Raciocínio Lógico para Enfermagem EBSERH
Raciocínio Lógico para Enfermagem EBSERH
EBSERH
Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
Técnico em Enfermagem
Raciocínio Lógico
Autores
ISBN: 978-65-5451-237-4
Edição: Outubro/2023
RACIOCÍNIO LÓGICO............................................................................................................5
NOÇÕES DE LÓGICA............................................................................................................................. 5
CONECTIVOS LÓGICOS.....................................................................................................................................15
LÓGICA DA ARGUMENTAÇÃO........................................................................................................... 21
TIPOS DE RACIOCÍNIO........................................................................................................................ 28
ANÁLISE COMBINATÓRIA................................................................................................................. 40
PROBABILIDADE................................................................................................................................. 52
NOÇÕES DE LÓGICA
VALORES LÓGICOS
Na lógica temos apenas dois valores lógicos: verdadeiro ou falso. Quando temos uma
declaração verdadeira, o seu valor lógico é Verdade (V) e quando é falsa, dizemos que seu
valor lógico é Falso (F).
Vamos começar nosso estudo falando sobre o que é uma proposição lógica. Observe a frase
a seguir:
Ex.: Paula vai à praia.
Para saber se temos ou não uma proposição, precisamos de três requisitos fundamentais:
Tendo isso em vista, podemos afirmar claramente que a frase “Paula vai à praia” é uma
proposição lógica, pois temos a presença de um verbo (ir), uma informação completa (temos
o sujeito claro na oração) e podemos afirmar se é verdadeira ou falsa.
Importante!
Proposição Lógica é uma oração declarativa que admite apenas um valor lógico: V ou F.
deira ou só como falsa. A presença do verbo é obrigatória juntamente com o sentido com-
pleto (caráter informativo).
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Sentença
ou Sentido
Declarativa
completo
Falsa
Obrigatório
Verbo
Toda proposição pode ser representada simbolicamente pelas letras do alfabeto. Veja no
exemplo:
Uma ordem não pode ser classificada como verdadeira ou falsa. Muito cuidado com esse
tipo de oração, pois pode ser facilmente confundida com uma proposição lógica.
Não são proposições: perguntas, exclamações e ordens.
Temos um outro caso menos cobrado em provas, mas que também não é proposição lógi-
ca: o paradoxo. Para ficar mais claro, veja o exemplo a seguir:
Ex.: Esta frase é uma mentira.
Quando atribuímos um valor de verdade para a frase, então, na verdade, ele mentiu, uma
vez que a própria frase já diz isso, e se atribuirmos o valor falso, então a frase é verdade, pois
ela diz ser uma mentira e já sabemos que isso é falso.
Perceba que sempre que valoramos a frase ela nos resulta um valor contrário, ou seja,
estamos diante de uma frase que é contraditória em si mesma. Isso é a definição de um
paradoxo.
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Dizemos que uma sentença é aberta quando não conseguimos ter a informação completa
que a oração nos mostra. Veja o exemplo a seguir:
Ex.: Ele é o melhor cantor de rock.
Perceba que há presença do verbo e que conseguimos parcialmente entender o que a frase
quer dizer. Todavia, logo surge a pergunta: ele quem? Aqui nossa informação não consegue
ser completa e por isso temos mais um caso que não é proposição lógica. Observe outros
exemplos:
X + 5 = 10
5+5
X – Y = 20
Todos os exemplos acima são sentenças abertas, então podemos resumir da seguinte
forma:
As variáveis: ele, aquele ou variáveis matemáticas (X ou Y) tornam a sentença aberta.
Sempre será uma proposição lógica na escrita matemática e podemos notar que há verbos
nos casos a seguir:
z = (é igual);
z ≠ (é diferente);
z > (é maior);
z < (é menor);
z ≥ (é maior ou igual);
z ≤ (é menor ou igual).
Sentenças Interrogativas(?)
Sentenças Abertas
RACIOCÍNIO LÓGICO
Paradoxo
É fundamental que você conheça três princípios para deixarmos tudo alinhado com as
proposições lógicas. Veja:
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Temos proposições compostas quando há duas ou mais proposições simples ligadas por
meio dos conectivos lógicos. Veja os exemplos:
Cada conectivo tem sua representação simbólica e sua nomenclatura. Veja a relação de
conectivos:
Exemplos:
z Na linguagem natural:
z Na linguagem simbólica:
p ^ q;
p v q;
p v q;
p → q;
p ⟷ q.
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P→Q
P = antecedente
Q = consequente
TABELA VERDADE
Trata-se de uma tabela na qual conseguimos apresentar todos os valores lógicos possíveis
de uma proposição.
Neste momento, vamos aprender a construir tabelas verdade para proposições compostas.
Exemplo: P v Q = 22 = 4 linhas.
P Q PVQ
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P Q PVQ
V
V
F
F
P Q PVQ
V V
V F
F V
F F
Pronto! A nossa tabela já está montada, agora precisamos aprender qual o resultado que
teremos quando combinamos os valores lógicos usando os conectivos lógicos.
Número de linhas da tabela verdade:
2n = 2proposições (onde n é o número de proposições).
Vamos caminhar mais um pouco e aprender todas as combinações lógicas possíveis para
cada conectivo lógico.
Negação (~P)
Uma proposição, quando negada, recebe valores lógicos opostos ao da proposição original.
O símbolo que iremos utilizar é ¬ p ou ~p.
P ~P
V F
F V
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Só teremos uma resposta verdadeira quando todos os valores lógicos envolvidos forem
verdadeiros.
P Q P^Q
V V V
V F F
F V F
F F F
Teremos resposta verdadeira quando pelo menos um dos valores lógicos envolvidos for
verdadeiro.
P Q PVQ
V V V
V F V
F V V
F F F
P Q PVQ
V V F
V F V
F V V
F F F
P Q PQ
V V V
V F F
F V F
F F V
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Especialmente neste caso, vamos aprender quando teremos o resultado falso, pois o conec-
tivo condicional só tem uma possibilidade de tal ocorrência Somente teremos resposta falsa
quando o valor lógico do antecedente for verdadeiro e o consequente falso.
P Q P→ Q
V V V
V F F
F V V
F F V
VF=F
TAUTOLOGIA
P ~P P V ~P
V F V
F V V
CONTRADIÇÃO
P ~P P ^ (~P)
V F F
F V F
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Sempre que uma proposição composta recebe valores lógicos falsos e verdadeiros, inde-
pendentemente dos valores lógicos das proposições simples componentes, dizemos que a
proposição em questão é uma contingência. Ou seja, é quando a tabela verdade apresenta,
ao mesmo tempo, alguns valores verdadeiros e alguns falsos.
Exemplo: a proposição [P ^ (~Q)] v (P→~Q)] é uma contingência, conforme a tabela verdade.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Veja que P→Q foi considerado falso pelo enunciado da questão. Assim, na condicional, para
ser falso, a regra é que o precedente (antecedente) seja verdadeiro e o seguinte (consequente),
falso. Lembre-se da dica: Vai Ficar Falso = V F. Resposta: Errado.
a) 2.
b) 4.
c) 8.
RACIOCÍNIO LÓGICO
d) 16.
e) 32.
O número de linhas da tabela verdade depende do número de proposições e é calculado pela fór-
mula: 2ⁿ. Assim,
O contingente de policiais aumenta (1ª proposição)
O índice de criminalidade irá aumentar (2ª proposição)
22 = 4 linhas. Resposta: Letra B.
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Você precisa guardar esta dica: a proposição que contiver uma afirmação com o conectivo ou
mais a negação dessa mesma afirmação (ou vice-versa) será sempre uma tautologia. Então,
É verão em Gramado ou não é verão em Gramado.
A proposição p ∨ (~p) é uma tautologia, pois o seu valor lógico é sempre “verdadeiro”. Resposta:
Letra B.
4. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Julgue o seguinte item, relativo à lógica proposicional e à lógica de argu-
mentação.
Se P e Q são proposições simples, então a proposição [P→Q]∧P é uma tautologia, isto é, indepen-
dentemente dos valores lógicos V ou F atribuídos a P e Q, o valor lógico de [P→Q]∧P será sempre
V.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Basta perceber que o conectivo em questão é o “E” (conjunção), que só é verdadeiro quando
as duas são verdadeiras. Sendo assim, se P for falso, já irá invalidar o argumento. Resposta:
Errado.
5. (VUNESP – 2018) Seja M a afirmação: “Marília gosta de dançar”. Seja J a afirmação “Jean gosta
de estudar”. Considere a composição dessas duas afirmações: “Ou Marília gosta de dançar ou
Jean gosta de estudar”. A tabela verdade que representa corretamente os valores lógicos envol-
vidos nessa situação é:
TABELA - VERDADE
M J Ou M ou J
V V 1
V F 2
F V 3
F F 4
a) V, F, V e F.
b) F, V, V e F.
c) F, F, V e V.
d) V, F, F e V.
e) V, V, V e F.
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M J Ou M ou J
V V F
V F V
F V V
F F F
Resposta: Letra B.
CONECTIVOS LÓGICOS
Conceito
Os conectivos lógicos (ou operadores lógicos, como também podem ser chamados) servem
para ligar duas ou mais proposições simples e formar, assim, proposições compostas.
Temos cinco operadores lógicos no total e cada um tem sua nomenclatura e representação
simbólica. Veja a tabela a seguir:
TABELA DE CONECTIVOS
Na linguagem simbólica: p v q.
z Negação: uma proposição quando negada, recebe valores lógicos opostos dos valores lógi-
cos da proposição original. O símbolo que iremos utilizar é ¬p ou ~p. Exemplos:
p: O gato é amarelo;
~p: O gato não é amarelo;
q: Raciocínio Lógico é difícil;
~q: É falso que raciocínio lógico é difícil;
r: Maria chegou tarde em casa ontem;
~r: Não é verdade que Maria chegou tarde em casa ontem.
