Apostila Raciocínio Lógico UFRJ 2023
Apostila Raciocínio Lógico UFRJ 2023
SUMÁRIO
Estruturas Lógicas
O tema “Estruturas Lógicas” é bastante amplo e, por isso, causa certa preocupação nos concursandos em relação
aos assuntos que devem ser estudados, uma vez que não aparecem expressos os tópicos que serão abordados pela
banca examinadora da UFRJ, a PR-4.
Todavia, não deve haver preocupação, pois a definição de estruturas lógicas é bem simples e está intimamente
relacionada aos conceitos básicos de raciocínio lógico.
Assim, posso assegurar que as estruturas lógicas estão relacionadas à lógica proposicional, na qual devemos
estudar os seguintes tópicos: definição de proposição, classificação das proposições ,operações com os conectivos
lógicos, tabela-verdade, tautologia, contradição, contingência, negação de proposições, quantificadores e
equivalências lógicas.
∎ Definição de proposição
Conforme leciona o Professor Weber Campos, proposição é: “toda frase declarativa, expressa em palavras ou
símbolos, que exprima um juízo ao qual se possa atribuir, dentro de certo contexto, somente um de dois valores
lógicos possíveis: verdadeiro ou falso.”
Analisando o conceito de proposição acima descrito, precisamos explicar dois detalhes importantes:
1) Frase declarativa: é a frase afirmativa ou negativa que apresenta sentido completo, ou seja, por si só,
consegue transmitir a sua ideia principal.
2) Juízo: O juízo nada mais é que a possibilidade de valorar (julgar) como verdadeira (V) ou falsa (F) qualquer
proposição fornecida.
ATENÇÃO --- Perceba que todas as sentenças acima são proposições, uma vez que são frases
declarativas passíveis de valoração (V ou F).
As letras “a” e “b” estão corretas, logo são proposições verdadeiras e as letras “c” e “d” estão incorretas, logo são
proposições falsas.
Comentário: Note que há ‘5’ assertivas e precisamos escolher apenas ‘1’: a proposição.
A resolução comentada dessa questão se encontra no final desse capítulo. Antes de acompanhá-la, entenda
como diferenciar uma proposição de uma “não proposição”, a partir do seguinte bizu:
BIZU --- A melhor maneira de resolver questões que envolvam a comparação entre proposição x “não
proposição”, certamente, é a resolução por exclusão, isto é, elimina-se tudo aquilo que não é proposição e, por
fim, chega-se ao resultado normalmente pretendido que é a proposição.
As frases nominais, as frases optativas e as frases interrogativas, exclamativas e imperativas NUNCA SÃO
PROPOSIÇÕES.
Veja no quadro abaixo exemplos de frases que não são proposições conforme a explicação acima:
1) Frases interrogativas:
2) Frases exclamativas:
a) Juliana está linda!
b) Que matéria fácil!
ATENÇÃO --- Há ainda um “caso especial” de frases que não são proposições: as sentenças abertas.
∎ Sentenças Abertas
Conceito: Se uma determinada frase não contiver dados suficientes para que seja possível a valoração da
mesma como “Verdadeira” ou “Falsa”, então se conclui que a mesma é uma sentença aberta.
Por outro lado, se for possível valorar uma frase como “Verdadeira” ou “Falsa”, então se conclui que a mesma é
uma sentença fechada, ou seja, é uma proposição.
a) x + 3 = 12.
b) y2 + 2 = 11.
Nos exemplos acima expostos, temos sentenças abertas, pois o valor lógico (V ou F) de cada uma das
assertivas dependerá do valor atribuído às incógnitas ‘x’ e ‘y’.
Como não foram especificados tais valores, então se torna impossível valorar as referidas sentenças como
“V” ou “F”.
Portanto, as letras “a” e “b” não são proposições, pois são sentenças abertas.
OBS: Não temos uma proposição nos exemplos ‘a’ e ‘b’, mesmo sabendo que é possível encontrar
matematicamente os valores das incógnitas ‘x’ e ‘y’. Isso ocorre devido ao fato de ‘x’ e ‘y’ não estarem
especificados nas respectivas assertivas.
Explicando...
Conclusão: Como não foi especificado o valor de ‘x’, então não podemos valorar a assertiva como ‘V’ ou ‘F’.
Portanto, temos uma sentença aberta.
Conclusão: Como não foi especificado o valor de ‘y’, então não podemos valorar a assertiva como ‘V’ ou ‘F’.
Portanto, temos uma sentença aberta.
Nos exemplos acima expostos, também temos sentenças abertas. Embora, estejamos diante de frases que
aparentemente são proposições, precisamos estar atentos a um pequeno detalhe que nem sempre é notado...
Repare que não se consegue valorar com clareza a afirmação “Ele foi o vencedor da 1ª edição do Big Brother
Brasil”, uma vez que, não sabemos de quem se trata (Ele - quem?).
Como o sujeito é um pronome (Ele), entende-se que o sujeito é uma variável que pode sugerir uma pessoa
qualquer. Nesse caso, dependendo de quem for a pessoa, a sentença poderá ser verdadeira ou falsa.
Explicando...
Caso o sujeito se refira, por exemplo, a Kleber Bambam (vencedor da 1ª edição do BBB), a sentença será
verdadeira. Caso o sujeito refira-se, por exemplo, a Donald Trump, a sentença será falsa.
De maneira análoga, a sentença “O índice de roubos a transeuntes da cidade...” não é proposição, pois não
podemos atribuir valor lógico falso ou verdadeiro à afirmação, uma vez que não sabemos de que cidade se trata.
FIQUE DE OLHO... - A frase "O triplo de quatro é menor do que dez?” é uma proposição falsa.
Gabarito: ERRADO
Comentário: Observe que temos uma frase interrogativa, pois é terminada em ponto de interrogação. Logo,
esta sentença não é uma proposição e, por isso, não podemos valorá-la como verdadeira ou falsa.
FIQUE DE OLHO... - A frase "No ano de 2007, o índice de criminalidade da cidade caiu pela metade em
relação ao ano de 2006" é uma sentença aberta.
Gabarito: CERTO;
Comentário: Observe que temos uma sentença aberta, pois a cidade não foi especificada.
Conectivos Lógicos
Os conectivos lógicos são palavras ou expressões usadas para “ligar” duas ou mais proposições simples. Existem
‘5’ (cinco) conectivos lógicos. Veja a tabela a seguir:
1) Proposições simples ou atômicas – As proposições simples são aquelas que declaram uma única coisa sobre
um único sujeito. Nesse caso dizemos que existe uma ideia única.
Exemplos:
2) Proposições compostas ou moleculares – As proposições compostas são formadas por um conjunto de duas ou
mais proposições simples conectadas por pelo menos um conectivo lógico.
Exemplos:
FIQUE DE OLHO... - A sentença: “um ensino dedicado à formação de técnicos negligencia a formação de
cientistas” constitui uma proposição simples.
Comentário: É uma proposição simples, pois não existe a presença de conectivo lógico. Gabarito: CERTO
EXERCÍCIOS COMENTADOS
a) É uma sentença aberta, pois é uma frase nominal (frase sem verbo).
b) É uma sentença aberta, pois é uma frase exclamativa.
c) É uma sentença aberta, pois é uma frase imperativa.
d) É uma sentença aberta, pois é uma frase interrogativa.
e) É uma proposição.
GABARITO: LETRA E
Em questões de raciocínio lógico, utilizam-se sentenças, que são expressões de um pensamento completo,
compostas por um sujeito e por um predicado. Por exemplo, “Joaquim trabalhou ontem no mercado” é uma
sentença. Entre os vários tipos de sentenças, existe a “Imperativa”, quando há uma mensagem de ordem.
Considerando essa informação, assinale a alternativa que apresenta uma sentença do tipo imperativa.
a) O dia está lindo!
b) O computador não liga.
c) Irá chover no próximo domingo?
d) Resolva sua prova com atenção.
Analisando as assertivas:
a) O dia está lindo! --- É uma frase exclamativa, pois foi empregada para manifestar emoção. Além disso,
temos que as frases exclamativas são caracterizadas pelo ponto de exclamação.
b) O computador não liga --- É uma proposição simples, pois é uma sentença de sentido completo que não
contém conectivo lógico, ou seja, apresenta uma ideia única.
c) Irá chover no próximo domingo? --- É uma frase interrogativa, pois houve uma pergunta direta na
mensagem. Além disso, temos que as frases interrogativas diretas são caracterizadas pelo ponto de
interrogação.
d) Resolva sua prova com atenção --- É uma frase imperativa, pois foi utilizada para emissão de uma ordem. As
frases imperativas podem levar ponto final ou ponto de exclamação e, além disso, podem ser afirmativas ou
negativas.
GABARITO: LETRA D
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1) Das cinco frases abaixo, quatro delas têm uma mesma característica lógica em comum, enquanto uma delas não
tem essa característica.
I. Que belo dia!
II. Um excelente livro de raciocínio lógico.
III. O jogo terminou empatado?
IV. Existe vida em outros planetas do universo.
V. Escreva uma poesia.
A frase que não possui essa característica comum é a:
a) I.
b) II.
c) III.
d) IV.
e) V.
3) Das alternativas apresentadas, assinale a única que contém uma proposição lógica.
a) Ser um perito criminal ou não ser? Que dúvida!
b) Uma atribuição do perito criminal é analisar documentos em locais de crime.
c) O perito criminal também atende ocorrências com vítimas de terrorismo!
d) É verdade que o perito criminal realiza análises no âmbito da criminalística?
e) Instruções especiais para perito criminal.
5) Considerando que uma proposição corresponde a uma sentença bem definida, isto é, que pode ser classificada
como verdadeira ou falsa, excluindo-se qualquer outro julgamento, assinale a alternativa em que a sentença
apresentada corresponde a uma proposição.
a) Ele foi detido sem ter cometido crime algum?
b) Aquela penitenciária não oferece segurança para o trabalho dos agentes prisionais.
c) Os agentes prisionais da penitenciária de Goiânia foram muito bem treinados.
d) Houve fuga de presidiários, que tragédia!
GABARITO:
Introdução: Retomando os estudos dos conectivos lógicos, podemos afirmar que os mesmos “ligam” duas ou
mais proposições simples e são os responsáveis pelo valor lógico “final” (resultado) de cada proposição
composta.
Sabemos que a primeira frase é verdadeira (V) e que a segunda frase é falsa (F).
IMPORTANTE --- Temos diferentes valores lógicos de acordo com o conectivo usado. Veja:
ATENÇÃO --- Observando os exemplos acima expostos, percebemos que o valor lógico de cada
proposição composta sofreu variações conforme o conectivo empregado.
Quando se fala em tabela verdade, automaticamente devemos pensar nos conectivos lógicos, uma vez que estes
são os “responsáveis” pela montagem daquela.
Suponhamos, por exemplo, que seja necessário construir a tabela verdade da proposição composta “P ∧ Q”.
Ressalte-se que o 1º passo para a construção de uma tabela verdade é a definição do número de linhas** da
mesma.
Perceba que a proposição “P ∧ Q” contém ‘2’ proposições diferentes (‘P’ e ‘Q’). Assim, a mesma terá ‘4’
linhas, pois 22 = 4.
Agora que definimos a quantidade de linhas da tabela verdade, efetivamente podemos começar a montagem da
mesma. Todavia, ainda se faz necessária uma observação importante:
IMPORTANTE --- Como ‘o exemplo’ não forneceu uma valoração pré-definida para as proposições ‘P’
e ‘Q’, então devemos sempre considerar, independentemente da posição que as proposições ocupem em uma
estrutura lógica, a seguinte valoração para as referidas proposições simples:
P = V, V, F, F
Q = V, F, V, F
Assim, sempre que houver ‘4’ linhas na tabela verdade a ser construída “e” não houver uma valoração pré-
definida, teremos a seguinte estrutura relacionada às proposições ‘P’ e ‘Q’:
P Q
V V
V F
F V
F F
As duas colunas supracitadas, em princípio, são fixas para todos os conectivos lógicos. Disse “em princípio”,
pois existem duas exceções a essa “regra”:
Observe a questão abaixo em que a FUNIVERSA optou por uma exceção à regra:
(FUNIVERSA) - Considerando que P e Q sejam proposições simples e os significados dos símbolos lógicos “P
∨ Q = P ou Q", “P ∧ Q = P e Q", “P → Q = se P, então Q", é possível construir a tabela verdade da proposição
[P ∨ Q] → [P ∧ Q], completando a tabela abaixo.
a) V F V F
b) V F F V
c) F F V V
d) V V V V
Note que ‘P’ e ‘Q’ já possuem uma valoração pré-definida que é diferente da “regra”. Nesse caso, devemos
obedecer ao comando da questão e proceder conforme os valores já definidos para ‘P’ e ‘Q’.
Note que a proposição ‘P’ apresenta um ‘til’ na sua frente. Isso significa que a mesma está sendo negada.
Assim, basta que se mudem os valores lógicos correspondentes à regra. Veja:
P Q
V V
V F
F V
F F
b) Exceção: Como a proposição ‘P’ está sendo negada, então se invertem todos os valores lógicos ‘fixos’.
P Q
F V
F F
V V
V F
Note que as proposições ‘P’ e ‘Q’ apresentam um ‘til’ a sua frente. Isso significa que as mesmas estão sendo
negadas. Assim, basta que se mudem os valores lógicos correspondentes à regra. Veja:
P Q
V V
V F
F V
F F
b) Exceção: Como as proposições ‘P e Q’ estão sendo negadas, então se invertem todos os respectivos valores
lógicos ‘fixos’.
P Q
F F
F V
V F
V V
FIQUE LIGADO ---- Algumas questões cobram justamente o conhecimento relativo à quantidade de
linhas de uma proposição composta. Veja um exemplo:
Qual o número de linhas de uma tabela verdade utilizada para determinar o valor lógico de uma proposição
composta formada por 4 (quatro) proposições simples?
a) 16
b) 24
c) 48
d) 8
e) 4
Comentário: Como há ‘4’ proposições simples, então o número de linhas da tabela verdade de uma proposição
composta formada pelas referidas proposições será de:
2n = 24 = 16 linhas
GABARITO: LETRA A
A partir de agora, vamos estudar detalhadamente cada conectivo lógico para que possamos entender
como se monta a tabela verdade...
1) Conjunção – P “e” Q
A conjunção somente será verdadeira quando as duas proposições que a compõem forem verdadeiras.
P Q P∧Q
V V V
V F F
F V F
F F F
P = 12 é par
Q = 2 é um número primo.
Conectivo Lógico = “e”
Como as proposições ‘P’ e ‘Q’ são verdadeiras, então podemos representá-las da seguinte maneira:
P=V
Q=V
Conectivo Lógico = ∧
Conclusão: A conjunção P ∧ Q: “12 é par (V) “e” 2 é um número primo (V)” será verdadeira.
IMPORTANTE --- Além do “e”, podemos ter uma conjunção expressa por qualquer outra palavra ou
expressão que tenha uma ideia de ‘acrescentamento’. Veja:
b) Os políticos do R.J não só roubaram o erário, como também, deixaram os servidores com o pagamento
atrasado.
