ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL MIGUEL BATISTA
DESIGN GRÁFICO ATRELADO A CULTURA URBANA: A CRIAÇÃO DE
UMA IDENTIDADE VISUAL A PARTIR DE UMA ARTE DESVALORIZADA.
Andrielly Vitória Silva do Nascimento - Autor 1
Maria Eduarda de Santana Araújo - Autor 2
Orientador: Thyago José Oliveira Costa
RESUMO
Por muitos anos, o grafite e a pichação se tornaram alvo de críticas e
desmerecimento, tendo suas obras completamente desvalorizadas e retratadas como um
puro vandalismo. O tema do trabalho é O design gráfico atrelado à cultura urbana: a
criação de uma identidade visual a partir de uma arte desvalorizada e seu objetivo é
desenvolver uma identidade visual pautada da estética urbana em que o grafite e a
pichação estão incluídas, trazendo valorização para esse movimento urbano tão presente
na sociedade e demonstrando que é possível criar uma identidade visual esteticamente
usual mesmo se utilizando esses conceitos polêmicos. Utilizando a metodologia
adaptada de Alina Wheeler a identidade visual e suas aplicações foram criadas, ao
longo do documento foram registradas seu passo a passo, de rascunho ao
desenvolvimento e até enfim a versão final, incluindo onde ela seria aplicada na
realidade. De maneira geral, o trabalho propõe uma maneira criativa de criação de
identidade visual se utilizando de conceitos extremamente presentes no cotidiano da
população que vive em cidades, quebrando o padrão de estética perfeita em marcas e
produtos e mostrando uma nova maneira de criação conceitual ligando a temática de
maneira única.
PALAVRAS CHAVE: Design; gráfico; identidade; criação; grafite; pichação; urbano.
ABSTRACT
For many years, graffiti became the target of criticism and disregard, having
their works completely devalued and portrayed as pure vandalism. The theme of the
work is Graphic design linked to urban culture: the creation of a visual identity from of
a devalued art and its objective is to develop a visual identity guided by urban
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aesthetics in which graffiti and graffiti are included, bringing appreciation to this
urban
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movement so present in society and demonstrating that it is possible to create an
aesthetically usual visual identity even if using these controversial concepts. Using the
methodology adapted from Alina Wheeler, the visual identity and its applications were
created, throughout the document its step by step was recorded, from draft to
development and finally the final version, including where it would be applied in
reality. In general, the work proposes a creative way of creating a visual identity using
concepts that are extremely present in the daily life of the population that lives in cities,
breaking the standard of perfect aesthetics in brands and products and showing a new
way of conceptual creation linking the theme in a unique way.
KEYWORDS: Design; graphic; identity; creation; graffiti; urban.
1. INTRODUÇÃO
O vigente artigo é voltado para a análise e criação da identidade visual de uma
marca a partir de pichações e grafismos, artes urbanas. Com o intuito de comprovar que
essas expressões artísticas devem ser valorizadas e podem ser utilizadas de variados
modos, representando e incluindo minorias nas composições.
A criminalização das pichações e grafitagens as torna banais pela população, de
acordo com o artigo 65 da Lei 9.605/98
[...] Pichação é crime ambiental e de vandalismo. Além do crime de
vandalismo cometido pelo pichador, a legislação brasileira também prevê o
crime de dano prescrito no Código Penal, podendo este ser cometido tanto em
patrimônio público quanto particular.
O grafismo, é visto como uma arte contemporânea pela maioria
das pessoas, de acordo com o site Comunicauem (2022), entretanto, se
ambas forem realizadas em locais privados, ou públicos sem a
autorização do proprietário, o artista estará cometendo crime de
vandalismo e poluição ambiental.
De acordo com essas vertentes, nosso principal objetivo é comprovar a
importância da inclusão de artes urbanas banalizadas no mercado, desconstruindo a
idealização criminal existente entre a população e essa expressão artística, comprovando
sua utilidade na criação de uma identidade visual comercial.
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Criar a identidade visual de uma marca para o mercado a partir de pichações e
grafitagens quebra o preconceito e os paradigmas existentes entre as pessoas e essa arte
marginalizada.
Sem a compreensão da população em relação aos benefícios propostos por essa
arte e a quebra dos estigmas preconceituosos referentes a ela, essas expressões jamais
deixaram de ser vistas de modo negativo.
