Poder Executivo no Direito Constitucional
Poder Executivo no Direito Constitucional
CONSTITUCIONAL
Poder Executivo
Livro Eletrônico
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do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de
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CÓDIGO:
221104269777
LUCIANO DUTRA
Advogado da União desde 2009, com atuação no Supremo Tribunal Federal. Autor
de livros. Professor de Direito Constitucional com ampla experiência em cursos
preparatórios para concursos públicos e Exames de Ordem presenciais e on-line.
Aprovado em diversos concursos públicos. Graduado em Direito pela Universidade
Federal de Juiz de Fora e pós-graduado em Direito Público. Graduado e pós-graduado
em Ciências Militares.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Poder Executivo
Luciano Dutra
SUMÁRIO
Poder Executivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
1. Considerações Iniciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
2. Atribuições do Presidente da República . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
3. Imunidades do Presidente da República. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
4. Responsabilidades do Presidente da República. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
5. Ministros de Estado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
6. Conselho da República e Conselho de Defesa Nacional. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
7. Súmulas e Jurisprudência Aplicáveis. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
Resumo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
Questões de Concurso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
Gabarito. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58
Gabarito Comentado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
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Poder Executivo
Luciano Dutra
PODER EXECUTIVO
1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Olá, meu(minha) aluno(a), tudo bem? Espero que este texto o encontre feliz e saudável.
Vamos estudar agora um tema importantíssimo: o Poder Executivo.
Comecemos lembrando como se dá o exercício do Poder Executivo no âmbito da nossa
federação brasileira. Na União, o Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República,
auxiliado por seu Vice-Presidente da República e seus Ministros de Estado (art. 76). Já nos
Estados-membros e no Distrito Federal, exercem o Poder Executivo os Governadores,
auxiliados pelos Vice-Governadores e seus Secretários Estaduais. Nos Municípios, o exercício
do Poder Executivo é realizado pelos Prefeitos, auxiliados pelos Vice-Prefeitos e seus
Secretários Municipais.
Presidente da República,
Vice-Presidente da República
e Ministros de Estado (art. 76)
UNIÃO
Governadores,
EXERCÍCIO NO Vice-Governadores
ÂMBITO DA e Secretários Estaduais
ESTADOS/DF
FEDERAÇÃO
Prefeitos,
Vice-Prefeitos
e Secretários Municipais
MUNICÍPIOS
Agora vamos rememorar as funções típicas e atípicas do Poder Executivo. Como função
típica, compete ao Poder Executivo administrar a coisa pública, realizando políticas públicas.
Atipicamente, legisla, editando medidas provisórias, leis delegadas e decretos autônomos
e julga processos administrativos, como os processos administrativos disciplinares, em que
a autoridade competente decidirá qual pena administrativa será aplicada.
administrar
TÍPICA
FUNÇÕES
legislar e julgar
ATÍPICAS
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Poder Executivo
Luciano Dutra
DE OLHO NA DIVERGÊNCIA
Quando tratamos dos Princípios Fundamentais, já falei dessa divergência, mas não nos custa
relembrar. Tem uma corrente minoritária que defende a impossibilidade de o Poder Executivo
julgar, amparada na falta de definitividade do julgamento administrativo. Entretanto, a corrente
majoritária afirma que o Poder Executivo exerce, sim, a função atípica de julgar. OK?
Dito isso, vamos tratar das eleições para Presidente e Vice-Presidente da República.
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Cuidado com o que eu vou dizer agora! Quem substitui e sucede o Presidente da República
em caso de afastamento temporário (impedimento) e afastamento definitivo (vacância)? O
Vice-Presidente da República. Segundo a Constituição Federal, poderá o Vice-Presidente
substituir (no caso de impedimento) ou suceder (no caso de vacância) o Presidente da
República (art. 79). Importante dizer que, no caso de afastamento definitivo (vacância) do
Presidente da República, o Vice-Presidente sucede e cumpre o remanescente do mandato.
O impedimento é o afastamento temporário do Presidente da República (exemplo:
licença para tratamento de saúde). Já a vacância é o afastamento definitivo do exercício
do cargo (exemplo: condenação por crime de responsabilidade).
Substituição Sucessão
Afastamento temporário Afastamento definitivo
Impedimento Vacância
Ex.: tratamento de saúde Ex.: condenação por crime de responsabilidade
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Exatamente!