A palavra “nem” equivale a “e não”. Sendo assim, podemos reescrever o exemplo ‘c’ da maneira
seguinte:
Além das expressões supracitadas, podemos ter, dentre outras, as seguintes expressões que podem representar
uma conjunção:
2) Disjunção – P “ou” Q
A disjunção, também conhecida como disjunção inclusiva, somente será falsa quando as duas proposições que a
compõem forem falsas.
P Q P ∨Q
V V V
V F V
F V V
F F F
Exemplo: Determine o valor lógico da proposição “12 é ímpar ou 2 é não um número primo”
P = 12 é ímpar
Q = 2 é não um número primo.
Conectivo Lógico = “ou”
Como as proposições ‘P’ e ‘Q’ são falsas, então podemos representá-las da seguinte maneira:
P=F
Q=F
Conectivo Lógico = ∨
Conclusão: A disjunção P ∨ Q: “12 é ímpar (F) “ou” 2 não é um número primo (F) será falsa.
A disjunção exclusiva somente será verdadeira quando as duas proposições que a compõem forem diferentes (V –
F; F – V).
P Q P ⊻Q
V V F
V F V
F V V
F F F
P = 9 é quadrado perfeito.
Q = 16 é múltiplo de 3.
Conectivo Lógico = “ou ... ou”
Como a proposição ‘P’ é verdadeira e a proposição ‘Q’ é falsa, então podemos representá-las da seguinte
maneira:
P=V
Q=F
Conectivo Lógico = ⊻
Conclusão: A disjunção exclusiva P ⊻ Q: “Ou 9 é quadrado perfeito (V) “ou” 16 é múltiplo de 3 (F) será
verdadeira.
a) “Ou” P “ou” Q
ATENÇÃO --- A PR4 cobrou uma questão sobre disjunção exclusiva para o cargo de Assistente em
Administração da UFRJ no concurso de 2017. Nesse caso, foi necessário observar o “contexto” em que o
conectivo foi empregado. Veja:
Comentário: Observe que não aparece em nenhuma das opções de resposta a disjunção exclusiva representada
em sua forma tradicional (ou ... ou).
Ainda assim, podemos eliminar categoricamente as assertivas ‘A’, ‘B’ e ‘E’, uma vez que apresentam,
respectivamente, os conectivos lógicos seguintes: condicional, conjunção e bicondicional.
Observando as assertivas ‘C’ e ‘D’, entendemos inicialmente que são disjunções inclusivas. Todavia, se essa
observação fosse correta, então a questão deveria ser anulada, pois não haveria gabarito.
No entanto, a banca examinadora considerou a letra ‘C’ como gabarito correto.
Observe que as letras C e D, inicialmente são analisadas como disjunções inclusivas. Já falamos disso.
Contudo, ao analisarmos as proposições do ponto de vista lógico (contexto), conseguimos chegar a uma
conclusão. Veja:
Em relação ao conectivo “ou”, existe uma ideia de “exclusão”, uma vez que uma mesma pessoa não pode ser
capixaba e potiguar ao mesmo tempo. Dessa forma, temos uma disjunção exclusiva do tipo:
Em relação ao conectivo “ou”, existe uma ideia de “inclusão”, uma vez que uma mesma pessoa pode ser
enfermeiro e professor ao mesmo tempo. Dessa forma, temos uma disjunção inclusiva.
Conclusão: O conectivo “ou” quando aparecer ‘sozinho’ pode ser considerado disjunção inclusiva ou
exclusiva, dependendo obviamente do contexto utilizado na questão.
- “Ou” Inclusivo: Jorge fulano aceita trocar a propina recebida indevidamente por carros luxuosos ‘ou’
imóveis localizados de frente para a praia.
A condicional ou implicação somente será falsa quando o antecedente for verdadeiro e o consequente for falso.
P Q P→Q
V V V
V F F
F V V
F F V
Exemplo: Determine o valor lógico da proposição “Se 27 é um cubo perfeito, então 16 é múltiplo de 3”
P = 27 é um cubo perfeito.
Q = 16 é múltiplo de 3.
Conectivo Lógico = “Se, ... então”
Como a proposição ‘P’ é verdadeira e a proposição ‘Q’ é falsa, então podemos representá-las da seguinte
maneira:
P=V
Q=F
Conectivo Lógico = →
Conclusão: A condicional P → Q: “Se 27 é um cubo perfeito (V), “então” 16 é múltiplo de 3 (F) será falsa.
Em uma condicional do tipo P → Q, temos que ‘P’ é chamado de antecedente e ‘Q’, de consequente.
A bicondicional, bidirecional ou bi-implicação somente será verdadeira quando as duas proposições que a
compõem forem iguais (V – V; F – F).
P Q P ↔Q
V V V
V F F
F V F
F F V
P = 8 é divisor de 81.
Q = 16 é múltiplo de 3.
Conectivo Lógico = “Se e somente se”
Como ambas as proposições são falsas, então podemos representá-las da seguinte maneira:
P=F
Q=F
Conectivo Lógico = ↔
Assim, temos que:
Conclusão: A bicondicional P ↔ Q: “ 8 é divisor de 81 (F), “se e somente se” 16 é múltiplo de 3 (F) será
verdadeira.
Terminamos aqui o detalhamento de todos os conectivos lógicos. Agora, veja a tabela verdade que nada
mais é que a junção da valoração dos conectivos lógicos acima expostos...
Visão geral da tabela verdade
P Q P ∧Q P ∨Q P⊻Q P→Q P ↔Q
V V V V F V V
V F F V V F F
F V F V V V F
F F F F F V V
Podemos ainda observar a tabela verdade a partir dos valores lógicos que os conectivos podem
apresentar conforme os valores “V” e “F” atribuídos aos mesmos. Essas possibilidades de valorações distintas
são conhecidas como tabuada lógica.
Resumo esquematizado da tabela verdade a partir da tabuada lógica
Conjunção
Valor lógico “V”: Se as duas proposições forem “V”, então a conjunção será “V”
Valor lógico “F”: Se uma das proposições for “F”, então a conjunção será “F”.
Disjunção
Valor lógico “V”: Se uma das proposições for “V”, então a disjunção será “V”.
Valor lógico “F”: Se as duas proposições forem “F”, então a disjunção será “F”.
Disjunção exclusiva
Valor lógico “V”: Se as duas proposições forem “diferentes”, então a disjunção exclusiva será “V”.
Valor lógico “F”: Se as duas proposições forem “iguais”, então a disjunção exclusiva será “F”.
Condicional
Valor lógico “F”: Se o antecedente for “V” e o consequente for “F”, então a condicional será “F”.
Valor lógico “V”: A condicional será “V” nos demais casos.
Bicondicional
Valor lógico “V”: Se as duas proposições forem “iguais”, então a bicondicional será “V”.
Valor lógico “F”: Se as duas proposições forem “diferentes”, então a bicondicional será “F”.
Com base no detalhamento dos conectivos lógicos e na tabela verdade acima expostos, podemos trabalhar
com inúmeras outras tabelas. Veja os exemplos abaixo:
≫ Construa a tabela verdade da proposição (P ↔ Q) ∨ Q
Como existem duas proposições diferentes (P e Q), então temos apenas 4 linhas na tabela verdade, pois 22=4.
Agora, determinaremos o valor lógico da bicondicional que está dentro dos parênteses.
P Q (P ↔ Q)
V V V
V F F
F V F
F F V
Agora, encontraremos o valor lógico da proposição composta (P ↔ Q) ∨ Q, calculando a disjunção entre o valor
lógico de “P ↔ Q” e “Q”. Veja:
(P ↔ Q) Q (P ↔ Q) ∨ Q
V V V
F F F
F V V
V F V
IMPORTANTE --- Como ‘o exemplo’ não forneceu uma valoração pré-definida para as proposições ‘P’,
‘Q’ e ‘R’, então devemos sempre considerar, independentemente da posição que as proposições ocupem em
uma estrutura lógica, a seguinte valoração para as referidas proposições simples:
P = V, V, V, V, F, F, F, F
Q = V, V, F, F, V, V, F, F
R = V, F, V, F, V, F, V, F
Agora, encontraremos o valor lógico da bicondicional que está dentro dos parênteses.
P Q R (P ↔ Q)
V V V V
V V F V
V F V F
V F F F
F V V F
F V F F
F F V V
F F F V
(P ↔ Q) R (P ↔ Q) ∨ R
V V V
V F V
F V V
F F F
F V V
F F F
V V V
V F V
Para negarmos uma proposição simples, basta colocar a palavra “NÃO” antes do verbo da sentença.
Exemplo:
Se sentença original possuir a palavra “não”, então a sua negação será encontrada a partir da exclusão
dessa palavra.
Exemplo:
A sua negação, representada por ‘~ Q’ (lê-se “não Q”), será: “Victor é artista.”
Veja a questão abaixo cobrada pela banca PR4 no último concurso da UFRJ...
(PR4-UFRJ/2022) - Sejam as proposições Marcos é ator, É falso que Marcos é biólogo e Marcos é rico. A
alternativa que apresenta a correta tradução para a linguagem simbólica da proposição composta “Marcos não é
ator e nem biólogo se e somente se Marcos é biólogo ou não é rico” é:
a) (~p ˄ q) ↔ (~q ˅ ~r)
b) (~p ˄ q) → (~q ˅ ~r)
c) (p ˅ ~q) ↔ (q ˄ ~r)
d) (~p ˅ q) → (~q ˅ ~r)
e) (~p ˄ ~q) → (q ˄ ~r)
- Marcos não é ator e nem biólogo se e somente se Marcos é biólogo ou não é rico
Daí, podemos representar as proposições simples que compõe a proposição composta da seguinte forma:
GABARITO: LETRA A
P ~P
V F
F V
EXERCÍCIOS COMENTADOS
1) Sabendo que a proposição “Está frio” é verdadeira (V) e “Chove muito” é falsa (F), os valores lógicos das
proposições (√3 > 1 ⟶ Está frio), (√3 < 1 ∧ Chove muito) e (Está frio ∨ chove muito ) são, respectivamente,
a) V, F e V.
b) V, V e F.
c) V, F e F.
d) F, V e F.
e) F, F e V
Está frio = V
Chove muito = F
√3 > 1 = V
√3 < 1 = F
A partir de agora, basta atribuir tais valores nas proposições e analisar a resposta correta. Veja:
GABARITO: LETRA A
2) Sabe-se que P, Q e R são proposições compostas e o valor lógico das proposições p e q são falsos. Nessas
condições, o valor lógico da proposição r na proposição composta {[Q ∨ (Q ∧ ~P)] ∨ R} cujo valor lógico é
verdade, é:
a) falso
b) inconclusivo
c) verdade e falso
d) depende do valor lógico de p
e) verdade
{[F ∨ (F ∧ V)] ∨ R} ---- resolvendo primeiro os parênteses, obteremos valor lógico F. Fica assim:
{[F ∨ F] ∨ R} ---- Resolvendo agora os colchetes, obteremos também valor lógico F. Veja:
{F ∨ R} ---- Repare que no enunciado foi dito que o valor lógico da proposição deve ser verdade : " ... cujo valor
lógico é verdade..."
Sendo assim, o valor de R deve ser V, pois temos uma disjunção e se obtivermos valor lógico "F", essa proposição
apresentaria valor lógico "F", contrariando o enunciado da questão.
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1) (PR4 - UFRJ/ASSISTENTE ADM) - Sejam as proposições: P: Nicole está triste e Q: Nicole almoçou. A correta
tradução da afirmação “Nicole está triste se, e somente se, não almoçou. Então, Nicole está alegre e almoçou” para
a linguagem simbólica é:
a) (P ↔ ~ Q) ↔ (~ P v Q)
b) (P → ~ Q) ↔ (P Λ ~ Q)
c) (P ↔ ~ Q) → (~P Λ Q)
d) (P → ~ Q) → (P v ~ Q)
e) ~ (~P → Q) ↔ (P v ~ Q)
2) Considere falsa a afirmação “Cristiano é policial militar e Ana é policial civil” e verdadeira a afirmação “se
Cristiano é policial militar, então Ana é policial civil”.
3) Considere a sentença: “Se Emília é capixaba, então ela gosta de moqueca”. Um cenário no qual a sentença dada
é falsa é:
4) P e Q são proposições simples e o valor lógico de P condicional Q é falso. Nessas condições, é correto afirmar
que:
a) O valor lógico de P é falso e o valor lógico de Q é verdade.
b) O valor lógico de P é falso e o valor lógico de Q é falso.
c) O valor lógico de P é verdade e o valor lógico de Q é verdade.
d) O valor lógico de P é verdade e o valor lógico de Q é falso.
5) Indique o valor lógico (V ou F) de cada uma das proposições a seguir e assinale a alternativa que apresenta a
sequência correta.
a) F – F – F.
b) F – F – V.
c) V – F – F.
d) F – V – V.
e) V – V – F.
GABARITO:
• A proposição P ∨ ~ P é tautologia.
P ~P P ∨~P
V F V
F V V
≫ Contradição
Temos uma contradição, quando o valor lógico de uma proposição composta formada por duas ou mais
proposições for sempre falso, independentemente dos valores lógicos das proposições simples que a compõem.
• A proposição P ∧ ~ P é contradição.
P ~P P∧~P
V F F
F V F
≫ Contingência
A contingência tem caráter residual, ou seja, temos uma contingência por exclusão. Não sendo tautologia nem
contradição, será contingência.
Q P Q→P
V V V
F V V
V F F
F F V
EXERCÍCIO COMENTADO
Assinale a alternativa que apresenta um exemplo de tautologia.
a) A prova está fácil.
b) A prova está difícil.
c) João estudou para a prova e Maria ficou feliz.
d) João é alto ou João não é alto.
e) Se Pedro estudou, então passou no concurso.
São proposições simples. Logo, não existe possibilidade de analisar se as mesmas são tautologias.
c) A proposição “João estudou para a prova (P) e Maria ficou feliz (Q)” pode ser representada como ‘P ∧ Q’...
P Q P∧Q
V V V
V F F
F V F
F F F
d) A proposição “João é alto (P) ou João não é alto (~P)” pode ser representada como ‘P ∨ ~ P’...
P ~P P ∨~P
V F V
V F V
F V V
F V V
GABARITO: LETRA D
e) A proposição “Se Pedro estudou (P), então passou no concurso (Q)” pode ser representada como ‘P →Q’...
P Q P→Q
V V V
V F F
F V V
F F V
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. (p → q) ↔ (~p ∨ q)
2. (p ∧ q) → (p ∨ q)
3. (p ∨ q) → ~(p ∨ q)
2) Classifique cada uma das afirmativas a seguir colocando (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas .
a) V, V, F e F.
b) V, V, F e V.
c) F, F, V e V.
d) F, F, F e V.
e) F, F, V e F.
3) No estudo do Raciocínio Lógico, proposição é o nome atribuído a uma sentença julgada como verdadeira (V) ou
falsa (F ) não podendo possuir os valores lógicos V e F simultaneamente. Geralmente as proposições simples são
representadas por P, Q, R etc., e as proposições compostas são expressões da forma P ∨ Q,~ P ∧ (Q → R), [(~P) ↔
Q] ∨ R, R ↔ (~Q) etc.