Dica
A negação, além da forma convencional, pode ser escrita com as expressões a seguir:
É falso que... / Não é verdade que...
Agora que já fomos apresentados aos conectivos lógicos, vamos ver algumas “camufla-
gens” dos operadores lógicos que podem aparecer na prova. Veja:
z Conectivo “Se então” usando “Desde que, Caso, Basta, Quem, Todos, Qualquer, Toda
vez que”
Exemplos:
( ) CERTO ( ) ERRADO
Veja que temos uma proposição condicional (se então) e a representação simbólica apresentada é de uma bicondi-
cional. Representação da condicional (). Resposta: Errado.
( ) CERTO ( ) ERRADO
A proposição ~P→[Q∨R] pode assim ser traduzida: Se o paciente receber alta, então ele não rece-
berá medicação ou não receberá visitas.
( ) CERTO ( ) ERRADO
( ) CERTO ( ) ERRADO
A vigilância dos cidadãos exercida pelo Estado é (verbo de ligação) consequência da radi-
calização da sociedade civil em suas posições políticas. Temos apenas um verbo e por esse
motivo é uma proposição simples.
Cuidado com o uso da palavra “consequência” em proposições como esta. Em determinadas
situações, de fato, teremos uma proposição condicional, vejamos:
Passar (verbo no infinitivo) é consequência de estudar (verbo no infinitivo). Nesse caso temos
uma proposição composta pela condicional. Resposta: Errado.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Para ser proposição composta, haveria mais de um verbo na frase, por isso, a frase em questão é
considerada uma proposição simples. Procure o verbo na oração. A fiscalização federal é impres-
cindível para manter a qualidade tanto dos alimentos quanto dos medicamentos que a população
consome. Resposta: Certo.
Esse tema é diretamente ligado ao estudo dos quantificadores lógicos ou proposições categóricas,
que são elementos que especificam a extensão da validade de um predicado sobre um conjunto de
constantes individuais. Ou seja, são palavras ou expressões que indicam que houve quantificação.
São exemplos de quantificadores as expressões: existe, algum, todo, pelo menos um, nenhum.
Esses quantificadores podem ser classificados em dois tipos:
z quantificador universal;
z quantificador existencial (particulares).
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Exemplos:
z Todo A é B;
z Todo homem joga bola.
Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola. Vale
lembrar que Todo A é B significa que todo elemento de A também é elemento de B. Logo, podemos
representar com o diagrama:
z Nenhum A é B: é falsa;
z Algum A é B: é verdadeira;
z Algum A não é B: é falsa.
Exemplos:
z Nenhum A é B;
RACIOCÍNIO LÓGICO
Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola.
Lembre-se de que Nenhum A é B significa que A e B não tem elementos em comum, logo,
temos apenas uma representação com diagrama:
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z Todo A é B: é falsa;
z Algum A é B: é falsa;
z Algum A não é B: é verdadeira.
Exemplos:
z Algum A é B;
z Algum homem joga bola.
Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola.
Vale lembrar que Algum A é B significa que o conjunto A tem pelo menos um elemento em
comum com o conjunto B, ou seja, há intersecção entre os círculos A e B. Logo, podemos fazer
representações com diagramas:
A B
z Todo A é B: é indeterminada;
z Nenhum A é B: é falsa;
z Algum A não é B: é indeterminada.
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Exemplos:
z Algum A não é B;
z Algum homem não joga bola.
Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola. Vale lembrar que
Algum A não é B significa que o conjunto A tem pelo menos um elemento que não pertence ao conjunto B. Logo,
podemos fazer representações com diagramas:
Os dois conjuntos possuem uma parte em comum, mas não há contato de alguns elementos de A com B
Veja que em todas as representações o conjunto A tem pelo menos um elemento que não
pertence ao conjunto B. Então, quando Algum A não é B é verdadeira, os valores lógicos das
outras proposições categóricas, interpretando o diagrama, serão os seguintes:
z Todo A é B: é falsa;
z Nenhum A é B: é indeterminada;
z Algum A não é B: é indeterminada.
LÓGICA DA ARGUMENTAÇÃO
Argumentos Válidos
Para que o argumento seja válido, não basta que a conclusão seja verdadeira, é preciso
que as premissas e a conclusão estejam relacionadas corretamente, ou seja, quando a con-
clusão é uma consequência necessária das premissas, dizemos que o argumento é válido.
Homem
Padre
José
Perceba que a premissa 2 afirma que José é padre, ou seja, José tem que estar dentro do
conjunto dos padres. Sendo assim, como não há possibilidade de um padre não ser homem,
podemos afirmar que José também é homem, como afirma nossa conclusão. Logo, o argu-
mento é válido.
Vamos analisar agora um argumento usando conectivos lógicos. Quando temos essa
estrutura, devemos usar o seguinte lembrete:
Veja na prática:
(V) (F)
Se fizer sol, então vou à praia. (V)
Fez sol. (V)
Logo, vou à praia. (F)
Como podemos notar, quando temos a combinação lógica verdade no antecedente e falso no consequente
(V F) para o conectivo “se...,então”, o nosso resultado só poderá ser falso.
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Percebe-se, então, que não está de acordo com a nossa valoração inicial, ou seja, deu erro.
Logo, nosso argumento é válido.
ARGUMENTOS INVÁLIDOS
Gostam de chocolate
Crianças
Patrícia
Gostam de chocolate
Crianças
RACIOCÍNIO LÓGICO
Patrícia
Quando a premissa 2 afirma que Patrícia não é criança, temos duas interpretações:
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Sendo assim, não há possibilidade de afirmar com 100% de certeza que Patrícia não gosta
de chocolate, como consta na conclusão. Logo, o argumento é inválido.
Para um argumento usando conectivos lógicos, devemos usar o mesmo que já vimos para
argumentos válidos, só muda um detalhe. Veja:
Veja na prática:
Se o tempo ficar nublado, então não vou ao cinema. (V)
O tempo ficou nublado. (V)
Logo, vou ao cinema. (F)
(V) (V)
Tudo que não estiver no padrão de combinação lógica — verdade no antecedente e falso no
consequente (V F) para o conectivo “se...,então” — será verdadeiro.
(V) (V)
Se o tempo ficar nublado, então vou ao cinema. (V)
O tempo ficou nublado. (V)
Logo, vou ao cinema. (F)
Percebe-se, então, que o argumento está de acordo com a nossa valoração inicial, ou seja,
não deu erro. Logo, nosso argumento é inválido.
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Para podermos praticar um pouco mais sobre esse assunto, analisaremos algumas ques-
tões comentadas de concursos.
I. Se Ana Maria nunca escreve petições, então ela não sabe escrever petições.
Ana Maria nunca escreve petições.
Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições.
II. Se Ana Maria não sabe escrever petições, então ela nunca escreve petições.
Ana Maria nunca escreve petições.
Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições.
Comparando a validade formal dos dois argumentos e a plausibilidade das primeiras premissas
de cada um, é correto concluir que
a) o argumento I é inválido e o argumento II é válido, mesmo que a primeira premissa de I seja mais
plausível que a de II.
b) ambos os argumentos são válidos, a despeito das primeiras premissas de ambos serem ou não
plausíveis.
c) ambos os argumentos são inválidos, a despeito das primeiras premissas de ambos serem ou não
plausíveis.
d) o argumento I é inválido e o argumento II é válido, pois a primeira premissa de II é mais plausível que a
de I.
e) o argumento I é válido e o argumento II é inválido, mesmo que a primeira premissa de II seja mais plau-
sível que a de I.
Começaremos pelo argumento II, para que você possa entender o “macete”.
Argumento II.
Se Ana Maria não sabe escrever petições (F), então ela nunca escreve petições (V). = verdadeiro
Ana Maria nunca escreve petições. = verdadeiro
Conclusão: Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições. = falso
RACIOCÍNIO LÓGICO
2. (FCC – 2019) Em uma festa, se Carlos está acompanhado ou está feliz, canta e dança. Se, na
última festa em que esteve, não dançou, então Carlos, necessariamente,
Veja que precisamos achar uma conclusão para o argumento e podemos escrever a sentença
da seguinte maneira:
Temos a condicional:
(está acompanhado ou está feliz) (canta e dança)
(P v Q) (R ^ T)
Como a questão afirma que “dança” é falso, podemos dizer que o consequente “canta e dança” é
falso, pois temos o conetivo “e” e basta um valor falso para que tudo seja falso. Assim, o antece-
dente precisa ser falso também. Perceba, então, que temos o conetivo “ou” e que tudo precisa ser
falso para que tenhamos o resultado do antecedente falso. Assim, “não está acompanhado e não
está feliz”. Resposta: Letra C.
Joga xadrez
Homens
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4. (IDECAN – 2019) Se Davi é surfista, então Ana não é bailarina. Bruno não é jogador de futebol ou
Cinthia não é ginasta. Sabendo-se que Cinthia é ginasta e que Ana é bailarina, pode-se concluir
corretamente que
Lembre-se do que estudamos quando o enunciado não dá a valoração das premissas: tudo é
verdade!
Sabendo-se que Cinthia é ginasta (V) e que Ana é bailarina (V) podemos fazer a valoração das
outras premissas:
� Se Davi é surfista (F), então Ana não é bailarina (F). F F = V
� Bruno não é jogador de futebol (V) ou Cinthia não é ginasta (F). V
� Cinthia é ginasta (V) e que Ana é bailarina (V). V
Devemos agora analisar as alternativas fazendo uso da tabela verdade, ou seja, se resultar
verdade essa é a questão certa.
a) Bruno é jogador de futebol (F) e Davi é surfista (F). Falso
b) Bruno é jogador de futebol (F) e Davi não é surfista (V). Falso
c) Bruno não é jogador de futebol (V) e Davi é surfista (F). Falso
d) se Bruno não é jogador de futebol (V), então Davi é surfista (F). Falso
e) Bruno não é jogador de futebol (V) e Davi não é surfista (V). Verdade Resposta: Letra E.
