Veja:


𝑥 𝑥 52
4
+9= 1

O ‘1’ foi colocado expressamente como denominador do prêmio de R$ 52,00 para que possamos encontrar o
MMC, uma vez que há uma soma com denominadores diferentes.

MMC (4, 9) = 36;

Como ‘4’ e ‘9’ são primos entre si, ou seja, o único divisor comum é ‘1’, então o MMC é o produto entre eles (4 ×
9 = 36)

Agora, dividimos o valor do MMC por todos os denominadores. Vai ficar assim:

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87

36 ÷ 4 = 9;
36 ÷ 9 = 4;
36 ÷ 1 = 36.

Nesse momento, multiplicamos o quociente da divisão entre o MMC e os denominadores pelos respectivos
numeradores. Vai ficar assim:

9 . x = 9x
4 . x = 4x
36 . 52 = 1872

A partir daí, conseguimos encontrar o valor de ‘x’ a partir da seguinte equação:

9x + 4x = 1872
13x = 1872
x = 1872 ÷ 13 = 144.

Por fim, basta substituir o valor de ‘x’ nas respectivas partes investidas...
x 144
= = 36
4 4

x 144
= = 16
9 9

Conclusão: Como a divisão é inversa, então aquele que investiu a menor parte que é ‘4’ recebeu o maior valor
que é ‘36’ e, obviamente, aquele que investiu a maior parte que é ‘9’ recebeu o menor valor que é ‘16’.

IMPORTANTE: Em se tratando de divisão inversamente proporcional, devemos ainda lembrar de produto


(multiplicação).

Observe que os números 36 e 16 são inversamente proporcionais aos respectivos números 4 e 9, uma vez que
o produto entre os valores daqueles números e os valores destes, são iguais. Veja:

36 × 4 = 16 × 9 = 144

Exemplo: Os valores 12 e 15 são inversamente proporcionais aos valores 5 e 4, respectivamente, uma vez que os
produtos 12 x 5 = 15 x 4 são iguais a 60.

∎ Divisão proporcional composta

Temos uma divisão proporcional composta quando, em uma mesma situação, uma determinada grandeza deve ser
dividida simultaneamente, em partes diretamente proporcionais a um grupo de números e em partes inversamente
proporcionais a outro grupo de números.

BIZU ---- Falou em divisão proporcional composta, lembrar-se de “multiplicar por ‘x’, dividir e somar”.

EXPLICANDO... Neste caso, devemos multiplicar as partes a serem repartidas de maneira diretamente
proporcional por ‘x’ e, simultaneamente, dividir o resultado desse produto pelas partes a serem repartidas de
maneira inversamente proporcional.

Além disso, devemos somar os resultados obtidos e igualar ao prêmio.

Na prática, é bem simples. Conseguimos realizar essa “operação” durante a montagem da equação...

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88

Colocam-se as partes diretamente proporcionais no numerador e as partes inversamente proporcionais no


denominador na sequência em que aparecem.

Por fim, multiplica-se o numerador por ‘x’ que é a constante de proporcionalidade.

Exemplo: Dividir R$ 115 em partes diretamente proporcionais a 1, 2 e 3 e inversamente proporcionais a 4, 5 e 6.

Comentário: Resolvendo de maneira prática...

Temos as partes seguintes:

DP: 1 2 3
IP: 4 5 6

Agora, vamos montar três frações e multiplicar o numerador das mesmas por ‘x’. Veja:
1 2 3
4
x + 5 x + 6 x = 115
Se multiplicarmos ‘1’ por ‘x’ na primeira fração e simplificar a fração 3/6, dividindo o numerador e denominador
por 3, então teremos:
𝑥 2 1 115
+ x+ x=
4 5 2 1

Agora, multiplicando o ‘1’ da última fração por ‘x’, temos:


𝑥 2 𝑥 115
4
+5x+2= 1

[MMC (4, 5, 2, 1) = 20] --- [Agora, dividimos o valor do MMC por todos os denominadores]. Vai ficar assim:

20 ÷ 4 = 5;
20 ÷ 5 = 4;
20 ÷ 2 = 10;
20 ÷ 1 = 20

Nesse momento, multiplicamos o quociente da divisão entre o MMC e os denominadores pelos respectivos
numeradores. Vai ficar assim:

5 . x = 5x
4 .2x = 8x
10 . x = 10x
20 × 115 = 2300

A partir daí, conseguimos encontrar o valor de ‘x’ a partir da seguinte equação:

5x + 8x + 10x = 2300
23x = 2300
x = 2300 ÷ 23 = 100

Por fim, basta substituir o valor de ‘x’ nas respectivas partes investidas que foram formadas imediatamente antes
do MMC...
x 100
4
= 4
= 25

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89

2 2
5
x = 5 × 100 = 40;

𝑥 100
= = 50.
2 2

EXERCÍCIOS COMENTADOS

(PR4/2017 – UFRJ/ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO) – “Cerca de 40% dos profissionais brasileiros levam


menos de meia hora para almoçar, segundo uma pesquisa de 2016 feita pela empresa de benefícios Edenred, que
investigou hábitos alimentares de 2500 trabalhadores em 14 países. O dado pode parecer ruim, mas há casos
piores. Nos EUA, 64% dos que saem para almoçar, voltam ao trabalho em menos de 30 minutos, segundo o estudo
(...) O intervalo na rotina de trabalho é vital. Entre os problemas que podem surgir em consequência desse pouco
caso com a hora do almoço estão na queda de produtividade, na concentração e na criatividade e, em casos
extremos, estafa grave, afirma o médico e doutor em psiquiatria Mário Louzã.”

