BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FISICA PARA
BENEFÍCIOS DA MUSCULAÇÃO PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Caroline Araújo da Silva
1. INTRODUÇÃO
A atividade física apresenta diversos efeitos benéficos ao organismo, sendo recomendada
como uma estratégia de promoção da saúde para a população. Entretanto vários estudos mundiais
incluindo o Brasil apontam para um elevado índice de sedentarismo em todos os grupos etários,
variando de 50% a mais de 80% na população mundial (MENDES et al., 2006).
Tem se tornado bastante comum a divulgação e a discussão sobre os efeitos benéficos para
as crianças e os adolescentes com a prática regular de atividades que se associem a uma vida mais
saudável, assim como os fatores que podem ocorrer com o tempo.
A criança que é fisicamente ativa tem mais chance e se tornar um adulto ativo, destacando o
ponto de vista de saúde pública e medicina preventiva, a promoção da atividade física na infância e na
adolescência significa estabelecer uma base sólida para a redução da prevalência do sedentarismo na
idade adulta, contribuindo desta forma para uma melhor qualidade de vida (LAZZOLI et al., 2007).
O aumento da obesidade e sobrepeso na população brasileira é indicativo de um
comportamento epidêmico, com base em estudos realizados nas últimas três décadas, sendo que está
ocorrendo um aumento gradativo de sobrepeso e obesidade desde a infância até a idade adulta. O
tratamento convencional tem como base à redução na ingestão calórica, aumento do gasto energético,
modificação comportamental e envolvimento familiar no processo de mudança (SBEM, 2005);
(OLIVEIRA e FISBERG, 2003).
Este trabalho objetiva-se com o intuito de realizar pesquisas sobre a falta de atividades
físicas e suas possíveis causas no período escolar. Iremos destacar essa importância, assim como a
necessidade de programas que mostrem um estilo de vida mais saudável para essa população, que se
encontra dentro das escolas e os profissionais de educação física.
1 Nome dos acadêmicos
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (Código da Turma) – Prática do Módulo I - dd/mm/aa
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2. OBJETIVO GERAL
Pesquisar a respeito da falta de atividades físicas em crianças e adolescentes, assim como as
consequências na vida deles, destaca-se a necessidade de atividades que tenham como objetivo
produzir um estilo de vida mais ativo e saudável nessa população, Tendo como principal interventor o
profissional de educação física.
3. OBJETIVOS ESPECÍFCOS
- Conhecer o papel da atividade física em adolescentes e crianças
- Identificar as consequências do sedentarismo
4. JUSTIFICATIVA
A realização deste trabalho foi em vista que muitas crianças e adolescentes estão deixando de
lado a prática da atividade física pela tecnologia, acarretando assim sérios problemas futuros e
péssimos hábitos em sua vida adulta. Pessoas ficam horas e horas em frente à televisão, computador e
vídeo game sujeitando-se à inatividade física. Com a inatividade, ficam comendo guloseimas, lanches
e salgadinhos causando a obesidade por que estão trocando a comida saudável do dia a dia por comida
industrializada. Por esse motivo o interesse de fazer este estudo, é que o sedentarismo vem tomando
conta das crianças e adolescentes levando isso à sua vida adulta.
A tecnologia tem ganhado espaço no mundo das crianças e adolescentes. Decorrente disso,
grande parte da população adulta vem diminuindo o interesse pela atividade física se tornando cada
vez mais sedentários e dispostos a péssimos hábitos e muitas vezes sem se darem conta dos prejuízos
que estão trazendo a si mesmo.
5. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O desenvolvimento da criança é um processo contínuo e dinâmico, exige movimento, muita
afetividade, estímulo à inteligência e à socialização. Todas as pessoas necessitam de atividades físicas
para o seu desenvolvimento, tanto no aspecto biológico quanto para o conhecimento do corpo, para
criar habilidades de controle e coordenação, equilíbrio e harmonia, força e agilidade, em diferentes
atividades.
