0% acharam este documento útil (0 voto)
21 visualizações26 páginas

Entenda a Tecnologia Blockchain

O documento discute a tecnologia blockchain, sua evolução histórica e suas aplicações na movimentação de ativos digitais, destacando sua capacidade de reduzir a burocracia nas transações. A blockchain é apresentada como uma estrutura de dados imutável e segura, que permite a descentralização e a integridade das informações. Além disso, são mencionados tipos de blockchain, como pública e privada, e os algoritmos de consenso utilizados para garantir a segurança da rede.

Enviado por

José Tartanhar
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
21 visualizações26 páginas

Entenda a Tecnologia Blockchain

O documento discute a tecnologia blockchain, sua evolução histórica e suas aplicações na movimentação de ativos digitais, destacando sua capacidade de reduzir a burocracia nas transações. A blockchain é apresentada como uma estrutura de dados imutável e segura, que permite a descentralização e a integridade das informações. Além disso, são mencionados tipos de blockchain, como pública e privada, e os algoritmos de consenso utilizados para garantir a segurança da rede.

Enviado por

José Tartanhar
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Blockchain

Apresentação
A movimentação e comercialização dos ativos digitais estão cada vez mais em alta no mundo
globalizado. A partir da era da internet, pode-se realizar compras on-line em todo o mundo e
movimentar muitos recursos virtualmente. Nas últimas décadas, houve um aumento acentuado na
compra e venda de ativos digitais, o que levou à criação de órgãos fiscalizadores para supervisionar
tais movimentações, acarretando burocracia às transações.

Buscando diminuir a burocracia aplicada às transações de ativos, foi proposta a tecnologia


blockchain (do inglês, block = bloco e chain = corrente) que significa, literalmente, "corrente de
blocos". Embora já seja uma estratégia antiga para manter a integridade dos dados, ficou
popularizada a partir da sua utilização no bitcoin, proposto por Satoshi Nakamoto. Em sua essência,
a blockchain é uma corrente de bloco compartilhada entre os peers da rede, ligada entre os hash de
cada bloco.

Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai conhecer os tipos de blockchain, ver explicações sobre o
que ela significa, delinear sobre a sua evolução histórica e seus aspectos, assim como o seu
contexto de aplicação. Por fim, vai compreender as técnicas computacionais utilizadas por essa
tecnologia.

Bons estudos.

Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:

• Conceituar blockchain.
• Apresentar o histórico de blockchain.
• Introduzir as técnicas utilizadas pela blockchain.
Desafio
"Blockchain" é um termo que foi utilizado de maneira indireta e inicial na década de 1990,
popularizando-se a partir da proposta de Satoshi Nakamoto em 2008, por meio do bitcoin. Ao se
popularizar, essa tecnologia disruptiva foi aplicada, inicialmente, à venda e compra de bitcoin, mas já
sendo possível trabalhar com diversos tipos de ativos digitais, tais como: contratos, patentes,
certidões, diplomas, escrituras e outros documentos. Nesses últimos dias, está sendo utilizada para
trabalhar com aplicações puramente descentralizadas e distribuídas.

Você é um especialista em tecnologias disruptivas para uma startup.

De acordo com as características listadas, torna-se necessário usar recursos que a tecnologia
blockchain viabiliza para dar celeridade à criação de documentos digitais. Determine qual é a
estratégia ou tecnologia que deve ser empregada nessa situação e especifique o tipo de blockchain,
elencando motivos para o seu uso.
Infográfico
A inserção de novos blocos em blockchains públicas não é uma tarefa trivial, tendo, então, alguns
tipos de consenso para inserir o próximo bloco — entre eles há aquele baseado em prova.

O consenso baseado em prova se dá por meio de seus algoritmos, ora usando alto processamento
computacional, ora armazenamento do HD, ora nós confiáveis, ora nível de participação de seus
usuários, porém todos objetivam chegar ao consenso para aumentar a blockchain de forma segura.

