CENTRO UNIVERSITARIO MAURÍCIO DE NASSAU – UNINASSAU
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
ANNY BEATRIS LINO DOS SANTOS OLIVEIRA
KARLA ROSA NUNES FERREIRA
A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS E BRINCADEIRAS
PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL
MACEIÓ
2023
ANNY BEATRIS LINO DOS SANTOS OLIVEIRA
KARLA ROSA NUNES FERREIRA
A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS E BRINCADEIRAS
PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL
Anteprojeto de pesquisa apresentado ao Curso
de Pedagogia do Centro Universitário Maurício
de Nassau – Uninassau Maceió, como requisito
parcial para obtenção de nota na disciplina
Trabalho de Conclusão de Curso I, sob
orientação do prof. Dr. José Allan Nogueira
Cavalcante.
Maceió
2023
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA ................................................................. 3
2 OBJETIVOS .................................................................................................... 5
3 REFERENCIAL TEÓRICO .............................................................................. 6
4 MATERIAIS E MÉTODOS ............................................................................... 7
5 CRONOGRAMA ............................................................................................. 8
REFERÊNCIAS .......................................................................................................... 9
1 INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA
Trata-se de um trabalho de conclusão de curso ( TCC) desenvolvido para
manifestar a importância da brincadeira na educação infantil. Neste contexto iremos
através do brincar desenvolver a percepção, coordenação , participação e exploração
conforme a (.BNCC), de forma lúdico. Contribuindo com uma aprendizagem
significativa e prazerosa. A presença da brincadeira na educação infantil é de suma
importância para o desenvolvimento da criança, que contribui no crescimento da
Cultura corporal, cognitiva e social. Neste contexto iremos através da brincadeira
desenvolver na criança a percepção e o brincar em grupo, portanto a utilização da
brincadeira na educação infantil permite trabalhar conteúdos e conceitos de forma
lúdica, fazendo com que a aprendizagem da criança seja de uma forma muito
prazerosa.
Este projeto de ensino tem como eixo principal a linha da educação infantil, e
qual a importância do brincar, principalmente para crianças que estão inseridas nas
creches de três á quatro anos de idade que é a linha de pesquisa.
Essa criança se constitui em um processo de socialização, sendo o adulto o seu
parceiro privilegiado. Além disso, estabelece vínculos com seus pares, sendo capaz de
internalizar significados socialmente partilhados. A relação adulta-criança defendida no
contexto infantil baseia na de horizontalidade e respeito ás diferenças, sendo
necessário o exercício de se considerar o ponto de vista do outro.
As propostas desse projeto e de levar as crianças pequenas a brincar com
brinquedos, brincadeiras livres, dirigidas, jogos com orientação e auxilio das
educadoras. Crianças com três anos de idade devem ser capaz de explorar o
ambiente, relacionar com outras pessoas, manifestar curiosidade e interesse. Cabe ao
professor planejar atividades de ensino de modo que os mesmos sejam desenvolvidos,
e que estejam inseridas e integradas na realidade da criança.
As atividades serão desenvolvidas de acordo com faixa- etária 3 a 4 anos
deverá privilegiar a observação e exploração do meio em que essas crianças
inseridas. De acordo com o referencial curricular nacional para educação infantil
apresentam os objetivos e conteúdo para faixa-etária de idade 0 a 3 anos e 4 a 6 anos,
visa auxiliar o professor no momento de realização do seu planejamento.
O professor de educação infantil precisa proporcionar situações que possibilitem a
exploração pelas crianças das habilidades físicas, motoras e perceptivas no
conhecimento do próprio corpo, como um todo integrado, que envolve tanto o
conhecimento das partes do corpo, os diversos órgãos e funções como as sensações,
as emoções, os sentimentos e o pensamento
Através de aulas observadas em escola, emancipou o entendimento acerca do
porque é necessário incluir algumas atividades práticas para as crianças, levando-nos
após as discussões e pesquisas, observar os objetos da prática, para que ela é
importante. Com isso, nos levou a refletir que não era apenas fazer as crianças se
divertirem, era muito além disso, podemos afirmar que há um conjunto de aspectos,
sejam motores, emocionais, cognitivos e afetivos.