A atividade física deve ser assegurada e promovida durante toda a vida das pessoas, criando,
assim, um estilo de vida ativo, assegurando saúde, disciplina e lazer. As atividades físicas individuais
ou coletivas, culturais ou de lazer, contribuem para o desenvolvimento das potencialidades do ser
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humano, trazendo melhorias na qualidade de vida. As crianças precisam ser estimuladas para se
movimentarem e motivadas a gostar das atividades físicas, possibilitando que estas se tornem parte
integrante do seu cotidiano.
As escolas têm-se preocupado em promover esta educação efetiva para a saúde e para a
ocupação saudável do tempo livre com exercícios físicos, jogos e competições, mas cabe também aos
pais incentivarem e participarem junto com os filhos destas atividades.
A educação física traz muitos benefícios para a criança, tais como:
Conhecer e dominar o próprio corpo.
Auxiliar no desenvolvimento da inteligência ou cognitivo.
Estimular as relações com as outras pessoas.
Desenvolver competências como comportamentos saudáveis, atitudes e valores.
Incorporar hábitos saudáveis como o desporte e atividades de lazer.
Ajudar no desenvolvimento da autonomia e na formação do carácter.
Elevar a autoestima.
A criança gosta de movimento. Podemos estimulá-la tendo o cuidado de não a forçar a fazer
o que não gosta, mas motivá-la a conhecer atividades diferentes. A criança vai criando novas
competências quando vivencia vários desportos, portanto, ela deve experimentar um pouco de tudo
para descobrir o seu potencial.
O desporto deve ser oportunizado como uma atividade saudável, de forma lúdica, flexível,
sem o caráter puramente competitivo, mas para aprimorar o desempenho do corpo.
Atualmente, a prática de atividade física assume um papel relevante na sociedade dos países
desenvolvidos. Estamos perante uma maior preocupação das pessoas pelos cuidados do corpo. Este
facto acontece não só por motivos estéticos, mas também, naturalmente, por questões relacionadas
com a saúde.
O conceito de saúde tem-se modificado ao longo dos anos em função das necessidades da
sociedade. De início acreditava-se que saúde se restringia à ausência de doença. A Organização
Mundial de Saúde formulou um conceito mais abrangente, no qual a saúde é compreendida como um
bem-estar físico, psicológico e social.
Os enormes avanços tecnológicos favorecem a mudança do estilo de vida, no qual, a
população está cada vez mais sedentária. O que há uns anos atrás beneficiava a aclividade física, hoje
é encarado como desconforto e perda da qualidade de vida. Este aspecto em nada beneficiou o
Homem, bem pelo contrário, revelou-se como fonte de várias doenças.
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A OMS estima que a inatividade física contribui para cerca de 2 milhões de mortes anuais no
mundo. Simultaneamente calcula que 60 por cento da população mundial não pratica atividade física
suficiente (WHO, 2006).
Vários estudos destacam que hábitos de atividade física, incorporados na infância e
adolescência possivelmente possam transferir-se para idades adultas. De acordo com o
Colégio Americano de Medicina Esportiva a aptidão física para a criança e adolescente deve
ser desenvolvida como primeiro objetivo de incentivo a adoção de um estilo de vida
apropriado com a prática de exercícios por toda a vida, com o intuito de desenvolver e manter
condicionamento físico suficiente. (GUEDES et al., 2001 pg. 23).
O sedentarismo constitui, assim, um importante fator de risco para a saúde, representando
significativos custos sociais e económicos. A questão da saúde está geralmente ligada à prática da
atividade física.
Os benefícios inerentes à prática de atividade física são amplamente conhecidos, tanto do
ponto de vista fisiológico, como psicológico, tendo estes um impacto relevante na qualidade de vida
das pessoas. “Ter uma vida ativa e participar de atividades físicas deixou de ser apenas um programa
para jovens bem dotados, tornando-se uma necessidade na procura do bem-estar físico, social e
psicológico”. (Bento, 1999 pg. 132).
