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Deathloop: Análise e Críticas do Jogo

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Vou começar pé na porta opinião ruim na cara…

DEATHLOOP tinha que ter sido o jogo do ano de 2021


Porque?
Deathloop puxa inspiração de um jogo que eu falo muito
pouco sobre, Outer Wilds, um jogo simples sobre exploração
espacial com um loop temporal. Por mais que Deathloop não
faça algo tão incrível quanto Outer Wilds no sentido de que a
unica “porta” para zerar o jogo seja uma barreira de
conhecimento, Deathloop executa toda a premissa muito
bem.
Pensa se Hitman, Outer Wilds e Dishonored fizessem uma
ménage e Dishonored parisse Deathloop. A premissa do jogo
é até simples, você, Colt Vahn tem que acabar com um loop
temporal que prende todas as pessoas da ilha de Blackreef a
repetir o mesmo dia. Você é uma garota Julianna, que por
algum motivo quer muito te matar, são os únicos que
lembram dos últimos loops. As pessoas da ilha são parte de
um “projeto” que criou esse loop, e todas acham que esse é o
começo do primeiro dia da imortalidade deles, mesmo eles já
estando presos no loop a muito tempo. Esse loop pode ser
parado apenas quando todos os 8 Visionários, o grupo de
pessoas responsáveis por “criar” o loop estiverem mortos. Colt
decidiu trair os Visionários por algum motivo, e busca acabar
com o loop.
Você acorda sem memória nenhuma, sendo guiado apenas
por mensagens que flutuam, talvez escritas por você mesmo?
Várias outras perguntas te assolam, mas o jogo funciona
muito bem nesse quesito, por ser quase como uma novel de
mistério.

Mas, aqui vem minha primeira crítica. O jogo conta sua longa
e misteriosa história atrás de 3 coisas, conversas com a
Julianna, notas, e áudios gravados pelos Visionários. Sério, a
única cutscene de verdade só acontece no final do jogo. Isso
pode ser algo que afasta as pessoas do jogo, dado que muita
gente não gosta de ter que descobrir a história inteira do jogo
sozinho. Isso também causa que você possa ficar
completamente perdido em alguns aspectos do jogo, dado
que não é difícil de perder as anotações e os audiologs por aí.

Bem, a gameplay e o loop de jogo (pun intended) é


extremamente funcional e divertido, por mais que possa ser
chato pra algumas pessoas que não gostem desse tipo de
jogo.
A gameplay funciona assim:

O mapa é dividido em 4 distritos, Updaam, Fristad Rock, The


Complex e Karl’s Bay. Os distritos não são muito grandes, mas
tem muitos mistérios escondidos, desde equipamentos
secretos, até notas que contam mais sobre a história.

O loop é constituído em 4 períodos diferentes, Dia, Meio-dia,


Tarde e Noite. Cada mapa tem uma variação pra cada um
desses períodos, e as coisas mudam pra caramba. Quer
acessar seu apartamento em Updaam? Se você chegar do
meio-dia pra frente, a Julianna já vai ter mandado vários
guardas pra varrer o apartamento e pegar tudo de
interessante. Quer explorar a galeria da Fia, em Fristad Rock
de tarde? Que pena! Ela trancou a galeria e foi para outro
lugar!

Mas como você passa por isso? Coletando informação,


analisando cada mapa e os alvos com cuidado, pra saber
exatamente onde eles vão estar, e como matar 8 alvos, em 4
mapas diferentes, dentro de 4 períodos de tempo.

Um ótimo exemplo disso é o próprio Egor. A noite em


Updaam, Aleksis, um dos Visionários, faz uma festa de
comemoração do ‘Primeiro Dia’, mas Egor não vai pois fez
uma descoberta muito importante no seu laboratório no
Complexo. Como você vai matar dois alvos em localizações
diferentes ao mesmo tempo? Pra isso, você tem que destruir o
experimento de Egor, e fazer ele ir para a festa!
É basicamente assim que os loops funcionam, agora pra
gameplay de verdade…

Colt começa apenas com uma SMG ruim, que faz muito
barulho, e um machete. Mas ele vai conseguindo mais armas
a medida que vai matando mais inimigos. Tem de tudo aqui,
shotguns, snipers, pistolas, SMGS e LMGS, cada uma variando
entre 3 tipos de raridades, que dão status diferentes. Eu
consegui logo no início uma variação da SMG inicial que é
silenciada e tem um range enorme, literalmente a melhor
arma do jogo. Cada arma pode ser equipada com até 3
Trinkets, além de existir também Trinkets pro seu próprio
personagem.