A razão entre o percentual de profissionais “brasileiros” e o percentual de profissionais dos “EUA” que almoçam
em menos de 30 minutos é, nessa ordem é:

a) 3/4
b) 5/8
c) 1/5
d) 3/5
e) 3/8

Comentário: Razão é uma divisão.

Logo, devemos dividir o nº de profissionais “brasileiros”(40%) que almoçam em menos de 30 minutos pelo nº de
profissionais dos “EUA” (64%) que também almoçam em menos de 30 minutos. Veja:

40/64 = 5/8

GABARITO: LETRA B

Renato preparou 1,5 litro de limonada e, em seguida, distribuiu todo o volume do suco em três recipientes com
capacidades para 0,4 litro, 1,2 litro e 1,4 litro. Qual é a diferença de volume de suco colocado nos dois menores
recipientes, se a divisão for proporcional à capacidade de cada um?
a) 250 ml
b) 300 ml
c) 400 ml
d) 350 ml
e) 450 ml

Comentário: A questão exigiu conhecimentos acerca do conceito de divisão diretamente proporcional ou


simplesmente divisão proporcional.

A divisão proporcional ocorre quando temos um “prêmio” que é o valor total a ser repartido e precisamos
determinar os valores que serão "distribuídos" a cada um dos números dados (a cada uma das partes), sendo que
ao somá-las, obtemos o referido prêmio.

Daí, temos que 1,5 litro é o prêmio e, 0,4 litro, 1,2 litro e 1,4 litro, as partes.

A cada uma das partes devemos atribuir uma variável ‘x’ (a qual é a constante de proporcionalidade), somar as
mesmas e igualar ao valor do prêmio. Veja:

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90

0,4 x + 1,2 x + 1,4 x = 1,5


3 x = 1,5
x = 1,5/3 = 0,5 ---- A constante de proporcionalidade é igual a 0,5

Como a questão pede a diferença de volume de suco colocado nos dois menores recipientes, então temos:

0,4 x = 0,4 . 0,5 = 0,2 litros = 200 ml


1,2 x = 1,2 . 0,5 = 0,6 litros = 600 ml

Solução: 600 ml – 200 ml = 400 ml

GABARITO: LETRA C

∎ Regra de três simples e composta

≫ Conceito de regra de três: Regra de três é simplesmente uma proporção envolvendo grandezas, sejam elas
diretamente ou inversamente proporcionais.

≫ Classificação: Existem dois tipos de regra de três:

1) Simples: Envolve apenas duas grandezas.


2) Composta: Envolve mais de duas grandezas.

RELAÇÃO ENTRE GRANDEZAS

Para resolver questões de regra de três é fundamental que o concursando saiba a diferença entre as grandezas
diretamente e inversamente proporcionais. Vamos lá...

≫ Grandezas diretamente proporcionais: Duas grandezas são diretamente proporcionais sempre que:

- Aumentando uma delas, a outra aumenta na mesma proporção;


- Diminuindo uma delas, a outra diminui na mesma proporção.

BIZU: As grandezas ‘se acompanham’.

Exemplo: A tabela abaixo relaciona as grandezas ”horas trabalhadas por dia” e “salário recebido”. Essas duas
grandezas são diretamente ou inversamente proporcionais?

H/D R$
3 120
6 240

Comentário: Como podemos perceber, enquanto a grandeza ”horas trabalhadas por dia” aumenta (de 3 para 6),
a grandeza “salário recebido” também aumenta na mesma proporção(de 120 para 240). Note que as grandezas
‘se acompanham’.

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91

Sendo assim, conclui-se que “horas trabalhadas por dia” e “salário recebido” são grandezas diretamente
proporcionais.

≫ Grandezas inversamente proporcionais: Duas grandezas são inversamente proporcionais sempre que:
- Aumentando uma delas, a outra diminui na mesma proporção;
- Diminuindo uma delas, a outra aumenta na mesma proporção.

BIZU: As grandezas ‘NÃO se acompanham’.


Exemplo: A tabela abaixo relaciona as grandezas “quantidade de operários” e “tempo” para a construção de duas
obras iguais. Essas duas grandezas são diretamente ou inversamente proporcionais?

OP MIN
3 120
6 60

Comentário: Como podemos perceber, enquanto a grandeza “quantidade de operários” aumenta (de 3 para 6), a
grandeza “tempo” diminui na mesma proporção (de 120 para 60).
Note que as grandezas ‘NÃO se acompanham’.