Sabendo-se que eu não me casei e não fiquei feliz, assinale a alternativa correta.
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Partimos da presunção de que todas as premissas são verdadeiras e sabe-se que eu não me
casei e não fiquei feliz, as duas são verdadeiras, ou seja, é a única certeza que a questão nos
mostra. Então, a partir dela, vamos valorando as demais:
1) Se o instrumento está afinado (?), eu toco bem (?). = V
2) Se o público aplaude (F), eu fico feliz (F). = V
3) Se eu toco bem (?), consigo dinheiro (?). = V
4) Se eu consigo dinheiro (?), me caso (F) ou compro uma bicicleta (V). = V
“não me casei (V) e não fiquei feliz (V)” = V
A) O público não aplaudiu — de acordo com o valor lógico da segunda proposição. Resposta:
Letra A.
TIPOS DE RACIOCÍNIO
Entende-se que o raciocínio lógico quantitativo se trata de uma forma de pensamento que
envolve a análise e a avaliação de informações com base em quantidades, números e relações
matemáticas. Ele é usado para resolver problemas que requerem compreensão e manipulação
de dados numéricos de maneira lógica e sistemática. Ademais, tal tipo de raciocínio envolve a
capacidade de identificar padrões numéricos, fazer estimativas, calcular probabilidades, inter-
pretar gráficos e tabelas, bem como desenvolver argumentos convincentes com base em dados
quantitativos.
Quando se pensa no cotidiano, o raciocínio lógico quantitativo também é essencial para a
resolução de problemas, sejam esses relacionados a planejar orçamentos, interpretar estatísticas,
tomar decisões informadas sobre investimentos financeiros ou avaliar riscos.
Para desenvolver e aprimorar o raciocínio lógico quantitativo, é de suma importância pra-
ticar a resolução de problemas envolvendo números, proporções, porcentagens, taxas, equa-
ções e outros conceitos matemáticos. De mesma maneira, aprender a abordar problemas de
maneira estruturada, dividindo-os em etapas menores e identificando as informações rele-
vantes, faz-se de grande utilidade.
Quando se pensa em concursos, o raciocínio lógico quantitativo é frequentemente avalia-
do por meio de perguntas que requerem a aplicação de princípios matemáticos, análise de
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1. (FGV — 2017) Juvenal comprou, ao todo, 10 exemplares de dois livros de Jorge Amado: “Gabriela,
Cravo e Canela” e “Tieta do Agreste”. Cada Exemplar de “Gabriela, Cravo e Canela” custou R$30,00
e cada exemplar de “Tieta do Agreste” custou R$70,00. O valor total da compra foi de R$460,00.
Assinale a opção que indica o número de exemplares de “Gabriela, Cravo e Canela” que Juvenal
comprou.
a) 3.
b) 4.
c) 5.
d) 6.
e) 7.
Para iniciar a resolução da questão, vamos chamar o livro “Gabriela, Cravo e Canela” de A e
o livro “Tieta do Agreste” de B. O enunciado diz-nos que os 10 exemplares, ao todo, custaram
R$ 460,00. Ou seja, A + B = 10 e 30A + 70B = 460. Podemos colocar essas equações em um
sistema, ficando:
)
A + B = 10
) →) 3
A + B = 10 A + B = 10
) (X–7) → )
A + B = 10 - 7A - 7B = - 70
→–4A+0B= –24
3A + 7B = 46 3A + 7B = 46
Temos então que –4A = –24, ou seja, A = 6. Como o enunciado só nos pede o número de exem-
plares de “Gabriela, Cravo e Canela”, podemos parar nossa resolução aqui, entendendo que
o número de exemplares de tal livro é 6. Resposta: Letra D.
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Entende-se o raciocínio lógico analítico como uma habilidade cognitiva que envolve a
capacidade de desmembrar um problema complexo em partes menores, analisar cada com-
ponente de forma detalhada e identificar relações lógicas entre eles. É uma abordagem que
visa compreender a estrutura subjacente de um problema, bem como as interações entre
seus elementos, a fim de chegar a conclusões informadas e resolver desafios de maneira
eficaz.
Para resolver questões de raciocínio lógico analítico, alguns conceitos são de grande valia,
como os tipos de argumentação. Vejamos sobre eles:
Argumentação Dedutiva
Argumentação Indutiva
Argumentação Abdutiva
RACIOCÍNIO VERBAL
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RACIOCÍNIO MATEMÁTICO
RACIOCÍNIO SEQUENCIAL
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Conjunto X
Podemos afirmar que no interior do círculo há todos os elementos que pertencem (com-
põem) ao conjunto X, já na parte externa do círculo estão todos os elementos que não fazem
parte de X, ou seja, “y” não pertence ao conjunto X.
No gráfico acima podemos dizer que o elemento “x” pertence ao conjunto X e o elemento
“y” não pertence.
Matematicamente, usamos o símbolo Є para indicar essa relação de pertinência. Isto é: x Є
X, já o elemento “y” não pertence ao conjunto X, onde usamos o símbolo ∉ para essa relação
de não pertinência. Matematicamente:
y ∉ X.
COMPLEMENTO DE UM CONJUNTO
Uma outra situação é quando temos dois conjuntos (X e Y), podemos representar da seguin-
te forma, no geral:
X Y
a b c
d
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z O elemento “a” pertence apenas ao conjunto X, pois ele está numa região que não tem
contato com o conjunto Y;
z O elemento “c” faz parte somente ao conjunto Y;
z O elemento “b” pertence aos dois conjuntos, ou seja, faz parte da interseção entre os con-
juntos X e Y. A representação simbólica é feita por X ∩ Y. Como o elemento “b” faz parte
dessa região, temos:
z O elemento “d” não faz parte de nenhum dos dois conjuntos. Logo, podemos dizer que
“d” não pertence à União entre os conjuntos X e Y. A união é a junção das regiões dos dois
conjuntos e é representada simbolicamente por X ∪ Y. Assim, d ∉ (X ∪ Y): o elemento “d”
não pertence à união entre os conjuntos X e Y.
X Y
X = {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}
Y = {5, 6, 7, 9, 10}
X = {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}
Y = {5, 6, 7, 9, 10}
Y – X = {9, 10}
Y = {5, 6, 7, 9, 10}
X ∩ Y = {5, 6, 7}
E por fim, vamos identificar a união entre os conjuntos X e Y. Observe que vamos juntar
todos os elementos dos dois conjuntos, mas sem repetir os elementos presentes na interse-
ção. Veja:
X = {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}
Y = {5, 6, 7, 9, 10}
X ∪ Y = {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10}
Perceba que realmente X ∩ Y = Y. Quando temos a situação acima, podemos dizer que o
conjunto Y está contido no conjunto X, representado matematicamente por Y ⊂ X. Ou pode-
mos dizer, ainda, que o conjunto X contém o conjunto Y, representado matematicamente
por X ⊃ Y.
Importante!
Entenda a diferença:
● Falamos que um elemento pertence ou não pertence a um conjunto;
● Falamos que um conjunto está contido ou não está contido em outro conjunto.
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A = {∀ x Є Z | x ≥ 0}
B = {∃ x Є Z | x > 5}
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Diagrama de Venn
Vamos entender como se resolve questões que envolvem Operações com Conjuntos
se relacionando. Acompanhe os exemplos a seguir e a maneira como desenvolvemos suas
resoluções:
z Identifique os conjuntos;
z Represente em forma de diagramas;
z Preencha as informações de dentro para fora (da interseção para as demais informações);
z Preencha as demais informações no diagrama;
z Some todas as regiões e iguale ao total de elementos envolvidos.
Vamos à resolução.
z Identifique os conjuntos;
z Represente em forma de diagramas:
Matemática Português
z Preencha as informações de dentro para fora (da interseção para as demais informações):
36
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10
20 – 10 = 10 10 30 – 10 = 20
Total = X
20 gostam de Matemática;
30 gostam de Português;
10 gostam dos dois;
10 gostam apenas de Matemática;
20 gostam apenas de Português;
5 não gostam de nenhuma.
20 – 10 = 10 10 30 – 10 = 20
RACIOCÍNIO LÓGICO
10+10+20+5 = X
X = 45 alunos é o total dessa sala.
Também seria possível resolver esse tipo de questão usando a seguinte fórmula:
37
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n(M ∪ P) = 20 + 30 – 10
n(M ∪ P) = 40
Temos 40 alunos que gostam de Matemática ou Português (aqui já está incluso quem gosta
das duas matérias). Para finalizar a resolução, devemos apenas somar os 5 alunos que não
gostam das duas matérias. Assim, 40 + 5 = 45 alunos no total dessa sala.
Assim como nos problemas com 2 conjuntos, quando nós tivermos 3 conjuntos será possí-
vel resolver o problema por meio de Diagramas de Venn ou por meio de fórmula. Acompanhe
a resolução do exemplo:
André, Bernardo e Carol ouviram certa quantidade de músicas. Nenhum deles gostaram
de seis músicas e os três gostaram de dez músicas. Além disso, houve doze músicas que só
André e Bernardo gostaram, nove músicas que só André e Carol gostaram e quatro músicas
que só Bernardo e Carol gostaram. Não houve música alguma que somente um deles tenha
gostado. O número de músicas que eles ouviram foi?
Siga os passos a seguir.
z Identifique os conjuntos;
z Represente em forma de diagramas;
z Preencha as informações de dentro para fora (da interseção para as demais informações);
z Preencha as demais informações no diagrama;
z Some todas as regiões e iguale ao total de elementos envolvidos.
