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Crimes Informáticos: Evolução e Tipos

O documento aborda crimes informáticos, sua evolução, tipos e características, destacando a transformação social trazida pela tecnologia da informação. A pesquisa inclui uma revisão bibliográfica sobre o histórico dos crimes informáticos, suas definições e classificações, além de discutir a dificuldade de combate a essa criminalidade. O objetivo geral é estudar os crimes informáticos e suas implicações na sociedade moderna.

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Crimes Informáticos: Evolução e Tipos

O documento aborda crimes informáticos, sua evolução, tipos e características, destacando a transformação social trazida pela tecnologia da informação. A pesquisa inclui uma revisão bibliográfica sobre o histórico dos crimes informáticos, suas definições e classificações, além de discutir a dificuldade de combate a essa criminalidade. O objetivo geral é estudar os crimes informáticos e suas implicações na sociedade moderna.

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UNIVERSIDADE JOAQUIM CHISSANO

---
FACULDADE DE CIENCIAS E TECNOLOGIA

Licenciatura em Engenharia em Tecnologias e Sistemas de Informação


II ANO
Direito das Tecnologias de Informação e Comunicação

Tema: Crimes Informáticos


Discentes:
Alexandre Sumbane
Nelson Fabião Cossa
Rofina Cumbe
Ana Sofia
Angela Fumo
Cristina
Nataniel Andrade
Pinto Macuacua
Safina Julio
Docente: Professor Doutor Raúl Nhamitambo

Maputo, Maio de 2024


Índice
CAPITULO I .................................................................................................................................. 1

Introdução.................................................................................................................................... 1

[Link] ............................................................................................................... 1

[Link].............................................................................................................................. 1

[Link] Geral .................................................................................................................. 1

[Link] Específicos ....................................................................................................... 2

[Link] .......................................................................................................................... 2

CAPITULO II ................................................................................................................................. 3

[Link] Bibliográfica ............................................................................................................... 3

[Link]órico de crime informático .......................................................................................... 3

[Link] Informático ............................................................................................................. 5

[Link]ão dos crimes informáticos ........................................................................... 6

[Link]ção Criminal em Meios Digitais ...................................................................... 8

[Link]ências Digitais em Crimes Informáticos ................................................................. 8

[Link] de crimes informáticos em Moçambique (segundo o código penal) .................. 11

CAPITULO III .............................................................................................................................. 13

[Link]ão ............................................................................................................................... 13

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS ...................................................................................... 14

1
CAPITULO I
Introdução
[Link]
A tecnologia da informação, com a sua crescente evolução e popularização, trouxe marcantes
transformações em todos os ramos da sociedade. As tecnologias informáticas, em especial o
computador e a internet, impulsionaram mudanças sociais que alavancaram o processo de
globalização. Esse desenvolvimento tecnológico possibilitou o rápido acesso a informação e
comunicação, modificando a estrutura social, cultural e econômica da sociedade. Os avanços
tecnológicos modificaram o convívio pessoal, inserindo uma nova perspectiva para um mundo
digital. As mudanças advindas das tecnologias da informação, impulsionaram o surgimento de
novos paradigmas para sociedade e para os sistemas que regulam essa sociedade.. Exemplos do
fácil acesso a conectividade interpessoal por meio das tecnologias, são as redes sociais, como o
Facebook, Instagram e Twitter. A tecnologia modificou não somente a comunicação e o acesso
rápido as informações, permitiu que pessoas pudessem desenvolver conjuntos de atividades
produtivas ou criativas, sem mesmo sair de suas casas. Contudo, é percebido, ao longo do
desenvolvimento tecnológico, que ao mesmo tempo que a tecnologia trouxe vantagens as pessoas,
também oferece oportunidades altamente sofisticadas para as atividades criminosa. Assim como
facilitou diversos aspectos fundamentais e necessários das pessoas, a tecnologia simplificou a
prática de alguns crimes clássicos, como os crimes contra a honra (ALBUQUERQUE, 2006). Com
a falta de controle existente no mundo digital nasce assim os chamados crimes informáticos. Tal
como os crimes praticados no mundo físico real, os crimes informáticos podem assumir diversas
formas e ocorrem a qualquer momento em qualquer local. Muitos tipos de crimes que eram
somente praticados no mundo real, passaram a ser cometidos por meio de recursos tecnológicos
(FILGUEIRAS et al., 2017).

