UNIVERSIDADE PITÁGORAS UNOPAR ANHANGUERA
EDUCAÇÃO FÍSICA - LICENCIATURA
VILSON TIBES
ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO III
PAPANDUVA/SC
2024
VILSON TIBES
ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO III
Relatório apresentado à Universidade
Pitágoras Unopar Anhanguera, como requisito
parcial para o aproveitamento da disciplina de
Estágio Curricular Obrigatório III do Curso de
Educação Física - Licenciatura.
PAPANDUVA/SC
2024
SUMÁRIO
1 RELATO DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS......................................................7
2 RELATO DA ANÁLISE DO PLANO DE TRABALHO DOCENTE.......................9
3 RELATO DA ANÁLISE DE MATERIAIS DIDÁTICOS DA ESCOLA.................11
4 PROPOSTA DE ATIVIDADE PARA ABORDAGEM DOS TEMAS
CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS DA BNCC........................................13
5 RELATO DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA BNCC NA ESCOLA.........16
6 RELATO DA ANÁLISE DOS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS UTILIZADOS
PELO PROFESSOR.........................................................................................18
7 RELATO DA ANÁLISE DA ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO
ACOMPANHAMENTO DA DISCIPLINA...........................................................20
8 RELATO DA OBSERVAÇÃO............................................................................22
9 PLANOS DE AULA...........................................................................................24
10 RELATO DA APRESENTAÇÃO DOS PLANOS DE aula AO PROFESSOR....27
11 RELATO DA REGÊNCIA..................................................................................28
CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................30
REFERÊNCIAS.......................................................................................................32
6
INTRODUÇÃO
Na introdução deste relatório de estágio, apresento o contexto e os objetivos
que guiaram a realização das atividades em sala de aula, fundamentadas pela Base
Nacional Comum Curricular (BNCC) e pelos pressupostos teóricos da pedagogia
contemporânea. O estágio foi realizado em uma escola pública de ensino
fundamental (ou médio), com foco no desenvolvimento de competências e
habilidades essenciais, conforme orienta a BNCC. A vivência prática proporcionou
uma oportunidade para observar a aplicação de estratégias pedagógicas e didáticas,
bem como para experimentar a condução de aulas, o uso de instrumentos
avaliativos e o acompanhamento de alunos com necessidades específicas.
A estrutura do estágio incluiu observação de aulas, entrevistas com
professores e equipe pedagógica, elaboração e apresentação de planos de aula,
além da realização de atividades práticas sob supervisão. Através dessas etapas,
busquei compreender os desafios e as potencialidades do ambiente escolar, analisar
os processos de ensino-aprendizagem, e refletir sobre o papel do professor no
desenvolvimento integral dos alunos.
Este relatório descreve as atividades realizadas e os aprendizados obtidos
durante o estágio, abordando aspectos como metodologias de ensino, planejamento,
avaliação, e o uso de recursos pedagógicos. Por fim, a experiência proporcionou
uma visão crítica sobre a prática docente e contribuiu para minha formação
enquanto futura educadora.
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1 RELATO DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS
O artigo "Concepções e perspectivas à Educação Física na base nacional
comum curricular do ensino médio no Brasil" explora a abordagem da Educação
Física (EF) na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino médio, trazendo
à tona as concepções e objetivos que essa disciplina deve seguir dentro das novas
diretrizes educacionais brasileiras.
Inicialmente, o artigo contextualiza a importância da BNCC como um
documento normativo que busca padronizar e orientar o currículo básico nacional,
garantindo que todos os alunos brasileiros tenham acesso aos mesmos direitos de
aprendizagem. No caso da Educação Física, a BNCC apresenta a disciplina como
uma área que vai além do desenvolvimento físico dos estudantes, enfatizando sua
contribuição para o desenvolvimento integral, que engloba aspectos motores,
cognitivos, emocionais, sociais e culturais.
A BNCC propõe que a Educação Física ajude a formar cidadãos conscientes,
críticos e comprometidos com a saúde e o bem-estar, promovendo uma prática de
atividade física associada ao respeito à diversidade, à cooperação e à convivência
social. O artigo também discute a importância da valorização da diversidade cultural
brasileira, sugerindo que os conteúdos da EF incluam atividades que refletem a
realidade cultural dos alunos, como jogos, danças e manifestações culturais locais.
Essa proposta visa aproximar a disciplina do cotidiano dos alunos, tornando o
aprendizado mais significativo e inclusivo.
Outro ponto destacado no artigo são os desafios enfrentados pelos
professores de Educação Física na implementação da BNCC. Muitos educadores
necessitam de formação continuada para compreender e aplicar as novas diretrizes,
uma vez que a BNCC exige que o ensino da EF seja mais do que apenas a prática
de esportes. Os professores precisam desenvolver habilidades pedagógicas que
possibilitem explorar aspectos como trabalho em equipe, respeito às diferenças, e a
compreensão crítica das práticas corporais. Além disso, o artigo menciona que a
estrutura das escolas nem sempre é favorável à implementação das mudanças
exigidas, devido a limitações de espaço físico, recursos e materiais pedagógicos.
Por fim, o artigo reflete sobre as oportunidades e dificuldades da BNCC para
a Educação Física no ensino médio, concluindo que, se aplicada de maneira eficaz,
a BNCC pode transformar a Educação Física em uma disciplina essencial para a
8
formação integral dos jovens. No entanto, a implementação dessas mudanças
depende de uma série de fatores, incluindo a formação dos professores, a
adequação das escolas e o apoio das políticas educacionais, para que a Educação
Física realmente contribua para o desenvolvimento completo dos estudantes.
