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Homologação de Divórcio Consensual em MA

Gilberto da Silva Sousa e Creuzemir Silva Santana solicitam a homologação de seu divórcio consensual, afirmando não ter condições financeiras para arcar com custos processuais, e pedem assistência judiciária gratuita. O casal, casado sob o regime de comunhão parcial de bens, está separado há quatro meses e não possui bens, dívidas ou filhos. O pedido inclui a concessão de prazos em dobro para os advogados e a publicação conjunta das intimações.

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Italo Daniel
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Homologação de Divórcio Consensual em MA

Gilberto da Silva Sousa e Creuzemir Silva Santana solicitam a homologação de seu divórcio consensual, afirmando não ter condições financeiras para arcar com custos processuais, e pedem assistência judiciária gratuita. O casal, casado sob o regime de comunhão parcial de bens, está separado há quatro meses e não possui bens, dívidas ou filhos. O pedido inclui a concessão de prazos em dobro para os advogados e a publicação conjunta das intimações.

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Juízo de Direito da __ Vara de Família da Comarca de Imperatriz/MA


Competência por distribuição

*Corrigida para fins acadêmicos.


Assinado de forma digital por
MARIANA MARIA MARIANA MARIA
PEREIRA:61507278314 PEREIRA:61507278314
Dados: 2024.11.27 16:28:28 -03'00'

Gilberto da Silva Sousa, brasileiro, empilhadeiro, inscrito no CPF sob o n.


612.328.913-63, residente e domiciliado na Rua Piracicaba, Número A9, Parque
Alvorada 1, Telefone: (99) 8403-8451; e Creuzemir Silva Santana, brasileira,
autônoma, inscrita no CPF sob 727.550.243-72 residente e domiciliada na Rua
Bebedouro, Número 205, Camaçari, Telefone: (99) 8497-3401, por intermédio de
seus procuradores, todos advogados do EMAJ (procuração anexa), vem
respeitosamente à presença de Vossa Excelência, apresentar:

HOMOLOGAÇÃO DE DIVÓRCIO CONSENSUAL

O que se faz de acordo com o procedimento previsto nos artigos 731 a 734 do Código
de Processo Civil, bem como no disposto no art. 226, § 6º, da CF c/c EC 66/2010 e
nos artigos 1.571 e ss, do Código Civil mediante as seguintes cláusulas e condições:

1 PREÂMBULO

1.1 ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA

1. Inicialmente, os Requerentes, afirmam que não possuem condições para arcar


com as custas processuais e honorários advocatícios sem prejuízo de seu
próprio sustento e de sua família, razão pela qual fazem jus à Gratuidade da
Justiça, assegurada pela Constituição Federal, art. 5° e nos termos da Lei no
1.060/50, com a nova redação introduzida pela Lei n° 7.510/86, c/c art. 98 e ss.
do NCPC.

1.2 PRERROGATIVA DO PRAZO EM DOBRO

2. A priori, cumpre destacar que os Requerentes, estão sendo assistidos por


Núcleo de Prática Jurídica. Desta forma, deve-se reconhecer as prerrogativas
do prazo em dobro asseguradas pelo art. 186, §3º, do CPC/2015.
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1.3 DAS INTIMAÇÕES

3. Os Requerentes informam que recebem suas intimações conjuntamente nas


pessoas dos advogados, Bianca Caroline Ramos Teixeira (OAB/MA 20.307),
Greyson Dekhar Sousa (OAB/MA 13.189), João Marcos Lucena Fagundes
(OAB/MA 18.914), Marilene Sousa Santos (OAB/MA 8.399) e Paula Regina
Pereira dos Santos Marques Dias (OAB/MA 7.480) sob pena de nulidade
(CPC, arts. 77, V c/c 272, §§2º e 5º).

2 FATOS

4. Os Requerentes casaram-se sob o Regime de Comunhão Parcial de Bens em


03/08/2021, conforme Certidão de Casamento anexa. Contudo, estão
separados há cerca de quase 4 (quatro) meses, sendo inviável, a reconciliação
e manifestam a vontade livre e consciente da dissolução da sociedade
conjugal.