Analisando todos os possíveis valores lógicos entre as proposições P e Q, assinale a única alternativa que contém
uma tautologia para as proposições compostas, a seguir.
a) P ∧ [(~ Q) ∨ P]
b) [P ∧ (~ Q)] ∧ [( ~ P) ∨ Q]
c) (P ∨ Q) ∨ [(~ P) ∧ ~ Q]
d) ~ P → Q
e) [(~ Q) ↔ (~ P) ∨ Q]
GABARITO:
Em se tratando das proposições compostas, existem regras distintas de acordo com o conectivo lógico empregado.
A regra que usamos para negar a conjunção ou a disjunção é conhecida como Lei de Morgan.
Para negar uma proposição composta no formato de conjunção (P ∧ Q) ou disjunção (P ∨ Q), seguimos apenas dois
passos:
Exemplos:
FIQUE LIGADO ---- Observe que, conforme preceitua a Lei de Morgan, o conectivo lógico empregado na
solução foi a disjunção. Assim, também estaria correta a seguinte estrutura:
Explicando...
Em regra, os conectivos lógicos admitem a comutatividade. Assim, temos que as seguintes estruturas estão
corretas e são equivalentes:
P∧Q=Q∧P
P∨Q=Q∨P
P⊻Q=Q⊻P
P↔Q=Q↔P
P = Julio é professor
Q = Victor é goleiro
A única exceção à regra é a condicional, uma vez que esta não admite a comutatividade. Assim, temos
que:
P→Q≠Q→P
Se Julio é professor, então Victor é goleiro ≠ Se Victor é goleiro, então Julio é professor
RESUMO:
~ (P ∧ Q) = ~ P ∨ ~ Q
~ (P ∨ Q) = ~ P ∧ ~ Q
Isso quer dizer que a negação de uma disjunção exclusiva (P ⊻ Q) é a bicondicional e a negação de uma
bicondicional (P ↔ Q), é a disjunção exclusiva.
Exemplos:
b) Qual a negação da sentença “Aline é jornalista se, e somente se, Bruno é atendente”?
RESUMO:
~ (P ⊻ Q) = (P ↔ Q)
~ (P ↔ Q) = (P ⊻ Q)
3) Negação da condicional
Para negar uma proposição no formato de condicional (P → Q), seguimos apenas três passos:
Exemplo 1: Qual a negação da sentença “Se Alex estudar, então será aprovado”?
Exemplo 2: Qual a negação da sentença “Se Anita não for médica, então Polyana não é Juíza”?
RESUMO:
~ (P → Q) = P ∧ ~ Q
FIQUE LIGADO ---- Quando aparecer a expressão “NÃO É VERDADE QUE” ** antes de uma determinada
proposição, seja ela simples ou composta, devemos negá-la. Veja o exemplo:
Dizer que não é verdade que “José não é mecânico ou João é pedreiro” é logicamente equivalente a dizer que:
a) José é mecânico e João não é pedreiro.
b) José não é mecânico e João não é pedreiro.
c) José é mecânico ou João não é pedreiro.
d) José não é mecânico ou João não é pedreiro.
e) José é mecânico ou João é pedreiro.
Comentário: Observe que temos a expressão “não é verdade que” antes da proposição “José não é mecânico ou
João é pedreiro”.
Sendo assim, devemos apenas negar a referida proposição composta que é uma disjunção.
Para isso, negamos as proposições simples separadamente e trocamos o conectivo ‘ou’ pelo ‘e’. Vai ficar assim:
** A mesma situação deve ser aplicada quando houver expressões sinônimas, tais como: “É mentira que”, “É
falso que”, “É uma falácia que”, ...
Os quantificadores lógicos ou simplesmente quantificadores sempre indicam quantidade e tem como principal
função, modificar as sentenças abertas, “tornando-as” proposições.
1) Quantificador Universal:
Exemplos:
2° passo: Trocar o quantificador universal (todo) pelo quantificador existencial (algum). Vai ficar assim:
2° passo: Trocar o quantificador existencial (algum) pelo quantificador universal (todo). Vai ficar assim:
OBS: Como a solução é a proposição “Todo homem não é infiel”, então a seguinte estrutura também estaria
correta:
Explicando...
A estrutura “Todo ... não” equivale à estrutura “nenhum ... é”. Assim, são equivalentes as seguintes proposições:
A negação de uma desigualdade nos remete a um simples ‘decoreba’ e obedece às tabelas seguintes:
Proposição Negação
P>Q P≤Q
P<Q P≥Q
P≥Q P<Q
P≤Q P>Q
P=Q P≠Q
Proposição Negação
P≤ Q P>Q
P≥Q P<Q
P<Q P≥Q
P>Q P≤Q
P≠Q P=Q
Comentário: Temos uma proposição do tipo P > Q. Assim, conforme as tabelas acima, temos:
~ (P > Q) = P ≤ Q
3
b) Qual a negação da proposição 22 ≥ √27?
Comentário: Temos uma proposição do tipo P ≥ Q. Assim, conforme as tabelas acima, temos:
3
~ (P ≥ Q) = 22 < √27
Comentário: Note que a desigualdade veio escrita por extenso. Nesse caso, procedemos como se houvesse o sinal
de desigualdade.
Temos uma proposição do tipo P < Q. Assim, conforme as tabelas acima, temos: ~ (P < Q) = P ≥ Q
Portanto, a negação de 23 é menor que √9 nada mais é que 23 é maior ou igual a √9.
EXERCÍCIOS COMENTADOS
Considere a proposição: “Júlio tem um celular ou Rafaela tem um computador” e assinale a alternativa que
apresenta a negação dessa proposição.
a) “Júlio não tem um celular se, e somente se, Rafaela não tem um computador”.
b) “Júlio tem um celular se Rafaela não tiver um computador”.
c) “Júlio não tem um celular ou Rafaela não tem um computador”.
d) “Júlio tem um celular ou Rafaela não tem um computador”.
e) “Júlio não tem um celular e Rafaela não tem um computador”.
3°) Negue a segunda parte: ~ (Rafaela tem um computador) = Rafaela NÃO tem um computador
Solução: “Júlio NÃO tem um celular “e” Rafaela NÃO tem um computador”
GABARITO: LETRA E
Letícia ouviu um barulho vindo do quarto onde estavam seus filhos, Beatriz e Rafael. Perguntou o que havia
acontecido, e a babá, que estava com as crianças, respondeu: “Rafael caiu da cama e Beatriz não gritou”.
Considerando FALSA esta informação, pode-se concluir corretamente que:
a) Rafael não caiu da cama e Beatriz gritou.
b) Ou Rafael caiu da cama, ou Beatriz não gritou.
c) Beatriz não gritou e Rafael não caiu da cama.
d) Rafael não caiu da cama ou Beatriz gritou.
e) Beatriz gritou ou Rafael caiu da cama.
Temos a conjunção “Rafael caiu da cama e Beatriz não gritou”, a qual pode ser representada em sua linguagem
proposicional da forma seguinte: P ^ Q.
Na prática, trocamos os conectivos lógicos e negamos as proposições simples que originalmente compõe a
conjunção.
Assim, temos:
GABARITO: LETRA D
A negação lógica da afirmação ‘Se acabou a energia elétrica ou não tive tempo, então fui trabalhar com a roupa
amassada’, é:
a) Acabou a energia elétrica, e não tive tempo, e não fui trabalhar com a roupa amassada.
b) Se não acabou a energia elétrica e tive tempo, então não fui trabalhar com a roupa amassada.
c) Se não fui trabalhar com a roupa amassada, então tive tempo e não acabou a energia elétrica.
d) Não acabou a energia elétrica e tive tempo, e fui trabalhar com a roupa amassada.
e) Acabou a energia elétrica ou não tive tempo, e não fui trabalhar com a roupa amassada.
Logo, a negação da proposição “Se acabou a energia elétrica ou não tive tempo, então fui trabalhar com a roupa
amassada” é:
“Acabou a energia elétrica ou não tive tempo, e não fui trabalhar com a roupa amassada.”.
GABARITO: LETRA E
∎ Equivalência Lógica
Conceito: Duas proposições são logicamente equivalentes quando apresentam valores lógicos idênticos.
Veja o exemplo:
P Q P→Q
V V V
V F F
F V V
F F V
P Q ~P∨Q
V V V
V F F
F V V
F F V
Como os valores lógicos são idênticos, então essas duas proposições são logicamente equivalentes ou
simplesmente equivalentes.
Agora que entendemos a essência de equivalência lógica, vamos conhecer as equivalências clássicas, as quais são
comumente cobradas em provas.
FIQUE LIGADO ---- As equivalências clássicas são importantes, pois dispensam o uso da tabela-verdade.
FIQUE DE OLHO...
De acordo com a lógica proposicional, a frase que é equivalente a: “Se Marcos estudou, então foi aprovado” é:
a) Marcos não estudou e foi aprovado
b) Marcos não estudou e não foi aprovado
c) Marcos estudou ou não foi aprovado
d) Marcos estudou se, e somente se, foi aprovado
e) Marcos não estudou ou foi aprovado
2ª equivalência: Contrapositiva
FIQUE DE OLHO...
Se a cantora Alcione é maranhense, então ela é nordestina com muito orgulho, portanto:
a) Se a cantora Alcione não é nordestina com muito orgulho, então ela não é maranhense.
b) Se a cantoria Alcione não é maranhense, então ela é nordestina com muito orgulho.
c) Se a cantoria Alcione é nordestina com muito orgulho, então ela é maranhense.
d) Se a cantora Alcione é nordestina com muito orgulho, então ela não é maranhense.
e) Se a cantoria Alcione é maranhense, então ela não é nordestina com muito orgulho.
Comentário: Seja a proposição “Se a cantora Alcione é maranhense, então ela é nordestina com muito orgulho”.
Uma das equivalências da condicional é a contra positiva, onde se invertem as proposições, negando-as, e
mantendo-se o conectivo lógico da condicional. Veja:
P → Q -------- ~ Q → ~ P
Logo, a equivalência da condicional “Se a cantora Alcione é maranhense, então ela é nordestina com muito
orgulho” é:
“Se a cantora Alcione não é nordestina com muito orgulho, então ela não é maranhense.”
GABARITO: LETRA A;
OBS: Em se tratando de equivalência lógica, o tempo e modo verbal nem sempre permanecerão inalterados. Tal
fato não constitui erro.
Exemplo: A proposição “Quando estudo, passo” equivale a “Se estudo, então passo”.
A partir da proposição P: “Quem pode mais, chora menos.”, que corresponde a um ditado popular, julgue o
próximo item.
Do ponto de vista da lógica sentencial, a proposição P é equivalente a “Se pode mais, o indivíduo chora menos”.
Comentário: Note que a proposição “Quem pode mais, chora menos” foi reescrita a partir da proposição sinônima
“Se pode mais, o indivíduo chora menos”.
(ESAF) - Sejam as proposições p e q onde p implica logicamente q. Diz-se de maneira equivalente que:
a) p é condição suficiente para q.
b) q é condição suficiente para p.
c) p é condição necessária para q.
d) p é condição necessária e suficiente para q.
e) q não é condição necessária para p.
Comentário: A questão afirma que “p implica logicamente q”, isso quer dizer que temos uma condicional do tipo
P → Q.
Em se tratando de uma condicional P → Q, temos que, em qualquer caso, estão corretas as seguintes
possibilidades:
RESUMO DA BICONDICIONAL:
Negação: ~ (P ↔ Q) = (P ⊻ Q)
Equivalência: P ↔ Q ⇒ (P → Q) ∧ (Q → P)
EXERCÍCIOS COMENTADOS
Certo dia, um torcedor de um time de futebol disse ao assistir a um jogo: “Eu comprarei uma camisa somente se o
meu time ganhar esse jogo”. Essa frase é logicamente equivalente a:
a) “Se o meu time ganhar esse jogo, então eu comprarei uma camisa”.
b) “Se o meu time ganhar esse jogo, então eu não comprarei uma camisa”.
c) “Se o meu time não ganhar esse jogo, então eu comprarei uma camisa”.
d) “Se o meu time não ganhar esse jogo, então eu não comprarei uma camisa”.
Comentário: Toda condicional do tipo P → Q pode ser reescrita como P somente se Q, uma vez que são
proposições logicamente equivalentes.
Temos a proposição “Eu comprarei uma camisa somente se o meu time ganhar esse jogo”.
“Se eu comprar uma camisa, então o meu time vai ganhar esse jogo”
Uma das equivalências da condicional é a contra positiva, onde se invertem as proposições, negando-as, e
mantendo-se o conectivo lógico da condicional. Veja:
P → Q -------- ~ Q → ~ P
Voltando a questão...
Precisamos encontrar a equivalência da condicional "Eu comprarei uma camisa somente se o meu time ganhar
esse jogo", que equivale a “Se eu comprar uma camisa, então o meu time vai ganhar esse jogo”
A contra positiva é “Se o meu time não ganhar esse jogo, então eu não comprarei uma camisa”.
OBS: Em se tratando de equivalência lógica, o tempo e modo verbal nem sempre permanecerão inalterados. Tal
fato não constitui erro.
GABARITO: LETRA D
Uma afirmação equivalente para “Se estou feliz, então passei no concurso” é:
P: Estou feliz
Q: Passei no concurso
Uma das equivalências da condicional é a contra positiva, onde se invertem as proposições, negando-as, e
mantendo-se o conectivo lógico da condicional. Veja:
P → Q -------- ~ Q → ~ P
Logo, a equivalência da condicional “Se estou feliz, então passei no concurso” é “Se não passei no concurso,
então não estou feliz.”
GABARITO: LETRA A
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1) Considere a seguinte sentença: “Se há muitos processos, então os juízes trabalham muito”. Uma sentença
logicamente equivalente a essa é:
a) se não há muitos processos, então os juízes não trabalham muito;
b) se os juízes trabalham muito, então há muitos processos;
c) há muitos processos e os juízes não trabalham muito;
d) não há muitos processos ou os juízes trabalham muito;
2) Dizer que “Se Paulo vai correr, então ele vai cair” é equivalente a:
a) Se Paulo não vai cair, então ele não vai correr.
b) Paulo vai cair e correr.
c) Se Paulo não vai correr, então ele não vai cair.
d) Paulo vai correr ou cair.
e) Se Paulo vai cair, então ele vai correr.
3) Uma equivalente lógica para a proposição – Se Marta é casada, então Dionísio é divorciado – está
contida na alternativa:
a) Marta não é casada ou Dionísio é divorciado.
b) Marta não é casada e Dionísio é divorciado.
c) Marta é casada ou Dionísio é divorciado.
d) Marta é casada e Dionísio é divorciado.
e) Marta é casada ou Dionísio não é divorciado.
4) Considere a sentença: “João não tomou café e saiu de casa”. A negação dessa sentença é:
a) João tomou café e saiu de casa;
b) João não tomou café e não saiu de casa;
c) João tomou café e não saiu de casa;
d) João não tomou café ou saiu de casa;
e) João tomou café ou não saiu de casa.