[Link]
Nesta seção serão apresentados os objetivos geral e específicos, o qual espera-se alcançar com a
realização do trabalho.

[Link] Geral
 Estudar os crimes informáticos abordando a sua evolução tipos e características;

1
[Link] Específicos
 Classificar, descrever os diferentes tipos de crimes informáticos;
 Identificar os sujeitos num crime informático;
 Explorar as diferentes fontes de evidências de TI;
 Descrever as etapas de investigação criminal em meios digitais;

[Link]
E importante destacar a abordagem adoptada para investigar os crimes informáticos. Nesse
sentido, pode-se descrever a revisão bibliográfica realizada, destacando os principais conceitos,
classificações e estudos relacionados ao tema. Alem disso, e relevante mencionar as fontes
utilizadas e como elas contribuíram para a fundamentação teórica do trabalho.

2
CAPITULO II
[Link] Bibliográfica
[Link]órico de crime informático
A discussão jurídica sobre crimes informáticos inicia coincidentemente com a invenção do
primeiro protótipo de computador em 1937 (ALMEIDA e MELO, 2008). Em 1946, o primeiro
computador digital foi criado, intitulado Electronic Numerical Integrator and Computer (ENIAC).
O ENIAC tinha a simples e única finalidade de automatizar o cálculo de tabelas balísticas
(SANTOS, MARTINS e TYBUSCH, 2017). Por volta da década de 50 com a popularização
comercial do computador, forma as bases consuetudinárias iniciais do Direito da informática
gerando os primeiros comentários de doutrinadores. Vale destacar que os equipamentos na década
de 50 eram muito grandes e caros, tornando o uso da tecnologia quase exclusiva da Administração
Pública (ALMEIDA e MELO, 2008). Na década de 60 o uso dos computadores, passa a chamar a
atenção de estudiosos (ALMEIDA e MELO, 2008). Segundo Furlaneto Neto e Guimarães (2003)
e Silva (2000) foi nessa época que artigos em jornais e revistas especializadas escreviam sobre o
tema, tais como, o uso abusivo de computadores, a manipulação, sabotagens, espionagem e o uso
ilegal de sistemas de computador. Ferreira (2008) corrobora, destacando que nessa década os
crimes informáticos se iniciavam, contudo, os exames criminológicos das condutas criminosas só
foram realizados a partir da década seguinte. No final da década de 60 surge a internet, que na
época era denominada ARPANET, essa para fins militares. Nesse período, terminais conectados
por modem poderiam ser facilmente invadidos, uma vez que não era uma preocupação a utilização
de senhas (ASSUNÇÃO, 2008) Na década de 70, iniciou-se a polémica que pretendia maximizar
a informatização do governo e da sociedade, inspirando assim as primeiras leis de proteção da
privacidade contra o poderio estatal dos bancos de dados (ALMEIDA e MELO, 2008). Foi nessa
época que iniciaram os estudos sistemáticos sobre essa matéria, com emprego de métodos
criminológicos, analisando um limitado número de delitos informáticos que tinha sido denunciado
(FURLANETO NETO e GUIMARÃES, 2003). A maioria dos crimes informáticos dessa época
eram praticados por especialista em informática, com objetivos de driblar os sistemas de segurança
das empresas, em especial instituições financeiras (TAVARES e REIS, 2014). Nessa década de 70
ainda era inviável o uso doméstico dos computadores. Entretanto nesse momento buscou-se o
aprimoramento dos computadores em micromáquinas. Mais tarde o objetivo foi atingido
(CAZELATTO e SEGATTO, 2014). Foi na década de 80 que as ações criminosas informáticas

