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Raciocínio Lógico para Enfermagem EBSERH

O documento é um e-book sobre Raciocínio Lógico, destinado a técnicos em enfermagem, abordando conceitos fundamentais como proposições lógicas, conectivos, lógica da argumentação e análise combinatória. Os autores, Kairton Batista e Sérgio Mendes, explicam a importância de entender valores lógicos e a construção de tabelas verdade. A obra é publicada pela EBSERH e contém informações essenciais para o aprendizado e aplicação do raciocínio lógico em contextos variados.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Raciocínio Lógico para Enfermagem EBSERH

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1811938 E-book gerado especialmente para MAIRA IADEROZA

EBSERH
Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares

Técnico em Enfermagem

Raciocínio Lógico

1811938 E-book gerado especialmente para MAIRA IADEROZA


Obra

EBSERH - Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares


Técnico em Enfermagem

Autores

RACIOCÍNIO LÓGICO • Kairton Batista (Prof. Kaká) e Sérgio Mendes

ISBN: 978-65-5451-237-4

Edição: Outubro/2023

Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos


pela Lei nº 9.610/1998. É proibida a reprodução parcial ou total,
por qualquer meio, sem autorização prévia expressa por escrito da
editora Nova Concursos.

Esta obra é vendida sem a garantia de atualização futura. No caso Dúvidas


de atualizações voluntárias e erratas, serão disponibilizadas no site
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1811938 E-book gerado especialmente para MAIRA IADEROZA


SUMÁRIO

RACIOCÍNIO LÓGICO............................................................................................................5
NOÇÕES DE LÓGICA............................................................................................................................. 5

PROPOSIÇÕES LÓGICAS SIMPLES ...................................................................................................................5

PROPOSIÇÕES LÓGICAS COMPOSTAS.............................................................................................................8

CONECTIVOS LÓGICOS.....................................................................................................................................15

DIAGRAMAS LÓGICOS: CONJUNTOS E ELEMENTOS..................................................................... 18

LÓGICA DA ARGUMENTAÇÃO........................................................................................................... 21

TIPOS DE RACIOCÍNIO........................................................................................................................ 28

ELEMENTOS DE TEORIA DOS CONJUNTOS..................................................................................... 32

ANÁLISE COMBINATÓRIA................................................................................................................. 40

PROBABILIDADE................................................................................................................................. 52

RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS COM FRAÇÕES, CONJUNTOS, PORCENTAGENS


E SEQUÊNCIAS COM NÚMEROS, FIGURAS, PALAVRAS................................................................. 58

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RACIOCÍNIO LÓGICO

NOÇÕES DE LÓGICA

VALORES LÓGICOS

Na lógica temos apenas dois valores lógicos: verdadeiro ou falso. Quando temos uma
declaração verdadeira, o seu valor lógico é Verdade (V) e quando é falsa, dizemos que seu
valor lógico é Falso (F).

PROPOSIÇÕES LÓGICAS SIMPLES

Vamos começar nosso estudo falando sobre o que é uma proposição lógica. Observe a frase
a seguir:
Ex.: Paula vai à praia.
Para saber se temos ou não uma proposição, precisamos de três requisitos fundamentais:

z Ser uma oração: ou seja, são frases com verbos;


z Oração declarativa: a frase precisa estar apresentando uma situação, um fato;
z Pode ser classificada como verdadeira ou falsa: ou seja, podemos atribuir o valor lógico
verdadeiro ou o valor lógico falso para a declaração.

Tendo isso em vista, podemos afirmar claramente que a frase “Paula vai à praia” é uma
proposição lógica, pois temos a presença de um verbo (ir), uma informação completa (temos
o sujeito claro na oração) e podemos afirmar se é verdadeira ou falsa.

Importante!
Proposição Lógica é uma oração declarativa que admite apenas um valor lógico: V ou F.

Ou então podemos também esquematizar o que é uma proposição lógica assim:


Chama-se proposição toda sentença declarativa que pode ser valorada ou só como verda-
RACIOCÍNIO LÓGICO

deira ou só como falsa. A presença do verbo é obrigatória juntamente com o sentido com-
pleto (caráter informativo).

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Verdadeira

Sentença
ou Sentido
Declarativa
completo

Falsa

Obrigatório

Verbo

Toda proposição pode ser representada simbolicamente pelas letras do alfabeto. Veja no
exemplo:

z p: Sabino é um pintor esperto;


z r: Kate é uma mulher alta.

Na situação temos duas proposições sendo representadas pelas letras p e r.


Agora que já sabemos o que são proposições lógicas, fica tranquilo distinguir o que não
são proposições. Isto é fundamental, pois várias questões de prova perguntam exatamente
isso — são apresentadas algumas frases e você precisa identificar qual delas não é uma pro-
posição. Vejamos os casos em que mais aparecem:

� Perguntas: são as orações interrogativas.


Exemplo: Que horas vamos ao cinema?
Essa pergunta não pode ser classificada como verdadeira ou falsa;
� Exclamações: são frases exclamativas.
Exemplo: Que lindo cabelo!
Essa exclamação não pode ser valorada, pois apresentam percepções subjetivas;
� Ordens: são orações com verbo no imperativo.
Exemplo: Pegue o livro e vá estudar.

Uma ordem não pode ser classificada como verdadeira ou falsa. Muito cuidado com esse
tipo de oração, pois pode ser facilmente confundida com uma proposição lógica.
Não são proposições: perguntas, exclamações e ordens.
Temos um outro caso menos cobrado em provas, mas que também não é proposição lógi-
ca: o paradoxo. Para ficar mais claro, veja o exemplo a seguir:
Ex.: Esta frase é uma mentira.
Quando atribuímos um valor de verdade para a frase, então, na verdade, ele mentiu, uma
vez que a própria frase já diz isso, e se atribuirmos o valor falso, então a frase é verdade, pois
ela diz ser uma mentira e já sabemos que isso é falso.
Perceba que sempre que valoramos a frase ela nos resulta um valor contrário, ou seja,
estamos diante de uma frase que é contraditória em si mesma. Isso é a definição de um
paradoxo.

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SENTENÇA ABERTA

Dizemos que uma sentença é aberta quando não conseguimos ter a informação completa
que a oração nos mostra. Veja o exemplo a seguir:
Ex.: Ele é o melhor cantor de rock.
Perceba que há presença do verbo e que conseguimos parcialmente entender o que a frase
quer dizer. Todavia, logo surge a pergunta: ele quem? Aqui nossa informação não consegue
ser completa e por isso temos mais um caso que não é proposição lógica. Observe outros
exemplos:

X + 5 = 10

Aquele carro é amarelo.

5+5
X – Y = 20

Todos os exemplos acima são sentenças abertas, então podemos resumir da seguinte
forma:
As variáveis: ele, aquele ou variáveis matemáticas (X ou Y) tornam a sentença aberta.
Sempre será uma proposição lógica na escrita matemática e podemos notar que há verbos
nos casos a seguir:

z = (é igual);
z ≠ (é diferente);
z > (é maior);
z < (é menor);
z ≥ (é maior ou igual);
z ≤ (é menor ou igual).

Esquematizando o que não são proposições lógicas:

Sentenças Interrogativas(?)

Sentenças sem Verbo


NÃO SÃO
PROPOSIÇÕES
Sentenças com Verbo no Imperativo

Sentenças Abertas
RACIOCÍNIO LÓGICO

Paradoxo

PRINCÍPIOS DA LÓGICA PROPOSICIONAL

É fundamental que você conheça três princípios para deixarmos tudo alinhado com as
proposições lógicas. Veja:

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z Princípio do terceiro excluído: uma proposição deve ser verdadeira ou falsa, não haven-
do outra possibilidade. Não é possível que uma proposição seja “quase verdadeira” ou
“quase falsa”;
z Princípio da não contradição: dizemos que uma mesma proposição não pode ser, ao
mesmo tempo, verdadeira e falsa;
z Princípio da Identidade: cada ser é único, ou seja, uma proposição não assume o signifi-
cado de outra proposição lógica.

PROPOSIÇÕES LÓGICAS COMPOSTAS

Temos proposições compostas quando há duas ou mais proposições simples ligadas por
meio dos conectivos lógicos. Veja os exemplos:

z Sabino corre e Marcos compra leite;


z O gato é azul ou o pato é preto;
z Se Carlinhos pegar a bola, então o jogo vai acabar.

Cada conectivo tem sua representação simbólica e sua nomenclatura. Veja a relação de
conectivos:

CONECTIVOS NOMENCLATURA SIMBOLOGIA


e Conjunção ^
ou Disjunção v
ou...ou Disjunção Exclusiva v
se...então Condicional →
se e somente se Bicondicional ⟷

Exemplos:

z Na linguagem natural:

„ O macaco bebe leite e o gato come banana;


„ Maria é bailarina ou Juliano é atleta;
„ Ou o elefante corre rápido ou a raposa é lenta;
„ Se estudar, então vai passar;
„ Bino vai ao cinema se e somente se ele receber dinheiro.

z Na linguagem simbólica:

„ p ^ q;
„ p v q;
„ p v q;
„ p → q;
„ p ⟷ q.

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Agora que conhecemos os conectivos lógicos, vamos ver algumas camuflagens dos opera-
dores lógicos que podem aparecer na prova. Veja:

� Conectivos “e” usando “mas”:


Exemplo: Jurema é atriz, mas Pedro é cantor;
� Conectivo “ou...ou” usando “...ou..., mas não ambos”:
Exemplo: Baiano é corredor ou ele é nadador, mas não ambos;
� Conectivo “Se então” usando “Desde que, Caso, Basta, Quem, Todos, Qualquer, Toda
vez que”:
Exemplos: Desde que faça sol, Pedrinho vai à praia;
Caso você estude, irá passar no concurso;
Basta Ana comer massas, e engordará;
Quem joga bola é rápido;
Todos os médicos sabem operar;
Qualquer criança anda de bicicleta;
Toda vez que chove, não vou à praia.

É importante saber que na condicional a primeira proposição é o termo antecedente e a


segunda é o termo consequente.

P→Q

P = antecedente

Q = consequente

TABELA VERDADE

Trata-se de uma tabela na qual conseguimos apresentar todos os valores lógicos possíveis
de uma proposição.

Números de Linhas de Tabela Verdade

Neste momento, vamos aprender a construir tabelas verdade para proposições compostas.

z 1º passo: contar a quantidade de proposições envolvidas no enunciado.

Exemplo: P v Q (temos duas proposições).

z 2º passo: calcular a quantidade de linhas da tabela usando a fórmula 2n = 2proposições (onde n


é o número de proposições).
RACIOCÍNIO LÓGICO

Exemplo: P v Q = 22 = 4 linhas.

P Q PVQ

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z 3º passo: dispor os valores “V” e “F” na primeira coluna fazendo o agrupamento pela
metade do número de linhas da tabela.

Exemplo: P v Q = 22 = 4 linhas = (agrupamento da primeira coluna de 2 em 2 – V V / F F).

P Q PVQ
V
V
F
F

z 4º passo: preencher as demais colunas com agrupamento de valores lógicos (V ou F) sem-


pre pela metade do agrupamento anterior.

Exemplo: primeira coluna de 2 em 2 (a próxima será de 1 em 1).

P Q PVQ
V V
V F
F V
F F

Pronto! A nossa tabela já está montada, agora precisamos aprender qual o resultado que
teremos quando combinamos os valores lógicos usando os conectivos lógicos.
Número de linhas da tabela verdade:
2n = 2proposições (onde n é o número de proposições).
Vamos caminhar mais um pouco e aprender todas as combinações lógicas possíveis para
cada conectivo lógico.

Negação (~P)

Uma proposição, quando negada, recebe valores lógicos opostos ao da proposição original.
O símbolo que iremos utilizar é ¬ p ou ~p.

P ~P
V F
F V

Dupla Negação ~(~P)

A dupla negação nada mais é do que a própria proposição. Isto é, ~(~P) = P

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P ~P ~(~P)
V F V
F V F

Conectivo Conjunção “e” (^)

Só teremos uma resposta verdadeira quando todos os valores lógicos envolvidos forem
verdadeiros.

P Q P^Q
V V V
V F F
F V F
F F F

Conectivo Disjunção “ou” (v)

Teremos resposta verdadeira quando pelo menos um dos valores lógicos envolvidos for
verdadeiro.

P Q PVQ
V V V
V F V
F V V
F F F

Conectivo Disjunção Exclusiva “ou...ou” ( v )

Teremos resposta verdadeira quando os valores lógicos envolvidos forem diferentes.

P Q PVQ
V V F
V F V
F V V
F F F

Conectivo Bicondicional “se e somente se” ()


RACIOCÍNIO LÓGICO

Teremos resposta verdadeira quando os valores lógicos envolvidos forem iguais.

P Q PQ
V V V
V F F
F V F
F F V
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Conectivo Condicional “se..., então” (→)

Especialmente neste caso, vamos aprender quando teremos o resultado falso, pois o conec-
tivo condicional só tem uma possibilidade de tal ocorrência Somente teremos resposta falsa
quando o valor lógico do antecedente for verdadeiro e o consequente falso.

P Q P→ Q
V V V
V F F
F V V
F F V

Condicional falsa: Vai Ficar Falsa

VF=F

TAUTOLOGIA

É uma proposição cujo valor lógico é sempre verdadeiro.


Exemplo 1: a proposição P ∨ (~P) é uma tautologia, pois o seu valor lógico é sempre V, con-
forme a tabela verdade.

P ~P P V ~P
V F V
F V V

Exemplo 2: a proposição (P Λ Q) → (PQ) é uma tautologia, pois a última coluna da tabe-


la verdade só possui V.

P Q (P^Q) (PQ) (P^Q)→(PQ)


V V V V V
V F F F V
F V F F V
F F F V V

CONTRADIÇÃO

É uma proposição cujo valor lógico é sempre falso.


Exemplo: a proposição P ^ (~P) é uma contradição, pois o seu valor lógico é sempre F, con-
forme a tabela verdade.

P ~P P ^ (~P)
V F F
F V F

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CONTINGÊNCIA

Sempre que uma proposição composta recebe valores lógicos falsos e verdadeiros, inde-
pendentemente dos valores lógicos das proposições simples componentes, dizemos que a
proposição em questão é uma contingência. Ou seja, é quando a tabela verdade apresenta,
ao mesmo tempo, alguns valores verdadeiros e alguns falsos.
Exemplo: a proposição [P ^ (~Q)] v (P→~Q)] é uma contingência, conforme a tabela verdade.

P Q [P^(~Q)] (P→~Q) [P^(~Q)]V(P→~Q)


V V F F F
V F V V V
F V F V V
F F F V V

z Tautologia: uma proposição que é sempre verdadeira;


z Contradição: uma proposição que é sempre falsa;
z Contingência: uma proposição que pode assumir valores lógicos V e F, conforme o caso.

A seguir, revise seus conhecimentos com alguns exercícios comentados.

1. (CEBRASPE-CESPE – 2019) Acerca da lógica sentencial, julgue o item que segue.


Se uma proposição na estrutura condicional — isto é, na forma P→Q, em que P e Q são proposi-
ções simples — for falsa, então o precedente será, necessariamente, falso.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Veja que P→Q foi considerado falso pelo enunciado da questão. Assim, na condicional, para
ser falso, a regra é que o precedente (antecedente) seja verdadeiro e o seguinte (consequente),
falso. Lembre-se da dica: Vai Ficar Falso = V  F. Resposta: Errado.

2. (AOCP – 2019) Considere a proposição: “O contingente de policiais aumenta ou o índice de cri-


minalidade irá aumentar”. Nesse caso, a quantidade de linhas da tabela verdade é igual a

a) 2.
b) 4.
c) 8.
RACIOCÍNIO LÓGICO

d) 16.
e) 32.

O número de linhas da tabela verdade depende do número de proposições e é calculado pela fór-
mula: 2ⁿ. Assim,
O contingente de policiais aumenta (1ª proposição)
O índice de criminalidade irá aumentar (2ª proposição)
22 = 4 linhas. Resposta: Letra B.

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3. (FUNDATEC – 2019) Trata-se de um exemplo de tautologia a proposição:

a) Se dois é par então é verão em Gramado.


b) É verão em Gramado ou não é verão em Gramado.
c) Maria é alta ou Pedro é alto.
d) É verão em Gramado se e somente se Maria é alta.
e) Maria não é alta e Pedro não é alto.

Você precisa guardar esta dica: a proposição que contiver uma afirmação com o conectivo ou
mais a negação dessa mesma afirmação (ou vice-versa) será sempre uma tautologia. Então,
É verão em Gramado ou não é verão em Gramado.
A proposição p ∨ (~p) é uma tautologia, pois o seu valor lógico é sempre “verdadeiro”. Resposta:
Letra B.

4. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Julgue o seguinte item, relativo à lógica proposicional e à lógica de argu-
mentação.
Se P e Q são proposições simples, então a proposição [P→Q]∧P é uma tautologia, isto é, indepen-
dentemente dos valores lógicos V ou F atribuídos a P e Q, o valor lógico de [P→Q]∧P será sempre
V.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Basta perceber que o conectivo em questão é o “E” (conjunção), que só é verdadeiro quando
as duas são verdadeiras. Sendo assim, se P for falso, já irá invalidar o argumento. Resposta:
Errado.

5. (VUNESP – 2018) Seja M a afirmação: “Marília gosta de dançar”. Seja J a afirmação “Jean gosta
de estudar”. Considere a composição dessas duas afirmações: “Ou Marília gosta de dançar ou
Jean gosta de estudar”. A tabela verdade que representa corretamente os valores lógicos envol-
vidos nessa situação é:

TABELA - VERDADE
M J Ou M ou J
V V 1
V F 2
F V 3
F F 4

Os valores 1, 2, 3 e 4 da coluna “Ou M ou J” devem ser preenchidos, correta e respectivamente,


por:

a) V, F, V e F.
b) F, V, V e F.
c) F, F, V e V.
d) V, F, F e V.
e) V, V, V e F.
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Veja que precisamos saber quando o resultado das combinações lógicas do conectivo “ou...
ou” dá verdade. Lembrando da nossa parte teórica, sempre que tivermos valores lógicos
diferentes, o resultado será verdadeiro. Sabendo disso,

M J Ou M ou J
V V F
V F V
F V V
F F F

Resposta: Letra B.