5) A negação da proposição “Se João estuda em Vacaria, então João não usa o transporte público da cidade” é:
a) Se João não estuda em Vacaria, então João usa o transporte público da cidade.
b) Se João não estuda em Vacaria, então João não usa o transporte público da cidade.
c) Se João não usa o transporte público da cidade, então João não estuda em Vacaria.
d) João estuda em Vacaria e usa o transporte público da cidade.
e) João estuda em Vacaria ou usa o transporte público da cidade.
GABARITO:
Iniciaremos o estudo dos Diagramas Lógicos através da representação das proposições quantificadas, uma vez que
o domínio deste assunto será fundamental para o estudo daquele.
1) Todo A é B = Significa que A está contido em B, ou seja, todo elemento de A também é elemento de B.
Representação:
• Todo A é B
• Todo B é A
2) Nenhum A é B --- A e B não possuem elementos em comum, ou seja, não existe intersecção entre os referidos
conjuntos.
IMPORTANTE --- SEMPRE que não houver intersecção entre dois ou mais conjuntos, dizemos que esses
conjuntos são disjuntos.
Representação:
3) Algum A é B = Significa que o conjunto A tem pelo menos um elemento em comum com o conjunto B.
Representação:
ATENÇÃO --- Algum A é B = Algum B é A, uma vez que estamos nos referindo a intersecção entre os dois
conjuntos.
4) Algum A Não é B = Isso significa que o conjunto A tem pelo menos um elemento que não pertence ao
conjunto B.
Representação:
Algum A NÃO é B ≠ Algum B NÃO é A, uma vez que estamos nos referindo a diferença entre os dois
conjuntos.
∎ Lógica de argumentação
IMPORTANTE --- Quando estudamos a “Argumentação Lógica” que também é conhecida como “Lógica de
Argumentação” ou simplesmente Argumentação, devemos “dominar” 5 (cinco) assuntos. São eles:
1) Argumento
Argumento é um conjunto de uma ou mais afirmações que chamamos de premissas, associada(s) a uma única
conclusão.
2) Validade de um argumento
Todo argumento pode ser classificado como válido ou inválido. Podemos identificar tal classificação através de 4
(quatro) métodos distintos que falaremos detalhadamente neste capítulo.
≫ Argumento Válido
Conceito: Um argumento é considerado válido quando a sua conclusão é uma consequência obrigatória do seu
conjunto de premissas.
BIZU ---- Em outras palavras, podemos afirmar que ocorre um argumento válido quando “TEMOS
CERTEZA.”
Sempre que houver pelo menos um quantificador nas premissas de um argumento, seja ele universal ou
existencial, torna-se mais conveniente utilizar o método dos diagramas lógicos, o qual chamaremos de método 1,
para a análise da validade do argumento.
BIZU --- Sempre que houver uma proposição quantificada universal nas premissas de um argumento,
devemos iniciar a análise da validade desse argumento pela mesma. Veja:
Isso significa que o conjunto dos homens está contido no conjunto das pessoas inteligentes. Fica assim:
Isso significa que o conjunto “Victor” está contido no conjunto dos homens. Fica assim:
Observe que, ao analisarmos os diagramas lógicos representados conforme o enunciado da questão, “temos
certeza” de que Victor é inteligente, uma vez que o conjunto “Victor” está contido no conjunto “inteligente”.
Portanto, o argumento é válido.
≫ Argumento Inválido
Um argumento é inválido quando a sua conclusão NÃO é uma consequência obrigatória do seu conjunto de
premissas.
BIZU ---- Em outras palavras, podemos afirmar que ocorre um argumento inválido quando “TEMOS
DÚVIDA.”
Isso significa que o conjunto dos estudantes está contido no conjunto das pessoas inteligentes. Fica assim:
Isso significa que o conjunto “Guilherme” também está contido no conjunto das pessoas inteligentes. Fica assim:
C: Guilherme é estudante.
Observe que, ao analisarmos os diagramas, “temos dúvida” de que “Guilherme é estudante”. Veja o porquê dessa
dúvida...
» Sabendo que “Todos os estudantes são inteligentes” e que “Guilherme é inteligente”, podemos ter, dentre
outras, as seguintes possibilidades:
Conclusão: Repare que tanto na 1ª quanto na 2ª possibilidade, existe DÚVIDA em relação a Guilherme ser
estudante. Portanto, temos um argumento inválido.
EXERCÍCIOS COMENTADOS
Comentário: Temos uma questão que pode ser resolvida através dos diagramas lógicos.
Nesse caso, como existem duas proposições quantificadas universais nas premissas do argumento, então se pode
optar por uma delas para iniciar a resolução.
Isso significa que o conjunto dos matemáticos (conjunto M) está contido no conjunto das pessoas que gostam de
frutas (conjunto F). Daí, temos:
F
M
Isso significa que o conjunto dos engenheiros (conjunto E) está contido no conjunto das pessoas que gostam de
frutas (conjunto F).
M E
Por fim, observando-se a premissa IV “Tibúrcio é matemático", a qual representarei por premissa “T”, temos:
M E F
T T
Observe que o fato de Tibúrcio ser matemático define somente que ele gosta de frutas, pois o conjunto “T” está
contido no conjunto F.
1. João é carpinteiro.
2. Nenhum funcionário da firma X é corajoso.
3. Todos os carpinteiros são corajosos.
4. Alguns carpinteiros são altos.
Supondo que estas quatro sentenças são verdadeiras, assinale qual das alternativas abaixo é certamente verdadeira:
RELEMBRANDO --- Sempre que houver uma proposição quantificada universal nas premissas de um
argumento, devemos iniciar a análise da validade desse argumento pela mesma. Veja:
Isso significa que o conjunto dos carpinteiros está contido no conjunto dos corajosos. Fica assim:
Explicando...
Como o conjunto dos carpinteiros está contido no conjunto dos corajosos, então necessariamente existe pelo
menos um corajoso que é carpinteiro, conforme afirma a assertiva “C” (Alguns corajosos são carpinteiros).
Mesmo assim, vamos representar todas as outras premissas para fins de estudo...
Isso significa que não há intersecção entre os conjuntos dos corajosos e dos funcionários da empresa X. Fica
assim:
Nesse caso, podemos eliminar a assertiva “A”, a qual afirma que algum funcionário da firma X é carpinteiro.
Isso significa que existe intersecção entre o conjunto dos carpinteiros e o conjunto dos “altos”.
Nesse caso, podemos eliminar a assertiva “B”“, a qual garante que João é alto.
Podemos eliminar também a assertiva “E”“, a qual afirma que João é funcionário da firma X.
Perceba que na assertiva “D” foi dito que “Nenhum funcionário da firma X é alto”. Essa assertiva está errada,
pois a questão não disse nada em relação a essa possibilidade. Logo, podemos considerá-la. Veja:
Comentário: Temos uma questão que pode ser resolvida através dos diagramas lógicos. Nesse caso, como há uma
proposição quantificada universal nas premissas, devemos iniciar a resolução da questão pela mesma. Veja:
H
A
Isso significa que não há intersecção entre o conjunto dos homens e o conjunto daqueles que sabem lavar roupa.
H L
H L
A
Analisando a representação acima, conclui-se que “Nenhum atleta sabe lavar roupa”, uma vez que não havendo
intersecção entre o conjunto dos homens e o conjunto daqueles que sabem lavar roupa, obviamente não haverá
intersecção entre os atletas e aqueles que não sabem lavar roupa.
GABARITO: LETRA C
MUITO IMPORTANTE ----- Na resolução dos exercícios sobre argumentação lógica deste capítulo, os
quais foram comentados até o presente momento, verificou-se que a utilização dos diagramas lógicos, permite-nos
analisar a validade de um argumento. Todavia, conforme já mencionado, essa não é a única forma.
Além da utilização de diagramas lógicos (1ª método), podemos identificar a validade de um argumento através de
dois outros métodos (os quais chamaremos de métodos 2 e 3) que envolvem diretamente as operações com os
conectivos lógicos.
Tais métodos devem ser utilizados apenas quando não houver pelo menos uma proposição quantificada nas
premissas de um argumento.
Veja:
Nesse caso, consideramos as premissas verdadeiras ainda que o enunciado da questão não forneça essa
informação.
Assim, podemos ter duas situações:
EXERCÍCIO COMENTADO
Argumento I
Argumento II
BIZU ----- Como existe conjunção nas premissas dos argumentos, então é mais conveniente usar o 2º método,
considerando as premissas verdadeiras para, em seguida, analisar a conclusão fornecida.
Argumento I:
T: trabalho;
E: estudo;
P: sou proativo;
S: terei sucesso
P1: T ↔ E
P2: T ∧ P → S
P3: ~ E ∧ P
C: ~ S
Iniciaremos pela P3, uma vez que temos uma conjunção e a única forma de ela ser “V” é obtendo valores lógicos
verdadeiros em ambas as proposições. Veja:
Sendo assim, obrigatoriamente temos que a proposição T será “F”, uma vez que precisamos obter premissas
verdadeiras.
Analisando a P2:
[F]
Como o antecedente da condicional é “F”, não se pode definir o valor lógico do consequente, uma vez que
independentemente desse valor lógico, a condicional será sempre verdadeira.
Nada se pode concluir em relação a essa afirmação, uma vez que seu valor lógico é indefinido (V ou F).
Sendo assim, temos um ARGUMENTO INVÁLIDO, uma vez que a verdade das premissas não é suficiente para
garantir a verdade da conclusão.
Argumento II:
A: sou aventureiro;
E: estudo;
T: gosto de trabalhar;
V: gosto de viajar.
P1: E ∧ A
P2: T ∨ V
P3: A → V
C: ~ T
Iniciaremos pela P1, uma vez que temos uma conjunção e a única forma de ela ser “V” é obtendo valores lógicos
verdadeiros em ambas as proposições. Veja:
Como a proposição ‘A’ é “V”, a proposição ‘V’ também será “V”, uma vez que precisamos obter premissas
verdadeiras.
Analisando a P2:
Como a proposição V é “V”, não se pode definir o valor lógico da proposição T, uma vez que independentemente
desse valor lógico, a disjunção será sempre verdadeira.
Nada se pode concluir em relação a essa afirmação, uma vez que seu valor lógico é indefinido (V ou F).
Sendo assim, temos um ARGUMENTO INVÁLIDO, uma vez que a verdade das premissas não é suficiente para
garantir a verdade da conclusão.
Nesse caso, consideramos a conclusão falsa ainda que o enunciado da questão não forneça essa informação.
- Se pelo menos uma premissa for falsa, então o argumento será válido.
BIZU --- Somente usar o 3º método por exclusão, ou seja, na impossibilidade de utilização do 1º e 2º
métodos.
Além disso, é necessário que a conclusão do argumento seja uma proposição simples, uma disjunção ou uma
condicional.
EXERCÍCIOS COMENTADOS
I. Providenciar o levantamento de dados estatísticos se, e somente se, o memorando estiver redigido.
Sabendo-se que não foi providenciado o levantamento de dados estatísticos, então pode-se concluir corretamente
que:
a) Os relatórios foram elaborados se, e somente se, os materiais de consulta da unidade foram organizados.
b) Os relatórios foram elaborados e o memorando não foi redigido.
Considerando-a “V”, temos que a sua negação é “F” e, consequentemente a proposição simples “o memorando
estiver redigido” também será “F”, a fim de que a premissa I seja “V”. Veja:
I. Providenciar o levantamento de dados estatísticos (F) se, e somente se, o memorando estiver redigido (F)
III. Ou providenciar o levantamento de dados estatísticos (F), ou organizar os materiais de consulta da unidade
(F)
Daí, como a proposição simples “o memorando estiver redigido” é “F”, em relação à premissa II, temos:
Daí, a letra D é a única opção de resposta cujo valor lógico é “V”. Veja:
O memorando não foi redigido (V) e os materiais de consulta da unidade foram organizados (V)
Pretende-se acrescentar ao conjunto de proposições P1, P2 e P3 uma nova proposição, P0, de modo que o
argumento formado pelas premissas P0, P1, P2 e P3, juntamente com a conclusão “A população não faz justiça
com as próprias mãos” constitua um argumento válido. Assinale a opção que apresenta uma proposta correta de
proposição P0.
P0: ??????
P1: Se há investigação ou o suspeito é flagrado cometendo delito, então há punição de criminosos.
P2: Se há punição de criminosos, os níveis de violência não tendem a aumentar.
P3: Se os níveis de violência não tendem a aumentar, a população não faz justiça com as próprias mãos.
Observe que não existe de maneira expressa uma proposição simples ou uma conjunção nas premissas desse
argumento.
Sendo assim, o 3º método torna-se mais conveniente, uma vez que iniciaremos a resolução através da conclusão,
considerando-a “falsa”.
Importante relembrar que, inicialmente, consideraremos a conclusão falsa. Ao fazer isso, duas são as
possibilidades:
I: Há Investigação
SF: Suspeito é Flagrado Cometendo Delito
PC: Há Punição de Criminosos
NV: Níveis de Violência Tendem a Aumentar
PJ: População faz Justiça com as Próprias Mãos
C: ~ PJ (F)
Diante disso, conclui-se que o gabarito será a única assertiva que apresentar valor lógico falso, uma vez que
precisamos chegar a um argumento válido e, consequentemente, não podemos obter valores lógicos “V” em todas
as premissas. Veja:
OBS: As demais alternativas de resposta têm valor lógico “V”, logo estão erradas, pois irão formar um
argumento inválido.
ATENÇÃO: Existe ainda o 4° método que é a análise através da construção de tabela verdade. Tal método,
em minha opinião, é ineficaz, pois é indicado, preferencialmente, quando houver em um argumento, no máximo,
duas proposições simples.
Raros são os argumentos que apresentam tal característica. Por isso, não vamos estudar o 4º método.
Fique tranquilo, amigo concurseiro, pois os três métodos mencionados nesse capítulo são capazes de resolver
TODAS as questões de argumentação.
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
4) Considere verdadeira a afirmação: “Toda criança gosta de correr”. Considere as afirmativas a seguir.
Assinale:
GABARITO:
∎ Princípios de contagem
É aplicado quando houver a presença ou até mesmo a ideia da presença da palavra “ou”.
Exemplo: Um homem possui 4 calças do tipo slim e 3 calças do tipo skinny . De quantas maneiras distintas poderá
escolher apenas 1 peça?
Observe, nesse exemplo, que poderemos escolher 1 dentre as 4 peças da calça slim “OU” poderemos escolher 1
dentre as 3 peças da calça skinny.
Nesse caso, o “ou” está implícito, portanto devemos aplicar o princípio aditivo.
2) Princípio multiplicativo: Também conhecido como Princípio fundamental da contagem (PFC), consiste em
dividir determinado evento em “etapas”, as quais são sucessivas e independentes.
É aplicado quando houver a presença ou até mesmo a ideia da presença da palavra “e”.
Exemplo: Um homem possui 4 calças do tipo slim e 3 calças do tipo skinny. De quantas maneiras distintas poderá
escolher 1 calça do tipo slim e 1 calça do tipo skinny?
Observe, nesse exemplo, que poderemos escolher 1 dentre as 4 peças da calça slim “E” escolher, em seguida, 1
dentre as 3 peças da calça skinny.
Nesse caso, como existe uma divisão em “etapas”, devemos aplicar o princípio multiplicativo.