Sendo assim, conclui-se que “quantidade de operários” e “tempo” são grandezas inversamente proporcionais.

∎ Regra de três simples

Veja abaixo os três passos utilizados para a resolução de questões envolvendo regra de três simples:

1º) Construir uma ‘tabela’, agrupando as grandezas de mesma espécie em colunas;

2º) Identificar se as grandezas são diretamente ou inversamente proporcionais;

3º) Resolver a equação correspondente, conforme os tipos de grandezas envolvidas. São duas possibilidades:

- Se as grandezas envolvidas forem diretamente proporcionais, então devemos multiplicar cruzado.

- Se as grandezas envolvidas forem inversamente proporcionais, então devemos multiplicar em linha.

Agora, vamos resolver dois exemplos envolvendo regra de três simples:

a) Em um banco, contatou-se que um caixa leva, em média, 5 minutos para atender 3 clientes. Qual é o tempo que
esse caixa vai levar para atender 36 clientes?

Min Clientes
5 3
x 36

Comentário: Após a montagem da tabela, na qual agrupamos as grandezas de mesma espécie em colunas,
precisamos identificar se as grandezas envolvidas são diretamente ou inversamente proporcionais.

Após a análise, existem 2 (duas) possibilidades:

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92

1ª) As grandezas são diretamente proporcionais. Nesse caso, devemos multiplicar cruzado.

2ª) As grandezas são inversamente proporcionais. Nesse caso, devemos multiplicar em linha.

Observe:

Neste exemplo, aumentando-se o número de clientes (3 para 36), certamente, aumenta-se também o tempo de
atendimento (5 para x), logo se trata de grandezas diretamente proporcionais.

Sendo assim, devemos multiplicar cruzado. Veja:

Min Clientes
5 3
x 36

3 x = 5 . 36
3 x = 180

x = 180 / 3 = 60

BIZU: Em se tratando de regra de três simples, sempre que as grandezas envolvidas forem diretamente
proporcionais, basta multiplicar cruzado.

b) Com a velocidade de 75 km/h, um ônibus faz percurso em 40 minutos. Devido a um pequeno congestionamento,
esse ônibus fez o percurso de volta em 50 minutos. Qual a velocidade média desse ônibus no percurso de volta?

Velocidade Tempo
75 40
x 50

Comentário: Após a montagem da tabela, na qual agrupamos as grandezas de mesma espécie em colunas,
precisamos identificar se as grandezas envolvidas são diretamente ou inversamente proporcionais.

Após a análise, existem 2 (duas) possibilidades:

1ª) As grandezas são diretamente proporcionais. Nesse caso, devemos multiplicar cruzado.

2ª) As grandezas são inversamente proporcionais. Nesse caso, devemos multiplicar em linha.

Observe:

Neste exemplo, aumentando-se o tempo do percurso (40 para 50 min), certamente, diminui-se a velocidade de
deslocamento (75 para x), logo se trata de uma grandezas inversamente proporcionais.

Sendo assim, devemos multiplicar em linha.

Velocidade Tempo
75 40
x 50

50 x = 75 . 40

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93

50 x = 3000

x = 3000 / 50 = 60

BIZU: Em se tratando de regra de três simples, sempre que as grandezas envolvidas forem inversamente
proporcionais, basta multiplicar a proporção original em linha, sem a necessidade de inverter a mesma.

∎ Regra de três composta

É importante ressaltar que a metodologia de resolução de uma questão que envolve a regra de três composta é
diferente da utilizada na resolução da regra de três simples.

Na regra de três simples, multiplicamos cruzado ou em linha, conforme as grandezas envolvidas; Já na regra de três
composta devemos seguir os passos seguintes:

1º) Construir uma ‘tabela’, agrupando as grandezas de mesma espécie em colunas;

2º) Isolar a grandeza que contém a incógnita;

3º) Identificar se as grandezas são diretamente ou inversamente proporcionais, relacionando-as sempre com a
grandeza que contém a incógnita.

4º) Montar a proporção correspondente...

- Se as grandezas envolvidas forem diretamente proporcionais, então devemos manter a fração original;

- Se as grandezas envolvidas forem inversamente proporcionais, então devemos inverter a fração original.

Agora, vamos resolver um exemplo envolvendo regra de três composta:

Exemplo: Cinco robôs idênticos produzem 12.000 peças em dezoito horas de operação. O número de horas de que
quatro desses robôs necessitam para produzir 16.000 peças é:
a) 36
b) 30
c) 20
d) 16

Nessa questão, temos uma regra de três composta. Vamos lá:

Montando a tabela, temos:

robôs peças horas


5 12000 18
4 16000 x

Agora, vamos isolar a grandeza que contém a incógnita (grandeza ‘horas’). É simples! Basta manter a mesma
como uma fração á esquerda do sinal de igualdade. Veja:

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94

18
𝑥
=

Agora precisamos comparar todas as grandezas, separadamente, em relação à grandeza que contém a incógnita
(grandeza ‘horas’).