Certo.
afastamento temporário
impedimento
SUBSTITUIÇÃO
exemplo: tratamento de saúde
afastamento definitivo
vacância
SUCESSÃO exemplo: condenação por crime
de responsabilidade
SUBSTITUIÇÃO E
SUCESSÃO (ARTS. 79 E 80) substitui e sucede o Presidente
SUCESSIVAMENTE: Presidente
da Câmara, Presidente do Senado
e Presidente do STF
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assume o próximo
na linha sucessória
convoca eleições
2 PRIMEIROS ANOS
DIRETAS em 90 dias
assume o próximo
na linha sucessória
DUPLA VACÂNCIA
convoca eleições
(ART. 81) 2 ÚLTIMOS ANOS
INDIRETAS em 30 dias
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De acordo com o art. 84, VI, a, compete privativamente ao Presidente da República dispor,
mediante decreto, sobre organização e funcionamento da Administração federal, quando
não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos.
Certo.
De acordo com o art. 84, VI, a, compete privativamente ao Presidente da República dispor,
mediante decreto, sobre extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos.
Errado.
004. (NÍVEL SUPERIOR/TRT 17/2013) O Presidente da República pode dispor sobre a organização
da administração pública por decreto autônomo, dispensado o exame pelo Congresso Nacional,
quando não ocorrer aumento de despesa ou criação ou extinção de órgão público.
De acordo com o art. 84, VI, compete privativamente ao Presidente da República dispor,
mediante decreto, sobre a organização e funcionamento da Administração federal, quando
não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos e, também,
sobre a extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos.
Certo.
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006. (EMAP/ANALISTA PORTUÁRIO I/2018) Quando um cargo público federal estiver vago, o
presidente da República poderá extingui-lo por decreto, sem a necessidade de lei.
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DICAS DO LD
1) quando o parágrafo único do art. 84 menciona o inciso XXV,
primeira parte, entende-se que é delegável a competência
para prover os cargos públicos federais.
2) o Brasil adota o sistema presidencialista de governo.
Assim, o Presidente da República exerce, a um só tempo, a
função de chefe de governo (como se percebe dos incisos
I, III, IV, V, IX, X, XI e XIII, do art. 84) e de chefe de Estado
(à luz dos incisos VII, VIII, XIX, XX e XXII, do mesmo art. 84).
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Art. 84, XXV, primeira parte, c/c art. 84, parágrafo único.
Certo.
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Somente são delegáveis os incisos VI, XII e XXV, primeira parte, e, mesmo assim, para os
Ministros de Estado, para o Procurador-Geral da República e para o Advogado-Geral da União.
Errado.
Art. 84, XXV, primeira parte, c/c art. 84, parágrafo único.
Certo.
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admite delegação
(parágrafo único)
incs. VI. XII e XXV,
primeira parte
PRIVATIVAS
para Ministros,
ATRIBUIÇÕES PGR e AGU
DO PRESIDENTE
(ART. 84)
Chefe de Governo
Dito isso, vamos para outro tema de suma importância no estudo do Poder Executivo:
as imunidades do Presidente da República.
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Além disso, o Presidente, durante o mandato, não poderá ser processado criminalmente
por atos estranhos ao exercício da função, vale dizer, só poderá ser processado pela
prática de crimes cometidos em razão do exercício da função presidencial (art. 86, § 4º).
Caso cometa um crime que não tenha relação com a atividade presidencial, não poderá
ser responsabilizado na vigência do seu mandato, ocasião em que haverá a suspensão do
prazo prescricional do crime cometido.
Imunidade formal.
Errado.
Como vimos, o Presidente da República possui algumas imunidades processuais (ou formais).
Certo.
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SÓ FORMAL
IMUNIDADES DO
PRESIDENTE (ART. 86) na vigência do mandato, não pode ser
responsabilizado por atos estranhos ao
exercícios de suas funções (art. 86, § 40)
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Esse rol é meramente exemplificativo, uma vez que o parágrafo único deste art. 85
dispõe que “esses crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de
processo e julgamento”. A lei especial citada é a Lei n. 1.079, de 1950, que, apesar de antiga,
foi recepcionada e continua válida, de acordo com o entendimento do STF.
Já as infrações penais comuns são os crimes tipificados no Código Penal ou nas leis
penais extravagantes.
De acordo com o art. 86, caput, o Presidente da República será processado e julgado por
crimes de responsabilidade perante o Senado Federal e, nas infrações penais comuns,
perante o STF, após admitida a acusação por dois terços da Câmara dos Deputados.
Essa autorização prévia realizada pela Câmara dos Deputados é chamada de juízo de
admissibilidade.
É importante dizer que o art. 52, parágrafo único, determina que, nos casos de julgamento
do Presidente da República pelo Senado Federal por crime de responsabilidade, funcionará
como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se à condenação, que somente
será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com
inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais
sanções judiciais cabíveis.