≫ Permutação
Permutação, de uma maneira bem objetiva, deve ser entendida como uma troca de “posições”, na qual os elementos
são distintos entre si pela ordem.
O fatorial de um determinado número, representado pelo ponto de exclamação (!) após tal número, é obtido,
multiplicando-se de maneira decrescente, o número dado por todos os seus antecessores naturais até chegar ao
número 1, inclusive. Veja:
Exemplos:
a) 4! = 4 x 3 x 2 x 1 = 24.
b) 6! = 6 x 5 x 4 x 3 x 2 x 1 = 720.
c) 7! = 7 x 6 x 5 x 4 x 3 x 2 x 1 = 5.040.
OBS: 0! = 1 e 1! = 1.
𝐧!
Fórmula: Pn (a,b,c, ...) = 𝐚! 𝐛! 𝐜!
BIZU --- Na prática, colocamos no numerador o total de anagramas da palavra e, em seguida, dividimos pela
quantidade de letras que se repetem. Veja:
ARARA:
1° passo: Temos 5 letras no total, logo teremos no numerador: 5!
2° passo: A letra “A” repete-se 3 vezes e a letra “R” repete-se 2 vezes, logo teremos no denominador 3! x 2!
3° passo: Resolução --- 5! / 3! 2! --- 5 .4 .3! / 3! 2! --- [“Corta-se”3! com 3!]
GUARDA:
2° passo: A letra “A” repete-se 2 vezes e não existe outra letra que se repete, logo teremos no denominador: 2!
3) PERMUTAÇÃO CIRCULAR– É uma “troca” onde os elementos serão permutados como se estivessem ao
redor de um círculo.
Fórmula: Pc = (n – 1)!
Observe a questão abaixo cobrada pela banca PR-4 no último concurso da UFRJ...
(PR4-UFRJ/2022) - Um grupo composto por seis Assistentes em Administração estava em uma sala de reunião
mobiliada com uma mesa para analisar diversos Termos de Compromisso de Estágio de alunos de graduação de
uma unidade acadêmica da UFRJ, a fim de verificar se esses documentos atendiam a todos os requisitos previstos
nas normas legais que regulamentam e autorizam a realização do estágio. Nesse cenário em que todos dispunham
de uma cadeira, o número de maneiras que esses servidores podem se sentar em torno dessa mesa é:
a) 480
b) 720
c) 120
d) 60
e) 360
“o número de maneiras que esses servidores podem se sentar em torno dessa mesa”
A expressão “em torno” equivale à expressão “ao redor”. Logo, temos um caso de permutação circular.
P = (n – 1)!
P = (6 – 1)!
P = 5!
P = 5 x 4 x 3 x 2 x 1 = 120
GABARITO: LETRA C
≫ Arranjo e Combinação
Inicialmente, precisamos identificar se determinada questão é resolvida por arranjo ou combinação. Para conseguir
identificar corretamente e escolher a técnica mais adequada, basta fazer a si mesmo a seguinte pergunta:
“A ORDEM IMPORTA?”
Agora, vamos resolver três exemplos para entender como decidir corretamente...
Exemplo 1: Seja o conjunto A = {3, 4, 5, 6, 7}. Quantos números com 3 algarismos distintos podemos formar com
os elementos de A?
Como precisamos formar números com 3 (três) algarismos distintos, o número 345 é um resultado possível;
Temos 345. Ao inverter a ordem aleatoriamente, poderemos ter, por exemplo, 543.
3° passo: Compare os resultados obtidos e pergunte-se: “Os resultados são iguais ou diferentes?”
Se a resposta for: “IGUAIS”; isso significa que a ordem não importa. Logo, estaremos diante de uma
combinação.
Se a resposta for: “DIFERENTES”; isso significa que a ordem importa. Logo, estaremos diante de um arranjo.
Conclusão: Nesse exemplo, como temos números, obviamente os resultados são diferentes. Logo, temos um
arranjo.
• Como estamos diante de um arranjo, podemos resolver através da fórmula do arranjo simples...
𝒏!
Fórmula: A n, p = ( 𝒏−𝒑 ) ! , onde:
• “p” representa a união de todos os elementos envolvidos na formação dos agrupamentos desejados.
5! 5! 5 x 4 x 𝟑 x 𝟐!
Solução: A 5,3 = (5−3) !
= 2! = 𝟐!
---- [“Corta-se” 2! Com 2!] --- 5 x 4 x 3 = 60.
FIQUE DE OLHO --- TODA questão de arranjo simples, pode ser resolvida através do PFC. Veja:
Solução: 5 x 4 x 3 = 60.
Exemplo 2: Seja o conjunto B = {5, 6, 7, 8, 9}. Quantos números com 3 algarismos podemos formar com os
elementos de B?
OBS: A questão não mencionou que os algarismos têm que ser distintos, logo se conclui que pode haver repetição.
Sendo assim, estamos diante de um arranjo com repetição.
• Como estamos diante de um arranjo com repetição, podemos resolver através da fórmula do arranjo com
repetição...
Fórmula: Ar = n p, onde:
• “p” representa a união de todos os elementos envolvidos na formação dos agrupamentos desejados.
Solução: Ar = 53 = 125.
IMPORTANTE --- Toda questão de arranjo com repetição, pode ser resolvida através do PFC. Veja:
Solução: 5 x 5 x 5 = 125.
Exemplo 3: Quantas equipes com três pessoas podemos formar com 6 pessoas?
1° passo:
Como precisamos formar equipes com 3 (três) pessoas, podemos ter, por exemplo, a equipe formada por A, B e C;
2° passo:
Temos ABC. Ao inverter a ordem aleatoriamente, poderemos ter, por exemplo, CBA.
3° passo:
Nesse exemplo, como temos pessoas, obviamente os resultados são iguais. Logo, temos uma combinação.
Conclusão: Como temos uma combinação, vamos resolver através da fórmula da combinação simples...
𝒏!
Fórmula: C n, p = 𝒑 ! ( 𝒏−𝒑 ) !
6! 6! 6 x 5 x 4 x 𝟑!
C 6, 3= 3 ! ( 6−3) ! = 3 ! 3 ! = 3!𝟑!
--- [“Corta-se” 3! Com 3!]
ATENÇÃO --- Ainda existe a combinação com repetição que RARAMENTE é cobrada em concursos
públicos. Veja a questão:
Paulo quer comprar um sorvete com 4 bolas em uma sorveteria que possui três sabores de sorvete: chocolate,
morango e uva. De quantos modos diferentes ele pode fazer a compra?
Comentário: Incialmente vou mostrar o porquê da combinação com repetição. Vamos lá...
1° passo:
Como precisamos comprar 4 bolas de sorvete, podemos ter, por exemplo, um sorvete com 2 bolas de uva, 1 bola de
chocolate e 1 bola de morango. (U-U-C-M)
2° passo:
Temos UUCM. Ao inverter a ordem aleatoriamente, poderemos ter, por exemplo, MCUU.
3° passo:
Nesse exemplo, invertendo a ordem, teremos o mesmo sorvete. Dessa forma, estamos diante de uma combinação,
pois a ordem não teve importância.
Perceba que necessariamente haverá repetição de bolas, pois existem menos sabores disponíveis do que a
quantidade de bolas de sorvete que Paulo deseja comprar (são 4 bolas e 3 sabores diferentes). Sendo assim, a
combinação será com repetição.
Conclusão: Como temos uma combinação com repetição, vamos resolver através da fórmula da referida
combinação...
𝒏!
Fórmula: C n + p - 1, p = 𝒑! ( 𝒏 − 𝒑 ) ! ,onde:
“p” representa a quantidade de bolas que Paulo deseja comprar e “n” a quantidade de sabores disponíveis.
C 3 + 4 - 1, 4 = C 6 , 4
6! 6!
C 6,4= ===== C 6 , 4 =
4! ( 6 − 4 ) ! 4! 2 !
6 𝑥 5 𝑥 𝟒!
C 6,4= 𝟒! 2 !
--- Corta o 4! com 4!
6𝑥5
C 6,4= 2
=C 6,4= 𝟏𝟓
EXERCÍCIOS COMENTADOS
Comentário: Temos uma permutação com repetição. Logo, devemos formar uma fração, na qual o numerador
será o total de anagramas da palavra em forma de fatorial e, em seguida, dividimos o valor do numerador pela
quantidade de letras que se repetem, também em forma de fatorial. Veja:
SILEPSE
2° passo: A letra “S” repete-se 2 vezes e a letra “E” repete-se também 2 vezes, logo teremos no denominador 2! x
2!
7! = 7. 6. 5. 4. 3. 2. 1 = 5040
2! = 2 . 1 = 2
GABARITO: LETRA E
2) Utilizando apenas os algarismos 2, 3, 4, 5 e 7 um aluno pode escrever no máximo n números distintos com dois
algarismos diferentes. O valor de n é:
a) 25
b) 20
c) 15
d) 12
Comentário: Temos uma questão que envolve o princípio multiplicativo, uma vez que a ordem entre os elementos
importa.
______ × ______
1ª casa 2ª casa
1ª casa: 5 possibilidades
2ª casa: 4 possibilidades
Solução: 5 × 4 = 20
GABARITO: LETRA B
∎ Probabilidade
REGRA GERAL
Para encontrarmos a probabilidade (chance) de determinado evento acontecer, recorremos à seguinte fórmula:
Exemplos:
1) Uma bola será retirada de uma sacola que contém 5 bolas brancas e 4 bolas pretas. Qual a probabilidade de essa
bola ser branca?
2) Duas bolas serão retiradas, uma a uma e com reposição, de uma sacola que contém 5 bolas brancas e 4 bolas
pretas. Qual a probabilidade de obtermos duas bolas pretas?
1ª retirada: 4/9
2ª retirada: Como a bola retirada tem que ser reposta na sacola conforme o enunciado do exemplo, então temos
novamente 4/9.
3) Duas bolas serão retiradas de uma sacola que contém 5 bolas brancas e 4 bolas pretas. Qual a probabilidade de
obtermos duas bolas brancas?
1ª retirada: 5/9
2ª retirada: Como a bola retirada não vai ser reposta na sacola, considera-se que foi obtido sucesso na 1ª
retirada, conseguindo assim, retirar uma bola branca.
Logo, a probabilidade será: 5/9. x 4/8 = 20/72 ----- Simplificando numerador e denominador por 4, temos 5/18.
Veja a questão abaixo cobrada pela banca PR4 no último concurso da UFRJ...
(PR4-UFRJ/2022) - Em todo início de semestre letivo, uma determinada unidade acadêmica da UFRJ promove
um evento presencial de acolhimento dos ingressantes denominado “Recepção de Calouros”. Na edição
realizada na primeira semana de aula de 2022.1 a primeira pós-período de suspensão das atividades acadêmicas
presenciais em razão da pandemia, essa unidade acadêmica resolveu contemplar, com um brinde de boas-
vindas, um dos ingressantes em um de seus cursos de graduação. Para tanto, logo na entrada do auditório onde
foi realizado o evento, foram distribuídas 60 senhas individuais exatamente a quantidade de ingressantes, cada
uma delas contendo um número inteiro de 1 a 60 sem repetição. Sabe-se que todos os ingressantes
compareceram ao evento. Ao sortear aleatoriamente uma dessas senhas, a probabilidade de ser sorteada uma
senha contendo um número maior que 20 será:
a) 1/2
b) 3/2
c) 1/3
d) 2/3
e) 3/4
A probabilidade de ser sorteada uma senha contendo um número maior que 20 é dada pela razão seguinte:
Probabilidade = 40/60
P = 40 ÷ 20 / 60 ÷ 20 = 2/3
GABARITO: LETRA D
IMPORTANTE --- Não havendo intersecção entre os conjuntos, basta somar as probabilidades de “A” e de
“B”.
Exemplo: Numa urna existem 10 bolas numeradas de 1 a 10. Retirando uma bola ao acaso, qual a probabilidade de
ocorrer múltiplos de 2 “ou” múltiplos de 3?
Existe a presença da palavra “ou”, logo temos uma questão versando sobre a probabilidade da união.
Exemplo 2: Numa urna existem 10 bolas numeradas de 0 a 9. Retirando uma bola ao acaso, qual a probabilidade
de ocorrer múltiplos de 4 “ou” número ímpar?
Existe a presença da palavra “ou”, logo temos uma questão versando sobre a probabilidade da união.
Considerando os múltiplos de 4 como conjunto A e os números ímpares como conjunto B, temos:
Como não existe intersecção entre os conjuntos, basta somar as probabilidades. Veja:
≫ Probabilidade complementar
Pode-se aplicar a probabilidade complementar sempre que for muito trabalhoso resolver questão de probabilidade
da maneira tradicional.
Para resolver uma questão de probabilidade aplicando a regra da probabilidade complementar, precisamos saber
que:
“A probabilidade de um evento ocorrer mais a probabilidade de ele não ocorrer é SEMPRE igual a 100 %.”
Exemplo: No lançamento simultâneo de dois dados, qual a probabilidade de não sair soma 4.
Perceba que se fôssemos aplicar a fórmula geral da probabilidade, não seria tão simples encontrar o número de
casos favoráveis, uma vez que existem inúmeros resultados possíveis, como (1,4), (2,3), (3,5), (4,6), (5,1), (6,5), ...
Neste exemplo é mais fácil encontrar os resultados que NÃO interessam (NÃO QUERO), pois existem menos
possibilidades. Veja:
𝟑 𝟏
𝑷(𝑨) = =
𝟑𝟔 𝟏𝟐
Desta feita, a probabilidade dos resultados que interessam (QUERO) será obtida através da probabilidade
complementar. Veja:
𝟏𝟏
12 x = 11 --- x =
𝟏𝟐
Após encontrado o resultado que não interessa (NÃO QUERO), procede-se da seguinte maneira;
EXERCÍCIOS COMENTADOS
1) (UFRJ/2017 – PR4/ASSISTENTE ADM) - Se escolhermos ao acaso um número do conjunto {1, 2, 3,..., 300}, a
probabilidade de sair um número que NÃO seja múltiplo de 4 é de:
a) 1/4
b) 4/5
c) 3/4
d) 2/15
e) 3/5
2°) Desses 300 números existentes, 75 são múltiplos de 4 (4, 8, 12, 16, 20, ... , 300).
3°) Como são 75 múltiplos de 4 em um total de 300 números, então temos 225 números que não são múltiplos de
4 (300 – 75 = 225).
4°) A probabilidade é encontrada ao dividirmos o n° de casos favoráveis (225) pelo total de casos (300).
GABARITO: LETRA C
2) Dos 45 alunos de uma sala de aula, apenas 10 praticam algum tipo de esporte. Se dois alunos dessa sala forem
escolhidos aleatoriamente, então a probabilidade de que ambos pratiquem algum tipo de esporte será igual a:
a) 1/90.
b) 1/45.
c) 2/45.
d) 1/22.
e) 1/5.
Total de alunos: 45
P = 1 / 22
GABARITO: LETRA D
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1) Antônio deseja escolher uma senha para sua conta bancária que deve ser composta por 4 algarismos. Considere
que Antônio deseja, ainda, que:
Quantas opções Antônio dispõe para escolher a senha de sua conta bancária?
a) 100.
b) 120.
c) 200.
d) 240.