Diminuindo a quantidade de robôs (de 5 para 4), aumenta-se a quantidade de horas --- Grandezas inversamente
proporcionais;

Aumentando a quantidade de peças (de 12000 para 16000), aumenta-se a quantidade de horas --- Grandezas
diretamente proporcionais;

Montando a proporção conforme as grandezas, temos:

18 4 12000
𝑥
= 5
× 16000

18 48000
𝑥
= 80000
“Cortando-se” os três zeros e, em seguida, multiplicando cruzado, temos:

48 x = 18 × 80
48 x = 1440
x = 1440/48

x = 30

GABARITO: LETRA B.

Agora, vamos resolver uma questão cobrada no último concurso da UFRJ...

(PR4-UFRJ/2022) - Por lei, a jornada de trabalho de um Assistente em Administração é de 40 (quarenta) horas


semanais. Na Secretaria de Graduação de uma unidade acadêmica da UFRJ, onde estão lotados seis Assistentes em
Administração, todos de igual eficiência, organizaram-se os trabalhos diários da seguinte forma: 6 horas de
atendimento ao público discente e 2 horas executando rotinas administrativas, como tramitar processos, redigir e
expedir documentos etc. Nesse ritmo, esses servidores conseguem atender cerca de 288 alunos por dia. Supondo-se
que, num rearranjo organizacional, metade dessa equipe trabalhasse as 8 horas diárias apenas executando as rotinas
administrativas e o restante cumprisse suas 8 horas diárias apenas atendendo ao público discente, o número de
alunos atendidos por esse setor em 5 dias passaria a ser igual a:
a) 3.840
b) 960
c) 192
d) 2.160
e) 540

Comentário: Organizando os dados do enunciado, temos:

Servidores Horas por dia Atendimentos Dias


6 6 288 1
3 8 x 5

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95

As grandezas “servidores”, “horas por dia” e “dias” são diretamente proporcionais à grandeza “atendimentos”.
Daí, temos:

288/x = 6 . 6 . 1 / 3 . 8 . 5

288/x = 36 / 120

Multiplicando cruzado, temos:

x . 36 = 288 . 120

x . 36 = 34560

x = 34560/36 = 960

GABARITO: LETRA B

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) (PR4/2012 – UFRJ/AUXILIAR EM ADMINISTRAÇÃO) - Um prêmio de R$ 34.000,00 será dividido entre três


primas, Ana, Beatriz e Carla, de forma inversamente proporcional às suas idades, 5, 10 e 25 anos, respectivamente.
A parte deste prêmio que corresponderá à Ana é de:
a) R$ 10.000,00
b) R$ 4.250,00
c) R$ 8.500,00
d) R$ 20.000,00
e) R$ 21.250,00

2) (PR4/2015 – UFRJ/ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO) - O Departamento de Recursos Humanos de uma


empresa entrevistou pessoas pretendentes a um emprego, sendo 1/4 a razão entre o número de aprovados e o
número de reprovados na entrevista. Com base nessa informação, pode-se dizer que a porcentagem de aprovados
do total de entrevistados foi:
a) 40%
b) 30%
c) 35%
d) 20%
e) 25%

3) (PR4/2017 – UFRJ/ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO) – Em certa fábrica trabalhavam 24 operários por 8


horas de serviço diário, produzindo 320 peças. Com a alta da demanda, decidiu-se pelo redimensionamento da
produção e da carga horária, estabelecendo-se como meta a produção de 700 peças com 10 horas de trabalho diário.
Assim, a quantidade de operários, de mesma capacidade, necessária para contemplar a meta, deve ser de:
a) 65
b) 56
c) 38
d) 48
e) 42

4) (PR4/2017 – UFRJ/ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO) – O desmatamento na mata atlântica cresceu muito


entre 2015 e 2016, quando o bioma perdeu 29.075 hectares, o equivalente a mais de 29 mil campos de futebol, de
acordo com a fundação SOS mata atlântica e o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE). No período anterior (2014
– 2015), o desmate no bioma havia sido de 18.433 hectares.

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96

De acordo com as informações apresentadas, o percentual de aumento no desmate do bioma na mata atlântica, entre
os biênios 2014 – 2015 e 2015 – 2016, foi aproximadamente, de:

a) 71%
b) 57,73%
c) 63,40%
d) 53%
e) 65,25%

5) (PR4/2017 – UFRJ/ASSISTENTE ADM) – Um veículo de transporte de carga, trafegando a 75 km/h, roda 8


horas por dia e leva 10 dias para chegar ao destino final. Se o motorista aumentasse a velocidade para 100 km/h e
se trafegasse 12 horas por dia, ele faria o mesmo percurso em:
a) 6 dias.
b) 5 dias.
c) 8 dias.
d) 4 dias.
e) 12 dias.