Vamos à resolução.
z Identifique os conjuntos;
z Represente em forma de diagramas:
38
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Carol
z Preencha as informações de dentro para fora (da interseção para as demais informações):
André Bernardo
10
Carol
André Bernardo
0 12 0
10
9 4
0 Carol
RACIOCÍNIO LÓGICO
Colocamos o número 10 bem no centro, pois sabemos que os três gostaram de dez músicas,
depois preenchemos com as demais informações:
z 12 músicas que somente André e Bernardo gostaram (na interseção entre os 2 apenas);
z 9 que somente André e Carol gostaram;
z 4 que somente Bernardo e Carol gostaram;
39
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Total = X
6+0+12+10+9+0+4+0=X
X = 41 músicas
Questões com três conjuntos podem ser resolvidas usando a seguinte fórmula:
Traduzindo a fórmula:
Total de elementos da união = soma dos conjuntos – interseções dois a dois + interseção
dos três.
ANÁLISE COMBINATÓRIA
FATORIAL
Pode-se compreender o fatorial como uma operação matemática utilizada para simplificar
a notação de algumas técnicas de contagem, como permutação, arranjo e combinatória. Sua
definição é bem simples: dado um número inteiro e não negativo, ou seja, n ∈ ℕ, define-se o
fatorial de n, com notação de n!:
40
n! = n ∙ (n – 1) ∙ (n – 2) ∙ ... ∙ 3 ∙ 2 ∙ 1, para n ≥ 2.
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(n + 1) != (n + 1) ∙ n ∙ (n – 1) ∙ ... ∙3 ∙ 2 ∙ 1 = (n +1) ∙ n!
22!
20!
22 · 21 ·
20! = 22 · 21 = 462
20!
Generalizando, temos que:
(n + (n + 1) ∙ n ∙ (n
1)! – 1)! = (n + 1) ∙ n = n²
=
(n +n
(n – 1)!
– 1)!
ordenados (ai,bi) com ai∈A e bi∈B. Podemos visualizar melhor descrevendo tal combinação
em forma de diagrama de árvore:
41
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m ∙
∙
linhas ∙
Suponha que em três cidades, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, existam quatro
rodovias que ligam Brasília a Belo Horizonte e outras cinco rodovias que ligam Belo Hori-
zonte ao Rio de Janeiro. Usando o princípio multiplicativo, podemos saber de quantas formas
diferentes podemos chegar ao Rio de Janeiro saindo de Brasília e passando por Belo Horizon-
te. Usando a ideia dos conjuntos A e B anteriores, temos o conjunto A ligando Brasília a Belo
Horizonte e o conjunto B ligando Belo Horizonte ao Rio de Janeiro:
A = {a1,a2,a3,a4} e B = {b1,b2,b3,b4,b5}
5 + 5 + 5 + 5 = 5 · 4 = 20
Assim, são 20 formas diferentes de chegar ao Rio de Janeiro saindo de Brasília e passando
por Belo Horizonte.
Generalizando o princípio multiplicativo para qualquer quantidade de conjuntos, temos:
42
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∙
∙
∙
Então, a quantidade de r-uplas, ou sequência de r elementos, do tipo (ai, bj, ···, Zp), onde
ai∈A, bj∈B, ..., Zp∈Z, é n1 · n2 · ... · nr (princípio multiplicativo).
Agora, para a segunda situação, podemos inicialmente trabalhar com um conjunto A, A =
{a1,a2, ···, am} com m elementos. Com isto, podemos formar da combinação de A com A tais que
ai∈A e aj∈A, sendo ai≠aj(i≠j)a quantidade m · (m – 1) (princípio multiplicativo, com restrição
de elementos no par ordenado) de pares ordenados (ai, aj) com ai∈A e aj∈A. Podemos visua-
lizar melhor descrevendo tal combinação em forma de diagrama de árvore:
m ∙
∙
linhas ∙
Voltando ao exemplo do início da seção, temos o conjunto B, com a lei de formação sendo
RACIOCÍNIO LÓGICO
43
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Assim, são 336 números distintos formados por três algarismos distintos com dígitos de 1
a 8.
Generalizando, então, o princípio multiplicativo, com restrição para elementos distintos,
para qualquer quantidade de elementos, temos:
aquantidadedesequênciaé:m∙(m–1)∙(m–2)∙...∙
[m – (r –1)]
Pelo princípio aditivo, temos que: 3 + 9 + 27 = 39 números possíveis formados com os dígi-
tos {1,2,3}.
Arranjo Simples
Podemos definir arranjo simples como uma sequência de r elementos distintos pertencen-
tes ao conjunto n, onde n e r são naturais e r é maior ou igual a 1 e menor ou igual a n. Temos
sua fórmula como:
n!
An,
(n
r
– r)!
Como o próprio nome já diz, se na sequência formada por elementos n houver repetição,
ela é denominada “arranjo com repetição”. Veja a fórmula para este tipo de arranjo:
Para exemplificar o arranjo com repetição, podemos usar o problema de sorteio com
urnas, no qual o número sorteado é reposto na urna e pode ser sorteado novamente, ou seja,
com reposição (repetição). Tomemos, neste contexto, uma urna com os números 1, 2 e 3, da
qual um número é sorteado e reposto, e, em seguida, o segundo número é sorteado. Quantas
formas possíveis de sequências de números podem ser observadas? Assim, usando a defini-
RACIOCÍNIO LÓGICO
45
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Pn = n!
n!
Pnn₁, n₂, ⋯,
n1!n2! ⋯
n r
=
nr!
Suponha que se deseja saber quantos anagramas podem ser construídos com a palavra
ARARAQUARA. Então, usando a definição de permutação com repetição, da palavra temos 10
letras, duas delas com repetição:
n = 10
A à n1 = 5
R à n2 = 3
10 ∙ 9 ∙ 8 ∙ 7 ∙ 6
Pnn₁, n! 10!
à P10 5,3
= = ∙ 5! =
n₂
=
n1!n2! 5!3! 5!3!
10 ∙ 9 ∙ 8 ∙
=
7∙6
5040
3∙2∙1
Combinações
n!
Cn,
r!(n ,r≤n;∀n,r ∈ N
r
=
– r)!
46
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n! 15! 15!
Cn,
r! (n à C15,3 = 3!(15 = =
r
= 3!12!
– r)! – 3)!
15 ∙ 14 ∙ 13 ∙ 15 ∙ 14 ∙
12! = 13 = 455 .
3!12! 3∙2∙1
Dica
Caso usássemos, no exemplo anterior, a ideia de arranjo, teríamos um número bem maior
de elementos, visto que a ordem importa no arranjo. Sendo assim, o arranjo contaria como
diferentes aqueles subconjuntos que a combinação define como iguais. Logo, a escolha
correta da técnica (arranjo ou combinação) para a condição definida é essencial!
n! 15! 15!
An,
(n à A15,3 = (15 = =
r
= 12!
– r)! – 3)!
15 ∙ 14 ∙ 13 ∙
= 15 ∙ 14 ∙ 13 =
12!
2730 .
12!
BINÔMIO DE NEWTON
Por definição, binômio é um polinômio com dois termos, e, tanto na matemática quanto na
física, é necessário fazer a potenciação do denominado binômio. O físico Isaac Newton per-
cebeu um padrão de regularidade no cálculo da potência de binômios, nomeando tal regula-
ridade como Binômio de Newton.
Alguns casos particulares de cálculo de potência de binômios já são conhecidos. Veja:
RACIOCÍNIO LÓGICO
z (x + a)0 = 1;
z (x + a)1 = x + a;
z (x + a)2 = x2 + 2xa + a2;
z (x + a)3 = x3 + 3x2a + 3xa2 + a3 .
(x + a) · (x + a) = x² + xa
(x + a) · (x + a) = a² + xa
(x + a) · (x + a) = x² + xa + xa + a² = x² + 2xa + a²
Contudo, perceba que, para todo n inteiro, positivo, quanto maior o n, mais trabalhoso
fica:
bnl= n!
k k! (n–k) 1
b6l= 6! 720
= 720 = 1
0 0! (6–0) !
b6l= 6! 720
= 120 = 6
1 1! (6–1) !
b6l= 6! 720
= 2.24 = 48 = 15
720
2 2! (6–2) !
b6l= 6! 720
= 6.6 = 36 = 20
720
3 3! (6–3) !
b6l= 6! 720
= 24.2 = 48 = 15
720
4 4! (6–4) !
b6l= 6! 720
= 120 = 6
48 5 5! (6–5) !
Substituindo:
Perceba que, em todos esses casos, há um termo que não possui o x. No caso do exemplo
anterior, esse termo é o 1a6, que é denominado termo independente.
Termo Geral
TP + 1 = b l xn–pap
n
p
Acompanhe a resolução dos exercícios abaixo para compreender melhor os assuntos abor-
dados até aqui.
a) 72.
b) 78.
c) 80.
d) 84.
e) 92.
p x p p
9 – 3p = 0
–3p = –9
–9
p = –3
p=3
Calculando o coeficiente:
49
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2. (COMPERVE — 2017) Sete amigos montaram um grupo com o objetivo de estudar para um con-
curso público, mas estabeleceram a seguinte ressalva: o estudo só aconteceria se pelo menos
três deles estivessem presentes. O número de maneiras distintas que esse grupo pode se reunir
e estudar é:
a) 121.
b) 99.
c) 75.
d) 63.
7! 7! 7! 7! 7
C7,3 + C7,4 + C7,5 + C7,6 + C7,7 = 4!3! + 3!4! + 2!5! + 1!6! + 0!7! = 35 + 35 + 21 + 7 + 1 = 99
Assim, o resultado aponta que o grupo pode se reunir de 99 maneiras distintas. Resposta:
Letra B.
a) 3.
b) 5.
c) 6.
d) 7.
e) 9.
