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Poder Executivo no Direito Constitucional

O documento aborda o Poder Executivo no contexto do Direito Constitucional, destacando a importância do artigo 61 da Constituição Federal. São discutidos aspectos relacionados aos Ministros de Estado, incluindo requisitos, responsabilidades e processos judiciais, além das condições para o Presidente e Vice-Presidente da República. O texto também menciona a sucessão presidencial e as implicações de vacância nos cargos, enfatizando a diferença entre eleições diretas e indiretas.

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Arthur Oliveira
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Poder Executivo no Direito Constitucional

O documento aborda o Poder Executivo no contexto do Direito Constitucional, destacando a importância do artigo 61 da Constituição Federal. São discutidos aspectos relacionados aos Ministros de Estado, incluindo requisitos, responsabilidades e processos judiciais, além das condições para o Presidente e Vice-Presidente da República. O texto também menciona a sucessão presidencial e as implicações de vacância nos cargos, enfatizando a diferença entre eleições diretas e indiretas.

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DIREITO CONSTITUCIONAL

Poder Executivo

PODER EXECUTIVO
Neste bloco, será dado prosseguimento a mais uma aula de Direito Constitucional
para a primeira fase do Exame da Ordem. A seguir, será estudado o Poder Executivo,
tema esse de extrema importância para a prova.
Sobre o Poder Executivo, é essencial realizar uma leitura atenta do artigo 61 da Cons-
tituição Federal, frequentemente abordado nas provas da primeira e da segunda fases
de Direito Constitucional.

1. SOBRE OS MINISTROS DE ESTADOS:

Os Ministros de Estado acompanham o Presidente da República. Contrariando a opi-


nião comum, o Ministro de Estado está vinculado à União, e não ao estado. Ele é um
órgão auxiliar do Presidente da República.
Há Ministros de Estado da Saúde, da Justiça, da Defesa, da Educação e da Cultura
para auxiliar o Presidente da República nas questões que precisam ser resolvidas no país.
Sobre os Ministros de Estado, é relevante considerar as seguintes perguntas que
podem ser abordadas em provas:

a) Devem ser brasileiros natos?


Os Ministros de Estado podem ser tanto brasileiros natos quanto naturalizados, sem
a necessidade de serem exclusivamente brasileiros natos. Entretanto, há uma exceção: o
Ministro de Estado da Defesa deve ser obrigatoriamente brasileiro nato.
Esta exceção está prevista no artigo 12, § 3º, inciso VII da Constituição Federal.

b) Quem julga no caso de crime comum? E no caso de crime de responsabilidade?


Quando um Ministro de Estado comete um crime comum relacionado ao exercício
da função, como, por exemplo, matar o Presidente, será julgado pelo Supremo Tribu-
nal Federal (STF). Se for um crime de responsabilidade, também será julgado pelo STF,
exceto se houver conexão com um crime do Presidente da República. Nesse caso, o jul-
gamento será realizado pelo Senado Federal.
Continuando os estudos sobre os Ministros de Estado, o artigo 102 da Constituição
trata do julgamento desses ministros pelo Supremo Tribunal Federal.

c) Um habeas data ou mandado de segurança contra ato de Ministro de Estado


será impetrado em qual tribunal?
5m

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DIREITO CONSTITUCIONAL
Poder Executivo

O artigo 105, alínea B, estabelece que os mandados de segurança e habeas data contra
Ministros de Estado, comandantes da Marinha, do Exército, da Aeronáutica ou do pró-
prio tribunal serão impetrados no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Caso haja recurso,
caberá um Recurso Ordinário Constitucional (ROC) ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:


I – Processar e julgar, originariamente:
b) Os mandados de segurança e os Habeas data contra ato de Ministro de Estado,
dos Comandantes da Marinha do Exército e da Aeronáutica ou do próprio tribunal;

Quando um mandado de segurança (MS) ou habeas data (HD) é iniciado em um tribu-


nal, como o STJ, o único recurso cabível de tribunal para tribunal é o Recurso Ordinário
Constitucional (ROC). Essa questão pode ser abordada em provas de Direito Constitu-
cional e Processo Civil.

d) Situação hipotética: João, Ministro de Estado, foi convocado pela mesa da


Câmara dos Deputados para prestar informações sobre um assunto previamente
determinado. Ocorre que João não compareceu, e não justificou a ausência. Isso
importaria crime de responsabilidade?