CONECTIVOS LÓGICOS

Conceito

Os conectivos lógicos (ou operadores lógicos, como também podem ser chamados) servem
para ligar duas ou mais proposições simples e formar, assim, proposições compostas.
Temos cinco operadores lógicos no total e cada um tem sua nomenclatura e representação
simbólica. Veja a tabela a seguir:

TABELA DE CONECTIVOS

CONECTIVO NOMENCLATURA SÍMBOLO LEITURA


e Conjunção ^ peq
ou Disjunção v p ou q
ou...ou Disjunção exclusiva v Ou p ou q
se...,então Condicional (implicação) → Se p, então q
Bicondicional
se e somente se p se e somente se q
(bi-implicação)

z Conjunção (conectivo “e”): sua representação simbólica é ^. Exemplo:

„ Na linguagem natural: O macaco bebe leite e o gato come banana;


„ Na linguagem simbólica: p ^ q.

z Disjunção Inclusiva (conectivo “ou”): sua representação simbólica é v. Exemplo:

„ Na linguagem natural: Maria é bailarina ou Juliano é atleta;


RACIOCÍNIO LÓGICO

„ Na linguagem simbólica: p v q.

z Disjunção Exclusiva (conectivo “ou...ou”): sua representação simbólica é: v. Exemplo:

„ Na linguagem natural: Ou o elefante corre rápido ou a raposa é lenta;


„ Na linguagem simbólica: p v q.

z Condicional (conectivos “se, então”): Sua representação simbólica é →. Exemplo:


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„ Na linguagem natural: Se estudar, então vai passar;
„ Na linguagem simbólica: p → q.

z Bicondicional (conectivo “se e somente se”): Sua representação simbólica é ⟷. Exemplo:

„ Na linguagem natural: Bino vai ao cinema se e somente se ele receber dinheiro;


„ Na linguagem simbólica: p⟷q.

z Negação: uma proposição quando negada, recebe valores lógicos opostos dos valores lógi-
cos da proposição original. O símbolo que iremos utilizar é ¬p ou ~p. Exemplos:

„ p: O gato é amarelo;
„ ~p: O gato não é amarelo;
„ q: Raciocínio Lógico é difícil;
„ ~q: É falso que raciocínio lógico é difícil;
„ r: Maria chegou tarde em casa ontem;
„ ~r: Não é verdade que Maria chegou tarde em casa ontem.

Dica
A negação, além da forma convencional, pode ser escrita com as expressões a seguir:
É falso que... / Não é verdade que...

Agora que já fomos apresentados aos conectivos lógicos, vamos ver algumas “camufla-
gens” dos operadores lógicos que podem aparecer na prova. Veja:

z Conectivo “e” usando “mas”

„ Exemplo: Jurema é atriz, mas Pedro é cantor;

z Conectivo “ou...ou” usando “...ou..., mas não ambos”

„ Exemplo: Baiano é corredor ou ele é nadador, mas não ambos;

z Conectivo “Se então” usando “Desde que, Caso, Basta, Quem, Todos, Qualquer, Toda
vez que”

„ Exemplos:

Desde que faça sol, Pedrinho vai à praia;


Caso você estude, irá passar no concurso;
Basta Ana comer massas, e engordará;
Quem joga bola é rápido;
Todos os médicos sabem operar;
Qualquer criança anda de bicicleta;
16 Toda vez que chove, não vou à praia.
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Dica: na condicional, a 1ª proposição é o termo antecedente e a 2ª é o termo consequente.
P  Q1
P = antecedente
Q = consequente

Revise seus conhecimentos com as questões comentadas a seguir.

1. (CEBRASPE-CESPE – 2018) As proposições P, Q e R a seguir referem-se a um ilícito penal envol-


vendo João, Carlos, Paulo e Maria:
P: “João e Carlos não são culpados”. Q: “Paulo não é mentiroso”. R: “Maria é inocente”.
Considerando que ~X representa a negação da proposição X, julgue o item a seguir.
A proposição “Se Paulo é mentiroso então Maria é culpada.” pode ser representada simbolica-
mente por (~Q)↔(~R).

( ) CERTO ( ) ERRADO

Veja que temos uma proposição condicional (se então) e a representação simbólica apresentada é de uma bicondi-
cional. Representação da condicional (). Resposta: Errado.

2. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Julgue o seguinte item, relativo à lógica proposicional e à lógica de


argumentação.
A proposição “A construção de portos deveria ser uma prioridade de governo, dado que o trans-
porte de cargas por vias marítimas é uma forma bastante econômica de escoamento de merca-
dorias.” Pode ser representada simbolicamente por P∧Q, em que P e Q são proposições simples
adequadamente escolhidas.

( ) CERTO ( ) ERRADO

A representação simbólica apresentada para julgarmos é de uma conjunção. E na questão


foi apresentada uma proposição composta pela condicional na forma “camuflada” dentro de
uma relação de causa e consequência “Dado que...”. Resposta: Errado.

3. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Considere as seguintes proposições: P: O paciente receberá alta; Q:


O paciente receberá medicação; R: O paciente receberá visitas.
Tendo como referência essas proposições, julgue o item a seguir, considerando que a notação
~S significa a negação da proposição S.
RACIOCÍNIO LÓGICO

A proposição ~P→[Q∨R] pode assim ser traduzida: Se o paciente receber alta, então ele não rece-
berá medicação ou não receberá visitas.

( ) CERTO ( ) ERRADO

P: O paciente receberá alta;


~P: O paciente não receberá alta;
Q: O paciente receberá medicação;
R: O paciente receberá visitas. 17
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A proposição ~P→[Q∨R] pode assim ser traduzida:
Se o paciente não receber alta, então ele receberá medicação ou receberá visitas. Resposta:
Errado.

4. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Julgue o item a seguir, a respeito de lógica proposicional.


A proposição “A vigilância dos cidadãos exercida pelo Estado é consequência da radicalização
da sociedade civil em suas posições políticas.” pode ser corretamente representada pela expres-
são lógica P→Q, em que P e Q são proposições simples escolhidas adequadamente.

( ) CERTO ( ) ERRADO

A vigilância dos cidadãos exercida pelo Estado é (verbo de ligação) consequência da radi-
calização da sociedade civil em suas posições políticas. Temos apenas um verbo e por esse
motivo é uma proposição simples.
Cuidado com o uso da palavra “consequência” em proposições como esta. Em determinadas
situações, de fato, teremos uma proposição condicional, vejamos:
Passar (verbo no infinitivo) é consequência de estudar (verbo no infinitivo). Nesse caso temos
uma proposição composta pela condicional. Resposta: Errado.

5. (CEBRASPE-CESPE – 2016) Considerando os símbolos normalmente usados para representar


os conectivos lógicos, julgue o item seguinte, relativos a lógica proposicional e à lógica de argu-
mentação. Nesse sentido, considere, ainda, que as proposições lógicas simples sejam represen-
tadas por letras maiúsculas.
A sentença A fiscalização federal é imprescindível para manter a qualidade tanto dos alimentos
quanto dos medicamentos que a população consome pode ser representada simbolicamente
por P∧Q.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Para ser proposição composta, haveria mais de um verbo na frase, por isso, a frase em questão é
considerada uma proposição simples. Procure o verbo na oração. A fiscalização federal é impres-
cindível para manter a qualidade tanto dos alimentos quanto dos medicamentos que a população
consome. Resposta: Certo.

DIAGRAMAS LÓGICOS: CONJUNTOS E ELEMENTOS

Esse tema é diretamente ligado ao estudo dos quantificadores lógicos ou proposições categóricas,
que são elementos que especificam a extensão da validade de um predicado sobre um conjunto de
constantes individuais. Ou seja, são palavras ou expressões que indicam que houve quantificação.
São exemplos de quantificadores as expressões: existe, algum, todo, pelo menos um, nenhum.
Esses quantificadores podem ser classificados em dois tipos:

z quantificador universal;
z quantificador existencial (particulares).
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Nos quantificadores universais temos todo e nenhum, já nos particulares temos pelo
menos um, existe um e o algum.
Agora, vamos estudar a representação de cada um dos quantificadores por meio dos dia-
gramas lógicos.

QUANTIFICADOR UNIVERSAL “TODO” (AFIRMATIVO)

Exemplos:

z Todo A é B;
z Todo homem joga bola.

Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola. Vale
lembrar que Todo A é B significa que todo elemento de A também é elemento de B. Logo, podemos
representar com o diagrama:

O conjunto A dentro do conjunto B

Quando Todo A é B é verdadeira, os valores lógicos das outras proposições categóricas,


interpretando os diagramas, serão os seguintes:

z Nenhum A é B: é falsa;
z Algum A é B: é verdadeira;
z Algum A não é B: é falsa.

QUANTIFICADOR UNIVERSAL “NENHUM” (NEGATIVO)

Exemplos:

z Nenhum A é B;
RACIOCÍNIO LÓGICO

z Nenhum homem joga bola.

Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola.
Lembre-se de que Nenhum A é B significa que A e B não tem elementos em comum, logo,
temos apenas uma representação com diagrama:

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A B

Não há intersecção entre o conjunto A e o conjunto B

Quando Nenhum A é B é verdadeira, os valores lógicos das outras proposições categóri-


cas, interpretando o diagrama, serão os seguintes:

z Todo A é B: é falsa;
z Algum A é B: é falsa;
z Algum A não é B: é verdadeira.

QUANTIFICADOR PARTICULAR (AFIRMATIVO): ALGUM/PELO MENOS UM/EXISTE

Exemplos:

z Algum A é B;
z Algum homem joga bola.

Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola.
Vale lembrar que Algum A é B significa que o conjunto A tem pelo menos um elemento em
comum com o conjunto B, ou seja, há intersecção entre os círculos A e B. Logo, podemos fazer
representações com diagramas:

A B

Os dois conjuntos possuem uma parte em comum

Veja que as representações de A e B possuem intersecção. Então, quando Algum A é B é


verdadeira, os valores lógicos das outras proposições categóricas, interpretando o diagrama,
serão os seguintes:

z Todo A é B: é indeterminada;
z Nenhum A é B: é falsa;
z Algum A não é B: é indeterminada.

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QUANTIFICADOR PARTICULAR (NEGATIVO): ALGUM/PELO MENOS UM/EXISTE + A
PARTÍCULA NÃO

Exemplos:

z Algum A não é B;
z Algum homem não joga bola.

Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola. Vale lembrar que
Algum A não é B significa que o conjunto A tem pelo menos um elemento que não pertence ao conjunto B. Logo,
podemos fazer representações com diagramas:

Os dois conjuntos possuem uma parte em comum, mas não há contato de alguns elementos de A com B

Veja que em todas as representações o conjunto A tem pelo menos um elemento que não
pertence ao conjunto B. Então, quando Algum A não é B é verdadeira, os valores lógicos das
outras proposições categóricas, interpretando o diagrama, serão os seguintes:

z Todo A é B: é falsa;
z Nenhum A é B: é indeterminada;
z Algum A não é B: é indeterminada.

LÓGICA DA ARGUMENTAÇÃO

Em nosso estudo sobre argumentos lógicos, estaremos interessados em verificar se eles


são válidos ou inválidos. Então, passemos a seguir a entender o que significa um argumento
válido e um argumento inválido.

Argumentos Válidos

Também podem ser chamados de argumentos bem-construídos ou legítimos.


RACIOCÍNIO LÓGICO

Para que o argumento seja válido, não basta que a conclusão seja verdadeira, é preciso
que as premissas e a conclusão estejam relacionadas corretamente, ou seja, quando a con-
clusão é uma consequência necessária das premissas, dizemos que o argumento é válido.

Vamos analisar o exemplo:

z p1: Todo padre é homem;


z p2: José é padre;
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z c: José é homem.

Quando temos argumentos utilizando os quantificadores lógicos, representamos por


meio dos diagramas lógicos para saber a validade de um argumento. Veja que temos uma
proposição do tipo Todo A é B, logo:

Homem

Padre

José

Perceba que a premissa 2 afirma que José é padre, ou seja, José tem que estar dentro do
conjunto dos padres. Sendo assim, como não há possibilidade de um padre não ser homem,
podemos afirmar que José também é homem, como afirma nossa conclusão. Logo, o argu-
mento é válido.
Vamos analisar agora um argumento usando conectivos lógicos. Quando temos essa
estrutura, devemos usar o seguinte lembrete:

z vamos afirmar que a conclusão é falsa e que as premissas são verdadeiras;


z vamos valorar de acordo com a tabela verdade do conectivo envolvido no argumento;
z se der erro (não ficar de acordo com o padrão de valoração que afirmamos), dizemos que
o argumento é válido.

Veja na prática:

Se fizer sol, então vou à praia. (V)


Fez sol. (V)

Logo, vou à praia. (F)

Já fizemos o 1º passo, colocamos na frente de cada proposição os valores lógicos de acordo


com o nosso lembrete. Agora, vamos valorar! Veja que ir à praia é falso e fez sol é verda-
deiro. Colocamos os mesmos valores lógicos para proposição composta pelo conectivo “se...,
então” na primeira premissa. Assim,

(V) (F)
Se fizer sol, então vou à praia. (V)
Fez sol. (V)
Logo, vou à praia. (F)

Como podemos notar, quando temos a combinação lógica verdade no antecedente e falso no consequente
(V  F) para o conectivo “se...,então”, o nosso resultado só poderá ser falso.
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(V) (F)
Se fizer sol, então vou à praia. (V) (F)
Fez sol. (V)

Logo, vou à praia. (F)

Percebe-se, então, que não está de acordo com a nossa valoração inicial, ou seja, deu erro.
Logo, nosso argumento é válido.

ARGUMENTOS INVÁLIDOS

Também podem ser chamados de argumentos mal construídos, ilegítimos, sofismas ou


falaciosos.
Dizemos que um argumento é inválido quando a verdade das premissas não é suficiente
para garantir a verdade da conclusão. Vejamos um exemplo:
p1: Todas as crianças gostam de chocolate;
p2: Patrícia não é criança;
c: Portanto, Patrícia não gosta de chocolate.
Como já estudamos sobre esse tipo de estrutura de argumentos utilizando os quantificado-
res lógicos, vamos representar por meio dos diagramas lógicos para saber a validade de um
argumento. Veja que temos uma proposição do tipo “Todo A é B”, logo:

Gostam de chocolate

Crianças

Patrícia

Gostam de chocolate

Crianças
RACIOCÍNIO LÓGICO

Patrícia

Não gostam de chocolate

Quando a premissa 2 afirma que Patrícia não é criança, temos duas interpretações:
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z Patrícia pode não ser criança e gostar de chocolate; ou
z ela pode não ser criança e não gostar de chocolate.

Sendo assim, não há possibilidade de afirmar com 100% de certeza que Patrícia não gosta
de chocolate, como consta na conclusão. Logo, o argumento é inválido.
Para um argumento usando conectivos lógicos, devemos usar o mesmo que já vimos para
argumentos válidos, só muda um detalhe. Veja:

z vamos afirmar que a conclusão é falsa e que as premissas são verdadeiras;


z vamos valorar de acordo com a tabela verdade do conectivo envolvido no argumento;
z se não der erro (ficar de acordo com o padrão de valoração que afirmamos), dizemos que
o argumento é inválido.

Veja na prática:
Se o tempo ficar nublado, então não vou ao cinema. (V)
O tempo ficou nublado. (V)
Logo, vou ao cinema. (F)

Já fizemos o 1º passo, colocamos na frente de cada proposição os valores lógicos de acor-


do com o nosso lembrete. Agora, vamos valorar! Veja que ir ao cinema é falso e o tempo
ficar nublado é verdadeiro. Distribuímos os valores lógicos para proposição composta pelo
conectivo “se...então” na primeira premissa, de acordo com cada proposição. Perceba que
a proposição “não vou ao cinema” está negando o que está sendo dito na conclusão, ou seja,
mudamos o valor lógico dela. Assim,

(V) (V)

Se o tempo ficar nublado, então vou ao cinema. (V)


O tempo ficou nublado. (V)
Logo, vou ao cinema. (F)

Tudo que não estiver no padrão de combinação lógica — verdade no antecedente e falso no
consequente (V  F) para o conectivo “se...,então” — será verdadeiro.

(V) (V)
Se o tempo ficar nublado, então vou ao cinema. (V)
O tempo ficou nublado. (V)
Logo, vou ao cinema. (F)

Percebe-se, então, que o argumento está de acordo com a nossa valoração inicial, ou seja,
não deu erro. Logo, nosso argumento é inválido.

Sabendo disso, guarde o esquema a seguir.

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Deu erro Argumento Válido

Não deu Argumento


erro Inválido

Para podermos praticar um pouco mais sobre esse assunto, analisaremos algumas ques-
tões comentadas de concursos.

1. (FCC – 2018) Considere os dois argumentos a seguir:

I. Se Ana Maria nunca escreve petições, então ela não sabe escrever petições.
Ana Maria nunca escreve petições.
Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições.
II. Se Ana Maria não sabe escrever petições, então ela nunca escreve petições.
Ana Maria nunca escreve petições.
Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições.

Comparando a validade formal dos dois argumentos e a plausibilidade das primeiras premissas
de cada um, é correto concluir que

a) o argumento I é inválido e o argumento II é válido, mesmo que a primeira premissa de I seja mais
plausível que a de II.
b) ambos os argumentos são válidos, a despeito das primeiras premissas de ambos serem ou não
plausíveis.
c) ambos os argumentos são inválidos, a despeito das primeiras premissas de ambos serem ou não
plausíveis.
d) o argumento I é inválido e o argumento II é válido, pois a primeira premissa de II é mais plausível que a
de I.
e) o argumento I é válido e o argumento II é inválido, mesmo que a primeira premissa de II seja mais plau-
sível que a de I.

Começaremos pelo argumento II, para que você possa entender o “macete”.
Argumento II.
Se Ana Maria não sabe escrever petições (F), então ela nunca escreve petições (V). = verdadeiro
Ana Maria nunca escreve petições. = verdadeiro
Conclusão: Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições. = falso
RACIOCÍNIO LÓGICO

Não deu erro. Portanto,argumento inválido.


Argumento I.
Se Ana Maria nunca escreve petições (verdadeiro), então ela não sabe escrever petições. (fal-
so) = verdadeiro. (falso)
Ana Maria nunca escreve petições. = verdadeiro
Conclusão: Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições. = falso.
Ocorreu um erro! Pois no V  F = falso. Portanto, a premissa não teve como resultado
verdadeiro.
Se deu erro, então argumento válido. Logo,
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Argumento I: válido. Argumento II: inválido.
Sabendo disso, já daria para excluir as alternativas A, B, C e D. Resposta: Letra E.

2. (FCC – 2019) Em uma festa, se Carlos está acompanhado ou está feliz, canta e dança. Se, na
última festa em que esteve, não dançou, então Carlos, necessariamente,

a) não estava acompanhado, mas estava feliz.


b) estava acompanhado, mas não estava feliz.
c) não estava acompanhado, nem feliz.
d) não cantou.
e) cantou.

Veja que precisamos achar uma conclusão para o argumento e podemos escrever a sentença
da seguinte maneira:
Temos a condicional:
(está acompanhado ou está feliz)  (canta e dança)
(P v Q)  (R ^ T)
Como a questão afirma que “dança” é falso, podemos dizer que o consequente “canta e dança” é
falso, pois temos o conetivo “e” e basta um valor falso para que tudo seja falso. Assim, o antece-
dente precisa ser falso também. Perceba, então, que temos o conetivo “ou” e que tudo precisa ser
falso para que tenhamos o resultado do antecedente falso. Assim, “não está acompanhado e não
está feliz”. Resposta: Letra C.

3. (FGV – 2019) Considere as afirmativas a seguir.

z “Alguns homens jogam xadrez”.


z “Quem joga xadrez tem bom raciocínio”.

A partir dessas afirmações, é correto concluir que

a) “Todos os homens têm bom raciocínio”.


b) “Mulheres não jogam xadrez”.
c) “Quem tem bom raciocínio joga xadrez”
d) “Homem que não tem bom raciocínio não joga xadrez”.
e) “Quem não joga xadrez não tem bom raciocínio”.

