Integração da Resiliência Climática em Moçambique
Integração da Resiliência Climática em Moçambique
FUNDAÇÃO PARA O
DESENVOLVIMENTO DA
COMUNIDADE
ESTRATÉGIA DE INTEGRAÇÃO DA RESILIÊNCIA CLIMÁTICA E GESTÃO DO
RISCO DE DESASTRES NO PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DA FDC (2024
- 2034)
Coordenação
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ACRÓNIMOS
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LISTA DE FIGURAS
FIGURA 1: A ESTRUTURA MULTISSECTORIAL DE GESTÃO E REDUÇÃO DO RISCO DE DESASTRES EM
MOÇAMBIQUE................................................................................................................ 13
FIGURA 2: A ESTRUTURA DESCENTRALIZADA DO INGD PARA A GESTÃO DE RISCO DE DESASTRES
EM MOÇAMBIQUE........................................................................................................... 14
FIGURA 3: ESTRUTURA DO CENTRO NACIONAL DE OPERAÇÕES DE EMERGÊNCIA (CENOE) NA
COORDENAÇÃO DOS PROCESSOS DE EMERGÊNCIA.................................................................15
FIGURA 4: A ESTRUTURA DO MECANISMO DE GESTÃO DE DESASTRES AO NÍVEL LOCAL...............16
FIGURA 5: A ESTRUTURA DO MECANISMO DE COORDENAÇÃO DE EMERGÊNCIA..........................16
FIGURA 6: UMA VISÃO GERAL DO ACTUAL CIRCUITO DE FLUXO DE INFORMAÇÃO NO SUBSISTEMA
MOÇAMBICANO DE AVISO PRÉVIO E ALERTA (NOGUEIRA, 2019). NO DIAGRAMA ACIMA, AS LINHAS
SÓLIDAS INDICAM O FLUXO DE INFORMAÇÃO DE ALERTA PRECOCE PARA A COMUNIDADE. AS LINHAS
TRACEJADAS INDICAM, O FLUXO DE INFORMAÇÃO DA AVALIAÇÃO DAS NECESSIDADES PÓS-DESASTRE
(PDNA) DA COMUNIDADE PARA O INGD............................................................................20
FIGURA 7: PLATAFORMA ELECTRÓNICA USADA PARA GARANTIR O FLUXO DE INFORMAÇÃO ENTRE OS
VÁRIOS INTERVENIENTES.................................................................................................. 20
FIGURA 8: MECANISMO DE PARTILHA DE INFORMAÇÃO EM DIFERENTES NÍVEIS E MEIOS USADOS
PARA CIRCULAÇÃO DE INFORMAÇÃO................................................................................... 21
FIGURA 9: COMPOSIÇÃO DOS AGRUPAMENTOS E REPRESENTATIVIDADE DAS AGÊNCIAS LOCAIS,
INTERNACIONAIS E BASEADAS NAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INTERVENÇÃO DE RESPOSTA
HUMANITÁRIA EM CABO DELGADO.................................................................................... 23
FIGURA 10: PRESENÇA GEOGRÁFICA DA FDC A NÍVEL DISTRITAL COM BASE NAS ÁREAS DE
INTERVENÇÃO CHAVE DOS PROJECTOS DA FDC: A FIGURA MOSTRA IGUALMENTE OS DISTRITOS EM
QUE SE VERIFICA UMA SOBREPOSIÇÃO DE PROJECTOS, O QUE CONTRIBUI PARA UMA MAIOR
INTEGRAÇÃO DE PROGRAMAS DA FUNDAÇÃO.......................................................................27
FIGURA 11: O DIAGRAMA APRESENTA A ABORDAGEM MULTIDIMENSIONAL DA UNIDADE DA FDC DE
AGRICULTURA, SAN E DIVERSIFICAÇÃO DE MEIOS DE SUBSISTÊNCIA PARA A GESTÃO DE RISCOS
CLIMÁTICOS NA PRODUÇÃO LOCAL E NOS SISTEMAS ALIMENTARES............................................29
FIGURA 12: ÁREAS CHAVE PARA INTERVENÇÃO..................................................................58
FIGURA 13: DISTRITOS PARA IMPLEMENTAÇÃO PILOTO DA ESTRATÉGIA...................................62
FIGURA 14: PAPÉIS ESTRATÉGICOS DA FDC A LUZ DA IMPLEMENTAÇÃO DA ESTRATÉGIA DE
INTEGRAÇÃO DE RESILIÊNCIA CLIMÁTICA E GRRD NO DESENHO E IMPLEMENTAÇÃO DE INTERVENÇÕES
DE DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO................................................................................. 63
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LISTA DE TABELAS
TABELA 1: DISTRIBUIÇÃO DO PESSOAL INDIRECTO REMUNERADO DA FDC PELAS PROVÍNCIAS DE
INTERVENÇÃO. UM RÁCIO DE NÚMERO DE AGREGADOS FAMILIARES RURAIS POR MEMBRO DO
PESSOAL CONSIDEROU QUE A FUNDAÇÃO UTILIZA EFICAZMENTE A SUA REDE DE PESSOAL
REMUNERADO PARA IMPLEMENTAR PROGRAMAS DE DESENVOLVIMENTO LOCAL. UM RÁCIO BASEADO
NA TEORIA DE DIFUSÃO DE INOVAÇÃO E CALCULADO PARA ATESTAR QUANTOS AGREGADOS
FAMILIARES CADA MEMBRO DO PESSOAL TERIA DE INTERVENCIONAR, CONSIDERANDO UMA
NECESSIDADE DE PENETRAÇÃO DE 5-7% PARA ESTIMULAR MUDANÇAS.....................................28
TABELA 2: QUADRO DE REGISTO DO OBJETIVO ESTRATÉGICO................................................41
TABELA 3: LOCAIS DE TESTE PRIORITÁRIOS SELECCIONADOS PARA A OPERACIONALIZAÇÃO PELA
FDC DA SUA ESTRATÉGIA DE REFORÇO DA RESILIÊNCIA CLIMÁTICA E DE INTEGRAÇÃO DA GESTÃO E
REDUÇÃO DO RISCO DE DESASTRES................................................................................... 61
TABELA 4: PROJEÇÃO ORÇAMENTAL PARA IMPLEMENTAÇÃO DA ESTRATÉGIA DE INTEGRAÇÃO DE
ACÇÕES DE MELHORIA DE RESILIÊNCIA CLIMÁCTICA E GRRD NOS PROGRAMAS E INTERVENÇÕES DE
APOIO AO DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO PROMOVIDAS PELA FDC.......................................69
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PREFACIO
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FDC iniciou um processo de reflexão para 1) entender o panorama actual da cadeia
de Gestão e Redução do Risco de Desastres (GRRD), emergência e resposta
humanitária (ERH) em Moçambique, 2) identificar as principais lacunas e desafios
operacionais no funcionamento da cadeia de GRRD em Moçambique bem como 3)
identificar as oportunidades existentes para o envolvimento das OSC-OCB’s e como
melhor posicionar a Fundação como um actor relevante e parceiro confiável na
promoção de medidas de melhoria de resiliência climática. No entanto, para orientar
a participação da FDC na cadeia de GRRD, bem como no processo de integração de
acções de melhoria de resiliência climática nas agendas de desenvolvimento local,
um documento estratégico é necessário.