3
aumentaram. Nesse momento passaram a incidir em manipulações de caixas bancários, pirataria
de programas de computador, abuso nas telecomunicações, pornografia infantil entre outros
(FURLANETO NETO e GUIMARÃES, 2003). A partir dessa época surgem casos de hacker1 e
vírus de computador. Com isso passou a discutir também assuntos relacionados à segurança e
controle de crimes. Juristas brasileiros, nessa época já se mostravam preocupados com a
dificuldade em se estabelecer a competência para os crimes informáticos (SILVA, 2000). No ano
de 1986, surge nos Estados Unidos a primeira lei penal específica para crimes informáticos,
chamada Lei de Fraude e Abuso de Computadores (do inglês, Computer Fraud and Abuse Act).
Em 1988, acontece a primeira prisão por crime informático. Robert Tappan Morris Junior, foi
condenado a cinco anos de prisão por disseminação de vírus, atingindo cerca de 50.000
computadores. Em 1989, inicia-se a caçada de Kevin Mitnick, grande conhecido no meio por
causar grandes prejuízos e por burlar sistemas de empresas telefônicas (SOUZA NETO, 2009).
Foi nos anos 90 que a internet alcançou a população em geral. A partir desse momento que a
internet se desenvolveu e possibilitou que novos dispositivos, mais poderoso, úteis e rápidos
surgissem. Esses avanços foram acompanhados pelos criminosos que de acordo com as inovações,
se mostravam cada vez mais preparados para prática e a violação dos softwares e seguranças
desenvolvidos com a finalidade de proteção ao usuário (SANTOS, 2015). Em 1995 Kevin Mitnick
foi preso, acusado por invadir empresas como Nokia e Motorola, passou cinco anos preso (SOUZA
NETO, 2009). No Brasil, o primeiro caso esclarecido de crime informático foi 1997, uma jornalista
recebia ameaças e conteúdo de cunho erótico-sexual por e-mail. O crime foi investigado e chegou
a um analista de sistemas, ele foi condenado a prestar serviços junto a Academia de Polícia Civil,
dando aulas de informática para policiais (NOGUEIRA,2008).

Ao longo do tempo muitos outros acontecimentos marcaram a história nesse contexto tecnológico
e evolutivo dos delitos informáticos. Por exemplo os escândalos de espionagens americanas, que
repercutiu no mundo todo. Em Moçambique, dia apos dia, fotos íntimas de mulheres são expostas
na internet e debates e transformações são levadas a cabo.

Atualmente, os crimes informáticos são objetos de estudos e debates, a evolução tecnológica


aumenta a cada dia e novos caminhos são traçados. O combate a essa criminalidade ainda é difícil.

4
[Link] Informático
Para muitas pessoas o crime informático ainda é algo distante e obscuro, para outros ainda é algo
não muito definido, tratando apenas como um ato ilegal que necessita um profundo conhecimento
de tecnologia da informação para que seja executado. Já a justiça vem tentando definir de forma
objetiva esse tipo de crime (BRANCO, 2004). A princípio no concerne a definição do que é crime
informático, não teria uma definição própria, mas sim um meio diverso da prática criminosa. O
que muda na verdade é a terminologia (SANTOS, 2015). Barreto (2017) corrobora que os crimes
informáticos se diferenciam dos crimes tradicionais pelo fato de serem praticados contra sistemas
de informática e/ou utilizarem algum recurso de tecnologia da informação como meio de se realizar
tal conduta. Segundo Albuquerque (2006) o Direito Penal não está alinhado adequadamente para
fazer frente à criminalidade informática, o que cria uma incerteza na sociedade sobre o que é e o
que não é permitido. No entanto, o Direito Penal pode delimitar com clareza o que pode ou não
fazer com a tecnologia da informação. Assim sendo, a fim de elucidar o conceito de crime
informático, na seção seguinte é apresentado o que é crime.