Pois todo o aprendizado das crianças seja durante a prática, seja durante as
interações, são necessários para o futuro das mesmas. Cabe também ressaltar, que a
prática não envolve somente o se movimentar e o brincar, engloba a infância, a
vivência, as memórias que a criança vai guardar. Desse modo, tudo que for benéfico e
positivo para a saúde dessa criança, contribuirá para que ela cresça um adulto com
menos problemas futuros, seja de ordem psíquica, seja de ordem física, além de
contribuir com a moral das crianças e como tem desafios nas práticas aos poucos as
crianças entendam que na vida real haverão desafios e deve-se buscar ultrapassá-los.
2 OBJETIVOS
Objetivo Geral
Trazer o lúdico como instrumento metodológico para, identificar, analisar e
verificar uma melhor compreensão no ensino-aprendizagem das crianças na educação
infantil, uma aprendizagem significativa e de qualidade através da brincadeira.
Abordar como os jogos, brincadeiras e os brinquedos podem se tornar um
facilitador da aprendizagem no cotidiano da sala de aula.
Objetivos Específicos
• Estabelecer vínculos afetivos, ampliando as possibilidades de comunicação e
socialização infantil.
• Estimular para que a criança utilize as linguagens, seja corporal, musical,
plástica, oral e escrita ajustadas ás diferentes intenções e situações de comunicação,
de forma a compreender e ser compreendida, expressar suas ideias, sentimentos,
necessidades e desejos e avanços no seu processo de construção de significados,
enriquecendo cada vez sua capacidade expressiva.
• Levar a criança a conhecer diferentes manifestações culturais, considerando as
atitudes de interesse, respeito e participação frente a elas, bem como de valorização
da diversidade.
• analisar como os estudantes do curso de Pedagogia da Universidade de Brasília
conceituam o lúdico;
• identificar as abordagens do lúdico na formação acadêmica dos estudantes do curso
de Pedagogia;
• investigar as experiências com a prática de ensino lúdico junto aos estudantes de
Pedagogia
• constatar se os estudantes do referido curso compreendem o lúdico como
agente facilitador do desenvolvimento e a aprendizagem ou como o compreendem
- Analisar as brincadeiras lúdicos como instrumento avaliador de ensino.
- Identificar a importância da ludicidade na aprendizagem das crianças.
- Verificar que as brincadeiras lúdicos são fundamentais para o desenvolvimento
cognitivo, motores afetivo e social do educando.
REFERENCIAL TEÓRICO
Para realização deste projeto de ensino utilizei vários livros da faculdade como,
por exemplo: Ensino da educação física escolar que fala da motricidade que é o
primeiro movimento do homem e a primeira forma de linguagem, ensino da linguagem
oral e escrita fala da teoria de Piaget sobre os estágios de desenvolvimento das
crianças, ensino da natureza e sociedade levam as crianças conhecer a natureza e o
meio ambiente, aonde estão inseridos.
Educação da criança de 0 a 5 anos nos fala do cuidar e educar presente na
pratica pedagógica mediadora da educação infantil, ensino da matemática na
educação infantil contribuiu para que pudesse elaborar o projeto compreendi que a
matemática está presente nas musica infantil.
O brincar infantil não pode ser considerado apenas brincadeiras superficiais,
sem valor, pois no verdadeiro e profundo brincar, acordam, despertam e vivem forças
de fantasias que, por sua vez chegam a ter uma ação direta sobre a formação e sobre
a estruturação do pensamento da criança.
O brincar infantil constitui a forma básica mais importante e decisiva do ser
humano, por fazer desabrocharem e ativarem as forças criativas da criança.
