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Atividades de Ginástica Rítmica Escolar

A aula aborda a importância da ginástica na educação, destacando a ginástica rítmica e artística como ferramentas para o desenvolvimento motor e expressivo das crianças. A ginástica rítmica combina movimento e música, utilizando aparelhos como corda, arco, fita, bola e maça, enquanto a ginástica artística envolve uma variedade de movimentos acrobáticos e técnicos. Ambas as modalidades promovem a criatividade, a coordenação e a percepção corporal positiva entre os estudantes.

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Atividades de Ginástica Rítmica Escolar

A aula aborda a importância da ginástica na educação, destacando a ginástica rítmica e artística como ferramentas para o desenvolvimento motor e expressivo das crianças. A ginástica rítmica combina movimento e música, utilizando aparelhos como corda, arco, fita, bola e maça, enquanto a ginástica artística envolve uma variedade de movimentos acrobáticos e técnicos. Ambas as modalidades promovem a criatividade, a coordenação e a percepção corporal positiva entre os estudantes.

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AULA 5

GINÁSTICA – ATIVIDADES
E EXPRESSÕES RÍTMICAS

Profª Emilia Devantel Hercules


INTRODUÇÃO

A prática pedagógica da ginástica na escola precisa ser pensada no


movimento e na criança, pois quanto mais interessante e livre para aprender, mais
possibilidades de os movimentos possuírem significados e, por consequência,
gerarem uma identificação entre os estudantes e os desafios corporais propostos.
A vivência vem em primeiro momento nas mais diferentes situações e em
diferentes dimensões, para que os estudantes possam perceber suas limitações
corporais e consigam estabelecer sucesso nas práticas. A sucessão de estímulos
contribui para a aprendizagem e o sucesso, aumentando o nível de motivação.
Esse processo de aprendizagem faz com que haja mais independência nas
tomadas de decisões, colaborando para uma percepção corporal positiva.

As percepções positivas que a criança tem de si mesma afetam de forma


significativa a sua aprendizagem e ela só assimilará o que aprendeu na
proporção em que consegue alcançar sucessos que possam gerar
satisfação ao perceber o que é capaz de executar. (Koren, 2004, p. 53)

Ao visualizarmos essa importância, podemos observar que a ginástica


artística e a ginástica rítmica aplicada de forma lúdica possibilitam aos estudantes
uma importante experiência motriz, proporcionando os desafios que permitirão o
enriquecimento da aprendizagem.

TEMA 1 – GINÁSTICA RÍTMICA

É uma modalidade ginástica que desenvolve o movimento junto à musica,


buscando uma expressividade de forma natural. Desenvolve as capacidades
físicas em conjunto com as questões cognitivas e emocionais. Possui uma
linguagem própria e encontra-se com a criatividade na elaboração sistematizada
das coreografias.
Engloba movimentos como andar, correr, saltar, saltitar, circundar,
balancear, equilibrar, girar, ondular e os exercícios pré-acrobáticos. É praticada
com a utilização de pequenos aparelhos manuais: bola, corda, arco, fita, maça.
Segundo Koren (2004), os ginastas devem realizar movimentos precisos, com alto
grau de flexibilidade, procurando fazer dos aparelhos um prolongamento do seu
próprio corpo. É considerada um esporte em que a técnica corporal, a
expressividade, a beleza e o ritmo encontram-se fortemente associados.
A ginástica rítmica possibilita muitas ações com os aparelhos que podem
ser desenvolvidas nos espaços escolares, pois os aparelhos criam um certo
2
fascínio e, como são de fácil manuseio, acabam tornando-se estímulos
importantes. Na perspectiva educacional, o trabalho com o ritmo e a coordenação
motora ficam mais evidenciados, buscando atividades contextualizadas e que
desenvolvam a imaginação, a fantasia, a criatividade e a espontaneidade. Koren
(2004) propõe um caminho para o trabalho que envolva a expressividade e o
movimento. Observe o Quadro 1:

Quadro 1 – Relação entre expressividade e movimento

Procedimento Descrição Característica


Totalidade do quando o corpo todo é solicitado quanto melhor for a amplitude do
movimento constantemente durante o movimento movimento, mais simples, mais fácil e
menos forçado parece
Fluência rítmica do maneira pela qual um movimento se crescendo e decrescendo de acordo com
movimento processa sem interrupções a intensidade dos estímulos (música).
Expressão do a execução dos movimentos de forma superar dificuldades de expressão
sentimento através livre e natural natural, como a inibição, oportunizando a
do gesto-movimento exploração do aparelho
Simplicidade e motivadas pelo próprio uso do descobrir o que é capaz de realizar,
naturalidade do aparelho durante a aula – o manuseio acompanhando os mais diversos ritmos
movimento
Fonte: Koren, 2004.