[Link] de crime
Crime ou delito é todo o acontecimento, feita de forma voluntária em que a própria lei criminal
diz tratar - se de crime. Nos termos do art. 1 da Lei n° 35/2014, de 31 de Dezembro, que aprova o
Código Penal.

[Link] de crime informático


O computador está a modificar profundamente a criminalidade nos países em via de
desenvolvimento. E, com o desenvolvimento do computador estão a se multiplicar os crimes
informáticos, concretamente a violação dos segredos profissionais técnicos e comerciais, violando
desta forma contra vida privada e profissional dos cidadãos. Segundo Marques e Martins (2000),
"crime informático é todo o acto em que o computador serve de meio para atingir um objectivo
criminoso ou em que o computador é o alvo desse acto." p. 493.

Alguns doutrinários definem "crime informático como sendo qualquer actividade criminal que
envolva a cópia, o uso, a transferência, o acesso ou a manipulação de sistemas de computador, de
funções de computador, de dados ou programas de computador." De concluir que, crime
informático é toda a manifestação de vontade realizada por meio de um computador, quer por

5
software, quer por hardware, com a finalidade de enriquecer sem justa causa e/o criar danos na
esfera jurídica de outrém, a qual, definido e decretado pela lei penal.

[Link]ícas do Crime Informático


Os crimes de informática, como já mencionado, não são fáceis de serem identificados. Pois o fato
de a internet ser composta de computadores interligados, constituem um alvo fácil para atos
ilícitos. Quando no universo virtual medidas preventivas ou de segurança são ignoradas, os dados,
armazenamentos, processos e transições se tornam vulneráveis a ataques criminosos.
Frequentemente são lançados na rede vírus que se reproduzem e infectam outros computadores,
apagando e bloqueando o sistema informático. Essas são algumas características dos crimes
informáticos. Alguns crimes informáticos costumam ser praticados com base em experiências
computacionais e por meio de estratégias, podendo ser analisado a forma de praticar o crime por
semana. Essas estratégias podem ser elaboradas por grupos de pessoas que geralmente se
conhecem. Esses fatores dificulta as chances de descobrir o responsável pelo ato
(ALBUQUERQUE, 2006). Uma outra característica destacada, principalmente nos crimes
informáticos que envolvem fraudes ou furtos, é que geralmente são praticados em nanossegundos,
não em minutos, tão pouco em segundos. Alguns casos a vítima nem percebe que está sendo
atacada, em outros casos só percebe na ocorrência de alguns eventos, como uma página de internet
é alterada durante o uso, ou quando recebe um aviso por e-mail (ALBUQUERQUE, 2006).

Para Ramalho Terceiro (2002) a grande característica do crime informático é a ausência física do
agente criminoso. Corrobora Albuquerque (2006) que além das características já mencionada, tem-
se a característica extensiva do crime informático, pois estimar a extensão desse crime não é fácil.
Tendo em vista que existe a carência na colaboração entre vítimas e as autoridades, é quase
impossível quantificar com precisão quantos crimes são cometidos. A falta de denúncias também
incentiva fortemente o crescimento da prática criminosa com uso da informática (SANTOS,
MARTINS E TYBUSCH, 2017).

[Link]ão dos crimes informáticos


A classificação dos crimes informáticos é importante, uma vez que o legislador possa elaborar
normas eficientes, ou indicar normas vigentes que podem ser aplicadas, por isso é imprescindível

6
estudos dos delitos de informática (COSTA 2011). Os crimes informáticos no seu início limitava-
se apenas na invasão de privacidade de terceiros. Logo, com a evolução tecnológica outras
modalidades ganharam espaço, como os ilícitos contra a honra. A criminalidade informática
evoluiu para os crimes contra o patrimônio (CAZELATTO e SEGATTE, 2014). Dessa forma a
doutrina tentou estabelecer classificações para que o crime pudesse ser analisado.

[Link]. Crime Informático Próprio ou Puro


Segundo Amabelia Chuquela, crimes informáticos puros são aqueles em que a utilização do
sistema informático e o meio necessariamente utilizado para a prática delitiva.

