O setor de transportes rodoviários no Brasil enfrenta desafios significativos que impactam a
logística e distribuição de mercadorias, sendo um dos principais gargalos a dependência
excessiva desse modal. Com aproximadamente 61% do transporte nacional concentrado nas
rodovias, conforme o Anuário dos Transportes 2022, essa predominância agrava problemas
como a deterioração da infraestrutura, altos custos operacionais, congestionamentos e
emissão de poluentes. Além disso, a recente notícia sobre a possível suspensão de mais de 240
mil empresas do setor, por falta de atualização do RNTRC, revela a necessidade de maior
profissionalização e aderência às normas regulatórias, para evitar interrupções na cadeia
produtiva e garantir a eficiência logística.
Nesse contexto, a multimodalidade surge como uma solução promissora, ao permitir a
combinação de diferentes modais em uma única operação de transporte, promovendo maior
eficiência e redução de custos. Conforme Jordão (2021), a multimodalidade, ao centralizar o
transporte em um único contrato que abrange serviços como coleta e armazenagem, oferece
uma alternativa para reduzir a dependência do modal rodoviário. Ela possibilita o uso mais
eficiente de ferrovias e hidrovias, que são modais mais sustentáveis e adequados para longas
distâncias e grandes volumes, ajudando a mitigar os gargalos logísticos e melhorar a
competitividade das empresas.
O sucesso dessa integração, no entanto, depende de investimentos em infraestrutura e
tecnologia, além de políticas públicas que incentivem a intermodalidade e a multimodalidade.
Para o gestor de logística, atuar em um ambiente regulado por agências como ANTT, ANTAQ e
ANAC exige uma visão estratégica que contemple a adoção de práticas mais sustentáveis e
economicamente viáveis, promovendo não só o crescimento do setor, mas também a
sustentabilidade ambiental e a competitividade no mercado global.
O setor de transportes rodoviários no Brasil enfrenta desafios consideráveis, sendo uma
concentração de 61% das cargas transportadas nesse modal um dos principais gargalos
logísticos. Isso resulta em uma sobrecarga das rodovias, elevados custos operacionais e altos
índices de emissões de carbono, o que compromete a eficiência e a sustentabilidade das
operações logísticas. Além disso, a gestão do setor depende fortemente de regularizações,
como a revalidação do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC),
que, quando não cumpridas, pode paralisar empresas, como exemplificado no cenário
A multimodalidade, como destacada por Jordão (2021), surge como uma alternativa viável para
superar essas limitações, ao integrar diferentes modais (rodoviário, ferroviário, aquaviário e
aéreo) sob um único contrato e um sistema de gestão unificado. Essa abordagem permite
otimizar rotas, reduzir custos e minimizar o impacto ambiental. Ao distribuir as cargas de forma
mais equilibrada entre os diversos modais, seria possível diminuir a dependência excessiva do
transporte rodoviário e aumentar a eficiência
Além disso, a adoção da multimodalidade exigiu investimentos em infraestrutura e tecnologia,
o que poderia fortalecer a competitividade das empresas brasileiras no cenário global. Corrêa
(2022) aponta que o avanço das tecnologias de gestão, como o gerenciamento da cadeia de
suprimentos ,
O setor de transportes rodoviários no Brasil enfrenta grandes desafios, como a alta
concentração de cargas no modal rodoviário, responsável por 61% das operações logísticas no
país. Essa dependência resulta em custos elevados, desgaste da infraestrutura viária e maiores
emissões de gases poluentes, impactando qualidades de eficiência e sustentabilidade do setor
(Faria et al., 2023). Além disso, a complexidade das regulamentações, como a exigência da
revalidação do RNTRC, pode interromper as operações de empresas que não cumpram as
diretrizes no prazo adequado, criando gargalos operacionais significativos
Diante desse cenário, a multimodalidade se apresenta como uma oportunidade para reduzir a
dependência do transporte rodoviário. De acordo com Oliveira (2020), a integração de
diferentes modais, como ferroviário e aquaviário, oferece maior eficiência ao permitir que as
cargas sejam distribuídas de forma mais equilibrada, custos e evitando o impacto ambiental. A
intermodalidade, por sua vez, possibilita o uso otimizado das infraestruturas já existentes,
promovendo maior competitividade para
Porém, uma implementação eficaz da multimodalidade requer investimentos significativos em
infraestrutura e tecnologia. Segundo Martins e Souza (2021), o uso de tecnologias como o
gerenciamento integrado da cadeia de suprimentos ( Supply Chain Management ) é
Referências:
Faria, R., Santos, P., & Lima, A. (2023). Desafios logísticos no Brasil: Uma abordagem sobre os
modais de transporte . Editora
Oliveira, MC (2020). Logística intermodal: Eficiência e sustentabilidade no Brasil .
Martins, LR e Souza, GP (2021). Supply Chain Management e o futuro da logística no Brasil .
Editora Sigma.