Por esses motivos, é de fundamental importância frisar para a população os
benefícios e significados dos grafismos e pichações, com o intuito de desmistificar
pensamentos preconceituosos e errôneos referentes a essas produções. De acordo com
essas ideias, foi produzida por meio de pesquisas, análises e agrupamento de
informações uma identidade visual, que visa, por meio desta trazer maior
reconhecimento a obras feitas em muros dos grandes centros urbanos. Demonstrando
na prática, que ambos os conceitos podem sim ser considerados uma forma artística.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Design
Ideia de plano, desígnio, intenção, configuração, arranjo, estrutura. É assim que
Cardoso (2008, p. 16) define o Design. Com base nessa interpretação, pode-se afirmar
que, o design é a junção de vários métodos de planejamentos e estratégias.
Com a chegada da industrialização em meados do século XVIII e XIX,
máquinas começaram a ser utilizadas nas fábricas da Europa e nos Estados Unidos,
aumentando de forma rápida a procura por bens de consumo. A partir deste
crescimento, os números de instituições educacionais, hospitais e variedades de lojas
cresceram, surgindo a necessidade de identificar suas diferenças através de meios
visuais. Nesse sentido, conforme Cardoso (2011, p. 15), o design nasceu com o firme
propósito de pôr ordem na bagunça do mundo industrial.
Para Katz (2005, p.198),
“[...] Design é planejamento. Design é a organização das partes de um todo,
de um modo que os componentes produzam o que foi planejado. Só que esse
arranjo é sempre improvável, seja o design de algo extraordinário ou não. E
isso ocorre porque o número de modos pelos quais as partes podem ser
combinadas é excessivo. Cada arranjo não passa de uma quantidade enorme
de possibilidades. Ou seja, cada arranjo realizado é tão improvável quanto
todos os outros, não realizados. ”
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Todo o design é criado a partir de elementos visuais. De acordo com o que você
utiliza em sua criação, a organização e os elementos utilizados, possuem milhares de
possibilidades, durante o processo de criação e no resultado final. Solucionando, assim,
a falta de identificação existente entre as diversas áreas, criando padrões de estética para
cada nicho.
[...] Design é a visualização criativa e sistemática dos processos de interação
e das mensagens de diferentes atores sociais; é a visualização criativa e
sistemática das diferentes funções de objetos de uso e sua adequação às
necessidades dos usuários, ou aos efeitos sobre os receptores. (SCHNEIDER
2010, p. 197)
O design antes de tudo, é uma forma de identificação social, é olhar para um
projeto e se enxergar através dele, é sentir e perceber o que ele passa e representa. O
design está presente no dia a dia de todas as pessoas, através da estética e da
criatividade existente nos projetos. Seja através do design gráfico, design de moda,
design de games, design de produtos, entre outros ramos do design, que surgiram a
partir da necessidade de identificar e classificar os produtos de bens e consumo.
2.2 Design gráfico
Assim como o design, o design gráfico envolve muitas expressões: visuais,
comunicacionais, e industriais, que são realizadas e produzidas através da tecnologia,
como em computadores, mesa digital, entre outros meios. Segundo Vilas-Boas (2003), o
design gráfico é uma tarefa profissional e uma área de conhecimento com o objetivo de
criar projetos através de peças gráficas comunicacionais.
Do mesmo modo que o design, o design gráfico envolve expressões: visuais,
comunicacionais e industriais, produzidas e realizadas através da tecnologia.
Segundo Vilas-Boas (2003), o design gráfico é uma tarefa profissional que tem o
objetivo de criar projetos através de peças gráficas com o intuito de transmitir
informações.
De acordo com Associação dos Designers Gráficos (ADG, 2016),
“[...] O design gráfico é um processo técnico e criativo que utiliza imagens e
textos para comunicar mensagens, ideias e conceitos, com objetivos
comerciais ou de fundo social. ”
O design gráfico é uma atividade criativa que mudou e está mudando, de acordo
com evolução e demanda da sociedade, conseguindo solucionar os problemas
apresentados através dos recursos gráficos já existentes, ou não, variando de acordo com
o projeto do cliente, seus recursos escolhidos, repertório visual e exemplos de como
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deseja o produto final.