DE OLHO NA DOUTRINA
Conforme leciona Alexandre de Moraes, “a inabilitação, por oito anos, para o exercício de função
pública, compreende todas as funções públicas, sejam derivadas de concursos públicos, sejam
as de confiança, ou mesmo os mandatos eletivos. Desta forma, o Presidente da República
condenado por crime de responsabilidade, além de perder o mandato, não poderá candidatar-
se ou exercer nenhum outro cargo político eletivo nos oito anos seguintes”. (MORAES, Alexandre
de. Direito Constitucional. 33. ed. rev. e atual. – São Paulo: Atlas, 2017. Página 513)
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025. (ANALISTA/TRT 14/2011) Admitida a acusação, por dois quintos da Câmara dos
Deputados, o Presidente da República será submetido a julgamento perante o Supremo
Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes
de responsabilidade.
Admitida a acusação, por 2/3 da Câmara dos Deputados, o Presidente da República será
submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns,
ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.
Errado.
Exatamente isso!!!
Certo.
Compete privativamente à Câmara dos Deputados autorizar, por dois terços de seus
membros, a instauração de processo contra o Presidente da República.
Errado.
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Segundo o art. 86, § 1º, I e II, o Presidente ficará suspenso por 180 dias de suas funções:
a) nos crimes de responsabilidade: após a instauração do processo pelo Senado Federal;
b) nas infrações penais comuns: após o recebimento da denúncia ou da queixa-
crime pelo STF.
Destaque-se que o STF entende que a autorização dada pela Câmara dos Deputados
por 2/3 dos seus membros não vincula o Senado Federal, que terá a liberdade para decidir
se instaura ou não o processo por crime de responsabilidade.
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O Presidente da República ficará suspenso de suas funções, nas infrações penais comuns,
se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal.
Errado.
034. (ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT 24/2011) Nos casos de infrações penais comuns, se,
decorrido o prazo de cento e vinte dias, o julgamento não estiver concluído, cessará o
afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo.
Nos casos de infrações penais comuns, se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o
julgamento não estiver concluído, cessará o afastamento do Presidente, sem prejuízo do
regular prosseguimento do processo.
Errado.
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Se, decorrido o prazo de 180 dias, o julgamento não estiver concluído, cessará o
afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo (art.
86, § 2º).
Importante dizer que o Governador de Estado e do Distrito Federal submete-se à
chamada tripla imputação. Responderá criminalmente perante o STJ, à luz do art. 105,
I, a. Ademais, poderá ser responsabilizado politicamente por crime de responsabilidade
(impeachment), desde que ainda titular do mandato, conforme o art. 78, § 3º, da Lei n. 1.079,
de 1950. Nesse caso, o julgamento será proferido por um tribunal especial composto de
cinco membros do Poder Legislativo local e de cinco Desembargadores, sob a presidência
do Presidente do Tribunal de Justiça local, que terá direito de voto no caso de empate. Os
Deputados serão escolhidos mediante eleição pela respectiva Casa Legislativa (Assembleia
Legislativa do Estado ou Câmara Legislativa do Distrito Federal), e os Desembargadores
serão definidos mediante sorteio. Por fim, poderá responder civilmente por improbidade
administrativa (Lei n. 8.429, de 1992), cuja competência recairá no juízo de primeiro grau.
DE OLHO NA JURISPRUDÊNCIA
O STF fixou que a licença prévia a ser dada pela Câmara dos Deputados para processar
e julgar o Presidente da República não se aplica no âmbito dos Estados-membros e no
Distrito Federal. Vale dizer, não há necessidade de prévia autorização da Assembleia
Legislativa estadual (ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal) para o recebimento
de denúncia ou queixa e instauração de ação penal contra o Governador perante o
Superior Tribunal de Justiça (STJ), por crime comum, cabendo, ademais, ao STJ, no ato de
recebimento ou no curso do processo, dispor, fundamentadamente, sobre a aplicação
de medidas cautelares penais, inclusive o afastamento do cargo do Governador.
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OK? Compreendeu? Vejamos, então, o que a Constituição Federal trata acerca dos
Ministros de Estado.
5. MINISTROS DE ESTADO
Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros (natos ou naturalizados,
com exceção do Ministro de Estado da Defesa que obrigatoriamente será brasileiro nato)
maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos (art. 87, caput).