4. (QUADRIX — 2017) Um anagrama de determinada palavra é uma “palavra” — que pode ou não ter
significado — formada pelas mesmas letras da palavra dada inicialmente. Assim, a quantidade
de anagramas que se pode formar com a palavra TERRACAP, de modo que as quatro primeiras
letras sejam os anagramas de RRAA — as letras repetidas da palavra dada — é:
a) Inferior a 150.
b) Superior a 150 e inferior a 160.
c) Superior a 160 e inferior a 170.
d) Superior a 170 e inferior a 180.
e) Superior a 180.
n = 4; n1 = 2;n2 = 2
n1,n 2 n! 4! 4 · 3 · 2! 4·3
Pn = n !n ! → P 42,2 = 2!2! = 2 · 1 · 2! = 2 · 1 = 6
1 2
Assim, temos 6 resultados possíveis para as 4 primeiras letras do anagrama. Para as outras
4 letras que faltam, temos, ainda, a permutação das letras TECP, Pn = n! → P4 = 4! = 4 · 3 · 2 ·
1 = 24. Logo, pelo princípio multiplicativo, temos 6 · 24 = 144, que é inferior a 150. Resposta:
Letra A.
5. (FPS — 2017) Para a realização de certa cirurgia, são necessários 2 cirurgiões, 1 anestesista e 3
enfermeiros. Dentre os profissionais de um hospital aptos para realizar a cirurgia, estão 5 cirur-
giões, 4 anestesistas e 10 enfermeiros. De quantas maneiras pode ser constituída a equipe que
fará a cirurgia?
a) 4700.
b) 4800.
RACIOCÍNIO LÓGICO
c) 4900.
d) 5000.
e) 5100.
Neste caso, temos que, para a realização da cirurgia, são necessários 6 profissionais, dentre
eles 2 cirurgiões, 1 anestesista e 3 enfermeiros. Dispomos de um total de 19 profissionais,
sendo 5 cirurgiões, 4 anestesistas e 10 enfermeiros. Logo, estes últimos são nossos n, nc = 5;
nanest = 4;nenf = 10, enquanto os necessários na cirurgia, nossos r, rc = 2;ranest = 1; renf = 3. Para
51
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Cir e Cir
144424443 e
W
Anest e Enf e Enf e Enf
14444444244444443
C5,2 C4,1 C10,3
C5,2 · C4,1 · C10,3 = 10 · 4 · 120 = 4800
Resposta: Letra B.
REFERÊNCIAS
PROBABILIDADE
CONCEITO
A teoria da probabilidade é o ramo da Matemática que cria modelos que são utilizados
para estudar experimentos aleatórios, ou seja, estimar uma previsão do resultado de deter-
minado experimento.
Dica
n (evento)
Probabilidade do Evento =
n (espaço amostral)
Agora, voltando ao exemplo que apenas os números ímpares que nos interessam, temos:
z n(Evento) = 3 possibilidades;
z n(Espaço Amostral) = 6 possibilidades.
Logo,
Eventos Independentes
Assim, a chance de obter dois resultados ímpares em dois lançamentos de dado consecuti-
vos é de 25%. Generalizando, podemos dizer que a probabilidade de dois eventos independen-
tes A e B acontecerem é dada pela multiplicação da probabilidade de cada um deles:
53
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Sendo mais formal, também é possível escrever P(A ∩ B) = P(A) · P(B), onde ∩ simboliza a
intersecção entre os eventos A e B.
PROBABILIDADE CONDICIONAL
Neste tópico, vamos falar sobre um tema bem recorrente em questões de concursos. Ima-
gine que vamos lançar um dado, e estamos analisando 2 eventos distintos:
A: sair um resultado ímpar
B: sair um número inferior a 4
Para o evento A ser atendido, os resultados favoráveis são 1, 3 e 5. Para o evento B ser
atendido, os resultados favoráveis são 1, 2 e 3. Vamos calcular rapidamente a probabilidade
de cada um desses eventos:
3 1
P(A) = = 0,5 = 50%
6 2
3 1
P(B) = = 0,5 = 50%
6 2
2
P (A\B) = = 66,6%
3
P (A k B)
P (A\B) =
P (B)
A fórmula nos diz que a probabilidade de A ocorrer, dado que B ocorreu, é a divisão entre
a probabilidade de A e B ocorrerem simultaneamente e a probabilidade de B ocorrer. Para
que A e B ocorram simultaneamente (resultado ímpar e inferior a 4), temos como possibilida-
des o resultado igual a 1 e 3. Isto é, apenas 2 dos 6 resultados nos atende.
Logo,
2 1
P (A∩B) = 6 = 3
Para que B ocorra (resultado inferior a 4), já vimos que 3 resultados atendem.
Portanto,
54
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1
P (A + B) 3 = 1 2 = 2 = 66,6%
P (A\B) = = ·
P (B) 1 3 1 3
2
A fórmula pode ser traduzida como a probabilidade da união de dois eventos é igual a
soma das probabilidades de ocorrência de cada um dos eventos, subtraída da probabilidade
da ocorrência dos dois eventos simultaneamente.
Neste caso, quando temos A ∩ B = ϴ, ou seja, eventos mutuamente exclusivos, tem-se que
P (A ∪ B) = P (A) + P (B).
Imagine que você tem uma urna contendo 20 bolas numeradas de 1 a 20. Quando uma
bola é retirada ao acaso, qual é a probabilidade de o número ser múltiplo de 3 ou de 5?
Ora, veja que temos a palavra “ou” na pergunta e isso nos remete à ideia de “união” dos
eventos. Sendo assim, podemos extrair os dados para aplicar na fórmula:
6
P(A) =
20
4
P(B) =
RACIOCÍNIO LÓGICO
20
1
P(A ∩ B) =
20
Vale lembrar que P (B\A) é a probabilidade de ocorrer o evento B, sabendo que já ocorreu
o evento A (probabilidade condicional).
Se a ocorrência do evento A não interferir na probabilidade de ocorrer o evento B, ou seja,
forem independentes, a fórmula para o cálculo da probabilidade da intersecção será dada
por:
P (A ∩ B) = P (A) · P (B)
Imagine que você vai lançar dois dados sucessivamente. Qual a probabilidade de sair um
número ímpar e o número 5?
O “e” que aparece na pergunta é que determina a utilização da fórmula da interseção, pois
queremos “a probabilidade de sair um número ímpar e o número 5”. Perceba que a ocor-
rência de um dos eventos não interfere na ocorrência do outro. Temos, então, dois eventos
independentes.
Evento A: sair um número ímpar = {1, 3, 5};
Evento B: sair o número 5 = {5};
Espaço Amostral: S = {1, 2, 3, 4, 5, 6}.
Logo,
3 1
P(A) = =
6 2
1
P(B) =
6
1 1 1
P (A ∩ B) = P (A) · P (B) = · =
2 6 12
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!
a) 1/6.
b) 2/6.
c) 3/6.
d) 4/6.
56 e) 5/6.
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a) 59%.
b) 46%.
c) 41%.
d) 34%.
e) 28%.
3. (CEBRASPE-CESPE – 2019) A sorte de ganhar ou perder, num jogo de azar, não depende da habi-
lidade do jogador, mas exclusivamente das probabilidades dos resultados. Um dos jogos mais
populares no Brasil é a Mega Sena, que funciona da seguinte forma: de 60 bolas, numeradas de
1 a 60, dentro de um globo, são sorteadas seis bolas. À medida que uma bola é retirada, ela não
volta para dentro do globo. O jogador pode apostar de 6 a 15 números distintos por volante e
receberá o prêmio se acertar os seis números sorteados. Também são premiados os acertado-
res de 5 números ou de 4 números.
A partir dessas informações, julgue o item que se segue.
A probabilidade de a primeira bola sorteada ser um número múltiplo de 8 é de 10%.
( ) CERTO ( ) ERRADO
RACIOCÍNIO LÓGICO
Múltiplos de 8: {0, 8, 16, 24, 32, 40, 48, 56, 64, 72...}
Números da Mega Sena: 1 a 60.
Os múltiplos de 8 na Mega Sena são: 8, 16, 24, 32, 40, 48, 56, ou seja, 7 números.
Logo 7/60 = 11%.
Resposta: Errado.
57
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a) 2/3.
b) 1/2.
c) 1/4.
d) 1/8.
e) 3/4.
( ) CERTO ( ) ERRADO
FRAÇÕES
Frações nada mais são do que operações de divisão. Podemos, por exemplo, tanto escrever
4
4 ÷ 8 quanto 8 .
Agora, vamos estudar todas as operações que envolvem as frações. São elas: adição, sub-
tração, multiplicação e divisão.
58
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z Denominadores iguais (quando acontece essa situação, basta repetir as bases e operar os
numeradores)
1 3
+ = 1+3 = 4
5 5 5 5
4-2 4-2 2
3 3 = 3 =3
1 3
3+4
1 3 4x1 3x3 4 + 9 13
3 + 4 = 12÷3 + 12÷4 = 12 = 12
3 2
–2
3 3
–1
1 mmc: 2 · 2 · 3 = 12
–1
Todo número que é dividido apenas por ele mesmo e pelo número 1 é um número primo.
RACIOCÍNIO LÓGICO
Exemplo:
59
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Ainda não chegamos ao resultado final da operação, pois é necessário simplificar a fração
o máximo possível. Para realizar esse procedimento, devemos achar um número que divide,
ao mesmo tempo, o denominador e o numerador. No caso apresentado anteriormente, sabe-
mos que é o número 2. Aplicando, fica assim:
10÷2 5
12÷2 = 6
Divisão de Fração
Vamos ensinar uma maneira bem simples para resolver esse tipo de operação. Para dividir fra-
ções, deve-se repetir a primeira fração e multiplicar pelo inverso da segunda fração. Depois, basta
realizar a multiplicação normalmente, da mesma forma que aprendemos. Veja:
3 5 3 2 3×2 6 6÷2 3
÷ = × = = = =
4 2 4 5 4×5 20 20 ÷ 2 10
Importante!