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ÍNDICE
ACRÓNIMOS 3
LISTA DE FIGURAS 4
LISTA DE TABELAS 5
PREFACIO 6
CAPÍTULO I: 10
1. INTRODUÇÃO 10
1.1 Quadro Legal de Gestão do Risco de Desastres e Pontos de Entrada para o Envolvimento Activo das
OSC-OCB’s na Cadeia de Gestão de Risco Climático e Desastres em Moçambique 11
1.1.1 Contexto da Gestão do Risco Climático e de Desastres em Moçambique 11
1.2 Cadeia de Comando da Gestão do Risco de Desastres: Lacunas Operacionais e Pontos de Entrada
Chave para o envolvimento activo da sociedade civil local 17
1.3 Representatividade das OSC-OCB’s na cadeia de GRRD e resposta humanitária 22
1.3.1 Financiamento desigual para as zonas de risco de seca e de ciclones e inundações 24
1.3.2 A interligação entre GRRD, Conflitos e a adesão de moçambique aos protocolos internacionais sobre
GRRD - o quadro do Marco de Sendai 24
1.4 Oportunidades e desafios para a FDC se tornar um actor chave no apoio a integração da gestão de
riscos climáticos nas agendas de governação e programas do desenvolvimento local 25
1.4.1 avaliação do Arranjo institucional - pontos fortes e fracos da FDC 31
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CAPÍTULO 3: ABORDAGEM DE IMPLEMENTAÇÃO 59
REFERÊNCIAS 70
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CAPÍTULO I:
CONTEXTO DA GESTÃO E REDUÇÃO DO RISCO DE DESASTRES EM
MOÇAMBIQUE
1. INTRODUÇÃO
A FDC foi criada em 1994 sob a convicção de que no contexto pós-guerra civil, a
pobreza e a fome no meio rural, apesar de inevitáveis não eram aceitáveis. Por
conseguinte, era necessário envidar esforços direcionados para combater ambas e
melhorar os padrões de vida das comunidades rurais moçambicanas afectadas pela
guerra e das pessoas deslocadas que regressavam as suas zonas de origem. Para
tal, os membros fundadores da FDC acreditavam que mudanças estruturais e sociais
profundas eram necessárias para envolver efetivamente todos os intervenientes
relevantes, no sentido de trabalhar activamente com o Governo de Moçambique
(GdM) na concepção e implementação de intervenções de desenvolvimento
localmente viáveis e inclusivas para combater de forma inteligente a pobreza, a
fome e todos os tipos de desigualdades sociais. Contudo, passados quase 30 anos
da criação da FDC, o país continua a enfrentar os mesmos desafios e variáveis
novas foram acrescidas á já complexa equação de desenvolvimento rural em
Moçambique.
Entre 2000 e 2022, choques climáticos recorrentes, como ciclones tropicais, cheias e
secas, juntamente com a instabilidade político-militar em algumas regiões do país,
afectaram directamente a vida de mais de 2 milhões de Moçambicanos. A pandemia
de Covid-19 e outras emergências de saúde pública relacionadas ao clima, como
surtos de cólera, malária e diarreia, também tiveram um impacto significativo na
materialização das agendas de desenvolvimento de Moçambique. Portanto, tendo
em conta o recente histórico de eventos climáticos extremos em Moçambique, é
crucial melhorar a capacidade local de desenhar, implementar e monitorar agendas
e programas de desenvolvimento local compatíveis ao clima, i.e., capazes de
integrar acções de gestão de risco climático e a construção de resiliência climática a
longo prazo e deste modo melhorar o nível de prontidão, prevenção, adaptação,
resposta e recuperação pós-choque das comunidades mais vulneráveis.
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OSC-OCB’s neste processo é um passo fundamental para melhorar a eficácia e a
sustentabilidade a longo prazo das acções de operacionalização da cadeia de gestão
de riscos climáticos em Moçambique. No entanto, muito pouco tem sido feito ainda
nesse sentido em Moçambique, ademais a gestão do risco de desastres e da
resposta à situações de emergência/desastres só é efectiva com uma correcta,
eficiente coordenação e troca de informações entre os diversos actores a todos os
níveis, em especial a participação das comunidades neste processo é imperiosa e
crucial nas acções de prevenção e mitigação dos desastre.
Apesar de se reconhecer que ainda haja muito por fazer, um esforço imediato para
dotar as OSC-OCB’s de capacidades técnicas e meios materiais necessários para se
tornarem mais activas no apoio ao GdM e às comunidades de risco na construção de
resiliência climática é necessário. Ao fazê-lo, é também importante melhorar a
capacidade local para informar e influenciar o processo de migração de abordagens
de curto prazo para programas multianuais de criação e melhoria da resiliência
climática a longo prazo. Esta mudança de abordagem é extremamente importante
principalmente se tomarmos em conta o facto de que até 2021, o financiamento
total para resposta humanitária pós-choque aumentou para cerca de 31 bilhões de
dólares americanos1. Embora, a nível internacional, o financiamento para a GRRD
tenha duplicado na última década, os fundos têm sido direcionados principalmente
para promover respostas de curto prazo. É tendo em conta o histórico recente de
Moçambique no referente a eventos climáticos extremos e emergências de saúde
pública transmitidas por vetores associados ao clima que a FDC se envolveu nesta
reflexão interna e esforço de transformação autoimposto para elaborar um
instrumento - estratégia, que ajude a orientar o processo de integração de acções
de construção e melhoria de resiliência climática e GRRD nos seus programas de
apoio as agendas de desenvolvimento local como meio de se posicionar como um
parceiro local fiável na operacionalização da cadeia de gestão de risco de desastres
em Moçambique.
1
[Link]
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quatro a mais de cinco cheias. No mesmo período, 7 distritos das províncias de
Manica e Sofala, situados ao longo da bacia do Revue-Púnguè, registaram mais de
cinco inundações durante a época chuvosa. Todos estes distritos estão situados ao
longo das bacias hidrográficas do Zambeze, baixo Licungo, Revue-Búzi e Pungue.
Tempestades e ciclones tropicais também afectaram significativamente a zona
costeira de Moçambique. No sul de Moçambique, Zavala, Jangamo, Maxixe,
Morrumbene, Inharrime, Massinga, Vilankulo, e Govuro foram os distritos mais
afectados com mais de 5 ciclones no período 1979-2019. Parte destes distritos
também foram fortemente afectados pelo ciclone Freddy entre Fevereiro - Março de
2023. No centro de Moçambique, Machanga, Chibabava, Búzi, Beira, Marromeu,
Maganja da Costa, Mocubela e Pebane foram os distritos mais afectados por
ciclones, tendo registado mais de 5 eventos. Moma, Larde, Angoche, Mossuril,
Monapo e Nacala-a-Velha, ao longo da linha costeira do norte de Moçambique,
registaram o maior número de ciclones.
Para além do elevado risco de ocorrência de ciclones e cheias ao longo das planícies
aluviais das principais bacias hidrográficas que atravessam o país e da linha
costeira, o interior de Moçambique, mais especificamente os distritos de Gaza,
Inhambane, Maputo e uma parte da linha costeira do sul de Moçambique na RAE -
1, 2, 3), a cintura seca do centro de Moçambique que atravessa os distritos do Vale
do Zambeze nas províncias de Tete, Manica, Sofala e Zambeze – RAE 6, sofrem
secas cíclicas. Na maior parte dos distritos propensos à seca, a precipitação anual
varia entre 300-800 mm. No interior dos distritos da província de Gaza, por
exemplo, as secas são acompanhadas por um alto risco de perda de culturas, isto é,
nestas zonas existe uma probabilidade de fracasso de culturas que varia entre 45 -
75 % devido à precipitação insuficiente em várias comunidades dos distritos de
Massingir, Chicualacuala, Mapai, Mabalane, Massangena e Chigubo (Reddy, 1985 a-
b). Contudo, o facto de parte destes distritos estarem localizados ao longo do rio
Limpopo, e Save, oferece-lhes um potencial único para irrigação que é ainda pouco
explorado. O interior dos distritos secos de Gaza - ao longo do rio Limpopo com
algumas comunidades situadas na zona tampão do Parque Nacional do Limpopo, o
conflito homem-elefante (HEC) é também um factor a ter em conta e que constitui
uma limitante ao aproveitamento da água para produção irrigada.
2
Departamento de Prevenção e Combate às Calamidades Naturais (DPCCN)
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Gestão e Redução do Risco de Desastres descritos na Resolução nº 18/99 de 18 de
Junho de 1999.
