EDEMA AGUDO DE PULMÃO
Profº Enf. Miller Brandão
COREN-BA: 320-530 -Enf
O QUE É O EAP
Síndrome clínica;
Situação de Emergência;
Acúmulo anormal de fluidos no compartimento extravascular
pulmonar;
Resultando em hipoxemia;
Aumento do trabalho respiratório;
Diminuição da complacência pulmonar, e;
Alteração da relação ventilação- perfusão.,
EAP cardiogênico:
Aumento da pressão capilar
EAP não cardiogênico:
Aumento da permeabilidade capilar
EAP NÃO CARDIOGÊNICO
Síndrome de angústia respiratória aguda e lesão pulmonar aguda
Altas altitudes
Edema pulmonar neurogênico ( trauma, convulsões, hemorragia
intracerebral ou subaracnóidea, cirurgia intracaniana)
Reperfusão após remoção de êmbolo
Reexpansão pulmonar em pctes com pneumotórax
EAP NÃO CARDIOGÊNICO
Overdose de heroína ou metadona
Intoxicação por salicilatos
Êmbolo pulmonar
Infecção por hantavirus
Hipoalbuminemia em pctes com insuficiência cardíaca diastólica
Aspiração do conteúdo gástrico
EAP CARDIOGÊNICO
Infarto agudo do miocárdio
Crise hipertensiva
Miocardite viral ou reumática
Endocardite infecciosa
Rotura de cordóalia mitral
Disfunção da valva aórtica
FISIOPATOLOGIA DO EAP-
CARDIOGÊNICO
Falência das câmaras esquerdas→ aumento da pressão
diastólica final do VE→ aumento da pressão hidrostática
vascular→ que se transmite para a pressão hidrostática capilar
pulmonar, que se torna maior que a pressão intersticial
normal→ extravasamento de líquido em proporções maiores do
que a capacidade do sistema linfático pulmonar.
EAP- HIPERTENSIVO
É uma causa prevalente de dispneia na
emergência;
Não adesão ao tratamento da HAS;
A taxa de mortalidade no internamento por EAP
pode chegar a 40% em um ano;
O diagnóstico diferencial da etiologia do edema;
Instituição de terapêutica adequada devem ser
rapidamente efetuados.
CLÍNICA DO PACIENTE COM EAP-
HIPERTENSIVO
História prévia de hipertensão;
Insuficiência cardíaca (IC);
Cardiopatia isquêmica;
Arritmias;
Miocardites e;
Doenças valvares.
E QUANDO O BICHO PEGA NO
PACIENTE COM EAP- HIPERTENSIVO
Ansiedade;
Agitação;
Sentado, com os membros pendentes;
Taquipneia;
Precordialgia;
Expectoração rósea espumosa, associada aos
demais sintomas, em casos extremos;
Cianose e extremidades frias e sudoréticas;
Sensação de afogamento.
E O EXAME FÍSICO DESSE CIDADÃO?
Palidez cutânea e sudorese fria;
Cianose de extremidades;
Uso da musculatura respiratória acessória;
Taquipneia ( mais conhecida como Taquipariu);
Estertores crepitantes audíveis em extensão variável do tórax
Sibilância difusa;
Ausculta cardíaca prejudicada pela respiração ruidosa;
Elevações pressóricas.
EXAMES COMPLEMENTARES
ECG;
GASOMETRIA ARTERIAL;
RX TÓRAX;
ECOCARDIOGRAMA;
HEMOGRAMA, ELETRÓLITOS,ENZIMAS CARDÍACAS, UREÍA E
CREATININA;
FUNÇÃO HEPÁTICA.
Meta Terapêutica no EAP-H
Alívio Sintomático;
Melhorar oxigenação;
Manter o débito cardíaco;
Manter a perfusão dos órgão vitais;
Reduzir o excesso de líquido extracelular.
O QUE FAZÍAMOS
FUROSEMIDA – Diurético de alça;
MORFINA – Opioide, Ansiolítico, Venodilatador,
Diminui pré-carga;
Oxigênio – VNI – CPAP;
Nitratos – Sublingual ou IV.
NOVAS EVIDÊNCIAS
FORTALECIMENTO DAS CONDUTAS NÃO MEDICAMENTOSAS;
OXIGÊNIO;
NITRATO.
CONDUTAS NÃO MEDICAMENTOSAS
Consciente?!
SENTADO em 90°;
MMII fletidos;
Redução do retorno venoso;
Reduz a incompatibilidade ventilação-perfusão;
Auxilia no trabalho respiratório;
Abrir vias aéreas de paciente inconsciente com
manobra manual;
Quem se MOVE?! Ganha MOV!
OXIGENOTERAPIA
Tem hipoxemia?
Hiperoxemia pode causar vasoconstrição, reduzir o débito
cardíaco e aumentar a mortalidade a curto prazo;
A Oxigenoterapia e VNI só devem ser usadas se a Spo2 < 92%;
Vários dispositivos podem ser utilizados. Desde uma cânula nasal,
venturi, máscara não reinalante, CPAP ou BiPAP, IOT.