GABARITO

1–D 2–B 3–E 4–B 5–B

Cálculos com Porcentagem

Conceito: Denomina-se porcentagem, percentagem ou razão centesimal, toda fração que apresentar o
denominador igual a 100. Podemos representar essa fração de forma percentual ou decimal. Veja os exemplos:
12
𝟏𝟐% = 100
·= 0,12

5
5% = 100 = 0,05

135
135% = 100 = 1,35

∎ Transformação de uma fração qualquer em percentual

As frações que não apresentam o denominador igual a 100 também podem ser representadas na sua forma
percentual. Veja os exemplos:
1
a) 2 = 50%
1
b) 4 = 25%
3
c) 4 = 75%
9
d) 25 = 36%

A pergunta é: Como se obtém a forma percentual de uma fração?

Respondendo: É normal que se recorra à regra de três para encontrar a forma percentual de uma fração qualquer.
Veja o exemplo abaixo:

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97

𝟏𝟐
≫ 𝟐𝟎 = ?%

Comentário: Como o denominador é igual a ‘20’, então este valor é o “inteiro”. Logo, podemos aplicar a seguinte
regra de três simples:

% valor
100 20
x 12

Multiplicando cruzado, temos:

20x = 100 . 12
20x = 1200

x = 1200/20 = 60%
12
Conclusão: A fração equivale a 60%.
20

Conforme o exemplo acima, percebe-se que a regra de três nos permite encontrar a forma percentual de uma
fração. Todavia, existe um método mais fácil que consiste em multiplicar o numerador de qualquer fração por
100. Veja:
12 1200
≫ × 100 = = 60%
20 20

Mais exemplos...
1 100
a) 2 × 100 = 2
= 50%

1 100
b) 4 × 100 = 4
= 25%
3 300
c) 4 × 100 = 4
= 75%
9 900
d) 25 × 100 = 25
= 36%

Agora, vamos observar um exemplo prático para melhor compreensão:

Exemplo: Dos 120 funcionários convidados para assistir a uma palestra sobre doenças sexualmente transmissíveis,
somente 72 compareceram. Em relação ao total de funcionários convidados, esse número representa ____ %.

Comentário: É uma típica questão cobrada em concursos, na qual, geralmente, recorremos à regra de três. Veja:

Funcionários ------- %

120 100
72 x

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98

Multiplicando cruzado, obtemos:

120 x = 72 . 100

120 x = 7200

x = 7200 ÷ 120 = 60%


A resolução apresentada está correta, contudo existe outro método de resolução.

Sempre que a questão pedir a parte de um todo (neste caso 72 de 120), basta colocar a parte sobre o todo e
multiplicar o numerador por 100. Veja:

72
. 100 = 7200 ÷ 120 = 60%
120

∎ Cálculo percentual básico (x % de um valor qualquer)


x
Calcular x% de um valor (K) é, em qualquer caso, calcular x % vezes esse valor ( × K). Veja os exemplos:
100

a) Calcular 30% de 200 =


30
100
× 200 = 6000 ÷ 100 = 60

b) Calcular 4% de 52 =
4
100
× 52 = 208 ÷ 100 = 2,08

∎ Acréscimos ou decréscimos percentuais

Em se tratando de acréscimos ou decréscimos percentuais de um valor qualquer, podemos montar uma equação, na
qual, somando (ou subtraindo) o valor inicial com a porcentagem que aumentou (ou diminuiu) em relação ao valor
inicial, resulte no total obtido. Veja:

Exemplo: Guilherme comprou uma bicicleta por R$ 250,00 e a revendeu por R$300,00. Qual a taxa percentual de
lucro obtida?

Comentário: Podemos montar a seguinte equação: “250 + x% de 250 = 300”. Veja:


𝑥
250 + . 250 = 300
100

250𝑥
250 + 100
= 300

250 + 2,5 x = 300


2,5 x = 300 – 250
2,5 x = 50

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99

50
x= = 20 %
2,5

Conclusão: A taxa percentual de lucro obtida foi de 20%.

ATENÇÃO ---Também podemos resolver o exemplo acima através de uma regra de três simples...

Valor --- %

250 100
50 x

250 x = 100 . 50

250 x = 5000

x = 5000 ÷ 250 = 20%

EXERCÍCIOS COMENTADOS

1) (PR4-UFRJ/2022) - A PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua é a pesquisa,


desenvolvida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que tem como objetivos produzir
informações básicas para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do país e permitir a investigação contínua
de indicadores sobre trabalho e rendimento. Essa pesquisa tem periodicidade trimestral para os indicadores de
Trabalho e Rendimento, e periodicidade anual para os demais temas sociodemográficos. Divulgada recentemente
pelo IBGE, a PNAD Contínua apontou que o indicador de “rendimento real habitual” do trimestre móvel de
dezembro de 2021 a fevereiro de 2022 (R$ 2.511,00) apresentou estabilidade frente ao trimestre de setembro a
novembro de 2021 (R$ 2.504,00) e redução em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.752,00). A
“massa de rendimento real habitual” (R$ 234,1 bilhões) permaneceu estável em ambas as comparações. De acordo
com as informações apresentadas, a variação percentual negativa no indicador “rendimento real habitual” do
trimestre encerrado em fevereiro de 2022 em relação ao mesmo trimestre do ano anterior foi, aproximadamente, de:
a) - 8,51%
b) - 9,01%
c) - 6,87%
d) - 8,76%
e) - 8,73%

Comentário: O trimestre encerrado em fevereiro de 2022 é a referência e, por isso, deve ser considerado igual a
100%.