Neste Infográfico, confira os principais algoritmos de consenso baseados em prova e suas


características marcantes. É importante destacar que também existem outros tipos de algoritmos
de consenso baseados em prova, porém serão apresentados somente o Proof-of-work (PoW), o
Proof-of-authority (PoA), o Proof- of-stake (PoS) e o Proof-of-capacity (PoC).
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para
acessar.
Conteúdo do livro
A internet é uma ferramenta extremamente presente no cotidiano do mundo globalizado,
permitindo inúmeras atividades, entre elas o comércio eletrônico. A partir desse comércio, é
possível realizar compras e vendas de forma on-line usando os ativos digitais em todo o planeta.
Buscando o aperfeiçoamento do uso de ativos digitais, a blockchain surge como uma excelente
alternativa para tornar as transações mais rápidas e eficientes.

A blockchain é uma tecnologia segura, rápida, eficiente, sem burocracia e que consegue manter a
integridade dos dados durante toda a sua existência na rede, sendo uma alternativa disruptiva e
que se propõe a trabalhar com blocos interconectados por meio de hash, criando uma espécie de
corrente de blocos, viabilizando a imutabilidade dos dados.

No capítulo Blockchain, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, estude a blockchain, seus
principais conceitos, suas características e seu contexto de aplicação. Além disso, conheça a
evolução dessas tecnologias listadas na literatura, suas características e as principais técnicas
utilizadas por elas.

Boa leitura.
CRIPTOMOEDAS
E BLOCKCHAIN
Blockchain
Leonardo Brendo Gomes Nascimento

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

> Conceituar blockchain.


> Apresentar o histórico de blockchain.
> Introduzir as técnicas utilizadas pela blockchain.

Introdução
Com o advento da internet e seu avanço exponencial no mundo globalizado,
as compras on-line dispararam e se tornaram cada vez mais comum atualmente,
sendo isso produto do grande pragmatismo e da viabilização do comércio de
forma eletrônica. Não obstante dessa realidade, um nicho na internet se tornou
muito promissor e disruptivo: os ativos digitais.
As transações envolvendo venda e compras de ativos digitais cresceram de
forma vertiginosa, o que atraiu grande atenção de órgãos fiscalizadores (esta-
tais e privados), acarretando uma supervisão. Isso, entretanto, gera burocracia,
uma vez que esses órgãos reguladores precisam validar e permitir as atividades
financeiras na internet. Para evitar a necessidade desses órgãos fiscalizadores
entre as pontas que estão comercializando algum ativo, foi proposta a blockchain.
A blockchain surgiu como uma tecnologia disruptiva, configurando-se como
uma alternativa otimizada para realizar transações de forma não burocrática,
pragmática e sem a necessidade de um terceiro para regular e validar as atividades
dos ativos digitais na internet. Essa tecnologia tem uma característica distribuída,
em que cada usuário da blockchain tem responsabilidade por manter a rede (rede
peer-to-peer) e assegurar que os dados não serão alterados maliciosamente,
mantendo a rede dessa tecnologia extremamente segura e não centralizada.
2 Blockchain

Neste capítulo, você vai conhecer o conceito, as características e o contexto


de aplicação da blockchain. Além disso, você vai estudar o histórico e a evolução
da blockchain, distinguindo as gerações dessa tecnologia. Por fim, você vai
identificar técnicas computacionais aplicadas à blockchain, compreendendo
a necessidade de cada técnica e como elas se comportam para viabilizar a
existência e a manutenção dessa tecnologia.

Conceituando blockchain
A tecnologia blockchain pode ser traduzida como um “livro-razão” imutável e
compartilhado entre os peers (pares) de sua rede, no qual se busca otimizar
o processo de registro de transações, sendo possível fazer o rastreamento
dos ativos em uma rede peer-to-peer (P2P). Entende-se como um ativo digital
a representação da valoração de uma casa, um carro, dinheiro, terras (ativo
tangível) ou a valoração de patentes, direitos autorais, propriedade intelectual
e criação de marcas (ativo intangível).
O ativo digital passou a representar recursos palpáveis e não palpáveis,
tornando possível a sua comercialização pela internet. Observe que qual-
quer item que esteja à venda pode ser rastreado e negociado por meio da
blockchain, o que agiliza o processo de compra/venda e remove as barreiras
impostas pela burocracia (DRESCHER, 2018).
Na visão de Revoredo (2019), há quatro maneiras de conceituar blockchain,
a saber: (1) uma estrutura de dados, (2) um algoritmo, (3) um conjunto de
tecnologias interconectadas e (4) um termo que se estende a sistemas P2P
totalmente distribuídos em uma área de aplicação em comum.
Em uma definição mais técnica, conceitua-se blockchain como uma se-
quência ou lista de blocos que contêm informações e se conectam entre si
por meio de um hash anterior e um hash atual (salvo, o bloco 1 ou gênesis),
onde esse encadeamento de blocos é compartilhado e mantido pelos node
(usuário) da rede P2P (HOLLINS, 2018).
Neste momento, o leitor pode-se perguntar como um novo bloco é in-
serido ou como se atualiza a blockchain? Para responder a essa pergunta,
é indispensável saber que há tipos de blockchain, destacando-se os tipos
privados e públicos.
A blockchain privada é conhecida como permissionada, como, por exem-
plo, a Hyperledger Fabric. Nesse tipo de blockchain, há um controle maior
Blockchain 3