A fantasia infantil necessita para poder desenvolver pelo manuseio ativo e
curioso do material que a criança tem oportunidade de vivenciar no mundo, as formas
e a qualidade de tudo que existe.
Vygotsky (1991) nos evidencia as características infantis, ao apontar a
importância da linguagem e da percepção que envolve sentido e significado o mundo,
vestem pelas crianças.
A mágica o sonho e a fantasia englobam no imaginário infantil e são traduzidos
pelos movimentos pelo gesto espontâneo revelado por ações ingênuas ou até
involuntárias.
Assim entendemos que todas as capacidades intelectuais, ativas e emocionais
são construídas ao longo da vida do indivíduo pelo processo de interação do ser com o
meio. Esse processo é responsável pela aquisição da cultura, elaborada
historicamente pelas gerações precedentes, desde a gênese da espécie até nossos
dias. Acrescente então a emoção como fator determinante no processo de mediação
no ensino-aprendizagem.
Vygotsky enfatiza a questão do ensino, que deve valorizar a criança como ser
que pensa, raciocina, deduz e abstrai, mas também como alguém que sente, se
emociona, deseja, imagina e se sensibiliza. Insere a afetividade, também, como ponto
essencial na aprendizagem da criança.
O brincar intensifica a percepção infantil que por sua vez direciona seu pensar
de maneira cada vez mais equilibrada, favorecendo aprendizagem ao longo do seu
crescimento. Ao desenvolver suas potencialidades, a criança aprende a interagir,
vencendo suas dificuldades tomando decisões nas situações conflituosas.
Por exemplo, o brinquedo se torna desafio que estimula novas
descobertas.
Vygotsky (1984) atribui relevante papel ao ato de brincar na
constituição do pensamento infantil.
É brincando, jogando, que a criança revela seu estado cognitivo,
visual, auditivo, tátil, motor, seu modo de aprender e entrar em uma relação cognitiva
com o mundo de eventos, pessoas, coisas e símbolos.
À medida que o brinquedo se desenvolve, observamos um movimento
em direção à realização consciente de seu propósito. É necessário conceber o
brinquedo como atividade, com propósitos que direciona as ações da criança. Às
vezes, no brinquedo, a criança é livre para determinar suas próprias ações, em outra é
uma liberdade ilusória, pois suas ações são de fato subordinadas aos significados dos
objetivos e age de acordo com a ação intencional do educador deverá estar voltada
para os objetivos pedagógicos do brincar, uma vez que o ponto de vista do
desenvolvimento da criança. Através das brincadeiras as crianças usam uma situação
imaginaria que poderá ser considerada como um meio para desenvolver o pensamento
abstrato. É preciso levar meio cada faixa de idade com suas especificidades.
Para Vygotsky (1991) o ensino sistemático não é o único fator
responsável por alargar os horizontes da zona de desenvolvimento proximal. Ele
considera o brinquedo, a importante fonte de promoção do desenvolvimento, pela qual
podemos reconhecer o valor do brincar nas atividades educativas da criança, pois o
brinquedo, apesar de não ser o aspecto predominante da infância, exerce enorme
influência no desenvolvimento infantil.
Vygotsky, ao empregar o termo “brinquedo”, num sentido amplo, refere
principalmente á atividade ao ato de brincar. No entanto é necessário ressaltar
também que embora ele analise o desenvolvimento do brinquedo e mencione outras
modalidades, procura evidencia o jogo de papeis ou a brincadeiras do faz de conta,
por exemplo, a amarelinha, brincadeira muito antiga, faz parte do folclore, essa
brincadeira estimula o equilíbrio, agilidade, socialização, que poderá brincar uma ou
mais crianças.
Tal fato explica pela importância dessas brincadeiras nas crianças que
aprendem a falar e que, portanto, já são capazes de representar simbolicamente,
envolvendo-se numa situação imaginaria.
As proposições de Vygotsky (1989) indicam que a criança brinca com
os significados para mediar simbolicamente a internalização da cultura.