Daí, podemos organizar a seguinte regra de três simples. Veja:

R$ %
2752 100
241* x

Multiplicando cruzado, temos:

2752 . x = 241 . 100

2752 . x = 24100

x = 24100 ÷ 2752

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100

x = 8,75 (valor aproximado)

Portanto, o gabarito é a letra D.

2) (PR4/2015 – UFRJ/AUX. EM ADMINISTRAÇÃO) - O Departamento de Recursos Humanos de uma empresa


entrevistou pessoas pretendentes a um emprego, sendo 1/4 a razão entre o número de aprovados e o número de
reprovados na entrevista. Com base nessa informação, pode-se dizer que a porcentagem de aprovados do total de
entrevistados foi:
a) 40%
b) 30%
c) 35%
d) 20%
e) 25%

Comentário: Como o enunciado afirma: “... sendo 1/4 a razão entre o número de aprovados e o número de
reprovados...”, então sabemos que a cada 5 candidatos, 1 é aprovado enquanto 4 são reprovados.

Sendo assim, a porcentagem de aprovados em relação ao total de entrevistados é encontrada da seguinte forma:

Divide-se 1 por 5 e multiplica-se o resultado por 100. Veja:

1 100
x 100 = = 20%
5 5

GABARITO: LETRA D

3) (PR4/2015 – UFRJ/AUX. EM ADMINISTRAÇÃO) - O preço de um medicamento na farmácia SAÚDE é de R$


160,00. Entretanto, se o comprador possuir o cartão do fabricante, recebe um desconto de 35%. Com o desconto, o
preço deste medicamento na farmácia SAÚDE será de:
a) R$ 104,00
b) R$ 56,00
c) R$ 159,65
d) R$ 125,00
e) R$ 95,00

Comentário: Vamos resolver essa questão de duas formas:

1ª) Por regra de três

O valor total (valor inicial) sempre é considerado 100%.

Assim, podemos resolver através de uma regra de três simples. Veja:

160 ------ 100 %


x ------ 65 % ==== [100% – 35% = 65%]
100 x = 160. 65

100 x = 10400

x = 10400 / 100 = 104

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101

GABARITO: LETRA A;

2ª) Por um método direto

Como o desconto é de 35 %, calcula-se 100% – 35 % = 65%.

Agora, basta calcular 65% de 160. Fica assim:

Solução: 65/100 x 160 = 65/10 x 16 = 1040 / 10 = 104 reais.

GABARITO: LETRA A

4) (PR4/2015 – UFRJ/ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO) - Um processo seletivo foi realizado em três fases,


cada uma delas eliminatória. Na primeira fase foram eliminados 50% dos candidatos inscritos; na segunda fase
foram eliminados 10% dos candidatos classificados na primeira fase; e, na terceira fase, foram eliminados 20% dos
candidatos classificados na segunda fase. A porcentagem dos candidatos não eliminados em relação ao número de
candidatos inscritos nesse processo seletivo foi de:
a) 20%
b) 35%
c) 36%
d) 64%
e) 80%

Comentário: Iniciamos a resolução dessa questão através de um bizu importante:

BIZU ----- SEMPRE que um enunciado não informar o total que devemos trabalhar, podemos, em regra,
considerar que esse total é 100. Disse em regra, pois podemos, conforme o caso, utilizar outros valores.

Voltando à questão...

Como a questão não mencionou o total de inscritos, então considere que houve 100 inscritos nesse processo
seletivo.

Agora, basta resolver passo a passo. Veja:

1°) Na primeira fase foram eliminados 50% dos candidatos inscritos.

50 % de 100 = 50 candidatos eliminados. Logo, 100 – 50 = 50 candidatos classificados;

2°) Na segunda fase foram eliminados 10% dos candidatos classificados na primeira fase

10 % de 50 = 5 candidatos eliminados. Logo, 50 – 5 = 45 candidatos classificados;


3°) Na terceira fase, foram eliminados 20% dos candidatos classificados na segunda fase

20 % de 45 = 9 candidatos eliminados. Logo, 45 – 9 = 36 candidatos classificados;

Solução: Como se classificaram 36 candidatos dentre os 100 inscritos, então temos um percentual de 36% dos
candidatos não eliminados em relação ao número de candidatos inscritos nesse processo seletivo.