Vamos desenhar os diagramas para facilitar a nossa chegada à conclusão:


Bom raciocínio

Joga xadrez

Homens
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Agora, vamos analisar cada alternativa e interpretar os diagramas para achar nosso
gabarito.
a) “Todos os homens têm bom raciocínio”. Errado, pois alguns homens têm bom raciocínio.
b) “Mulheres não jogam xadrez”. Errado, pois a afirmação acima só fala de homens.
c) “Quem tem bom raciocínio joga xadrez” Errado, pois eu posso ter bom raciocínio e jogar
dama, cartas etc. Alguns que tem bom raciocínio jogam xadrez.
d) “Homem que não tem bom raciocínio não joga xadrez”. Certo, pois se o homem não tem
bom raciocínio nem adianta jogar xadrez. Quem joga xadrez tem bom raciocínio.
e) “Quem não joga xadrez não tem bom raciocínio”. Errado, pois eu posso jogar dama, cartas
e ter bom raciocínio. Resposta: Letra D.

4. (IDECAN – 2019) Se Davi é surfista, então Ana não é bailarina. Bruno não é jogador de futebol ou
Cinthia não é ginasta. Sabendo-se que Cinthia é ginasta e que Ana é bailarina, pode-se concluir
corretamente que

a) Bruno é jogador de futebol e Davi é surfista.


b) Bruno é jogador de futebol e Davi não é surfista.
c) Bruno não é jogador de futebol e Davi é surfista.
d) Se Bruno não é jogador de futebol, então Davi é surfista.
e) Bruno não é jogador de futebol e Davi não é surfista.

Lembre-se do que estudamos quando o enunciado não dá a valoração das premissas: tudo é
verdade!
Sabendo-se que Cinthia é ginasta (V) e que Ana é bailarina (V) podemos fazer a valoração das
outras premissas:
� Se Davi é surfista (F), então Ana não é bailarina (F). F  F = V
� Bruno não é jogador de futebol (V) ou Cinthia não é ginasta (F). V
� Cinthia é ginasta (V) e que Ana é bailarina (V). V
Devemos agora analisar as alternativas fazendo uso da tabela verdade, ou seja, se resultar
verdade essa é a questão certa.
a) Bruno é jogador de futebol (F) e Davi é surfista (F). Falso
b) Bruno é jogador de futebol (F) e Davi não é surfista (V). Falso
c) Bruno não é jogador de futebol (V) e Davi é surfista (F). Falso
d) se Bruno não é jogador de futebol (V), então Davi é surfista (F). Falso
e) Bruno não é jogador de futebol (V) e Davi não é surfista (V). Verdade Resposta: Letra E.

5. (IDECAN – 2019) Considere as premissas a seguir.


RACIOCÍNIO LÓGICO

1) Se o instrumento está afinado, eu toco bem.


2) Se o público aplaude, eu fico feliz.
3) Se eu toco bem, consigo dinheiro.
4) Se eu consigo dinheiro, me caso ou compro uma bicicleta.

Sabendo-se que eu não me casei e não fiquei feliz, assinale a alternativa correta.

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a) O público não aplaudiu.
b) O instrumento não estava afinado.
c) Eu não consegui dinheiro.
d) Eu não toquei bem.
e) Eu não comprei uma bicicleta.

Partimos da presunção de que todas as premissas são verdadeiras e sabe-se que eu não me
casei e não fiquei feliz, as duas são verdadeiras, ou seja, é a única certeza que a questão nos
mostra. Então, a partir dela, vamos valorando as demais:
1) Se o instrumento está afinado (?), eu toco bem (?). = V
2) Se o público aplaude (F), eu fico feliz (F). = V
3) Se eu toco bem (?), consigo dinheiro (?). = V
4) Se eu consigo dinheiro (?), me caso (F) ou compro uma bicicleta (V). = V
“não me casei (V) e não fiquei feliz (V)” = V
A) O público não aplaudiu — de acordo com o valor lógico da segunda proposição. Resposta:
Letra A.

TIPOS DE RACIOCÍNIO

O raciocínio lógico é uma habilidade cognitiva que envolve a capacidade de analisar


informações, identificar padrões, fazer inferências e chegar a conclusões coerentes e
válidas com base em premissas ou evidências disponíveis. Ele é a forma de pensamento que
segue regras formais de lógica para deduzir conclusões a partir de proposições ou argumen-
tos dados.

RACIOCÍNIO LÓGICO QUANTITATIVO

Entende-se que o raciocínio lógico quantitativo se trata de uma forma de pensamento que
envolve a análise e a avaliação de informações com base em quantidades, números e relações
matemáticas. Ele é usado para resolver problemas que requerem compreensão e manipulação
de dados numéricos de maneira lógica e sistemática. Ademais, tal tipo de raciocínio envolve a
capacidade de identificar padrões numéricos, fazer estimativas, calcular probabilidades, inter-
pretar gráficos e tabelas, bem como desenvolver argumentos convincentes com base em dados
quantitativos.
Quando se pensa no cotidiano, o raciocínio lógico quantitativo também é essencial para a
resolução de problemas, sejam esses relacionados a planejar orçamentos, interpretar estatísticas,
tomar decisões informadas sobre investimentos financeiros ou avaliar riscos.
Para desenvolver e aprimorar o raciocínio lógico quantitativo, é de suma importância pra-
ticar a resolução de problemas envolvendo números, proporções, porcentagens, taxas, equa-
ções e outros conceitos matemáticos. De mesma maneira, aprender a abordar problemas de
maneira estruturada, dividindo-os em etapas menores e identificando as informações rele-
vantes, faz-se de grande utilidade.
Quando se pensa em concursos, o raciocínio lógico quantitativo é frequentemente avalia-
do por meio de perguntas que requerem a aplicação de princípios matemáticos, análise de
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gráficos, interpretação de dados numéricos e resolução de problemas que envolvem cálculos
numéricos e, assim, faz-se de suma importância estudar tais conteúdos.
Para além disso, conteúdos de lógica proposicional e de argumentação lógica fazem-se
úteis para a resolução de tais problemas. Outrossim, desenvolver habilidades sólidas de
raciocínio lógico quantitativo por meio da resolução de questões torna-se crucial.
Assim, vamos responder uma questão para entender melhor!

1. (FGV — 2017) Juvenal comprou, ao todo, 10 exemplares de dois livros de Jorge Amado: “Gabriela,
Cravo e Canela” e “Tieta do Agreste”. Cada Exemplar de “Gabriela, Cravo e Canela” custou R$30,00
e cada exemplar de “Tieta do Agreste” custou R$70,00. O valor total da compra foi de R$460,00.

Assinale a opção que indica o número de exemplares de “Gabriela, Cravo e Canela” que Juvenal
comprou.

a) 3.
b) 4.
c) 5.
d) 6.
e) 7.

Para iniciar a resolução da questão, vamos chamar o livro “Gabriela, Cravo e Canela” de A e
o livro “Tieta do Agreste” de B. O enunciado diz-nos que os 10 exemplares, ao todo, custaram
R$ 460,00. Ou seja, A + B = 10 e 30A + 70B = 460. Podemos colocar essas equações em um
sistema, ficando:

)
A + B = 10

30A + 70B = 460

Dividindo a segunda equação por 10, temos:

) →) 3
A + B = 10 A + B = 10

30B + 70A = 460 (÷10) 3A + 7B = 46 RACIOCÍNIO LÓGICO

Para resolver o sistema, vamos multiplicar a primeira equação por –7:

) (X–7) → )
A + B = 10 - 7A - 7B = - 70
→–4A+0B= –24
3A + 7B = 46 3A + 7B = 46

Temos então que –4A = –24, ou seja, A = 6. Como o enunciado só nos pede o número de exem-
plares de “Gabriela, Cravo e Canela”, podemos parar nossa resolução aqui, entendendo que
o número de exemplares de tal livro é 6. Resposta: Letra D.

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Dica
Perceba que, mesmo se tratando de uma questão de raciocínio, o conteúdo matemático
de sistemas foi abordado.

RACIOCÍNIO LÓGICO ANALÍTICO

Entende-se o raciocínio lógico analítico como uma habilidade cognitiva que envolve a
capacidade de desmembrar um problema complexo em partes menores, analisar cada com-
ponente de forma detalhada e identificar relações lógicas entre eles. É uma abordagem que
visa compreender a estrutura subjacente de um problema, bem como as interações entre
seus elementos, a fim de chegar a conclusões informadas e resolver desafios de maneira
eficaz.
Para resolver questões de raciocínio lógico analítico, alguns conceitos são de grande valia,
como os tipos de argumentação. Vejamos sobre eles:

Argumentação Dedutiva

A argumentação dedutiva é baseada em inferências lógicas que seguem um padrão de


raciocínio conhecido como dedução. Nesse tipo de argumentação, as premissas fornecidas
são consideradas verdadeiras e, a partir delas, a conclusão é inevitável e necessária. O exem-
plo clássico é o silogismo: “Todos os seres humanos são mortais; Sócrates é um ser humano;
Logo, Sócrates é mortal.” As premissas estabelecem uma relação que leva a uma conclusão
inequívoca.

Argumentação Indutiva

A argumentação indutiva é construída sobre o processo de generalização a partir de exem-


plos específicos ou evidências. Ao contrário da dedução, a conclusão em uma argumentação
indutiva é provável, mas não necessariamente definitiva.
A generalização é feita com base em uma amostra representativa, com a crença de que
os padrões observados na amostra se aplicarão ao conjunto maior. Um exemplo é: “Todas as
vezes que observei cisnes, eles eram brancos; Logo, todos os cisnes são provavelmente bran-
cos.” No entanto, a generalização pode ser inválida se houver exceções.

Argumentação Abdutiva

A argumentação abdutiva envolve a elaboração de explicações plausíveis para um conjun-


to de evidências. É uma forma de raciocínio que busca a melhor explicação para um fenôme-
no observado, mas não necessariamente comprova sua validade de forma conclusiva.
Diferentemente da dedução, que é baseada em premissas verdadeiras, e da indução, que
generaliza a partir de exemplos, a abdução lida com a inferência da causa ou explicação mais
provável para um evento ou observação. Por exemplo, se você entra em casa e vê a janela
quebrada e objetos fora do lugar, pode inferir abdutivamente que houve um arrombamento.

RACIOCÍNIO VERBAL
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O raciocínio verbal se refere à habilidade de compreender e usar a linguagem de forma
lógica e coerente. Envolvendo a capacidade de pensar, processar e manipular informações
verbais, como palavras, frases e textos, a fim de resolver problemas, tomar decisões e comu-
nicar-se efetivamente.
O raciocínio verbal engloba várias habilidades como: compreensão de leitura, interpre-
tação de textos, análise de argumentos, identificação de palavras-chave, inferência de sig-
nificados, dedução de informações implícitas, entre outras. É a capacidade de entender a
estrutura e o significado das palavras e frases. Como também, reconhecer padrões de lingua-
gem, identificar relações de causa e efeito, formular hipóteses e tirar conclusões com base
nas informações fornecidas.
Desenvolver o raciocínio verbal requer prática na leitura e na análise de diferentes tipos
de textos, ampliação do vocabulário, melhoria da compreensão de leitura e desenvolvimento
da habilidade de expressão verbal.

RACIOCÍNIO MATEMÁTICO

O raciocínio matemático é uma habilidade cognitiva que envolve a capacidade de pensar


logicamente, analisar informações e aplicar princípios matemáticos para resolver proble-
mas. É a capacidade de compreender e usar conceitos numéricos, padrões, relações e opera-
ções matemáticas de forma lógica e coerente.
O raciocínio matemático envolve várias etapas, como identificar e entender o problema,
analisar as informações disponíveis, reconhecer padrões, formular estratégias de solução,
aplicar as operações e procedimentos matemáticos adequados e avaliar a resposta obtida
para verificar sua validade.
Desenvolver o raciocínio matemático requer prática, familiaridade com os conceitos mate-
máticos e a capacidade de aplicá-los de maneira flexível e criativa. É uma habilidade que
pode ser aprimorada ao longo do tempo com estudo, resolução de problemas e exposição a
diferentes tipos de desafios matemáticos.

RACIOCÍNIO SEQUENCIAL

O raciocínio sequencial se refere à capacidade de organizar informações em uma ordem lógi-


ca e seguir uma sequência coerente de pensamento. Envolve a habilidade de identificar padrões,
relações e conexões entre elementos e seguir uma sequência de passos ou etapas para resolver
um problema ou alcançar um objetivo.
No raciocínio sequencial, é importante entender a ordem correta dos eventos, seguir uma
sequência lógica de ações e reconhecer a relação de causa e efeito entre diferentes elemen-
RACIOCÍNIO LÓGICO

tos. É a habilidade de analisar uma situação ou problema, identificar a sequência adequada


de ações ou eventos e determinar as consequências resultantes de cada etapa.
Para desenvolver o raciocínio sequencial, é importante praticar a observação, analisar
padrões e sequências, pensar de forma lógica e seguir uma linha de raciocínio coerente.
Além disso, a familiaridade com conceitos matemáticos e a capacidade de aplicar princí-
pios de ordem e sequência também são fundamentais para o desenvolvimento do raciocínio
sequencial.

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ELEMENTOS DE TEORIA DOS CONJUNTOS

Conjunto é uma reunião de elementos ou pessoas que possuem a mesma característica,


por exemplo, numa festa pode haver o conjunto de pessoas que só bebem cerveja ou o con-
junto daquelas que só gostam de músicas eletrônicas.
Representamos um conjunto da seguinte forma:

Conjunto X

Podemos afirmar que no interior do círculo há todos os elementos que pertencem (com-
põem) ao conjunto X, já na parte externa do círculo estão todos os elementos que não fazem
parte de X, ou seja, “y” não pertence ao conjunto X.
No gráfico acima podemos dizer que o elemento “x” pertence ao conjunto X e o elemento
“y” não pertence.
Matematicamente, usamos o símbolo Є para indicar essa relação de pertinência. Isto é: x Є
X, já o elemento “y” não pertence ao conjunto X, onde usamos o símbolo ∉ para essa relação
de não pertinência. Matematicamente:

y ∉ X.

COMPLEMENTO DE UM CONJUNTO

O complemento de X é o conjunto formado por todos os elementos do Universo e o ele-


mento “y” faz parte dele, claro que com exceção daqueles que estão presentes em X. Repre-
sentamos o complemento ou complementar pelo símbolo XC. Podemos afirmar que “y” não
pertence à X, mas pertence ao conjunto complementar de X: matematicamente: y Є XC.

INTERPRETANDO REGIÕES E CONHECENDO A INTERSEÇÃO E UNIÃO DE CONJUNTOS

Uma outra situação é quando temos dois conjuntos (X e Y), podemos representar da seguin-
te forma, no geral:

X Y

a b c

d
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Interpretando os conjuntos anterior temos:

z O elemento “a” pertence apenas ao conjunto X, pois ele está numa região que não tem
contato com o conjunto Y;
z O elemento “c” faz parte somente ao conjunto Y;
z O elemento “b” pertence aos dois conjuntos, ou seja, faz parte da interseção entre os con-
juntos X e Y. A representação simbólica é feita por X ∩ Y. Como o elemento “b” faz parte
dessa região, temos:

„ b Є (X ∩ Y): o elemento “b” pertence à interseção dos conjuntos X e Y;

z O elemento “d” não faz parte de nenhum dos dois conjuntos. Logo, podemos dizer que
“d” não pertence à União entre os conjuntos X e Y. A união é a junção das regiões dos dois
conjuntos e é representada simbolicamente por X ∪ Y. Assim, d ∉ (X ∪ Y): o elemento “d”
não pertence à união entre os conjuntos X e Y.

Vamos analisar uma outra situação:

X Y

X–Y X∩Y Y–X

Nesta representação, podemos interpretar a região X – Y (diferença de conjuntos) como


sendo a região formada pelos elementos de X que não fazem parte do conjunto Y. Veja o
exemplo:

X = {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}

Y = {5, 6, 7, 9, 10}

X – Y = basta tirar de X os elementos que estão nele e também em Y, ou seja, X – Y = {2, 3,


4, 8}
Já no caso da região Y – X, temos:
RACIOCÍNIO LÓGICO

X = {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}

Y = {5, 6, 7, 9, 10}

Y – X = {9, 10}

Podemos falar, também, da região de interseção dos conjuntos X ∩ Y.


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X = {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}

Y = {5, 6, 7, 9, 10}

X ∩ Y = {5, 6, 7}

E por fim, vamos identificar a união entre os conjuntos X e Y. Observe que vamos juntar
todos os elementos dos dois conjuntos, mas sem repetir os elementos presentes na interse-
ção. Veja:

X = {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}

Y = {5, 6, 7, 9, 10}

X ∪ Y = {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10}

RELAÇÃO DE “CONTÉM”/“NÃO CONTÉM” E “ESTÁ CONTIDO”/“NÃO ESTÁ CONTIDO”


ENTRE CONJUNTOS

Em algumas situações, a intersecção entre os conjuntos X e Y pode ser todo o conjunto Y,


por exemplo. Isso acontece quando todos os elementos de B são também elementos de A. Veja
isso no gráfico a seguir:

Perceba que realmente X ∩ Y = Y. Quando temos a situação acima, podemos dizer que o
conjunto Y está contido no conjunto X, representado matematicamente por Y ⊂ X. Ou pode-
mos dizer, ainda, que o conjunto X contém o conjunto Y, representado matematicamente
por X ⊃ Y.

Importante!
Entenda a diferença:
● Falamos que um elemento pertence ou não pertence a um conjunto;
● Falamos que um conjunto está contido ou não está contido em outro conjunto.

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REPRESENTAÇÃO DE CONJUNTO USANDO CHAVES

Geralmente usamos letras maiúsculas para representar os nomes de conjuntos e minúscu-


las para representar elementos. Ex.: A = {4, 6, 7, 9}; B = {a, b, c, d} etc. Ainda podemos utilizar
notações matemáticas para representar os conjuntos.
Veja o exemplo a seguir:

A = {∀ x Є Z | x ≥ 0}

Podemos entender e fazer a leitura do conjunto anterior da seguinte maneira: o conjunto


A é composto por todo x pertencente ao conjunto dos números inteiros, tal que x é maior ou
igual a zero.
Agora, veja um outro exemplo:

B = {∃ x Є Z | x > 5}

Uma interpretação para o conjunto é: no conjunto B existe x pertencente ao conjunto dos


números inteiros, tal que x é maior do que 5.
Agora vamos esquematizar todas as simbologias para que você possa gravar mais facilmente
e aplicar na hora de resolver as questões. Observe a tabela a seguir:

SÍMBOLO NOME EXPLICAÇÃO


Ex: X = {a,b,c} representa o
{,} chaves conjunto X composto por a, b
ec
Significa que o conjunto não
{ } ou ∅ conjunto vazio tem elementos, é um conjunto
vazio
Significa “Para todo” ou “Para
∀ para todo
qualquer que seja”
Indica relação de pertinência de
Є pertence
elementos
Indica relação de não pertinên-
∉ não pertence
cia de elementos
∃ existe Indica relação de existência
Indica que não há relação de
∄ não existe
existência
Indica que um conjunto está
⊂ está contido
contido em outro conjunto
RACIOCÍNIO LÓGICO

Indica que um conjunto


⊄ não está contido não está contido em outro
conjunto
Indica que determinado con-
⊃ contém
junto contém outro conjunto
Indica que determinado
⊅ não contém conjunto não contém outro
conjunto

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SÍMBOLO NOME EXPLICAÇÃO
Serve para fazer a ligação en-
tre a composição de um con-
| tal que
junto na “representação em
chaves”
A∪B união de conjuntos Lê-se como “X união Y”
A∩B interseção de conjuntos Lê-se como “X intersecção Y”
Lê-se como “diferença de A
A-B diferença de conjuntos
com B”
Refere-se ao complemento do
XC complementar
conjunto X

Diagrama de Venn

Vamos entender como se resolve questões que envolvem Operações com Conjuntos
se relacionando. Acompanhe os exemplos a seguir e a maneira como desenvolvemos suas
resoluções:

z Em uma sala de aula, 20 alunos gostam de Matemática, 30 gostam de Português, e 10 gos-


tam das duas matérias. Sabendo que 5 alunos não gostam de nenhuma dessas duas maté-
rias, quantos alunos há nessa sala de aula?

