Ventilação Mecânica
Prof.ª Jean Naves
A ventilação mecânica pode salvar vidas e é usada na
ressuscitação cardiopulmonar, medicina de tratamento intensivo, e
anestesia.
• A ventilação mecânica substitui a aspiração de ar, "empurrando" o ar
pulmões adentro (neste caso, ventilação com pressão positiva).
• É um método de substituição de função vital, sendo útil como um
auxílio ao tratamento de algumas doenças.
• Também apresenta uma série de complicações, sendo a principal
a infecção respiratória.
• Sua invenção possibilitou o nascimento das U.T.I.s possibilitando o
tratamento dos pacientes com quadros graves, em insuficiência
respiratória por qualquer causa como doenças pulmonares :
• DPOC, pneumonias, Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo,
etc. ou extra-pulmonares (choque, parada cardiorrespiratória, etc).
PRINCÍPIOS VENTILAÇÃO MECÂNICA
• A ventilação mecânica basicamente é feita através do uso de pressão
positiva nas vias aéreas, ao contrário do que se utilizava no início do
seu uso clínico que era a pressão negativa.
• Desta forma, pode-se dividir a ventilação a pressão positiva em
quatro fases:
PRINCÍPIOS VENTILAÇÃO MECÂNICA
1. Fase Inspiratória
2. Mudança da fase inspiratória para a fase expiratória
3. Fase expiratória
4. Mudança da fase expiratória para a inspiratória
1. Fase inspiratória:
O ventilador deverá insuflar os pulmões do paciente, vencendo
as propriedades elásticas e resistivas do sistema respiratório.
Ao final desta fase pode-se utilizar um recurso denominado pausa
inspiratória com a qual pode-se prolongar esta fase de acordo com o
necessário para uma melhor troca gasosa.
2. Mudança da fase inspiratória para a fase expiratória:
Esta fase também é chamada de ciclagem do ventilador, pois o
aparelho interrompe a fase inspiratória após a pausa inspiratória e
permite o início da fase expiratória.
3. Fase expiratória:
• De forma passiva, o ventilador permite o esvaziamento dos pulmões.
• Nesta fase, o ventilador pode permitir apenas o esvaziamento parcial
dos pulmões mantendo uma pressão positiva residual no final da fase
expiratória e aumentando a capacidade residual funcional (CRF) do
indivíduo, este recurso é denominado PEEP (positive end-expiratory
pressure ou pressão positiva expiratória final, PPEF).
4. Mudança da fase expiratória para a fase inspiratória
O ventilador interrompe a fase expiratória e permite o início
da fase inspiratória do novo ciclo.
PEEP (Pressão Positiva Expiratória Final)
Responsável para manutenção da distensão alveolar no
final da expiração, evitando o colabamento e atelectasias.
• A peep mínima que se deve existir na via aérea é entre 5 a 8 cm/H2O.
• É consensual a utilização de 5cm/H2O.
• Distúrbios hemodinâmicos podem ocorrer com níveis de PEEP
maiores que 12 cm/H2O ou menos.
• Esse nível impedirá o colabamento alveolar em pacientes entubados
onde o fechamento glótico é eliminado zerando a peep fisiológica.
O esvaziamento dos pulmões geralmente se dá contra uma
pressão positiva expiratória final (PEEP).
BENEFÍCIOS:
Expansão alveolar.,
Melhora da troca gasosa (pela diminuição da membrana alvéolo–
capilar).,
Melhora da oxigenação.,
Melhora da pós-carga do V.D.,
O esvaziamento dos pulmões geralmente se dá contra uma
pressão positiva expiratória final (PEEP).
BENEFÍCIOS:
Diminuição do consumo de oxigênio pelo miocárdio pela diminuição
do fluxo coronariano diminuindo a demanda celular.
O uso exagerado de valores de PEEP pode levar a efeitos
prejudiciais como:
MALEFICIOS :
Diminuição do retorno venoso e débito cardíaco.,
Hipotensão.,
Aumento da pressão intracraniana.,
O uso exagerado de valores de PEEP pode levar a efeitos
prejudiciais como:
MALEFICIOS :
AAumento da pressão intracraniana.,*
Hipertensão pulmonar.,
Aumento da resistência vascular pulmonar com consequente colapso
de capilares.
*AVALIAÇÃO DA PRESSÃO
INTRACRANIANA(PIC)
• PIC < 10 mmHg VALOR NORMAL.
• PIC entre 11 a 20 mmHg LEVEMENTE ELEVADA.
• PIC entre 21 e 40 mmHg MODERADAMENTE ELEVADA.