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O design gráfico é uma atividade de produção criativa, que está em constante
mudança, variando e se adaptando de acordo com as necessidades de cada projeto,
servindo para solucionar problemas através de recursos gráficos, solucionando de modo
diferente cada projeto, tornando assim, uma empresa, ou produto único no mercado.
2. MARCA
A marca é o meio de identificar e reconhecer uma empresa, produto, ou serviço
no mercado de trabalho, seja ele na área da alimentação, serviço, ou bens de consumo.
Existem diversas empresas que vendem o mesmo produto, com qualidades, texturas e
sabores diferentes. Todos esses produtos possuíam a mesma identidade visual e os
clientes não conseguiam perceber suas diferenças. A partir deste contexto, surgiram as
marcas, com o intuito de diferenciar os produtos através de identidades visuais, como a
logo, a paleta de cores, a mascote, entre outros componentes visuais. Para Strunck
(2007) quando as pessoas possuem dinheiro, tendem a comprar produtos de marcas que
possuem uma certa confiança e apego emocional.
De acordo com Wheeler (2012), as marcas conseguem desenvolver relações
duradouras e insubstituíveis e que quando as pessoas gostam de uma marca, elas
confiam e acreditam nela.
Para a autora, existem três funções de uma marca: navegação, que mostra as
variedades de produtos existentes. Segurança, que é a qualidade do produto e o
envolvimento, que é responsável pela ligação visual e o emocional.
“Marca é a soma intangível dos atributos de um produto, seu nome,
embalagem e preço, sua história, reputação e a maneira como ele é
promovido. A marca é também definida pelas impressões dos consumidores
sobre as pessoas que a usam; assim como pela sua própria experiência
pessoal. ” (STRUNCK, 2007).
Por isso, é muito importante o caminho que a marca percorrerá até o cliente e
como será o contato entre eles, para que, assim, o cliente crie laços com a marca e se
mantenha ácido com ela. Wheeler (2012 aborda alguns processos que devem ser
realizados para o desenvolvimento e conservação de uma boa marca, que são: ponto de
contato, gestão de marca e posicionamento
Por esse motivo, é muito importante toda a trajetória que a marca terá até o
cliente e o modo como o seu vínculo será criado. De acordo com Wheeler (2012),
existem três pontos fundamentais para o desenvolvimento, criação e conservação de
uma boa empresa, são eles: ponto de contato e posicionamento.
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2.1 Ponto de contato
É toda e qualquer relação com a marca, é também um meio de reforçar
reconhecimento sobre ela. O contato, pode ser realizado de diversas maneiras, como um
brinde personalizado, funcionários uniformizados, papelaria, entre outras formas de
identificação relacionadas a benefícios.
2.2 Posicionamento
Consumir algum produto pela marca e pelo o que ela significa é algo comum, de
acordo com Struck (2007), essas ações ocorrem devido à um fenômeno denominado
como "posicionamento", que é nada mais nada menos, do que o entendimento de um
grupo de pessoas sobre um mesmo assunto, nesse caso, uma marca. O autor afirma
também que:
“[...]o posicionamento é a base do conhecimento estratégico de uma marca,
toda criação e desenvolvimento deve ser compreendido pela sociedade,
principalmente pelos seus consumidores. O posicionamento de uma marca
deve ser estabelecido de acordo com: produto, ou serviço a ser trabalhado,
público-alvo e sua segmentação, diferenciais competitivos, vantagens e
benefícios, concorrências e suas características, percepções de qualidade e
preço. ” (STRUNCK, 2007).
Segundo Wheeler (2012), existe uma estratégia de posicionamento por trás de
uma marca de sucesso, essa estratégia é responsável pela retirada de vantagens das
mudanças ocorridas nos mercados, encontrando assim, novos meios de buscar a atenção
do público para a compra dos seus produtos.
Segundo Wheeler (2012), por trás de cada marca de sucesso existe uma
estratégia, que é responsável pelo bom desenvolvimento e pela venda desses produtos.
3. METODOLOGIA
De acordo com o dicionário, método é um procedimento, técnica ou meio de
fazer alguma coisa, esp. de acordo com o plano.
Para a criação da identidade visual será utilizado o método projetual
desenvolvido por Wheeler (2012) que se divide em cinco fases: condução da pesquisa,
esclarecimento da estratégia, design de identidade, criação de pontos de contato e gestão
de ativos. As fases foram adaptadas de acordo com a necessidade do projeto, a última
fase não foi utilizada.