Siga os passos abaixo.

z Identifique os conjuntos;
z Represente em forma de diagramas;
z Preencha as informações de dentro para fora (da interseção para as demais informações);
z Preencha as demais informações no diagrama;
z Some todas as regiões e iguale ao total de elementos envolvidos.

Vamos à resolução.

z Identifique os conjuntos;
z Represente em forma de diagramas:

Matemática Português

z Preencha as informações de dentro para fora (da interseção para as demais informações):

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Matemática Português

10

z Preencha as demais informações no diagrama:

Matemática (20) Português (30)

20 – 10 = 10 10 30 – 10 = 20

Total = X
20 gostam de Matemática;
30 gostam de Português;
10 gostam dos dois;
10 gostam apenas de Matemática;
20 gostam apenas de Português;
5 não gostam de nenhuma.

z Some todas as regiões e iguale ao total de elementos envolvidos:

Matemática (20) Português (30)

20 – 10 = 10 10 30 – 10 = 20
RACIOCÍNIO LÓGICO

10+10+20+5 = X
X = 45 alunos é o total dessa sala.

Também seria possível resolver esse tipo de questão usando a seguinte fórmula:

n(X ∪ Y) = n(X) + n(Y) – n(X ∩ Y)

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Esta fórmula nos diz que o número de elementos da União entre os conjuntos X e Y (X ∪ Y)
é dado pelo número de elementos de X, somado ao número de elementos de Y, subtraído do
número de elementos da interseção (X ∩ Y). Aplicando no exemplo, temos:
Matemática (M)
Português (p)

n(M ∪ P) = n(M) + n(P) – n(M ∩ P)

n(M ∪ P) = 20 + 30 – 10

n(M ∪ P) = 40

Temos 40 alunos que gostam de Matemática ou Português (aqui já está incluso quem gosta
das duas matérias). Para finalizar a resolução, devemos apenas somar os 5 alunos que não
gostam das duas matérias. Assim, 40 + 5 = 45 alunos no total dessa sala.
Assim como nos problemas com 2 conjuntos, quando nós tivermos 3 conjuntos será possí-
vel resolver o problema por meio de Diagramas de Venn ou por meio de fórmula. Acompanhe
a resolução do exemplo:
André, Bernardo e Carol ouviram certa quantidade de músicas. Nenhum deles gostaram
de seis músicas e os três gostaram de dez músicas. Além disso, houve doze músicas que só
André e Bernardo gostaram, nove músicas que só André e Carol gostaram e quatro músicas
que só Bernardo e Carol gostaram. Não houve música alguma que somente um deles tenha
gostado. O número de músicas que eles ouviram foi?
Siga os passos a seguir.

z Identifique os conjuntos;
z Represente em forma de diagramas;
z Preencha as informações de dentro para fora (da interseção para as demais informações);
z Preencha as demais informações no diagrama;
z Some todas as regiões e iguale ao total de elementos envolvidos.

Vamos à resolução.

z Identifique os conjuntos;
z Represente em forma de diagramas:

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André Bernardo

Carol

z Preencha as informações de dentro para fora (da interseção para as demais informações):

André Bernardo

10

Carol

z Preencha as demais informações no diagrama:

André Bernardo

0 12 0

10
9 4

0 Carol
RACIOCÍNIO LÓGICO

Colocamos o número 10 bem no centro, pois sabemos que os três gostaram de dez músicas,
depois preenchemos com as demais informações:

z 12 músicas que somente André e Bernardo gostaram (na interseção entre os 2 apenas);
z 9 que somente André e Carol gostaram;
z 4 que somente Bernardo e Carol gostaram;
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z 6 músicas que ninguém gostou (de fora dos três conjuntos).
z Os “zeros” representam o fato de que não houve música que somente um deles tenha
gostado.

Logo, vem a última etapa.

z Some todas as regiões e iguale ao total de elementos envolvidos;

Total = X
6+0+12+10+9+0+4+0=X
X = 41 músicas

Questões com três conjuntos podem ser resolvidas usando a seguinte fórmula:

n(X ∪ Y ∪ Z) = n(X) + n(Y) + n(Z) – n(X ∩ Y) – n(X ∩ Z) – n(Y ∩ Z) + n(X ∩ Y ∩ Z)

Traduzindo a fórmula:
Total de elementos da união = soma dos conjuntos – interseções dois a dois + interseção
dos três.

ANÁLISE COMBINATÓRIA

Um método muito utilizado na resolução de problemas matemáticos e probabilísticos é a


teoria de contagem e análise combinatória. Nela, desenvolvem-se técnicas de contagens de
agrupamentos formados sob condições preestabelecidas.
À primeira vista, pode parecer desnecessário o uso de técnicas de contagem de números
ou elementos, mas nem sempre a quantidade de elementos encontrada é pequena ou trivial
para se enumerar, então a aplicação de métodos de contagem faz-se necessária.
Suponha que se queira contar a quantidade de elementos de um conjunto A, sendo ele um
conjunto finito de números de dois algarismos distintos formados a partir dos dígitos 1, 2 e
3. Neste caso, os elementos do conjunto A são de fácil enumeração, bastando formar todos os
elementos e depois fazer a contagem. Logo, A = {12, 13, 21, 23, 31, 32}, e, assim, o número de
elementos de A é n(A) = 6. O mesmo não ocorre para o número de elementos do conjunto B
com a lei de formação, sendo este um conjunto finito de números de três algarismos distintos
formado pelos dígitos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8, pois enumerar todos os elementos de B, n(B) = ?,
agora, não é necessário, ficando B = {123, 124, 125, ..., 876}. Por ser um conjunto muito grande,
é necessário utilizar uma técnica de contagem, pela qual veremos que n(B) = 336.

FATORIAL

Pode-se compreender o fatorial como uma operação matemática utilizada para simplificar
a notação de algumas técnicas de contagem, como permutação, arranjo e combinatória. Sua
definição é bem simples: dado um número inteiro e não negativo, ou seja, n ∈ ℕ, define-se o
fatorial de n, com notação de n!:
40
n! = n ∙ (n – 1) ∙ (n – 2) ∙ ... ∙ 3 ∙ 2 ∙ 1, para n ≥ 2.
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Sendo que, para n=0 ou n=1, temos que os fatoriais são, respectivamente, 1! = 1 e 0! = 1.
O cálculo do fatorial de n=5 é 5! ∙ 4 ∙ 3 ∙ 2 ∙ 1 = 120, mas quando esse n tende a ser grande
o cálculo do fatorial torna-se mais trabalhoso como para n=12, 12! = 12 ∙ 11 ∙ 10 ∙ ... ∙ 3 ∙ 2 ∙ 1 =
479001600. Nesses casos podemos simplificar e usar esse recurso em algumas operações, a
fim de facilitar o cálculo. Assim, temos o fatorial para n=12, 12! = 12 ∙ 11 ∙ 10 ∙ ... 3 ∙ 2 ∙ 1 = 12 ∙
11!, generalizando, temos:

(n + 1) != (n + 1) ∙ n ∙ (n – 1) ∙ ... ∙3 ∙ 2 ∙ 1 = (n +1) ∙ n!

Esta simplificação pode auxiliar em relação à razão de fatoriais. Veja:

22!
20!

Utilizando a simplificação que aprendemos logo acima, temos que:

22 · 21 ·
20! = 22 · 21 = 462
20!
Generalizando, temos que:

(n + (n + 1) ∙ n ∙ (n
1)! – 1)! = (n + 1) ∙ n = n²
=
(n +n
(n – 1)!
– 1)!

PRINCÍPIO MULTIPLICATIVO E ADITIVO DA CONTAGEM

O princípio multiplicativo, também conhecido como princípio fundamental da conta-


gem, é definido em duas situações diferentes, sendo a primeira quando se deseja fazer a
contagem da combinação de elementos entre dois ou mais conjuntos, ou seja, cruzamento
todos com todos; e a segunda, quando se quer contar elementos dessas combinações, mas
restringindo elementos a serem combinados.
Na primeira situação, podemos, inicialmente, trabalhar com dois conjuntos A e B, sendo
A = {a1,a2,···,am} com m elementos e B = {b1,b2,···,bn} com n elementos. Com isto, podemos for-
mar, da combinação de A com B, uma quantidade m · n (princípio multiplicativo) de pares
RACIOCÍNIO LÓGICO

ordenados (ai,bi) com ai∈A e bi∈B. Podemos visualizar melhor descrevendo tal combinação
em forma de diagrama de árvore:

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(a1, b1), ⋯ ,(a1, bn) → n pares
(a2, b1), ⋯ ,(a2, bn) → n pares

m ∙

linhas ∙

(am, b1), ⋯ ,(am, bn)


n pares

n+n+⋯+n=m
∙n

Suponha que em três cidades, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, existam quatro
rodovias que ligam Brasília a Belo Horizonte e outras cinco rodovias que ligam Belo Hori-
zonte ao Rio de Janeiro. Usando o princípio multiplicativo, podemos saber de quantas formas
diferentes podemos chegar ao Rio de Janeiro saindo de Brasília e passando por Belo Horizon-
te. Usando a ideia dos conjuntos A e B anteriores, temos o conjunto A ligando Brasília a Belo
Horizonte e o conjunto B ligando Belo Horizonte ao Rio de Janeiro:

A = {a1,a2,a3,a4} e B = {b1,b2,b3,b4,b5}

(a1, b1),…,(a1, b5) → 5 pares

4 (a2, b1),…,(a2, b5) → 5 pares


linhas (a3, b1),…,(a3, b5) → 5 pares
(a4, b1),…,(a4, b5) → 5 pares

5 + 5 + 5 + 5 = 5 · 4 = 20

Assim, são 20 formas diferentes de chegar ao Rio de Janeiro saindo de Brasília e passando
por Belo Horizonte.
Generalizando o princípio multiplicativo para qualquer quantidade de conjuntos, temos:

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A = {a₁, a₂, ⋯, an₁} n(A) = n₁
B = {b₁, b₂, ⋯, bn₂} n(B) = n₂



Z = {z₁, z₂, ⋯, zn } n(Z) = nr


r

Então, a quantidade de r-uplas, ou sequência de r elementos, do tipo (ai, bj, ···, Zp), onde
ai∈A, bj∈B, ..., Zp∈Z, é n1 · n2 · ... · nr (princípio multiplicativo).
Agora, para a segunda situação, podemos inicialmente trabalhar com um conjunto A, A =
{a1,a2, ···, am} com m elementos. Com isto, podemos formar da combinação de A com A tais que
ai∈A e aj∈A, sendo ai≠aj(i≠j)a quantidade m · (m – 1) (princípio multiplicativo, com restrição
de elementos no par ordenado) de pares ordenados (ai, aj) com ai∈A e aj∈A. Podemos visua-
lizar melhor descrevendo tal combinação em forma de diagrama de árvore:

(a1, a2), ⋯ ,(a1, am) → m – 1 pares


(a2, a1), ⋯ ,(a2, am) → m – 1 pares

m ∙

linhas ∙

(am, a1), ⋯ ,(am, m–1


am–1) → pares
(m – 1)+(m – 1)+ ⋯ +(m – 1) = m
∙ (m – 1)

Voltando ao exemplo do início da seção, temos o conjunto B, com a lei de formação sendo
RACIOCÍNIO LÓGICO

um conjunto finito de números de três algarismos distintos formado pelos dígitos 1, 2, 3, 4, 5,


6, 7 e 8. Para numerar todos os elementos de B, n(B) = ?, B = {123, 124, 125, ..., 876}, é neces-
sário utilizar uma técnica de contagem, visto que o conjunto é muito grande. Aqui, podemos
usar o princípio da multiplicação, com o caso de restrição, onde, para serem elementos dis-
tintos, o que aparecer no primeiro algarismo não pode aparecer no segundo nem no terceiro,
ou seja, o número 111 não é elemento de B:

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A = {a₁, a₂, a₃, a₄, a₅, a₆, a₇, a₈} = {1, 2, 3, 4,
5, 6, 7, 8} → B = {123, 124, 125, ⋯, 876}
(a1, a2, a3), ⋯ ,(a1, a7, a8) → 7 ∙ 6
pares (princípio multiplicativo)
(a2, a1, a3), ⋯ ,(a2, a7, a8) → 7 ∙ 6
pares
8 ∙
linhas ∙

(a8, a1, a2), ⋯ ,(a8, a7, 7∙6


a6) → pares
7 ∙ 6+7 ∙ 6+ ⋯ +7 ∙ 6=8 ∙ 7 ∙ 6 = 336

Assim, são 336 números distintos formados por três algarismos distintos com dígitos de 1
a 8.
Generalizando, então, o princípio multiplicativo, com restrição para elementos distintos,
para qualquer quantidade de elementos, temos:

Se A = {a₁, a₂, ⋯, am}, n(A) = m


com sequências do tipo: (ai,al, ⋯,aj, ⋯,ak)
r elementos

aquantidadedesequênciaé:m∙(m–1)∙(m–2)∙...∙
[m – (r –1)]

Então, a quantidade de r-uplas, ou sequência de r elementos, formados com elementos


distintos dois a dois, é m · (m–1) · ... · [m – (r –1)] (princípio multiplicativo), onde ai∈A∀i∈ {1, 2,
···, m] e ai≠ap para i ≠ p.
Até o momento, vimos técnicas de contagem envolvendo o princípio multiplicativo. Agora, abor-
daremos o princípio aditivo, utilizado para realizar a união entre conjuntos de resultados possíveis,
em que, em cada um deles, a contagem será feita utilizando o princípio da multiplicação e, por fim,
sua soma dará o resultado final do número de elementos da união desses conjuntos de interesse.
Vejamos o exemplo para compreender melhor o princípio aditivo: quantos números
inteiros positivos abaixo de 1000 podem ser formados pelos dígitos {1, 2, 3}?
Note que não foi informada a quantidade de algarismos que tais números inteiros devem
ter. Assim, eles podem ser conjuntos de números de 1 algarismo ou de 2 algarismos ou, ain-
da, de 3 algarismos. Não entram números de 4 algarismos, pois eles devem estar abaixo de
1000, ou seja, até 999.
Para resolver esse problema, iremos utilizar, primeiro, o princípio multiplicativo, e, logo
após, o princípio da adição, onde somaremos os resultados de cada um dos possíveis conjun-
tos de números em relação aos seus algarismos. Assim, temos:
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z Números possíveis com 1 algarismo: 3 {1, 2, 3};
z Números possíveis com 2 algarismos: 3 · 3 = 9 (pelo princípio multiplicativo);
z Números possíveis com 3 algarismos: 3 . 3 . 3 = 27 (pelo princípio multiplicativo).

Pelo princípio aditivo, temos que: 3 + 9 + 27 = 39 números possíveis formados com os dígi-
tos {1,2,3}.

ARRANJOS, PERMUTAÇÕES E COMBINAÇÕES

Da definição do princípio fundamental da contagem (multiplicativo), podemos dedu-


zir algumas fórmulas de agrupamentos, simplificando com notação de fatorial e definindo
alguns casos particulares.

Arranjo Simples

Podemos definir arranjo simples como uma sequência de r elementos distintos pertencen-
tes ao conjunto n, onde n e r são naturais e r é maior ou igual a 1 e menor ou igual a n. Temos
sua fórmula como:

n!
An,
(n
r
– r)!

Arranjo com Repetição

Como o próprio nome já diz, se na sequência formada por elementos n houver repetição,
ela é denominada “arranjo com repetição”. Veja a fórmula para este tipo de arranjo:

An, r =n ∙ (n – 1) ∙ ... ∙[n – (r – 1)]


r fatores

Para exemplificar o arranjo com repetição, podemos usar o problema de sorteio com
urnas, no qual o número sorteado é reposto na urna e pode ser sorteado novamente, ou seja,
com reposição (repetição). Tomemos, neste contexto, uma urna com os números 1, 2 e 3, da
qual um número é sorteado e reposto, e, em seguida, o segundo número é sorteado. Quantas
formas possíveis de sequências de números podem ser observadas? Assim, usando a defini-
RACIOCÍNIO LÓGICO

ção de arranjo com repetição, temos:


ARn,r = nr
ARn, r = nr → AR3, 2 = 32 = 9

Logo, temos nove pares possíveis de números sorteados.

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Permutação

Seja um conjunto de n elementos, chamamos de permutação dos n elementos todo arranjo


onde r = n, ou seja, permutação dos n elementos é um arranjo de todos os elementos de n. A per-
mutação é denotada por:

Pn = n!

Assim, a permutação de um conjunto N = {1,2,3} consiste em todos os arranjos constituí-


dos dos 3 elementos, ou seja, {123,132,213,231,312,321}. Calculado o número de permutações,
temos, então, Pn = n! → P3 = 3! = 3 · 2 · 1 = 6.
Em situações que envolvem condições de contagem, como em anagramas de palavras em
que o conjunto N={a1,a2, ... ,an} de n elementos, irão existir alguns elementos iguais, ai=aj com
. Neste caso, utiliza-se a técnica de permutação com elementos repetidos. De forma geral,
temos:

n!
Pnn₁, n₂, ⋯,
n1!n2! ⋯
n r
=
nr!

Suponha que se deseja saber quantos anagramas podem ser construídos com a palavra
ARARAQUARA. Então, usando a definição de permutação com repetição, da palavra temos 10
letras, duas delas com repetição:

n = 10
A à n1 = 5
R à n2 = 3

10 ∙ 9 ∙ 8 ∙ 7 ∙ 6
Pnn₁, n! 10!
à P10 5,3
= = ∙ 5! =
n₂
=
n1!n2! 5!3! 5!3!

10 ∙ 9 ∙ 8 ∙
=
7∙6
5040
3∙2∙1

Combinações

Combinação é o cálculo de quantos subconjuntos podem ser formados a partir do conjun-


to inicial n. O que difere a combinação da permutação é que, no primeiro caso, a ordem dos
elementos não é importante, então os conjuntos {a, b} e {b, a} são considerados iguais. De
forma geral, temos:

n!
Cn,
r!(n ,r≤n;∀n,r ∈ N
r
=
– r)!
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O exemplo clássico de combinações são os problemas envolvendo membros de comissões.
Suponha que uma empresa que tenha 15 funcionários no setor administrativo queira formar
uma comissão com 3 desses funcionários. De quantas formas possíveis pode-se formar essa
comissão? Assim, essas comissões são subconjuntos com elementos funcionários e a ordem
dos elementos dentro dela não interfere, ou seja, esses subconjuntos de mesmos elementos,
mas de ordem distintas, são iguais. Logo, essa contagem pode ser feita a partir da combinação:

n! 15! 15!
Cn,
r! (n à C15,3 = 3!(15 = =
r
= 3!12!
– r)! – 3)!