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Figura 1: A estrutura multissectorial de Gestão e Redução do Risco de Desastres
em Moçambique
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Figura 2: A estrutura descentralizada do INGD para a Gestão de Risco de Desastres
em Moçambique
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Figura 4: A estrutura do mecanismo de gestão de desastres ao nível local
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Com ambos dispositivos normativos, designadamente, a Lei 15/2014 de 20 de Junho
de 2014, e a Lei 10/2020, de 24 de Agosto de 2020, foi estabelecida uma estrutura
descentralizada para a GRRD. A nova estrutura inclui os Centros Operativos de
Emergência a nível regional, provincial e distrital e os Comités Locais de Gestão de
Risco de Desastres (Figura 1). A nível comunitário, a implementação é garantida
através de uma rede de CLGRD. Apesar das mudanças trazidas de uma lei para
outra, por exemplo, o estabelecimento dos três subsistemas de GRRD,
nomeadamente, o subsistema de aviso prévio e alerta, o subsistema de resposta e,
finalmente, o subsistema de prevenção, adaptação, mitigação e resiliência, a
capacidade operacional do INGD de hoje tem as suas raízes na longa experiência do
INGC e nas lições aprendidas de GRRD durante o período entre o Decreto
Presidencial 44/80 e o rescaldo da Resolução 18/99 de 18 de Junho de 1999.
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do subsistema de prevenção, mitigação, adaptação e construção de resiliência. Esta
mudança surge também como parte dos esforços do país em alinhar-se o seu
quadro operativo as diretrizes do Marco de Sendai para a GRRD. Contudo,
investimentos na criação de capacidade local para conceber e institucionalizar
medidas do subsistema de prevenção, mitigação, adaptação e criação de resiliência
nas agendas e programa do desenvolvimento local são ainda limitados.
Partindo do princípio que a nova legislação de GRRD, tal como as leis que a
precederam, deixam clara a necessidade de adoptar uma abordagem
descentralizada de GRRD e que explora as vantagens comparativas individuais de
cada interveniente na cadeia GRRD-ERH, o pais ainda precisa fazer mais no sentido
de estabelecer a ponte entre as OSC-OCB’s, GdM, sector privado local, parceiros
internacionais e comunidades no sentido de juntos conceberem, implementar e
monitorar a efectividade de planos multianuais de melhoria de resiliência climática
ajustadas a realidade de cada distrito e comunidade alvo. Ao fazê-lo, é fundamental
equipar as autoridades locais de capacidade para desempenharem eficazmente o
seu papel de regulador e órgão de coordenação e garantia da qualidade capaz de
ajudar a minimizar no terreno o habitual foço entre a política e prática. Um
exemplo, aliado a necessidade de fortalecimento do papel das autoridades locais, é
a necessidade de assegurar que as normas e padrões internacionalmente
acordadas, e.g., a criação de soluções duradouras são efetivamente seguidas e
traduzidas em acções práticas quando se implementa intervenções de ERH pós-
choque no terreno. O fortalecimento de capacidades é necessário principal a nível
distrital e comunitário, onde o défice de competências para fazer a devida
familiarização e monitoria de grão de cumprimento dos padrões, normas
operacionais e legislação é ainda limitada.
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conceber e implementar, de forma participativa, intervenções de GRRD multianuais
que sejam localmente relevantes e viáveis, precisa de ser melhorada.
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Figura 6: Uma visão geral do actual circuito de fluxo de informação no subsistema
moçambicano de aviso prévio e alerta (Nogueira, 2019). No diagrama acima, as
linhas sólidas indicam o fluxo de informação de alerta precoce para a comunidade.
As linhas tracejadas indicam, o fluxo de informação da Avaliação das Necessidades
Pós-Desastre (PDNA) da comunidade para o INGD
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Figura 7: Plataforma electrónica usada para garantir o fluxo de informação entre
os vários intervenientes
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apesar do trabalho em curso para a revitalização dos CLGRD, uma tarefa que tem
ganho ímpeto com o envolvimento activo das OSC’s, especial atenção deve ser
dada a sistematização de conhecimento e capacitação dos CLGRD que devem ser
equipados com as competências necessárias para apoiar as autoridades locais e
comunidades na implementação de planos multianuais de melhoria de resiliência
localmente relevantes.
3
Os dados apresentados excluem os grupos de logística e de recuperação rápida,
em que não foram obtidos dados da ReliefWeb,
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locais - principalmente OCB’s, que trabalham como parceiros locais de
implementação subcontratados pelos parceiros da Nações Unidades e ONG’s
internacionais. Esta ligação representa um ponto de entrada fundamental para a
localização e validação de uma abordagem sistémica para reforçar a cadeia de
GRRD e melhoria de resiliência a nível local.
4
Conhecimentos técnicos limitados: Algumas OSC’s podem não ter os
conhecimentos técnicos necessários para se envolverem efetivamente em
actividades e iniciativas de gestão do risco de desastres (DRM), como a avaliação
de riscos, o planeamento da preparação para catástrofes e a coordenação da
resposta.
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factor limitante uma vez que a maior parte das OSC-OCB’s locais dispõem de
sistemas financeiros fracos para executar e justificação de fundos.
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Uma comparação das parcelas de financiamento dedicadas ao ciclone Idai, Kenneth
e as zonas afectadas pela seca em 2019 mostrou que o financiamento a seca
recebeu significativamente muito menos financiamento em comparação com os
outros eventos. Isto de certa forma contribui para a pobreza e a insegurança
alimentar característicos das regiões Semi-áridas de Moçambique, que apesar de
apresentarem más condições agro-ecológicas para a produção em sequeiro de
grande parte das culturas alimentares habituais, e.g., milho, têm um elevado
potencial pecuário. Contudo, este potencial é pouco explorado. Por outro lado, o
deficitário acesso a água potável e productiva que constitui uma das principais
limitantes na zona seca de Moçambique, dados do rescaldo dos ciclones Idai e
Kenneth, mostraram que um total de 21.8 e 10 milhões de dólares americanos,
respectivamente foram alocados a componente de água e saneamento, nas regiões
afectadas pelos dois ciclones. Em contrapartida, as zonas secas, no mesmo
período, receberam apenas 2.1 milhões de dólares de financiamento para melhorar
o acesso à água e ao saneamento.
5
O Quadro do Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres é um plano
global para a redução do risco de desastres e das perdas á eles associadas.
Estabelece vários objectivos e metas para orientar os esforços nacionais e
internacionais nesta área, com destaque para: 1) reduzir a mortalidade decorrente
de desastres em pelo menos, 50% até 2030; 2) reduzir as perdas económicas
decorrentes dos desastre até 2030; 3) aumentar a resiliência nacional e local: 4)
reforçar a governância em matéria de GRRD a todos os níveis; 5) melhorar os níveis
de prontidão; 6) melhorar a cooperação internacional: 7) promover abordagens
inclusivas e sensíveis ao género para GRRD.
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de origem. A gestão de deslocados internos constitui ainda um desafio para o GdM
e seus parceiros de desenvolvimento até agora, tanto no Norte de Moçambique,
assolado pelo conflito, assim como na zona Centro e Sul de Moçambique, que são
propensas a ciclones e cheias. Nestas regiões, e existe uma porção significativa de
famílias desalojadas pós-evento e que acaba sempre regressando as zonas de risco
e viver abaixo dos seus padrões de vida anteriores, devido à incapacidade existente
de conceber soluções definitivas capazes de proporcionar melhores padrões de vida
aos IDP’s nas zonas de reassentamento.
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A FDC tem um total de 209 trabalhadores distribuídos por todo o país. Destes, a
sede em Maputo, com cerca de 75 trabalhadores, e o subescritório de Cabo
Delgado, com 34 trabalhadores, são os que têm maior número de trabalhadores.
Ao pessoal permanente da FDC junta-se uma rede de cerca de 26 mil voluntários,
dos quais 57,6%, i.e., cerca de 15.073 activistas fazem parte de uma rede de
pessoal indiretamente pago pelos sub-recipientes da FDC. Os voluntários estão
distribuídos pelos distritos abrangidos pela FDC e constituem um recurso activo
para ajudar a operacionalizar as intervenções comunitárias da FDC. A nível distrital,
esta rede é composta pelas seguintes categorias: 1) supervisores de nível distrital,
2) activistas, 3) paralegais - assistentes jurídicos, 4) APE’s, 5) mentores; 6)
professores de escolas primárias e secundárias, 7) líderes comunitários e 8) pontos
focais de nível distrital.