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2 RELATO DA ANÁLISE DO PLANO DE TRABALHO DOCENTE
A Escola de Educação Básica Valentin Gonçalves Ribeiro, sob a gestão da
professora Vera Lúcia Lourenço Nobre, oferece a disciplina de Educação Física no
Ensino Médio com um plano de ensino que busca promover o desenvolvimento
físico, social e emocional dos alunos, alinhado às diretrizes da Base Nacional
Comum Curricular (BNCC).
No que se refere aos conteúdos abordados, o professor de Educação Física
organiza o plano de ensino de forma a contemplar a diversidade de aspectos que
envolvem o corpo humano, suas potencialidades e limitações. No primeiro ano, os
alunos são introduzidos a conteúdos relacionados a práticas corporais, com foco no
desenvolvimento motor básico, atividades lúdicas e conceitos iniciais sobre saúde
física e mental. No segundo ano, o conteúdo se aprofunda, abordando aspectos
como modalidades esportivas, educação para a saúde e a importância da atividade
física para o bem-estar. No terceiro ano, a ênfase é colocada em temas mais
complexos, como a análise crítica das práticas esportivas, questões de gênero,
inclusão e acessibilidade no esporte, e a compreensão da relação entre corpo e
sociedade.
Quanto aos objetivos da disciplina, o plano busca desenvolver nos alunos a
capacidade de realizar e apreciar práticas corporais de forma consciente, crítica e
responsável, promovendo o trabalho em equipe, a resolução de conflitos, o respeito
às diferenças e a conscientização sobre a importância da atividade física para a
saúde e qualidade de vida.
Em termos de metodologia, o professor adota uma abordagem ativa e
participativa, valorizando a prática como principal ferramenta de aprendizado. As
aulas são organizadas de forma dinâmica, utilizando atividades esportivas, jogos,
danças, atividades ao ar livre e debates sobre temas relacionados à saúde e bem-
estar. A metodologia inclui ainda a realização de projetos interdisciplinares que
conectam a Educação Física a outras áreas do conhecimento, como Ciências,
História e Sociologia, permitindo aos alunos refletirem sobre o impacto cultural,
social e histórico das práticas corporais.
Para os recursos, a escola disponibiliza um ginásio poliesportivo, campos de
futebol, materiais esportivos diversos e recursos audiovisuais para apoiar as aulas.
Além disso, o professor também utiliza recursos digitais, como vídeos e plataformas
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online, para promover discussões sobre temas contemporâneos, como a inclusão no
esporte e as questões de saúde pública.
A avaliação do desempenho dos alunos é contínua e processual, levando em
consideração tanto a participação nas atividades práticas quanto a reflexão teórica
sobre os temas discutidos em sala. Além de provas práticas e teóricas, a avaliação
também inclui projetos e trabalhos de pesquisa, nos quais os alunos exploram temas
relevantes relacionados à Educação Física e à saúde. A autoavaliação e a avaliação
entre pares também são incentivadas, promovendo a reflexão crítica sobre o próprio
aprendizado e a convivência no ambiente escolar.
Por fim, o professor Vera Lúcia Lourenço Nobre elabora e adapta
constantemente o Plano de Trabalho Docente, assegurando que ele esteja em
conformidade com as orientações da BNCC. A proposta pedagógica é focada no
desenvolvimento integral dos alunos, incentivando a autonomia, o espírito de equipe
e a consciência sobre a importância da atividade física para o bem-estar e a saúde.
A BNCC orienta a Educação Física a ser uma disciplina que transcenda o simples
aprendizado de técnicas esportivas, buscando formar cidadãos críticos, ativos e
conscientes de sua saúde e do impacto social das práticas corporais.
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3 RELATO DA ANÁLISE DE MATERIAIS DIDÁTICOS DA ESCOLA
Na Escola de Educação Básica Valentin Gonçalves Ribeiro, os materiais
didáticos utilizados pelo professor de Educação Física são variados e incluem
recursos diversos que ajudam a facilitar o aprendizado dos alunos e a dinâmica das
aulas. Os tipos de recursos disponíveis na escola são principalmente: cartazes,
jogos educativos, livros, slides, mural, modelos de anatomia, gráficos, filmes,
tabelas, entre outros. Estes recursos são usados tanto em aulas práticas quanto
teóricas, com o objetivo de tornar o conteúdo mais acessível e dinâmico.
A origem do material varia. Alguns recursos são adquiridos pela escola, como
livros e materiais esportivos, enquanto outros são produzidos ou adaptados pelo
próprio professor, como os cartazes informativos e os modelos de anatomia, que
ilustram aspectos do corpo humano relacionados à prática esportiva. Além disso,
muitos dos materiais são recursos disponíveis na escola, como o ginásio
poliesportivo, que é utilizado para as atividades práticas de Educação Física.
A frequência de uso dos materiais depende da abordagem de cada aula. Por
exemplo, cartazes e slides são frequentemente usados nas aulas teóricas para
apresentar conceitos, gráficos e tabelas sobre a importância da atividade física para
a saúde. Já os modelos e jogos educativos são mais comuns em aulas práticas,
ajudando os alunos a vivenciarem os conceitos de maneira lúdica e aplicada. Filmes
e documentários são utilizados em momentos de discussão sobre questões sociais e
culturais no esporte, bem como para promover debates e reflexões.
