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Princípios e Benefícios da Ventilação Mecânica

A ventilação mecânica é uma técnica vital utilizada em situações críticas, como ressuscitação cardiopulmonar e tratamento intensivo, que substitui a respiração natural por meio da pressão positiva nas vias aéreas. Ela possui várias fases e modos de operação, como ventilação controlada e assistida, e pode trazer benefícios significativos, como melhora da oxigenação, mas também apresenta riscos, como infecções e complicações hemodinâmicas. A intubação orotraqueal é um procedimento essencial para iniciar a ventilação mecânica invasiva, requerendo cuidados específicos e a presença de uma equipe médica qualificada.

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Thallyta Ahmad
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Princípios e Benefícios da Ventilação Mecânica

A ventilação mecânica é uma técnica vital utilizada em situações críticas, como ressuscitação cardiopulmonar e tratamento intensivo, que substitui a respiração natural por meio da pressão positiva nas vias aéreas. Ela possui várias fases e modos de operação, como ventilação controlada e assistida, e pode trazer benefícios significativos, como melhora da oxigenação, mas também apresenta riscos, como infecções e complicações hemodinâmicas. A intubação orotraqueal é um procedimento essencial para iniciar a ventilação mecânica invasiva, requerendo cuidados específicos e a presença de uma equipe médica qualificada.

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Ventilação Mecânica

Prof.ª Jean Naves

A ventilação mecânica pode salvar vidas e é usada na


ressuscitação cardiopulmonar, medicina de tratamento intensivo, e
anestesia.
• A ventilação mecânica substitui a aspiração de ar, "empurrando" o ar
pulmões adentro (neste caso, ventilação com pressão positiva).

• É um método de substituição de função vital, sendo útil como um


auxílio ao tratamento de algumas doenças.

• Também apresenta uma série de complicações, sendo a principal


a infecção respiratória.

• Sua invenção possibilitou o nascimento das U.T.I.s possibilitando o


tratamento dos pacientes com quadros graves, em insuficiência
respiratória por qualquer causa como doenças pulmonares :

• DPOC, pneumonias, Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo,


etc. ou extra-pulmonares (choque, parada cardiorrespiratória, etc).
PRINCÍPIOS VENTILAÇÃO MECÂNICA

• A ventilação mecânica basicamente é feita através do uso de pressão


positiva nas vias aéreas, ao contrário do que se utilizava no início do
seu uso clínico que era a pressão negativa.

• Desta forma, pode-se dividir a ventilação a pressão positiva em


quatro fases:

PRINCÍPIOS VENTILAÇÃO MECÂNICA

1. Fase Inspiratória

2. Mudança da fase inspiratória para a fase expiratória

3. Fase expiratória

4. Mudança da fase expiratória para a inspiratória


1. Fase inspiratória:

O ventilador deverá insuflar os pulmões do paciente, vencendo


as propriedades elásticas e resistivas do sistema respiratório.

Ao final desta fase pode-se utilizar um recurso denominado pausa


inspiratória com a qual pode-se prolongar esta fase de acordo com o
necessário para uma melhor troca gasosa.

2. Mudança da fase inspiratória para a fase expiratória:

Esta fase também é chamada de ciclagem do ventilador, pois o


aparelho interrompe a fase inspiratória após a pausa inspiratória e
permite o início da fase expiratória.
3. Fase expiratória:

• De forma passiva, o ventilador permite o esvaziamento dos pulmões.

• Nesta fase, o ventilador pode permitir apenas o esvaziamento parcial


dos pulmões mantendo uma pressão positiva residual no final da fase
expiratória e aumentando a capacidade residual funcional (CRF) do
indivíduo, este recurso é denominado PEEP (positive end-expiratory
pressure ou pressão positiva expiratória final, PPEF).

4. Mudança da fase expiratória para a fase inspiratória

O ventilador interrompe a fase expiratória e permite o início


da fase inspiratória do novo ciclo.
PEEP (Pressão Positiva Expiratória Final)

Responsável para manutenção da distensão alveolar no


final da expiração, evitando o colabamento e atelectasias.

• A peep mínima que se deve existir na via aérea é entre 5 a 8 cm/H2O.

• É consensual a utilização de 5cm/H2O.

• Distúrbios hemodinâmicos podem ocorrer com níveis de PEEP


maiores que 12 cm/H2O ou menos.

• Esse nível impedirá o colabamento alveolar em pacientes entubados


onde o fechamento glótico é eliminado zerando a peep fisiológica.
O esvaziamento dos pulmões geralmente se dá contra uma
pressão positiva expiratória final (PEEP).

BENEFÍCIOS:
 Expansão alveolar.,
 Melhora da troca gasosa (pela diminuição da membrana alvéolo–
capilar).,
 Melhora da oxigenação.,
 Melhora da pós-carga do V.D.,

O esvaziamento dos pulmões geralmente se dá contra uma


pressão positiva expiratória final (PEEP).

