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Governo das Leis e Estado de Justiça

O documento analisa a distinção entre o governo dos homens e o governo das leis, enfatizando a importância do Estado de Direito e a limitação do poder político pela legislação. Discute também a evolução do Estado de Direito para o Estado Constitucional de Direito, que prioriza a proteção dos direitos fundamentais e a responsabilidade do Estado. Por fim, aborda o conceito de Estado democrático de Direito, que se fundamenta na soberania popular e na defesa da dignidade humana.

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Governo das Leis e Estado de Justiça

O documento analisa a distinção entre o governo dos homens e o governo das leis, enfatizando a importância do Estado de Direito e a limitação do poder político pela legislação. Discute também a evolução do Estado de Direito para o Estado Constitucional de Direito, que prioriza a proteção dos direitos fundamentais e a responsabilidade do Estado. Por fim, aborda o conceito de Estado democrático de Direito, que se fundamenta na soberania popular e na defesa da dignidade humana.

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Resumo doS Textos Livro “Governo Dos

Homens Ou Governo Das Leis?”, “Do Estado


De Direito Ao Estado De Justiça” E “Estado
Democrático De Direito: Tema Complexo,
Dimensões Essenciais E Conceito”.

FICHAMENTO: GOVERNO DOS HOMENS OU GOVERNO DAS LEIS?

Segundo Norberto Bobbio, ao lonfo da construção do pensamento


político ouve-se, como inquietude, essa pergunta. Bobbio alerta que o respeito
às normas e as instituiçõs democráticas, como passo decisivo para a evolução
progressista do Estado/sociedade. Bobbio presupõe uma distinção entre o
governo dos homens e o givernos das leis.
Considera-se que, um bom governo governar para o bem comum,
fazendo-o de acordo com normas estabelecidas, em contraste com o mau
governo, que age para o próprio bem e o faz de forma arbitrária.
Tal afirmação demonstra a tendência da submissão do poder político ao
direito, entendendo-se como “governo da lei” não só o fato do governo estar
sujeito à lei (o que limita o abuso de poder), mas também que o governo
governa por meio de normas abstratas e gerais. Esta última característica é o
que, aliás, motiva a preferência pelo governo da lei, pois contrasta com ordens
individuais e concretas.
o governo dos homens liga-se ao estado paternalista ou patriarcalista,
onde a doutrina prevalecente é do estado como uma grande família. Os
defensores do governo dos homens discorrem que, o estado das leis é falho, e
não onseguiria abarcar todos os casos possíveis e portanto, exige a
intervenção do “sábio governante” que, em tese, saberia atribuir a cada um o
que lhe é devido.
Em contra ponto, esta utopia corrompe-se ao compreender que o Poder,
pode, corromper o “sábio governante” tornando-o máu e arbitral.
Historicamente, esta alternativa surgiu nos momentos em que ainda não havia
o governo da lei ou o mesmo era inadequado diante de situações de exceção,
a exemplo de uma crise revolucionária. O soberano, neste caso, se assemelha
ao grande demagogo ou ao herói maquiaveliano e hegeliano, ou ainda ao
grande chefe militar
O Estado das leis, pressupões ao contrário, que os governantes em
essencia são maus, e tem uma tendência inapta ao Poder que lhes é atribuido
a sua possívei corrupção. Não longe, constrói que, na esteira do pressuposto
dos defensores dos dois governos, em verdade, a submissão do governante ao
arbitrio de normas/leis, evitaria de que os objetivos do Estado pudessem ser
corrompidos pelo arbitrio do governante.
O Estado de Direito, pressupoem que todo Poder ao Direito Estatal, o
autor discorre que o maior dos motivos para que haja preferencia do governo
dos homens é a submissão do interesse individual em detrimeto à normas
gerais e abstratas. Na mesma esteira, pontua que o problema das normas que
privelegiam determinado grupo não se refere à forma, mas sim, sobre o
conteudo da norma corrompida.

FICHAMENTO: DO ESTADO DE DIREITO AO ESTADO DE JUSTIÇA

- O ESTADO LEGAL DE DIREITO

Neto eThomaselli (2013, p. 3) descrevem que o Estado Moderno, se


constitue como uma “unidade de comando das relações de vida num espaço
territorial relativamente amplo, realizada por meio da concentração do poder de
ditar normas de comportamento e de sancionar a conduta ilícita.”