Quanto à forma de uso, os materiais podem ser usados de diversas maneiras,
sendo a maior parte deles utilizada como apoio e mediação do conteúdo, ou mesmo
como base para as aulas, dependendo do tipo de atividade. Por exemplo, o filme
pode ser a base de uma aula sobre a história do esporte, enquanto os jogos servem
para reforçar habilidades motoras. Os materiais são utilizados principalmente em
sala de aula, mas também podem ser levados para o ginásio poliesportivo quando
as atividades requerem espaços específicos.
O professor considera vários critérios ao escolher os recursos didáticos. Ele
busca materiais que sejam adequados ao conteúdo e ao grau de desenvolvimento
dos alunos, além de levar em conta o interesse dos estudantes. A adequação às
habilidades que se quer desenvolver é outro ponto importante: os materiais
selecionados precisam contribuir para o desenvolvimento das competências
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cognitivas (entendimento teórico sobre o esporte e a saúde), afetivas (valorização do
trabalho em equipe) e psicomotoras (desenvolvimento motor nas atividades
práticas). Também são priorizados materiais com simplicidade, baixo custo e fácil
manipulação, sem perder de vista a qualidade e a atração para despertar a
curiosidade dos alunos.
No que diz respeito aos recursos específicos para alunos com necessidades
educativas especiais, a escola conta com materiais adaptados para esse público,
como modelos táteis, audiodescrição para filmes e jogos sensoriais que favorecem o
aprendizado de alunos com deficiência visual, auditiva ou com transtornos globais
do desenvolvimento. Além disso, a escola promove atividades inclusivas, adaptando
as práticas esportivas para garantir a participação de todos os alunos.
Quanto à organização do material, a escola dispõe de uma sala específica
para a guarda dos materiais didáticos, como livros, cartazes e recursos audiovisuais.
O ginásio poliesportivo e outros espaços abertos também são usados para o
desenvolvimento das atividades práticas de Educação Física, enquanto a sala de
aula é utilizada para a parte teórica e discussões.
Por fim, a escola conta com uma equipe multidisciplinar composta por
professores de diversas áreas (como pedagogos e educadores físicos) para auxiliar
na organização e no uso dos recursos, garantindo que todos os alunos tenham
acesso aos materiais adequados e participem de atividades inclusivas.
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4 PROPOSTA DE ATIVIDADE PARA ABORDAGEM DOS TEMAS
CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS DA BNCC
Tema Contemporâneo Transversal a ser Abordado: Inclusão Social e
Diversidade no Esport
Destinatários:
Alunos do 2º ano do Ensino Médio da Escola de Educação Básica Valentin
Gonçalves Ribeiro.
Tempo de Duração:
50 minutos (1 aula)
Objetivos:
1. Promover a reflexão sobre a importância da inclusão no esporte e sua relação
com a diversidade.
2. Desenvolver a compreensão dos alunos sobre o papel do esporte como
ferramenta de inclusão social, considerando aspectos como gênero, deficiência, raça
e orientação sexual.
3. Estimular a empatia e o respeito à diversidade, aplicando esses conceitos no
contexto esportivo e na convivência social.
4. Favorecer a prática de atividades esportivas inclusivas que permitam a
participação de todos os alunos, independentemente de suas diferenças.
Encaminhamento Metodológico (Passo a Passo da Atividade):
1. Abertura (10 minutos):
- Iniciar a aula com uma breve discussão sobre o que é inclusão e como ela pode
ser aplicada no contexto do esporte. Utilizar um filme/documentário curto que mostre
um exemplo de inclusão no esporte (exemplo: documentário sobre atletas
paralímpicos ou práticas esportivas inclusivas).
- Levantar questões para discussão com os alunos: “O que significa ser incluído
em uma atividade esportiva?”, “Como as diferenças (deficiência, gênero, raça)
influenciam a participação em esportes?”
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2. Desenvolvimento (30 minutos):
- Atividade prática: Dividir os alunos em pequenos grupos e propor uma série de
jogos adaptados para diferentes necessidades, como esportes para deficientes
visuais, auditivos e físicos, utilizando materiais que a escola já disponibiliza
(exemplo: bolas sensoriais, cadeiras de rodas, fitas coloridas para marcar área de
jogo, entre outros).
- Durante a atividade prática, cada grupo será responsável por adaptar as regras
de um esporte popular para garantir a participação de todos, levando em conta a
diversidade de necessidades. Por exemplo, adaptando um jogo de futebol para ser
jogado por pessoas com deficiência auditiva, utilizando sinais visuais.
- Reflexão em grupo: Após a atividade, cada grupo apresentará as adaptações
realizadas e discutirá como as diferenças foram consideradas no planejamento do
jogo.
3. Encerramento (10 minutos):
- Realizar um debate coletivo sobre a importância de garantir a inclusão no esporte
e na sociedade em geral.
- Reforçar o conceito de respeito à diversidade e como isso pode ser aplicado
tanto nas práticas esportivas quanto nas relações diárias.
- Solicitar aos alunos que compartilhem suas impressões sobre a atividade e o que
aprenderam durante o processo.
Recursos a Serem Utilizados:
- Filme/documentário curto sobre inclusão no esporte (exemplo: Paralimpíadas ou
modalidades inclusivas).