ATIVIDADE FÍSICA VS. SEDENTARISMO
A atividade física pode ser definida como qualquer movimento produzido pelos músculos
esqueléticos que resulte em gasto energético. A atividade física contribui consideravelmente para a
economia dos gastos em saúde pública, pois auxilia na prevenção e no tratamento direto para saúde
dos efeitos deletérios decorrentes do sedentarismo. Em algumas regiões do Brasil a prevalência de
sedentarismo em adultos é em torno de 70%. Poucos estudos ainda são encontrados sobre o nível de
atividade física em crianças e adolescentes na literatura brasileira.
O sedentarismo está ligado ao desenvolvimento várias doenças: obesidade, doença
coronariana, hipertensão, diabetes tipo 2, osteoporose, câncer de cólon, depressão.
Uma pesquisa realizada na cidade do Rio de Janeiro observou que apenas 20% dos adolescentes
realizavam atividade física com regularidade.
A prática regular de atividade física em que ocorre o aumento do gasto energético, tem um
impacto positivo na prevenção de doenças cardiovasculares (DCV), redução da pressão arterial e
elevação da lipoproteína de alta densidade (HDL).
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O gasto metabólico gerado pelo sedentarismo, aliado ao excesso de consumo energético,
apresenta relação com DCV e à obesidade.
As preferências alimentares das crianças, assim como as práticas de atividades físicas são
influenciadas diretamente pelos hábitos de vida dos pais, que muitas vezes persistem na idade
adulta, reforçando a hipótese que fatores ambientais são decisivos na manutenção de hábitos
de vida saudáveis (OLIVEIRA et al., 2003 pg. 32).
Alguns estudos como o de Baruki et al. (2006) relatam que assistir televisão por mais de três
horas/dia e jogar videogame por mais de duas horas/dia são fatores de risco para sobrepeso e
obesidade, verificando uma correlação positiva entre o tempo gasto nessa atividade e o índice de
massa corporal (IMC).
Atualmente com o crescimento do mercado tecnológico, tem se tornado bastante frequente a
troca de exercícios colaboram com a perda de energia, pelos jogos e brinquedos tecnológicos. As
crianças tem ocupado cada vez mais o seu tempo ficando na frente do computador em sites, e jogando
play station.
Como se não bastasse passar a maior parte do seu tempo na frente do computador, elas ainda
ficam ingerindo guloseimas, biscoitos e doces. Com o passar dos anos, essas atitudes podem levar as
crianças a chamada obesidade infantil, que tem se tornado cada vez mais comum nos dias atuais por
consequência do sedentarismo.
Por sua vez, a obesidade pode ainda causar problemas psicológicos como frustrações,
infelicidade, além de uma gama enorme de doenças lesivas. A genética também é um fator para a
obesidade, pois evidencia que existe uma tendência familiar muito forte para o distúrbio, na qual
filhos de pais obesos têm 80% a 90% de probabilidade de serem obesos.
A nutrição balanceada é, sem dúvida, o primeiro passo para se evitar o excesso de peso, pois
uma criança superalimentada provavelmente será um adulto obeso. O consumo em excesso de
alimentos nos primeiros anos de vida aumenta o número de células adiposas, processo
irreversível, que é a causa principal de obesidade para toda a vida. É essencial que se tome por
ponto de partida o acompanhamento alimentar rigoroso na infância, desde o
nascimento. (ARRAZ 2018 pg. 132)
É preciso que haja uma reeducação alimentar, pois desde cedo é necessário que haja a prática
de alguma atividade. Os autores citados anteriormente nos compravam que uma criança ou
adolescente que tem sua vida física mais ativa, possui maiores chances de crescerem como um adulto
fisicamente ativo.
É necessário que haja também uma regularidade na prática de exercícios na vida dessas
crianças e adolescentes, o que gera neles um pilar firme para a diminuição da vida adulta sedentária, o
que automaticamente ajuda na melhoria da qualidade de vida.