Ao compreender a expressividade vinculada ao movimento e à execução


do manejo dos aparelhos, a complexidade da GR passa a ser simplificada pela
naturalidade, graça e beleza.

TEMA 2 – APARELHOS DA GINÁSTICA RÍTMICA

Neste tema, apresentaremos os aspectos técnicos relacionados aos


aparelhos que podem ser vivenciados no espaço escolar de alguma forma, pois
podem compor atividades recreativas e educativas, uma vez que são inicialmente
de fácil manejo.

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2.1 Corda

Figura 1 – Corda

Crédito: Ksenya Savva/Shutterstock.

Feita de material sintético ou de linho e que possua qualidades de leveza e


flexibilidade. O tamanho ideal é determinado pela altura de cada ginasta. Deve-se
pisar no meio da corda, e as extremidades devem chegar às axilas, sendo que a
corda deve ter um nó em cada extremidade. Ela pode ser colorida. Na
aprendizagem as cordas costumam ser mais pesadas para colaborar com os
balanceios e lançamentos.
Para que a corda possa girar livremente, deve ser segura suavemente
pelos dedos polegar e indicador, sendo apoiada pelo dedo médio. Tanto os
dedos quanto o punho deverão permanecer relaxados a fim de permitir toda
mobilidade necessária à execução dos trabalhos com o aparelho. A corda não
deve apresentar um aspecto mole, e as pontas não deverão ficar para fora da
mão.
Durante todos os exercícios específicos da corda, o aparelho deve
permanecer estendido. Os movimentos devem ser executados com
continuidade de maneira que a corda esteja sempre em movimento e que os
impulsos que se seguem sejam suficientes para vencer o peso do aparelho.
Movimentos: saltar quicar, saltitar, arrastar, movimentar em 8, pegadas e
solturas, envolver no corpo, dobrar, circundar, balancear, formar figuras, lançar,
girar.

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2.2 Arco

Figura 2 – Arco

Crédito: Ksenya Savva/Shutterstock.

Feito em madeira ou plástico PVC, sob a condição de que este não deforme
durante os movimentos. O arco deve possuir um diâmetro interno de 80 a 90 cm,
pesando no mínimo 300 gramas. Para as categorias de base ou iniciação com
crianças recomenda-se a utilização de arcos entre 60 e 75 centímetros de
diâmetro. O aparelho poderá ser coberto por uma fita adesiva e sua cor livre.
O seu manejo deve ser entre o polegar e o indicador sem segurá-lo
fortemente. No início da aprendizagem, é melhor deixar o arco escapar das mãos
do que agarrá-lo com uma empunhadura defeituosa. Para o manejo do arco,
poderão ser utilizadas diferentes empunhaduras com uma ou duas mãos.
Movimentos: rolar, lançar, arrastar, movimentar em 8, prensar, circundar,
passar sobre, balançar, passar por dentro, quicar, rotar.

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2.3. Fita

Figura 3 – Fita

Crédito: Ksenya Savva/Shutterstock.

Esse aparelho tem uma característica especial, pois é composto por três
partes distintas:

• Estilete: madeira ou plástico, com diâmetro de 1 cm, como máximo para a


parte mais grossa. Seu comprimento é de 50-60 cm, incluindo a anilha de
fixação. A forma é cilíndrica, cônica ou uma combinação dessas duas
formas. A coloração é livre. A extremidade inferior pode ser coberta com
fita adesiva ou material antideslizante.
• Fita: feita de tecido, de preferência cetim. Com a largura de 4 cm a 6 cm e
o comprimento de 6 metros para categoria adulta e 5 metros para categoria
juvenil. A extremidade pela qual a fita vai ser fixada ao estilete pode ser
dobrada sobre uma largura de 1 metro no máximo. Na extremidade
superior, pode-se introduzir entre a ligação da fita, um reforço muito fino de
5 cm de largura no máximo 35 gramas e a cor é livre.
• Fixação: feita de qualquer material apropriado (snap e girador de pesca)
com o comprimento de 7 cm no máximo.

Para as turmas de iniciação recomenda-se o uso de material alternativo,


dessa forma o estilete pode ser substituído por uma madeira cilíndrica de 30
cm de comprimento e a fita entre 2 m e 3 m de comprimento.
Bizzocchi e Guimarães (1985) citam que as empunhaduras da fita
podem ser simples: na extremidade livre do estilete; ou dupla: na extremidade
livre do estilete e da fita. Também afirmam que é possível executar movimentos
com a fita, segurando-a com uma mão ou com duas mãos.

6
A fita pode ser trabalhada em diferentes planos (frontal, sagital, dorsal e
horizontal), e níveis (alto, médio e baixo). Os movimentos podem ser
desenhados verticalmente (o estilete e os desenhos da fita perpendiculares ao
solo) e horizontalmente (o estilete e os desenhos da fita paralelos ao solo). Os
movimentos verticais poderão ser executados nos planos: frontal, sagital,
intermediário e dorsal. Os movimentos horizontais poderão ser
executados acima da cabeça (plano horizontal, nível alto), ao redor do corpo
(plano horizontal, nível médio), na altura do tornozelo (plano horizontal, nível
baixo) ou no solo (Barbosa, 2007).
Movimentos: espiral, impulsos, escapadas, envolver no corpo, dobrar,
segurar a ponta da fita, lançar, movimentar em 8, circundar, serpentina.

2.4 Bola

Figura 4 – Bola

Crédito: Ksenya Savva/Shutterstock.

O tamanho oficial do aparelho bola, determinado pela Federação


Internacional de Ginástica (FIG), é de 18 a 20 cm de diâmetro, porém para as
crianças pode ser reduzido de 14 a 16 cm. O peso é de 400 gramas e o
material é borracha ou plástico. A cor da bola é livre, e esta pode ser toda da
mesma cor ou apresentar combinação diferentes.
Os elementos com o aparelho bola podem ser realizados com uma ou
duas mãos, com um ou dois pés e com outras partes do corpo em todas as
direções, planos, com ou sem deslocamento, e sempre coordenados com
elementos corporais. A bola não deve estar agarrada ou presa. Durante o seu
manejo, a mão deverá se adaptarà forma esférica da bola, formando um apoio
livre ao aparelho. Os dedos poderão estar unidos ou ligeiramente afastados e
levantados. A bola pousa suave e livremente equilibrada sobre a palma ou dorso
da mão.

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Movimentos: quicar, lançar, rolar, equilibrar, prensar, movimentar em 8,
circundar.

2.5 Maça

Figura 5 – Maça

Crédito: Ksenya Savva/Shutterstock.

A maça é semelhante a uma garrafa. Sua parte mais grossa é denominada


corpo, e a parte afilada é o pescoço, que termina por uma pequena esfera
chamada cabeça, que tem 3 cm de diâmetro no máximo. As maças podem ser
encapadas com fitas adesivas e cores livres. Segundo as normas oficiais da
Federação Internacional de Ginástica (FIG, 2017), o aparelho pode ser de madeira
ou material sintético, deve ter entre 40 e 50 cm de comprimento e pesar no mínimo
150 gramas cada maça.
Para Bizzochi e Guimarães (1985), a empunhadura pode ser de dois tipos:
fixa ou móvel.

• Empunhadura fixa acontece quando as maças estão seguras nas mãos e


durante a execução do movimento permanecem no prolongamento dos
braços, (impulsos, balanceios e circunduções). Nessa empunhadura, a
posição da mão pode ser normal: mão voltada para baixo, ou invertida:
palma da mão voltada para cima.
• A empunhadura livre ou móvel acontece quando se segura as maças pela
cabeça, mas girando livremente na mão (nos pequenos círculos e nos
molinetes). As maças também podem ser utilizadas as duas em uma mão
ou uma em cada mão.

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Quanto à posição dos braços, as maças devem apresentar-se como um
prolongamento destes nos movimentos de impulsos, balanceios e
circunduções. O braço deve ficar alongado, sem tensão e bastante flexível
para poder executar livremente e naturalmente os diferentes impulsos,
circunduções, molinetes, entre outros, que podem ser executados nos
seguintes planos: frontal; dorsal; sagital; horizontal; frontal-dorsal; e oblíquo
(Llobet, 1998).
A complexidade da técnica das maças provém do fato de que os dois
braços são solicitados. É exigido um trabalho simultâneo do aparelho
coordenado com o corpo, em movimentos simétricos ou assimétricos (Barbosa,
2007).
Movimentos: lançar, circundar, bater, rolar, balancear, pequenos círculos,
rotar.

TEMA 3 – GINÁSTICA ARTÍSTICA

A ginástica artística é uma modalidade que possui um grande repertório de


movimentos que são executados combinados entre si e para cada um deles é
necessária uma técnica específica. Polito (1998) indica que a ginástica artística
possui elementos ginásticos e acrobáticos. Além disso, ela é enriquecida com uma
variedade de aparelhos que são característicos da modalidade.
É uma prática que encanta pela plasticidade, domínio corporal e segurança
na realização dos movimentos.

As atividades gímnicas podem, portanto, ser executadas no Solo, com


os mais variados saltos sobre o Cavalo, inúmeras formas de equilíbrio
na Trave, suspensão e balanços nas Barras Assimétricas, na Barra Fixa,
nas Barras Paralelas e nas Argolas, apoios e volteios no Cavalo com
Alças. Com uso de criatividade pode–se construir combinações de
movimentos facilmente aplicáveis nas aulas de Educação Física. (Koren,
2004)

Nista-Piccolo (1999) indica que “é considerada um dos esportes básicos,


por desenvolver todas as qualidades de movimento, aprimorando todas as
capacidades e habilidades físicas do praticante”. Portanto, possibilita uma grande
variedade de experiências motoras.
Quando aplicada ao espaço escolar, precisa ser de fácil acesso, tratada
pedagogicamente e desenvolvida em função do descobrimento dos estudantes e
depois sob orientação do professor com cuidado e segurança. Hostel (1982) já

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indicava que a ginástica artística pode colaborar para um processo de
conhecimento e domínio corporal.
O contato com os aparelhos deve se dar de forma natural em um espaço
que possibilite as vivências e explorações, para que os estudantes possam
intervir, agir, criar, mostrar, organizar, experimentar e avaliar como eles
funcionam.

TEMA 4 – APARELHOS DA GINÁSTICA ARTÍSTICA

Elementos trabalhados na ginástica rítmica também podem ser


desenvolvidos na ginástica artística, alguns deles são os saltos, giros e equilíbrios,
sendo que a principal diferença está nos exercícios acrobáticos com fases áreas
ou sobre os aparelhos.
O entendimento da ginástica artística passa pelas posturas, que são
movimentos que iniciam, finalizam e interligam os movimentos propriamente ditos,
combinados entre si. As posturas básicas são as seguintes:

Figura 6 – Posição estendida

Crédito: Sportpoint/Shutterstock.

Posição estendida: tem como característica a ausência de ângulos nas


articulações do quadril e dos joelhos.

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Figura 7 – Posição grupada

Crédito: Sportpoint/Shutterstock.

Posição grupada: caracterizada pela flexão das articulações do quadril e


joelhos.

Figura 8 – Posição carpada

Crédito: Italo/Shutterstock.

Posição carpada: caracteriza-se pela flexão do quadril e extensão dos


joelhos.

Figura 9 – Posição afastada

Crédito: Italo/Shutterstock.

Posição afastada: caracteriza-se pelo afastamento das pernas; alcança


180°.

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Figura 10 – Posição selada

Crédito: Alex Bogat/Shutterstock.

Posição selada: caracteriza-se pela hiperextensão da coluna vertebral.

Sobre os movimentos nos aparelhos. Há algumas sequências que foram


propostas por Toledo (1999) e que auxiliam no trabalho escolar.

Figura 11 – Trave de equilíbrio

Crédito: Sportpoint/Shutterstock.

Trave de equilíbrio: pode ser utilizada, por meio de tarefas adequadas às


faixas etárias, primeiramente sobre o banco sueco ou na trave baixa,
desenvolvendo o equilíbrio e a coordenação. Essa sequência diminui o medo ou
as inibições no momento de se explorar a trave mais alta.
• Elementos ginásticos fundamentais: saltar, girar, ondular, equilibrar (das
diferentes formas elencadas na primeira fase);
• Elementos acrobáticos: rolamentos, paradas de mãos, estrela, reversão,
ponte de frente ou de costas.

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Figura 12 – Barras paralelas assimétricas

Crédito: Hafiz Johari/Shutterstock.

Barras paralelas assimétricas: envolvem movimentos de impulsos, ao


passar de uma barra para a outra, podendo ser realizados utilizando bastões ou
varais confeccionados de canos de ferro ou PVC, preenchidos com concreto, em
um diâmetro que permita a empunhadura das mãos das crianças, em apoios de
alturas diferentes, para que a criança tenha segurança no momento da execução.
Esse mesmo método de adaptação pode ser usado para as barras paralelas
simétricas e barra fixa.

Figura 13 – Barras paralelas simétricas

Crédito: Anatoliy Karlyuk/Shutterstock.

Barras paralelas simétricas: as atividades devem ser preparadas de


acordo com a capacidade de movimentação característica das crianças, ou seja,
do correr e do saltar, que num desenvolvimento contínuo leva às formas de
embalos.

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Figura 14 – Barra fixa

Crédito: Sportpoint/Shutterstock.

Barra fixa: a ginástica nesse aparelho motiva os movimentos balanceados


de diversas formas, bem como em relação à vasta família dos giros.

Figura 15 – Saltos sobre o cavalo e cavalo com alças

Crédito: Anatoliy Karlyuk/Shutterstock

Saltos sobre o cavalo e cavalo com alças: o caminho para aprendizagem


das formas básicas é conseguido de forma progressiva, à medida que os alunos
experimentam o material, descobrem as possibilidades da sua utilização e
percebem a necessidade de força de impulsão e de agilidade, importantes para
realizarem os saltos.

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Figura 16 – Argolas

Crédito: Ufabizphoto/Shutterstock.

Argolas: a própria disposição do aparelho estimula a criança a explorar,


experimentar e verificar o que é capaz de realizar. As atividades cujos movimentos
são em forma de balanço em suspensão e impulso nas argolas e cordas
apresentam uma variedade de possibilidades que devem ser preparadas de
acordo com a faixa etária dos alunos. Para a escola, pode-se utilizar de cordas
que podem ser amarradas nas próprias argolas, facilitando a prática no momento
da aula, permitindo que a criança explore todas as formas de movimentação do
corpo.

Figura 17 – Solo

Crédito: Sportpoint/Shutterstock.

Solo: são atividades gímnicas de solo todos os exercícios básicos


aplicados em nível escolar a fim de educar o corpo para o equilíbrio, a impulsão,
o apoio. Fazem parte dessa modalidade: rolamentos para frente e para trás,
saltos, estrela, rodante, parada de dois e três apoios, e os diversos movimentos
acrobáticos, flic-flac, reversão para frente e para trás, salto mortal para frente e
para trás. Na escola, pode-se utilizar o gramado ou uma sala de aula. Se houver

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colchões, pode-se encaixá-los e construir uma base para executar as diversas
ações motoras de forma pedagógica com a segurança e com a ajuda das próprias
crianças.
Na ginástica, há sempre a possibilidade combinatória dos movimentos com
as posturas, por exemplo:

Figura 18 – Possibilidades combinatórias dos movimentos com as posturas

grupado

afastado
para frente
carpado

com um
rolamento salto

grupado

para trás afastado

carpado

O que muda na efetividade é o processo de finalização do rolamento.


Podemos fazer uma comparação com as figuras: a primeira delas corresponde a
um rolamento carpado, enquanto a segunda apresenta um rolamento grupado.

Figura 19 – Rolamento carpado e rolamento grupado

Crédito: Eliane Ramos.

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Observe também que a postura estendida está sempre presente no início
e no fim dos movimentos e demarca sempre o processo de início na ginástica. É
com base nela que fica claro – demarcado – que o movimento será realizado.