das informações dos nodes, agindo de uma forma determinística e sabendo


previamente qual bloco vai ser inserido e por quem. A blockchain privada
normalmente é utilizada por empresas que precisam ter uma supervisão
detalhada dos dados e um acompanhamento das informações.
Na blockchain pública, a inserção do bloco acontece de uma maneira mais
complexa, não determinística e por meio de algoritmos de consenso. Nessa
categoria de blockchain, faz-se necessário resolver um desafio matemático
complexo e, a partir da resolução do desafio, acha-se um hash ou uma cadeia
de caracteres que corresponderá à resposta esperada pela rede da blockchain.
Caso a resposta encontrada seja compatível com o hash esperado, os nodes
dessa rede irão validar e chagar a um consenso, então, o node responsável
por achar esse hash apropriado incrementará e atualizará a blockchain e
receberá uma recompensa.
Burlar o sistema de segurança da blockchain pública para inserir infor-
mações maliciosas é possível, porém matematicamente pouco provável de
lograr êxito, considerando que essa tentativa fosse realizada por apenas um
usuário da rede. As Figuras 1, 2, 3, 4 e 5 apresentam respectivamente os blocos
1, 2, 3, 4 e 5 da blockchain simples por meio do usuário Peer A.

Figura 1. Bloco gênesis da blockchain usada pelo peer A.


Fonte: Adaptada de Brownworth (2021).
4 Blockchain

Figura 2. Bloco 2 da blockchain usada pelo peer A.


Fonte: Adaptada de Brownworth (2021).

Figura 3. Bloco 3 da blockchain usada pelo peer A.


Fonte: Adaptada de Brownworth (2021).
Blockchain 5

Figura 4. Bloco 4 da blockchain usada pelo peer A.


Fonte: Adaptada de Brownworth (2021).

Figura 5. Bloco 5 da blockchain usada pelo peer A.


Fonte: Adaptada de Brownworth (2021).
6 Blockchain

Conforme visto nas Figuras 1, 2, 3, 4 e 5, tem-se uma representação da


tecnologia blockchain com cinco blocos. Com exceção do bloco gênesis, que
não possui um hash prévio e transações, os demais blocos têm as seguintes
características: número do bloco, nonce, coinbase, transações, hash prévio
e hash atual.
Para que um bloco seja considerado minerado e possa ser adicionado à
corrente de blocos, faz-se necessário que um usuário encontre um hash que
esteja abaixo do nível de dificuldade da rede da blockchain, isso se dará por
meio de exaustivas e aleatórias tentativas de mudanças do número nonce.
A dificuldade imposta pela rede é determinada por alguns fatores, entre
eles, o número de zeros seguidos no início do hash atual do bloco vigente, em
que, quanto maior for a quantidade de zeros no início desse hash, maior é a
dificuldade imposta pela rede. Achando um hash compatível com a rede da
blockchain, o usuário que fez tal ação vai incorporar esse bloco à blockchain
e vai receber uma recompensa (coinbase) pela contribuição de fazer a rede
crescer de forma segura e por manter a integridade dos dados. Dessa forma,
a blockchain se caracteriza pelas seguintes qualidades (GREVE et al., 2018):

„ descentralização das informações;


„ disponibilidade e integridade das informações;
„ transparência e auditabilidade das informações;
„ imutabilidade e irrefutabilidade das informações;
„ privacidade e anonimidade das informações;
„ desintermediação das transações;
„ cooperação e incentivos aos usuários da rede.