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Devemos lembrar que a regularidade na prática de exercícios não envolve a prática de
esportes competitivos, ou outros tipos de esportes. Muitas das vezes uma simples caminhada já se
torna capaz de trazer muitos fatores benéficos para a nossa saúde.
A prática de exercícios físicos possui um importantíssimo papel dentro do nosso contexto,
pois atualmente as crianças e os adolescentes tem passado grande parte do dia dentro da escola. Dessa
forma a obrigação de mostrar o exemplo e gerar meios para que nossas crianças e adolescentes
tenham um costume de realizar a prática de esportes e evitar se tornarem sedentários e evitar a
obesidade infantil, deve acarretar diversos benefícios para os adolescentes e para as crianças. Fazendo
com que elas convivam com outras crianças, se sociabilizem e conquistem medalhas aumentando
assim a sua autoestima.
6. RESULTADOS E DISCUSSÕES
De acordo com o que foi pesquisado sobre o tema abordado, concluímos que o sedentarismo
atinge a população em toda sua faixa etária e que realizar exercícios físicos regularmente é uma das
medidas mais importantes para se ter uma vida saudável seja em qual idade a pessoa estiver vivendo.
As pessoas buscam qualquer desculpa para não incluírem uma atividade ou exercício físico
em sua vida. Crianças e adolescentes por causa dos avanços tecnológicos (videogames, Internet,
televisão e etc); adultos que trabalham a maioria do tempo sentados dizem não terem tempo extra,
assim como os idosos que por terem alguma doença acreditam que não conseguem fazer nenhum tipo
de esforço.
O Sedentarismo é classificado como uma doença e atinge cada vez mais pessoas no mundo.
Uma das principais causas são as modernidades que encontramos atualmente, pois o conforto acabou
tomando conta das pessoas e cada vez não damos conta disso e mesmo sem saber a população acaba
ficando acomodada.
Contudo fica claro que permanecer “parado” não traz qualquer tipo de benefício à saúde,
muito pelo contrário, contribui para um processo degenerativo da saúde. Assim percebe-se que é
muito favorável deixar de lado o sedentarismo e buscar por uma vida melhor e muito mais saudável.
Por isso existem inúmeros meios e métodos para combater este mal que vem rondando a civilização e
com o auxílio de profissionais especializados isso tudo ficou mais fácil e seguro de se combater.
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7. REFERÊNCIAS
ARRAZ, Fernando Miranda. A Importância da Atividade Física na Infância. Revista Científica
Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 08, Vol. 01, pp. 92-103, Agosto de 2018.
ISSN:2448-0959
BENTO, Jorge Olímpio; GARCIA, Rui; GRAÇA, Amandio. Contextos da Pedagogia do
desporto. Livros Horizonte, 1999.
CARAZZATO JG. Atividade Física na Criança e no Adolescente. Em Ghorayeb N & Barros T.
O Exercício. Ed. Atheneu. 1999.
CASPERSEN, C. J., POWELLl, K. E., & CHRISTENSON, G. M.. Physical activity, exercise, and
physical fitness: Definitions and distinctions for healthrelated research.1985.
GUEDES, D. P.; GUEDES, J. E. R. P.; BARBOSA, D. S.; OLIVEIRA, J. A. Níveis de prática de
atividade física habitual em adolescentes. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Rio de
Janeiro, v. 7, n. 6, p.187-200, 2001.
LAZZOLI, J.K. et al. Posição oficial da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte: atividade
física e saúde na infância e adolescência. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, Niterói, Vol
04, n. 4, p. 107-109, jul/ago. 1998.
MENDES, B. et al. Associação de fatores de risco para doenças cardiovasculares em
adolescentes e seus pais. Revista Brasileira de Saúde Materna Infantil. V.6, supl. 1, Recife, maio,
2006.
OLIVEIRA, Jr,D. Esporte e atividade física na infância e adolescência: uma abordagem
multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2003.