Trinkets de arma são upgrades básicos, dar mais dano, trocar


de arma mais rápido, menos recoil, etc. Já Trinkets do
personagem são onde esse sistema realmente brilha. Você só
pode equipar 4 Trinkets de personagem por vez, e cada um
dá habilidades extremamente interessantes. Tem um
double-jump, melhoria na velocidade de andar agachado (na
maior raridade, você anda tão rápido quando em pé),
aumento na velocidade do seu aparelho de hacking,
aumentar sua mana ou vida, etc. Isso deixa cada build pra
cada loop extremamente nova, mas ai você me pergunta,
o'que me impede de pegar os melhores e não usar mais
nenhum?

Simples, quando você morre, você perde todos os itens!


Bem, não todos, lá pela 2a hora você descobre um meio de
levar seus equipamentos pra todo loop, mas custa, e muito!
Você tem que caçar resíduos, marcas da anomalia temporal
que servem pra você infundir suas armas e levar elas pro
próximo loop. Isso faz com que você sempre esteja disposto a
testar novos Trinkets, já que as vezes você pode morrer sem
ter tempo de infundir aquele maravilhoso Trinket de hackear
minas e bombas…

Além de tudo isso, existem os Slabs, habilidades que cada


Visionário dropa quando você mata eles. No entanto você só
pode usar duas Slabs ao mesmo tempo, oque deixa você um
pouco menos OP. Cada Slab tem uns 4-5 upgrades, que você
ganha a cada vez que você mata o mesmo Visionário depois
de infundir a slab dele. As habilidades são
●​ Shift - Teleporte igual do Dishonored (mesma dev né)
●​ Nexus - Você linka inimigos próximos e tudo que
acontece com um acontece com o resto
●​ Havoc - dano, Dano, DANOOOOOO!!!!!!!
●​ Aether - Você fica invisível até seu poder acabar
●​ Karnesis - Você dá um force push pra cima nos seus alvos.
●​ Reprise - Permite que você reviva 3 vezes por distrito,
deixa o jogo mais fácil e é permanentemente equipada.
●​ Fugue - Essa é secreta, não sei exatamente oque faz
porque eu não cheguei a pegar
●​ Masquerade - Então, além do single-player, você pode
jogar com a própria Julianna e invadir o mundo dos
players online, alá Dark Souls mesmo, e você usa essa
Slab, que te deixa virar um inimigo normal pra você se
esconder.
Sim, esse jogo tem MUITA variação de build e formas de jogar
e essa review já tá enorme.
Oque faz Deathloop ser tão bom assim?
Tudo funciona muito tem, a gameplay é muito boa, mesmo
que difícil (ainda mais no controle), a história é sensacional, e
pra quem gosta de Hitman, o jeito que você tem que
‘aprender’ sobre os seus alvos e decorar os levels é ótimo, e
por causa dos períodos de tempo, tudo é imprevisível. O final
não é maravilhoso e perfeito, mas é gratificante ver os
outcomes do seu longo trabalho (não quero spoilar muito),
definitivamente um final bom pra esse tipo de jogo, dado que
Dishonored nunca teve finais incríveis.

Uma coisa muito pika é que sempre que você chega em uma
certa parte de uma pista (tipo quests mas mais abertas,
ajudam na exploração), o jogo faz uma animaçãozinha com
um estilo muito bom falando sobre como você vai assassinar
ou já assassinou o alvo.

Além disso o jogo tem uma trilha sonora SENSASCIONAL, é


tipo um rock com jazz dos anos 50-60 que funciona muito
bem.

Agora pras partes negativas:


De vez em quando um inimigo te localiza muito rapido, oque
é meio chato. A IA não é muito boa, você mata um grupo
numa sala e a outra sala não ouviu nada. Por mais que eu
reclame, faz sentido não ser tão boa, porque se fosse, o jogo ia
ser muito díficil dado a falta de quicksaves. Imagina ser
localizado por 2 inimigos e eles avisarem o distrito inteiro e
você ter que reiniciar o loop.
Agora, pra parte que não é uma reclamação, e sim uma
oportunidade perdida. A Arkane (desenvolvedora do jogo) é
uma das últimas empresas que faz jogos de um gênero
chamado Immersive Sim. O que são Immersive Sims você me
pergunta? Jogos onde você pode fazer quests, atravessar
salas, matar inimigos, terminar o jogo, matar bosses, de tantas
maneiras que parece que o jogo foi feito por uma IA que sabe
tudo que você quer tentar fazer. Quer usar uma arma que cria
concreto pra skipar pro end-game do jogo ao invés de ter que
procurar por um cartão pra acessar o elevador? Você pode!
Quer fazer uma run sem literalmente matar nenhum boss?
Você pode! Dishonored e Prey são ótimos exemplos de
ImmSims, mas Deathloop não é um 100%. O que eu quero
dizer é que não existem tantas maneiras de matar os alvos, o
que é entendível, dado a quantidade de trabalho que isso
daria, fazendo com que o jogo precisasse de muito mais
tempo de desenvolvimento.

Enfim, vou parar de me alongar, o jogo é maravilhoso, pena


que só tem pra nova geração, mas se vocês tiverem a
oportunidade, joguem!

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