UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
CIÊNCIAS SOCIAIS
PATRICK EDUARDO REIS SALGADO
EVOLUCIONISMO CULTURAL: UMA RESENHA CRÍTICA A PARTIR DA LEITURA DE EDWARD
BURNETT TYLOR.
Uberlândia, Minas Gerais
Segundo Edward Tylor, em seu texto “A Ciência da Cultura”, ele irá discorrer sobre o que
é, e quais são os métodos para definir o que é: cultura.
Importante ter em mente que, para Tylor, cultura e civilização se traduzem como iguais.
Posto isso, para o antropólogo, cultura é, num sentido amplo etnográfico:
Todo complexo que há:
− Conhecimento;
− Crença;
− Arte;
− Moral;
− Lei;
− Costume.
− quaisquer outros hábitos e capacidades que são adquiridas pelo homem na condição
existente em sociedade.
Posto isso, o antropólogo argumenta que, esse complexo é a condição causal que justifica
que, a situação da cultura, é um tema adequado para o estudo de leis do pensamento e da
ação humana (etnografia). O etnólogo britânico argumenta que em partes, a etnografia deve
ocupar-se de:
− A uniformidade: que de maneira ampla transpassa por toda a civilização (à ação
uniforme de causas uniformes);
− Estágios de desenvolvimento: onde existem diversos graus, nas quais são vistos
como estágios de desenvolvimento ou evolução. Cada um resultando de uma história
prévia, e desempenhando sua própria função em direção a uma história futura.
Esses dois elementos, segundo Tylor, serviram para o etnólogo como método comparativo,
na qual usava as tribos ditas na época como “inferiores” e civilizações nas quais ele chama de
“mais elevadas”.