- Materiais esportivos adaptados: bolas sensoriais, cones, fitas, cadeiras de rodas,
material didático visual.
- Slides e cartazes com definições de inclusão e diversidade, para apoiar a
explicação teórica.
- Espaços adequados: Sala de aula para a introdução teórica e ginásio ou área
externa para a atividade prática.
Avaliação:
- Avaliação contínua durante a atividade prática, observando a participação ativa dos
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alunos, a capacidade de adaptação dos jogos e a forma como eles lidam com a
diversidade no contexto esportivo.
- Reflexão escrita ao final da aula: Cada aluno deverá escrever um breve parágrafo
sobre o que aprendeu acerca da inclusão no esporte e como se sente em relação à
participação de pessoas com diferentes necessidades em atividades esportivas.
- Feedback coletivo: Ao final da aula, realizar uma roda de conversa onde os alunos
podem expressar suas opiniões sobre a atividade e discutir as melhorias para
futuras ações inclusivas.
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5 RELATO DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA BNCC NA ESCOLA
A implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) na Escola de
Educação Básica Valentin Gonçalves Ribeiro tem sido conduzida de maneira
gradual e estruturada, envolvendo tanto a equipe gestora quanto o corpo docente,
com o objetivo de garantir que os processos pedagógicos da escola estejam
alinhados com as diretrizes do documento.
A equipe gestora tem recebido formação contínua sobre a BNCC, com cursos
e seminários oferecidos pela Secretaria de Educação, além de participação em
encontros regionais e seminários especializados. Esses treinamentos são realizados
mensalmente e visam garantir que os gestores compreendam as diretrizes da BNCC
e possam aplicá-las adequadamente em sua liderança pedagógica.
O corpo docente tem sido igualmente envolvido nesse processo de
adaptação. A escola adota uma abordagem colaborativa e participativa, promovendo
workshops e encontros semanais para discutir as orientações da BNCC, analisando
como os conteúdos das disciplinas podem ser ajustados para atender às
competências e habilidades propostas no documento. Os professores são
incentivados a refletir sobre suas práticas pedagógicas e adaptar os conteúdos
conforme as necessidades dos alunos, com destaque para a troca constante de
experiências durante as reuniões de planejamento e grupos de estudo.
Em relação ao material didático, a escola está progressivamente atualizando
seus recursos para atender às exigências da BNCC. Isso inclui a aquisição de livros
didáticos atualizados e materiais complementares, como recursos digitais, que
favorecem a aprendizagem interativa. Além disso, os professores receberam
formações específicas sobre o uso desses materiais, com foco na adaptação dos
conteúdos e nas metodologias de ensino alinhadas às novas diretrizes curriculares.
O Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola está passando por um
processo de atualização para alinhar a proposta pedagógica às competências e
habilidades definidas pela BNCC. Esse processo envolve tanto a equipe gestora
quanto os professores, que se reúnem periodicamente para revisar e ajustar os
componentes curriculares, garantindo que a educação oferecida esteja alinhada com
as necessidades dos alunos e com as diretrizes do documento. A revisão curricular
tem sido realizada de forma colaborativa, buscando adaptar as metodologias e os
conteúdos para promover um desenvolvimento integral dos estudantes.
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No que se refere à avaliação, a equipe docente tem refletido sobre a
necessidade de revisar os instrumentos avaliativos para adequá-los aos
direcionamentos da BNCC. Isso tem gerado discussões sobre novas formas de
avaliação que considerem as competências e habilidades dos alunos, além de
possibilitar uma avaliação mais formativa e integrada ao processo de aprendizagem.
De forma geral, a implementação da BNCC na Escola de Educação Básica
Valentin Gonçalves Ribeiro tem sido um processo dinâmico e colaborativo, com a
participação ativa de todos os envolvidos, buscando a adaptação constante das
práticas pedagógicas da escola para garantir a efetiva aprendizagem dos alunos e o
alinhamento com as diretrizes do documento.
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6 RELATO DA ANÁLISE DOS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS UTILIZADOS
PELO PROFESSOR
A análise dos instrumentos avaliativos utilizados pela professora Vera Lúcia
Lourenço Nobre, regente de Educação Física na Escola de Educação Básica
Valentin Gonçalves Ribeiro, revelou uma abordagem flexível e formativa, com o
objetivo de acompanhar de forma contínua o progresso dos alunos. A professora
adota um modelo avaliativo que considera as competências e habilidades da Base
Nacional Comum Curricular (BNCC), buscando avaliar o desenvolvimento integral
dos estudantes, não apenas seus conhecimentos teóricos, mas também suas
habilidades práticas e atitudes nas atividades propostas.
Os instrumentos avaliativos utilizados pela professora são variados, incluindo
provas, trabalhos práticos, relatórios de atividades, seminários e observações
durante as aulas práticas. As provas são aplicadas ao final do bimestre e avaliam o
conhecimento teórico dos alunos. Já os trabalhos práticos e seminários têm como
objetivo avaliar o desempenho físico e a reflexão crítica dos estudantes sobre os
temas trabalhados em sala de aula, com a aplicação de atividades práticas, como
esportes e exercícios físicos. A professora também utiliza observações durante as
aulas para avaliar as habilidades motoras e a participação dos alunos nas
atividades.