15 ∙ 14 ∙ 13 ∙ 15 ∙ 14 ∙
12! = 13 = 455 .
3!12! 3∙2∙1

Dica
Caso usássemos, no exemplo anterior, a ideia de arranjo, teríamos um número bem maior
de elementos, visto que a ordem importa no arranjo. Sendo assim, o arranjo contaria como
diferentes aqueles subconjuntos que a combinação define como iguais. Logo, a escolha
correta da técnica (arranjo ou combinação) para a condição definida é essencial!

n! 15! 15!
An,
(n à A15,3 = (15 = =
r
= 12!
– r)! – 3)!

15 ∙ 14 ∙ 13 ∙
= 15 ∙ 14 ∙ 13 =
12!
2730 .
12!

BINÔMIO DE NEWTON

Por definição, binômio é um polinômio com dois termos, e, tanto na matemática quanto na
física, é necessário fazer a potenciação do denominado binômio. O físico Isaac Newton per-
cebeu um padrão de regularidade no cálculo da potência de binômios, nomeando tal regula-
ridade como Binômio de Newton.
Alguns casos particulares de cálculo de potência de binômios já são conhecidos. Veja:
RACIOCÍNIO LÓGICO

z (x + a)0 = 1;
z (x + a)1 = x + a;
z (x + a)2 = x2 + 2xa + a2;
z (x + a)3 = x3 + 3x2a + 3xa2 + a3 .

Esses casos foram desenvolvidos a partir da ideia de distributiva da multiplicação. Tome-


mos como exemplo o caso de (x + a)2.
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O binômio (x + a)2 corresponde a (x + a) . (x + a) e, para resolver tal operação, utilizamos da
propriedade distributiva, em que escolhemos um termo da primeira parte da multiplicação e
multiplicamos por cada um dos termos da segunda parte da multiplicação. Veja:

(x + a) · (x + a) = x² + xa

(x + a) · (x + a) = a² + xa

(x + a) · (x + a) = x² + xa + xa + a² = x² + 2xa + a²

Contudo, perceba que, para todo n inteiro, positivo, quanto maior o n, mais trabalhoso
fica:

(x + a)n =(x + a) ∙ (x + a) ∙ ... ∙ (x + a)


r fatores

Desta maneira, é preciso uma fórmula para facilitar o cálculo:

(x + a)n = b 0n l x n + b 1n l xn–1 a + b l xn–2a2 + ··· + b n–1 l x1n–1 + b n l an


n n
2 n

Para compreendermos melhor a fórmula, vamos aplicá-la no binômio (x + a)6:


(x + a)6 = b 0 l x6 + b 1 l x5a + b 2 l x4a2 + b l x3a3 + b l x2a4 + b l xa5 + b l a6
6 6 6 6 6 6 6
3 4 5 6

Para resolver, vamos encontrar os coeficientes, ou seja, as combinações:

bnl= n!
k k! (n–k) 1

b6l= 6! 720
= 720 = 1
0 0! (6–0) !

b6l= 6! 720
= 120 = 6
1 1! (6–1) !

b6l= 6! 720
= 2.24 = 48 = 15
720
2 2! (6–2) !

b6l= 6! 720
= 6.6 = 36 = 20
720
3 3! (6–3) !

b6l= 6! 720
= 24.2 = 48 = 15
720
4 4! (6–4) !

b6l= 6! 720
= 120 = 6
48 5 5! (6–5) !

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b6l= 6! 720
= 720 = 1
6 6! (6–6) !

Substituindo:

(x + a)6 = 1x6 + 6x5a + 15x4a2 + 20x3a3 + 15x2a4 + 6xa5 + 1a6

Perceba que, em todos esses casos, há um termo que não possui o x. No caso do exemplo
anterior, esse termo é o 1a6, que é denominado termo independente.

Termo Geral

O termo geral do binômio de Newton é o que possibilita o cálculo de um dos termos do


binômio sem resolver. Veja a fórmula:

TP + 1 = b l xn–pap
n
p

Onde p + 1 é o termo que se pretende achar, n é o expoente, x é o primeiro termo e a, o


segundo termo.

Acompanhe a resolução dos exercícios abaixo para compreender melhor os assuntos abor-
dados até aqui.

1. (IBADE — 2018) O termo independente de x no desenvolvimento do binômio de Newton b x + 2 l


9
1
x
é:

a) 72.
b) 78.
c) 80.
d) 84.
e) 92.

No desenvolvimento do binômio b x + 2 l , o termo independente é aquele cuja potência é


9
1
x
nula, assim, calculando através do termo geral do binômio, temos:

Tp+1 = b l x9–p 2 = b l x9–p (x–2)p = b l x9–3p


p
9 1 9 9
RACIOCÍNIO LÓGICO

p x p p

9 – 3p = 0
–3p = –9
–9
p = –3
p=3

Calculando o coeficiente:
49
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b 9p l = b 39 l = 9!
3! (9–3)
=
9 · 8 · 7 · 6!
6 · 6!
504
= 6 = 84

Logo, o coeficiente do termo independente,x0, é 84. Resposta: Letra D.

2. (COMPERVE — 2017) Sete amigos montaram um grupo com o objetivo de estudar para um con-
curso público, mas estabeleceram a seguinte ressalva: o estudo só aconteceria se pelo menos
três deles estivessem presentes. O número de maneiras distintas que esse grupo pode se reunir
e estudar é:

a) 121.
b) 99.
c) 75.
d) 63.

Para a solução do problema, usaremos o princípio multiplicativo (formado de combinatório)


e aditivo da teoria de contagem. Seja o conjunto de amigos A = {a1,a2,a3,a4,a5,a6,a7}, sendo
cada elemento um amigo, sabendo-se que a reunião do grupo acontece com pelo menos 3
amigos, assim o conjunto-solução será a união de cinco situações possíveis, sendo elas: 3
amigos entre os 7; 4 amigos entre os 7; 5 amigos entre os 7; 6 amigos entre os 7, e, por fim,
participação de todos os 7 amigos. Cada situação é considerada uma combinação, visto que
a permuta de posição entre os amigos no conjunto não interfere no resultado. Logo, temos:

7! 7! 7! 7! 7
C7,3 + C7,4 + C7,5 + C7,6 + C7,7 = 4!3! + 3!4! + 2!5! + 1!6! + 0!7! = 35 + 35 + 21 + 7 + 1 = 99

Assim, o resultado aponta que o grupo pode se reunir de 99 maneiras distintas. Resposta:
Letra B.

3. (VUNESP — 2016) Em um município, há dois novos polos industriais, A e B, com 72 e 54 empre-


sas, respectivamente. Para efeito de fiscalização, essas empresas deverão ser totalmente dividi-
das em grupos. Todos os grupos deverão ter o mesmo número de empresas, sendo esse número
o maior possível, de modo que cada grupo tenha empresas de um só polo e que não reste nenhu-
ma fora de um grupo. Nessas condições, o número de grupos formados será:

a) 3.
b) 5.
c) 6.
d) 7.
e) 9.

Seja o número de elementos dos conjuntos de empresas dos polos A e B, respectivamente,


n (A) = 72 e n (B) = 54, se devemos ter o mesmo número de empresas em cada grupo e esse
número deverá ser o maior possível, então a diferença entre o número de empresas do polo
A em relação a B é de 18. Retirando esses 18 do polo B, temos os dois polos com a mesma
quantidade de empresas, 54 tanto para A quanto para B. Destes 54, podemos distribuir gru-
50 pos de 18 empresas para cada polo, ficando, então, 3 grupos de 18 empresas para o polo A
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e B, sobrando mais um grupo de 18 empresas apenas do polo B. Assim, o polo A ficou com 3
grupos de 18 empresas e o polo B, com 4 grupos de 18 empresas.
Logo, o número de grupos formados por 18 empresas desses polos foi 7. Resposta: Letra D.

4. (QUADRIX — 2017) Um anagrama de determinada palavra é uma “palavra” — que pode ou não ter
significado — formada pelas mesmas letras da palavra dada inicialmente. Assim, a quantidade
de anagramas que se pode formar com a palavra TERRACAP, de modo que as quatro primeiras
letras sejam os anagramas de RRAA — as letras repetidas da palavra dada — é:

a) Inferior a 150.
b) Superior a 150 e inferior a 160.
c) Superior a 160 e inferior a 170.
d) Superior a 170 e inferior a 180.
e) Superior a 180.

Fixando as letras repetidas no anagrama da palavra TERRACAP, n = 8 letras, como as quatro


primeiras letras, então temos duas situações de contagem, e, após isto, o uso do princípio
multiplicativo entre eles, devido à interseção dos resultados pedidos. Então, fixando RRAA
para as quatro primeiras, podemos usar a permutação com repetição para ver de quantas
formas possíveis podemos permutar essas letras nas quatro primeiras do anagrama:

n = 4; n1 = 2;n2 = 2

n1,n 2 n! 4! 4 · 3 · 2! 4·3
Pn = n !n ! → P 42,2 = 2!2! = 2 · 1 · 2! = 2 · 1 = 6
1 2

Assim, temos 6 resultados possíveis para as 4 primeiras letras do anagrama. Para as outras
4 letras que faltam, temos, ainda, a permutação das letras TECP, Pn = n! → P4 = 4! = 4 · 3 · 2 ·
1 = 24. Logo, pelo princípio multiplicativo, temos 6 · 24 = 144, que é inferior a 150. Resposta:
Letra A.

5. (FPS — 2017) Para a realização de certa cirurgia, são necessários 2 cirurgiões, 1 anestesista e 3
enfermeiros. Dentre os profissionais de um hospital aptos para realizar a cirurgia, estão 5 cirur-
giões, 4 anestesistas e 10 enfermeiros. De quantas maneiras pode ser constituída a equipe que
fará a cirurgia?

a) 4700.
b) 4800.
RACIOCÍNIO LÓGICO

c) 4900.
d) 5000.
e) 5100.

Neste caso, temos que, para a realização da cirurgia, são necessários 6 profissionais, dentre
eles 2 cirurgiões, 1 anestesista e 3 enfermeiros. Dispomos de um total de 19 profissionais,
sendo 5 cirurgiões, 4 anestesistas e 10 enfermeiros. Logo, estes últimos são nossos n, nc = 5;
nanest = 4;nenf = 10, enquanto os necessários na cirurgia, nossos r, rc = 2;ranest = 1; renf = 3. Para
51
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contar a quantidade de combinações possíveis em cada grupo de profissionais, usaremos
a técnica de combinatório, visto que a troca de posição ou de ordem dos profissionais não
interfere, ou seja, são subconjuntos semelhantes ou iguais. E, por fim, aplicamos o princípio
multiplicativo para obter todos resultados possíveis:

Cir e Cir
144424443 e
W
Anest e Enf e Enf e Enf
14444444244444443
C5,2 C4,1 C10,3
C5,2 · C4,1 · C10,3 = 10 · 4 · 120 = 4800
Resposta: Letra B.

REFERÊNCIAS

DANTE, L. R. Matemática: contexto e aplicações. v. 3, 3ª ed. São Paulo: Ática, 2016.


IEZZI, G. et al. Fundamentos de Matemática Elementar. v. 10, 3ª ed. São Paulo: Atual,
1977.
____________. Matemática: ciência e aplicações. v. 3, 9ª ed. São Paulo: Saraiva, 2016.
LEONARDO, F. M. et al. Conexões com a Matemática. v. 3, 3ª ed. São Paulo: Moderna, 2016.
PAIVA, M. R. Matemática. v. 3, 2ª ed. São Paulo: Moderna, 2010.
SOUZA, J. R.; GARCIA, J. S. R. #Contato Matemática. v. 3, 1ª ed. São Paulo: FTD, 2016.

PROBABILIDADE

CONCEITO

A teoria da probabilidade é o ramo da Matemática que cria modelos que são utilizados
para estudar experimentos aleatórios, ou seja, estimar uma previsão do resultado de deter-
minado experimento.

ESPAÇO AMOSTRAL E EVENTO

Chamamos de espaço amostral o conjunto de todos os resultados possíveis do experimento.


Imagine que você possui um dado e vai lançá-lo uma vez. Os resultados possíveis são: 1, 2, 3, 4,
5 ou 6, isso é o que chamamos de espaço amostral, ou seja, o conjunto dos resultados possíveis de
um determinado experimento aleatório (não se pode prever o resultado que será obtido, apenas
podemos tentar achar algum padrão).
Agora, pense que você só tem interesse nos números ímpares, isto é, 1, 3 e 5. Esse subcon-
junto do espaço amostral é o que chamamos de Evento – composto apenas pelos resultados
que são favoráveis. Conhecendo esses dois conceitos, podemos chegar na fórmula para calcu-
lar a probabilidade de um evento de um determinado experimento aleatório, é o que pode-
mos chamar de probabilidade de um evento qualquer.

Dica

Espaço amostral é igual a todas as possibilidades possíveis e o evento é um subconjunto


do espaço amostral.
52
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PROBABILIDADE DE UM EVENTO QUALQUER

n (evento)
Probabilidade do Evento =
n (espaço amostral)

Na fórmula acima, n(Evento) é o número de elementos do subconjunto Evento, isto é, o


número de resultados favoráveis; e n(Espaço Amostral) é o número total de resultados possí-
veis no experimento aleatório.
Por isso, costumamos dizer também que:

número de resultados favoráveis


Probabilidade do Evento =
números total de resultados

Agora, voltando ao exemplo que apenas os números ímpares que nos interessam, temos:

z n(Evento) = 3 possibilidades;
z n(Espaço Amostral) = 6 possibilidades.

Logo,

Probabilidade do Evento = 3 = 1 = 0,50 = 50%


6 2

Se A é um evento qualquer, então 0 ≤ P(A) ≤ 1.


Se A é um evento qualquer, então 0% ≤ P(A) ≤ 100%.

Eventos Independentes

Qual seria a probabilidade de, em dois lançamentos consecutivos do dado, obtermos um


resultado ímpar em cada um deles? Veja que temos dois experimentos independentes ocor-
rendo: o primeiro lançamento e o segundo lançamento do dado. O resultado do primeiro
lançamento em nada influencia o resultado do segundo.
Quando temos experimentos independentes, a probabilidade de ter um resultado favorá-
vel em um e um resultado favorável no outro é feita pela multiplicação das probabilidades
de cada experimento:

P(2 lançamentos) = P(lançamento 1) · P(lançamento 2)


RACIOCÍNIO LÓGICO

Em nosso exemplo, teríamos:

P(2 lançamentos) =0,50 0,50 = 0,25 = 25%

Assim, a chance de obter dois resultados ímpares em dois lançamentos de dado consecuti-
vos é de 25%. Generalizando, podemos dizer que a probabilidade de dois eventos independen-
tes A e B acontecerem é dada pela multiplicação da probabilidade de cada um deles:
53
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P (A e B) = P(A) x P(B)

Sendo mais formal, também é possível escrever P(A ∩ B) = P(A) · P(B), onde ∩ simboliza a
intersecção entre os eventos A e B.

PROBABILIDADE CONDICIONAL

Neste tópico, vamos falar sobre um tema bem recorrente em questões de concursos. Ima-
gine que vamos lançar um dado, e estamos analisando 2 eventos distintos:
A: sair um resultado ímpar
B: sair um número inferior a 4
Para o evento A ser atendido, os resultados favoráveis são 1, 3 e 5. Para o evento B ser
atendido, os resultados favoráveis são 1, 2 e 3. Vamos calcular rapidamente a probabilidade
de cada um desses eventos:

3 1
P(A) = = 0,5 = 50%
6 2
3 1
P(B) = = 0,5 = 50%
6 2

E se caso tivéssemos o seguinte questionamento: no lançamento de um dado, qual é a


probabilidade de obter um resultado ímpar, dado que foi obtido um resultado inferior a 4?
Em outras palavras, essa pergunta é: qual a probabilidade do evento A, dado que o evento
B ocorreu? Matematicamente, podemos escrever P(A/B) – leia “probabilidade de A, dado B”.
Aqui, já sabemos de antemão que B ocorreu. Portanto, o resultado do lançamento do dado
foi 1, 2 ou 3 (três resultados possíveis). Destes resultados, apenas dois deles (o resultado
1 e 3) atendem o evento A. Portanto, a probabilidade de A ocorrer, dado que B ocorreu, é
simplesmente:

2
P (A\B) = = 66,6%
3

Uma outra forma de calculá-la é por meio da seguinte divisão:

P (A k B)
P (A\B) =
P (B)

A fórmula nos diz que a probabilidade de A ocorrer, dado que B ocorreu, é a divisão entre
a probabilidade de A e B ocorrerem simultaneamente e a probabilidade de B ocorrer. Para
que A e B ocorram simultaneamente (resultado ímpar e inferior a 4), temos como possibilida-
des o resultado igual a 1 e 3. Isto é, apenas 2 dos 6 resultados nos atende.
Logo,

2 1
P (A∩B) = 6 = 3

Para que B ocorra (resultado inferior a 4), já vimos que 3 resultados atendem.
Portanto,
54
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3 1
P (A∩B) = =
6 2

Usando a fórmula acima, temos:

1
P (A + B) 3 = 1 2 = 2 = 66,6%
P (A\B) = = ·
P (B) 1 3 1 3
2

PROBABILIDADE DA UNIÃO DE DOIS EVENTOS

Dados dois eventos A e B, chamamos de A ∪ B quando queremos a probabilidade de ocor-


rer o evento A ou o evento B. Podemos usar a fórmula:

P (A ∪ B) = P (A) + P (B)– P (A∩B)

A fórmula pode ser traduzida como a probabilidade da união de dois eventos é igual a
soma das probabilidades de ocorrência de cada um dos eventos, subtraída da probabilidade
da ocorrência dos dois eventos simultaneamente.
Neste caso, quando temos A ∩ B = ϴ, ou seja, eventos mutuamente exclusivos, tem-se que
P (A ∪ B) = P (A) + P (B).
Imagine que você tem uma urna contendo 20 bolas numeradas de 1 a 20. Quando uma
bola é retirada ao acaso, qual é a probabilidade de o número ser múltiplo de 3 ou de 5?
Ora, veja que temos a palavra “ou” na pergunta e isso nos remete à ideia de “união” dos
eventos. Sendo assim, podemos extrair os dados para aplicar na fórmula:

z P(A) = probabilidade de o número ser múltiplo de 3

Múltiplos de 3 (3, 6, 9, 12, 15, 18) = 6 possibilidades

6
P(A) =
20

z P(B) = probabilidade de o número ser múltiplo de 5

Múltiplos de 3 (5, 10, 15, 20) = 4 possibilidades

4
P(B) =
RACIOCÍNIO LÓGICO

20

z P(A ∩ B) = probabilidade do número ser múltiplo de 3 e 5

Somente o número 15 é múltiplo de 3 e 5 ao mesmo tempo.