Na seção a seguir, serão apresentados o histórico e a evolução da


blockchain e como essa tecnologia se tornou de extrema importância para
a área da segurança da informação e da criptografia.

Histórico da blockchain
O termo “blockchain” é frequentemente associado à criptomoeda bitcoin
(NAKAMOTO, 2019), e, por vezes, esses termos são usados como sinônimos.
Entretanto, as duas palavras têm significados distintos, sendo a blockchain
uma tecnologia mais antiga e com pouca expressão até o surgimento do
bitcoin. Quando a personagem Satoshi Nakamoto (2019) publicou o whitepaper
do bitcoin, intitulado como Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System,
a blockchain saiu do anonimato e se tornou extremamente utilizada e, com
Blockchain 7

o passar do tempo, evoluiu e passou a abranger novos nichos. A seguir será


detalhada a evolução da blockchain:

„ Blockchain 0: proposta por Dave Bayer, Stuart Haber e Scott Stornetta,


em março de 1992 (BAYER; HABER; STORNETTA, 1993), o primeiro trabalho
(Improving the Efficiency and Reliability of Digital Time-Stamping) rela-
cionado à blockchain teve a finalidade de abordar corrente de blocos
criptograficamente segura, com isso foi implementado um sistema em
que as informações referentes à data e à hora dos documentos não
poderiam ser alteradas ou violadas, a fim de manter a integralidade
das informações.
„ Blockchain 1.0: tecnologia implementada e proposta por Satoshi
Nakamoto (NAKAMOTO, 2019) para viabilizar a existência da criptmoeda
bitcoin, foi o trunfo dessa moeda. A atuação dessa blockchain foi focada
na moeda utilizada para a internet, favorecendo um mecanismo de
pagamento on-line, que é a primeira aplicação desse tipo de corrente
de blocos (GREVE et al., 2018). A característica marcante e disruptiva das
moedas baseadas em blockchain é a sua operação de forma descentra-
lizada, distribuída e acessível para todo o mundo digital, viabilizando,
assim, a realização de transações sem a necessidade de um terceiro
de confiança entre os peers envolvidos na transação, o que dirimiu a
burocracia entre transações financeiras.
„ Blockchain 2.0: notada a promissora aplicação e utilização do
bitcoin por meio de sua blockchain para atuar no mundo financeiro, foi
ampliada e explorada a utilização da corrente de blocos para outros
setores da sociedade, podendo fazer transações de outros recursos
além de criptomoedas (GREVE et al., 2018). Dessa forma, essa geração
de blockchain utilizou o conceito de transação descentralizada rela-
cionada à tecnologia para fazer o registro, confirmação e transferência
de todos os tipos de contratos e patrimônios. Alguns exemplos de
aplicações dessa blockchain são aplicação de multas, pensões, cartas
de confiança, certidão de casamento e certidão de óbito, carteira de
identidade, empréstimos, patente e direito autoral.
„ Blockchain 3.0: inicialmente, a blockchain foi utilizada para estabele-
cer correntes de blocos seguras que viabilizassem a transferência de
criptomoedas (ativos financeiros), em seguida, progrediu para a utiliza-
ção de ativos diversos. Nesta geração, a blockchain é focada em apli-
cações extremamente distribuídas e descentralizadas, possibilitando
a verificabilidade mesmo não tendo uma entidade ou órgão confiável
8 Blockchain

para validar as operações realizadas entre os peers da rede (GREVE


et al., 2018). Dois exemplos de aplicações que usam a blockchain 3.0
são a Namecoin: Domain Name Systen e a BitID.

Você sabia que existe o modelo de blockchain consórcio? Neste tipo


de blockchain há mais de uma instituição investindo, pesquisando e
explorando novos recursos, sendo controlada e alterada conforme os interesses
das instituições parceiras. Essa blockchain é considerada parcialmente des-
centralizada, pois não é controlada somente por uma parte ou não é escolhida
apenas por meio do consenso, mas sim por um conjunto preestabelecido de
entidades ou instituições.

Conforme pode ser visto, as gerações de blockchain têm tido um avanço


significativo nas correntes de blocos, buscando acompanhar o mercado de
trabalho e suas facetas e proporcionar soluções disruptivas e sem burocracia.
Na seção a seguir, serão apresentadas técnicas utilizadas pela blockchain em
seu funcionamento no cotidiano.