2) (UFRJ/2017 – PR4/ASSISTENTE ADM) – Numa prova final composta por 10 questões, o aluno deve escolher
apenas 7 para resolver. O número de maneiras diferentes que ele poderá escolher as 7 questões é:
a) 120
b) 210
c) 70
d) 360
e) 720
3) Considere todos os anagramas da palavra BRASIL. O número de anagramas que não têm as vogais juntas é
a) 720.
b) 600.
c) 480.
d) 240.
e) 120.
4) Numa urna existem bolas, todas de mesmo tamanho e peso, numeradas de 1 a 30 sem repetição. A probabilidade
de se sortear um número primo ao pegarmos uma única bola, aleatoriamente, é de:
a) 1/3
b) 3/10
c) 1/5
d) 2/5
e) 2/3
5) Entre os cinco números 2, 3, 4, 5 e 6, dois deles são escolhidos ao acaso e o produto deles dois é calculado. A
probabilidade de esse produto ser um número par é:
a) 60%;
b) 75%;
c) 80%;
d) 85%;
e) 90%.
GABARITO:
Noção intuitiva de conjuntos: Um conjunto nada mais é que uma reunião de elementos.
Um conjunto sempre é “nomeado” por uma letra maiúscula e pode ser finito ou infinito. Além disso,
ressalte-se que podemos descrevê-lo de diferentes formas. Veja:
Podemos descrever explicitamente um determinado conjunto através das ‘chaves’ ou do ‘diagrama’. Isso significa
que vamos fazer uma enumeração dos elementos.
Podemos descrever implicitamente um determinado conjunto através de uma ‘propriedade’. Isso significa que
todos os elementos desse conjunto devem satisfazer a referida propriedade.
Exemplos:
a) O conjunto dos números naturais maiores que zero e menores ou iguais a 5 (conjunto finito).
A = {1, 2, 3, 4, 5}
A = {x ∈ N | 0 < x ≤ 5}*
* Lê-se: “x pertence ao universo dos números naturais, tal que ‘x’ é maior que zero e menor ou igual a cinco”
B = {x ∈ N | x > 8}*
* Lê-se: “x pertence ao universo dos números naturais, tal que ‘x’ é maior que 8”
‘FIQUE LIGADO’----- Obviamente, as representações implícitas acima expostas não são taxativas. Isso
significa que podemos representar, a partir da notação implícita, os conjuntos ‘A’ e ‘B’ supracitados de outras
formas.
SÍMBOLOS
Existem alguns símbolos matemáticos que são comumente empregados na teoria dos conjuntos. Assim, torna-se
fundamental conhecê-los. Segue um quadro resumo com os principais símbolos usados:
∊: pertence.
∉: não pertence.
⊂: está contido
⊄: não está contido
⊃: contém
⊅: não contém
∃: existe
∄: não existe
A ∩ B: intersecção entre os conjuntos A e B.
A ∪ B: união entre os conjuntos A e B.
∅ ou { }: conjunto vazio
∎ Relação de pertinência
A relação de pertinência indica se um elemento qualquer pertence ou não pertence a um determinado conjunto.
Na prática, é bem simples: Se o elemento ‘n’ aparece “visível” no conjunto ‘A’, então ‘n’ pertence ao conjunto
‘A’. Por outro lado, se o elemento ‘n’ não aparece “visível” no conjunto ‘A’, então ‘n’ não pertence ao conjunto
‘A’.
Exemplo: Sejam os conjuntos F = {0, 2, 4, 6, 8} e G = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9}, observe os itens que se seguem:
Falso: O elemento “2” pertence ao conjunto G, pois está “visível” no referido conjunto.
Verdadeiro: O elemento “4” pertence ao conjunto F, pois está “visível” no referido conjunto.
Falso: O conjunto vazio não pertence ao conjunto F, pois não está “visível” no referido conjunto.
∎ Conjunto vazio
O conjunto vazio é representado somente por { } ou Ø. Assim, a representação {Ø} não corresponde ao
conjunto vazio propriamente dito.
Segue um resumo para que você não seja surpreendido na hora da prova...
• Quando os símbolos { } ou Ø, aparecerem listados ou visíveis, dentro de um conjunto, o conjunto vazio deverá
ser tratado como elemento desse conjunto especificado. Nesse caso, usamos a relação de pertinência.
• Quando os símbolos { } ou Ø, NÃO aparecerem listados ou visíveis, dentro de um conjunto, o conjunto vazio
deverá ser tratado como subconjunto desse conjunto especificado. Nesse caso, usamos a relação de inclusão.
Exemplo: Seja A = {Ø; 1; 2; 3}, podemos afirmar corretamente que o conjunto vazio pertence a ‘A’(Ø ∊ A), uma
vez que o conjunto vazio está visível no conjunto ‘A’.
∎ Conjunto unitário
Exemplo: C = {2}
∎ Relação de inclusão
Considere, por exemplo, os conjuntos ‘A’ e ‘B’. Podemos definir a relação de inclusão a partir das situações
seguintes:
‘A’ está contido em ‘B’, se e somente se, TODOS os elementos de ‘A’ também são elementos de ‘B’.
‘A’ não está contido em ‘B’, se e somente se, PELO MENOS UM elemento de ‘A’ não é elemento de ‘B’.
Se ‘A’ não está contido em ‘B’, então, necessariamente, ‘B’ não contém ‘A’.
Verdadeiro: Repare que todos os elementos de ‘F’ também pertencem a ‘G’. Logo, o conjunto ‘F’ está contido no
conjunto ‘G’.
Falso: Repare que, nem todos os elementos de ‘G’ pertencem a ‘F’. Logo, o conjunto ‘G’ não está contido no
conjunto ‘F’ (G ⊄ F).
Verdadeiro: Repare que o conjunto vazio não está visível em ‘F’. Logo, o conjunto vazio deve ser tratado como
um subconjunto de ‘F’.
ATENÇÃO ---- A relação de pertinência relaciona um elemento a um conjunto. Por outro lado, a relação
de inclusão sempre se refere a conjuntos.
∎ União (reunião): A união de conjuntos é representada por todos os elementos que se encontram em pelo menos
um dos conjuntos relacionados.
Isso significa que qualquer elemento que ‘apareça’ pelo menos uma vez em um dos conjuntos relacionados
irá fazer parte do conjunto união.
≫ Representação
Exemplo: Sejam os conjuntos A = {0, 2, 4, 6, 8} e B = {1, 2, 3, 4, 5, 10}. A união entre esses conjuntos,
representada por A ∪ B, possuirá 9 (nove) elementos. Veja:
A ∪ B = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 8, 10}
∎ Interseção: A interseção de conjuntos é representada pelos elementos comuns aos conjuntos relacionados, ou
seja, os elementos que aparecem em ambos os conjuntos.
≫ Representação
A interseção entre os conjuntos mencionados, representada por A ∩ B, possuirá apenas 2 (dois) elementos.
A ∩ B = {2, 4}
≫ A diferença entre ‘A’ e ‘B’ (nesta ordem), representada por A – B, é o conjunto formado por elementos que
pertencem ao conjunto ‘A’, mas que não pertencem ao conjunto ‘B’, ou seja, “A – B” é o conjunto formado pelos
elementos que pertencem somente ao conjunto ‘A’.
≫ A diferença entre ‘B’ e ‘A’ (nesta ordem), representada por B – A, é o conjunto formado por elementos que
pertencem ao conjunto ‘B’, mas que não pertencem ao conjunto ‘A’, ou seja, “B – A” é o conjunto formado pelos
elementos que pertencem somente ao conjunto ‘B’.
≫ Representação
A interseção entre ‘A’ e ‘B’ é igual a ‘2’ e ‘3’, pois os mesmos pertencem a ambos os conjuntos. Veja:
A = {0, 1, 2, 3}
B = {2, 3, 4, 5}
A ∩ B = {2, 3}.
≫ A diferença entre “A” e “B” é igual a ‘0’ e ‘1’, pois são os elementos que pertencem somente ao conjunto
‘A’
A – B = {0, 1}
≫ A diferença entre “B” e “A” é igual a ‘4’ e ‘5’, pois são os elementos que pertencem somente ao conjunto
‘B’
B – A = {4, 5}
≫ Diagrama de Venn
O uso do diagrama de Venn é muito importante nas operações envolvendo a união entre dois ou três conjuntos,
uma vez que é um método bastante simples de se entender e, além disso, não admite exceções, ou seja, sempre
pode ser utilizado.
Podemos encontrar o número de elementos da união envolvendo dois conjuntos de duas maneiras:
Solução:
n (A) = 5;
n (B) = 6;
n (A ∩ B) = 2.
Temos:
n (A) = 5;
n (B) = 6;
n (A ∩ B) = 2.
Agora, diminui-se o valor de A (1) pelo valor da interseção e, por fim, faz-se o mesmo com B (2).
(1) 5 – 2 = 3;
(2) 6 – 2= 4;
Agora, basta somar todos os elementos que se encontram dentro do diagrama e encontrar o valor da união (3).
(3) 3 + 2 + 4 = 9 elementos.
Assim como na união envolvendo dois conjuntos, podemos encontrar o número de elementos da união envolvendo
três conjuntos de duas maneiras:
Exemplo: Numa classe colheram-se os seguintes dados em relação as 3 matérias estudadas (A, B e C):
Solução:
n (A ∩B ∩ C) = 20.
Aplicando a fórmula...
n (A ∪ B ∪ C) = 50 +70 + 40 – 42 – 22 – 35 + 20
n (A ∪ B ∪ C) = 180 – 99
n (A ∪ B ∪ C) = 81
Considerando três conjuntos (A, B e C), vamos dividir a resolução através do diagrama em três partes:
1ª) Inicia-se pela interseção dos três conjuntos, a qual chamaremos de interseção “total”; (A ∩ B ∩ C);
2ª) Depois, diminui-se as interseções que aparecem duas a duas, as quais chamaremos de interseções “duplas” (A ∩
B), (A ∩ C) e (B ∩ C) pelo valor da interseção “total” (A ∩ B ∩ C);
3ª) Por fim, faz-se a subtração dos valores que aparecem sozinhos, os quais chamaremos de valores “unitários” (A,
B e C) pelos valores correspondentes das interseções total e dupla.
Em outras palavras, chegamos à quantidade de elementos da união de três conjuntos através do Diagrama
de Venn, resolvendo “DE DENTRO PARA FORA”.
1) Interseção total: 20
2) Interseções “duplas”:
B e C: 35 – 20 = 15;
A e B: 42 – 20 = 22;
A e C: 22 – 20 = 2.
3) Interseções “unitárias”.
A: 50 – (22 + 20 + 2) = 50 – 44 = 6
B: 70 – (22 + 20 + 15) = 70 – 57 = 13
C: 40 – (15 + 20 + 2) = 40 – 37 = 3
6 + 2 + 20 + 22 + 3 + 15 + 13 = 81 elementos.
EXERCÍCIOS COMENTADOS
1) (PR4 – UFRJ/2022) - Uma avaliação com apenas duas questões foi aplicada em uma classe de 60 alunos. Após a
correção, verificou-se que 10 alunos acertaram as duas questões, 35 acertaram a primeira questão e 18 acertaram a
segunda questão. A quantidade de alunos que acertou exatamente uma das questões é de:
a) 18
b) 35
c) 33
d) 43
e) 53
Comentário: Considerando que o número de alunos que acertou a primeira questão é o conjunto “P” e que o
número de alunos que acertou a segunda questão é o conjunto “S”, temos:
Total de alunos: 60
P: 35
S: 18
P e S: 10
P S
25 10 8
Daí, a quantidade de alunos que acertou exatamente uma das questões é 33 (25 + 8).
GABARITO: LETRA D
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1) (UFRJ/2017 – PR4/ASSISTENTE ADM) - Em pesquisa realizada com 300 pessoas infectadas pelo vírus da
chikungunya numa pequena cidade do interior de Minas Gerais, no que diz respeito à ocorrência de três dos seus
principais sintomas, os seguintes resultados foram apurados:
Com base nestes dados e sabendo-se que todos os entrevistados apresentaram pelo menos um desses sintomas,
pode-se afirmar que o número total de pessoas que apresentaram somente dois sintomas foi:
a) 103
b) 71
c) 159
d) 84
e) 75
2) Aos 5 anos, toda criança deve tomar um reforço das vacinas tríplice e pólio. Uma pesquisa feita com as 80
crianças que entraram no 1º ano do Ensino Fundamental de uma escola mostrou que:
• 54 alunos tomaram a vacina tríplice.
• 52 alunos tomaram a vacina pólio.
• 16 alunos não tomaram nenhuma das duas vacinas.
a) 42.
b) 44.
c) 46.
d) 48.
e) 50.
3) (UFRJ/2012 – PR4/ASSISTENTE EM ADM) - Uma frma está disposta a estimular os funcionários a terem
hábitos saudáveis. Com esse fim, a frma encomendou uma pesquisa para verifcar seus hábitos em relação a: fumo,
exercícios físicos e alimentação. Há 500 funcionários nesta frma e todos responderam o questionário da pesquisa.
Considerando A, o número de NÃO fumantes; B, o número de pessoas que praticam algum exercício físico e C, o
número de pessoas que procuram ter uma alimentação saudável, a tabela abaixo informa os totais em cada categoria
encontrados na pesquisa.
Com base nos resultados desta pesquisa, o número de funcionários que simultaneamente: fumam, não praticam
exercícios físicos e não se preocupam com uma alimentação saudável é :
a) 25
b) 108
c) 79
d) 293
e) 392
4) Em uma pesquisa realizada com 300 pessoas em Gramado, constatou-se que 100 gostam do chocolate da marca
X, 150 gostam do chocolate da marca Y e 40 gostam de ambas as marcas (X e Y). O número de pessoas
consultadas que não gostam nem do chocolate da marca X nem do chocolate da marca Y é:
a) 40.
b) 60.
c) 90.
d) 110.
e) 300.
5) Um técnico de futebol perguntou a seus 23 jogadores em qual esquema tático eles gostam de jogar. 12 jogadores
responderam que gostam do esquema carrossel e 14 jogadores responderam que gostam do esquema inglês (4-4-2).
Apenas o goleiro titular não gosta do esquema carrossel nem do esquema inglês. Com base nesse caso hipotético, é
correto afirmar que a quantidade de jogadores que gostam dos 2 esquemas táticos é igual a
a) 22.
b) 10.
c) 8.
d) 4.
e) 3.
GABARITO
∎ Razão: É uma divisão que podemos representar como fração para facilitar os cálculos matemáticos.
5
Exemplo 1: A razão entre ‘5’ e ‘12’ pode ser representada por 12 ---- [Lê-se: ‘5’ está para ‘12’].
Exemplo 2: Em uma turma, há ‘20’ alunos, sendo ‘8’ meninas e o restante, meninos. Determine a razão entre o
número de meninos e o total de alunos.
Comentário: Como o total de alunos é igual a ‘20’ e há ‘8’ meninas, então são 12 meninos.