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102

GABARITO: LETRA C

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1) (PR4/2017 – UFRJ/ASSISTENTE ADM) - O preço final de um produto que custava R$ 409,00 após sofrer dois
aumentos sucessivos, um de 6% e outro de 8,5%, será, em reais, de aproximadamente:
a) 468,31
b) 464,22
c) 474,83
d) 470,39
e) 466,26

2) (PR4/2013 – UFRJ/ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO) - Ao longo do ano de 2013, um funcionário


recebeu dois aumentos de salário: um em maio de 15% e outro em dezembro de 10%. O aumento percentual total
de salário que funcionário teve em 2013 foi de:
a) 14%
b) 12,5%
c) 25%
d) 26,5%

3) (PR4/2017 – UFRJ/ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO) – O desmatamento na Mata Atlântica cresceu


muito entre 2015 e 2016, quando o bioma perdeu 29.075 hectares, o equivalente a mais de 29 mil campos de
futebol, de acordo com a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). No período
anterior (2014- 2015), o desmate no bioma havia sido de 18.433 hectares. De acordo com as informações
apresentadas, o percentual de aumento do desmate no bioma da Mata Atlântica, entre os biênios 2014-2015 e 2015-
2016, foi, aproximadamente, de:
a) 71%
b) 57,73%
c) 63,40%
d) 53%
e) 65,25%

4) (PR4/2015 – UFRJ/ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO) - Leia o enunciado a seguir e responda à questão.

Em um estudo recente, divulgado nos meios de comunicação, foram informadas variações de preço, desde a
estabilização da moeda há 20 anos, sobre itens que envolvem os meios de transporte. Entre outros dados
apresentados, foi informado que as tarifas de transporte coletivo subiram 685%, enquanto os preços dos carros
subiram cerca de 160%. Se a tarifa de transporte coletivo hoje vale x, a operação que produz seu valor há 20 anos é:
a) x ÷ 6,85
b) x × 0,315
c) x ÷7,85
d) x × 0,685
e) x ÷ 0,785

5) (PR4/2012 – UFRJ/ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO) - O preço de uma ação cresceu 15% e 8% em 2010


e 2011, respectivamente. Após estes dois anos consecutivos, o preço desta ação sofreu uma variação de:
a) 124,2%
b) 23,0%
c) 120,0%
d) 123,0%

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103

e) 24,2%

GABARITO:

1–D 2–D 3–B 4–C 5–E

Juros simples e Juros compostos

∎ Juros simples (regime de capitalização simples)

No regime de capitalização simples, os juros incidirão SEMPRE sobre o capital inicial.

A expressão matemática usada para o cálculo de situações envolvendo juros simples é:

𝐜 . 𝐢 .𝐭
J= , onde:
𝟏𝟎𝟎
J = juro;
c = capital;
i = taxa;
t = tempo

A taxa e o tempo devem estar na mesma unidade de medida.

Exemplo: O capital de 500 reais aplicado a uma taxa de 36 % ao ano, durante 4 meses, rende um montante de:

Comentário: Temos os seguintes dados:


C = 500
i = 36% a.a.
t = 4 meses.

ATENÇÃO --- Note que a taxa e o tempo NÃO estão na mesma unidade. Logo, temos que fazer a conversão.

Daí, vamos converter a taxa anual para mensal.

Como 1 ano tem 12 meses, então basta dividir 36 por 12.

[36 ÷ 12 = 3]

Assim, podemos concluir que a taxa de 36% ao ano é proporcional à taxa de 3% ao mês.

Aplicando a fórmula, temos:

J = 500 × 3 × 4/100

J = 6000/100

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104

J = 60

Para calcularmos o montante, basta somar o capital inicial com os juros, veja:

M=C+J

M = 500 + 60 = 560.

Observe a questão abaixo cobrada pela banca PR-4 no último concurso da UFRJ...

(PR4-UFRJ/2022) - Um investidor aplicou 1/4 (um quarto) do seu capital a juros simples comerciais de 18% ao
ano, pelo prazo de 16 meses, e o restante do dinheiro a uma taxa de 24% ao ano, pelo mesmo prazo e em regime de
capitalização. Se uma das aplicações rendeu R$ 1.080,00 a mais do que a outra, o capital inicial do investidor foi,
aproximadamente, de:
a) R$ 6.000,00
b) R$ 5.555,56
c) R$ 7.714,29
d) R$ 10.000,00
e) R$ 10.800,00

Comentário: Note abaixo que a banca PR-4 não mencionou no enunciado da questão o regime de capitalização
(simples ou composto) previsto para o restante do dinheiro...

“e o restante do dinheiro a uma taxa de 24% ao ano, pelo mesmo prazo e em regime de capitalização”

Diante disso, por falta de clareza no enunciado, a própria banca anulou a questão.

Portanto, temos uma questão ANULADA.

∎ Juros compostos (regime de capitalização composta)

No regime de juros compostos, temos o famoso “Juro em cima de juro”. Neste caso, os juros irão incidir, a cada
período, sobre o somatório do capital acumulado ao juro do período anterior, ou seja, haverá incidência
percentual sempre sobre o montante acumulado.

A expressão matemática usada para o cálculo de situações envolvendo juros compostos é:

M = C (1 + i)t, onde:

M = montante
C = capital;
i = taxa;
t = tempo.