Os crimes informáticos próprios ou puros são aqueles que desenvolveu-se com o surgimento da
tecnologia computadorizada. Esse tipo de crime é exclusivamente executado e consumado por
meio da informática. (CAZELATTO e SEGATTE, 2014) (CARVALHO et al., 2008). Segundo
Majolo (2006) são os crimes que a tecnologia serve como meio e fim para a prática criminosas
almejada pelo agente. O objetivo dessa classe de crime, geralmente é de danificar ou atingir
elementos pertencente a outros sistemas informáticos, como software e hardware. Nesse rol de
crime tem-se, a violação de e-mail, vandalismo na web, difusão de vírus, entre outros.

[Link]. Crime Informático Impróprio ou comum


Segundo Amabelia Chuquela, os crimes informáticos impuros são aqueles em que a utilização
do sistema informático trata-se apenas de um novo modus operandi. Ou seja, um novo meio de
execução com o qual o agente visa atingir um bem já tutelado penalmente, diverso do sistema de
dados ou informação.

Os crimes informáticos impróprios ou comuns, também conhecidos como impuros, são as


condutas típicas antijurídica e culpável, e que são perpetradas utilizando-se recursos
computacionais como ferramenta, sendo que outros meios poderiam também ser igualmente
eleitos para a prática (SYDOW, 2013). Em outras palavras, podem ser praticados de qualquer
forma, inclusive por meio da informática. Exemplos dessa classe de crime são: estelionato, calúnia,
pedofilia, entre outros.

7
[Link]ção Criminal em Meios Digitais

A era digital trouxe consigo uma nova fronteira para o crime: o ciberespaço. Crimes cibernéticos,
como invasão de sistemas, roubo de dados, fraude online e pornografia infantil, exigem técnicas
investigativas específicas para serem combatidos.

A investigação criminal em meios digitais se concentra na coleta e análise de evidências eletrônicas


para identificar autores, modus operandi e vítimas desses crimes. É um processo complexo que
demanda expertise em informática, leis e metodologias investigativas.

[Link]. Etapas da Investigação

1. Preservação da Cena do Crime: O primeiro passo crucial é garantir que os dados


eletrônicos sejam preservados para evitar alterações ou perda de informações. Isso envolve
isolar dispositivos, criar cópias e documentar a cena digital.
2. Análise Forense: As evidências eletrônicas são então minuciosamente examinadas em
busca de pistas. Isso inclui a recuperação de arquivos excluídos, análise de registros de
atividades e identificação de malwares.
3. Rastreabilidade: Investigadores rastreiam o caminho das informações no ciberespaço,
buscando identificar IPs, endereços de e-mail e outras informações que levem aos autores
dos crimes.
4. Inteligência Digital: Técnicas de inteligência são utilizadas para coletar informações sobre
suspeitos, como perfis em redes sociais, atividades online e histórico de transações.
5. Corroborando Evidências: As evidências digitais são então correlacionadas com outras
provas coletadas, como depoimentos de vítimas e testemunhas, para construir um caso
sólido contra os criminosos.

[Link]ências Digitais em Crimes Informáticos

No combate aos crimes cibernéticos, as evidências digitais se tornaram peças cruciais para
desvendar os rastros deixados pelos criminosos no mundo virtual. Essas provas,
encontradas em dispositivos eletrônicos e na internet, são essenciais para identificar
autores, modus operandi e vítimas, além de embasar investigações e processos judiciais.