Art. 50. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal, ou qualquer de suas Comis-
sões, poderão convocar Ministro de Estado, quaisquer titulares de órgãos diretamen-
te subordinados à Presidência da República ou o Presidente do Comitê Gestor do Im-
posto sobre Bens e Serviços para prestarem, previamente determinado, importando
crime de pessoalmente, informações sobre assunto responsabilidade a ausência sem
justificação adequada. (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 132, de 2023)

No texto legal, não está mencionado o Presidente. Ele não pode ser convocado para
depor em uma CPI, pois isso violaria a separação dos poderes. Quem pode comparecer
são os órgãos subordinados à Presidência da República. Essa regra também se aplica aos
governadores: eles não podem depor em uma CPI, mas seus secretários podem.

§ 2º As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal poderão encaminhar


pedidos escritos de informações a Ministros de Estado ou a qualquer das pessoas
referidas no caput deste artigo, importando em crime de responsabilidade a re-
cusa, ou o não – atendimento, no prazo de trinta dias, bem como a prestação de
informações falsas.

Prestar informações falsas gera responsabilidade, configurando o crime de respon-


sabilidade.

[Link] 2
DIREITO CONSTITUCIONAL
Poder Executivo

1. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO – VI/PRIMEIRA FASE/REAPLICAÇÃO/2012)


Suponha que a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado tenha convocado o Ministro
da Fazenda para prestar pessoalmente informações sobre assunto relativo à política
econômica adotada pelo governo federal. Nesse caso,
a. a convocação só poderia ser feita pelo Senado, e não por uma de suas comissões.
10m
b. a convocação é inconstitucional, pois a Comissão só poderia encaminhar pedido escrito
de informações ao Ministro, mas não sua presença pessoal.
c. a convocação é constitucional, e a ausência injustificada do Ministro importaria crime
de responsabilidade.
d. a convocação é constitucional, mas a ausência (mesmo que injustificada) do Ministro não
importa crime de responsabilidade.

a. Esse procedimento pode ser realizado tanto pela Câmara quanto pelo Senado ou por
quaisquer de suas comissões.
b. A presença é possível.
c. A convocação é permitida pela Constituição, e a falta não justificada do Ministro constituiria
um crime de responsabilidade.
d. A ausência configura um crime de responsabilidade.

Art. 87. Os Ministros de Estado foram escolhidos dentre brasileiros maiores de vin-
te e um anos e no exercício dos direitos políticos.
Parágrafo único. Compete ao Ministro de Estado, além de outras atribuições esta-
belecidas nesta Constituição e na lei:
I – exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da ad-
ministração federal na área de sua competência e referendar os atos e decretos
assinados pelo Presidente da República;
II – expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos;
III – apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério;
IV – praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou dele-
gadas pelo Presidente da República.

2. PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Quando se trata do presidente da república, é preciso observar os seguintes requisitos:

• Ser brasileiro nato;

[Link] 3
DIREITO CONSTITUCIONAL
Poder Executivo

Isso é especificado no artigo 12, § 3º, que estipula que tanto o presidente quanto o
vice-presidente devem ser brasileiros natos.
Vale ressaltar que os brasileiros natos não são apenas aqueles nascidos no Brasil, mas
também os filhos de brasileiros registrados em uma repartição brasileira competente ou
cujos pais eram servidores da República Federativa do Brasil.

• Gozo dos direitos políticos;


• Alistamento eleitoral;
• Filiação partidária;
• A idade mínima é de 35 anos.

IMPEDIMENTO E VACÂNCIA

Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder-lhe-á, no de


vaga, o Vice-Presidente.
Parágrafo único. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que
lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por
ele convocado para missões especiais.
Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância
dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidên-
cia o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo
Tribunal Federal.