Compete ao Ministro de Estado, além de outras atribuições estabelecidas na Constituição
e na lei (art. 87, parágrafo único):
I – exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração
federal na área de sua competência e referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente
da República;
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natos ou naturalizados
exceto: Ministro de Estado da
brasileiros
Defesa (nato)
maiores de 21 anos
no exercício dos
MINISTROS DE
direitos políticos
ESTADOS (ART. 87)
art. 88
CRIAÇÃO E EXTINÇÃO DE
por lei (reserva legal)
MINISTÉRIOS
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VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo
dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos
pela Câmara dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a recondução.
A competência do Conselho da República nos é dada pelo art. 90, segundo o qual
compete ao Conselho da República pronunciar-se sobre:
I - intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio;
II - as questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
Ademais, o Presidente da República poderá convocar Ministro de Estado para participar
da reunião do Conselho, quando constar da pauta questão relacionada com o respectivo
Ministério. E a lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho da República.
Já a organização do Conselho de Defesa Nacional é regulamentada pelo art. 91,
que diz que este Conselho é órgão de consulta do Presidente da República nos assuntos
relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático, e dele participam
como membros natos:
I - o Vice-Presidente da República;
II - o Presidente da Câmara dos Deputados;
III - o Presidente do Senado Federal;
IV - o Ministro da Justiça;
V - o Ministro de Estado da Defesa;
VI - o Ministro das Relações Exteriores;
VII - o Ministro do Planejamento.
VIII - os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
De acordo com o art. 91, § 1º, compete ao Conselho de Defesa Nacional:
I - opinar nas hipóteses de declaração de guerra e de celebração da paz, nos termos
desta Constituição;
II - opinar sobre a decretação do estado de defesa, do estado de sítio e da intervenção federal;
III - propor os critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis à segurança
do território nacional e opinar sobre seu efetivo uso, especialmente na faixa de fronteira e
nas relacionadas com a preservação e a exploração dos recursos naturais de qualquer tipo;
IV - estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas necessárias a
garantir a independência nacional e a defesa do Estado democrático.
E, por fim, a lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho de Defesa Nacional.
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Vice-Presidente da República
órgão superior de consulta Presidente da Câmara dos Deputados
do Presidente da República
Presidente do Senado Federal
Vice-Presidente da República
Presidente da Câmara dos Deputados
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do disposto no art. 22, I, da Constituição Federal, e não aos entes da Federação, aos
quais compete dispor sobre a solução de vacância por causas não eleitorais de extinção
de mandato, na linha da jurisprudência do STF. No tocante à exigência de trânsito em
julgado da decisão que implica na vacância do cargo, prevista no art. 224, § 3º do Código
Eleitoral, seus efeitos práticos conflitam com o princípio democrático e a soberania
popular. Isto porque, pelas regras eleitorais que institui, pode ocorrer de a chefia do
Poder Executivo ser exercida, por longo prazo, por alguém que sequer tenha concorrido
ao cargo. Dessa forma, a decisão de última ou única instância da Justiça Eleitoral que
importe o indeferimento do registro, a cassação do diploma ou a perda do mandato
de candidato eleito em pleito majoritário, em regra, será executada imediatamente,
independentemente do julgamento dos embargos de declaração.
[ADI 5.525, rel. min. Roberto Barroso, j. 8-3-2019, P, DJE de 29-11-2019.]
10) RE 582.487: (...) o STF assentou que é vedado ao chefe do Poder Executivo expedir
decreto a fim de suspender a eficácia de ato normativo hierarquicamente superior.
[RE 582.487 AgR, voto da rel. min. Cármen Lúcia, j. 25-9-2012, 2ª T, DJE de 25-9-2012.]