Nesse exercício, a criança resgata organiza e constitui sua
subjetividade, ao mesmo tempo em que aprende a agir sobre o objeto e ao fazê-lo
conquista o controle da ação pela ideia, por meio do signo, e domina as ações
necessárias para isso.
O brincar desvela uma dimensão poética própria e supõe um espaço
de encontro e jogo entre as palavras, as coisas, o mundo e o ser. Também um
encontro de surpresas que implica um encontro reencontro de possibilidades de efeitos
de sentido, na liberdade infantil.
O brincar é a metáfora evidente nas brincadeiras, procuram evidenciar
o sentido poético nos gestos, nos sons, nos passos, nos dizeres e nos olhares
ingenuamente cúmplices que não se mostram na aparência do ser, mas na sua
essência, a metáfora tem sua fonte na experiência da criança, ao correr, saltar, jogar,
nas entrelinhas da dança, das histórias, nos brinquedos, na imaginação e nas
brincadeiras vividas.
Como sentido poético, a metáfora vem acrescentar ao mundo, aos
seres e as coisas, novos e interessantes significados.
Tem o duplo sentido de ampliar o cognitivo, viabilizado caminhos
afetivos que delineiam o estreitamento e aproximação dos seres, na perspectiva do
envolvimento que sugere.
De acordo com Paul Ricoeur (1983) metáfora é todo deslocamento do
sentido literal para o sentido figurado. Metáfora é como a transposição do complexo
para o simples favorecendo a compreensão da realidade.
O brincar é o espaço/tempo das formas, o espaço corporal da
transformação nem dentro, nem fora. Escrever como brincar é criação de sentidos, de
conteúdos e vivências, e de surpresas interessantes. Sendo o brincar um encontro de
surpresa, implica encontrar a si mesmo, onde não se esperava. O aspecto simbólico
do brincar na construção do pensamento.
O brincar possibilita uma visão perceptiva cada vez mais ativa desses
caminhos na consciência da criança.
Para Ricoeur (1983) ocorre que o ser se dá á consciência do homem
por meio das sequências simbólicas de tal forma que toda visão do ser e toda
existência como relação ao ser já se afirmam, como interpretação.
O símbolo nos leva a pensar, segundo tal pensar, dentre as variações
simbólicas, percebemos que a metáfora é um modelo teórico imaginário que transpor-
se para um domínio da realidade vê as coisas de outro modo.
Nesse ponto o brincar infantil também é uma forma de transpor do real
para as fantasias, mudando a linguagem habitual.
Por isso é uma espécie de ficção que simultaneamente, descobre
conexões novas entre coisas e reescreve a realidade, em que se encobre de sonhos e
magias, o cotidiano, as vivências, o mundo vivido pela criança.
A metáfora composta um escutar que transcende o compreende. A
metáfora é gesto não visível e não representável na fala ( Ricoeur,1983 ) .Assim sendo
o brincar se mostra um gesto da metáfora, tornando visível, que articula a permanente
alternância entre o significado e o surgimento do sentido.
O brincar não pode ser simplesmente narrado, é uma participação de
experiências, de vivências imaginativas e realizadas, criativamente pela criança.
Neste sentido, aproxima dos sonhos, das construções mágicas no
universo coloridos que jorra todas as possibilidades das transformações que fluem do
ato de brincar.
Brincar, na qualidade de metáfora viva, nas palavras tomadas de
empréstimo de Ricoeur (1983) é como um espelho que sempre devolve as imagens,
recarregando de intensidade, de sensibilidade imaginativa ao mesmo tempo,
intensidades presas em um barbante, fixo no mundo real, mas que se amplia
infinitamente, sem limites, transformando-se para os espaços da inventividades e da
transformação.
O brincar se inicia pelas experiências interativas entre a mãe e a
criança que tem natureza simbólica, de imitação de situações do cotidiano, de gestos e
cantos.
É o espaço propício para a ação iniciada da criança, o primeiro
ambiente lúdico que permite a expressão e a determinação.
As ideias e ações adquiridas pelas crianças provêm desse mundo
social, incluindo a família e seu círculo de relacionamentos.
Para Kishimoto (1999 ), as praticas lúdicas proporcionam subsídios
para a compreensão da brincadeira com ação livre da criança e do uso dons, objetos.
Segundo Kishimoto (1999), a criança que brinca sempre, com
determinação auto ativa, perseverando e esquecendo sua fadiga física pode
certamente tornar se homem determinado, capaz de auto sacrifício para a promoção
do seu bem e de outros.
O uso do brinquedo, jogo educativo com fins pedagógico remete para
a relevância desse instrumento para situações de ensino aprendizagem e de
desenvolvimento infantil ( Kishimoto, 1999.p.36 ).
O brincar é essencial á criança revela-se de diversas formas buscando
maneiras, contextos, símbolos, objetos, movimentos reveladores do sujeito que nos
habitar. Constitui auxilio na boa formação infantil nos aspectos emocional, intelectivo
social e físico.
Kishimoto (1999 ) observa a importância do jogo na educação infantil
em suas pesquisa, procura discutir o significado atual do jogo na educação, sua função
lúdica e pedagógica.
Faz uma abordagem histórica da a construção do termo jogo
educativo, demonstrando suas benéficas aplicações nos brinquedos e nas
brincadeiras, desde Roma e a Grécia antigas.
Hishimoto (1999 ) ressalta que os jogos foram transmitidos de geração
em geração por meio de sua pratica, permanecendo na memória infantil. E que a
tradicionalidade e a universalidade dos jogos são observados fato de que os povos,
distintos e antigos, com os da Grécia e Oriente, brincaram de amarelinha, empinar
papagaios e jogar pedrinhas. O jogo tradicional infantil é um tipo livre, espontâneo, no
qual a criança brinca pelo prazer de fazê-lo.
Evidencia também os jogos tradicionais infantis, marginalizados em
decorrência do acelerado processo de industrialização e urbanização.
Hishimoto ( 1999 ) apresenta que as concepções froebelianas de
educação, homem e sociedade estão intimamente vinculadas ao brincar.
{...} a brincadeira é uma atividade espiritual mais pura do homem neste estágio e, ao
mesmo tempo, típico da vida humana enquanto todo – da vida natural/ interna do
homem e de todas as coisas. Ela dá alegria, liberdade, contentamento, descanso
externo e interno, e paz com o mundo [...] a criança que brinca sempre, com
determinação auto ativa, perseverando, esquecendo sua fadiga física, pode
certamente tornar-se um homem determinado, capaz de auto-sacrifício para de seu
bem e dos outros [...] O brincar, em qualquer tempo, não é trivial, é altamente sério e
de profunda significação ( FROEBEL apud, KISHIMOTO,1999,p.23).
Segundo este autor vê que, como a criança brinca com os
conhecimentos de arrastar, andar, pegar, entre outros e quando aprende a representá-
los mentalmente, passa a jogar com eles, pois com o jogo, no qual a brincadeira está
inserida, as representações mentais, que são construídas pelo sujeito, vão se
desenvolvendo e construindo a realidade do mesmo.
Segundo Kishimoto ( 1997 ), o brinquedo é entendido como objeto
( bastão, bola, caixa, entre outros, isto é , um objeto que dá suporte a uma brincadeira
e sua utilização pressupõe momentos lúdicos de livre manipulação.
O brinquedo permite á criança a expressão de imagens conforme a
sua realidade, possibilita a ela reproduzir o seu meio, metamorfosear e expressar a
realidade de um mundo imaginário que, conforme a idade, nos apresenta animismo e
elementos de sua própria realidade, um mundo de signos e imagens.
Brincar faz parte da vida e ao oferecermos á criança a possibilidade de
brincar, reflete muito mais do que o ato em si mesmo, visível aos olhos, estendemos
uma perspectiva de vida melhor.