SpO2 alvo: 92 a 96%; DPOC: 88 a 92%;
Ventilação por pressão contínua (CPAP);
Ventilação por pressão positiva diferenciada nas fases inspiratória
e expiratória (BiPAP);
OXIGÊNIO – VNI: CPAP ou BIPAP
Pressurizam a via aérea;
Melhoram o recrutamento dos alvéolos;
Facilitando a troca gasosa;
Devem ser iniciada a 100% de oxigênio;
Configurações iniciais:
10 cm de pressão da água para CPAP, e;
10 cm de pressão positiva inspiratória nas vias aéreas e 4 cm
de pressão da água pressão positiva expiratória das vias aéreas
para BiPAP.
CONTRAINDICÃÇÕES DO CPAP ou
BIPAP
Hipotensão;
Possível pneumotórax;
Vômito;
Nível alterado de consciência;
Não colaboração com VNI;
Obstrução fixa de via aérea/trauma de face
recente;
Inabilidade de proteção à via aérea;
Excesso de secreção em via aérea.
VIXE, FOI PRO TUBO!
Se MESMO COM VNI, houver hipercapnia persistente, hipoxemia ou
acidose;
Contra-indicação da VNI;
Sinais de fadiga da musculatura ventilatória;
Diminuição do nível de consciência ou choque cardiogênico.
Ajuste inicial do respirador:
Modo: pressão ou volume;
PEEP em geral ≥ 8 mmHg (atenção à auto-PEEP);
VC = 5-6 ml/kg de peso ideal;
FiO2 ajustada para manter SatO2 entre 94-96%;
NITRATO
Relaxamento muscular suave, causando venodilatação e consequente
redução da pré-carga em doses baixas;
Doses mais altas causam dilatação arteriolar, resultando em pós-carga
e pressão arterial reduzidas;
Especificamente nas artérias coronárias;
Aumento do fluxo sanguíneo coronário;
Essas ações melhoram coletivamente a oxigenação e reduzem a carga
de trabalho do coração;
Podem ser administrados por via sublingual;
IV é preferida, devido à velocidade de início e à capacidade de titular a
dose.
NITRATO
O monitoramento da PA é essencial para garantir PAS > 90 mmHg.
Não devem ser administrados se a PAS for < 90 mmHg, ou;
Estenose aórtica grave (dependentes da pré-carga).
Uso recentemente um inibidor da fosfodiesterase, como o
sildenafil (Pramil, Viagra);
Issorbida: 5-15 mg – SL.
Nitroglicerina: 5 – 200 ug/min - Diluir em SF;
- Droga de escolha na suspeita de SCA.
Nitroprussiato: 0,5 – 10,0 ug/kg/min - Diluir em SG5% com frasco
e equipo protegido da luz;
- Melhor opção no EAP hipertensivo.
LASIXZINHO, NÃO?
Os diuréticos são indicados para pacientes com evidência de
sobrecarga de fluidos.
Devem ser restritos ou usados criteriosamente em pacientes
que possam ter depleção de volume intravascular.
A administração IV é preferida, com a dose de furosemida
variando de 40 a 80 mg;
As doses mais altas são usadas em pacientes que já tomam
diuréticos orais ou com doença renal crônica.
Um bolus inicial pode ser administrado lentamente por via
intravenosa e repetido 20 minutos depois, SE NECESSÁRIO.
LASIXZINHO, NÃO?
Faltam estudos controlados mostrando que os diuréticos são
benéficos no edema agudo de pulmão;
Pode aumentar a resistência vascular sistêmica pelo sistema
neuro-hormonal;
Podendo diminuir o fluxo sanguíneo renal e diminuir a taxa de
filtração glomerular;
Agravamento da função renal e ao aumento de internações em
terapia intensiva;
Caso não haja HIPERVOLEMIA, a terapia diurética, pode piorar,
ao inés de ajudar.
MORFINAZINHA DE LEVE, NÃO?
Faz parte do tratamento tradicional do EAP, pois pode reduzir a
dispneia;
Esse efeito foi considerado secundário à venodilatação,
resultando em pool venoso e redução da pré-carga;
A morfina também reduz a atividade nervosa simpática e pode
reduzir a ansiedade e o sofrimento associados à dispneia;
MORFINAZINHA DE LEVE, NÃO?
Efeitos adversos:
Depressão respiratória e do sistema nervoso central;
Débito cardíaco reduzido, e;
Hipotensão.
Tem sido associada a eventos adverso:
Taxas significativamente aumentadas de ventilação
mecânica,
Internações em terapia intensiva, e;
Mortalidade.
MORFINAZINHA DE LEVE, NÃO?
Na ausência de dados de ensaios clínicos randomizados de alta
qualidade;
A MELHOR evidência atual sugere que a morfina pode causar
danos.
Portanto, a morfina não é mais recomendada para uso rotineiro no
edema pulmonar agudo;
Em casos de SCA, avalia-se o uso de doses baixas (1 a 2,5 mg) para
dor refratária a nitrato.
DÚVIDAS?!
@[Link] miller_brandao_100@[Link]