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12) ADI 5.874: Em conclusão de julgamento, o Plenário, por maioria, não referendou
medida cautelar concedida em ação direta de inconstitucionalidade e julgou
improcedente o pedido nesta formulado contra os arts. 1º, I; 2º, § 1º, I; 8º; 10 e 11
do Decreto 9.246/2017. A norma impugnada dispõe sobre a concessão de indulto
natalino e a comutação de penas (Informativos 924 e 925). Prevaleceu o voto do
ministro Alexandre de Moraes, que sublinhou existir complexo mecanismo de freios
e contrapesos, de controles recíprocos, ao lado das funções preponderantes de cada
um dos Poderes. Dentro desse mecanismo, a Constituição Federal (CF) estabelece
a possibilidade da outorga, por parte do Presidente da República, de graça, indulto
ou comutação de penas [art. 84, XII]. Segundo o ministro, o indulto não faz parte
da doutrina penal, não é instrumento consentâneo à política criminal. É legítimo
mecanismo de freios e contrapesos para coibir excessos e permitir maior equilíbrio
na Justiça criminal. O exercício do poder de indultar não fere a separação de Poderes
por, supostamente, esvaziar a política criminal definida pelo legislador e aplicada
pelo Judiciário. Está contido na cláusula de separação de Poderes. O ato de clemência
privativo do presidente pode ser total, independentemente de parâmetros. Asseverou
que, ainda que não se concorde com esse instituto, ele existe e é ato discricionário,
trata-se de prerrogativa presidencial, portanto. O ministro relembrou que o decreto
genérico de indulto é tradição no Brasil. Citou, no ponto, o Decreto 20.082/1945,
que previu a possibilidade da concessão antecipada de indulto. A expressão ‘tenham
sido ou não julgados e condenados’, contida no seu art. 1º, revela não ser algo novo a
desnecessidade de se a aguardar o trânsito em julgado. Além disso, o ato estabeleceu
a possibilidade de comutação total ou parcial. Assinalou, quanto a esse decreto,
editado pelo então ministro presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) no exercício
da Presidência da República, a legitimidade constitucional daquele que ocupa este
cargo para a edição do decreto, tenha ele sido eleito diretamente ou não. Em seguida,
assegurou não ser novidade, de igual modo, a possibilidade de o indulto abranger as
penas pecuniárias. Reportou-se ao art. 1º, parágrafo único, do Decreto 48.136/1960.
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Poder Executivo
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16) ADPF 378: A aplicação subsidiária do Regimento Interno da Câmara dos Deputados
e do Senado ao processamento e julgamento do impeachment não viola a reserva de lei
especial imposta pelo art. 85, parágrafo único, da Constituição, desde que as normas
regimentais sejam compatíveis com os preceitos legais e constitucionais pertinentes,
limitando-se a disciplinar questões interna corporis.
[ADPF 378 MC, rel. p/ o ac. min. Roberto Barroso, j. 16-12-2015, P, DJE de 8-3-2016.]
17) Inq. 4.483: A imunidade formal prevista nos arts. 86, caput e 51, I, da Constituição
Federal tem por finalidade tutelar o regular exercício dos cargos de Presidente da
República e de Ministro de Estado, razão pela qual não é extensível a codenunciados que
não se encontram investidos em tais funções. Incidência da Súmula 245 do Supremo
Tribunal Federal.
[Inq 4.483 AgR e Inq 4.327 AgR-segundo, rel. min. Edson Fachin, j. 19-12-2017, P, DJE
de 9-8-2018.]
18) AP 595: O art. 86, caput, da CF, na sua exegese, impõe não seja exigida a admissão,
pelo Legislativo, da acusação criminal contra o chefe do Executivo, quando já encerrado
o mandato do acusado.
[AP 595, rel. min. Luiz Fux, j. 25-11-2014, 1ª T, DJE de 10-2-2015.]
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Poder Executivo
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20) Inq. 4.483: O juízo político de admissibilidade por dois terços da Câmara dos
Deputados em face de acusação contra o Presidente da República, nos termos da norma
constitucional aplicável (CRFB, art. 86, caput), precede a análise jurídica pelo Supremo
Tribunal Federal, se assim autorizado for a examinar o recebimento da denúncia, para
conhecer e julgar qualquer questão ou matéria defensiva suscitada pelo denunciado.
[Inq 4.483 QO, rel. min. Edson Fachin, j. 21-9-2017, P, DJE de 13-6-2018.]
21) Inq. 3.983: A previsão constitucional do art. 86, § 4º, da Constituição da República
se destina expressamente ao chefe do Poder Executivo da União, não autorizando,
por sua natureza restritiva, qualquer interpretação que amplie sua incidência a outras
autoridades, nomeadamente do Poder Legislativo.
[Inq 3.983, rel. min. Teori Zavascki, j. 3-3-2016, P, DJE de 12-5-2016.]
É isso! Espero que você tenha assimilado todos os conhecimentos necessários sobre o Poder
Executivo. Havendo dúvidas, não deixe de me procurar no fórum de dúvidas. Aguardo você
lá. Gostaria de receber sua avaliação acerca da nossa aula. Isso é muito importante para nós.
Fique com Deus, fortíssimo abraço e bons estudos.
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RESUMO
Exercício no Âmbito da Federação: na União, o Poder Executivo é exercido pelo Presidente
da República, auxiliado por seu Vice-Presidente da República e seus Ministros de Estado. Já
nos Estados-membros e no Distrito Federal, exercem o Poder Executivo os Governadores,
auxiliados pelos Vice-Governadores e seus Secretários Estaduais. Já nos Municípios, o
exercício do Poder Executivo é realizado pelos Prefeitos, auxiliados pelos Vice-Prefeitos e
seus Secretários Municipais.
