Aluna: Alanna Vanessa Mendes Moreira.
Avaliação de História Antiga
A história de Roma Antiga é marcada por lutas políticas e conquistas
militares, as quais incluem as Guerras Civis. O período final da República
romana foi definido por diversas lutas que expuseram o cenário político do
império. O século II a.C. foi marcado por uma serie de conquistas territoriais, o
que aumentava a concentração de terras nas mãos da elite, reforçando
possíveis desigualdades entre os povos. Estas questões foram resolvidas pelo
Imperador Otávio Augusto: ´´Augusto inaugurou um período de relativa paz
interna que durou 250 anos (31 a.C.-235 d.C.). Este período ficou conhecido
como a "Paz Romana´´ (FUNARI, 2001, p. 56).
Desta forma, Roma passa a adotar o sistema imperial, e o Imperador
torna-se uma prestigiada figura. Segundo Funari (2001), o período denominado
de Pax Romana, foi marcado por diversas conquistas bem sucedidas, além de
uma politica e economia bem estabelecidas. Ele também se concentrou na
construção simbólica de seu Império, assim, este processo culminou na obra
de Vírgilio, denominado de Eneida.
A obra narra a história de Eneias, um herói troiano que, após a
destruição de Troia, é conduzido pelos deuses ao Lácio, onde seus
descendentes fundariam Roma. Com esta narrativa, Otávio Augusto teria
legitimado ideologicamente o seu poder, estabelecendo uma ordem e a antiga
glória de Troia.
Tal versão panegírica, centrada na atualidade, contaria com
algumas incursões retrospectivas ao passado lendário. Soube
contornar sutilmente o pedido, deslocando o centro da ação
para o tempo mítico, anterior à própria gênese da cidade. Seu
intuito: demonstrar a ‘altivez’ e a ‘antiguidade’ do povo romano
e explicar o fatum (destino) excepcional deste grupo de
“conquistadores”. “O herói do poema será Eneias, mas este se
erguerá antes de Roma, no alto de uma linhagem que, de
condutores de homens a triunfadores, caminha até Otávio”
(GRIMAL, 1992: 190). Tal manobra exigiu pleno domínio do
recurso narrativo da progressão, percebido em várias roturas
que deixam entrever o futuro de Roma e o tempo do autor
(MOTA, 2014, p. 157).
Assim, Otávio Augusto utiliza-se da narrativa mítica para consolidar seu
poder e legitimar a nova ordem politica vigente em Roma, favorecendo,
portanto, seu governo e principado, além de demonstrar que seu cargo era
respaldado pelos deuses.
Referências
Funari, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Editora Contexto, 2001.
MOTA, Thiago Eustáquio Araújo. A Eneida De Virgílio. In: Santos, Dominique
(Org.). Grandes Epopeias da Antiguidade e do Medievo. Blumenau: EDIFURB -
Editora da Universidade de Blumenau, 2014.