1
P(A ∩ B) =
20

Aplicando na fórmula, temos: 55


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P (A ∪ B) = P (A) + P (B)– P (A ∩ B)
6 4 1 6+4-1 9
P (A ∪ B) = 20 + 20 - 20 = 20
=
20

PROBABILIDADE DA INTERSEÇÃO DE DOIS EVENTOS

Sejam A e B dois eventos de um espaço amostral. A probabilidade de A ∩ B é dada por:

P (A ∩ B) = P (B\A) · P (A) = P (B) · P (A\B)

Vale lembrar que P (B\A) é a probabilidade de ocorrer o evento B, sabendo que já ocorreu
o evento A (probabilidade condicional).
Se a ocorrência do evento A não interferir na probabilidade de ocorrer o evento B, ou seja,
forem independentes, a fórmula para o cálculo da probabilidade da intersecção será dada
por:

P (A ∩ B) = P (A) · P (B)

Imagine que você vai lançar dois dados sucessivamente. Qual a probabilidade de sair um
número ímpar e o número 5?
O “e” que aparece na pergunta é que determina a utilização da fórmula da interseção, pois
queremos “a probabilidade de sair um número ímpar e o número 5”. Perceba que a ocor-
rência de um dos eventos não interfere na ocorrência do outro. Temos, então, dois eventos
independentes.
Evento A: sair um número ímpar = {1, 3, 5};
Evento B: sair o número 5 = {5};
Espaço Amostral: S = {1, 2, 3, 4, 5, 6}.
Logo,

3 1
P(A) = =
6 2
1
P(B) =
6
1 1 1
P (A ∩ B) = P (A) · P (B) = · =
2 6 12

Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!

1. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Em um grupo de 10 pessoas, 4 são adultos e 6 são crianças. Ao se


selecionarem, aleatoriamente, 3 pessoas desse grupo, a probabilidade de que no máximo duas
dessas pessoas sejam crianças é igual a

a) 1/6.
b) 2/6.
c) 3/6.
d) 4/6.
56 e) 5/6.
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Basta calcular a probabilidade de vir 3 crianças (o que a gente não quer). Depois subtrair de
1, para obter os casos favoráveis.
Probabilidade de sortear 3 crianças: 6/10 · 5/9 · 4/8 = 1/6
1 – 1/6 = 5/6.
Resposta: Letra E.

2. (VUNESP – 2017) Um centro de meteorologia informou ao CIPM que é de 60% a probabilidade


de chuva no dia programado para ocorrer a operação. Mediante essa informação, o oficial no
comando afirmou que as probabilidades de que a operação seja realizada nesse dia são de 20%,
caso a chuva ocorra, e de 85%, se não houver chuva. Nessas condições, a probabilidade de que
a operação ocorra no dia programado é de

a) 59%.
b) 46%.
c) 41%.
d) 34%.
e) 28%.

Se a probabilidade de chover é de 60%, então, a probabilidade de não chover é de 40%. Para


que a operação ocorra no dia programado, temos duas situações:
chove (60%) e ocorre a operação (20%) = 60%· 20% = 12%
não chove (40%) e ocorre a operação (85%) = 40%· 85% = 34%
Somando as probabilidades desses dois cenários, temos: 12% + 34% = 46%.
Resposta: Letra B.

3. (CEBRASPE-CESPE – 2019) A sorte de ganhar ou perder, num jogo de azar, não depende da habi-
lidade do jogador, mas exclusivamente das probabilidades dos resultados. Um dos jogos mais
populares no Brasil é a Mega Sena, que funciona da seguinte forma: de 60 bolas, numeradas de
1 a 60, dentro de um globo, são sorteadas seis bolas. À medida que uma bola é retirada, ela não
volta para dentro do globo. O jogador pode apostar de 6 a 15 números distintos por volante e
receberá o prêmio se acertar os seis números sorteados. Também são premiados os acertado-
res de 5 números ou de 4 números.
A partir dessas informações, julgue o item que se segue.
A probabilidade de a primeira bola sorteada ser um número múltiplo de 8 é de 10%.

( ) CERTO ( ) ERRADO
RACIOCÍNIO LÓGICO

Múltiplos de 8: {0, 8, 16, 24, 32, 40, 48, 56, 64, 72...}
Números da Mega Sena: 1 a 60.
Os múltiplos de 8 na Mega Sena são: 8, 16, 24, 32, 40, 48, 56, ou seja, 7 números.
Logo 7/60 = 11%.
Resposta: Errado.

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4. (CEBRASPE-CESPE – 2017) Em um jogo de azar, dois jogadores lançam uma moeda honesta,
alternadamente, até que um deles obtenha o resultado cara. O jogador que detiver esse resultado
será o vencedor.
A probabilidade de o segundo jogador vencer o jogo logo em seu primeiro arremesso é igual a

a) 2/3.
b) 1/2.
c) 1/4.
d) 1/8.
e) 3/4.

Precisamos calcular a probabilidade do primeiro jogador tirar coroa e o segundo jogador


obter cara. Probabilidade de o primeiro tirar coroa: 1/2 e o segundo tirar cara: 1/2. Logo, 1/2
· 1/2 = 1/4.
Resposta: Letra C.

5. (CEBRASPE-CESPE – 2017) Cinco mulheres e quatro homens trabalham em um escritório. De


forma aleatória, uma dessas pessoas será escolhida para trabalhar no plantão de atendimento
ao público no sábado. Em seguida, outra pessoa será escolhida, também aleatoriamente, para o
plantão no domingo.
Considerando que as duas pessoas para os plantões serão selecionadas sucessivamente, de
forma aleatória e sem reposição, julgue o próximo item.
A probabilidade de os dois plantonistas serem homens é igual ou superior a 4/9.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Sábado: Há 4 homens possíveis, em 9 pessoas no total = 4/9


Domingo: Há 3 homens possíveis, de 8 pessoas no total (uma já foi escolhida no sábado) = 3/8
Como queremos que seja escolhido um homem no sábado e um homem no domingo, multipli-
camos as probabilidades: 4/9· 3/8 = 12/72 = 4/24.
A questão é errada, pois 4/24 não é igual ou maior que 4/9.
Resposta: Errado.

RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS COM FRAÇÕES, CONJUNTOS,


PORCENTAGENS E SEQUÊNCIAS COM NÚMEROS, FIGURAS, PALAVRAS

FRAÇÕES

Frações nada mais são do que operações de divisão. Podemos, por exemplo, tanto escrever
4
4 ÷ 8 quanto 8 .

Agora, vamos estudar todas as operações que envolvem as frações. São elas: adição, sub-
tração, multiplicação e divisão.
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Adição e Subtração de Fração

Para somar ou subtrair frações, é necessário olharmos para os denominadores, ou seja,


para a “base” das frações. Há duas situações possíveis. Vejamos:

z Denominadores iguais (quando acontece essa situação, basta repetir as bases e operar os
numeradores)

1 3
+ = 1+3 = 4
5 5 5 5

4-2 4-2 2
3 3 = 3 =3

z Denominadores diferentes (quando acontece essa situação, é necessário achar o denomi-


nador comum, para operar as frações). Veja:

1 3
3+4

O número 12 é o primeiro múltiplo, ao mesmo tempo, de 3 e 4. Então, dividiremos 12 pelos


denominadores e, depois, multiplicaremos o resultado pelos numeradores.

1 3 4x1 3x3 4 + 9 13
3 + 4 = 12÷3 + 12÷4 = 12 = 12

Achando o menor denominador comum (mmc):

3 2 (aqui vamos dividir sempre pelo me-


–4 nor número primo possível)

3 2
–2

3 3
–1

1 mmc: 2 · 2 · 3 = 12
–1

Todo número que é dividido apenas por ele mesmo e pelo número 1 é um número primo.
RACIOCÍNIO LÓGICO

Exemplo:

3 (apenas por ser dividido por 1 e 3)


13 (apenas por ser dividido por 1 e 13)

59
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Multiplicação de Fração

Fazer a multiplicação entre frações é muito simples! Basta multiplicar o numerador de


uma das frações pelo numerador da outra fração e fazer o mesmo processo entre os denomi-
nadores. Veja:
2 5 2x5 10
3 x 4 = 3x4 = 12

Ainda não chegamos ao resultado final da operação, pois é necessário simplificar a fração
o máximo possível. Para realizar esse procedimento, devemos achar um número que divide,
ao mesmo tempo, o denominador e o numerador. No caso apresentado anteriormente, sabe-
mos que é o número 2. Aplicando, fica assim:

10÷2 5
12÷2 = 6

Pronto! Chegamos no resultado final, pois não há mais como simplificar.

Divisão de Fração

Vamos ensinar uma maneira bem simples para resolver esse tipo de operação. Para dividir fra-
ções, deve-se repetir a primeira fração e multiplicar pelo inverso da segunda fração. Depois, basta
realizar a multiplicação normalmente, da mesma forma que aprendemos. Veja:

3 5 3 2 3×2 6 6÷2 3
÷ = × = = = =
4 2 4 5 4×5 20 20 ÷ 2 10

Importante!
Podemos simplificar frações, dividindo o numerador e o denominador pelo mesmo número.

Revise seus conhecimentos com os exercícios a seguir.

1. (FCC — 2016) Seja A o quociente da divisão de 8 por 3. Seja B o quociente da divisão de 15 por
7. Seja C o quociente da divisão de 14 por 22. O produto A B C é igual a:

a) 3,072072072 . . .
b) 3,636363 . . .
c) 3,121212 . . .
d) 3,252525 . . .
e) 3,111 . . .

Vamos calcular a multiplicação entre as frações apresentadas:


Podemos, ainda, simplificar o 14 com o 7 e o 15 com o 3.
Ainda é possível dividir 40 por 11.
Logo, A B C = 3,63... Resposta: Letra B.
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2. (FGV — 2016) Durante três dias, o capitão de um navio atracado em um porto anotou a altura das
marés alta (A) e baixa (B), formando a tabela a seguir.

A B A B A B A B A B A

1,0 0,3 1,1 0,2 1,3 0,4 1,4 0,5 1,2 0,4 1,0

A maior diferença entre as alturas de duas marés consecutivas foi

a) 1,0.
b) 1,1.
c) 1,2.
d) 1,3.
e) 1,4.

Vamos calcular as diferenças entre os valores da tabela. Observe:


0,3 – 1 =–0,7
1,1 – 0,3 = 0,8
0,2 – 1,1 =–0,9
1,3 – 0,2 = 1,1
0,4 – 1,3 =–0,9
1,4 – 0,4 = 1
0,5 – 1,4 = -0,9
1,2 – 0,5 = 0,7
0,4 – 1,2 = -0,8
1,0 – 0,4 = 0,6
Note que a maior diferença é 1,1. Resposta: Letra B.

OPERAÇÕES COM CONJUNTOS

Prezado(a) estudante,
Neste mesmo material já vimos toda a teoria de conjuntos no tópico “Elementos da Teoria
de Conjuntos”. Agora, com base nos assuntos tratados anteriormente, faremos os exercícios
a seguir:

1. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Determinado porto recebeu um grande carregamento de frango con-


gelado, carne suína congelada e carne bovina congelada, para exportação. Esses produtos foram
distribuídos em 800 contêineres, da seguinte forma: nenhum contêiner foi carregado com os três
RACIOCÍNIO LÓGICO

produtos; 300 contêineres foram carregados com carne bovina; 450, com carne suína; 100, com
frango e carne bovina; 150, com carne suína e carne bovina; 100, com frango e carne suína.
Nessa situação hipotética,
250 contêineres foram carregados somente com carne suína.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Vamos extrair as informações e colocar dentro dos diagramas:


61
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800 contêineres distribuição;
0 contêineres com os 3 produtos;
300 contêineres carne bovina;
450 contêineres carne suína;
100 contêineres com frango e carne bovina;
150 contêineres com carne suína e carne bovina;
100 contêineres com frango e carne suína.

Bovina Frango

50 100 X

150 100

200 Suína

Veja que apenas 200 contêineres foram carregados somente com carne suína. Resposta:
Errado.

2. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Determinado porto recebeu um grande carregamento de frango con-


gelado, carne suína congelada e carne bovina congelada, para exportação. Esses produtos foram
distribuídos em 800 contêineres, da seguinte forma: nenhum contêiner foi carregado com os três
produtos; 300 contêineres foram carregados com carne bovina; 450, com carne suína; 100, com
frango e carne bovina; 150, com carne suína e carne bovina; 100, com frango e carne suína.
Nessa situação hipotética,
50 contêineres foram carregados somente com carne bovina.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Vamos extrair as informações e colocar dentro dos diagramas:


800 contêineres distribuição;
0 contêineres com os 3 produtos;
300 contêineres carne bovina;
450 contêineres carne suína;
100 contêineres com frango e carne bovina;
150 contêineres com carne suína e carne bovina;
100 contêineres com frango e carne suína.

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Bovina Frango

50 100 X

150 100

200 Suína

Veja que exatamente 50 contêineres foram carregados somente com carne bovina. Resposta:
Certo.

3. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Determinado porto recebeu um grande carregamento de frango con-


gelado, carne suína congelada e carne bovina congelada, para exportação. Esses produtos foram
distribuídos em 800 contêineres, da seguinte forma: nenhum contêiner foi carregado com os três
produtos; 300 contêineres foram carregados com carne bovina; 450, com carne suína; 100, com
frango e carne bovina; 150, com carne suína e carne bovina; 100, com frango e carne suína.
Nessa situação hipotética,
400 contêineres continham frango congelado.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Com as informações colocadas nos diagramas na questão anterior, podemos somar todas
as informações que não possuem contato com o conjunto de frango e subtrair do total. Veja:
50 (só bovinos);
150 (bovinos e suínos);

200 (só suínos).

Somando tudo isso, teremos 400 contêineres com outras carnes, o que sobrou do total será
a resposta para a questão.
800 – 400= 400 contêineres contêm franco. (Lembre-se, a banca não perguntou somente fran-
go). Logo, 400 contêineres continham frango congelado. Resposta: Certo.

4. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Em um aeroporto, 30 passageiros que desembarcaram de deter-


RACIOCÍNIO LÓGICO

minado voo e que estiveram nos países A, B ou C, nos quais ocorre uma epidemia infecciosa,
foram selecionados para ser examinados. Constatou-se que exatamente 25 dos passageiros
selecionados estiveram em A ou em B, nenhum desses 25 passageiros esteve em C e 6 desses
25 passageiros estiveram em A e em B.
Com referência a essa situação hipotética, julgue os itens que se seguem
Se 11 passageiros estiveram em B, então mais de 15 estiveram em A.

( ) CERTO ( ) ERRADO
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Dos 30 passageiros, são 25 que estiveram apenas em A ou B, de modo que os outros 5 passa-
geiros estiveram apenas em C. Veja ainda que 6 passageiros estiveram A e B, de modo que os
outros 19 estiveram somente em um desses dois países. Logo,

A B

X 6 25 – 6 – x =

19 – x

C 5

Sabemos que o número de pessoas que estiveram em B é dado pela soma 6 + (19 – X). Ou seja,
11 = 6 + (19 – X)
11 = 25 – X
X = 25 – 11
X = 14
Logo, as pessoas que estiveram em A são X + 6 = 14 + 6 = 20. Resposta: Certo.

5. (CEBRASPE-CESPE – 2016) Situação hipotética: A ANVISA realizará inspeções em estabelecimentos


comerciais que são classificados como Bar ou Restaurante e naqueles que são considerados ao mesmo
tempo Bar e Restaurante. Sabe-se que, ao todo, são 96 estabelecimentos a serem visitados, dos quais 49
são classificados como Bar e 60 são classificados como Restaurante. Assertiva: Nessa situação, há mais
de 15 estabelecimentos que são classificados como Bar e como Restaurante ao mesmo tempo.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Extraindo os dados:
total: 96;
bar: 49;
restaurante: 60.
Somando tudo, temos 49 + 60 = 109. Passou o total de 96, porque estamos contando 2x vezes
os estabelecimentos que estão na interseção. Logo, descontamos o que passou do total. 109–
96 = 13 estabelecimentos que são classificados como Bar e como Restaurante ao mesmo
tempo. Resposta: Errado.

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PORCENTAGEM

A porcentagem é uma medida de razão com base 100. Ou seja, corresponde a uma fração
cujo denominador é 100. Vamos observar alguns exemplos e notar como podemos represen-
tar um número porcentual.

30
30% = (forma de fração)
100
30
30% = = 0,3 (forma decimal)
100
30 3
30% = = (forma de fração simplificada)
100 10

Sendo assim, a razão 30% pode ser escrita de várias maneiras:

30 3
30% = = 0,3 =
100 10

Também é possível fazer a conversão inversa, isto é, transformar um número qualquer


em porcentual. Para isso, basta multiplicar por 100. Veja:

25 · 100 = 2500%
0,35 · 100 = 35%
0,586 · 100 = 58,6%

Número Relativo

A porcentagem traz uma relação entre uma parte e um todo. Quando dizemos 10% de
1000, o 1000 corresponde ao todo. Já o 10% corresponde à fração do todo que estamos especi-
ficando. Para descobrir a quanto isso corresponde, basta multiplicar 10% por 1000.

10 x 1.000 = 100
10% de 1.000 =
100

Dessa maneira, 1.000 é todo, enquanto 100 é a parte que corresponde a 10% de 1.000.

Dica
Quando o todo varia, a porcentagem também varia!
RACIOCÍNIO LÓGICO

Veja um exemplo:
Roberto assistiu 2 aulas de Matemática Financeira. Sabendo que o curso que ele comprou
possui um total de 8 aulas, qual é o percentual de aulas já assistidas por Roberto?
O todo de aulas é 8. Para descobrir o percentual, devemos dividir a parte pelo todo e obter
uma fração.

2 1
=
8 4

Precisamos transformar em porcentagem, ou seja, vamos multiplicar a fração por 100: 65


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1 × 100 = 25%
4

Soma e Subtração de Porcentagem

As operações de soma e subtração de porcentagem são as mais comuns. É o que acontece


quando se diz que um número excede, reduziu, é inferior ou é superior ao outro em tantos
por cento. A grandeza inicial corresponderá sempre a 100%. Então, basta somar ou subtrair
o percentual fornecido dos 100% e multiplicar pelo valor da grandeza.
Exemplo 1:
Paulinho comprou um curso de 200 horas-aula. Porém, com a publicação do edital, a esco-
la precisou aumentar a carga horária em 15%. Qual o total de horas-aula do curso ao final?
Inicialmente, o curso de Paulinho tinha um total de 200 horas-aula que correspondiam a
100%. Com o aumento porcentual, o novo curso passou a ter 100% + 15% das aulas inicial-
mente previstas. Portanto, o total de horas-aula do curso será:
(1 + 0,15) · 200 = 1,15 · 200 = 230 horas-aula

Dica
A avaliação do crescimento ou da redução percentual deve ser feita sempre em relação ao
valor inicial da grandeza.

Variação percentual = Final - Inicial


Inicial

Veja mais um exemplo para podermos fixar melhor.