Exemplo: O capital de 300 reais aplicado a uma taxa de 10% ao ano, durante 2 anos, no regime de juros
compostos, produzirá um montante de:

Comentário: Temos os seguintes dados:

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105

C = 300.
i = 10 % a.a.
t = 2 anos.

Perceba que a taxa e o tempo estão na mesma unidade. Logo não temos que fazer a conversão.

Aplicando a fórmula, temos:

M = 300 × (1 + 0,1)2
M = 300 × (1,1)2 ------ 1,12 = 1,21
M = 300 × 1, 21

M = 363.
EXERCÍCIOS COMENTADOS

1) (PR4/2017 – UFRJ/ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO) – Uma aplicação de R$ 30.000,00 a uma taxa


mensal de 4% no regime de capitalização composta, ao final de um bimestre, gera um capital acumulado de:
a) R$ 32.400,00
b) R$ 31.827,00
c) R$ 32.448,00
d) R$ 33.120, 26
e) R$ 33.200,14

Comentário: Em relação ao tempo, sabemos 1 bimestre equivale a 2 meses.

Aplicando a fórmula dos juros compostos, temos:

M = 30.000 × (1 + 0,04)2
M = 30.000 × (1,04)2 ------ 1,042 = 1,0816
M = 30.000 × 1, 0816 = 32.448

GABARITO: LETRA C;

2) (PR4/2015 – UFRJ/ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO) - Um comerciante pretende tomar um empréstimo


e quitá-lo no prazo de 24 meses. O gerente do banco no qual ele fará o empréstimo informou que a taxa de juros
compostos cobrada pelo banco é de 12,4% ao semestre. A taxa de juros acumulada em 24 meses para esse
empréstimo é dada por:
a) 4 × 0,124
b) (1,124)4 – 1
c) (1,124)6
d) 6 × 1,124
e) (0,124)4

Comentário: Sabemos que 24 meses equivalem a 4 semestres, pois cada semestre tem 6 meses.

Como a taxa de juros é de 12,4% ao semestre, então essa taxa em sua forma unitária é de 0,124 ao semestre.

A taxa de juros acumulada (Jac ) é obtida através da seguinte fórmula:

Jac = [(1 + i1) × (1 + i2) × (1 + i3) × ... × (1 + in)] – 1

Voltando à questão...

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106

Como a taxa de juros é a mesma por semestre, então a taxa de juros acumulada é:

Jac = (1 + 0,124) × (1 + 0,124) × (1 + 0,124) × (1 + 0,124) – 1

Jac = (1,124) × (1,124) × (1,124) × (1,124) – 1

Jac = (1,124)4 – 1

GABARITO: LETRA B

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) (PR4/2017 – UFRJ/ASSISTENTE ADM) - Uma dívida bancária de R$ 950,00 foi quitada 2 quadrimestres
depois de contraída. A taxa linear mensal praticada pela instituição financeira, que resultou na cobrança de juros de
R$ 433,20, foi de:
a) 5,7%
b) 57%
c) 4,7%
d) 0,57%
e) 47%

2) (PR4/2015 – UFRJ/AUXILIAR EM ADM) - Na compra de um aparelho de ar condicionado para uma empresa,


foi dada uma entrada de 20% do preço à vista e financiado o resto em 4 parcelas. A título de juros, foram
acrescidos 15% sobre o valor restante antes de se calcular as 4 parcelas de igual valor. Sabendo que o valor à vista
deste aparelho de ar condicionado foi R$ 12.000,00, o valor total que será pago pelo ar condicionado (entrada mais
quatro parcelas) será de:
a) R$ 13.440,00
b) R$ 12.240,00
c) R$ 13.240,00
d) R$ 13.420,00
e) R$ 12.320,00

3) (PR4/2015 – UFRJ/AUXILIAR EM ADM) – O preço de uma determinada marca de geladeira para pagamento à
vista com boleto bancário é de R$ 1.406,00. Neste valor já está embutido o desconto de 5% que é oferecido pela
loja para pagamentos desta forma. Sem o desconto, o preço desta geladeira é:
a) R$ 1.335,70
b) R$ 1.456,00
c) R$ 1.476,30
d) R$ 1.480,00
e) R$ 1.356,00

4) Carlos fez uma aplicação a juros simples durante 4 meses, com taxa anual de 15%. Se a quantia aplicada por
Carlos correspondente, em reais, ao MMC (Menor Múltiplo Comum) dos números 24 e 40, então o valor dos juros
é igual a:
a) R$ 6,00
b) R$ 9,00
c) R$ 12,00
d) R$ 18,00

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5) Qual será o valor do montante produzido por um capital de R$ 2.000,00, aplicado no regime de juros simples a
uma taxa mensal de 3% durante 8 meses?
a) O montante produzido é de R$ 2.480,00.
b) O montante produzido é de R$ 1.780,00.
c) O montante produzido é de R$ 2.000,00.
d) O montante produzido é de R$ 2.440,00.

GABARITO:

1–A 2–A 3–D 4–A 5–A

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