Temos o presidente da República e o vice-presidente da República. Se o presidente


falecer, o vice assume. Não ocorrem novas eleições, diretas ou indiretas, porque o vice-
-presidente é o único sucessor definitivo do presidente.
15m
No caso do impeachment da Dilma, Temer assumiu a presidência da república e con-
cluiu o mandato sem vice-presidente, mas ainda assim ocupou a posição de presidente.
Na situação em que o presidente e o vice-presidente estão temporariamente ausen-
tes, o presidente da Câmara dos Deputados assumirá temporariamente, seguido pelo pre-
sidente do Senado Federal e, se necessário, pelo presidente do Supremo Tribunal Federal.
Se o presidente e o vice estiverem ausentes devido a viagem e algo acontecer com
eles, como a explosão do avião, não é o presidente da Câmara que se torna presidente
da República. Ele não pode suceder o presidente, isso é apenas uma medida temporária.
Nesse caso, seriam realizadas novas eleições no Brasil.
Se a tragédia ocorrer nos dois primeiros anos do mandato, é uma situação. Se ocorrer
nos dois últimos anos do mandato, é outra situação.

Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á


eleição noventa dias depois de aberta a última vaga.

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DIREITO CONSTITUCIONAL
Poder Executivo

§ 1º Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição


para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso
Nacional, na forma da lei.
§ 2º Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seus an-
tecessores.

Exemplificando: Nos dois primeiros anos, ocorreram eleições diretas. O povo votará,
dentro de 90 dias após a vacância, para preencher a última vaga.
Se a tragédia ocorrer nos dois últimos anos, teremos eleições indiretas. Nesse caso,
o Congresso Nacional, e não o povo, realizará a eleição.
O Congresso terá 30 dias para votar e eleger o presidente e o vice-presidente.
20m
O novo presidente e vice-presidente completarão o mandato anterior, restam dois
anos, eles permanecerão por mais dois anos. Se restava apenas um ano, ficarão por um
ano, e não por quatro anos.
Isso é uma regra de reprodução obrigatória? As eleições para governadores nos primeiros
e últimos anos devem ocorrer da mesma forma? Diretas ou indiretas? Não. O artigo 81 não
é uma norma de reprodução obrigatória para os estados, conforme entendimento do STF.

2. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XVIII/PRIMEIRA FASE/2015) Texto associado


ao proferir um discurso em sua cidade natal, José, deputado federal pelo Estado E, afirma, de
forma contundente, que um país democrático tem por regra inviolável escolher o chefe do Poder
Executivo por meio de eleições diretas. Complementa sua fala afirmando que o Brasil poderia
ser considerado um país democrático, já que a Constituição Cidadã de 1988 não prevê eleição de
Presidente pela via indireta. Segundo a Constituição da República, o deputado está:
a. equivocado, pois há previsão de eleição indireta somente na eventualidade de vacância
do cargo de Presidente da República nos últimos seis meses do seu mandato.
b. correto, pois, sendo o voto direto cláusula pétrea prevista na Constituição, não pode
haver situação constitucional que possibilite o uso do voto indireto.
c. equivocado, pois há previsão de eleição indireta no caso de vacância dos cargos de
Presidente e Vice- presidente da República nos últimos dois anos do mandato.
d. correto, pois não há previsão de eleição indireta em caso de vacância, já que o cargo de
Presidente da República viria a ser ocupado pelo Presidente da Câmara dos Deputados.

a. A previsão estipulada seria para os últimos 2 anos.


b. Apesar de o voto direto ser uma cláusula pétrea, há uma exceção. No caso de vacância
nos dois últimos anos, ocorreram eleições indiretas.

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DIREITO CONSTITUCIONAL
Poder Executivo

c. Conforme o artigo 81, parágrafo 1º, da Constituição.


d. O presidente da Câmara dos Deputados não pode permanecer indefinidamente; ele apenas
substituirá temporariamente até que ocorra uma nova eleição, seja ela direta ou indireta.

Obs.: Se os componentes da linha de substituição presidencial forem réus em ação


penal, podem ocupar os cargos da presidência da República?
 Não. Caso figurem como réus criminais ficarão impossibilitados de exercer a
Presidência da República, embora possam exercer a chefia e direção de suas casas.
ADPF 402/DF

GABARITO
1. c
2. c

��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela lei-
tura exclusiva deste material.

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