Exemplo 2:
Juliano percebeu que ainda não assistiu a 200 aulas do seu curso. Ele deseja reduzir o
número de aulas não assistidas a 180. É correto afirmar que, se Juliano chegar às 180 aulas
almejadas, o número terá caído 20%?
A variação percentual de uma grandeza corresponde ao índice:

Final - Inicial 180 - 200


Variação percentual = = =
Inicial 200
20
– =–0,10
200

Como o resultado foi negativo, podemos afirmar que houve uma redução percentual de
10% nas aulas ainda não assistidas por Juliano. O enunciado está errado ao afirmar que essa
redução foi de 20%.
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!

1. (CEBRASPE-CESPE – 2020) Em determinada loja, uma bicicleta é vendida por R$ 1.720 à vista ou em
duas vezes, com uma entrada de R$ 920 e uma parcela de R$ 920 com vencimento para o mês seguin-
te. Caso queira antecipar o crédito correspondente ao valor da parcela, a lojista paga para a financeira
uma taxa de antecipação correspondente a 5% do valor da parcela.
Com base nessas informações, julgue o item a seguir.
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Na compra a prazo, o custo efetivo da operação de financiamento pago pelo cliente será inferior a 14%
ao mês.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Valor da bicicleta = 1.720,00


Parcelado = 920,00 (entrada) + 920,00 (parcela)
Na compra a prazo, o agente vai pagar 920,00 (entrada), logo vai sobrar (1720-920 = 800,00)
No próximo mês é preciso pagar 920,00 ou seja 800,00 + 120,00 de juros. Agora é pegar
120,00 (juros) e dividir por 800,00 resultado:
120,00/800,00 = 0,15% ao mês.
A questão diz que seria inferior a 0,14%, ou seja, está errada. Resposta: Errado.

2. (CEBRASPE-CESPE – 2019) Na assembleia legislativa de um estado da Federação, há 50 par-


lamentares, entre homens e mulheres. Em determinada sessão plenária estavam presentes
somente 20% das deputadas e 10% dos deputados, perfazendo-se um total de 7 parlamentares
presentes à sessão.
Infere-se da situação apresentada que, nessa assembleia legislativa, havia

a) 10 deputadas.
b) 14 deputadas.
c) 15 deputadas.
d) 20 deputadas.
e) 25 deputadas.

50 parlamentares
Deputadas = X
Deputados = 50-X
Compareceram 20% x e 10% (50-x), totalizando 7 parlamentares. Não sabemos a quantidade
exata de cada sexo. Vamos montar uma equação e achar o valor de X.
20% x + 10% (50 – x) = 7
20/100 · x + 10/100 · (50 – x) = 7
2/10 · x + 1/10 · (50 – x) = 7
2x/10 + 50 – x/10 = 7 (faz o MMC)
2x + 50–x = 70
2x – x = 70 – 50
x = 20 deputadas fazem parte da Assembleia Legislativa. Resposta: Letra D.
RACIOCÍNIO LÓGICO

3. (VUNESP – 2016) Um concurso recebeu 1500 inscrições, porém 12% dos inscritos faltaram no
dia da prova. Dos candidatos que fizeram a prova, 45% eram mulheres. Em relação ao número
total de inscritos, o número de homens que fizeram a prova corresponde a uma porcentagem de

a) 45,2%.
b) 46,5%.
c) 47,8%.
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d) 48,4%.
e) 49,3%.

Veja que se 12% faltaram, então 88% fizeram a prova.


Pessoas presentes (88%) e dessas 45% eram mulheres e 55% eram homens. Portanto, basta
multiplicar o percentual dos homens pelo total:
55% de 88% das pessoas que fizeram a prova; ou
0,55 · 0,88 = 0,484.
Transformando em porcentagem: 0,484 · 100 = 48,4%. Resposta: Letra D.

4. (FCC–2018) Em uma pesquisa 60% dos entrevistados preferem suco de graviola e 50% suco de
açaí. Se 15% dos entrevistados gostam dos dois sabores, então, a porcentagem de entrevistados
que não gostam de nenhum dos dois é de

a) 80%.
b) 61%.
c) 20%.
d) 10%.
e) 5%.

Vamos dispor as informações em forma de conjuntos para facilitar nossa resolução:

Graviola Açai

60% – 15% = 15% 50% – 15% =

45% 35%

Nenhum = X

Vamos somar todos os valores e igualar ao total que é 100%: 45% + 15% + 35% + X = 100%
95% + X = 100%
X = 5%.
Resposta: Letra E.

5. (FUNCAB–2015) Adriana e Leonardo investiram R$ 20.000,00, sendo o 3/5 desse valor em uma
aplicação que gerou lucro mensal de 4% ao mês durante dez meses. O restante foi investido em
uma aplicação, que gerou um prejuízo mensal de 5% ao mês, durante o mesmo período. Ambas
as aplicações foram feitas no sistema de juros simples.
Pode-se concluir que, no final desses dez meses, eles tiveram:

a) prejuízo de R$2.800,00.
b) lucro de R$3.200,00.
c) lucro de R$2.800,00.
d) prejuízo de R$6.000,00
e) lucro de R$5.000,00.
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3/5 de 20.000,00 = 12.000,00
12.000,00 · 4% = 480,00
480 · 10 (meses) = 4.800 (juros)
O que sobrou 20.000,00–12.000,00 = 8.000,00. Aplicação que foi investida e gerou prejuízo de
5% ao mês, durante 10 meses:
8.000,00 · 5% = 400,00
400 · 10 meses= 4.000
Portanto 20.000,00 + 4.800(juros) = 24,800,00–4.000= 20.800,00/10 meses= 2.080,00 lucros.
Resposta: Letra C.

SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS

Esse tema é cobrado de uma maneira que pode parecer como também pode ser complicado.
Descobrir a lei de formação ou padrão da sequência é o seu principal objetivo, pois nas questões
sobre sequências/raciocínio sequencial, você será apresentado a um conjunto de dados dispostos
de acordo com alguma “regra” implícita, alguma lógica de formação. O desafio é exatamente des-
cobrir essa “regra” para, com isso, encontrar outros termos daquela mesma sequência.
Veja o exemplo abaixo:

2, 4, 6, 8,...

A primeira pergunta que podemos fazer para achar a lei de formação é: os números estão
aumentando ou diminuindo?
Caso eles estejam aumentando, devemos tentar as operações de soma ou multiplicação
entre os termos. Veja no exemplo colocado acima: 2, 4, 6, 8,.. Do primeiro termo para o segun-
do, somamos o número dois e depois repetimos isso.

2+2=4
4+2=6
6+2=8

Logo, o nosso próximo termo será o número 10, pois 8 + 2 = 10.

Caso os números estejam diminuindo, você pode buscar uma lógica envolvendo subtra-
ções ou divisões entre os termos.
Agora, observe essa outra sequência:
RACIOCÍNIO LÓGICO

2, 3, 5, 7, 11, 13, ...

Qual é o seu próximo termo? Vários alunos tendem a dizer que o próximo termo é o 15,
mesmo tendo percebido que o 9 não está na sequência. A nossa tendência é relevar esse “pro-
bleminha” e marcar logo o valor 15. Muito cuidado! Como já disse, o padrão encontrado deve
ser capaz de explicar toda a sequência! Nesse caso, estamos diante dos números primos! Sim,
aqueles números que só podem ser divididos por eles mesmos ou então pelo número 1. No
caso, o próximo seria o 17, e não o 15. A propósito, os próximos números primos são: 17, 19,
23, 29, 31, 37...
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Sequências Numéricas Alternadas

É bem comum aparecerem questões que envolvem uma sequência que tem mais de uma
lei de formação. Podemos ter 2 sequências que se alternam, como neste exemplo:

2, 5, 4, 10, 6, 15, 8, 20, ...

Se analisarmos mais minuciosamente, podemos dizer que temos uma sequência que, de
um número para outro, devemos somar 2 unidades e também podemos notar que temos a
sequência que, de um número para o outro, basta somar 5 unidades, elas estão em sequên-
cias numéricas alternadas. Veja:
1ª sequência: 2, 4, 6, 8,...
2ª sequência: 5, 10, 15, 20, ...

Progressão Aritmética

Uma progressão aritmética é aquela em que os termos crescem, sendo adicionados a uma
razão constante, normalmente representada pela letra r.

z Termo inicial: valor do primeiro número que compõe a sequência;


z Razão: regra que permite, a partir de um termo, obter o seguinte.

Observe o exemplo abaixo:

{1,3,5,7,9,11,13, ...}

Veja que 1 + 2 = 3, 3 + 2 = 5, 5 + 2 = 7, 7 + 2 = 9 e assim sucessivamente. Temos um exemplo


nítido de uma Progressão Aritmética (PA) com uma razão 2, ou seja, r = 2 e termo inicial igual
a 1. Em questões envolvendo progressões aritméticas, é importante você saber obter o termo
geral e a soma dos termos, conforme veremos a seguir.

z Termo Geral da PA

Trata-se de uma fórmula que, a partir do primeiro termo e da razão da PA, permite calcu-
lar qualquer outro termo. Temos a seguinte fórmula:

an = a1 + (n – 1)r

Nesta fórmula, an é o termo de posição n na PA (o “n-ésimo” termo); a1 é o termo inicial, r é


a razão e n é a posição do termo na PA.
Usando o nosso exemplo acima, vamos descobrir o termo de posição 10. Já temos as infor-
mações que precisamos: {1,3,5,7,9,11, 13, ...}.

z O termo que buscamos é o da décima posição, isto é, a10;


z A razão da PA é 2, portanto r = 2;
z O termo inicial é 1, logo a1 = 1;
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z n, ou seja, a posição que queremos é a de número 10: n = 10.

Logo,

an = a1 + (n – 1) · r
a10 = 1 + (10 – 1) · 2
a10 = 1 + 2 · 9
a10 = 1 + 18
a10 = 19

Isto é, o termo da posição 10 é o 19. Volte na sequência e confira. Perceba que, com essa
fórmula, podemos calcular qualquer termo da PA. O termo da posição 200 é:

an = a1 + (n – 1) · r
a200 = 1 + (200 – 1) · 2
a200 = 1 + 2 · 199
a200 = 1 + 398
a200 = 399

z Soma do Primeiro ao N-ésimo Termo da PA

A fórmula a seguir nos permite calcular a soma dos “n” primeiros termos de uma progres-
são aritmética:

n # (a1 + an)
Sn =
2

Para entendermos um pouco melhor, vamos calcular a soma dos 7 primeiros termos do
nosso exemplo que já foi apresentado: {1,3,5,7,9,11, 13, ...}.
Já sabemos que a1 = 1, e n = 7. O termo an será, neste caso, o termo a7, que observando na sequên-
cia é o número 13, ou seja, a7 = 13. Substituindo na fórmula, temos:

n # (a1 + an)
Sn =
2

7 # (1 + 13)
S7 =
2

7 # 14
S7 =
2
RACIOCÍNIO LÓGICO

98
S7 = = 49
2

Dependendo do sinal da razão r, a PA pode ser:

„ PA crescente: se r > 0, a PA terá termos em ordem crescente.

Ex.: {1, 4, 7, 10, 13, 16...} → r = 3;


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„ PA decrescente: se r < 0, a PA terá termos em ordem decrescente.
„ Ex.: {20, 19, 18, 17 ...} → r = –1;
„ PA constante: se r = 0, todos os termos da PA serão iguais.

Ex.: {7, 7, 7, 7, 7, 7, 7...} → r = 0.

Dica
PA crescente: se r > 0;
PA decrescente: se r < 0;
PA constante: se r = 0.

Em uma progressão aritmética de 3 termos, o segundo termo ou o termo do meio é a média


aritmética entre o primeiro e terceiro termo. Veja:

PA (a1, a2, a3)  a2 = (a1 + a3) ÷ 2


PA (2, 4, 6)  4 = (2+6) ÷ 2  4 = 4

Exercite seus conhecimentos com as questões comentadas a seguir.

1. (IBFC – 2015) O total de múltiplos de 4 existentes entre os números 23 e 125 é:

a) 25.
b) 26.
c) 27.
d) 28.
e) 24.

O primeiro múltiplo de 4 neste intervalo é 24 e o último é 124. Veja que os múltiplos de 4 for-
mam uma PA de razão igual a 4. Então, temos as seguintes informações:
a1 = 24
an = 124
r = 4 (podemos ir somando de 4 em 4 unidades para obter os múltiplos).
Substituindo na fórmula do termo geral, vamos encontrar a quantidade de elementos
(múltiplos):
an = a1 + (n – 1)r
124 = 24 + (n – 1)4
124 = 24 + 4n – 4
124 – 24 + 4 = 4n
104 = 4n
n = 26. Resposta: Letra B.

2. (FCC – 2018) Rodrigo planejou fazer uma viagem em 4 dias. A quantidade de quilômetros que
ele percorrerá em cada dia será diferente e formará uma progressão aritmética de razão igual
a − 24. A média de quilômetros que Rodrigo percorrerá por dia é igual a 310 km. Desse modo, é
correto concluir que o número de quilômetros que Rodrigo percorrerá em seu quarto e último dia
72 de viagem será igual a
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a) 334.
b) 280.
c) 322.
d) 274.
e) 310.

Primeiro devemos achar o a1, para depois acharmos o a4. Devemos colocar tudo em função de
a1, para podermos substituir na média. Usando a fórmula do termo geral:
r = –24
an= a1 + (n – 1) · r
Achando a1:
a1 = a1 + (1–1) · r
a1 = a1
Colocando a2 em função de a1:
a2= a1+ (2 – 1) · r
a2 = a1 + r
Colocando a3 em função de a1:
a3= a1+ (3 – 1) · r
a3 = a1 + 2r
Colocando a4 em função de a1:
a4 = a1 + (4 – 1) · r
a4 = a1 + 3r
Substituindo na fórmula da média aritmética:
(a1 + a2 + a3 + a4 ) ÷ 4 = 310
(a1+ a1 + r + a1 + 2r + a1 + 3r) ÷ 4 = 310
4 a1 + 6r = 310 · 4
4 a1 + 6 · (–24) = 1.240
4 a1 – 144 = 1.240
a1 = 346
Encontrando a4:
a4= 346 + (4 – 1) · r
a4= 346 + 3r
a4= 346 + 3 · (–24)
a4 = 274. Resposta: Letra D.

3. (CEBRASPE-CESPE – 2017) Em cada item a seguir é apresentada uma situação hipotética,


seguida de uma assertiva a ser julgada, a respeito de modelos lineares, modelos periódicos e
geometria dos sólidos.
Manoel, candidato ao cargo de soldado combatente, considerado apto na avaliação médica das
condições de saúde física e mental, foi convocado para o teste de aptidão física, em que uma
RACIOCÍNIO LÓGICO

das provas consiste em uma corrida de 2.000 metros em até 11 minutos. Como Manoel não é
atleta profissional, ele planeja completar o percurso no tempo máximo exato, aumentando de
uma quantidade constante, a cada minuto, a distância percorrida no minuto anterior.
Nesse caso, se Manoel, seguindo seu plano, correr 125 metros no primeiro minuto e aumentar de
11 metros a distância percorrida em cada minuto anterior, ele completará o percurso no tempo
regulamentar.

( ) CERTO ( ) ERRADO

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Veja que no primeiro minuto ele percorre 125 metros, no segundo 125 + 11 = 136 metros, no
terceiro 125 + 2 · 11 = 147 metros, e assim por diante. Estamos diante de uma progressão
aritmética (PA) de termo inicial a1 = 125 e razão r = 11. O décimo primeiro termo (correspon-
dente ao 11º minuto) é:
an= a1 + (n – 1) · r
a11 = 125 + (11 – 1) · 11
a11 = 125 + 110 = 235 metros
A soma das distâncias percorridas nos 11 primeiros minutos é dada pela fórmula da soma
dos termos da PA:
n # (a1 + an)
Sn =
2

11 # (125 + 235)
S11 =
2

11 # 360
S11 = 2

S11 = 180 · 11
S11 = 1.980
A distância total percorrida é menor do que 2.000 metros. Logo, Manoel não completará o
percurso no tempo regulamentar de 11 minutos. Resposta: Errado.

4. (FCC – 2017) Em um experimento, uma planta recebe a cada dia 5 gotas a mais de água do que
havia recebido no dia anterior. Se no 65° dia ela recebeu 374 gotas de água, no 1° dia do experi-
mento ela recebeu

a) 64 gotas.
b) 49 gotas.
c) 59 gotas.
d) 44 gotas.
e) 54 gotas.

Já sabemos que a razão é r = 5 e que o a65 = 374, então, o a1 é dado por:


a65= a1 + (n – 1) · r
374 = a1 + (65 – 1)5
374 = a1 + 64 · 5
374 = a1 + 320
a1 = 54 gotas. Resposta: Letra E.

5. (CEBRASPE-CESPE – 2014) Em determinado colégio, todos os 215 alunos estiveram presentes


no primeiro dia de aula; no segundo dia letivo, 2 alunos faltaram; no terceiro dia, 4 alunos falta-
ram; no quarto dia, 6 alunos faltaram, e assim sucessivamente.
Com base nessas informações, julgue os próximos itens, sabendo que o número de alunos pre-
sentes às aulas não pode ser negativo.
No vigésimo quinto dia de aula, faltaram 50 alunos.
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( ) CERTO ( ) ERRADO

P.A. (215, 213, 211, 209,..., a25)


Termo Geral da P.A.
an= a1 + (n – 1) · r
a25 = 215 + (25 – 1) · (–2)
a25 = 215 + (24 · – 2)
a25 = 215 – 48
a25 = 167 alunos
Logo, 215 – 167 = 48 alunos ausentes. Resposta: Errado.

Progressão Geométrica

Observe a sequência a seguir:

{2, 4, 8, 16, 32...}

Cada termo é igual ao anterior multiplicado por 2. Esse é um exemplo típico de Progressão
Geométrica, ou simplesmente, PG. Em uma PG, cada termo é obtido a partir da multiplicação
do anterior por um mesmo número, o que chamamos de razão da progressão geométrica. A
razão é simbolizada pela letra q.
No exemplo acima, temos q = 2 e o termo inicial é a1 = 1. Da mesma maneira que vimos
para o caso de PA, normalmente, precisamos calcular o termo geral e a soma dos termos.

z Termo Geral da PG

A fórmula a seguir nos permite obter qualquer termo (an) da progressão geométrica, par-
tindo-se do primeiro termo (a1) e da razão (q):

an = a1 · qn-1

No nosso exemplo, o quinto termo, a5 (n = 5), pode ser encontrado assim:

{2, 4, 8, 16, 32...}


a5 = 2 · 25-1
a5 = 2 · 24
a5 = 2 · 16
RACIOCÍNIO LÓGICO

a5 = 32

z Soma do Primeiro ao N-ésimo Termo da PG

A fórmula abaixo permite calcular a soma dos “n” primeiros termos da progressão
geométrica:

n
a1 # (q - 1)
Sn =
q-1
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Usando novamente o nosso exemplo e fazendo a soma dos 4 primeiros termos (n = 4), temos: {2, 4, 8, 16, 32...}.