8
[Link]. Fontes de Evidências Digitais

 Registros de Atividades: Logs de acessos, downloads, uploads, pesquisas na web e outras


atividades online podem indicar a presença de um crime cibernético e a identidade do autor.
 Arquivos: Documentos, imagens, vídeos, mensagens de e-mail e outros arquivos
armazenados em dispositivos ou na nuvem podem conter provas relevantes para a
investigação.
 Metadados: Informações sobre arquivos, como data de criação, modificação e acesso,
podem auxiliar na construção da linha do tempo do crime.
 Mensagens Instantâneas e Conversas em Redes Sociais: Diálogos online podem revelar
a intenção do crime, identificar vítimas e até mesmo levar a outros suspeitos.
 Endereços IP e Geolocalização: Rastreando o endereço IP do dispositivo utilizado no
crime, é possível identificar a localização do autor ou, pelo menos, o ponto de acesso à
internet.
 Malware: Programas maliciosos instalados em dispositivos podem conter informações
sobre os criminosos e seus objetivos.
 Histórico de Navegação: sites visitados, pesquisas realizadas e downloads efetuados
podem indicar o interesse do criminoso e auxiliar na investigação.

[Link].Coleta e Preservação:

A coleta e preservação das evidências digitais é um processo delicado que deve seguir protocolos
rígidos para garantir a sua autenticidade e admissibilidade em juízo. Isso inclui:

 Isolar o dispositivo eletrônico: Evite usar o dispositivo após a suspeita de crime para não
corromper ou destruir as evidências.
 Criar cópias fiéis: Utilize ferramentas forenses para criar cópias bit a bit dos dispositivos,
garantindo que os dados originais não sejam alterados.
 Documentar a cena digital: Registre em detalhes o local onde as evidências foram
encontradas, o estado dos dispositivos e as ações realizadas durante a coleta.
 Rastrear a cadeia de custódia: Mantenha um registro completo de quem teve acesso às
evidências e quando, garantindo a sua rastreabilidade e integridade.

9
[Link].Examinadas evidências digitais

Análise Forense

As evidências digitais coletadas são então submetidas à análise forense, um processo minucioso
que visa extrair informações relevantes para a investigação. Essa análise pode envolver:

 Recuperação de dados excluídos: Arquivos, mensagens e outras informações que foram


apagadas do dispositivo podem ser recuperados utilizando técnicas forenses.
 Exame de arquivos: Conteúdo de arquivos, como documentos, imagens e vídeos, é
analisado em busca de pistas e informações que liguem o arquivo ao crime.
 Análise de metadados: Metadados de arquivos e registros de atividades são examinados
para identificar padrões e obter informações sobre o crime e os envolvidos.
 Identificação de malware: Programas maliciosos são identificados e analisados para
entender suas funções e coletar informações sobre seus criadores.

Ferramentas essenciais

 Software Forense: Programas especializados na recuperação e análise de dados de


dispositivos eletrônicos.
 Analisadores de Rede: Ferramentas para monitorar o tráfego de rede e identificar
atividades maliciosas.
 Motores de Busca de Código: Permitem encontrar códigos maliciosos e outras ameaças
em dispositivos e redes.
 Softwares de Inteligência Digital: Auxiliam na coleta e análise de informações de fontes
online.

10
Desafios

A investigação de crimes cibernéticos utilizando evidências digitais apresenta diversos desafios,


como:

 Volatilidade dos dados: evidências digitais podem ser facilmente alteradas ou perdidas,
exigindo cuidado extremo na coleta e preservação.
 Criptografia: dados criptografados podem dificultar o acesso e análise das informações.
 Diversidade de dispositivos: a variedade de dispositivos eletrônicos e sistemas
operacionais exige conhecimento técnico especializado para a coleta e análise de
evidências.
 Legislação: a legislação sobre crimes cibernéticos e evidências digitais ainda está em
desenvolvimento em muitos países, o que pode gerar dúvidas e dificuldades na
investigação.