Em termos de quantidade de avaliações, ao longo de um bimestre, a
professora aplica, em média, de três a quatro instrumentos avaliativos, sendo uma
prova teórica, um trabalho prático individual ou em grupo, e uma avaliação
observacional durante as aulas. A correção dos instrumentos avaliativos segue
critérios específicos, levando em consideração o desempenho dos alunos, a
evolução ao longo do período e a adequação das atividades realizadas.
A correção dos instrumentos avaliativos é feita com base em critérios claros,
estabelecidos previamente e compartilhados com os alunos. A professora atribui
notas com transparência, sempre explicando os critérios adotados, de modo a
garantir que os alunos compreendam os aspectos avaliados. Além disso, a
professora também realiza uma validação do processo avaliativo com o auxílio da
equipe pedagógica, que revisa as avaliações e garante que estejam em
conformidade com as diretrizes da BNCC e com as necessidades da turma.
A professora também participa de um processo de elaboração colaborativa
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com outros professores da área de Educação Física da escola, visando compartilhar
ideias e estratégias para aprimorar a avaliação dos alunos. Esse trabalho coletivo
permite a troca de experiências e o alinhamento das práticas pedagógicas.
Quanto às adaptações para alunos com necessidades especiais, a professora
realiza ajustes nas avaliações para garantir que todos os alunos, incluindo aqueles
com laudos médicos ou necessidades educativas especiais, possam ser avaliados
de forma justa e adequada. Esses ajustes incluem, por exemplo, a modificação do
formato das provas ou a adaptação das atividades práticas para atender às
necessidades específicas de cada aluno, sempre buscando proporcionar uma
avaliação equitativa para todos.
Em resumo, a professora Vera Lúcia Lourenço Nobre adota uma abordagem
de avaliação diversificada e inclusiva, que considera as especificidades de cada
aluno, os objetivos da BNCC e as competências e habilidades que devem ser
desenvolvidas ao longo do Ensino Médio.
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7 RELATO DA ANÁLISE DA ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO
ACOMPANHAMENTO DA DISCIPLINA
A análise da atuação da equipe pedagógica no acompanhamento da
disciplina de Educação Física, a partir das informações coletadas por meio de
entrevistas com a professora Vera Lúcia Lourenço Nobre e o pedagogo da escola,
evidenciou um processo bem estruturado e colaborativo para garantir a qualidade do
ensino. O acompanhamento da disciplina é realizado pela equipe pedagógica,
composta por coordenadores, supervisores e pedagogos, que têm a
responsabilidade de apoiar o professor na implementação das práticas pedagógicas
e assegurar que estas estejam alinhadas com as diretrizes educacionais da escola.
O processo de recebimento e validação dos planejamentos da professora
ocorre no início de cada bimestre. A professora Vera envia seus planos de aula à
coordenação pedagógica, que avalia os conteúdos, metodologias e objetivos,
sempre com base nas orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A
validação dos planejamentos é seguida de um retorno construtivo, no qual são
discutidas possíveis melhorias e ajustes para otimizar o processo de ensino-
aprendizagem.
Além disso, a equipe pedagógica realiza observações periódicas das aulas,
um passo fundamental para avaliar a aplicação dos conteúdos, a interação com os
alunos e a adequação das metodologias. Essas observações visam fornecer
feedback para que a professora possa aprimorar sua prática pedagógica e garantir o
alinhamento com as metas educacionais. Durante essas visitas, a equipe também
analisa a dinâmica de ensino e faz recomendações para que os métodos adotados
sejam cada vez mais eficazes.
Os instrumentos avaliativos, como provas e trabalhos práticos, também
passam por um processo de validação pela equipe pedagógica. Antes de serem
aplicados, são revisados para garantir que estejam em conformidade com as
competências e habilidades da BNCC, bem como com o perfil dos alunos. Se
necessário, a coordenação oferece sugestões para ajustar os instrumentos de
avaliação, visando uma melhor compreensão e aplicação do conteúdo.
A validação dos registros pedagógicos da professora, como diários de classe
e relatórios de acompanhamento, também é uma prática adotada pela equipe
pedagógica. Esses registros são analisados para garantir que o acompanhamento
21
do desempenho dos alunos esteja sendo feito de forma eficaz e em conformidade
com as diretrizes pedagógicas da escola.
Além dessas etapas, a equipe pedagógica promove reuniões regulares com a
professora Vera para discutir o desenvolvimento da disciplina, tirar dúvidas e
fornecer orientações sobre novas práticas e metodologias. Essas reuniões, que
acontecem com uma frequência mensal, têm o objetivo de manter a qualidade do
ensino e alinhar as ações pedagógicas com as diretrizes oficiais do Ministério da
Educação.
No que diz respeito à resolução de conflitos, a equipe pedagógica também
tem um papel importante. Em casos de conflitos entre professores ou entre
professores e alunos, a equipe atua de maneira a mediar as situações, sempre com
o intuito de manter um ambiente escolar harmonioso e produtivo.
Esses processos de acompanhamento são fundamentais para garantir que o
ensino de Educação Física no Ensino Médio esteja sempre em sintonia com as
necessidades dos alunos e as exigências do sistema educacional, com um foco
constante na melhoria da qualidade do ensino.
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8 RELATO DA OBSERVAÇÃO
Descrição das Aulas
As aulas observadas, conduzidas pela professora Vera Lúcia Lourenço
Nobre, aconteceram nas turmas de 1º, 2º e 3º ano do Ensino Médio. O conteúdo
abordado nas aulas estava focado na importância da prática de atividades físicas
para a saúde e qualidade de vida, com exercícios práticos e teóricos que permitiram
aos alunos uma compreensão mais profunda sobre o tema. A professora adotou
uma abordagem dinâmica e inclusiva, utilizando diferentes metodologias, como
aquecimento, alongamentos, jogos colaborativos e discussões em grupo.