8 4
Exemplo: 6 = 3
Na prática, a igualdade entre esses produtos significa uma “multiplicação cruzada”, pois, em uma proporção, o
produto dos meios é igual ao produto dos extremos. Veja:
Na igualdade 8 × 3 = 4 × 6 , temos que ‘3’ e ‘4’ são os meios e ‘8’ e ‘6’, os extremos.
20 . x = 4 . 50
20x = 200
x = 200 ÷ 20 = 10
Veja a questão abaixo cobrada pela banca PR4 no último concurso da UFRJ...
(PR4-UFRJ/2022) - O vacinômetro é uma plataforma digital desenvolvida para fornecer dados de vacinação contra
a Covid-19. No âmbito do estado do Rio de Janeiro, esses dados são disponibilizados pela Secretaria de Estado de
Saúde. Em uma consulta a essa plataforma pública no dia 07 de abril de 2022, acessando os dados relativos ao
município de Macaé onde existe um campus da UFRJ, obteve-se que, da população total estimada de 261.501
habitantes, tomaram a 1ª dose da vacina contra a Covid-19 um total de 186.316 pessoas (pouco mais que 71%), a 2ª
dose foi aplicada em 130.504 habitantes (em torno de 50%), 47.103 receberam a dose de reforço (cerca de 18%) e
6.218 vacinaram-se com a dose única (pouco mais que 2%).
Com base nesses dados e considerando esses valores percentuais enunciados como aproximados, a razão entre o
percentual de habitantes nos quais foi aplicada a dose de reforço e o percentual de habitantes que receberam a 2ª
dose da vacina contra a Covid-19, nessa ordem, é:
a) 18/71
b) 9/25
c) 50/71
d) 25/9
e) 71/50
Comentário: Precisamos definir a razão entre o percentual de habitantes nos quais foi aplicada a dose de reforço
e o percentual de habitantes que receberam a 2ª dose da vacina contra a Covid-19.
Como cerca de 18% dos habitantes recebeu a dose de reforço e cerca de 50% dos habitantes recebeu a 2ª dose,
então temos:
Razão = 9 / 25
GABARITO: LETRA B
“Em uma proporção, a soma (ou diferença) dos primeiros termos está para o 2º (ou 1º) termo, assim como a soma
(ou diferença) dos últimos termos está para o 4º (ou 3º) termo”
É muito comum aparecer questões que necessitam da aplicação da propriedade supracitada. Todavia, a grande
maioria dos concursandos prefere resolver tais questões através do método da substituição. Diante disso, vamos
resolver os dois exemplos a seguir para entender a aplicação de tal método.
Comentário: Temos que x + y = 210. Ao “passar o y para o outro lado”, o qual vai ficar negativo, temos:
x = 210 – y.
210−𝑦 4
= --- [Basta multiplicar cruzado]
𝑦 3
4y = 630 – 3y
4 y + 3 y = 630
7y = 630
y = 630 ÷ 7 = 90.
𝐱 𝟓
b) Determine x e y na proporção 𝐲
= 𝟐 sabendo que x – y = 120
Ao “passar o y para o outro lado”, o qual vai ficar positivo, temos: x = 120 + y
5y = 240 + 2 y
5y – 2y = 240
3y = 240
y = 240 ÷ 3 = 80.
Resolvemos neste capítulo dois exemplos através do método da substituição. Agora, vou mostrar a resolução dos
mesmos através da aplicação da propriedade da proporção supracitada.
𝐱 𝟒
a) Determine x e y na proporção = , sabendo que x + y = 210.
𝐲 𝟑
𝑥 4
Comentário: Na proporção 𝑦 = 3, temos:
1º termo: x
2º termo: y
3º termo: 4
4º termo: 3
Onde se encontra “x + y”, vamos colocar 210 que é o valor dessa soma. Vai ficar assim:
210 7
= --- [Basta multiplicar cruzado]
𝑦 3
Logo, x + 90 = 210
x = 210 – 90 = 120
𝐱 𝟓
b) Determine x e y na proporção = sabendo que x – y = 120
𝐲 𝟐
𝑥 5
Comentário: Na proporção 𝑦 = 2, temos:
1º termo: x
2º termo: y
3º termo: 5
4º termo: 2
𝒙− 𝒚 𝟓−𝟐
=
𝒚 𝟐
Onde se encontra “x – y”, vamos colocar 120 que é o valor dessa diferença. Vai ficar assim:
120 3
𝑦
= 2 --- [Basta multiplicar cruzado]
3y = 240
y = 240 ÷ 3 = 80.
Quando se fala em divisão proporcional, dispensam-se conceitos e definições, uma vez que estes não são objetos de
avaliação em concursos. Todavia, é importante saber as características de uma questão que envolve divisão
proporcional.
Normalmente são informadas no enunciado da questão as “partes investidas” e o “prêmio” que deve ser dividido
entre essas partes.
Ressalte-se que a divisão do prêmio entre as partes investidas pode ser feita de três formas:
Observe o exemplo abaixo para identificação de uma questão que envolve divisão proporcional:
Exemplo: José deixou para os seus três filhos, João, Pedro e Elias, uma herança no valor de R$ 10.000,00 que deve
ser dividida entre eles na razão direta das idades de cada um. Sabendo-se que João tem 15 anos, Pedro tem 17 anos
e Elias tem 18 anos, determine quanto coube na partilha a cada um dos filhos de José.
Comentário: Note que temos uma típica questão de divisão proporcional, pois as idades representam as partes
investidas e a herança, o prêmio a ser dividido. Nesse exemplo, devemos encontrar o valor que cada filho
(‘investidor’) receberá.
Para resolver questões similares ao exemplo acima, precisamos estudar os detalhes que diferem cada tipo de
divisão proporcional. Vamos lá...
Na divisão proporcional direta, quanto maior a parte investida, maior é o valor recebido.
BIZU ---- Falou em divisão diretamente proporcional, lembrar-se de “multiplicar por ‘x’ e somar”.
EXPLICANDO... Isso significa que devemos multiplicar todas as partes investidas por ‘x’ e somá-las ao
total que deverá ser repartido.
Observe o exemplo:
Partes: 5 e 8
Prêmio: 65
Como as partes investidas são ‘5’ e ‘8’, então multiplicamos as mesmas por ‘x’. Assim, temos:
Partes: 5x e 8x
5x + 8x = 65
13x = 65
x = 65/13 = 5
Por fim, basta substituir o valor de ‘x’ nas respectivas partes investidas...
5x = 5 . 5 = 25
8x = 8 . 5 = 40
Conclusão: Como a divisão é direta, então aquele que investiu a menor parte que é ‘5’ recebeu o menor valor que
é ‘25’ e, obviamente, aquele que investiu a maior parte que é ‘8’ recebeu o maior valor que é ‘40’.
Observe que ‘25’ e ‘40’ são diretamente proporcionais a ‘5’ e ‘8’, respectivamente, uma vez que a razão
entre os valores daqueles números e os valores destes, são iguais. Veja:
25 40
5
= 8
= 5 ---- [‘5’ é a constante de proporcionalidade].
Exemplo: Os valores 6 e 12 são diretamente proporcionais aos valores 2 e 4, respectivamente, uma vez que as
6 12
razões 2 = 4 = 3 são iguais, sendo ‘3’ a constante de proporcionalidade.
∎ Regra de Sociedade
A regra da sociedade é uma espécie de divisão proporcional direta em que se precisa calcular o respectivo valor
do lucro ou prejuízo acerca de um determinado investimento.
Ressalte-se de que o procedimento para encontrar a solução de uma questão em que se trabalha com a Regra da
sociedade é idêntico ao procedimento da divisão proporcional direta. Assim, podemos dizer que este é um
gênero onde aquela é uma espécie.
Exemplo: Os irmãos Victor e Guilherme resolveram formar uma sociedade baseada em quotas. Aquele investiu R$
500,00 e este investiu R$ 200,00. Após dois anos, houve um lucro de R$ 2.100,00. Diante disso, determine a parte
do lucro que caberá a cada irmão.
Comentário: O lucro deverá ser repartido em partes diretamente proporcionais, conforme assevera a Regra da
sociedade.
Assim, basta multiplicar cada parte investida por ‘x’, somar e igualar ao prêmio. Vai ficar assim:
700x = 2100
x = 2100/700 = 3
Na divisão proporcional inversa, quanto maior a parte investida, menor é o valor recebido e, obviamente, quanto
menor a parte investida, maior é o valor recebido.
EXPLICANDO... Isso significa que devemos dividir o ‘x’ por todas as partes investidas e somá-las ao total
que deverá ser repartido.
Partes: 4 e 9
Prêmio: 52
Como as partes investidas são ‘4’ e ‘9’, então dividimos o ‘x’ pelas mesmas. Assim, temos:
x x
Partes: 4 e 9
O ‘1’ foi colocado expressamente como denominador do prêmio de R$ 52,00 para que possamos encontrar o
MMC, uma vez que há uma soma com denominadores diferentes.
Como ‘4’ e ‘9’ são primos entre si, ou seja, o único divisor comum é ‘1’, então o MMC é o produto entre eles (4 ×
9 = 36)
Agora, dividimos o valor do MMC por todos os denominadores. Vai ficar assim:
36 ÷ 4 = 9;
36 ÷ 9 = 4;
36 ÷ 1 = 36.
Nesse momento, multiplicamos o quociente da divisão entre o MMC e os denominadores pelos respectivos
numeradores. Vai ficar assim:
9 . x = 9x
4 . x = 4x
36 . 52 = 1872
9x + 4x = 1872
13x = 1872
x = 1872 ÷ 13 = 144.
Por fim, basta substituir o valor de ‘x’ nas respectivas partes investidas...
x 144
= = 36
4 4
x 144
= = 16
9 9
Conclusão: Como a divisão é inversa, então aquele que investiu a menor parte que é ‘4’ recebeu o maior valor
que é ‘36’ e, obviamente, aquele que investiu a maior parte que é ‘9’ recebeu o menor valor que é ‘16’.
Observe que os números 36 e 16 são inversamente proporcionais aos respectivos números 4 e 9, uma vez que
o produto entre os valores daqueles números e os valores destes, são iguais. Veja:
36 × 4 = 16 × 9 = 144
Exemplo: Os valores 12 e 15 são inversamente proporcionais aos valores 5 e 4, respectivamente, uma vez que os
produtos 12 x 5 = 15 x 4 são iguais a 60.
Temos uma divisão proporcional composta quando, em uma mesma situação, uma determinada grandeza deve ser
dividida simultaneamente, em partes diretamente proporcionais a um grupo de números e em partes inversamente
proporcionais a outro grupo de números.
BIZU ---- Falou em divisão proporcional composta, lembrar-se de “multiplicar por ‘x’, dividir e somar”.
EXPLICANDO... Neste caso, devemos multiplicar as partes a serem repartidas de maneira diretamente
proporcional por ‘x’ e, simultaneamente, dividir o resultado desse produto pelas partes a serem repartidas de
maneira inversamente proporcional.
Na prática, é bem simples. Conseguimos realizar essa “operação” durante a montagem da equação...
DP: 1 2 3
IP: 4 5 6
Agora, vamos montar três frações e multiplicar o numerador das mesmas por ‘x’. Veja:
1 2 3
4
x + 5 x + 6 x = 115
Se multiplicarmos ‘1’ por ‘x’ na primeira fração e simplificar a fração 3/6, dividindo o numerador e denominador
por 3, então teremos:
𝑥 2 1 115
+ x+ x=
4 5 2 1
[MMC (4, 5, 2, 1) = 20] --- [Agora, dividimos o valor do MMC por todos os denominadores]. Vai ficar assim:
20 ÷ 4 = 5;
20 ÷ 5 = 4;
20 ÷ 2 = 10;
20 ÷ 1 = 20
Nesse momento, multiplicamos o quociente da divisão entre o MMC e os denominadores pelos respectivos
numeradores. Vai ficar assim:
5 . x = 5x
4 .2x = 8x
10 . x = 10x
20 × 115 = 2300
5x + 8x + 10x = 2300
23x = 2300
x = 2300 ÷ 23 = 100
Por fim, basta substituir o valor de ‘x’ nas respectivas partes investidas que foram formadas imediatamente antes
do MMC...
x 100
4
= 4
= 25
2 2
5
x = 5 × 100 = 40;
𝑥 100
= = 50.
2 2
EXERCÍCIOS COMENTADOS
A razão entre o percentual de profissionais “brasileiros” e o percentual de profissionais dos “EUA” que almoçam
em menos de 30 minutos é, nessa ordem é:
a) 3/4
b) 5/8
c) 1/5
d) 3/5
e) 3/8
Logo, devemos dividir o nº de profissionais “brasileiros”(40%) que almoçam em menos de 30 minutos pelo nº de
profissionais dos “EUA” (64%) que também almoçam em menos de 30 minutos. Veja:
40/64 = 5/8
GABARITO: LETRA B
Renato preparou 1,5 litro de limonada e, em seguida, distribuiu todo o volume do suco em três recipientes com
capacidades para 0,4 litro, 1,2 litro e 1,4 litro. Qual é a diferença de volume de suco colocado nos dois menores
recipientes, se a divisão for proporcional à capacidade de cada um?
a) 250 ml
b) 300 ml
c) 400 ml
d) 350 ml
e) 450 ml
A divisão proporcional ocorre quando temos um “prêmio” que é o valor total a ser repartido e precisamos
determinar os valores que serão "distribuídos" a cada um dos números dados (a cada uma das partes), sendo que
ao somá-las, obtemos o referido prêmio.
Daí, temos que 1,5 litro é o prêmio e, 0,4 litro, 1,2 litro e 1,4 litro, as partes.
A cada uma das partes devemos atribuir uma variável ‘x’ (a qual é a constante de proporcionalidade), somar as
mesmas e igualar ao valor do prêmio. Veja:
Como a questão pede a diferença de volume de suco colocado nos dois menores recipientes, então temos:
GABARITO: LETRA C
≫ Conceito de regra de três: Regra de três é simplesmente uma proporção envolvendo grandezas, sejam elas
diretamente ou inversamente proporcionais.
Para resolver questões de regra de três é fundamental que o concursando saiba a diferença entre as grandezas
diretamente e inversamente proporcionais. Vamos lá...
≫ Grandezas diretamente proporcionais: Duas grandezas são diretamente proporcionais sempre que:
Exemplo: A tabela abaixo relaciona as grandezas ”horas trabalhadas por dia” e “salário recebido”. Essas duas
grandezas são diretamente ou inversamente proporcionais?
H/D R$
3 120
6 240
Comentário: Como podemos perceber, enquanto a grandeza ”horas trabalhadas por dia” aumenta (de 3 para 6),
a grandeza “salário recebido” também aumenta na mesma proporção(de 120 para 240). Note que as grandezas
‘se acompanham’.
Sendo assim, conclui-se que “horas trabalhadas por dia” e “salário recebido” são grandezas diretamente
proporcionais.
≫ Grandezas inversamente proporcionais: Duas grandezas são inversamente proporcionais sempre que:
- Aumentando uma delas, a outra diminui na mesma proporção;
- Diminuindo uma delas, a outra aumenta na mesma proporção.
OP MIN
3 120
6 60
Comentário: Como podemos perceber, enquanto a grandeza “quantidade de operários” aumenta (de 3 para 6), a
grandeza “tempo” diminui na mesma proporção (de 120 para 60).