Podemos simplificar frações, dividindo o numerador e o denominador pelo mesmo número.
1. (FCC — 2016) Seja A o quociente da divisão de 8 por 3. Seja B o quociente da divisão de 15 por
7. Seja C o quociente da divisão de 14 por 22. O produto A B C é igual a:
a) 3,072072072 . . .
b) 3,636363 . . .
c) 3,121212 . . .
d) 3,252525 . . .
e) 3,111 . . .
A B A B A B A B A B A
1,0 0,3 1,1 0,2 1,3 0,4 1,4 0,5 1,2 0,4 1,0
a) 1,0.
b) 1,1.
c) 1,2.
d) 1,3.
e) 1,4.
Prezado(a) estudante,
Neste mesmo material já vimos toda a teoria de conjuntos no tópico “Elementos da Teoria
de Conjuntos”. Agora, com base nos assuntos tratados anteriormente, faremos os exercícios
a seguir:
produtos; 300 contêineres foram carregados com carne bovina; 450, com carne suína; 100, com
frango e carne bovina; 150, com carne suína e carne bovina; 100, com frango e carne suína.
Nessa situação hipotética,
250 contêineres foram carregados somente com carne suína.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Bovina Frango
50 100 X
150 100
200 Suína
Veja que apenas 200 contêineres foram carregados somente com carne suína. Resposta:
Errado.
( ) CERTO ( ) ERRADO
62
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50 100 X
150 100
200 Suína
Veja que exatamente 50 contêineres foram carregados somente com carne bovina. Resposta:
Certo.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Com as informações colocadas nos diagramas na questão anterior, podemos somar todas
as informações que não possuem contato com o conjunto de frango e subtrair do total. Veja:
50 (só bovinos);
150 (bovinos e suínos);
Somando tudo isso, teremos 400 contêineres com outras carnes, o que sobrou do total será
a resposta para a questão.
800 – 400= 400 contêineres contêm franco. (Lembre-se, a banca não perguntou somente fran-
go). Logo, 400 contêineres continham frango congelado. Resposta: Certo.
minado voo e que estiveram nos países A, B ou C, nos quais ocorre uma epidemia infecciosa,
foram selecionados para ser examinados. Constatou-se que exatamente 25 dos passageiros
selecionados estiveram em A ou em B, nenhum desses 25 passageiros esteve em C e 6 desses
25 passageiros estiveram em A e em B.
Com referência a essa situação hipotética, julgue os itens que se seguem
Se 11 passageiros estiveram em B, então mais de 15 estiveram em A.
( ) CERTO ( ) ERRADO
63
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A B
X 6 25 – 6 – x =
19 – x
C 5
Sabemos que o número de pessoas que estiveram em B é dado pela soma 6 + (19 – X). Ou seja,
11 = 6 + (19 – X)
11 = 25 – X
X = 25 – 11
X = 14
Logo, as pessoas que estiveram em A são X + 6 = 14 + 6 = 20. Resposta: Certo.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Extraindo os dados:
total: 96;
bar: 49;
restaurante: 60.
Somando tudo, temos 49 + 60 = 109. Passou o total de 96, porque estamos contando 2x vezes
os estabelecimentos que estão na interseção. Logo, descontamos o que passou do total. 109–
96 = 13 estabelecimentos que são classificados como Bar e como Restaurante ao mesmo
tempo. Resposta: Errado.
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A porcentagem é uma medida de razão com base 100. Ou seja, corresponde a uma fração
cujo denominador é 100. Vamos observar alguns exemplos e notar como podemos represen-
tar um número porcentual.
30
30% = (forma de fração)
100
30
30% = = 0,3 (forma decimal)
100
30 3
30% = = (forma de fração simplificada)
100 10
30 3
30% = = 0,3 =
100 10
25 · 100 = 2500%
0,35 · 100 = 35%
0,586 · 100 = 58,6%
Número Relativo
A porcentagem traz uma relação entre uma parte e um todo. Quando dizemos 10% de
1000, o 1000 corresponde ao todo. Já o 10% corresponde à fração do todo que estamos especi-
ficando. Para descobrir a quanto isso corresponde, basta multiplicar 10% por 1000.
10 x 1.000 = 100
10% de 1.000 =
100
Dessa maneira, 1.000 é todo, enquanto 100 é a parte que corresponde a 10% de 1.000.
Dica
Quando o todo varia, a porcentagem também varia!
RACIOCÍNIO LÓGICO
Veja um exemplo:
Roberto assistiu 2 aulas de Matemática Financeira. Sabendo que o curso que ele comprou
possui um total de 8 aulas, qual é o percentual de aulas já assistidas por Roberto?
O todo de aulas é 8. Para descobrir o percentual, devemos dividir a parte pelo todo e obter
uma fração.
2 1
=
8 4
Dica
A avaliação do crescimento ou da redução percentual deve ser feita sempre em relação ao
valor inicial da grandeza.
Como o resultado foi negativo, podemos afirmar que houve uma redução percentual de
10% nas aulas ainda não assistidas por Juliano. O enunciado está errado ao afirmar que essa
redução foi de 20%.
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!
1. (CEBRASPE-CESPE – 2020) Em determinada loja, uma bicicleta é vendida por R$ 1.720 à vista ou em
duas vezes, com uma entrada de R$ 920 e uma parcela de R$ 920 com vencimento para o mês seguin-
te. Caso queira antecipar o crédito correspondente ao valor da parcela, a lojista paga para a financeira
uma taxa de antecipação correspondente a 5% do valor da parcela.
Com base nessas informações, julgue o item a seguir.
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( ) CERTO ( ) ERRADO
a) 10 deputadas.
b) 14 deputadas.
c) 15 deputadas.
d) 20 deputadas.
e) 25 deputadas.
50 parlamentares
Deputadas = X
Deputados = 50-X
Compareceram 20% x e 10% (50-x), totalizando 7 parlamentares. Não sabemos a quantidade
exata de cada sexo. Vamos montar uma equação e achar o valor de X.
20% x + 10% (50 – x) = 7
20/100 · x + 10/100 · (50 – x) = 7
2/10 · x + 1/10 · (50 – x) = 7
2x/10 + 50 – x/10 = 7 (faz o MMC)
2x + 50–x = 70
2x – x = 70 – 50
x = 20 deputadas fazem parte da Assembleia Legislativa. Resposta: Letra D.
RACIOCÍNIO LÓGICO
3. (VUNESP – 2016) Um concurso recebeu 1500 inscrições, porém 12% dos inscritos faltaram no
dia da prova. Dos candidatos que fizeram a prova, 45% eram mulheres. Em relação ao número
total de inscritos, o número de homens que fizeram a prova corresponde a uma porcentagem de
a) 45,2%.
b) 46,5%.
c) 47,8%.
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4. (FCC–2018) Em uma pesquisa 60% dos entrevistados preferem suco de graviola e 50% suco de
açaí. Se 15% dos entrevistados gostam dos dois sabores, então, a porcentagem de entrevistados
que não gostam de nenhum dos dois é de
a) 80%.
b) 61%.
c) 20%.
d) 10%.
e) 5%.
Graviola Açai
45% 35%
Nenhum = X
Vamos somar todos os valores e igualar ao total que é 100%: 45% + 15% + 35% + X = 100%
95% + X = 100%
X = 5%.
Resposta: Letra E.
5. (FUNCAB–2015) Adriana e Leonardo investiram R$ 20.000,00, sendo o 3/5 desse valor em uma
aplicação que gerou lucro mensal de 4% ao mês durante dez meses. O restante foi investido em
uma aplicação, que gerou um prejuízo mensal de 5% ao mês, durante o mesmo período. Ambas
as aplicações foram feitas no sistema de juros simples.
Pode-se concluir que, no final desses dez meses, eles tiveram:
a) prejuízo de R$2.800,00.
b) lucro de R$3.200,00.
c) lucro de R$2.800,00.
d) prejuízo de R$6.000,00
e) lucro de R$5.000,00.
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SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS
Esse tema é cobrado de uma maneira que pode parecer como também pode ser complicado.
Descobrir a lei de formação ou padrão da sequência é o seu principal objetivo, pois nas questões
sobre sequências/raciocínio sequencial, você será apresentado a um conjunto de dados dispostos
de acordo com alguma “regra” implícita, alguma lógica de formação. O desafio é exatamente des-
cobrir essa “regra” para, com isso, encontrar outros termos daquela mesma sequência.
Veja o exemplo abaixo:
2, 4, 6, 8,...
A primeira pergunta que podemos fazer para achar a lei de formação é: os números estão
aumentando ou diminuindo?
Caso eles estejam aumentando, devemos tentar as operações de soma ou multiplicação
entre os termos. Veja no exemplo colocado acima: 2, 4, 6, 8,.. Do primeiro termo para o segun-
do, somamos o número dois e depois repetimos isso.
2+2=4
4+2=6
6+2=8
Caso os números estejam diminuindo, você pode buscar uma lógica envolvendo subtra-
ções ou divisões entre os termos.
Agora, observe essa outra sequência:
RACIOCÍNIO LÓGICO
Qual é o seu próximo termo? Vários alunos tendem a dizer que o próximo termo é o 15,
mesmo tendo percebido que o 9 não está na sequência. A nossa tendência é relevar esse “pro-
bleminha” e marcar logo o valor 15. Muito cuidado! Como já disse, o padrão encontrado deve
ser capaz de explicar toda a sequência! Nesse caso, estamos diante dos números primos! Sim,
aqueles números que só podem ser divididos por eles mesmos ou então pelo número 1. No
caso, o próximo seria o 17, e não o 15. A propósito, os próximos números primos são: 17, 19,
23, 29, 31, 37...