FASE 1 - CONDUÇÃO DE PESQUISA
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Tornar claro: visão, estratégia, metas e valores.
Conduzir pesquisas sobre marketing, Design, estética e linguagem.
Analisar a estética da marca que será utilizada.
Redigir relatórios.
Nessa fase, foi necessária a reunião de todo o conteúdo que será necessário e que
será utilizado para a criação da marca, um briefing, ou seja: qual a abordagem estética;
o segmento; qual o público que essa marca quer alcançar.
Essa fase é essencial para compreender o que deve ser posto como algo de extrema
importância a ser posto na marca e que não pode ser colocado de lado.
FASE 2 - ESCLARECIMENTO DA ESTRATÉGIA
Sintetizar o que for aprendido.
Classificar a estratégia de marca.
Escrever um resumo de marca.
Criar uma estratégia de nomes.
Com o que foi aprendido na fase 1 é necessário ser colocado em prática na fase 2.
Identificando, iluminando, tecendo e reconsiderando possibilidades para o início da
criação.
FASE 3 - DESIGN DE IDENTIDADE
Brainstorm de ideias.
Explorar as aplicações.
Finalizar a arquitetura da marca.
Na fase 3 serão apresentados o logotipo, cor, tipografia, aplicações e testes. Após
toda a pesquisa, resumos e reunião de ideias é quando o processo criativo da marca é
iniciado, é necessário extremo cuidado e paciência para realizar essa fase, testes,
rascunhos e tentativas são validos.
FASE 4 - CRIAÇÃO DE PONTOS DE CONTATOS
Finalizar o design da identidade.
Desenvolver a aparência e o sentido.
Priorizar de fazer o design das Aplicações.
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Após toda a criação da marca é chegada a fase 4, onde ocorre a finalização e a
definição de alguns pontos como: Ponto de contato e aplicações.
4. O GRAFITE
"O vestígio mais fascinante deixado pelo homem através do tempo em sua
passagem pelo planeta foi, sem dúvida, a produção artística. Desta, a
manifestação mais antiga, com certeza, foram os desenhos feitos nas paredes
das cavernas. Aquelas pinturas rupestres são os primeiros exemplos de
graffiti que encontramos na história da arte."
(GITAHY, desconhecido).
As pinturas rupestres foram os primeiros grafites realizados pela humanidade, as
pinturas e seus significados permanecem vivos até hoje. Todas as pessoas já realizaram
algum tipo de grafismos durante sua trajetória, através de rabiscos em cadernos,
anotações, escritas feitas em praças, banheiros, entre outros locais, de acordo com
análises feitas pelo GITAHY (desconhecido).
Os grafismos do homem das cavernas eram criados a partir do sangue animal,
dos ossos, do suco de plantas, entre outras matérias primas. Atualmente, esses desenhos
são realizados com tinta spray, técnica lambe-lambe e etc.. Os desenhos rupestres
mostram o cotidiano das pessoas, enquanto o grafismo contemporâneo aborda críticas
sociais, fazem denúncias expositivas ao governo e autoridades. (GITAHY,
desconhecido).
"[...] Já houve quem questionasse: 'O que pensará o homem do futuro ao se
deparar com os graffiti do século XX? O metrô de Nova York não se tornará
uma Lascaux (sítio arqueológico formado por grutas repletas de pinturas e
desenhos?) Cheio de signos herméticos, nomes e números que deixarão os
historiadores a se debater em cifrações? ”' (GITAHY, desconhecido).
Assim como o homem contemporâneo estuda os desenhos e os significados
existentes por trás das gravuras rupestres, o homem dos pós século XXI, provavelmente
estudará e buscará conhecimento sobre a nossa cultura, nossa arte, nossas histórias e os
significados existentes por atrás do que produzimos, falamos e expressamos.
VILAÇA (desconhecido), fala que é impossível não associar a liberdade
de expressão humana com o grafite, já que, ele consegue transmitir ideias de todas
as pessoas e de todas as classes sociais, principalmente das camadas mais pobres.