Funções: como função típica, compete ao Poder Executivo administrar a coisa pública,
realizando políticas públicas pela aplicação das verbas orçamentárias. Atipicamente, legisla,
editando medidas provisórias, leis delegadas e decretos autônomos e julga processos
administrativos, como os processos administrativos disciplinares, em que a autoridade
competente decidirá qual pena administrativa será aplicada.
Eleições do Presidente e do Vice-Presidente: no 1º domingo de outubro (1º turno) e no
último domingo de outubro (2º turno, se houver) do ano anterior ao do término do mandato.
A eleição do Presidente da República importará a do Vice-Presidente da República. Será
eleito Presidente da República o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos válidos
(não computados os brancos e os nulos). Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta,
haverá nova eleição, concorrendo os 2 mais votados e considerando-se eleito aquele que
obtiver a maioria dos votos válidos. Se antes do 2º turno ocorrer morte, desistência ou
impedimento legal de candidato, convocar-se-á o de maior votação. Se houver empate no
segundo lugar, qualificar-se-á o mais idoso.
Governadores e Prefeitos: estas regras acima aplicam-se aos Governadores e Vice-
Governadores e, ainda, aos Prefeitos e Vice-Prefeitos de Municípios com mais de 200 mil eleitores.
Posse: o Presidente da República e o seu Vice-Presidente tomam posse em sessão conjunta
do Congresso Nacional, comprometendo-se a manter, defender e cumprir a Constituição,
observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade
e a independência do Brasil. Essa posse ocorrerá no dia 1º de janeiro do ano seguinte ao das
eleições para um mandato de 4 anos. Se, decorridos 10 dias da data fixada para a posse, o
Presidente ou o Vice-Presidente, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo,
este será declarado vago.
Substituição e Sucessão: substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder-
lhe-á, no de vaga, o Vice-Presidente. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-
Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício
da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo
Tribunal Federal. Se os cargos de Presidente e Vice-Presidente forem declarados vagos nos
2 primeiros anos de governo, assume o Presidente da Câmara dos Deputados (ou o próximo
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QUESTÕES DE CONCURSO
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022. (XX EXAME DE ORDEM UNIFICADO) O Presidente da República, após manter áspera
discussão com um de seus primos, que teve por motivação assuntos relacionados à herança
familiar, efetua um disparo de arma de fogo e mata o referido parente. Abalado com o grave
fato e preocupado com as repercussões políticas em razão de sua condição de Presidente
da República, consulta seu corpo jurídico, indagando quais as consequências do referido
ato no exercício da presidência. Seus advogados, corretamente, respondem que a solução
extraída do sistema jurídico-constitucional brasileiro é a de que
a) será imediatamente suspenso de suas funções pelo prazo de até 180 dias, se recebida
a denúncia pelo Supremo Tribunal Federal.
b) será imediatamente suspenso de suas funções pelo prazo de até 180 dias, se recebida
a denúncia pelo Senado Federal.
c) será imediatamente suspenso de suas funções, se a acusação for autorizada por dois
terços da Câmara dos Deputados e a denúncia recebida pelo Supremo Tribunal Federal.
d) será criminalmente processado somente após o término do mandato, tendo imunidade
temporária à persecução penal.
023. (XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO) Ao proferir um discurso em sua cidade natal, José,
deputado federal pelo Estado E, afirma, de forma contundente, que um país democrático
tem por regra inviolável escolher o chefe do Poder Executivo por meio de eleições diretas.
Complementa sua fala afirmando que o Brasil poderia ser considerado um país democrático,
já que a Constituição Cidadã de 1988 não prevê eleição de Presidente pela via indireta.
Segundo a Constituição da República, o deputado está
a) equivocado, pois há previsão de eleição indireta somente na eventualidade de vacância
do cargo de Presidente da República nos últimos seis meses do seu mandato.
b) correto, pois, sendo o voto direto cláusula pétrea prevista na Constituição, não pode
haver situação constitucional que possibilite o uso do voto indireto.
c) equivocado, pois há previsão de eleição indireta no caso de vacância dos cargos de
Presidente e Vice-presidente da República nos últimos dois anos do mandato.
d) correto, pois não há previsão de eleição indireta em caso de vacância, já que o cargo de
Presidente da República viria a ser ocupado pelo Presidente da Câmara dos Deputados.