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Figura 10: Presença geográfica da FDC a nível distrital com base nas áreas de
intervenção chave dos projectos da FDC: A figura mostra igualmente os distritos em
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que se verifica uma sobreposição de projectos, o que contribui para uma maior
integração de programas da Fundação
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Tabela 1: Distribuição do pessoal Indirecto remunerado da FDC pelas províncias de intervenção. Um rácio de
número de agregados familiares rurais por membro do pessoal considerou que a fundação utiliza eficazmente a sua
rede de pessoal remunerado para implementar programas de desenvolvimento local. Um rácio baseado na teoria de
difusão de inovação e calculado para atestar quantos agregados familiares cada membro do pessoal teria de
intervencionar, considerando uma necessidade de penetração de 5-7% para estimular mudanças
Rácio baseado
Pessoal na Teoria de
Rácio rural 5-7 %
remunerado Quota Agregados familiares Difusão de
Província (Agr. fam: Ind. População
indirectame (%) rurais (#) inovação (7%
STAFF) rural
nte (#) Agr. fam: Ind
STAFF)
Niassa 179 1.17 289,709 1,618 20,280 113
Cabo
3976 25.98 431,365 108 30,196 8
Delgado
Nampula 653 4.27 916,094 1,403 64,127 98
Zambézia 729 4.76 957,643 1,314 67,035 92
Sofala 506 3.31 259,845 514 18,189 36
Manica 7626 49.82 256,730 34 17,971 2
Tete 255 1.67 454,635 1,783 31,824 125
Inhambane 245 1.60 241,349 985 16,894 69
Gaza 239 1.56 204,220 854 14,295 60
Província
536 3.50 137,836 257 9,649 18
de Maputo
Maputo
363 2.37 - - - -
Cidade
TOTAL 15307 100 4,149,426
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Nos últimos 8 anos, i.e., 2014-2022, a FDC através da sua unidade de agricultura,
SAN e melhoria de meios de vida, responsável pelo desenho e implementação de
intervenções de desenvolvimento comunitário compatíveis ao clima centradas
principalmente na melhoria da capacidade productiva, SAN, e diversificação de
renda e meios de vida em contexto de mudanças climáticas, vários modelos para a
melhoria da gestão e resiliência climática foram desenvolvidos. Grande parte destes
modelos estão assentes em uma abordagem integrada e participativa de
fortalecimento e diversificação sustentável de meios de vida (SLED) que se provou
efectiva na melhoria dos níveis de prontidão, adaptação e redução da
vulnerabilidade a longo prazo a três níveis, nomeadamente, regional, i.e.,
comunidade e instituições, a nível da unidade de produção e por fim a nível do
agregado familiar como um todo. O modelo da FDC era centrado numa intervenção
em três dimensões, nomeadamente, a humana, económica e física (Figura 11).
Dimensão Económica -
Inclusão financeira,
alfabetização, ligação com o Acesso a sementes de alto rendimento,
mercado e meios de tolerantes à seca e biofortificadas (por
exemplo, BDPA e leguminosas)
subsistência diversificados Acesso a sistemas de irrigação solar de
Capacitação institucional
Construir capacidade local em SAN e pequena escala
programação de desenvolvimento Melhore a lucratividade econômica de toda a Estabelecimento de sistemas comunitários
compatível com o clima fazenda de sementes
Melhorar os sistemas de monitoramento Literacia financeira para melhorar as estratégias de Melhorar a gestão de riscos agrícolas,
climático e o uso de informações climáticas gestão de recursos no nível familiar - uso e alocação melhorando o desenho e gestão de sistemas
para aprimorar o planejamento agrícola Dinamizar ROSCAS de Base Comunitária agrícolas inteiros - design de sistemas
Assistência técnica: vincular os agricultores Desenvolver habilidades empreendedoras agrícolas integrados, sensíveis ao clima e à
a redes de conhecimento para melhorar seu Fortalecer a ligação com mercados nutrição
processo de tomada de decisão; Diversificar estratégias de subsistência - fontes de Melhorar a produtividade dos recursos -
Integração de jovens por meio da TVET renda familiar com ênfase em negócios liderados produzir mais com menos, ou seja,
Reunir OSCs, CBOs e instituições de por mulheres dentro e fora da machamba intensificação sustentável com ênfase no
conhecimento por meio de programas de Profissionalizar a gestão das machambas por meio aumento da eficiência no uso de terra, mão de
pesquisa participativa do acesso a suporte técnico especializado e obra, água e nutrientes
Geração de conhecimento, sistematização e participação em cooperativas e cadeias curtas de Aumentar a disponibilidade de alimentos
disseminação inteligente valor através da redução das perdas pós-
colheita
Melhorar as medidas de conservação do
Dimensão Humana Dimensão Física
solo e da água
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modo a melhorar os níveis de prontidão, resposta e capacidade de recuperação
pós-choque. Foi a pensar na necessidade de cobrir esta lacuna existente na gestão
de risco climático que a FDC vem trabalhando no sentido de desenhar e promover
abordagem para tornar os sistemas e cadeias de produção, bem como dos sistemas
alimentares locais climaticamente resilientes.
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desenhados e estabelecidos com o objectivo de ajudar a melhorar os indicadores de
SAN em Nampula através de ações coordenadas para aumentar a disponibilidade,
acesso, e suprimento continuo de alimentos ricos e capazes de ajudar a suster uma
dieta balanceada e rica em nutrientes essências. Em Nampula, os quintais
inteligentes foram criados através da sistematização e integração de abordagens
até então departamentalizadas a luz da estratégia de operacionalização das
diretrizes do PAMRDC em relação a melhoraria da disponibilidade imediata de
micronutrientes essências provenientes de vegetais e frutas frescas bem como
acesso a proteína animal – ovos, carne e peixe.
Os quintais inteligentes foram mais tarde ajustados para um contexto rural onde o
enfoque foi posto no redesenho e estruturação da “exploração familiar” com ênfase
na parcela productiva a volta da casa que concentra grande parte da diversidade
productiva da família antes de passar para o ajuste de toda operação de modo a
melhorar a gestão de risco climático e no processo aumentar a productividade e
rentabilidade económica da exploração familiar. Neste quintal productivo, esforços
foram feitos pela FDC no sentido de melhorar a disponibilidade de água productiva
através de infraestruturas de captação e retenção de água e trazer o maior nível de
integração por via da promoção de sistemas de produção climática e
nutricionalmente inteligentes onde culturas anuais com tolerância contrastante a
grande parte dos estresses bióticos e abióticos, ciclos fisiológicos diferentes,
objectivo contrastantes, i.e., alimentação e geração de renda, múltiplos propósitos
e capazes de ajudar a melhorar as propriedades físico-químicas e biológicas do solo,
culturas perenes (4F’s) com ênfase em fruteiras, forrageiras, fixação de nitrogénio,
integração de animais e hortas caseiras para melhorar a SAN, renda e circularidade
no sistema.
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melhoria de prontidão, resposta e recuperação pós-choque é necessária
principalmente no semiárido onde existe um maior déficit operacional.
VISÃO INSTITUCIONAL
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comunidade, selecionados entre líderes comunitários, formadores de opinião
e profissionais públicos, como professores e profissionais de saúde.
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DESAFIOS
Desafios a serem abordados pela FDC para fortalecer sua actuação na área de
Gestão e Redução do Risco de Desastres e melhoria da resiliência climática
incluem:
Ao abordar esses desafios, a FDC poderá intervir de forma mais eficaz e atempada
na cadeia de GRRD, fortalecendo sua posição como parceiro-chave na promoção de
ações de desenvolvimento comunitário e governança local em Moçambique.