Técnicas utilizadas na blockchain


Nesta seção, serão abordados e elucidados conceitos e técnicas usados para
viabilizar o funcionamento adequado da blockchain. É importante salientar
que essa tecnologia é um conjunto de técnicas conhecidas que corroboram
entre si para chegar a um objetivo comum. A seguir serão pormenorizadas
cada item para esclarecer a envergadura da blockchain.

Redes P2P
Redes P2P é um tipo de rede em que a aplicação cliente pode desempenhar
o papel de servidor, não sendo necessários computadores específicos para
aplicação cliente ou aplicação servidor. Isto é, um usuário ou nó (peer) pode
se comunicar direto com outro usuário (peer) da rede. A blockchain utiliza
bem esse conceito, pois viabiliza que um nó da rede possa enviar informações
diretamente a outro nó da rede, o que acelera a velocidade das transações
realizadas na blockchain.
Blockchain 9

Banco de dados descentralizado


Os usuários ou nós da rede da blockchain estão espalhados em todo o mundo,
não tendo um lugar físico específico ou único para armazenar as informações
das transações. Desse modo, cada usuário fica responsável por alocar um
espaço em sua máquina para salvar os dados, o que descentraliza as infor-
mações das transações, pois, caso um usuário saia da blockchain ou deixe
de fazer parte da rede, isso não irá comprometer a segurança e a integridade
das informações que estão no livro-razão.

Transações
Na blockchain, cada proprietário ou nó faz a transferência de ativos digitais
para o seguinte por meio de uma assinatura digital de hash (função hash
criptográfica) da operação anterior e da chave pública do dono da próxima e
coloca-os ao fim do ativo digital. Um nó da rede pode verificar as assinaturas
para fazer a verificação da cadeia de propriedade e validar se o nó que enviou
é de fato o ex-proprietário do ativo digital transferido.

Servidor timestamp
Na blockchain, utiliza-se um servidor do tipo timestamp para gerar um hash
de um bloco de itens e se faz a publicação explicitamente do hash, situação
análoga ao que é feito em um jornal ou em uma postagem. O timestamp
assegura que os dados existem, ou existiram em determinado período, com
finalidade de entrar no hash. Dessa forma, todos timestamps incluem o anterior
em seu hash, criando uma espécie de cadeia com cada timestamp adicional,
fortalecendo a veracidade dos que vieram antes dele.

Algoritmos de consenso
Para inserir um novo bloco à blockchain, faz-se necessário escolher democra-
ticamente qual nó vai realizar tal ação, para isso, escolhe-se o nó que resolveu
o problema imposto pelo algoritmo de consenso. Dessa forma, para construir
um servidor timestamp distribuído em uma base P2P, é necessário utilizar
um algoritmo de consenso que procure por um valor que, quando calculado
o hash, comece com um número de bits zero. Na moeda bitcoin tradicional,
o algoritmo de consenso utilizado é o Proof-of-work (prova de trabalho).
10 Blockchain

Cooperação e incentivos monetários


A estrutura da blockchain é mantida e atualizada por seus nós. Quando o nó
consegue inserir um novo bloco à rede, este está diretamente cooperando
e, por isso, receberá um incentivo financeiro. Isso porque auxilia a manter a
integridade dos dados e possibilita que a rede fique mais segura, ao inserir
dados e informações verdadeiras. Na blockchain existem transações entre os
nós, porém há um tipo de transação especificamente alocado para realizar o
pagamento do mineiro responsável por atualizar a blockchain.

Recuperação do espaço em disco


A blockchain é uma tecnologia que sempre está otimizando o espaço que a ela
foi alocada no disco rígido, caso uma transação mais recente de uma moeda
esteja enterrada sob blocos suficientes, as transações utilizadas podem ser
removidas para economizar espaço em disco. Buscando facilitar a otimização
do espaço em disco sem quebrar o hash do bloco, o hash das transações é
estruturado em uma árvore Merkle, e somente a raiz é inserida no hash do
bloco. Dessa forma, blocos velhos podem ser compactados deletando galhos
da árvore.