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026. (XIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO) Imagine a hipótese na qual o avião presidencial
sofre um acidente, vindo a vitimar o Presidente da República e seu Vice, após a conclusão
do terceiro ano de mandato. A partir da hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.
a) O Presidente do Senado Federal assume o cargo e completa o mandato.
b) O Presidente da Câmara dos Deputados assume o cargo e convoca eleições que realizar-
se-ão noventa dias depois de abertas as vagas.
c) O Presidente do Congresso Nacional assume o cargo e completa o mandato.
d) O Presidente da Câmara dos Deputados assume o cargo e convoca eleições que serão
realizadas trinta dias após a abertura das vagas, pelo Congresso Nacional, na forma da lei.
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d) O presidente, como chefe de governo, pode dispor sobre tal matéria mediante decreto
autônomo, desde que não haja aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos
públicos.
e) O presidente, como chefe de governo, pode dispor sobre tal matéria mediante decreto
autônomo em caso de urgência, mesmo que a proposta implique aumento de despesa.
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a lei orçamentária. Nessa situação hipotética, caso a acusação contra esse presidente
seja admitida
a) por um terço dos membros da Câmara dos Deputados, ele será submetido a julgamento
junto ao Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado
Federal, nos crimes de responsabilidade.
b) por um terço dos membros da Câmara dos Deputados, ele será submetido a julgamento
junto ao Supremo Tribunal Federal, nos crimes de responsabilidade, ou perante o Senado
Federal, nas infrações penais comuns.
c) por dois terços dos membros da Câmara dos Deputados, ele será submetido a julgamento
junto ao Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado
Federal, nos crimes de responsabilidade.
d) por dois terços dos membros do Senado Federal, ele será submetido a julgamento junto
ao Supremo Tribunal Federal, nos crimes de responsabilidade, ou perante a Câmara dos
Deputados, nas infrações penais comuns.
e) por dois terços dos membros do Senado Federal, ele será submetido a julgamento junto
ao Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante a Câmara dos
Deputados, nos crimes de responsabilidade.
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GABARITO
1. a 36. d 71. d
2. b 37. C 72. C
3. d 38. E 73. e
4. b 39. d 74. a
5. c 40. e 75. E
6. e 41. C 76. E
7. b 42. C 77. C
8. d 43. E 78. E
9. e 44. C 79. E
10. b 45. C 80. E
11. c 46. E 81. C
12. d 47. C 82. e
13. b 48. C 83. C
14. e 49. a 84. E
15. c 50. b
16. b 51. d
17. c 52. E
18. d 53. a
19. a 54. c
20. a 55. a
21. d 56. d
22. d 57. E
23. c 58. C
24. c 59. c
25. d 60. b
26. d 61. b
27. a 62. c
28. C 63. E
29. C 64. C
30. C 65. a
31. E 66. c
32. C 67. e
33. C 68. b
34. C 69. d
35. b 70. b
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GABARITO COMENTADO
Letra a.
Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados,
será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais
comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.
Letra b.
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São os chamados crimes de responsabilidade, previstos no art. 85, incisos V e VII, da CF/1988.
Letra d.
Conforme disposto no art. 84, parágrafo único, da CF/1988, o Presidente da República poderá
delegar a atribuição de dispor, mediante decreto, sobre extinção de funções ou cargos
públicos, quando vagos, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao
Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações.
Letra b.
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Tal conduta é descrita como crime de responsabilidade, de acordo com o art. 85, da CF/1988.
Por essa razão, será ele submetido a julgamento perante o Senado Federal, nos moldes do
art. 86, da CF/1988.
Letra c.
Esta atribuição está prevista no art. 84, XXIV, da CF/1988, que diz que o Presidente da
República tem competência privativa de “prestar, anualmente, ao Congresso Nacional,
dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa, as contas referentes ao
exercício anterior”.
Letra e.
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Conforme o art. 85, parágrafo único, da CF/1988, “esses crimes [de responsabilidade] serão
definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de processo e julgamento”.
Letra b.
Essa competência está em conformidade com o disposto no art. 84, VI, da CF/1988. Assim, o
Presidente da República poderá dispor, mediante decreto, sobre a organização e funcionamento da
administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção
de órgãos públicos e, ainda, sobre a extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos.
Letra d.
O item está de acordo com o art. 84, da CF/1988, previstos nos incisos XIII, XXIII e II,
respectivamente.
Letra e.
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Segundo o art. 85, III, da CF/1988, o Presidente da República comete crime de responsabilidade
se atuar contra o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais.
Letra b.
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d) prover cargos públicos federais, na forma da lei, podendo delegar tal atribuição também
ao Advogado Geral da União.
e) declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado ou referendado pelo Senado
Federal.