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CAPÍTULO II: VISÃO ESTRATÉGICA
2.1 RELEVÂNCIA DA ESTRATÉGIA PARA A FDC
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fortalecer a cadeia de GRRD em nível local, mas também ajudou a entender como a
FDC é percebida pela comunidade e suas lideranças. Isso permite à FDC alinhar
seus esforços com as iniciativas de capacitação do INGD e das autoridades locais,
institucionalizar melhorias na gestão de risco de desastres e integrar a resiliência
climática em programas de desenvolvimento local. Portanto, é do interesse da FDC
continuar promovendo espaços de diálogo e construindo parcerias público-privadas
inteligentes para co-criar soluções viáveis localmente, capazes de reduzir os efeitos
imediatos e os impactos de longo prazo dos choques climáticos nas comunidades e
seus meios de subsistência.
2.1.1 PRINCÍPIOS
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institucionalização dessas medidas nos modos de vida locais, promovendo
uma convivência mais saudável com eventos climáticos.
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b) Fortalecer a FDC e instituições locais através de intervenções orientadas
para o reforço da capacidade técnica interna da FDC, do INGD, do INAM, IP,
governos locais e das OSC-OCB’s no domínio de desenho e implementação de
agendas de governação e programa do desenvolvimento compatíveis ao
clima. Neste contexto, o reforço da capacidade local para integrar a gestão de
riscos climático nos programas do desenvolvimento local a diferentes níveis –
província, distritos, postos-administrativos, localidade, povoados e agregados
familiares, como meio de blindar a cadeia de serviços primários,
nomeadamente, agricultura e sistemas alimentares locais, água, educação e
diversificação de meios de vida, saúde, sistemas financeiros de modo a
melhorar os níveis de prevenção, prontidão, resposta e recuperação e
reconstrução pos-choque devem merecer atenção particular. Ao fazê-lo, será
importante reforçar os mecanismos de coordenação e gestão climática
através de parcerias público-privadas inteligentes que ajudem a aproximar os
demais actores na cadeia de GRRD do governo local, lideranças comunitárias
e comunidade6.
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VISÃO
Um país onde as comunidades são resilientes a choques climáticos,
equipadas e dotadas de capacidade e conhecimento sobre os riscos que
estão expostos equipadas de capacidade para gerir desastres sem
comprometer a materialização da agenda e prioridades de desenvolvimento
local imediato e futuro.
MISSÃO
A nossa missão é integrar a Gestão e Redução do Risco de Desastres (GRRD)
em todos os programas e actividades de desenvolvimento comunitário,
através do reforço da capacidade local - instituições e comunidades, na
gestão eficaz dos riscos de desastres por via do desenvolvimento de
protocolos institucionais para GRRD assentes no estabelecimento de
parcerias público-privadas inteligentes para a sua materialização no terreno.
A FDC esforçar-se-á por melhorar a prontidão para redução do risco de
desastres e melhorar a capacidade de resposta, recuperação e resiliência a
longo prazo das comunidades de risco onde o fortalecimento da capacidade
para tomado de decisões informadas promoção de intervenções lideradas
pela comunidade merecerá especial atenção.
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2.2 OBJECTIVO GERAL
7
Como uma estratégia para institucionalizar medidas continuadas de gestão do
risco de desastres e aprimoramento da resiliência climática, visando à redução da
vulnerabilidade climática em médio e longo prazo
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2.2.4 Realizar advocacia direcionada para a familiarização, implementação e
monitoramento contínuo do quadro legal de gestão do risco de desastres
naturais em nível provincial, distrital e comunitário. Isso criará um
ambiente favorável para o envolvimento activo das comunidades locais na
concepção, implementação e monitoria contínuo de planos multianuais
para construção e melhoria da resiliência climática localmente acordados,
capazes de melhorar os níveis de prontidão, resposta, recuperação pós-
choque e resiliência a longo prazo das comunidades em risco.
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PILAR 6:
Justiça, coesão social e
consolidação da paz
PILAR 5:
Fortalecer a colaboração e
criação de ambientes
favoraveis participação em
plataformas de GRRD-ERH
PILAR 4:
Advocacia em mudanças
climáticas, GRRD-ERH,
conflitos e gestão de
IDP's
PILAR 3:
Gestão de
conhecimento: criar,
sistematizar, e
transferir tecnologias
relevantes
PILAR 2:
Capacitação de
Instituições locais
em materia de gestão
e resiliência climática
PILAR 1:
Fortaleciment
o
institucional -
mainstreaming
de mudanças
climáticas e
GRRD-ERH
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Tabela 2: Quadro de registo do objetivo estratégico
OBJECTIVO Resultados
Principais actividades INDICADORES
ESTRATÉGICO previstos
1.1Concebidos e
institucionalizados ● Desenvolvido e
protocolos aplicados os
institucionais protocolos
1.1.1 Desenvolver diretrizes e protocolos
destinados a operacionais e que
operacionais internos para orientar as
orientar as orientem as acções da
Integrar as mudanças operações da FDC antes, durante e na
operações da FDC Fundação em caso de
climáticas, a gestão do sequência de riscos e ameaças
antes, durante e riscos e ameaças
risco de desastres e previsto na lei n.º 10/2020, Artigo
após a ocorrência previstas na
gestão de conflitos como 12.º),
de eventos legislação, e.g.,
temas transversais nas 1.1.2 Induzir todo o pessoal de gestão,
climáticos pandemias, seca,
operações da FDC e sua projectos e os sub-beneficiários dos
previstos - ciclones ciclones, cheias, e
agenda de apoio ao financiamentos da FDC a actuar em
tropicais, cheias, emergência de saúde
desenvolvimento zonas de risco sobre as diretrizes
secas e outras pública causadas por
comunitário, como forma operacionais da Fundação em
ameaças vectores associados ao
de garantir uma contexto de risco climático, conflitos,
legisladas clima.
materialização mais eficaz e outras ameaças legisladas capazes
relevantes a ● Número de
e eficiente dos objectivos de minar a agendas de promoção de
Fundação. trabalhadores com
de transformação social desenvolvimento local promovidas
formação em GRRD e
visados pela fundação no pela Fundação.
familiarizados com o
contexto de mudanças
protocolo e diretrizes
climáticas e conflitos.
operacionais
aprovadas;
Página 47 de 83
climática, e gestão criação de resiliência
de risco de nos programas de desenvolvimento climática a nível
desastres – da FDC. institucional, regional,
prontidão, ERH, 1.2.2 Estabelecer uma Direcção para comunitário, da cadeia
recuperação pos- coordenar o trabalho da FDC em de prestação de
choque e matéria de melhoria da resiliência serviços primários de
diversificação de climática e de GRRD-ERH a nível apoio, e agregados
meios de vida são comunitário. familiares em todos os
incorporados como 1.2.3 Criar um grupo de trabalho sectores-chave de
questões multissectorial sobre a resiliência intervenção da FDC.
transversais nos climática e a gestão do risco de ● Número de pontos
programas de desastres. focais de GRRD-ERH
desenvolvimento 1.2.4 Identificar e formar pontos focais para activos e funcionais
da FDC. melhoria da resiliência climática, a em todos os gabinetes
gestão de riscos de desastres e a regionais da FDC que
gestão ambiental nos escritórios cobrem comunidades
regionais da FDC, projectos que de risco prioritárias
representem localmente a Fundação para esta estratégia.
em grupos de trabalho temáticos a ● Fundo de
nível nacional e subnacional. responsabilidade social
1.2.5 Criar um Fundo Institucional (Social), da FDC aprovado
para financiar as necessidades de internamente e em
intervenção da FDC na cadeia de uso para reforçar a
GRRD com ênfase na melhoria de participação activa da
prontidão, construção e melhoria de FDC na
resiliência climática a longo prazo e implementação de
apoio a questões internas emergentes acções prioritárias de
com a massa laboral. GRRD-ERH e melhoria
de resiliência climática
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riscos de desastres a nível de intervenções de construção e reforço de
provincial, distrital e técnica das melhoria de resiliência climática a capacidades em
comunitário através do instituições e nível do INGD e CTGRD a nível matéria de prontidão,
reforço da capacidade do grupos técnicos de provincial. adaptação e melhoria
governo local - GRRD-ERH a nível 2.1.2 Desenvolver e administrar pacotes de de resiliência climática
instituições, trabalhadores provincial e formação personalizada e estabelecer no contexto de
e lideranças comunitárias, Distrital é plataformas de aprendizagem desastres.
membros da comunidade reforçada através informal garantir uma exposição e
local, OBC, e outros de acções de aprendizagem de pares entre os ● # de técnicos do INGD,
profissionais do treinamento membros dos grupos de trabalho CTGRD e do grupo
desenvolvimento local em personalizadas GRRD-ERH provinciais CTGRD - INGD, técnicos de trabalho
matéria de desenho, para melhoria da parceiros da académia, pesquisa e formados em matéria
implementação e capacidade local desenvolvimento nacionais e GRRD e desenho de
monitoria de programas de desenho e internacional. planos multianuais
de desenvolvimento monitoria de 2.1.3 Familiarizar os membros do grupo para construção e
compatível ao clima programas de técnicos de trabalho CTGRD, COE- melhoria de prontidão
desenvolvimento com os procedimentos e padrões e resiliência climática.
compatível com o operacionais (SOAP) internacionais ● # de oportunidades de
clima, em para a intervenção GRRD-ERH. formação identificadas
conformidade com
e frequentadas por
diretrizes e
técnicos do INGD,
padrões
comités provinciais,
internacionais.
distritais de GRRD-ERH
e OSC-OCB’s.