A postura da professora durante as aulas foi sempre atenta e acolhedora,
buscando envolver os alunos de forma participativa. Ela circulou pelas atividades,
fez intervenções durante os jogos e exercícios, e usou o espaço da sala e da quadra
de forma estratégica, promovendo a interação e o aprendizado ativo.
Os alunos demonstraram uma postura bastante engajada, participando
ativamente das atividades propostas. Eles fizeram perguntas sobre os benefícios
dos exercícios e se mostraram dispostos a colaborar com as dinâmicas propostas. A
interação entre os alunos e a professora foi espontânea e respeitosa, com os
estudantes demonstrando interesse nas explicações e nas orientações dadas ao
longo das atividades.
Em relação ao uso de materiais didáticos, a professora fez uso de slides e
cartazes explicativos sobre a importância dos exercícios para a saúde, além de
materiais esportivos, como bolas, cones e cordas, que foram essenciais para as
atividades práticas. A utilização do livro didático foi mínima, pois as atividades eram
mais centradas na prática física, com a teoria sendo transmitida de maneira
contextualizada e prática.
Nos aspectos relacionados aos alunos com necessidades especiais, observei
que a professora ajustou as atividades conforme as necessidades dos estudantes,
criando modificações nos jogos e exercícios para garantir a participação de todos,
inclusive os alunos com laudo. A professora demonstrou atenção individualizada,
dando apoio quando necessário e adaptando os movimentos para garantir a
inclusão de todos.
Reflexão sobre a Aula
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A observação das aulas de Educação Física me proporcionou uma visão
importante sobre como a prática docente é realizada na escola e como a interação
entre professor e aluno pode ser facilitada com uma metodologia ativa e
participativa. A postura da professora foi fundamental para criar um ambiente
acolhedor e engajador, permitindo que os alunos se sentissem à vontade para
expressar suas dúvidas e participar das atividades. A metodologia utilizada, que
combinava teoria com prática, foi eficaz em tornar o conteúdo acessível e aplicável
para os alunos, promovendo o entendimento sobre a importância da prática física
para a saúde. A adaptação das atividades para alunos com necessidades especiais
demonstrou a competência da professora em promover a inclusão, garantindo que
todos os alunos participassem das aulas de maneira significativa. A aula foi,
portanto, um exemplo de boas práticas pedagógicas, com uso adequado de
recursos, interação respeitosa e foco na aprendizagem de todos os alunos.
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9 PLANOS DE AULA
PLANO DE AULA
Escola Escola de Educação Básica Valentin
Professor regente Vera Lúcia Lourenço Nobre
Professor
Identificação Disciplina Educação Física
Série 1º ano do Ensino Médio
Turma
Período Escola de Educação Básica Valentin
Conteúdo Aquecimento e Alongamento: Práticas para melhorar a
flexibilidade e prevenir lesões.
Objetivos Objetivo Geral: Compreender a importância do aquecimento e
alongamento para a saúde física e prevenção de lesões.
Objetivos Específicos:
Realizar uma sequência de alongamentos e aquecimentos.
Identificar os benefícios do alongamento para o corpo.
Aplicar exercícios de forma correta para evitar lesões.
Metodologia Introdução teórica (15 minutos): Explicar o que é aquecimento e
alongamento, suas diferenças e a importância de cada um.
Demonstração (10 minutos): Demonstrar os exercícios de
aquecimento e alongamento (ex: alongamento de pescoço,
pernas, braços).
Prática dirigida (25 minutos): Realizar os exercícios junto com os
alunos, corrigindo a postura e explicando os benefícios de cada
movimento.
Feedback (10 minutos): Observar e dar orientações corretivas
sobre a execução dos exercícios.
Recursos Colchonetes
Apitos
Música (para motivar o ritmo da atividade)
Espaço aberto (quadra ou ginásio)
Avaliação Observação direta: Acompanhar a execução dos exercícios,
observando a postura e a técnica dos alunos.
Feedback oral: A correção de erros será dada durante a execução
dos exercícios.
Referências BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares
Nacionais: Educação Física. Brasília, 1998.
PLANO DE AULA
Escola Escola de Educação Básica Valentin
Professor regente Vera Lúcia Lourenço Nobre
Professor
Disciplina Educação Física
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Identificação Série 2º ano do Ensino Médio
Turma
Período Escola de Educação Básica Valentin
Conteúdo Esportes Coletivos: Vôlei – Regras e Técnicas Básicas.
Objetivos Objetivo Geral: Desenvolver habilidades básicas do voleibol, como
o saque, passe e levantamento.
Objetivos Específicos:
Ensinar as regras básicas do jogo de voleibol.
Praticar o saque e o passe com foco na técnica correta.
Promover o trabalho em equipe durante o jogo.
Metodologia Aquecimento (10 minutos): Alongamento dinâmico para preparar
os músculos.
Explicação teórica (10 minutos): Abordar as regras do voleibol,
como o número de jogadores, como a bola deve ser passada, a
contagem dos pontos e os fundamentos do jogo.
Prática (30 minutos): Dividir a turma em pequenos grupos e
realizar atividades focadas em passes e saques.