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É bem comum aparecerem questões que envolvem uma sequência que tem mais de uma
lei de formação. Podemos ter 2 sequências que se alternam, como neste exemplo:
Se analisarmos mais minuciosamente, podemos dizer que temos uma sequência que, de
um número para outro, devemos somar 2 unidades e também podemos notar que temos a
sequência que, de um número para o outro, basta somar 5 unidades, elas estão em sequên-
cias numéricas alternadas. Veja:
1ª sequência: 2, 4, 6, 8,...
2ª sequência: 5, 10, 15, 20, ...
Progressão Aritmética
Uma progressão aritmética é aquela em que os termos crescem, sendo adicionados a uma
razão constante, normalmente representada pela letra r.
{1,3,5,7,9,11,13, ...}
z Termo Geral da PA
Trata-se de uma fórmula que, a partir do primeiro termo e da razão da PA, permite calcu-
lar qualquer outro termo. Temos a seguinte fórmula:
an = a1 + (n – 1)r
Logo,
an = a1 + (n – 1) · r
a10 = 1 + (10 – 1) · 2
a10 = 1 + 2 · 9
a10 = 1 + 18
a10 = 19
Isto é, o termo da posição 10 é o 19. Volte na sequência e confira. Perceba que, com essa
fórmula, podemos calcular qualquer termo da PA. O termo da posição 200 é:
an = a1 + (n – 1) · r
a200 = 1 + (200 – 1) · 2
a200 = 1 + 2 · 199
a200 = 1 + 398
a200 = 399
A fórmula a seguir nos permite calcular a soma dos “n” primeiros termos de uma progres-
são aritmética:
n # (a1 + an)
Sn =
2
Para entendermos um pouco melhor, vamos calcular a soma dos 7 primeiros termos do
nosso exemplo que já foi apresentado: {1,3,5,7,9,11, 13, ...}.
Já sabemos que a1 = 1, e n = 7. O termo an será, neste caso, o termo a7, que observando na sequên-
cia é o número 13, ou seja, a7 = 13. Substituindo na fórmula, temos:
n # (a1 + an)
Sn =
2
7 # (1 + 13)
S7 =
2
7 # 14
S7 =
2
RACIOCÍNIO LÓGICO
98
S7 = = 49
2
Dica
PA crescente: se r > 0;
PA decrescente: se r < 0;
PA constante: se r = 0.
a) 25.
b) 26.
c) 27.
d) 28.
e) 24.
O primeiro múltiplo de 4 neste intervalo é 24 e o último é 124. Veja que os múltiplos de 4 for-
mam uma PA de razão igual a 4. Então, temos as seguintes informações:
a1 = 24
an = 124
r = 4 (podemos ir somando de 4 em 4 unidades para obter os múltiplos).
Substituindo na fórmula do termo geral, vamos encontrar a quantidade de elementos
(múltiplos):
an = a1 + (n – 1)r
124 = 24 + (n – 1)4
124 = 24 + 4n – 4
124 – 24 + 4 = 4n
104 = 4n
n = 26. Resposta: Letra B.
2. (FCC – 2018) Rodrigo planejou fazer uma viagem em 4 dias. A quantidade de quilômetros que
ele percorrerá em cada dia será diferente e formará uma progressão aritmética de razão igual
a − 24. A média de quilômetros que Rodrigo percorrerá por dia é igual a 310 km. Desse modo, é
correto concluir que o número de quilômetros que Rodrigo percorrerá em seu quarto e último dia
72 de viagem será igual a
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Primeiro devemos achar o a1, para depois acharmos o a4. Devemos colocar tudo em função de
a1, para podermos substituir na média. Usando a fórmula do termo geral:
r = –24
an= a1 + (n – 1) · r
Achando a1:
a1 = a1 + (1–1) · r
a1 = a1
Colocando a2 em função de a1:
a2= a1+ (2 – 1) · r
a2 = a1 + r
Colocando a3 em função de a1:
a3= a1+ (3 – 1) · r
a3 = a1 + 2r
Colocando a4 em função de a1:
a4 = a1 + (4 – 1) · r
a4 = a1 + 3r
Substituindo na fórmula da média aritmética:
(a1 + a2 + a3 + a4 ) ÷ 4 = 310
(a1+ a1 + r + a1 + 2r + a1 + 3r) ÷ 4 = 310
4 a1 + 6r = 310 · 4
4 a1 + 6 · (–24) = 1.240
4 a1 – 144 = 1.240
a1 = 346
Encontrando a4:
a4= 346 + (4 – 1) · r
a4= 346 + 3r
a4= 346 + 3 · (–24)
a4 = 274. Resposta: Letra D.
das provas consiste em uma corrida de 2.000 metros em até 11 minutos. Como Manoel não é
atleta profissional, ele planeja completar o percurso no tempo máximo exato, aumentando de
uma quantidade constante, a cada minuto, a distância percorrida no minuto anterior.
Nesse caso, se Manoel, seguindo seu plano, correr 125 metros no primeiro minuto e aumentar de
11 metros a distância percorrida em cada minuto anterior, ele completará o percurso no tempo
regulamentar.
( ) CERTO ( ) ERRADO
73
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11 # (125 + 235)
S11 =
2
11 # 360
S11 = 2
S11 = 180 · 11
S11 = 1.980
A distância total percorrida é menor do que 2.000 metros. Logo, Manoel não completará o
percurso no tempo regulamentar de 11 minutos. Resposta: Errado.
4. (FCC – 2017) Em um experimento, uma planta recebe a cada dia 5 gotas a mais de água do que
havia recebido no dia anterior. Se no 65° dia ela recebeu 374 gotas de água, no 1° dia do experi-
mento ela recebeu
a) 64 gotas.
b) 49 gotas.
c) 59 gotas.
d) 44 gotas.
e) 54 gotas.
Progressão Geométrica
Cada termo é igual ao anterior multiplicado por 2. Esse é um exemplo típico de Progressão
Geométrica, ou simplesmente, PG. Em uma PG, cada termo é obtido a partir da multiplicação
do anterior por um mesmo número, o que chamamos de razão da progressão geométrica. A
razão é simbolizada pela letra q.
No exemplo acima, temos q = 2 e o termo inicial é a1 = 1. Da mesma maneira que vimos
para o caso de PA, normalmente, precisamos calcular o termo geral e a soma dos termos.
z Termo Geral da PG
A fórmula a seguir nos permite obter qualquer termo (an) da progressão geométrica, par-
tindo-se do primeiro termo (a1) e da razão (q):
an = a1 · qn-1
a5 = 32
A fórmula abaixo permite calcular a soma dos “n” primeiros termos da progressão
geométrica:
n
a1 # (q - 1)
Sn =
q-1
75
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4
2 # (2 - 1)
S4 =
2-1
2 # (16 - 1)
S4 =
1
2 # 15
S4 =
1
S4 = 30
Suponha que você corra 1000 metros, depois, você corra 500 metros, depois, você corra
250 metros e, depois, 125 metros — sempre metade do que você correu anteriormente. Quan-
to você correrá no total? Observe que o que temos é exatamente uma progressão geométrica
infinita, porém, essa PG é decrescente.
Quando temos uma PG infinita com razão 0 < q < 1, teremos que qn = 0. Entendemos, então,
que quanto maior for o expoente, mais próximo de zero será. Portanto, substituindo, teremos:
a1 # (0 - 1)
S∞ =
q-1
a1
S∞ =
1-q
Dica
Em uma progressão geométrica, o quadrado do termo do meio é igual ao produto dos extremos. {a1, a2, a3}
(a2)2 = a1 · a3
Veja: {2, 4, 8, 16, 32...}
82 = 4 · 16
64 = 64.
1. (FUMARC – 2018) Se a sequência numérica representada por (6, a2, a3, a4, a5,192) é uma Pro-
gressão Geométrica crescente de razão igual a q, então, é CORRETO afirmar que o valor de q é
igual a:
a) 2.
b) 3.
c) 4.
d) 8.
Vamos substituir os valores que já temos na fórmula geral da PG para acharmos a razão:
an = a1 · qn-1
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q= 5
32
q = 2. Resposta: Letra A.
2. (IBFC – 2016) Se a soma dos elementos de uma P.G. (progressão geométrica) de razão 3 e
segundo termo 12 é igual a 484, então o quarto termo da P.G. é igual a:
a) 324.
b) 36.
c) 108.
d) 216.
Temos que a2 = 12 e q = 3. Para calcularmos o quarto termo, devemos usar a fórmula do ter-
mo geral da PG. Veja:
a4 = a2 · q4-2
a4 = 12 · 32
a4 = 12 · 9
a4 = 108. Resposta: Letra C.
a) +30.
b) +60.
c) –30.
d) –60.
e) –90.
Em uma progressão geométrica, o quadrado do termo do meio é igual ao produto dos extre-
mos. Logo:
y² = (y + 30) · (y – 60)
RACIOCÍNIO LÓGICO
4. (FUNDATEC – 2019) A sequência (x-120; x; x+600) forma uma progressão geométrica. O valor de
x é:
77
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Em uma progressão geométrica, o quadrado do termo do meio é igual ao produto dos extre-
mos. Logo:
x2 = (x – 120) · (x+600)
x2 = x2 + 600x – 120x – 72.000
x2 – x2 = 480x – 72.000
480x = 72.000
x = 72.000 ÷ 480
x = 150. Resposta: Letra C.
5. (IESES – 2019) Em uma progressão geométrica de razão r = 3 a soma dos 5 primeiros termos é
igual a 968.