BENEFÍCIOS:

 Diminuição do consumo de oxigênio pelo miocárdio pela diminuição


do fluxo coronariano diminuindo a demanda celular.
O uso exagerado de valores de PEEP pode levar a efeitos
prejudiciais como:

MALEFICIOS :
 Diminuição do retorno venoso e débito cardíaco.,

 Hipotensão.,

 Aumento da pressão intracraniana.,

O uso exagerado de valores de PEEP pode levar a efeitos


prejudiciais como:

MALEFICIOS :
AAumento da pressão intracraniana.,*

Hipertensão pulmonar.,

 Aumento da resistência vascular pulmonar com consequente colapso


de capilares.
*AVALIAÇÃO DA PRESSÃO
INTRACRANIANA(PIC)

• PIC < 10 mmHg VALOR NORMAL.

• PIC entre 11 a 20 mmHg LEVEMENTE ELEVADA.

• PIC entre 21 e 40 mmHg MODERADAMENTE ELEVADA.

• PIC > 41 mmHg GRAVEMENTE ELEVADA.

BENEFÍCIOS DA PEEP EM DIFERENTES CONDIÇÕES


ASSOCIADAS OU NÃO AO PÓS-OPERATÓRIO

 Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) e Lesão


pulmonar aguda (LPA)

• Melhora da oxigenação.
• Diminuição da lesão pulmonar causada pelo ventilador.
BENEFÍCIOS DA PEEP EM DIFERENTES CONDIÇÕES
ASSOCIADAS OU NÃO AO PÓS-OPERATÓRIO
 Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

• Diminuição do trabalho ventilatório imposto pela PEEP .

BENEFÍCIOS DA PEEP EM DIFERENTES CONDIÇÕES


ASSOCIADAS OU NÃO AO PÓS-OPERATÓRIO
 Asma

• Diminuição da resistência das vias aéreas.

• Diminuição do trabalho ventilatório imposto pela PEEP.


BENEFÍCIOS DA PEEP EM DIFERENTES CONDIÇÕES
ASSOCIADAS OU NÃO AO PÓS-OPERATÓRIO
 Edema Agudo De Pulmão Cardiogênico

• Diminuição do retorno venoso.

• Aumento da pressão interalveolar.

• Diminuição da pressão do ventrículo esquerdo, favorecendo seu


desempenho.

MODOS VENTILAÇÃO MECÂNICA

A maneira como a fase inspiratória tem início é determinada


pelo modo de ventilação escolhido.
MODOS BÁSICOS DE VENTILAÇÃO MECÂNICA

1. Controlado

2. Assistido

3. Mandatório intermitente

1. Ventilação controlada ( VC) :

• Não há participação do paciente, o aparelho determina todas as


fases da ventilação.

• Este é o tipo de ventilação mais utilizado na anestesia. O início da


inspiração é determinado de acordo com um critério de tempo, ou
seja de acordo com a frequência respiratória regulada.

• O volume corrente é determinado de acordo com o tipo de ciclagem


escolhido.
2. Ventilação Assistida ( VA ) :

• O aparelho determina o início da inspiração por um critério de


pressão ou fluxo, mas o ciclo só é iniciado com o esforço do
paciente.

3. Ventilação mandatória intermitente : ( VMI )

• Há uma combinação de ventilação controlada e/ou assistida


intercalada com ventilações espontâneas do paciente dentro do
próprio circuito do aparelho.**
3. Ventilação mandatória intermitente : ( VMI )

• Os ciclos volumétricos também podem ser desencadeados por um


mecanismo misto de pressão/tempo em que o aparelho não entra
durante um período em que o paciente esteja expirando, ou seja, ele é
sincronizado com a respiração do paciente e por isso recebe o nome :
ventilação mandatória intermitente sincronizada (SIMV).

3. Ventilação mandatória intermitente : ( VMI )

• A respiração espontânea do paciente feita dentro do circuito do


aparelho pode ser auxiliada por alguns recursos do ventilador
conhecidos como CPAP (pressão positiva contínua nas vias
aéreas) e pressão de suporte.

• O CPAP mantém uma pressão positiva durante todo o ciclo respiratório


espontâneo do paciente.
Intubação Orotraqueal ( IOT )
Após decisão do início e indicação inclusive preventiva da
Ventilação Mecânica Invasiva, a IOT deve ser efetuada com critério e
extremo cuidado.
Intubação Orotraqueal ( IOT )

Procedimento eletivo e seguro na UTI, evitar intubações


emergenciais.

Intubação Orotraqueal ( IOT )

• Equipe Médica, Enfermagem e Fisioterapia presente;


• Preparo do material: Cânulas descartáveis, guia, luvas,
seringa para verificação do Cuff e cadarço;
• Carro de Parada com Desfibrilador ligado;
• Bolsa-Máscara com O2 conectado;
• Sistema de Aspiração ativado;
• Verificação do funcionamento do laringoscópio;
Intubação Orotraqueal ( IOT )
• Ventilador conectado a rede de gases e pré-configurado;
• Indução com fração decimal de midazolam ACM.,
• Introdução da cânula não ultrapassando 15 segundos;
• Verificação com ausculta em bases pulmonares e
epigástrico;
• Insuflação do Cuff e fixação;
• Conexão no VM.

Intubação Orotraqueal ( IOT )

Em pediatria:

• Cânulas sem Cuff.,


• Lâminas curvas ou retas;
• Escolha do número e local de fixação na dependência do peso e
idade.
Intubação Orotraqueal ( IOT )

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