Jogo (20 minutos): Organizar uma partida entre os grupos para
aplicar o aprendizado.
Recursos Bola de vôlei
Quadra de esportes
Cones (para demarcação da área de jogo)
Avaliação Observação: Acompanhar a execução técnica dos alunos no
saque e passe.
Participação: Avaliar o engajamento dos alunos nas atividades em
grupo.
Referências GIL, A. C. Manual de Educação Física: Esportes. São Paulo:
Editora FTD, 2015.
PLANO DE AULA
Escola Escola de Educação Básica Valentin
Professor regente Vera Lúcia Lourenço Nobre
Professor
Identificação Disciplina Educação Física
Série 3º ano do Ensino Médio
Turma
Período
Conteúdo Atividades Rítmicas e Danças: Dança de Salão.
Objetivos Objetivo Geral: Desenvolver a coordenação motora e o ritmo por
meio da dança de salão.
Objetivos Específicos:
Aprender passos básicos de dança de salão (ex: samba de
gafieira, forró).
Trabalhar a integração e o trabalho em equipe durante a dança.
Explorar diferentes ritmos e movimentos corporais.
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Metodologia Introdução (10 minutos): Explicar a importância da dança como
forma de expressão e de atividade física.
Demonstração (10 minutos): Mostrar os passos básicos de uma
dança de salão.
Prática (30 minutos): Organizar a turma em pares para praticar os
passos demonstrados.
Roda de Feedback (10 minutos): Observar os alunos dançando e
dar feedback sobre a postura e a execução dos passos.
Recursos Música de dança de salão
Espaço adequado para a prática (sala ampla ou ginásio)
Avaliação Observação: Avaliar a postura, o ritmo e a sincronização dos
alunos durante a dança.
Feedback individual: Fornecer feedback sobre a execução dos
passos de acordo com o desempenho.
Referências SOARES, R. A. A Arte da Dança: Teoria e Prática. Rio de Janeiro:
Editora Lúmen, 2016.
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10 RELATO DA APRESENTAÇÃO DOS PLANOS DE AULA AO PROFESSOR
A reunião para apresentação dos planos de aula tinha o objetivo de
apresentar três planos de aula elaborados para as aulas de Educação Física e
discutir sua pertinência em relação aos conteúdos, objetivos, metodologias, tipos de
atividades, recursos mobilizados e critérios avaliativos propostos.
Durante a apresentação, detalhei os planos de aula, que abordavam os
seguintes temas: aquecimento e alongamento, esportes coletivos com ênfase no
vôlei e atividades rítmicas com foco na dança de salão. Expliquei como cada
atividade seria desenvolvida, destacando o objetivo de promover o desenvolvimento
físico e a participação ativa dos alunos nas aulas.
O professor regente fez algumas observações construtivas. No plano de aula
sobre aquecimento e alongamento, sugeriu-se aumentar o tempo dedicado ao
alongamento das articulações mais exigidas, como ombros e tornozelos, e introduzir
um aquecimento gradual com atividades mais leves antes do alongamento mais
intenso. No plano sobre vôlei, o professor sugeriu um aquecimento mais específico
para os movimentos de saque e passe, além de modificar a dinâmica do jogo para
envolver mais alunos ao mesmo tempo. No plano de aula sobre dança de salão, o
professor sugeriu a inclusão de ritmos populares como forró e salsa para incentivar a
participação dos alunos, além de criar um momento de descontração para superar a
timidez na execução dos passos em pares.
Com base nas orientações do professor, os planos de aula foram ajustados.
No plano de aquecimento, foi incluído um aquecimento progressivo e alongamentos
mais focados nas articulações. No plano de vôlei, houve a inclusão de atividades de
aquecimento específicas para saque e passe, e a dinâmica dos jogos foi alterada
para permitir maior participação dos alunos. No plano de dança, foi adicionada uma
etapa de descontração e incluídos outros estilos de dança, como o forró e a salsa.
O encontro foi produtivo e contribuiu para o aprimoramento dos planos de
aula, garantindo que as atividades sejam mais alinhadas à prática pedagógica e às
necessidades dos alunos. Com as alterações sugeridas pelo professor regente, os
planos de aula ficaram mais adequados, o que contribuirá para o desenvolvimento
dos alunos de maneira mais eficaz.
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11 RELATO DA REGÊNCIA
Os conteúdos abordados incluíram o aquecimento e alongamento, os
fundamentos básicos do voleibol e exercícios de prática esportiva para coordenação
e trabalho em equipe.
Na primeira aula, o objetivo foi introduzir os conceitos e a importância de
aquecimento e alongamento para a prática esportiva. A abordagem foi tanto teórica
quanto prática: primeiro, expliquei os principais benefícios e riscos envolvidos, e em
seguida, os alunos realizaram uma sequência de exercícios. Utilizei recursos como
um cronômetro para organizar o tempo dos exercícios e faixas elásticas para
intensificar alguns alongamentos. A turma reagiu bem, mostrando interesse e
disposição para a atividade. Notei que os alunos compreenderam o propósito e
participaram de maneira engajada, embora alguns necessitassem de orientação
adicional para realizarem os movimentos de forma correta e segura. Ao final da aula,
avaliei que os objetivos foram alcançados e a participação ativa dos alunos
contribuiu para uma compreensão prática do conteúdo.