Note que as grandezas ‘NÃO se acompanham’.
Sendo assim, conclui-se que “quantidade de operários” e “tempo” são grandezas inversamente proporcionais.
Veja abaixo os três passos utilizados para a resolução de questões envolvendo regra de três simples:
3º) Resolver a equação correspondente, conforme os tipos de grandezas envolvidas. São duas possibilidades:
a) Em um banco, contatou-se que um caixa leva, em média, 5 minutos para atender 3 clientes. Qual é o tempo que
esse caixa vai levar para atender 36 clientes?
Min Clientes
5 3
x 36
Comentário: Após a montagem da tabela, na qual agrupamos as grandezas de mesma espécie em colunas,
precisamos identificar se as grandezas envolvidas são diretamente ou inversamente proporcionais.
1ª) As grandezas são diretamente proporcionais. Nesse caso, devemos multiplicar cruzado.
2ª) As grandezas são inversamente proporcionais. Nesse caso, devemos multiplicar em linha.
Observe:
Neste exemplo, aumentando-se o número de clientes (3 para 36), certamente, aumenta-se também o tempo de
atendimento (5 para x), logo se trata de grandezas diretamente proporcionais.
Min Clientes
5 3
x 36
3 x = 5 . 36
3 x = 180
x = 180 / 3 = 60
BIZU: Em se tratando de regra de três simples, sempre que as grandezas envolvidas forem diretamente
proporcionais, basta multiplicar cruzado.
b) Com a velocidade de 75 km/h, um ônibus faz percurso em 40 minutos. Devido a um pequeno congestionamento,
esse ônibus fez o percurso de volta em 50 minutos. Qual a velocidade média desse ônibus no percurso de volta?
Velocidade Tempo
75 40
x 50
Comentário: Após a montagem da tabela, na qual agrupamos as grandezas de mesma espécie em colunas,
precisamos identificar se as grandezas envolvidas são diretamente ou inversamente proporcionais.
1ª) As grandezas são diretamente proporcionais. Nesse caso, devemos multiplicar cruzado.
2ª) As grandezas são inversamente proporcionais. Nesse caso, devemos multiplicar em linha.
Observe:
Neste exemplo, aumentando-se o tempo do percurso (40 para 50 min), certamente, diminui-se a velocidade de
deslocamento (75 para x), logo se trata de uma grandezas inversamente proporcionais.
Velocidade Tempo
75 40
x 50
50 x = 75 . 40
50 x = 3000
x = 3000 / 50 = 60
BIZU: Em se tratando de regra de três simples, sempre que as grandezas envolvidas forem inversamente
proporcionais, basta multiplicar a proporção original em linha, sem a necessidade de inverter a mesma.
É importante ressaltar que a metodologia de resolução de uma questão que envolve a regra de três composta é
diferente da utilizada na resolução da regra de três simples.
Na regra de três simples, multiplicamos cruzado ou em linha, conforme as grandezas envolvidas; Já na regra de três
composta devemos seguir os passos seguintes:
3º) Identificar se as grandezas são diretamente ou inversamente proporcionais, relacionando-as sempre com a
grandeza que contém a incógnita.
- Se as grandezas envolvidas forem diretamente proporcionais, então devemos manter a fração original;
- Se as grandezas envolvidas forem inversamente proporcionais, então devemos inverter a fração original.
Exemplo: Cinco robôs idênticos produzem 12.000 peças em dezoito horas de operação. O número de horas de que
quatro desses robôs necessitam para produzir 16.000 peças é:
a) 36
b) 30
c) 20
d) 16
Agora, vamos isolar a grandeza que contém a incógnita (grandeza ‘horas’). É simples! Basta manter a mesma
como uma fração á esquerda do sinal de igualdade. Veja:
18
𝑥
=
Agora precisamos comparar todas as grandezas, separadamente, em relação à grandeza que contém a incógnita
(grandeza ‘horas’).
Diminuindo a quantidade de robôs (de 5 para 4), aumenta-se a quantidade de horas --- Grandezas inversamente
proporcionais;
Aumentando a quantidade de peças (de 12000 para 16000), aumenta-se a quantidade de horas --- Grandezas
diretamente proporcionais;
18 4 12000
𝑥
= 5
× 16000
18 48000
𝑥
= 80000
“Cortando-se” os três zeros e, em seguida, multiplicando cruzado, temos:
48 x = 18 × 80
48 x = 1440
x = 1440/48
x = 30
GABARITO: LETRA B.
As grandezas “servidores”, “horas por dia” e “dias” são diretamente proporcionais à grandeza “atendimentos”.
Daí, temos:
288/x = 6 . 6 . 1 / 3 . 8 . 5
288/x = 36 / 120
x . 36 = 288 . 120
x . 36 = 34560
x = 34560/36 = 960
GABARITO: LETRA B
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
De acordo com as informações apresentadas, o percentual de aumento no desmate do bioma na mata atlântica, entre
os biênios 2014 – 2015 e 2015 – 2016, foi aproximadamente, de:
a) 71%
b) 57,73%
c) 63,40%
d) 53%
e) 65,25%
GABARITO
Conceito: Denomina-se porcentagem, percentagem ou razão centesimal, toda fração que apresentar o
denominador igual a 100. Podemos representar essa fração de forma percentual ou decimal. Veja os exemplos:
12
𝟏𝟐% = 100
·= 0,12
5
5% = 100 = 0,05
135
135% = 100 = 1,35
As frações que não apresentam o denominador igual a 100 também podem ser representadas na sua forma
percentual. Veja os exemplos:
1
a) 2 = 50%
1
b) 4 = 25%
3
c) 4 = 75%
9
d) 25 = 36%
Respondendo: É normal que se recorra à regra de três para encontrar a forma percentual de uma fração qualquer.
Veja o exemplo abaixo:
𝟏𝟐
≫ 𝟐𝟎 = ?%
Comentário: Como o denominador é igual a ‘20’, então este valor é o “inteiro”. Logo, podemos aplicar a seguinte
regra de três simples:
% valor
100 20
x 12
20x = 100 . 12
20x = 1200
x = 1200/20 = 60%
12
Conclusão: A fração equivale a 60%.
20
Conforme o exemplo acima, percebe-se que a regra de três nos permite encontrar a forma percentual de uma
fração. Todavia, existe um método mais fácil que consiste em multiplicar o numerador de qualquer fração por
100. Veja:
12 1200
≫ × 100 = = 60%
20 20
Mais exemplos...
1 100
a) 2 × 100 = 2
= 50%
1 100
b) 4 × 100 = 4
= 25%
3 300
c) 4 × 100 = 4
= 75%
9 900
d) 25 × 100 = 25
= 36%
Exemplo: Dos 120 funcionários convidados para assistir a uma palestra sobre doenças sexualmente transmissíveis,
somente 72 compareceram. Em relação ao total de funcionários convidados, esse número representa ____ %.
Comentário: É uma típica questão cobrada em concursos, na qual, geralmente, recorremos à regra de três. Veja:
Funcionários ------- %
120 100
72 x
120 x = 72 . 100
120 x = 7200
Sempre que a questão pedir a parte de um todo (neste caso 72 de 120), basta colocar a parte sobre o todo e
multiplicar o numerador por 100. Veja:
72
. 100 = 7200 ÷ 120 = 60%
120
b) Calcular 4% de 52 =
4
100
× 52 = 208 ÷ 100 = 2,08
Em se tratando de acréscimos ou decréscimos percentuais de um valor qualquer, podemos montar uma equação, na
qual, somando (ou subtraindo) o valor inicial com a porcentagem que aumentou (ou diminuiu) em relação ao valor
inicial, resulte no total obtido. Veja:
Exemplo: Guilherme comprou uma bicicleta por R$ 250,00 e a revendeu por R$300,00. Qual a taxa percentual de
lucro obtida?
250𝑥
250 + 100
= 300
50
x= = 20 %
2,5
ATENÇÃO ---Também podemos resolver o exemplo acima através de uma regra de três simples...
Valor --- %
250 100
50 x
250 x = 100 . 50
250 x = 5000
EXERCÍCIOS COMENTADOS
Comentário: O trimestre encerrado em fevereiro de 2022 é a referência e, por isso, deve ser considerado igual a
100%.
R$ %
2752 100
241* x
2752 . x = 24100
x = 24100 ÷ 2752
Comentário: Como o enunciado afirma: “... sendo 1/4 a razão entre o número de aprovados e o número de
reprovados...”, então sabemos que a cada 5 candidatos, 1 é aprovado enquanto 4 são reprovados.
Sendo assim, a porcentagem de aprovados em relação ao total de entrevistados é encontrada da seguinte forma:
1 100
x 100 = = 20%
5 5
GABARITO: LETRA D
100 x = 10400
GABARITO: LETRA A;
GABARITO: LETRA A
BIZU ----- SEMPRE que um enunciado não informar o total que devemos trabalhar, podemos, em regra,
considerar que esse total é 100. Disse em regra, pois podemos, conforme o caso, utilizar outros valores.
Voltando à questão...
Como a questão não mencionou o total de inscritos, então considere que houve 100 inscritos nesse processo
seletivo.
2°) Na segunda fase foram eliminados 10% dos candidatos classificados na primeira fase
Solução: Como se classificaram 36 candidatos dentre os 100 inscritos, então temos um percentual de 36% dos
candidatos não eliminados em relação ao número de candidatos inscritos nesse processo seletivo.
GABARITO: LETRA C
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1) (PR4/2017 – UFRJ/ASSISTENTE ADM) - O preço final de um produto que custava R$ 409,00 após sofrer dois
aumentos sucessivos, um de 6% e outro de 8,5%, será, em reais, de aproximadamente:
a) 468,31
b) 464,22
c) 474,83
d) 470,39
e) 466,26
Em um estudo recente, divulgado nos meios de comunicação, foram informadas variações de preço, desde a
estabilização da moeda há 20 anos, sobre itens que envolvem os meios de transporte. Entre outros dados
apresentados, foi informado que as tarifas de transporte coletivo subiram 685%, enquanto os preços dos carros
subiram cerca de 160%. Se a tarifa de transporte coletivo hoje vale x, a operação que produz seu valor há 20 anos é:
a) x ÷ 6,85
b) x × 0,315
c) x ÷7,85
d) x × 0,685
e) x ÷ 0,785
e) 24,2%
GABARITO:
𝐜 . 𝐢 .𝐭
J= , onde:
𝟏𝟎𝟎
J = juro;
c = capital;
i = taxa;
t = tempo
Exemplo: O capital de 500 reais aplicado a uma taxa de 36 % ao ano, durante 4 meses, rende um montante de:
ATENÇÃO --- Note que a taxa e o tempo NÃO estão na mesma unidade. Logo, temos que fazer a conversão.
[36 ÷ 12 = 3]
Assim, podemos concluir que a taxa de 36% ao ano é proporcional à taxa de 3% ao mês.
J = 500 × 3 × 4/100
J = 6000/100
J = 60
Para calcularmos o montante, basta somar o capital inicial com os juros, veja:
M=C+J
M = 500 + 60 = 560.
Observe a questão abaixo cobrada pela banca PR-4 no último concurso da UFRJ...
(PR4-UFRJ/2022) - Um investidor aplicou 1/4 (um quarto) do seu capital a juros simples comerciais de 18% ao
ano, pelo prazo de 16 meses, e o restante do dinheiro a uma taxa de 24% ao ano, pelo mesmo prazo e em regime de
capitalização. Se uma das aplicações rendeu R$ 1.080,00 a mais do que a outra, o capital inicial do investidor foi,
aproximadamente, de:
a) R$ 6.000,00
b) R$ 5.555,56
c) R$ 7.714,29
d) R$ 10.000,00
e) R$ 10.800,00
Comentário: Note abaixo que a banca PR-4 não mencionou no enunciado da questão o regime de capitalização
(simples ou composto) previsto para o restante do dinheiro...
“e o restante do dinheiro a uma taxa de 24% ao ano, pelo mesmo prazo e em regime de capitalização”
Diante disso, por falta de clareza no enunciado, a própria banca anulou a questão.
No regime de juros compostos, temos o famoso “Juro em cima de juro”. Neste caso, os juros irão incidir, a cada
período, sobre o somatório do capital acumulado ao juro do período anterior, ou seja, haverá incidência
percentual sempre sobre o montante acumulado.
M = C (1 + i)t, onde:
M = montante
C = capital;
i = taxa;
t = tempo.
Exemplo: O capital de 300 reais aplicado a uma taxa de 10% ao ano, durante 2 anos, no regime de juros
compostos, produzirá um montante de:
C = 300.
i = 10 % a.a.
t = 2 anos.
Perceba que a taxa e o tempo estão na mesma unidade. Logo não temos que fazer a conversão.
M = 300 × (1 + 0,1)2
M = 300 × (1,1)2 ------ 1,12 = 1,21
M = 300 × 1, 21
M = 363.
EXERCÍCIOS COMENTADOS
M = 30.000 × (1 + 0,04)2
M = 30.000 × (1,04)2 ------ 1,042 = 1,0816
M = 30.000 × 1, 0816 = 32.448
GABARITO: LETRA C;
Comentário: Sabemos que 24 meses equivalem a 4 semestres, pois cada semestre tem 6 meses.
Como a taxa de juros é de 12,4% ao semestre, então essa taxa em sua forma unitária é de 0,124 ao semestre.
Voltando à questão...
Como a taxa de juros é a mesma por semestre, então a taxa de juros acumulada é:
Jac = (1,124)4 – 1
GABARITO: LETRA B
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1) (PR4/2017 – UFRJ/ASSISTENTE ADM) - Uma dívida bancária de R$ 950,00 foi quitada 2 quadrimestres
depois de contraída. A taxa linear mensal praticada pela instituição financeira, que resultou na cobrança de juros de
R$ 433,20, foi de:
a) 5,7%
b) 57%
c) 4,7%
d) 0,57%
e) 47%
3) (PR4/2015 – UFRJ/AUXILIAR EM ADM) – O preço de uma determinada marca de geladeira para pagamento à
vista com boleto bancário é de R$ 1.406,00. Neste valor já está embutido o desconto de 5% que é oferecido pela
loja para pagamentos desta forma. Sem o desconto, o preço desta geladeira é:
a) R$ 1.335,70
b) R$ 1.456,00
c) R$ 1.476,30
d) R$ 1.480,00
e) R$ 1.356,00
4) Carlos fez uma aplicação a juros simples durante 4 meses, com taxa anual de 15%. Se a quantia aplicada por
Carlos correspondente, em reais, ao MMC (Menor Múltiplo Comum) dos números 24 e 40, então o valor dos juros
é igual a:
a) R$ 6,00
b) R$ 9,00
c) R$ 12,00
d) R$ 18,00
5) Qual será o valor do montante produzido por um capital de R$ 2.000,00, aplicado no regime de juros simples a
uma taxa mensal de 3% durante 8 meses?
a) O montante produzido é de R$ 2.480,00.
b) O montante produzido é de R$ 1.780,00.
c) O montante produzido é de R$ 2.000,00.
d) O montante produzido é de R$ 2.440,00.
GABARITO: