Sistema de Gerenciamento de Segurança
Operacional (SGSO – ANP) Onshore e
Offshore (On-line)
Luiz Carlos Fonte Nova de Assumpção
15, 16 e 17 de outubro - 18h30 às 20h30
Luiz Carlos Assumpção
Engenheiro Químico - UERJ – 2005; Mestre em Química, com ênfase em Química Ambiental –
UERJ – 2008; Especialista em SMS em Obras de Construção e Montagem (Onshore e Offshore) –
UFF – 2011; Especialista em Gestão Ambiental na Indústria – Faculdade UnYleYa – 2021; Auditor
Interno de SGI (ISO 9001:2015, ISO 14001:2015, OHSAS 8001:2007) – QHSET – 2016; Leader
in Process Risk Analysis – HAZOP – Sverberi Treinamentos – 2021.
> 19 anos de experiência profissional, trabalhando nos segmentos: Petroquímica, Óleo & Gás,
Consultoria e Docência;
Expertise no projeto conceitual, básico e detalhamento de unidades de refino, gás, petroquímica e
FPSOs. Atuação em Auditorias de SGSO da ANP, pela Bureau Veritas. Participação de estudos de
risco (HAZOP/LOPA) em Projetos da Petrobras. Atuação como tutor na Pós Graduação em
Segurança de Processo do SENAI/CETIQT.
Conteudista / Instrutor / Professor nas Turmas dos Cursos de Pós Graduação em Gerenciamento
de Segurança de Processo e Especialização em Segurança Operacional para Técnicos na RSE
Consultoria em Gerenciamento de Risco e Sustentabilidade. Consultor em estudos de análise de
risco (HazOp, SIL/LOPA e BowTie), Auditorias de Barreiras e projetos (SSMA, HIRA e
RBPS/CCPS).
Atuação como Coordenador de SGSO na ACELEN, na implantação do Sistema Integrado de
Gestão ACELEN com foco no atendimento da Resolução ANP no. 5/2014 e demais requisitos
legais. Atualmente é Coordenador de Segurança de Processos na Seacrest Petróleo.
Módulo II –
ATUAÇÃO DA
ANP JUNTO ÀS
OPERADORAS
Visão Geral
É responsável pela regulação das
indústrias brasileiras de petróleo, gás
natural e biocombustíveis. Seu foco é
prezar pela segurança operacional das
operações, bem como garantir do
abastecimento de combustíveis e
derivados.
Trata-se de uma autarquia federal
especial. Assim, executa a política
nacional destinada ao setor dessas
indústrias, regulando mais de 110 mil
empresas (BIOLUB, 2021).
Sua atuação é considerada de ponta
e ponta no processo de
combustíveis: “do poço ao posto”,
da prospecção de petróleo e gás
natural até os processos de
garantia de qualidade aos (ANP, 2023)
combustíveis e demais produtos
derivados ao consumidor final.
(ANP, 2023)
É de competência da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP) estabelecer e fiscalizar regras para que as
empresas reguladas garantam a utilização das melhores práticas de
engenharia na proteção da saúde humana e do meio ambiente
durante a condução de suas atividades.
(ANP, 2020)
O regime de Segurança Operacional utilizado no Brasil é
alinhado com os mais modernos do mundo e tem base em
normas adotadas em países como Noruega (Petroleum
Safety Authority of the Kingdom of Norway – PSA) e Reino
Unido (Health and Safety Executive – HSE), além do
aprendizado adquirido em incidentes anteriores.
Com foco predominantemente preventivo e não
prescritivo, visa alcançar o ambiente ideal para a
prevenção de acidentes.
No cumprimento de suas atribuições, a utilização de uma
regulação baseada em performance é apoiada por uma
forte fiscalização das atividades da indústria, a troca
de experiências e a abertura para o debate técnico na
busca incessante pela melhoria contínua das
atividades.
Assim, a atuação da ANP tem como objetivo melhorar a
gestão de riscos, sob responsabilidade das empresas
reguladas. Neste sentido, as atividades da Agência visam
a comprovação de que as empresas mantêm toda e
qualquer operação com riscos controlados através do
correto direcionamento de esforços para a adequação de
sistemas de gestão de segurança operacional.
Estrutura ANP
Superintendência de Segurança
Operacional – SSO
Regulação, Descomissionamento
e Projetos em Segurança
Operacional
Fiscalização
Sondas e Poços
Produção Offshore e Subsea
Produção Onshore
Fatores Humanos
Incidentes e Desempenho
Operacional
Processos e Infrações
Dados e Sistemas
A ANP, por meio de sua Resolução Nº 5/2014 –
Regulamento Técnico do Sistema de Gerenciamento
de Segurança Operacional (SGSO) para refinarias de
petróleo, publicada em 29/01/2014, com prazo de
implantação de dois anos, tornou compulsório que todas as
refinarias atendam às práticas de gestão contidas naquele
regulamento. Desde 31/01/2016, tornou-se mandatória a
aplicação dessas práticas de SGSO.
As ações de fiscalização nos terminais aquaviários e
terrestres tem ênfase na segurança operacional, de acordo
com o RTT - Regulamento Técnico de Terminais para
Movimentação e Armazenamento de Petróleo,
Derivados, Gás Natural e Biocombustíveis, instituído
pela Resolução ANP n° 810, de 16 de março de 2020.
Nas ações de fiscalização nos oleodutos e gasodutos,
verifica-se a adequação destes ao Regulamento Técnico
de Dutos Terrestres para Movimentação de Petróleo,
Derivados e Gás Natural – RTDT, que trata da
segurança operacional dos Dutos Terrestres (oleodutos e
gasodutos), autorizados a operar pela ANP,
Quanto às instalações acessórias e complementares dos
gasodutos, pretende-se verificar se são mantidas as
condições técnicas previstas e comprovadas por ocasião da
outorga de Autorização de operação dessas instalações.
Com a edição do RTT, os dutos
portuários passaram a ser
oficialmente objetos de um
Regulamento Técnico de
Segurança Operacional e
passarão por ações de
fiscalização juntamente com os
terminais a que se ligam.
No caso das instalações de
compressão e distribuição de
Gás Natural Comprimido –
GNC, verificam-se in loco as
condições operacionais, de
manutenção e de segurança.
No exercício de tal atribuição, a
ANP utiliza, além de estudos
internos, denúncias e a
ocorrência de incidentes.
Visão geral
das diferentes Prática de Gestão SGSO (Resolução ANP nº 43/2007) SGSO (Resolução ANP nº 5/2014) SGIP (Resolução ANP nº 46/2016) SGSS (Resolução ANP nº 41/2015)
Resoluções Cultura de Segurança, Cultura de Segurança, Cultura de Segurança, Cultura de Segurança,
ANP
1 Compromisso e Responsabilidade Compromisso e Responsabilidade Compromisso e Responsabilidade Compromisso e Responsabilidade
Gerencial Gerencial Gerencial Gerencial
relacionadas 2 Envolvimento do Pessoal
Qualificação, Treinamento e
Envolvimento do Pessoal
Qualificação, Treinamento e
Envolvimento da Força de Trabalho Envolvimento da Força de Trabalho
Qualificação, Treinamento e
à Segurança
3 Gestão de Competências
Desempenho do Pessoal Desempenho do Pessoal Desempenho da Força de Trabalho
Ambiente de Trabalho e Fatores Ambiente de Trabalho e Fatores Ambiente de Trabalho e Fatores
Operacional 4
Humanos Humanos
Fatores Humanos
Humanos
Seleção, Controle e Gerenciamento Seleção, Controle e Gerenciamento Seleção, Controle e Gerenciamento Seleção, Controle e Gerenciamento
5
de Empresas Contratadas de Empresas Contratadas de Empresas Contratadas de Empresas Contratadas
Monitoramento e Melhoria Monitoramento e Melhoria Monitoramento e Melhoria Monitoramento e Melhoria
6
Contínua do Desempenho Contínua do Desempenho Contínua do Desempenho Contínua do Desempenho
7 Auditorias Auditorias Auditorias Auditoria Interna
Gestão da Informação e da Gestão da Informação e da Gestão da Informação e da Gestão da Informação e da
8
Documentação Documentação Documentação Documentação
9 Investigação de Incidentes Investigação de Incidentes Incidentes Investigação de Incidentes
Projeto, Construção, Instalação e Elementos Críticos de Segurança Elementos Críticos de Segurança
10 Etapas do Ciclo de Vida do Poço
Desativação Operacional Operacional
Elementos Críticos de Segurança Elementos Críticos de Integridade
11 Identificação e Análise de Riscos Análise de Riscos
Operacional de Poço
12 Identificação e Análise de Riscos Integridade Mecânica Análise de Riscos Gestão de Mudanças
Planejamento e Gerenciamento de Planejamento e Gerenciamento de
13 Integridade Mecânica Integridade de Poço
Emergências Emergências
Práticas de Trabalho Seguro e
Planejamento e Gerenciamento de Planejamento e Gerenciamento de
14 Procedimentos Operacionais Procedimentos de Controle em
Grandes Emergências Emergências de Controle de Poço
Atividades Especiais
15 Procedimentos Operacionais Gerenciamento de Mudanças Procedimentos Projeto
Práticas de Trabalho Seguro e
16 Gerenciamento de Mudanças Procedimentos de Controle em Gestão de Mudanças Fabricação e Instalação
Atividades Especiais
Práticas de Trabalho Seguro e
17 Procedimentos em Atividades Preservação Ambiental Operação
Especiais
18 Gerenciamento de Integridade
19 Reutilização
20 Extensão de Vida Útil
21 Descomissionamento e Desativação
Resolução ANP nº 882/2022, que no seu Anexo I estabelece as
Informações para a Comunicação Inicial de Incidente.
Manual de Comunicação de Incidentes ANP versão 0, de 02/12/2022
Fiscalização em
unidades
operacionais
A ANP é o órgão responsável pela fiscalização das
atividades de exploração e produção de petróleo e gás
natural, de acordo com o previsto na Lei nº 9.478/1997.
O objetivo dessa fiscalização é prevenir falhas na segurança
operacional das instalações e evitar eventuais prejuízos à vida,
ao meio ambiente e ao patrimônio.
A ANP fiscaliza as atividades de exploração e produção de
petróleo e gás com foco na segurança operacional e com
base na legislação pertinente aos contratos - sejam de
concessão, de partilha ou de cessão onerosa.
São atribuições da ANP:
• Investigar acidentes;
• Consolidar e manter informações sobre acidentes, como
subsídio para as ações em eventuais futuras ocorrências;
• Emitir pareceres sobre segurança operacional e proteção
ambiental nas instalações da indústria do petróleo, gás natural
e biocombustíveis;
• Coordenar ações com agentes externos;
• Formular diretrizes para fiscalização de instalações da
indústria do petróleo, gás natural e biocombustíveis.
A fiscalização da ANP, relativa à segurança operacional das
instalações, é focada em indicadores preventivos.
O objetivo é identificar se a empresa efetivamente cumpre as
boas práticas de gestão, e estabelece a cultura de
segurança nas operações.
Uma fiscalização é programada considerando o tipo, o histórico
e as informações que a ANP possui sobre a instalação.
As empresas devem comprovar que mantêm controlados os
riscos advindos de toda e qualquer operação executada
nas instalações.
É necessário que a empresa direcione esforços continuamente
para a manutenção dos equipamentos e melhoria de seu
sistema de gestão.
NAS ATIVIDADES MARÍTIMAS
• A ANP é responsável pela
fiscalização da segurança
operacional das instalações de
produção e perfuração; das
instalações submarinas que ligam
os poços às plataformas e dos
poços propriamente ditos.
• A Marinha fiscaliza as plataformas
em relação aos sistemas navais das
embarcações, como
navegabilidade e lastro.
• O Ibama é responsável pelo
licenciamento ambiental das
operações e pelos sistemas de
interação entre as instalações e o
meio ambiente.
NAS ATIVIDADES TERRESTRES
• A ANP fiscaliza refinarias,
terminais, gasodutos,
oleodutos e os campos de
produção de óleo e gás.
• Os órgãos estaduais de meio
ambiente são responsáveis
pela emissão das licenças
ambientais.
As ações de fiscalização de Segurança Operacional
são realizadas na forma de auditorias e os desvios
em relação aos requisitos dos regulamentos técnicos
são registrados em não conformidades.
A programação de auditoria considera indicadores
de desempenho, características das instalações,
histórico de incidentes, denúncias entre outras
informações.
A relação das unidades a serem auditadas, o escopo de cada
auditoria e a data prevista para sua realização deverão ser
previamente estabelecidas pela ANP.
O escopo da auditoria poderá englobar uma ou mais práticas
de gestão e considerar uma ou mais fases do ciclo de vida da
instalação.
A equipe auditora deverá ser compatível com o escopo e o prazo
previsto para cada auditoria e ser composta por pelo menos
dois auditores, sendo ao menos um deles servidor público
federal da ANP com competência para instaurar
procedimentos administrativo. O auditor líder deverá ainda
possuir experiência na execução de auditorias de gestão e ter
conhecimentos técnicos sobre as características de construção e
operação das instalações.
Quando são identificados
desvios dos sistemas de
gestão de segurança
operacional, são emitidas não
conformidades e os
operadores são responsáveis
pelo saneamento destas, nos
prazos estabelecidos pela
ANP, conforme a Resolução
ANP n° 851/2021.
Não conformidades críticas
são lavradas devido a
situações de risco grave e
iminente e resultam na
interdição total ou parcial
da instalação ou unidade
operacional auditada.
A ANP integra o International Regulators´ Forum (IRF), em que
são discutidos, continuamente, temas de segurança operacional.
Também integram o fórum Austrália, Canadá, Dinamarca, México,
Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Reino Unido e Estados Unidos.
O constante compartilhamento de experiências no IRF - não
condicionado à ocorrência de incidentes - contribui para o
aperfeiçoamento da fiscalização.
Maiores informações em:
[Link]
Identificação
de Não
Conformidades
e Intervenções
As não‐conformidades porventura observadas deverão ser
classificadas em leves, moderadas, graves e críticas. Além disso,
poderão ser identificadas observações durante as auditorias.
Deverão ser consideradas não conformidades críticas todas
aquelas que evidenciem, caracterizem ou proporcionem
falha ou falta de um elemento crítico de Segurança
Operacional e que, em consequência, acarretem em risco
iminente de acidente grave, que possa comprometera
integridade física das instalações ou das pessoas que
nelas se encontrem ou que possa proporcionar poluição
significativa do meio ambiente.
As não‐conformidades serão classificadas como graves
sempre que evidenciarem:
a) Falha de um sistema completo;
b) Falta de um requisito do Sistema de Gestão da Segurança
Operacional;
c) Não‐conformidades similares às encontradas em auditorias
anteriores na mesma instalação;
d) Desvio sistêmico, caracterizado por um conjunto de desvios
ou por desvios similares que ocorrem de forma repetitiva e
frequente, no atendimento a determinado requisito relevante do
SGSO.
Serão consideradas não‐conformidades moderadas aquelas
que evidenciarem:
a) Funcionamento precário de um sistema completo ou de um
equipamento crítico;
b) Atendimento parcial ou insuficiente a um requisito do Sistema
de Gestão da Segurança Operacional;
c) Uma quantidade significativa de falhas leves em atender a um
determinado requisito do SGSO.
Serão consideradas não‐conformidades leves aquelas que
possam ser consideradas como desvio ou falha isolados, no
atendimento a um requisito do SGSO, desde que não se
enquadre nas definições anteriores.
Por observação, se entende o registro de um fato observado
durante a auditoria, substanciado por evidências objetivas, que
não caracterizam uma não‐conformidade. Qualquer
não‐conformidade cuja ação corretiva tenha sido implementada
durante a auditoria deverá ser considerada uma observação e
registrada como tal.
A identificação de evidência objetiva que represente ou
possa gerar risco grave e iminente às pessoas, ao meio
ambiente ou à instalação poderá levar a lavratura de
(cumulativamente):
Auto de interdição total ou parcial da instalação, sistema,
equipamento ou procedimento;
Auto de infração;
Não conformidade crítica.
O prazo para implementação das ações corretivas das não
conformidades porventura observadas nas auditorias deverá ser
padronizado em função da classificação da não conformidade,
conforme especificado a seguir:
Não conformidade crítica ‐ imediato
Não conformidade grave ‐ 30 dias.
Não conformidade moderada ‐ 90 dias.
Não conformidade leve ‐ 180 dias.
O agente regulado deverá promover o saneamento da não
conformidade, obrigando-se a manter o registro documental,
na forma digital ou impressa, de todas as evidências
objetivas relacionadas às ações implementadas e em
implementação, para fins de verificação e avaliação da
ANP.
A ANP lavrará auto de infração quando:
A não conformidade previamente identificada for classificada
como não sanada;
O saneamento da não conformidade for intempestivo, ou seja,
praticado após haver decorrido o prazo legal;
Após notificado, o agente regulado deixar de implementar as
ações de identificação e saneamento de não conformidade nas
instalações; ou
For identificada evidência objetiva que represente ou possa
gerar risco grave e iminente às pessoas, meio ambiente e/ou
à instalação.
A notícia “ANP interdita plataforma P-53 na Bacia de Campos após auditoria”, relata que a
ANP anunciou no dia 28/02/2024 a interdição na plataforma P-53, localizada na Bacia de
Campos, após uma auditoria identificar falhas graves na segurança e conformidade
operacional da unidade.
A interdição teve como base a identificação de fragilidade no monitoramento de alguns
RTIs – Recomendação Técnica da Inspeção, que tem prazo determinado para resolução.
Como condicionantes citadas pela ANP para o retorno da Unidade Marítima, estão:
• Verificação de estudos de propagação de incêndio;
• Aplicação de proteção passiva em reparos temporários;
• Quitação de desvios no sistema de CO2;
• Reposicionamento de detectores de gases, abrangência de acidente e treinamentos em
padrões.
Link para notícia: [Link]
campos-apos-auditoria/
Resolução ANP 882/2022 e
o Manual de Comunicação
de Incidentes
Emissão de
Relatórios
Técnicos das
Auditorias de
SGSO realizadas
Após a realização da auditoria de SGSO, são
identificadas as não conformidades e
oportunidades de melhorias. Os desvios são
então categorizados conforme Resolução ANP
n° 851/2021, onde os prazos para
saneamento das não conformidades
passarão a contar a partir da data de
emissão do relatório de auditoria.
Dica relevante: Manual para Execução de
Auditorias de Verificação da Conformidade do
SGSO, ANP, 2009.
A ANP emitirá o Relatório de Auditoria com o seguinte conteúdo
mínimo:
a) Descrição da instalação auditada.
b) Descrição do escopo da auditoria.
c) Relação da equipe de auditores.
d) Programa de Auditoria.
e) Adequação do Programa de Auditoria, com descrição de
eventuais desvios observados.
f) Relação das não‐conformidades e observações verificadas.
g) Relação dos participantes da reunião de abertura e de
encerramento.
h) Observações e comentários relevantes.
Deverão ser anexados ao relatório os seguintes documentos:
a) Lista das não‐conformidades e observações verificadas;
b) Plano de Auditoria;
c) Lista de presença da reunião de abertura;
d) Lista de presença da reunião de encerramento;
e) Relatório fotográfico das atividades desenvolvidas durante a
auditoria ou das condições observadas na instalação, sempre que
julgado necessário ou conveniente pelo Auditor Líder.
A Instrução Normativa ANP nº 6/2021 estabelece o
procedimento para a verificação de incidentes em
instalações e atividades relativas às indústrias do
petróleo, do gás natural e dos biocombustíveis e ao
abastecimento nacional de combustíveis.
A ANP poderá notificar o agente regulado para que promova o
saneamento de não conformidades em decorrência da
investigação de incidente conduzida pela ANP, podendo
também incorrer em autos de infração.
Além disso, poderá emitir recomendações que devem ter
suas abrangências nas empresas reguladas, podendo
ser alvo de auditorias futuras de SGSO.
Esta verificação tem por objetivo:
esclarecer as causas do incidente;
avaliar as medidas mitigadoras adotadas pelo agente
regulado;
emitir recomendações, quando necessário, para o agente ou
mercado regulado, de forma a evitar a recorrência do
incidente, prevenir ocorrências de outros incidentes ou
aprimorar a segurança operacional;
verificar a aderência das operações à regulamentação
aplicável; e
tornar públicas as lições aprendidas dos incidentes, de
forma a contribuir para o incremento da segurança
operacional da indústria, ressalvadas as informações
classificadas como reservadas de acordo com a legislação
aplicável.
No dia 02 de agosto de 2022, a ANP
recebeu, por meio do sistema SISO-
Incidentes, a Comunicação Inicial de
Incidente 2208/000010, a qual
reportou uma fatalidade na
Plataforma P-19. Segundo constava do
comunicado, quatro colaboradores
executavam serviço de manutenção
na sala dos motogeradores diesel
auxiliares, quando houve acionamento
espúrio do sistema de combate a
incêndio por dióxido de carbono
(CO2), levando a óbito um dos
trabalhadores.
Em 20/08/2018 ocorreu a explosão do
tanque de água ácida durante o
procedimento de partida da Unidade de
Craqueamento Catalítico após
manutenção quando, devido a um erro
de comunicação, o referido tanque
recebeu produto com alta pressão de
vapor. Os sistemas de alívio de pressão
de tanques de água ácida não são
projetados para aliviar a pressão do
nível atingido; na explosão do tanque
que foi lançado a centenas de metros de
altura, causando o incêndio das
unidades de craqueamento catalítico
fluido e de destilação, reduzindo pela
metade a capacidade de processamento
da refinaria durante 6 meses.
Promoção de
Workshops de
lições
aprendidas de
acidentes
ocorridos
Através da realização de Workshops de Segurança
Operacional e Meio Ambiente (SOMAs) a ANP promove
o diálogo com os operadores, com temas como o futuro dos
regulamentos de segurança operacional, aspectos de
liderança, cultura de segurança e fatores humanos voltados
à segurança das operações.
Nesses workshops envolvendo a academia, a indústria e a
ANP são discutidos tópicos relacionados aos desafios da
segurança operacional, entre eles: comprometimento da
liderança; disponibilidade e integridade de elementos
críticos; e aprimoramento de investigações e
incorporação de lições aprendidas de incidentes.
XII SEMINÁRIO DE SEGURANÇA OPERACIONAL E MEIO AMBIENTE – SOMA, DA ANP
Realizado nos dias 25 e 26 de setembro, das 14h às 18h, o XII
SOMA apresentou a análise de desempenho de segurança
operacional das operadoras, conforme o Relatório Anual de
Segurança Operacional de 2023 (ainda não disponível).
XII SEMINÁRIO DE SEGURANÇA OPERACIONAL E MEIO AMBIENTE – SOMA, DA ANP
Principais pontos abordados: Relatório Anual de
Segurança Operacional
– Panorama 2023
XII SEMINÁRIO DE SEGURANÇA OPERACIONAL E MEIO AMBIENTE – SOMA, DA ANP
Principais pontos abordados: Relatório Anual de
Segurança Operacional
– Panorama 2023
XII SEMINÁRIO DE SEGURANÇA OPERACIONAL E MEIO AMBIENTE – SOMA, DA ANP
Principais pontos abordados: Relatório Anual de
Segurança Operacional
– Panorama 2023
Aumento nas
NCs Críticas de
2020 até 2023!
XII SEMINÁRIO DE SEGURANÇA OPERACIONAL E MEIO AMBIENTE – SOMA, DA ANP
Principais pontos abordados: Relatório Anual de
Segurança Operacional
– Panorama 2023
XII SEMINÁRIO DE SEGURANÇA OPERACIONAL E MEIO AMBIENTE – SOMA, DA ANP
Principais pontos abordados: Relatório Anual de
Segurança Operacional
– Panorama 2023
XII SEMINÁRIO DE SEGURANÇA OPERACIONAL E MEIO AMBIENTE – SOMA, DA ANP
Principais pontos abordados: Relatório Anual de
Segurança Operacional
Incidente ocorrido em outubro/2023 em sonda de
– Panorama 2023 produção terrestre da empresa Nova Petróleo em
Alagoinhas, na Bahia. O incidente resultou no
falecimento de um funcionário da empresa, que
executava a função de torrista. O acidente ocorreu
durante a finalização do procedimento de
desmontagem da sonda.
Relatório de Investigação do incidente da Sonda de Produção Terrestre no Campo de Fazenda Santo Estevão – ocorrido em 02/10/2023:
[Link]
incidentes-1/arquivos-relatorios-de-investigacao-de-incidentes/fazenda-santo-estevao/[Link]
XII SEMINÁRIO DE SEGURANÇA OPERACIONAL E MEIO AMBIENTE – SOMA, DA ANP
Unidades interditadas em 2023:
XII SEMINÁRIO DE SEGURANÇA OPERACIONAL E MEIO AMBIENTE – SOMA, DA ANP
Não Conformidades Críticas:
PG 13 – Integridade Mecânica
PG 10 – Projeto, Construção, Instalação e Desativação
PG 11 – Elementos Críticos de Segurança Operacional
PG 12 – Identificação e Análise de Riscos
PG 14 - Planejamento e Gerenciamento de Grandes Emergências
PG 16 – Gerenciamento de Mudanças
XII SEMINÁRIO DE SEGURANÇA OPERACIONAL E MEIO AMBIENTE – SOMA, DA ANP
Não Conformidades Críticas – Integridade Mecânica:
Reparos em tubulações sem base de engenharia (sem seguir ASME ou ISO)
Falhas na gestão de reparos em tubulações de fluido perigoso ou SCE (evidências)
Transbordamento de sistema de drenagem
Degradações sistêmicas em tubulações (vazamentos, falta de inspeção, recomendações de
inspeção não atendidas ou com prazo incompatível com o dano identificado)
Não Conformidades Críticas – Projeto:
Descumprimento da Filosofia de Segurança no projeto de sistemas de emergência
Subdimensionamento de sistema de drenagem
XII SEMINÁRIO DE SEGURANÇA OPERACIONAL E MEIO AMBIENTE – SOMA, DA ANP
Não Conformidades Críticas – Elementos Críticos:
Ausência de contingenciamento para Bombas de Combate a Incêndio
SDV com passagem acima do critério de aceitação e ausência de contingência
Contingência inadequada para indisponibilidade de gerador de emergência
Não Conformidades Críticas – Identificação e Análise de Risco:
Ausência de atendimento à recomendação de instalação de detectores de fogo
Ausência de simulação dos efeitos físicos das explosões em sistemas de compressão (AQR e AVUL)
Falha na execução de estudo de risco (falha metodológica que invalidou estudo estrutural)
Não Conformidades Críticas – Gerenciamento de Mudanças:
Ausência de Gestão de Mudanças para instalações temporárias/improvisadas
Ausência de Gestão de Mudanças para drenagem de condensado
XII SEMINÁRIO DE SEGURANÇA OPERACIONAL E MEIO AMBIENTE – SOMA, DA ANP
XII SEMINÁRIO DE SEGURANÇA OPERACIONAL E MEIO AMBIENTE – SOMA, DA ANP
Integridade de Poços A ANP concorda que o critério de prazos do surgente com 1 CSB em
falha deve ser mais crítico que o não surgente com 2 CSB em falha.
O não surgente com 2 CSBs em falha, apresentados pelos
Operadores, é um equívoco segundo a ANP, uma vez que o próprio
SGIP estabelece no item [Link].1 que a “coluna hidrostática do
fluido no poço é considerada como elemento de CSB”.
Monitoramento não é a ferramenta de inspeção e/ou garantia de
integridade, é de verificação.
XII SEMINÁRIO DE SEGURANÇA OPERACIONAL E MEIO AMBIENTE – SOMA, DA ANP
Principais desafios:
XII SEMINÁRIO DE SEGURANÇA OPERACIONAL E MEIO AMBIENTE – SOMA, DA ANP
Principais desafios:
A dificuldade do mercado em gerenciar adequadamente a integridade ainda
permanece (independente de tipo de instalação, idade, operador etc);
Ainda há bastante dificuldade dos Operadores em implementar contingências
adequadas e imediatas quando um elemento crítico degrada;
As NC Críticas que geraram interdições em 2023 se repetem há anos,
evidenciando uma dificuldade de implementação de lições aprendidas.
XII SEMINÁRIO DE SEGURANÇA OPERACIONAL E MEIO AMBIENTE – SOMA, DA ANP
Vídeo do Dia 1 (25/09/2024) do XII SOMA da ANP disponível no YouTube:
[Link]
Vídeo do Dia 2 (26/09/2024) do XII SOMA da ANP disponível no YouTube:
[Link]
Palestra “Relatório Anual de Segurança Operacional – Panorama 2023”, Muriel Guerrero (25/09/2024):
[Link]
[Link]
Palestra “Interdições e Integridade de Instalações”, Thiago Ormonde (25/09/2024):
[Link]
[Link]
Palestra “Incidentes e Integridade de Poços”, Elson Meneses Correia (25/09/2024):
[Link]
[Link]
Palestra “Auditorias em fase pré-operacional”, Leonardo Michels (25/09/2024):
[Link]
[Link]
Demais apresentações:
[Link]
A ANP organiza também o Workshop de Segurança
Operacional e Meio Ambiente para Instalações
Terrestres (SOMAT).
O evento tem como objetivo:
Divulgar e compartilhar as boas práticas de proteção da
vida humana e do meio ambiente;
Divulgação dos regulamentos vigentes em segurança
operacional;
Orientação dos agentes regulados operadores de Campos
Terrestres;
Promover debates para a identificação da melhoria
contínua da segurança do setor e sobre temas com
previsão de revisão da regulamentação, conforme agenda
regulatória; e
Antecipação de soluções de problemas.
A 5ª. (e última) edição do evento foi realizada em
25/11/2020, e fez parte da Mossoró Oil & Gas Expo, com
foco na troca de experiências entre a ANP, órgãos ambientais
e empresas que atuam em áreas terrestres.
O evento contou com transmissão ao vivo pela internet, que
pode ser acessada em português
([Link]
Maiores informações em: [Link]
br/assuntos/exploracao-e-producao-de-oleo-e-
gas/seguranca-operacional/v-workshop-de-seguranca-
operacional-e-meio-ambiente-para-instalacoes-terrestres-
somat
Descomissionamento
de instalações
O descomissionamento de instalações consiste no conjunto
de atividades associadas à interrupção definitiva da
operação das instalações, ao abandono permanente e
arrasamento de poços, à remoção de instalações, à
destinação adequada de materiais, resíduos e rejeitos e à
recuperação ambiental da área.
Essa definição é advinda da Resolução n. 817/2020
da Agência Nacional do Petróleo – ANP (art. 2º, VII),
que dispõe sobre o regulamento técnico de
descomissionamento de instalações de exploração e
de produção de petróleo e gás natural.
Na esfera ambiental federal ainda
não há norma específica que
regulamente o descomissionamento
de atividades offshore. Nesses
casos, as desativações de estruturas
costumam ser abordadas no âmbito
do licenciamento ambiental por
meio das avaliações de
impactos, planos e programas
ambientais de desativação
previstos no Estudo de Impacto
Ambiental (EIA), bem como nas
demais instruções do órgão
ambiental e propostas do
empreendedor ao longo do
processo de obtenção da
licença.
Atualmente, o descomissionamento de instalações pode ser
considerado um grande desafio para a indústria de produção
de petróleo e gás natural, tendo em vista os impactos
decorrentes da retirada e/ou desativação das estruturas.
A necessidade de adequação da regulamentação, da
ampliação da capacitação técnica e do desenvolvimento da
cadeia de serviços com soluções específicas para o
descomissionamento são questões relevantes.
Por parte da ANP e dos demais reguladores, é
fundamental que as atividades de descomissionamento
ocorram de forma segura, minimizando os riscos às
pessoas, ao meio ambiente e aos demais usos.
Disseminação de boas
práticas da indústria
Recentemente a ANP emitiu a NOTA TÉCNICA Nº
10/2023/SSO-CSO/SSO/ANP-RJ, com foco na Disseminação
de melhores práticas da indústria em Fatores Humanos.
Ele detalha o atendimento da PG 4 do SGSO (Ambiente de
Trabalho e Fatores Humanos), que até então ficava muito na
interpretação das Operadoras.
Quanto ao projeto da instalação: Engenharia de Fatores
Humanos em Projetos (IOGP 454 – Human Factors Engineering
in Projects), com base na (i) Análise dos requisitos da tarefa; (ii)
Análise da criticidade da válvula; (iii) Triagem e revisão dos
pacotes fornecidos; (iv) Análise e revisão da sala de controle; (v)
Análise e revisão das interfaces humanas-máquinas (IHM); (vi)
Análise e revisão dos sistemas de alarme e (vii) Revisão do
projeto de layout da instalação. Devem ser considerados ao longo
de todo o projeto (desde a fase conceitual até a operação).
Estabelecimento de efetivo mínimo (quantidade mínima
necessária de mão-de-obra para operar uma instalação com
segurança), através do uso da análise temporal
(cronometrada) de todas as tarefas contidas nos
procedimentos críticos operacionais e no plano de resposta
a emergência.
É comum verificar que as instalações em operação possuem uma
Análise Ergonômica do Trabalho, por força da NR 17. Esta
análise deve verificar o risco que um problema de ergonomia
pode levar para o sistema (ou seja, nem há uma conexão com a
segurança de processos). É comum ver o uso de ferramentas de
avaliação das tarefas rotineiras como a RULA (Rapid
Upperlimb assessment, para tarefas que exigem esforço físico dos
membros superiores) e NASA-TLX (Task Load Index, muito
utilizado para tarefas com alta demanda cognitiva, como
gerenciamento constante de alarmes em telas de
supervisório e tomadas de decisão gerenciais).
Referências
Programa Internacional de Segurança Química - Substâncias químicas perigosas à
saúde e ao ambiente / Organização Mundial da Saúde, Programa Internacional de
Segurança Química; tradução Janaína Conrado Lyra da Fonseca, Mary Rosa
Rodrigues de Marchi, Jassyara Conrado Lyra da Fonseca. São Paulo: Cultura
Acadêmica, 2008.
REGULAMENTO TÉCNICO DO SISTEMA DE GERENCIAMENTO DA SEGURANÇA
OPERACIONAL DAS INSTALAÇÕES MARÍTIMAS DE PERFURAÇÃO E PRODUÇÃO DE
PETRÓLEO E GÁS NATURAL, SGSO, ANP: 2007.
A segurança operacional durante o ciclo total de vida das instalações, Revista
Petro & Química, Edição 373, 2018.
BULGARELLI, R. A segurança operacional durante o ciclo total de vida das
instalações “Ex”, 2022, acessado em 23/10/2023, disponível em:
<[Link]
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Referências
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - ANP, Segurança
Operacional – Resoluções e Procedimentos, acessado em 23/10/2023, disponível
em: <[Link]
gas/seguranca-operacional/resolucoes-procedimentos>
PLANO DE GESTÃO ANUAL DA ANP 2023, acessado em 23/10/2023, disponível em:
<[Link]
programas/[Link]>
NOTA TÉCNICA Nº 10/2023/SSO-CSO/SSO/ANP-RJ, Agência Nacional do Petróleo,
Gás Natural e Biocombustíveis – ANP, SUPERINTENDÊNCIA DE SEGURANÇA
OPERACIONAL – SSO, Coordenação de Segurança Operacional, acessado em
03/03/2024, disponível em: <[Link]
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Referências
RELATÓRIO ANUAL DE SEGURANÇA OPERACIONAL DAS ATIVIDADES DE EXPLORAÇÃO E
PRODUÇÃO DE PETRÓLEO E GÁS NATURAL – 2022, Superintendência de Segurança
Operacional e Meio Ambiente, Revisão: 00, Emissão: abril de 2023, acessado em
20/02/2024, disponível em: <[Link]
e-producao-de-oleo-e-gas/seguranca-operacional/arq/raso/2022-relatorio-anual-
[Link]>
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