Estendemos a essa crianças um desenvolvimento natural e eficiente,
uma socialização decorrente de tão somente brincar e ainda mais, a possibilidades de
reconhecer como ser, de expressar e concretizar criativamente seus desejos,
necessidade e fantasias na criança pequena.
Vygotsky ressalta a importância da socialização para o
desenvolvimento cognitivo. D e acordo com a teoria vygotskyana, o desenvolvimento
cognitivo não ocorre independente do contexto social e cultura.
A interação da criança com os pais, com adultos com outras crianças,
com o meio social em que convive é para o desenvolvimento cognitivo e linguístico de
qualquer pessoa.
É necessária uma reflexão por parte dos educadores da infância sobre
a frequência em que deve acontecer o brincar até a escolha das matérias lúdicas para
determinadas situações de aprendizagem, respeitando sempre a faixa etária das
crianças.
E assim desemaranhar os mistérios do brincar, com linguagem lúdica
relacionada com a aprendizagem da criança.
A maior aprendizagem está na oportunidade oferecida á criança de
aplicar algo do lúdico dirigida a alguma outra situação, movimentando, essas atitudes
de maneira que despertem a curiosidade da criança nesse processo ensino
aprendizagem, levando elas a experiências e descobertas.
Segundo Vygotsky (1978), as crianças raramente evoluem muito no
rumo do desenvolvimento quando seguem sozinhas; progridem quando andam de
mãos dadas com um parceiro que é especialista.
O brincar é uma experiência fundamental para qualquer idade,
especialmente para as crianças com idade entre três e quatro anos de idade, que
brincam para viver, interagem com o real, descobrem o mundo que as envolve
organizam-se e se socializam. Dessa forma o brincar e o brinquedo já não mais, na
escola e na creche aquelas atividades utilizadas pelo professor para recrear as
crianças, como uma atividade em si mesma.
Quanto mais rica for experiência vivida pela criança, maior é o material
disponível e acessível á sua imaginação.
Vygotsky relaciona a brincadeira com o desenvolvimento, assim como
o fez com o ensino aprendizagem e apresenta as duas como situações importantes na
identificação da zona de desenvolvimento proximal.
Na brincadeira, esta sempre adiante de seu nível mental ( real ou atual
) de desenvolvimento, já que é ela mesma, fonte de desenvolvimento criadora de zona
de desenvolvimento proximal (Vygotsky, 1984, p. 117 ).
A criança muito pequena está limitada em todas as ações pela
restrição situacional... os objetos ditam á criança o que ela deve fazer... os objetos têm
uma força motivadora inerente, no que diz respeito ás ações de uma criança muito
pequena (Vygotsky, 1984, p. 109-110)
Assim, há necessidade de o professor ampliar, significativamente, as
vivencias da criança com o ambiente físico, com brinquedos, brincadeiras e com outras
crianças.
Na teoria de Piaget nos fala que o desenvolvimento do ser humano
constitui uma área do conhecimento da psicologia cujas proposições nucleares
concentram no esforço de compreender o homem em todos seus aspectos englobando
fases desde o nascimento até o seu mais completo grau de maturidade e estabilidade.
4 MATERIAS E MÉTODOS
Resma de Papel , Encadernação, Cartucho de Tinta PTTV, Micro Sistem, Papel A4
Lapes de Cor, Cartolina.
Obs.: Dentro das atividades do projeto foram trabalhados: Desenhos. - Músicas. -
Modelagem. - Pintura. - Pesquisas. - Mural. Produção textual. - Valores. - Rodinha. . -
Poesia. - Filme. - Vídeo.
5 CRONOGRAMA
ANO 2023
ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
Pesquisa X X X
Bibliográfica
Elaboração do X
Projeto de Pesquisa.
Leitura, pesquisa X X
e redação
do Artigo.
Levantamento X
e realização das
leituras necessária.
Desenvolvimento X X
do texto final do
artigo.
Entrega do Artigo. X
Apresentação X
do Artigo.
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