Então, o primeiro termo dessa progressão é:
n
a1 # (3 - 1)
968 =
3-1
a1 # (243 - 1)
968 = 2
1.936 = 242a1
a1 = 1.936 ÷ 242
a1 = 8. Resposta: Letra E.
Não há teoria específica para esse assunto, mas vamos responder alguns exercícios para pegar-
mos o jeito das questões que envolvem sequências com figuras e de palavras. É assim o modo que
se aprende esta matéria.
Mãos à obra:
78
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Seguindo esse padrão, pode-se afirmar que a quantidade de mesas que se deve juntar para que
a quantidade de lugares disponíveis (cadeiras) seja igual a 22 é:
a) 6
b) 15
c) 10
d) 12
e) 8
1 mesa — 4 cadeiras
2 mesas — 6 cadeiras
3 mesas — 8 cadeiras
4 mesas — 10 cadeiras
5 mesas — 12 cadeiras
6 mesas — 14 cadeiras
7 mesas — 16 cadeiras
8 mesas — 18 cadeiras
9 mesas — 20 cadeiras
10 mesas — 22 cadeiras
Resposta: Letra C.
RACIOCÍNIO LÓGICO
a) 25
b) 23
c) 32
d) 20
e) 28
79
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LOGICALOGICALOGICALOGICA...
a) C
b) A
c) L
d) O
e) I
Temos o ciclo “L O G I C A” com 6 elementos. Agora basta dividir a posição 2020 pela quanti-
dade de elementos do ciclo. Veja:
2020 / 6 = 336 + resto 4
Ou seja, temos 336 ciclos completos mais 4 elementos:
Resto 1 = L
Resto 2 = O
Resto 3 = G
Resto 4 = I (Gabarito)
Resposta: Letra E.
a) GARAPA.
b) MAMÃO.
c) JONATAS.
d) AGROPECUÁRIO.
A sequência apresentada segue um padrão em relação aos meses do ano. A primeira palavra
OSSOS, começa com letra “O”, mês de outubro; a segunda palavra NEVOEIRO, começa com
a letra “N”, mês de novembro....
OSSOS → Outubro
NEVOEIRO→ Novembro
DESENHO→ Dezembro
JANTARES→ Janeiro
80
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5. (IBADE — 2019) A palavra MALOTE está para LOMAET, assim como CAMILO está para:
a) MIOLCA
b) MICAOL
c) CAOLMI
d) MILOCA
e) LOCAMI
Em relação à palavra MALOTE, foi invertida a ordem das duas primeiras sílabas (LOMA)
e invertida a ordem das duas últimas letras (ET). Basta seguir o mesmo raciocínio para a
palavra CAMILO, que fica: MICAOL.
Resposta: Letra B.
a) 1158.
b) 1258.
c) 1358.
d) 1458.
e) 1558.
142 · 3 – 5 = 421.
421 · 3 – 5 = 1258.
Resposta: Letra B.
7. (NOVA CONCURSOS — 2022) Observe, abaixo, os três triângulos formados por 7 palitos de fós-
foro. Maria quer construir uma faixa horizontal de 180 triângulos, seguindo a mesma regra de
construção da figura.
81
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a) 342.
b) 355.
c) 360.
d) 361.
e) 371.
A faixa será formada com 180 triângulos e dá para observar que, com exceção do 1º triân-
gulo, todos os outros são formados por 2 palitos. Então, primeiro iremos calcular quantos
palitos serão necessários para formar 179 triângulos.
Regra de 3 simples
2 palitos _______ 1 triângulo
x palitos _______ 179 triângulos
x = 358 palitos.
Agora, é só somar com os 3 palitos do 1º triângulo:
358 + 3 = 361 palitos.
Resposta: Letra D.
ARACAJUARACAJUARACAJUARAC...
a) A;
b) R;
c) C;
d) J;
e) U.
ARACAJU → 7 letras
Sabendo disso, podemos encontrar qual letra representa a milésima posição.
1000 ÷ 7 = 142 e resto 6.
Isso quer dizer que teremos 142 vezes o termo “ARACAJU” aparecendo de forma completa
mais uma parte desse termo indo até a letra da 6ª posição = “ARACAJ”.
Resposta: Letra D.
82
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PASTELSPPASTELSPPASTELSPPAST...
a) P.
b) T.
c) S.
d) L.
e) A.
“PASTELSP” → 8 letras
Cada sequência de 8 LETRAS finaliza um ciclo
Basta dividir 500 ÷ 8 = 62 ciclos de “PASTELSP” com RESTO 4
Sendo assim, é só encontrar a 4° letra:
PASTELSP
Resposta: Letra B.
10. (NOVA CONCURSOS — 2022) Conforme a sequência numérica a seguir, assinale o termo
que virá a seguir:
a) 272
b) 358
c) 456
d) 528
e) 644
Resposta: Letra D.
HORA DE PRATICAR!
1. (IBFC — 2022) O total de proposições simples distintas que formam a proposição composta “Ou
o motorista foi imprudente ou a sinalização estava com defeito se, e somente se, o agente de
trânsito notificou o ocorrido e o motorista foi imprudente, mas as condições da pista não eram
adequadas”, é igual a: 83
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2. (IBFC — 2023) Se a correspondência foi enviada e o prazo foi cumprido, então o gerente ficou
satisfeito se, e somente se, a correspondência chegou ao destino ou a tarefa foi realizada. De
acordo com a frase acima, o total de proposições simples é igual a:
a) 3
b) 4
c) 5
d) 2
e) 6
a) Se Carlos gosta de pizza de quatro queijos, então Maria trabalha como cozinheira no restaurante
BONAPIZZA
b) Carlos gosta de pizza de quatro queijos ou Maria não trabalha como cozinheira no restaurante
BONAPIZZA
c) Carlos não gosta de pizza de quatro queijos e Maria trabalha como cozinheira no restaurante
BONAPIZZA
d) Carlos gosta de pizza de quatro queijos se, e somente se, Maria trabalha como cozinheira no
restaurante BONAPIZZA
4. (IBFC — 2022) Se o motorista não tem multa, então está habilitado para o trabalho.
De acordo com a lógica proposicional a frase acima pode ser representada por:
a) p↔q
b) ~p v q
c) ~p → q
d) ~p ^ q
5. (IBFC — 2023) Se os valores lógicos de duas proposições são falsos, então é correto afirmar que:
6. (IBFC — 2023) Com relação ao raciocínio lógico proposicional é correto afirmar que:
a) O valor lógico da disjunção entre duas proposições é verdade somente se os valores lógicos das
duas proposições forem verdadeiros
b) O valor lógico da conjunção entre duas proposições é falso somente se os valores lógicos das
duas proposições forem falsos
c) O valor lógico do bicondicional entre duas proposições é verdade somente se os valores lógicos
das duas proposições forem verdadeiros
d) O valor lógico da disjunção exclusiva entre duas proposições é verdade somente se apenas um
dos valores lógicos das proposições for verdadeiro
7. (IBFC — 2023) O total de conectivos da proposição composta “Se o técnico ambiental fez o
relatório, então a empresa foi multada se, e somente se, houve provas contundentes e o órgão
comprovou o resultado ou a empresa aceitou sem recorrer”.
a) 3
b) 4
c) 5
d) 6
e) 7
8. (IBFC — 2022) De acordo com o raciocínio lógico proposicional, a negação da frase “O candidato
chegou atrasado e não conseguiu fazer a prova”, pode ser descrita como:
9. (IBFC — 2022) A negação da proposição composta “Ana é motorista ou Carlos é juiz”, é dada pela
proposição:
10. (IBFC — 2022) Uma frase que representa a negação da proposição lógica “O candidato foi apro-
vado e a prova não foi difícil” é:
11. (IBFC — 2022) Uma frase que representa uma negação da proposição lógica “João dançará ou
irá tirar fotos com os amigos” é:
12. (IBFC — 2022) Assinale a alternativa que representa uma equivalência da proposição lógica “Se
Ana trabalhou, então foi remunerada pelos seus serviços prestados”.
13. (IBFC — 2023) As premissas “Se o sargento manteve a disciplina, então o soldado não foi puni-
do”. “Se o soldado não foi punido, então a aula prosseguiu normalmente” implicam na frase:
14. (IBFC — 2022) “Se o inquérito foi aberto, então o acusado foi ouvido” “Se o acusado foi ouvido,
então a sentença não foi proferida”
Sabendo que a sentença foi proferida e as proposições compostas são verdadeiras, então é cor-
reto afirmar que:
15. (IBFC — 2022) Se Marcia é dentista, então Paulo não é advogado. Se Paulo não é advogado,
então Carlos é médico. Sabe-se que Carlos não é médico. Nessas condições é correto afirmar
que:
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16. (IBFC — 2022) Se todo relatório é um documento e alguns memorandos são documentos, é
incorreto afirmar que:
17. (IBFC — 2022) Considere verdadeira a frase “Toda professora gosta de aprender”, então a alter-
nativa que apresenta uma argumentação correta é:
18. (IBFC — 2022) Sabendo que todo motorista é concursado e que alguns guardas municipais não
são concursados, então é incorreto afirmar que:
19. (IBFC — 2022) O tipo de raciocínio lógico cujo objetivo é se determinar a regra a partir de como
a conclusão segue da premissa é chamado de:
a) indução
b) abdução
c) dedução
d) assimilação
RACIOCÍNIO LÓGICO
20. (IBFC — 2022) Dentre as alternativas o único termo que não representa um tipo de raciocínio
lógico é:
a) abdução
b) assimilação
c) dedução
d) indução
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1 A
2 C
3 B
4 C
5 C
6 D
7 B
8 C
9 D
10 B
11 A
12 D
13 C
14 C
15 D
16 C
17 C
18 B
19 A
20 B
ANOTAÇÕES
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