Na segunda aula, o foco foi no desenvolvimento dos fundamentos do voleibol,
incluindo técnicas básicas de passe e saque. Após uma breve introdução teórica, os
alunos foram organizados em duplas e trios para praticar as técnicas. Utilizei bolas e
uma rede de voleibol para simular as condições de jogo, o que foi muito eficaz para
que os alunos pudessem praticar em um ambiente próximo do real. A metodologia
utilizada permitiu que cada aluno praticasse e corrigisse sua técnica, com minha
supervisão constante para orientá-los. A interação entre os alunos foi muito positiva
e eles demonstraram grande interesse em melhorar suas habilidades. Porém,
percebi que alguns alunos enfrentaram dificuldades no controle da bola durante o
saque; para esses, propus exercícios mais simples e orientações individualizadas.
Essa adaptação foi essencial para atender à diversidade de habilidades presentes
na turma.
Na terceira aula, trabalhei com os alunos um circuito de exercícios voltados
para coordenação motora e trabalho em equipe, com o objetivo de promover uma
prática esportiva colaborativa. Organizei a turma em equipes e utilizei cones, cordas
e outros materiais para montar o circuito. Cada equipe precisava cumprir o circuito
de forma sincronizada, promovendo tanto a habilidade física quanto o espírito de
cooperação. Os alunos se mostraram motivados e empenhados em completar o
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circuito dentro do tempo estipulado. O feedback que recebi foi positivo, com os
alunos relatando que a atividade foi desafiadora, mas divertida. Percebi que o
trabalho em equipe foi um elemento crucial para o sucesso da aula, e todos os
alunos participaram de forma respeitosa e colaborativa.
Ao refletir sobre a sequência de aulas, considero que os objetivos foram
alcançados e que a metodologia e os recursos utilizados foram adequados para
atender às necessidades da turma. A adaptação dos exercícios para alunos com
diferentes níveis de preparo físico foi um aprendizado importante, e pude ver que
com ajustes no nível de intensidade, foi possível garantir que todos se sentissem
desafiados e incluídos nas atividades. Também foi satisfatório observar como as
aulas contribuíram para fortalecer a interação e o interesse dos alunos pela prática
esportiva, promovendo tanto o desenvolvimento técnico quanto habilidades sociais
importantes como cooperação e respeito mútuo. A experiência de regência foi
enriquecedora e reforçou a importância da flexibilidade na aplicação de
metodologias para uma prática educativa eficaz e inclusiva.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao concluir o estágio, posso afirmar que essa experiência foi extremamente
enriquecedora e essencial para minha formação profissional. A vivência no ambiente
escolar proporcionou não só uma compreensão teórica dos aspectos pedagógicos e
metodológicos, mas também a oportunidade de aplicar e adaptar esses
conhecimentos na prática, lidando com as dinâmicas reais de sala de aula, as
necessidades dos alunos e os desafios cotidianos do ensino.
Um dos pontos altos foi a interação com a equipe pedagógica e o professor
regente, cuja orientação e feedback foram fundamentais para aprimorar meu
planejamento e execução das aulas. Com suas contribuições, aprendi a ajustar
minhas metodologias e a diversificar os recursos, atendendo melhor às
necessidades da turma e promovendo uma experiência de aprendizado mais
engajadora e inclusiva. Esse apoio me ajudou a compreender a importância do
trabalho colaborativo e do papel da equipe pedagógica no fortalecimento do
processo educacional.
A experiência direta com os alunos também trouxe aprendizados
significativos. Pude observar diferentes estilos de aprendizagem, e isso me desafiou
a buscar abordagens variadas para promover uma participação ativa de todos. Com
isso, desenvolvi uma postura mais flexível e sensível em relação às particularidades
de cada estudante, reconhecendo a importância de práticas diferenciadas para um
ensino efetivo e inclusivo.
Outro aprendizado valioso foi a elaboração dos planos de aula. Essa prática
reforçou a importância de planejar cada etapa da aula de forma clara e objetiva,
considerando objetivos específicos, metodologias, recursos e formas de avaliação
que dialoguem entre si e estejam alinhados com as diretrizes curriculares. O
exercício de revisar os planos com o professor regente e realizar as adaptações
necessárias mostrou que o planejamento não é um processo estático, mas sim uma
prática dinâmica e colaborativa, que se fortalece com o tempo e com a experiência.
Por fim, esse estágio me permitiu consolidar minha escolha pela área da
educação, despertando em mim um desejo ainda maior de contribuir para o
desenvolvimento dos alunos e para a construção de uma prática pedagógica
transformadora. A experiência reforçou minha motivação para continuar estudando e
buscando aprimoramento, pois percebo que o papel do educador vai muito além da
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transmissão de conteúdos: envolve também ser um facilitador do aprendizado, um
apoio para o desenvolvimento integral dos alunos e um agente de mudanças no
contexto escolar.
Finalizo o estágio com gratidão pela oportunidade e com a certeza de que
esses aprendizados me acompanham para toda a vida. Estou cada vez mais
comprometida em aprimorar minhas habilidades e em contribuir para uma educação
de qualidade, inclusiva e transformadora.
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REFERÊNCIAS
Brasil. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC,
2018.
Freire, P. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São
Paulo: Paz e Terra, 1996.
Libâneo, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 2013.
Zabala, A. A prática educativa: Como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.
Luckesi, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo: Cortez, 2011.
Perrenoud, P. 10 novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000.
Vasconcellos, C. S. Construção do plano de ensino e do projeto pedagógico. São
Paulo: Libertad, 2000.