3 DIREITOS

3.1 DIVÓRCIO

5. O § 6º do art. 226 da Constituição Federal, antes da modificação trazida pela


Emenda Constitucional nº 66/2010, estabelecia que o “casamento civil pode ser
dissolvido pelo divórcio, após prévia separação judicial por mais de um ano nos
casos expressos em lei, ou comprovada separação de fato por mais de dois
anos”, ao passo que, após a referida alteração, passou simplesmente a prever
que o “casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio”.

6. Além disso, o art. 226, § 6º, da Constituição Federal expõe que: “O casamento
civil pode ser dissolvido pelo divórcio”.

7. Ademais, as causas de dissolução da sociedade e do vínculo conjugal, estão


previstas no art. 1.571, do Código Civil Brasileiro, que assim dispõe: “art. 1.571,
do CC - a sociedade conjugal termina [...] IV - pelo divórcio. § 1º O casamento
válido só se dissolve pela morte de um dos cônjuges ou pelo divórcio,
aplicando-se a presunção estabelecida neste Código quanto ao ausente”.
8. Já o art. 731, do Código de Processo Civil, elenca os requisitos para a
homologação do divórcio consensual. Todos atendidos nessa exordial.

9. Dessa forma, estando os Requerentes separados de fato e sem a menor


possibilidade de restabelecimento da união, requer a extinção dessa sociedade
conjugal.
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10. As partes interessadas no divórcio assinarão petição conjunta, requerendo a


homologação de seu pedido pelo juiz competente. Serão igualmente
observadas às disposições gerais sobre os procedimentos especiais e a
petição deverá conter: (a) a descrição dos bens comuns do casal e a forma da
partilha; (NCPC, art. 731).

3.1.1 DOS BENS, DAS DÍVIDAS E OBRIGAÇÕES

11. Durante a constância do matrimônio não foram constituídos bens, dívidas e/ou
obrigações.

3.1.2 DO USO DO NOME

12. Com o matrimonio não houve alteração no nome da parte Requerente, que
assim deseja permanecer.

3.2 DOS FILHOS

13. Na constância da união conjugal o casal não teve nenhum filho(a).

4 PEDIDOS

14. Diante do exposto acima, REQUER de Vossa Excelência:

1) Concessão dos benefícios da justiça gratuita, com fundamento na Lei n°


1.060/50 e demais cominações legais pertinentes, vez que os Requerentes
não possuem condições econômicas de arcar com as custas processuais e
demais despesas sem prejuízo de sustento próprio ou de sua família.

2) Sejam asseguradas as prerrogativas inerentes aos Núcleos de Prática


Jurídica, em especial com a aplicação do prazo em dobro asseguradas pelo
art. 186, §3º, do CPC/2015.

3) Sejam as intimações publicadas conjuntamente nas pessoas dos advogados,


Bianca Caroline Ramos Teixeira (OAB/MA 20.307), Greyson Dekhar Sousa
(OAB/MA 13.189), João Marcos Lucena Fagundes (OAB/MA 18.914),
Marilene Sousa Santos (OAB/MA 3.999), Mariana Maria Pereira (OAB/MA
25.637), e Paula Regina Pereira dos Santos Marques Dias (OAB/MA 7.480),
sob pena de nulidade (CPC, arts. 77, V c/c 272, §§2º e 5º).

4) Seja o Pedido julgado totalmente procedente, para homologar o divórcio do


casal nos exatos termos da exordial, do qual deverá ser oficiado ao Cartório
competente, para que proceda às necessárias averbações.

5) Protesta por todos os meios de provas admitidas em direito, em especial,


depoimento pessoal das partes, juntada de novos documentos e oitiva de
testemunhas.
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15. À causa atribui-se o valor de R$ 1.412,00 (mil quatrocentos e doze reais).

Termos em que, espera provimento.

Imperatriz/MA, 18 de novembro de 2024.

Gilberto da Silva Sousa Creuzemir Silva Santana

Bianca C. R. Teixeira Greyson Dekhar Sousa João Marcos L. Fagundes


Advogada | OAB/MA n. 20.307 Advogado | OAB/MA 13.189 Advogado | OAB/MA n. 18.914

Mariana Maria Pereira Marilene Sousa Santos Paula R. P. dos S. M. Dias


Advogada | OAB/MA n. 25.637 Advogada | OAB/MA n. 8.399 Advogada | OAB/MA n. 7.480

Jennyfer Costa Nascimento Barbosa


Estagiária | Emaj 3

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