4
2 # (2 - 1)
S4 =
2-1

2 # (16 - 1)
S4 =
1

2 # 15
S4 =
1

S4 = 30

z Soma dos Infinitos Termos de uma Progressão Geométrica

Suponha que você corra 1000 metros, depois, você corra 500 metros, depois, você corra
250 metros e, depois, 125 metros — sempre metade do que você correu anteriormente. Quan-
to você correrá no total? Observe que o que temos é exatamente uma progressão geométrica
infinita, porém, essa PG é decrescente.
Quando temos uma PG infinita com razão 0 < q < 1, teremos que qn = 0. Entendemos, então,
que quanto maior for o expoente, mais próximo de zero será. Portanto, substituindo, teremos:

a1 # (0 - 1)
S∞ =
q-1

a1
S∞ =
1-q

Dica
Em uma progressão geométrica, o quadrado do termo do meio é igual ao produto dos extremos. {a1, a2, a3} 
(a2)2 = a1 · a3
Veja: {2, 4, 8, 16, 32...}
82 = 4 · 16
64 = 64.

Revise o conteúdo visto com alguns exercícios comentados.

1. (FUMARC – 2018) Se a sequência numérica representada por (6, a2, a3, a4, a5,192) é uma Pro-
gressão Geométrica crescente de razão igual a q, então, é CORRETO afirmar que o valor de q é
igual a:

a) 2.
b) 3.
c) 4.
d) 8.

Vamos substituir os valores que já temos na fórmula geral da PG para acharmos a razão:
an = a1 · qn-1
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a6 = a1 · q6-1
192 = 6 · q5
192 ÷ 6 = q5
32 = q5

q= 5
32

q = 2. Resposta: Letra A.

2. (IBFC – 2016) Se a soma dos elementos de uma P.G. (progressão geométrica) de razão 3 e
segundo termo 12 é igual a 484, então o quarto termo da P.G. é igual a:

a) 324.
b) 36.
c) 108.
d) 216.

Temos que a2 = 12 e q = 3. Para calcularmos o quarto termo, devemos usar a fórmula do ter-
mo geral da PG. Veja:
a4 = a2 · q4-2
a4 = 12 · 32
a4 = 12 · 9
a4 = 108. Resposta: Letra C.

3. (IDECAN – 2014) Observe a progressão geométrica (P.G.) e assinale o valor de y.

P.G. = (y + 30; y; y – 60)

a) +30.
b) +60.
c) –30.
d) –60.
e) –90.

Em uma progressão geométrica, o quadrado do termo do meio é igual ao produto dos extre-
mos. Logo:
y² = (y + 30) · (y – 60)
RACIOCÍNIO LÓGICO

y² = y² – 60y +30y – 1.800


y² – y² +60y – 30y = –1.800
30y = –1.800
y = –1.800 ÷ 30
y = –60. Resposta: Letra D.

4. (FUNDATEC – 2019) A sequência (x-120; x; x+600) forma uma progressão geométrica. O valor de
x é:

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a) 40.
b) 120.
c) 150.
d) 200.
e) 250.

Em uma progressão geométrica, o quadrado do termo do meio é igual ao produto dos extre-
mos. Logo:
x2 = (x – 120) · (x+600)
x2 = x2 + 600x – 120x – 72.000
x2 – x2 = 480x – 72.000
480x = 72.000
x = 72.000 ÷ 480
x = 150. Resposta: Letra C.

5. (IESES – 2019) Em uma progressão geométrica de razão r = 3 a soma dos 5 primeiros termos é
igual a 968.
Então, o primeiro termo dessa progressão é:

a) Maior que 18.


b) Maior que 15 e menor que 18.
c) Maior que 12 e menor que 15.
d) Maior que 9 e menor que 12.
e) Menor que 9.

Vamos usar a fórmula da soma da PG:


n
a1 # (q - 1)
Sn =
q-1

n
a1 # (3 - 1)
968 =
3-1

a1 # (243 - 1)
968 = 2

1.936 = 242a1
a1 = 1.936 ÷ 242
a1 = 8. Resposta: Letra E.

SEQUÊNCIAS COM FIGURAS E DE PALAVRAS

Não há teoria específica para esse assunto, mas vamos responder alguns exercícios para pegar-
mos o jeito das questões que envolvem sequências com figuras e de palavras. É assim o modo que
se aprende esta matéria.
Mãos à obra:

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1. (FURB — 2019) Em um restaurante, usam-se mesas que comportam 4 cadeiras. Se juntarem
duas dessas mesas, consegue-se espaço para 6 cadeiras. Se juntarem três dessas mesas, o
espaço fica restrito a 8 cadeiras. A imagem a seguir ilustra essa situação:

Seguindo esse padrão, pode-se afirmar que a quantidade de mesas que se deve juntar para que
a quantidade de lugares disponíveis (cadeiras) seja igual a 22 é:

a) 6
b) 15
c) 10
d) 12
e) 8

1 mesa — 4 cadeiras
2 mesas — 6 cadeiras
3 mesas — 8 cadeiras
4 mesas — 10 cadeiras
5 mesas — 12 cadeiras
6 mesas — 14 cadeiras
7 mesas — 16 cadeiras
8 mesas — 18 cadeiras
9 mesas — 20 cadeiras
10 mesas — 22 cadeiras
Resposta: Letra C.

2. (CONTEMAX — 2020) Considere o seguinte padrão de números

RACIOCÍNIO LÓGICO

O número que substitui o símbolo “?” é

a) 25
b) 23
c) 32
d) 20
e) 28

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Note o seguinte padrão:
1 + 2 = 3 (primeiro número da segunda coluna)
3 + 5 = 8 (primeiro número da terceira coluna)
8 + 12 = 20 (primeiro número da quarta coluna)
20 + 28 = 48 (primeiro número da quinta coluna)
Resposta: Letra E.

3. (ACCESS — 2020) Observe a sequência infinita a seguir:

LOGICALOGICALOGICALOGICA...

A 2020ª letra dessa sequência é

a) C
b) A
c) L
d) O
e) I

Temos o ciclo “L O G I C A” com 6 elementos. Agora basta dividir a posição 2020 pela quanti-
dade de elementos do ciclo. Veja:
2020 / 6 = 336 + resto 4
Ou seja, temos 336 ciclos completos mais 4 elementos:
Resto 1 = L
Resto 2 = O
Resto 3 = G
Resto 4 = I (Gabarito)
Resposta: Letra E.

4. (INSTITUTO CONSULPLAN — 2019) Observe a sequência de palavras: OSSOS – NEVOEIRO –


DESENHO – JANTARES – FIBRILADOR – MILÍCIA – ABRIDOR –?–. A palavra que substitui corre-
tamente o ponto de interrogação é:

a) GARAPA.
b) MAMÃO.
c) JONATAS.
d) AGROPECUÁRIO.

A sequência apresentada segue um padrão em relação aos meses do ano. A primeira palavra
OSSOS, começa com letra “O”, mês de outubro; a segunda palavra NEVOEIRO, começa com
a letra “N”, mês de novembro....
OSSOS → Outubro
NEVOEIRO→ Novembro
DESENHO→ Dezembro
JANTARES→ Janeiro
80
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FIBRILADOR→ Fevereiro
MILÍCIA→ Março
ABRIDOR→ Abril
? → Maio
O ponto de interrogação está associado ao mês de maio, deve ser substituído por uma pala-
vra que comece com a letra “M”, MAMÃO, das apresentadas nas opções.
Resposta: Letra B.

5. (IBADE — 2019) A palavra MALOTE está para LOMAET, assim como CAMILO está para:

a) MIOLCA
b) MICAOL
c) CAOLMI
d) MILOCA
e) LOCAMI

Em relação à palavra MALOTE, foi invertida a ordem das duas primeiras sílabas (LOMA)
e invertida a ordem das duas últimas letras (ET). Basta seguir o mesmo raciocínio para a
palavra CAMILO, que fica: MICAOL.
Resposta: Letra B.

6.(NOVA CONCURSOS — 2022) Considere a sequência abaixo.

18, 49 , 142, 421, ....

A alternativa que corresponde ao termo que falta na sequência é:

a) 1158.
b) 1258.
c) 1358.
d) 1458.
e) 1558.

Temos o seguinte padrão:


O padrão é multiplicar o termo por 3 e depois subtrai 5 do resultado.
18 · 3 – 5 = 49.
49 · 3 – 5 = 142.
RACIOCÍNIO LÓGICO

142 · 3 – 5 = 421.
421 · 3 – 5 = 1258.
Resposta: Letra B.

7. (NOVA CONCURSOS — 2022) Observe, abaixo, os três triângulos formados por 7 palitos de fós-
foro. Maria quer construir uma faixa horizontal de 180 triângulos, seguindo a mesma regra de
construção da figura.

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O número de palitos que Maria precisará para isso é

a) 342.
b) 355.
c) 360.
d) 361.
e) 371.

A faixa será formada com 180 triângulos e dá para observar que, com exceção do 1º triân-
gulo, todos os outros são formados por 2 palitos. Então, primeiro iremos calcular quantos
palitos serão necessários para formar 179 triângulos.
Regra de 3 simples
2 palitos _______ 1 triângulo
x palitos _______ 179 triângulos
x = 358 palitos.
Agora, é só somar com os 3 palitos do 1º triângulo:
358 + 3 = 361 palitos.
Resposta: Letra D.

8. (NOVA CONCURSOS — 2022) Um profissional de marketing da Prefeitura de Aracaju escreveu o


nome da capital continuamente em um letreiro digital:

ARACAJUARACAJUARACAJUARAC...

A milésima letra desse letreiro é:

a) A;
b) R;
c) C;
d) J;
e) U.

ARACAJU → 7 letras
Sabendo disso, podemos encontrar qual letra representa a milésima posição.
1000 ÷ 7 = 142 e resto 6.
Isso quer dizer que teremos 142 vezes o termo “ARACAJU” aparecendo de forma completa
mais uma parte desse termo indo até a letra da 6ª posição = “ARACAJ”.
Resposta: Letra D.

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9. (NOVA CONCURSOS — 2022) O funcionário de uma pastelaria de São Paulo decidiu pintar uma
sequência escrita no muro externo do estabelecimento, da seguinte forma:

PASTELSPPASTELSPPASTELSPPAST...

Mantendo esse padrão, a 500ª letra dessa sequência será:

a) P.
b) T.
c) S.
d) L.
e) A.

“PASTELSP” → 8 letras
Cada sequência de 8 LETRAS finaliza um ciclo
Basta dividir 500 ÷ 8 = 62 ciclos de “PASTELSP” com RESTO 4
Sendo assim, é só encontrar a 4° letra:
PASTELSP
Resposta: Letra B.

10. (NOVA CONCURSOS — 2022) Conforme a sequência numérica a seguir, assinale o termo
que virá a seguir:

1, 9, 18, 26, 52, 60, 120, 128, 256, 264, ?

a) 272
b) 358
c) 456
d) 528
e) 644

A sequência tem um padrão lógico que é:


Adiciona 8 e depois multiplica por 2, veja
1+8=9
9 · 2 = 18
18 + 8 =26
26 · 2 = 52
E assim sucessivamente até chegar na resposta correta que 264 · 2 = 528.
RACIOCÍNIO LÓGICO

Resposta: Letra D.

HORA DE PRATICAR!
1. (IBFC — 2022) O total de proposições simples distintas que formam a proposição composta “Ou
o motorista foi imprudente ou a sinalização estava com defeito se, e somente se, o agente de
trânsito notificou o ocorrido e o motorista foi imprudente, mas as condições da pista não eram
adequadas”, é igual a: 83
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a) 4
b) 5
c) 6
d) 7
e) 3

2. (IBFC — 2023) Se a correspondência foi enviada e o prazo foi cumprido, então o gerente ficou
satisfeito se, e somente se, a correspondência chegou ao destino ou a tarefa foi realizada. De
acordo com a frase acima, o total de proposições simples é igual a:

a) 3
b) 4
c) 5
d) 2
e) 6

3. (IBFC — 2022) Sejam as proposições lógicas simples:

p: Carlos gosta de pizza de quatro queijos.


q: Maria trabalha como cozinheira no restaurante BONAPIZZA.

A proposição lógica composta p ∨~q corresponde a:

a) Se Carlos gosta de pizza de quatro queijos, então Maria trabalha como cozinheira no restaurante
BONAPIZZA
b) Carlos gosta de pizza de quatro queijos ou Maria não trabalha como cozinheira no restaurante
BONAPIZZA
c) Carlos não gosta de pizza de quatro queijos e Maria trabalha como cozinheira no restaurante
BONAPIZZA
d) Carlos gosta de pizza de quatro queijos se, e somente se, Maria trabalha como cozinheira no
restaurante BONAPIZZA

4. (IBFC — 2022) Se o motorista não tem multa, então está habilitado para o trabalho.

De acordo com a lógica proposicional a frase acima pode ser representada por:

a) p↔q
b) ~p v q
c) ~p → q
d) ~p ^ q

5. (IBFC — 2023) Se os valores lógicos de duas proposições são falsos, então é correto afirmar que:

a) O valor lógico da disjunção entre as duas proposições é verdade


b) O valor lógico da conjunção entre as duas proposições é verdade
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c) O valor lógico do condicional entre as duas proposições é verdade
d) O valor lógico do bicondicional entre as duas proposições é falso

6. (IBFC — 2023) Com relação ao raciocínio lógico proposicional é correto afirmar que:

a) O valor lógico da disjunção entre duas proposições é verdade somente se os valores lógicos das
duas proposições forem verdadeiros
b) O valor lógico da conjunção entre duas proposições é falso somente se os valores lógicos das
duas proposições forem falsos
c) O valor lógico do bicondicional entre duas proposições é verdade somente se os valores lógicos
das duas proposições forem verdadeiros
d) O valor lógico da disjunção exclusiva entre duas proposições é verdade somente se apenas um
dos valores lógicos das proposições for verdadeiro

7. (IBFC — 2023) O total de conectivos da proposição composta “Se o técnico ambiental fez o
relatório, então a empresa foi multada se, e somente se, houve provas contundentes e o órgão
comprovou o resultado ou a empresa aceitou sem recorrer”.

a) 3
b) 4
c) 5
d) 6
e) 7

8. (IBFC — 2022) De acordo com o raciocínio lógico proposicional, a negação da frase “O candidato
chegou atrasado e não conseguiu fazer a prova”, pode ser descrita como:

a) O candidato não chegou atrasado e conseguiu fazer a prova


b) O candidato chegou atrasado ou não conseguiu fazer a prova
c) O candidato não chegou atrasado ou conseguiu fazer a prova
d) O candidato não chegou atrasado ou não conseguiu fazer a prova
e) Se o candidato não chegou atrasado, então conseguiu fazer a prova

9. (IBFC — 2022) A negação da proposição composta “Ana é motorista ou Carlos é juiz”, é dada pela
proposição:

a) Ana não é motorista ou Carlos não é juiz


RACIOCÍNIO LÓGICO

b) Ana não é motorista ou Carlos é juiz


c) Ana é motorista ou Carlos não é juiz
d) Ana não é motorista e Carlos não é juiz

10. (IBFC — 2022) Uma frase que representa a negação da proposição lógica “O candidato foi apro-
vado e a prova não foi difícil” é:

a) O candidato não foi aprovado e a prova foi difícil


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b) O candidato não foi aprovado ou a prova foi difícil
c) O candidato não foi aprovado e a prova não foi difícil
d) O candidato foi aprovado e a prova foi difícil
e) O candidato foi aprovado ou a prova não foi difícil

11. (IBFC — 2022) Uma frase que representa uma negação da proposição lógica “João dançará ou
irá tirar fotos com os amigos” é:

a) João não dançará e não irá tirar fotos com os amigos


b) João dançará ou não irá tirar fotos com os amigos
c) João não dançará ou não irá tirar fotos com os amigos
d) João não dançará e irá tirar fotos com os amigos

12. (IBFC — 2022) Assinale a alternativa que representa uma equivalência da proposição lógica “Se
Ana trabalhou, então foi remunerada pelos seus serviços prestados”.

a) Ana trabalhou ou não foi remunerada pelos seus serviços prestados


b) Ana não trabalhou ou não foi remunerada pelos seus serviços prestados
c) Ana não trabalhou e não foi remunerada pelos seus serviços prestados
d) Ana não trabalhou ou foi remunerada pelos seus serviços prestados

13. (IBFC — 2023) As premissas “Se o sargento manteve a disciplina, então o soldado não foi puni-
do”. “Se o soldado não foi punido, então a aula prosseguiu normalmente” implicam na frase:

a) Se o sargento não manteve a disciplina, então a aula prosseguiu normalmente


b) Se o sargento não manteve a disciplina, então a aula não prosseguiu normalmente
c) Se o sargento manteve a disciplina, então a aula prosseguiu normalmente
d) Se o sargento manteve a disciplina, então a aula não prosseguiu normalmente
e) Se a aula prosseguiu normalmente, então o sargento manteve a disciplina

14. (IBFC — 2022) “Se o inquérito foi aberto, então o acusado foi ouvido” “Se o acusado foi ouvido,
então a sentença não foi proferida”

Sabendo que a sentença foi proferida e as proposições compostas são verdadeiras, então é cor-
reto afirmar que:

a) o inquérito foi aberto e o acusado não foi ouvido


b) o acusado foi ouvido e a sentença foi proferida
c) o inquérito não foi aberto e a sentença foi proferida
d) o acusado não foi ouvido e a sentença não foi proferida
e) o acusado foi ouvido

15. (IBFC — 2022) Se Marcia é dentista, então Paulo não é advogado. Se Paulo não é advogado,
então Carlos é médico. Sabe-se que Carlos não é médico. Nessas condições é correto afirmar
que:
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a) Marcia é dentista
b) Paulo não é advogado e Carlos não é médico
c) Marcia é dentista e Paulo não é advogado
d) Paulo é advogado
e) Marcia não é dentista e Paulo não é advogado

16. (IBFC — 2022) Se todo relatório é um documento e alguns memorandos são documentos, é
incorreto afirmar que:

a) pode haver memorando que é um relatório


b) pode haver memorando que não é um relatório
c) não pode haver documento que é um relatório
d) pode haver documento que não é um relatório

17. (IBFC — 2022) Considere verdadeira a frase “Toda professora gosta de aprender”, então a alter-
nativa que apresenta uma argumentação correta é:

a) Paula não é professora, então não gosta de aprender


b) Joana gosta de aprender, então é professora
c) Carla não gosta de aprender, então não é professora
d) Ana gosta de aprender, então não é professora

18. (IBFC — 2022) Sabendo que todo motorista é concursado e que alguns guardas municipais não
são concursados, então é incorreto afirmar que:

a) pode haver guarda municipal que é motorista


b) não pode haver concursado que não é motorista
c) pode haver motorista que não é guarda municipal
d) pode haver guarda municipal que não é motorista

19. (IBFC — 2022) O tipo de raciocínio lógico cujo objetivo é se determinar a regra a partir de como
a conclusão segue da premissa é chamado de:

a) indução
b) abdução
c) dedução
d) assimilação
RACIOCÍNIO LÓGICO

20. (IBFC — 2022) Dentre as alternativas o único termo que não representa um tipo de raciocínio
lógico é:

a) abdução
b) assimilação
c) dedução
d) indução
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9 GABARITO

1 A

2 C

3 B

4 C

5 C

6 D

7 B

8 C

9 D

10 B

11 A

12 D

13 C

14 C

15 D

16 C

17 C

18 B

19 A

20 B

ANOTAÇÕES

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RACIOCÍNIO LÓGICO

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