TEMA 5 – CONSIDERAÇÕES ACERCA DAS GINÁSTICAS RÍTMICA E ARTÍSTICA

No início, a aprendizagem pode se desenvolver mais lentamente, mas as


bases são necessárias para compor futuramente coreografias e sequências de
movimentos. A atenção seletiva facilita a aprendizagem de habilidades mais
específicas, assim, a inserção de dicas e feedbacks são estratégias cognitivas
importantes nesse momento. Quanto mais fácil inicialmente, mais motivadora e
divertida pode ser (Caçola; Ladewig, 2005).
Palmer (2003) propõe a aprendizagem baseada nos estágios de
desenvolvimento da criança. Para ela, é importante dispor de oportunidades de
auto exploração do progresso do desenvolvimento de habilidades para o
refinamento das mesmas. A proposta é composta por:

• Estágio 1: Noção espacial sem aparelhos;


• Estágio 2: Exploração e descoberta com aparelhos;
• Estágio 3: Identificação dos movimentos fundamentais;
• Estágio 4: Extensão da aprendizagem com tarefas e desafios;
• Estágio 5: Desenvolvimento de rotinas e sequências;
• Estágio 6: Demonstração e avaliação.

É um processo mais voltado para a aprendizagem em partes dos


movimentos, mas evolui para uma prática mais estimulante nos últimos estágios.
Deve-se considerar que a ginástica rítmica e a ginástica artística precisam de
segurança e desenvolvimento consciente em relação aos estudantes. Assim,
pode-se observar o processo de trabalho como sequências pedagógicas.

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Figura 20 – Sequência pedagógica

Crédito: Alexkatkov/Shutterstock

Destaca-se que a sequência pedagógica é a sucessão de movimentos,


naturais ou construídos, que visam um objetivo, e a ordem dos movimentos ocorre
de acordo com dificuldade. Ela pode ser dividida em estágios de desenvolvimento
como: descoberta, intencionalidade, análise, aperfeiçoamento e desenvolvimento.
Os estudantes devem experimentar, imaginar, tentar, imitar, descobrir, constatar,
avaliar e selecionar. Por outro lado, o professor deve orientar, incentivar, ajudar,
avaliar e corrigir.
Isso tudo para chegar ao fim de um processo em que os estudantes possam
executar sequências ginásticas de acordo com seus conhecimentos. A sequência
ginástica nada mais é do que a sequência de execução de exercícios que se
utilizam de fundamentos básicos e que são somados às habilidades motoras
harmoniosamente. Observe:

Figura 21 – Rolamento para frente, salto estendido e estrela

Crédito: Eliane Ramos.

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REFERÊNCIAS
BARBOSA, I. Material de apoio de Pós-graduação em Ginástica Rítmica.
Curitiba: Unopar, 2007.

BIZZOCCHI, L.; GUIMARÃES, A. G. Manual de ginástica rítmica desportiva, v.


2. Araçatuba, SP: Leme Empresa Editorial Ltda., 1985.

CAÇOLA, P.; LADEWIG, I. A utilização de dicas na aprendizagem da ginástica


rítmica: um estudo de revisão. Lecturas: Educación Física y Deportes, v. 82,
abr. 2005.

FIG – Federação Internacional de Ginástica. Código de pontuação:


ginástica rítmica desportiva. FIG, 2017. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 19 jul. [Link], P.
Pedagogia da ginástica olímpica. São Paulo: Ed. Manole, 1982.

KOREN, S. B. R. A ginástica vivenciada na escola e analisada na perspectiva


da criança. Dissertação (Mestrado em Educaçlão Física) – Universidade
Estadual de Campinas, Campinas, SP, 2004.

LLOBET, A. C. Gimnasia rítmica deportiva: teoria e práctica.


Barcelona: Editorial Paidotribo, 1998.

NISTA-PÍCCOLO, V. L. (Org.) Pedagogia dos esportes. Campinas, SP: Papirus.


1999.

PALMER, H. Teaching rhythmic gymnastics: a developmentally appropriate


approach. Champaign, IL: Human Kinetics, 2003.

POLITO, B. S. A ginástica artística na escola: realidade ou possibilidade?


Monografia (graduação) – Curso de Educação Física, Departamento de Educação
Física, UNICAMP, Campinas, 1998.
TOLEDO, E. de. Proposta de conteúdo para a ginástica escolar: um paralelo
com a teoria de César Coll. Dissertação (Mestrado em Educação Física) –
Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, 1999.

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