A unidade jurídico-política viabiliza-se através do monopólio da força,


que se traduz pelo exercício exclusivo do poder de legislar (monopólio
da legislação) e de julgar (monopólio da jurisdição) no espaço
territorial das novas comunidades nacionais. (NETO e THOMASELLI,
2013, p. 3)

Neto eThomaselli (2013, p. 4) discorrem a cerca da válidade das normas


jurídicas “Uma norma jurídica não é mais válida por ser justa, mas,
exclusivamente, por ter sido “posta” por uma autoridade dotada de
competência legislativa.”
No entanto, Neto eThomaselli (2013, p. 5) descrevem como apenas a
regulação material da formulação das leis é insuficiente para que haja
regulação quanto ao conteúdo das leis.
Asservam Neto eThomaselli (2013, p. 5) que no Estado Legal de Direito
é presumido a existencia de uma regulação quanto à forma de produção das
leis, e uma regulação quanto ao seu conteúdo, consubstanciada na existencia
de um disciplina cognitiva autônoma.
Ensinam Neto eThomaselli (2013, p. 6) que o direito é:

[...] norma, ato emanado do Estado com caráter imperativo e força


coativa, de modo que a ciência do direito deveria fundar-se em juízos
de fato, que visam ao conhecimento da realidade, e não em juízos de
valor, que representam uma tomada de posição diante da realidade.

Discorrem Neto eThomaselli (2013, p. 7) que para Hobbes, a soberania


ilimitada do soberano é resultado de “um acordo pelo qual os indivíduos
isolados apenas transferem o poder de organizar a sociedade a um terceiro,
mas sem fazer reserva de supostos direitos naturais.” Para os autores, os
estudos de Hobbes clarificam quando encontram os ensinamentos de Locke
que “projeta um Estado de Direito de caráter material ou substantivo, à medida
que submete o poder a preceitos anteriores e superiores que jamais podem ser
negados” (NETO e THOMASELLI, 2013, p. 8).
Neto eThomaselli (2013, p. 8) conceituam o Estado Legal de Direito:

o modo de organização político-jurídica no qual, embora constituindo


a lei emanada do poder público o instrumento de regência da vida em
sociedade, o poder legislativo encontra-se limitado apenas por regras
que definem as autoridades habilitadas a legislar e a forma pela qual
devem proceder.

Neste Estado, ensinam Neto e Thomaselli (2013, p. 8), o legislador para


criar o direito submetesse à um rito prescrito, mas não encontra restrições
quanto ao conteúdo da norma.

- O ESTADO CONSTITUCIONAL DE DIREITO

Ensinam Neto e Thomaselli (2013, p. 9), que “o Estado Constitucional de


Direito surge da crise da legalidade.”
Asservam Neto e Thomaselli (2013, p. 9/10), que “a lei não é mais a
expressão pacífica de uma sociedade política internamente coerente, como a
medieval, mas passa a ser percebida como um ato personalizado que
persegue interesses particulares.”
Neto e Thomaselli (2013, p. 10) constroem que da crise emergiu a
anecessidade de estabelecer uma norma maior, a constituição, que regesse o
Estado. Descrevem o modo como a Constituição era compreendida, sendo
considerada:

um documento essencialmente político, cuja concretização ficava,


invariavelmente, condicionada à liberdade de conformação do
legislador ou à discricionariedade do administrador, sem espaço para
o desempenho de qualquer papel relevante por parte dos órgãos do
poder judicial. (NETO e THOMASELLI, 2013, p. 11)

Discorrem como no Estado constitucional, a validade das leis està


intimamente ligada a coerência dos conteúdos discutidos, da mesma maneira
que se preocupa com o formalismo de sua elaboração (NETO e THOMASELLI,
2013, p. 11). Na mesma esteira, defendem como, apartir deste momento
passava-se a instituir uma hierarquia normativa entre lei, quais seja
“consideradas como leis válidas aquelas produzidas pela autoridade
competente e de acordo com a forma previamente estabelecida, mas cujos
conteúdos estejam em conformidade com as normas constitucionais” (NETO e
THOMASELLI, 2013, p. 11).
Na lição de Neto e Thomaselli (2013, p. 14/15):

O Estado Constitucional não se define, assim, tanto pelos meios de


tutela que disponibiliza, mas pelos objetivos substantivos que são por
esses meios tutelados, ou pelas normas atributivas de direitos
considerados inalienáveis que demarcam o conteúdo ideológico da
Constituição. [...]Por isso, os direitos fundamentais são a essência do
Estado Constitucional.