● # de padrões
operacionais (SOAP)
internacionais
incorporadas nos
protocolos locais de
GRRD-ERH
Página 49 de 83
# de membros do
2.1.4 Capacitar os membros do CTGRD na comité e grupos
integração de questões de gestão técnicos de trabalho
climática, GRRD-ERH nas agendas de do Conselho Técnico
governação e programas de (CTGRD) formados no
desenvolvimento local patentes nos desenho de programas
PESOP, documentos sectoriais e de desenvolvimento
planos de actividade anuais. compatíveis ao clima.
2.1.5 Rever os planos provinciais de gestão # Número de
climática e de risco de desastres de documentos sectoriais
modo a incluir actividades tangíveis que já incorporam
destinadas a melhorar capacidade actividades melhoria
local de avaliar e melhorar regular e de resiliência climática
continuamente o alcance dos níveis e de GRRD-ERH
de prontidão, adaptação e construção “específicas,
de resiliência climática desejados. mensuráveis,
2.1.6 Apoiar a mobilização de recursos para atingíveis, relevantes e
a execução do PDRRD e integração temporais”.
dos planos de contingência nos em # de sectores com
planos multianuais de construção de uma agenda e plano
resiliência climática. operacional
2.1.7 Desenvolver um quadro local para a compatível ao clima e
monitoria contínua do grão de de construção de
prontidão e capacidade de resposta a resiliência climática
desastres8. aprovado - ênfase, na
agricultura e SAN,
água, abrigo –
habitação condigna,
8
Esta acção será realizada em estreita colaboração com o Departamento de Ciências da Terra da Universidade das
Honduras
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saúde e educação.
Página 51 de 83
curto, médio e longo
prazo
prontidão, adaptação e a resiliência
# de CLGRD
em contexto de seca, ciclones e
qualificando-se como
cheias.
CoP inovativas a
2.3.2 Revitalizar e fortalecer os CLGRD.
trabalhar alem da
2.3.3 Apoiar a capacitação e transformação
janela de aviso prévio,
dos CLGRRD em comunidades de
em ações de melhoria,
práticas (CoP) inovadoras,
diversificação de
autossuficientes e equipadas para
meios de vida e
trabalhar além da janela de aviso
construção de
prévio e resposta, como promotoras
resiliência local.
de boas práticas de fortalecimento e
climática iniciados # de comunidades
diversificação de meios de vida bem
pela comunidade é com um plano
como intervenções de construção e
reforçada. multianual de melhoria
melhoria de resiliência climática a
de resiliência
nível comunitário.
comunitário
2.3.4 Envolver as comunidades locais na
# de CLGRD
concepção e implementação de
revitalizados activos e
planos multianuais de construção e
em dia na
melhoria de resistência climática a
implementação do seu
nível comunitário e do agregado
plano multianual de
familiar.
melhoria de resiliência
2.3.5 Envolver activamente o CLGRD e os
climática.
membros da comunidade na avaliação
# de comunidades
participativa do grão de prontidão,
com um score de
adaptação, capacidade de resposta e
resiliência climática
resiliência locais (CRMC)10 .
satisfatória.
10
[Link]
[Link]
article/abs/pii/S0043135420300385
Página 52 de 83
3.1Conhecimentos 3.1.1 Envolver as instituições locais de
sobre experiências conhecimento na identificação e
locais, sistematização do conhecimento # de tecnologias melhoria
internacionais de sobre a intervenção tecnológica de resiliência climática
GRRD-ERH e escalável para a construção da viáveis e com rácio custo-
melhoria de resiliência climática disponível na benefício aceitável para o
resiliência região e a nível internacional, contexto de cheias e
climática bem- suscetível de acrescentar valor aos secas identificadas e
sucedidas e esforços de Moçambique. promovidas.
adaptáveis
sistematizados e 3.1.2 Adquirir conhecimentos básicos e necessários à
disponibilizada em promoção do processo de análise e avaliação # de tecnologias
formatos simples, do risco como fator fundamental para tomar resilientes ao clima
pragmáticos de decisões, elaborar o plano, conceber e aprovadas pelos comités
Sistematizar e disseminar
fácil percepção e implementar acções na comunidade de de especialistas com
conhecimentos relevantes
uso nas resiliência. protocolos de
sobre as melhores
comunidades de implementações descritos
tecnologias e práticas de
riscos 3.1.3 Através de investigação adaptativa, de forma clara e
gestão de risco climático
formativa e participativa com detalhada para facilitar o
com vista a tornar os
instituições de conhecimento locais, o uso nas zonas propensas
sistemas locais de
INGD, o governo local e as a risco de cheias e secas
prestação de serviços
comunidades, testar e promover em Moçambique.
primários compatíveis ao
clima. Para tal será tecnologias localmente viáveis para
importante estabelecer tornar os agregados familiares e as
comunidades resistentes às
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
11
É necessário desenvolver critérios claros para definir o que é um CLGRD activo.
Página 53 de 83
plataformas de gestão de mudanças climáticas.
conhecimento e parcerias
de inovação público- 3.2MdE para reforçar
privadas inteligentes para as capacidades ● # de parceiros
implementar programas local em matéria 3.2.1 Identificar os parceiros regionais e regionais e
de pesquisa adaptativa e de gestão de internacionais com os quais se deve internacionais na área
formativa conjunta para a riscos de desastres colaborar no domínio da GRRD-ERH, de GRRD, construção e
transferência de e melhoria de construção e monitoria de resiliência monitoria de
tecnologias e modelos de resiliência climática. resiliência climática
intervenção capazes de a climática nas 3.2.2 Negociar, assinar e implementar MdE identificados e
médio-longo prazo ajudar comunidades multilaterais com parceiros regionais contactados.
a melhorar o nível de propensas a e internacionais nas áreas de GRRD-
● # de MdE multilaterais
conhecimento local sobre desastres naturais, ERH, melhoria e monitoria de
negociados e assinados e activos
o tema e resiliência climática.
consequentemente assinado com 3.2.3 Organizar intercâmbio de troca de ● # de intervenções
estimular as comunidades parceiros regionais experiências com parceiros locais, conjuntas
em risco a agir de forma e internacionais de regionais e internacionais. implementadas a luz
informada no sentido de reconhecido dos MdE assinados.
testar, selecionar e mérito
promover medidas de
construção e melhoria de 3.3.1 Estabelecer plataformas de inovação ● # de plataformas de
resiliência climática 3.3Estabelecidas para a construção de resiliência inovação em matéria
localmente viáveis e plataforma de climática, testar e promover planos de GRRD-ERH e
relevantes. inovação local - integrados e inovadores de construção de
CoP/LPA, para reabilitação comunitária, capazes resiliência climática
testar e promover pode adicionar valor aos esforços de activas a nível local.
modelos desenho e implementação de agendas ● # de tecnologias
inovadores e de desenvolvimento local compatíveis resilientes ao clima
integrados de ao clima. com um rácio custo-
reabilitação benefício localmente
comunitária, e.g., 3.3.2 Estabelecer e revitalizar unidades de viável e aceite,
o modelo do demonstração e formação em identificadas e
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validadas e
FiniSAVE, capazes consideradas aptas
de adicionar valor tecnologias de melhoria de prontidão, para uso pelo
aos esforços locais construção e melhoria de resiliência utilizador final nas
para melhorar a climática em comunidades propensas comunidades
resiliência a cheias e secas - Centros de propensas a risco de
climática em Recursos Multiuso do INGD no cheias e secas em
comunidades de Semiárido (CERUM) Moçambique.
risco promovidos
Página 55 de 83
resiliência climática.