[Link] de crimes informáticos em Moçambique (segundo o código penal)

 ARTIGO 211 (Pornografia de menores)


 ARTIGO 212 (Utilização de menores em pornografia)
 ARTIGO 213 (Distribuição ou posse de pornografia de menores)
 ARTIGO 252 (Devassa da vida privada)
 ARTIGO 253 (Violação de correspondência ou de comunicações)
 ARTIGO 254 (Base de dados automatizada)
 Devassa de outros bens jurídicos ARTIGO 256 (Acesso ilegítimo)
 ARTIGO 257 (Gravações ilícitas)
 ARTIGO 276 (Furto de fluidos)
 ARTIGO 289 (Burla informática e nas comunicações)
 ARTIGO 294 (Fraudes relativas aos instrumentos e canais de pagamento
eletrónico)

11
 ARTIGO 295 (Abuso de meios de pagamento eletrónicos)
 Falsidade informática e crimes conexos ARTIGO 336 (Falsidade informática)
 ARTIGO 337 (Interferência em dados)
 ARTIGO 339 (Uso abusivo de dispositivos)
 ARTIGO 346 (Apologia pública ao crime)
Lei n.o 24/2019 de 24 de Dezembro

12
CAPITULO III
[Link]ão
Nesta pesquisa verificou-se que a tecnologia surgiu como uma luz para a evolução da sociedade.
Grandes transformações sociais, econômicas e culturais ocorreram com a chegada da tecnologia.
Mas, a evolução tecnologia, além de incontáveis vantagens para a sociedade moderna, trouxe
consigo problemas que até a sua chegada não existiam. Problemas esses como a imprevisibilidade
dos acontecimentos e a facilidade de cometer crimes. Nasce então o crime virtual. O tema crime
informático é discutido desde a década de 30 e até hoje não é possível, apesar dos esforços
doutrinários, atribuir uma definição para o termo e um conceito que consiga englobar todo âmbito
jurídico-tecnológico. Conceituar o crime informático ainda é um desafio. Contudo, pode-se
perceber com a pesquisa que para grande parte da doutrina, o crime informático é um meio adverso
da prática criminosa. Para alguns doutrinadores é um fenômeno que faz uso da modernidade para
o desenvolvimento de novos crimes ou facilitar a execução de crimes que já existiam.

Os esforços dos doutrinadores trouxeram, pra explicar a natureza do crime informático, as


classificações. Nesse sentido vê-se que apesar de diversas classes de crimes informáticos terem
surgido, as que melhor explicam o crime informático são as classificações próprias da informática,
ou seja, aqueles crimes que nasceram com a tecnologia, e as impróprias, que são os crimes que já
existiam e que passaram ser cometidos no âmbito informático. Outras classes, como a misto e a
mediato, acabam por dividir aspectos que já são inseridos no conceito de crimes impróprios ou
próprios da informática, tornando um pouco confusa a sua classificação.

Os relatos apontam que apesar de ter-se uma cultura que os crimes informáticos são cometidos por
pessoas com amplo conhecimento em informática, isso não é uma realidade. É obvio que alguns
crimes cometidos necessitam de um vasto conhecimento tecnológico, no entrando é visto que os
principais criminosos podem ser pessoas ligadas às vítimas, como familiares, conhecidos, amigos,
até mesmo funcionários ou ex-funcionários, que muitas vezes não são experts em informática,
apenas saber usar o computador e acessar a internet.

13
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
MAJOLO, Ederlei Norberto. Informática e Crime. 2008. 59f. Monografia (Bacharel em Direito)
– Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2008.

SYDOW, Spencer Toth. Crimes informáticos e suas vítimas. São Paulo: Saraiva,2013.

TAVARES, Adriano Lopes; REIS, Rafael Rocha. Crimes de Informática. Revista Jurídica,
Anápolis, v, 2, n. 23, 2014.

REDIVO, Rafaella; MONTEIRO, Gabriela Loosli. O Direito Frente à Era da Informá[Link]:


Encontro de Iniciação Cientifica. 3. 2007. [online]. Anais Eletrônicos... Disponível em:. Acesso
em: 10 maio 2018.

SIMAS, Diana Viveiros de. O cibercrime. 2014. 168f. Dissertação (Mestrado em Ciências
Jurídico Forenses). Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Lisboa. 2014.

Ivete Senise Ferreira. A criminalidade informática. Direito & Internet, Aspectos Jurídicos
Relevantes, obra coordenada por Newton de Lucca e Adalberto Simão Filho. Bauru, ed. Edipro,
2000, p.211.

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