Recuperação do espaço em disco


Por meio da blockchain, é possível realizar a verificação dos pagamentos sem
finalizar a execução de um nó completo da rede. Basta que um nó mantenha
uma réplica dos cabeçalhos do bloco da corrente com a resposta mais longa
do algoritmo de consenso, para que ele possa recuperar acessando os nós
da rede, até que o nó em questão tenha certeza de ter a corrente mais longa
e obter uma ramificação Merkle relacionando a transação ao bloco em que
ela está registrada. Não é possível fazer a verificação da transação por si só,
somente ligando-a a um ponto da corrente de blocos. Assim, pode-se concluir
que um nó da rede a aceitou, e blocos adicionados posteriormente a esse
confirmam que a rede a aceitou.
Neste capítulo, foram apresentados conceitos, significado, exemplos,
características e o contexto de aplicação da tecnologia blockchain. Em seguida,
foram listadas e explicadas as gerações da blockchain e suas características
utilizadas na literatura, destacando as diferenças marcantes entre elas. Por
fim, foram mostradas técnicas e conceitos técnicos indispensáveis para o
funcionamento apropriado da blockchain no cotidiano.
Blockchain 11

Referências
BAYER, D.; HABER, S.; STORNETTA, W. S. Improving the efficiency and reliability ofdigital
time-stamping. CAPOCELLI, R.; SANTIS, A. de; VACCARO, U. Sequences II. [S. l.]: Springer,
1993.
BROWNWORTH, A. Transações Coinbase [S. l.: s. n.], 2021. Disponível em: [Link]
[Link]/blockchain/coinbase. Acesso em: 26 ago. 2021.
DRESCHER, D. Blockchain básico: Uma introdução não técnica em 25 passos. São Paulo:
Novatech, 2018.
GREVE, F. G. et al. Blockchain e a Revolução do Consenso sob Demanda. In: SIMPÓSIO
BRASILEIRO DE REDES DE COMPUTADORES E SISTEMAS DISTRIBUÍDOS, 36., 2018. Minicurso.
Campos do Jordão, 2019. Disponível em: [Link]
article/view/1770. Acesso em: 26 ago. 2021.
HOLLINS, S. Bitcoin para iniciantes: o guia definitivo para aprender a usar bitcoin e
criptomoedas. [S. l.: s. n.], 2018. Kindle.
NAKAMOTO, S. Bitcoin: a peer-to-peer electronic cash system. [S. l.: s. n.], 2019. Disponível
em: [Link]
c1ac2946d07/. Acesso em: 26 ago. 2021.
REVOREDO, T. Blockchain: tudo o que você precisa saber. [S. l.]: Independently Publi-
shed, 2019.

Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos


testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da
publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas
páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os edito-
res declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou
integralidade das informações referidas em tais links.
Dica do professor
A definição da tecnologia blockchain inclui outros termos que precisam ser explicados para que o
entendimento dela seja viabilizado. Por exemplo, inicialmente, é necessário compreender o que é
um bloco e como ele funciona, para, então, concretizar a ideia de blockchain.

Nesta Dica do Professor, confira alguns significados que precedem e sucedem o conceito de
blockchain, com a finalidade de diminuir possíveis dúvidas quanto às definições principais correlatas
com tal tecnologia.

Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Exercícios

1) A tecnologia blockchain teve forte adesão após a publicação do whitepaper do bitcoin por
Satoshi Nakamoto. A personagem criadora do bitcoin usou conceitos conhecidos e antigos
na computação para dar uma oxigenação na blockchain, conseguindo explanar e evidenciar
as vantagens de usar tal tecnologia. No entanto, para a inserção de um novo bloco, utiliza-se
um algoritmo de consenso para determinar qual nó será responsável por fazer tal ação.

Com base nisso, assinale a alternativa que representa o algoritmo de consenso utilizada por
Satoshi Nakamoto no bitcoin e na sua blockchain.

A) Prova de capacidade.

B) Prova de autoridade.

C) Prova de queima.

D) Prova de trabalho.

E) Prova de determinação dos nós.

2) Em virtude do sucesso e das vantagens da utilização de blockchain em atividades do


cotidiano, houve a criação de alguns tipos dessa tecnologia, objetivando atingir alguns
nichos e áreas importantes no mercado de trabalho. Dessa forma, pode-se citar a utilização
de blockchain em operações bancárias de iniciativa privada.

Com base nisso, assinale a alternativa que representa corretamente os tipos de blockchains
existentes.