4.2.2 Identificar e capacitar “campeões escolares.
locais” de GRRD e melhoria de Número de sessões de
“Champions” em
resiliência climática a nível resiliência climática e
matéria de GRRN e
comunitário capazes de conduzir de preparação e
melhoria de
sessões de engajamento comunitário adaptação à gestão de
resiliência
para mudança de comportamento e riscos de desastres
climática
implementação de medidas de GRRD realizadas nas escolas
e resiliência comunitária a nível abrangidas
comunitário e do agregado familiar.
4.3Agregados
familiares e Sistema e padrão de
desenho, implementação 4.3.1 Identificar famílias modelo em gestão
instituições locais pontuação para
e monitoria contínua de climática, GRRD e climaticamente
modelo em avaliação do grau de
planos multianuais de resilientes selecionadas entre famílias
matéria de resiliência climática a
construção e melhoria de reconhecida capacidade de
resiliência nível comunitário e do
resiliência climática adaptação, mitigação e score de
climáticas12 agregado familiar
localmente acordados e resiliência climática superior, capazes
identificados e desenvolvido13
capazes de ajudar a de atuar como defensores e
actuando # de agregados
melhorar os níveis de promotores locais de boas práticas
activamente como familiares resilientes
prontidão, resposta, gestão climática a nível comunitário.
defensores e ao clima identificados
recuperação rápida pós-
promotores de e fortalecidos
choque e melhoria de
boas práticas.
resiliência a longo prazo
das comunidades de
5.1Mecanismo 5.1.1 Melhorar e dotar os mecanismos de ● # de diretrizes e
multissectorial de coordenação de GRRD de capacidade parcerias público-
coordenação da operativa para negociar e monitorar o privadas estabelecidas
12
Model households should have superior resource endowement, adaptation capacity – livelihood diversity, high
climate resilience score.
13
Isto pode ser desenvolvido através de uma estreita colaboração com instituições de investigação locais para os
diferentes contextos - secas, inundações e ciclones.
Página 56 de 83
GRRD a nível
central – CTGRRD
dotado de
capacidade para processo de migração de intervenções
para apoiar a
agir alem da janela de curto prazo e de resposta pós-
diversificação,
habitual de GRRD choque para modelos de intervenção
expansão e melhoria
na negociação e multianuais de melhoria de resiliência
da eficácia das
monitoria da climática;
intervenções de GRRD
contribuição dos 5.1.2 Reforçar a participação das OSC-
e melhoria da
parceiros para o OCB’s, parceiros de desenvolvimento,
resiliência a diferentes
cumprimento dos o sector privado e banca na
níveis da cadeia de
planos multianuais operacionalização das agendas locais
GRRD
Reforçar os mecanismos locais de de melhoria de resiliência climática
de coordenação local com construção de
vista a melhorar a gestão resiliência
de risco e melhoria de climática
resiliência climática
através da promoção de 5.2 Mecanismo de 5.2.1 Apoiar o processo de desenvolvimento ● # de encontros de
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de resiliência climática
activos;
● Volume de recursos de
estabelecido. contribuição para
GRRD, melhoria e
monitoria de
resiliência cadastrados
nos mecanismos de
coordenação local.
5.3 Assegurar a
participação da ● Registo e participação
FDC nos principais da FDC em grupos
Clusters e grupos 5.3.1 A FDC participa em agrupamentos- técnicos de trabalho
intervenção. de trabalho em chave da cadeia operacional de para GRRD e melhoria
GRRD-ERH e de gestão de riscos de desastres e de resiliência
melhoria da partilha as abordagens de intervenção climática.
resiliência da Fundação para tornar os sectores-
climática com ● # de intervenções na
chave resilientes ao clima14 .
vista a melhorar cadeia de GRRD e
5.3.2 Reposicionar a FDC como um parceiro
as chances de construção de
ativo do INGD-DARIDA para a
influenciar resiliência propostas
operacionalização da estratégia de
processos de pela FDC, aprovadas
desenvolvimento de zonas áridas;
tomada de para massificação fora
decisão sobre dos distritos
intervenções na prioritários da FDC.
cadeia de GRRD
FDC’s sectors of interest are agriculture, food and nutrition security, WASH – drink and productive use, health,
14
education – TVET, Shelter – decent housing (resettlement planning), IDP’s governance, market-led livelihood
enhancement and diversification.
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2.3 INTEGRAÇÃO DA RESILIÊNCIA CLIMÁTICA E DA GESTÃO DO RISCO DE DESASTRES NAS
ÁREAS CHAVE DE INTERVENÇÃO DA FDC
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aumentar o conhecimento existente. Isso contribuirá para consolidar e
sistematizar informações sobre tecnologias e modelos de intervenção
ajustáveis a cada contexto para a construção de resiliência climática.
Página 61 de 83
intervenções. Isto inclui garantir que a voz da mulher, dos jovens, pessoas
com deficiência e outros grupos marginalizados seja ouvida e tenham suas
necessidades inclusas nos planos de GRRD-ERH e melhoria de resiliência
climática.
Página 62 de 83
também representantes das direcções operativas da FDC para aconselhar o
Conselho de Administração, a Direção Executiva – programas e projectos
sobre assuntos críticos de melhoria de resiliência climática e GRRD-ERH,
agendas de advocacia, estabelecimento de prioridades de intervenção e as
acções de apoio as instituições governamentais, OSC-OCB’s, mobilização do
sector provado, banca e a academia no processo de operacionalização de
agendas e programas de desenvolvimento local compatíveis ao clima a nível
nacional, subnacional e comunitário.
Página 63 de 83
atenções na melhoria do sistema de aviso prévio e acções antecipadas, através das
seguintes acções:
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d) Implementar intervenções sustentáveis de melhoria e diversificação de
meios de vida, com o envolvimento ativo das comunidades na
operacionalização de programas de reabilitação com base em modelos de
finanças inovadoras. Isso inclui investimentos direcionados para agricultura,
geração de renda, educação, acesso à água, energia e habitação adequada.
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f) Integrar a GRRD e melhoria de resiliência nas agendas de monitoramento e
avaliação dos programas de acesso à água, garantindo que atendam às
necessidades das comunidades em relação à água e sejam resilientes às
mudanças climáticas.
g) Melhorar o acesso à água potável de qualidade no semiárido através da
mobilização de recursos para investimento e criação de condições para o uso
de tecnologias de dessalinização, como a osmose reversa a nível comunitário
ou a dessalinização solar a nível doméstico. Isso pode ajudar a enfrentar os
desafios de escassez de água em regiões áridas
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Essas ações visam melhorar a resiliência das comunidades em relação à habitação
e proporcionar condições para a produção local de alimentos e recursos
sustentáveis em sintonia com as mudanças climáticas.
Página 67 de 83
2.9 EDUCAÇÃO FORMAL (T-VET) E INFORMAL (FUNCIONAL)
Para fortalecer a integração da GRRD e melhoria de resiliência climática na
educação formal e informal, a FDC ira levar a cabo as seguintes ações:
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Figura 12: Áreas chave para intervenção
Página 69 de 83
CAPÍTULO 3: ABORDAGEM DE IMPLEMENTAÇÃO
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com base nos níveis de exposição e risco climático, bem como na exposição a
conflitos, nas províncias do sul, centro e norte de Moçambique, respectivamente.