• PIC > 41 mmHg GRAVEMENTE ELEVADA.
BENEFÍCIOS DA PEEP EM DIFERENTES CONDIÇÕES
ASSOCIADAS OU NÃO AO PÓS-OPERATÓRIO
Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) e Lesão
pulmonar aguda (LPA)
• Melhora da oxigenação.
• Diminuição da lesão pulmonar causada pelo ventilador.
BENEFÍCIOS DA PEEP EM DIFERENTES CONDIÇÕES
ASSOCIADAS OU NÃO AO PÓS-OPERATÓRIO
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
• Diminuição do trabalho ventilatório imposto pela PEEP .
BENEFÍCIOS DA PEEP EM DIFERENTES CONDIÇÕES
ASSOCIADAS OU NÃO AO PÓS-OPERATÓRIO
Asma
• Diminuição da resistência das vias aéreas.
• Diminuição do trabalho ventilatório imposto pela PEEP.
BENEFÍCIOS DA PEEP EM DIFERENTES CONDIÇÕES
ASSOCIADAS OU NÃO AO PÓS-OPERATÓRIO
Edema Agudo De Pulmão Cardiogênico
• Diminuição do retorno venoso.
• Aumento da pressão interalveolar.
• Diminuição da pressão do ventrículo esquerdo, favorecendo seu
desempenho.
MODOS VENTILAÇÃO MECÂNICA
A maneira como a fase inspiratória tem início é determinada
pelo modo de ventilação escolhido.
MODOS BÁSICOS DE VENTILAÇÃO MECÂNICA
1. Controlado
2. Assistido
3. Mandatório intermitente
1. Ventilação controlada ( VC) :
• Não há participação do paciente, o aparelho determina todas as
fases da ventilação.
• Este é o tipo de ventilação mais utilizado na anestesia. O início da
inspiração é determinado de acordo com um critério de tempo, ou
seja de acordo com a frequência respiratória regulada.
• O volume corrente é determinado de acordo com o tipo de ciclagem
escolhido.
2. Ventilação Assistida ( VA ) :
• O aparelho determina o início da inspiração por um critério de
pressão ou fluxo, mas o ciclo só é iniciado com o esforço do
paciente.
3. Ventilação mandatória intermitente : ( VMI )
• Há uma combinação de ventilação controlada e/ou assistida
intercalada com ventilações espontâneas do paciente dentro do
próprio circuito do aparelho.**
3. Ventilação mandatória intermitente : ( VMI )
• Os ciclos volumétricos também podem ser desencadeados por um
mecanismo misto de pressão/tempo em que o aparelho não entra
durante um período em que o paciente esteja expirando, ou seja, ele é
sincronizado com a respiração do paciente e por isso recebe o nome :
ventilação mandatória intermitente sincronizada (SIMV).
3. Ventilação mandatória intermitente : ( VMI )
• A respiração espontânea do paciente feita dentro do circuito do
aparelho pode ser auxiliada por alguns recursos do ventilador
conhecidos como CPAP (pressão positiva contínua nas vias
aéreas) e pressão de suporte.
• O CPAP mantém uma pressão positiva durante todo o ciclo respiratório
espontâneo do paciente.
Intubação Orotraqueal ( IOT )
Após decisão do início e indicação inclusive preventiva da
Ventilação Mecânica Invasiva, a IOT deve ser efetuada com critério e
extremo cuidado.
Intubação Orotraqueal ( IOT )
Procedimento eletivo e seguro na UTI, evitar intubações
emergenciais.
Intubação Orotraqueal ( IOT )
• Equipe Médica, Enfermagem e Fisioterapia presente;
• Preparo do material: Cânulas descartáveis, guia, luvas,
seringa para verificação do Cuff e cadarço;
• Carro de Parada com Desfibrilador ligado;
• Bolsa-Máscara com O2 conectado;
• Sistema de Aspiração ativado;
• Verificação do funcionamento do laringoscópio;
Intubação Orotraqueal ( IOT )
• Ventilador conectado a rede de gases e pré-configurado;
• Indução com fração decimal de midazolam ACM.,
• Introdução da cânula não ultrapassando 15 segundos;
• Verificação com ausculta em bases pulmonares e
epigástrico;
• Insuflação do Cuff e fixação;
• Conexão no VM.
Intubação Orotraqueal ( IOT )
Em pediatria:
• Cânulas sem Cuff.,
• Lâminas curvas ou retas;
• Escolha do número e local de fixação na dependência do peso e
idade.
Intubação Orotraqueal ( IOT )