- OS DIREITOS FUNDAMENTAIS

Para Neto e Thomaselli (2013, p. 17) os direitos fundamentais são a


parte susbtancial da lei constitucioal, sendo que conferem ao povo a
possibilidade de exigir do outro e do Estado, o respeito a seus direitos.
Neto e Thomaselli (2013, p. 22) discorre sobre os sistem de valores:
O sistema de valores morais e de normas internacionais de direitos
humanos é reativo e defensivo. [...]Os direitos do homem são luzes, sim, mas
são luzes sobre trevas. Sua proclamação formal tem o propósito prioritário de,
compromissando os governos e as nações locais, tentar evitar a repetição ou a
recorrência de contextos políticos e práticas abomináveis.

Na mesma esteira, Neto e Thomaselli (2013, p. 22), que no sistema de


direitos humanos o respeito à dignidade humana é um valor instrínseco à
manutenção da vida.

FICHAMENTO: ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO: TEMA


COMPLEXO, DIMENSÕES ESSENCIAIS E CONCEITO

- Estado de Direito: Tema Complexo

Segundo leitura, percebe-se que o professor primeiramente delineou a


dificuldade de conceituar o Estado de Direito, vez que, esta definição irá se
construir apartir do ponto de vista do sujeito analista.

- Estado de Direito: Dimensões essenciais

O autor começa a sessão discorrendo “A primeira dimensão essencial


do Estado de Direito é que ele é um Estado subordinado ao império do direito”,
descrevendo senão, a subordinação do Poder do Estado ao direito.
O exercício do Poder do Estado, encontra limite no direito positivado no
ordenamento jurídico. Esta limitação/subordinação, significa impedir que o
Estado pratique ato abusivos e ilimitados à atuação do seu Poder de atividade,
“Estado que reconhece e, como regra, constitucionaliza um conjunto de
direitos, que se constituem um dos princípios estruturantes de sua
conformação institucional dos países” (p. 4).
Discorre o Autor acerca do princípio da proibição do excesso, que
permite uma proteção e garantia ao cidadão em face de medidas excessivas
do Poder Público. Sobre o princípio da legalidade da administração pública
prevê a limitação da atividades do Estado, que subordinam-se das regras
regulamentadoras do Estado – previstas em direito.
Quanto à responsabilidade do Estado, o Autor descreve que a culpa do
Estado e o dever de indenizar é objetivo. Ademais, discorre sobre o direito à
um Poder judiciário que prevê a possibilidade de um processo limpo e
independente aos cidadãos. “Em relação a liberdade, é importante ainda
destacar que ela deve ser vista como uma prerrogativa múltipla, e não uma
prerrogativa uma” (p.6).
Ademais, conclui a sessão ensinando que o Estado de Direito é
sobretudo um modelo de Estado que se assenta sobre a soberania popular e
no cuidado com a “res” pública, “Assim, o Estado de Direito é uma forma de
Estado que se alicerça na legitimidade popular e na convicção que o poder
público precisa ser legítimo e que deve ser exercido de forma transparente
(pública).” (p. 7)

- Estado de Direito: Conceito

Para o autor, Estado de Direto pode ser definido como (p. 7) “um Estado
subordinado ao direito, que defende os direitos fundamentais e a segurança de
seus cidadãos e que tem por base o princípio da razoabilidade, da
responsabilidade por seus atos e do respeito da via judicial.”
Discorre que a instituição do modelo de Estado de Direito garante, em
tese, que a atuação do Estado respeitará a cidadania e a dignidade humana
(p.8).
Não longe, discorre sobre a Carta Constitucional de 1988 que instituiu o
Estado democrático de Direito no Brasil.

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