Um total de 16 distritos prioritários foram selecionados, sendo que 6 atuarão como
locais principais para o desenho e teste de protocolos operacionais, enquanto os
outros 10 serão áreas de expansão e validação pré-disseminação nacional (Tabela
3). Os distritos prioritários estão localizados nas províncias de Cabo Delgado e
Nampula, no norte; Manica, Zambézia, Tete e Sofala, no centro; e Gaza, no sul. No
sul e centro, a FDC irá concentrar suas operações em zonas de risco de desastres,
como seca, ciclones e enchentes. Já no norte, será dada atenção aos principais
destinos de reassentamento de deslocados internos do conflito em Cabo Delgado.
No entanto, a estratégia da FDC dedicará uma atenção especial às zonas áridas e
propensas a seca, devido ao histórico de financiamento limitado nessas áreas.
Página 71 de 83
Tabela 3: Locais de teste prioritários seleccionados para a operacionalização pela FDC da sua estratégia de reforço
da resiliência climática e de integração da gestão e redução do risco de desastres
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internos
Conflito - deslocados
Chiure - Assistência Humanitária exceto
internos
Chiure, Mulher & Paz
Nampula Conflitos - VIVA+, FASER - Acesso
Rapale deslocados internos, Sustentável a Energias
seca Renováveis, UNFPA - Programa
Mogovolas Seca e vento Global, Rapariga Biz
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Figura 13: Distritos para implementação piloto da estratégia
Página 74 de 83
3.3 PAPÉIS ESTRATÉGICOS DA FUNDAÇÃO
Mobilizador
de recursos e
Promotor de financiador
boas práticas
escaláveis e
integradas
Advogado e
Coordenado
r
Criador de
capacidades
e promotor
de boas
práticas Página 75 de 83
Figura 14: Papéis estratégicos da FDC a luz da implementação da Estratégia de
Integração de resiliência climática e GRRD no desenho e implementação de
intervenções de desenvolvimento comunitário
3.3 SUSTENTABILIDADE
Garantir a sustentabilidade da estratégia para a integração da GRRD e melhoria de
resiliência climática nas intervenções de desenvolvimento comunitário requer uma
abordagem integrada e de longo prazo capaz de resolver as causas primárias da
vulnerabilidade climática no meio rural moçambicano como ponto de partida para
melhoria da resiliência climática a longo prazo. Para tornar este processo de
integração e institucionalização de protocolos e práticas sustentável a longo prazo,
a FDC adotará as seguintes práticas:
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treinamento e recursos para implementação e monitoramento contínuo e
participativo do impacto das intervenções acordadas na comunidade.
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CAPÍTULO 4: MONITORIA, AVALIAÇÃO E APRENDIZAGEM (MEAL)
Página 78 de 83
todos os intervenientes chave a trabalhar conjuntamente para o desenho,
testagem, avaliação e seleção de tecnologias e abordagens de intervenção para
gestão efectiva de risco de desastres e criação de resiliência climática constituirão
o cerne dos programas de inovação e gestão de conhecimento a luz da
implementação da presente estratégia. Para implementar as plataformas de
inovação e aprendizagem, a Fundação trabalhará em estreita colaboração com as
instituições locais de conhecimento para:
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parceiro chave na implementação de programas de desenvolvimento compatíveis
ao clima em Moçambique, o financiamento primário para a sua implementação virá
de fundos próprios da Fundação. Para o efeito, será criado um fundo interno de
melhoria de resiliência climática e de GRRD-ERH na FDC, de onde virá a maior parte
do financiamento para implementação da estratégia. Estes fundos serão utilizados
principalmente para apoiar intervenções multianuais de melhoria da resiliência
climática primariamente nos distritos prioritários e de expansão definidos pela FDC.
No entanto, isto não impede a Fundação de incluir outros districtos ou dos demais
parceiros se apropriarem e expandir as tecnologias e modelos de intervenção
testados e validados ajustáveis a realidade contextual de interesse do parceiro.
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Tabela 4: Projeção Orçamental para Implementação da Estratégia de Integração de Acções de Melhoria de
Resiliência Climáctica e GRRD nos programas e intervenções de apoio ao desenvolvimento comunitário promovidas
pela FDC
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REFERÊNCIAS
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O mecanismo de partilha de informação previsto pela FDC consiste em uma plataforma eletrônica que assegura o fluxo de informação entre os diferentes intervenientes, facilitando a circulação de dados críticos sobre riscos e estratégias de resiliência climática. Esta abordagem é essencial para garantir a monitoria participativa e a implementação de ações coordenadas de resposta e adaptação .
As plataformas multilaterais são importantes para a melhoria da resiliência climática em Moçambique, pois reúnem todos os intervenientes chave, permitindo uma coordenação eficiente das estratégias e intervêm na mobilização de recursos. Essas plataformas facilitam a negociação de parcerias público-privadas e a implementação de intervenções mais eficazes ao longo da cadeia de gestão e redução do risco de desastres .
A FDC pode auxiliar na operação da estratégia de desenvolvimento de zonas áridas em Moçambique ao reposicionar-se como um parceiro ativo do INGD-DARIDA, participando em grupos técnicos de trabalho focados na melhoria da resiliência climática e no fortalecimento das intervenções de gestão de riscos em ambientes áridos. A colaboração com estas estratégias é essencial para promover a sustentabilidade a longo prazo .
A abordagem participativa, que envolve ativamente as comunidades no ciclo de planejamento e implementação das intervenções, contribui significativamente para a gestão de risco de desastres, promovendo a apropriação local dos planos de GRRD. Essa estratégia estimula a inclusão de vozes marginalizadas e grupos vulneráveis, garantindo que suas necessidades e prioridades sejam incorporadas efetivamente nas decisões de gestão de riscos .
Os desafios associados ao uso das bacias de irrigação nos distritos de Gaza, ao longo dos rios Limpopo e Save, incluem o conflito homem-elefante nas áreas próximas ao Parque Nacional do Limpopo, que limita o aproveitamento adequado da água para produção irrigada. Esse contexto também desafia a gestão dos recursos naturais e a implementação eficaz dos sistemas de irrigação .
A FDC planeja integrar a defesa climática em sua estrutura organizacional através da criação de uma unidade dedicada para coordenar e supervisionar o processo de integração das questões de resiliência climática e gestão do risco de desastres. Esta unidade terá os recursos humanos e técnicos necessários para formular, implementar e monitorar o progresso das iniciativas climáticas, além de realizar ajustes no modelo operacional para torná-lo mais responsivo às exigências de resiliência climática .
Os Comitês Locais de Gestão e Redução do Risco de Desastres (CLGRD) desempenham um papel crucial na facilitação das atividades de gestão e redução de riscos antes e após a ocorrência de desastres, atuando principalmente a nível comunitário. Estes comitês são compostos por voluntários selecionados participativamente, contribuindo para a implementação participativa das estratégias de resiliência local .
As principais estruturas de gestão e redução do risco de desastres em Moçambique incluem o Conselho Coordenador de Gestão de Desastres (CCGD) e o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD). O CCGD, sob a tutela do Conselho de Ministros e presidido pelo Primeiro-Ministro, é o órgão político responsável pela governança e coordenação multissetorial na gestão de desastres. Já o INGD atua como braço executivo do CCGD, responsável pela coordenação das atividades de gestão e redução do risco de desastres a nível operacional .
A FDC e as instituições locais podem melhorar a gestão de riscos climáticos através do fortalecimento das capacidades técnicas internas em desenho e implementação de programas compatíveis ao clima, envolvendo governos locais e organizações da sociedade civil em todas as etapas do processo. Incentivar parcerias públicas e privadas inteligentes, fortalecer as unidades locais de emergência e revitalizar os comitês de gestão de riscos são passos cruciais .
Integrar o conhecimento local nos planos de resiliência climática permite desenvolver soluções mais eficazes e adaptadas às realidades específicas das comunidades. Além de valorizar as práticas tradicionais, essa abordagem possibilita a identificação de riscos de forma mais precisa, promova a testagem e ajuste das soluções propostas e incentivam a propriedade comunitária das ações implementadas, aumentando a eficácia e sustentabilidade das intervenções da FDC .