[...] Não existe graffiti ou quem o produza de forma de forma não
democrática. Aliás, o graffiti veio para democratizar a arte, na medida em que
acontece de forma arbitrária e descomprometida com qualquer limitação
especial ou ideológica. Todos os segmentos sociais podem vir a ser lidos
pelos artistas do graffiti, assim como seus símbolos espalhados pela cidade
podem ser lidos por todos. (VILAÇA, desconhecido).
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4.1 Diferença entre grafite e pichação
Grafiteiros e grafiteiros são ambos artistas, embora um seja atacado e o
outro seja melhor visto. Mas ambos os grupos têm limitações.
Para quem não conhece o assunto, a diferença na definição das categorias é que
uma costuma usar símbolos para se expressar, quase em linguagem própria, enquanto a
outra recorre à cor, sombra e forma.
"Mas ambos têm que ser respeitados, garantir o espaço, mas também
precisam saber respeitar os direitos individuais de propriedade. O grafiteiro
não é popular porque parece não se importar com isso" (ARRUDA,
desconhecido). ”
Enquanto a pichação continua sendo um símbolo de vandalismo e seus
praticantes são considerados figuras marginais, o grafite adquiriu uma conotação
artística tomando espaços como museus. O primeiro grafiteiro a expor na galeria foi
Jean Michel-Basquiat, no final dos anos 70. Começou a graffiti em prédios
abandonados em Nova York e ganhou notoriedade ao expor em galerias de arte sob o
selo de Andy Warhol, um ícone da arte contemporânea.
Quando o graffiti sai das ruas, ainda é considerado graffiti? Alguns grafiteiros
desprezam aqueles que exibem em galerias de arte, pensando que o graffiti pertence às
ruas.
Figura 1 – Exemplo de pichação.
Fonte: desconhecido.
Figura 2 – Exemplo de Grafite.
Fonte: desconhecido.
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5. CRIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA MARCA
O naming para marca foi escolhido depois de algumas pesquisas e
experimentações para que o naming se adequasse da maneira correta a tudo que se
referia a marca em questão de estética.
Sua primeira versão “Vik i Mal” foi criada a partir de
pichações de muros em formato de aranha, diamante
e coroa, mas logo foi descartado ainda nos rascunhos
por ter muitos detalhes que deixaram a marca com
aspecto carregado.
Figura 3 – Rascunho da primeira versão da marca.
Fonte: Autor.
E então depois de mais pesquisas chegamos ao nome “Speech”, termo em inglês
que significa “expressão”, o que não poderia descrever melhor do que a marca se
tratava.
Primeiros rascunhos
O primeiro rascunho da marca foi uma tentativa de
juntar o naming a uma fonte que se parecesse com o
que é mais frequente de ser utilizado em graffitis e
pichações, a versão com linhas mais finas foi a
esteticamente mais agradável por não ser carregada.
Figura 4 – 1° rascunho da segunda versão.
Fonte: Autor.
Primeira escolha de cor
Nesse rascunho é possível visualizar que a
primeira escolha de paleta de cor foi a Roxo, Rosa
Pink, Azul e Amarelo. Porém mais tarde a paleta
mudou para apenas três cores, mas o formato da
fonte se manteve parecido com o apresentado.
Figura 5 – 2° rascunho da segunda versão.
Fonte: Autor.
Painel semântico
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Com finalidade de auxiliar na decisão da paleta de cor, foi necessária a criação
de um recurso visual utilizando o material que serviu como base para a pesquisa. Por
isso, o painel semântico foi criado, nele foram adicionadas referências relevantes para
auxiliar na escolha e na inspiração para essa etapa do trabalho.
Com esse auxilio, a paleta de cor foi formada. As principais cores são: Roxo,
Rosa Pink e Verde Limão. E são organizadas em que o Roxo serve como plano de
fundo, Rosa Pink como elemento de detalhes adicionados na marca e o Verde Limão
como o tom neutro da composição, utilizado na tipografia. Para definir as cores da
marca, foi necessária uma pesquisa analisando exemplos de murais para chegar nas
cores que mais estão presentes.
Figura 6 - Painel semântico.
Fonte: Diversas, autores desconhecidos.
Versão digital
Após muitos rascunhos chegou o momento de
retirar do papel. Utilizando a paleta de cor já
mencionada e elementos visuais como respingos
de tinta e pequenas pichações, a primeira versão
do que viria a ser a marca oficial estava pronta,
mas ainda necessitava de um elemento que
trouxesse uma identidade maior a marca: a
tipografia.