I. Blockchain pública: utiliza algoritmos de consenso para inserir um novo bloco à rede.

II. Blockchain pública: os dados sofrem variação conforme o líder estatal, visto que é pública.

III. Blockchain permissionada: os usuários não são conhecidos na rede, pois buscam
privacidade.

IV. Blockchain permissionada: há um controle sobre as informações e tem fácil auditabilidade


dos dados.

A) I e II.
B) I e III.

C) I e IV.

D) II e III.

E) III e IV.

3) Tecnologias evoluem com o passar do tempo, tornando-se melhores e atendendo às


demandas novas. Não obstante, esse processo de evolução também ocorreu com as
blockchains, que inicialmente eram apenas um amontoado de blocos criptograficamente
seguros (BAYER; HABER; STORNETTA, 1993).

Com base na evolução das blockchains, assinale a alternativa que representa adequadamente
a diferença das suas gerações 1.0 e 2.0.

A) Utilização da estrutura de dados pilha no lugar de fila encadeada.

B) Utilização de diversos tipos de ativos, não somente ativos de moedas.

C) Utilização de ativos financeiros, caracterizando a agilidade.

D) Utilização de recursos permissionados, caracterizando a privacidade.

E) Utilização de recursos públicos, aumentando a transparência.

4) "Blockchain" é um conjunto de tecnologias antigas e conhecidas no âmbito da computação,


porém o modo como essas tecnologias foram usadas caracterizaram o seu sucesso. Uma
técnica usada na corrente de blocos é a capacidade de uma aplicação cliente poder
desempenhar o papel da aplicação servidor, o que possibilita a comunicação direta entre os
usuários da rede.

Com base nisso, assinale a alternativa que representa corretamente a técnica usada pela
blockchain que viabiliza a comunicação direta entre os usuários da rede.

A) Encadeamento de blocos.

B) Resumo criptográfico.

C) Rede peer-to-peer (P2P).

D) Banco de dados descentralizado.


E) Algoritmos de consenso.

5) Pode-se dizer, superficialmente, que a blockchain é um conjunto de blocos encadeados e


ligados por meio de resumos criptográficos, onde cada bloco contém informações, entre as
tais destaca-se o livro-razão, por ter os ativos digitais, adicionados via transações.

As transações contidas no livro-razão são públicas e podem ser escrutinadas, tendo seus
códigos normalmente abertos e passíveis de averiguação.

Com base nisso, assinale a alternativa que representa as características da blockchain


descritas no segundo parágrafo do texto.

A) Cooperação e incentivos.

B) Desintermediação e auditabilidade.

C) Privacidade e anonimidade.

D) Imutabilidade e irrefutabilidade.

E) Transparência e auditabilidade.
Na prática
A tecnologia blockchain surgiu com muitos recursos diferenciados e resolvendo muitos problemas,
dando liberdade aos seus usuários de realizar transações sem um terceiro confiável, mantendo a
imutabilidade e integridade dos dados com o passar do tempo, aumentando a velocidade das
operações e removendo a burocracia aplicada a qualquer tipo de movimentação de ativo digital.
Essa tecnologia surgiu como um recurso para ser utilizada e explorada ao máximo.

Neste Na Prática, confira uma iniciativa real da aplicação de blockchains, iniciada pela Linux
Foundation no ano de 2015. Essa iniciativa é o projeto Hyperledger Fabric, tratando-se de um
ecossistema ou uma plataforma que congrega muitas blockchains, de tal forma que elas tenham a
possibilidade de trabalhar cooperativamente.
Aponte a câmera para o
código e acesse o link do
conteúdo ou clique no
código para acessar.
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:

Blockchain e a revolução do consenso sob demanda


Este artigo apresenta um rápido estado da arte da tecnologia blockchain, destacando seus principais
componentes, suas características, seus modelos, os algoritmos de consensos utilizados e os
desafios a serem resolvidos.

Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.

Análise de mecanismos para consenso distribuído aplicados a


blockchain
Este artigo mostra os principais conceitos e categorias da tecnologia blockchain, dando ênfase nos
mecanismos utilizados para estabelecer o consenso e nas características de segurança das soluções.

Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.

Blockchain na prática
Neste vídeo, essa tecnologia é ilustrada e explicada com os pormenores técnicos e a indicação da
utilização de um site para a visualização superficial do funcionamento da blockchain.

Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.

Você também pode gostar