Figura 7 – Primeira versão digital da marca.
Fonte: Autor.
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TIPOGRAFIA
A tipografia principal e as auxiliares apresentam um padrão, que será utilizado
para manter a essência do estilo que a marca quer passar para o consumidor do produto.
A tipografia escolhida foi a Don Graffiti para ser utilizada no Naming da marca.
Por ser uma fonte com poucos detalhes, não deixará a marca com um efeito carregado
e dará à logo uma estética parecida às que os grafiteiros utilizam em seus murais.
Figura 8 - Fonte tipográfica Don Graffiti.
Fonte: Designerd - Blog sobre design, ilustração, fotografia e criatividade.
Marca oficial
Após pesquisas e rascunhos a marca ficou pronta.
A tipografia foi adaptada para a fonte escolhida e
os elementos visuais como a pichação “Sale” e a
pichação em formato de “mola” foram retirados, se
mantendo apenas os respingos de tinta da versão
anterior. Além da adição de elementos como o “X”
e um pequeno emoji ao canto.
Figura 9 – Versão oficial da marca.
Fonte: Autor.
6. APLICAÇÕES
De acordo com o dicionário, aplicação é o ato ou efeito de aplicar; colocação de
alguma coisa sobre outra; sobreposição.
A aplicação da marca foi decidida após análise de onde melhor se encaixaria sua
utilização, sendo assim as aplicações serão realizadas em camisetas, redes sociais,
embalagem e etiquetas.
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Figura 10 – camiseta.
Fonte: Autor.
Figura 11 – Rede social.
Fonte: Autor.
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Figura 12 – Etiqueta.
Fonte: Autor.
Figura 13 – Embalagem.
Fonte: Autor.
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nas reflexões realizadas ao final e ao longo do estudo, fica claro que as questões
que deram origem ao estudo não eram imaginárias, nem eram objetos estranhos ao
estudo. Este trabalho é baseado em experiência e conhecimento e está muito próximo de
como são realizadas as operações nos grandes centros urbanos.
O rescaldo do gesto “rebelde” de alguns artistas urbanos ao longo dos anos
levou à marginalização deste conceito e dos próprios artistas, que agora são vistos
apenas como vândalos. Desta forma, a arte de todo valor fica em segundo plano.
Com base nas informações obtidas na pesquisa deste trabalho, pode-se concluir
que mesmo sua composição com temas polêmicos como a cultura urbana (grafite e
pichação) pode de fato criar uma identidade visual utilizável, distinguindo claramente
entre os dois conceitos, mas também mostrando as suas paridades.
REFERÊNCIAS
GITAHY, Celso. O que é graffiti. São Paulo: Editora Brasiliense, 1999.
COSTA, Thyago José Oliveira. Identidade de marca Bureau. 2016. 52 f. TCC - Curso
de Design Gráfico, Pe\Recife, 2016.
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ASSOCIAÇÃO DOS DESIGNERS GRÁFICOS (Brasil). ABC da ADG: glossário de
termos e verbetes utilizados em design gráfico. São Paulo: ADG, 2016. ASSOCIAÇÃO
CARDOSO, Rafael. Design para um mundo complexo. São Paulo, Cosac Naify,
2013.
CARDOSO, Rafael. Uma introdução à história do design. São Paulo, Edgard
Blücher, 2004.
TEXEIRA, Felipe C; SILVA, Roberta Del-Vechio de O; BONA, Rafael José. O
processo de desenvolvimento de uma identidade visual. 2007
SILVA, Leonardo. Pichação e Grafite — São Crimes: são crimes? Quais as principais
diferenças?. Diário Oficial: Portal de envio de matérias. Brasília, 30 set. 2021.
Disponível em: [Link]
KRAUSE, Maggi et al. Pixação é vandalismo? Nova Escola. Brasil. 13 mar. 2017.
Disponível em: [Link]
CUNHA, Carolina. Afinal, qual é a diferença entre grafite e pichação? Uol. São Paulo.
23 maio 2019. Disponível em: [Link]
disciplinas/atualidades/[Link].
REDAÇÃO. Grafite leva cores e formas para Subúrbio 360 em ação
colaborativa. Subúrbio News. Salvador. 24 mar. 2019. Disponível em:
[Link]
acao-colaborativa/.
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