O art. 84, da CF/1988, estabelece, em seu inciso XXV, essa competência do Presidente da
República e, em seu parágrafo único, a possibilidade de delegação ao Advogado Geral da União.
Letra d.
Conforme o art. 86, § 1º, II, da CF/1988, o Presidente ficará suspenso de suas funções,
quando nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal.
Letra b.
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O item está de acordo com o art. 81, §§ 1º e 2º, da CF/1988, que dizem que nessa situação
“ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos
os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da
lei” e “em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seus antecessores”.
Letra e.
É a expressão do art. 77, § 4º, da CF/1988, segundo o qual “se, antes de realizado o segundo
turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de candidato, convocar-se-á, dentre
os remanescentes, o de maior votação”.
Letra c.
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É a expressão do art. 85, inciso, VII, da CF/1988: “são crimes de responsabilidade os atos
do Presidente da República que atentem contra a Constituição federal e, especialmente,
contra o cumprimento das leis e das decisões judiciais”.
Letra b.
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b) O presidente da República somente poderá ser processado e julgado, nas infrações penais
comuns, perante o STF, com a prévia anuência do Senado Federal.
c) O presidente e o vice-presidente da República não podem ausentar-se do país, por
qualquer período de tempo, sem licença do Senado Federal, sob pena de perda do cargo.
d) Será considerado eleito presidente da República o candidato que, registrado por partido
político, obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os votos em branco e os nulos.
É a expressão do art. 77, § 2º, da CF/1988, pelo qual “será considerado eleito Presidente
o candidato que, registrado por partido político, obtiver a maioria absoluta de votos, não
computados os em branco e os nulos”.
Letra d.
O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV,
primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-
Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações”. Por sua vez, diz
o inciso VI, do art. 84: “compete privativamente ao Presidente da República dispor, mediante
decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar
aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; b) extinção de funções ou
cargos públicos, quando vagos.
Letra a.
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Letra a.
Nos casos previstos nos incisos I [art. 52, I: compete privativamente ao Senado Federal processar
e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade, bem como
os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos crimes
da mesma natureza conexos com aqueles] e II, funcionará como Presidente o do Supremo
Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos
votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de
função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis.
Ademais, conforme o art. 80, parágrafo único, da Lei n. 1.079, de 1950, o Senado Federal,
na apuração e julgamento dos crimes de responsabilidade, funciona sob a presidência do
Presidente do Supremo Tribunal Federal.
Letra d.
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022. (XX EXAME DE ORDEM UNIFICADO) O Presidente da República, após manter áspera
discussão com um de seus primos, que teve por motivação assuntos relacionados à herança
familiar, efetua um disparo de arma de fogo e mata o referido parente. Abalado com o grave
fato e preocupado com as repercussões políticas em razão de sua condição de Presidente
da República, consulta seu corpo jurídico, indagando quais as consequências do referido
ato no exercício da presidência. Seus advogados, corretamente, respondem que a solução
extraída do sistema jurídico-constitucional brasileiro é a de que
a) será imediatamente suspenso de suas funções pelo prazo de até 180 dias, se recebida
a denúncia pelo Supremo Tribunal Federal.
b) será imediatamente suspenso de suas funções pelo prazo de até 180 dias, se recebida
a denúncia pelo Senado Federal.
c) será imediatamente suspenso de suas funções, se a acusação for autorizada por dois
terços da Câmara dos Deputados e a denúncia recebida pelo Supremo Tribunal Federal.
d) será criminalmente processado somente após o término do mandato, tendo imunidade
temporária à persecução penal.
É o que determina o art. 86, § 4º, segundo o qual “o Presidente da República, na vigência de
seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções”.
Letra d.
023. (XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO) Ao proferir um discurso em sua cidade natal, José,
deputado federal pelo Estado E, afirma, de forma contundente, que um país democrático
tem por regra inviolável escolher o chefe do Poder Executivo por meio de eleições diretas.
Complementa sua fala afirmando que o Brasil poderia ser considerado um país democrático,
já que a Constituição Cidadã de 1988 não prevê eleição de Presidente pela via indireta.
Segundo a Constituição da República, o deputado está
a) equivocado, pois há previsão de eleição indireta somente na eventualidade de vacância
do cargo de Presidente da República nos últimos seis meses do seu mandato.
b) correto, pois, sendo o voto direto cláusula pétrea prevista na Constituição, não pode
haver situação constitucional que possibilite o uso do voto indireto.
c) equivocado, pois há previsão de eleição indireta no caso de vacância dos cargos de
Presidente e Vice-presidente da República nos últimos dois anos do mandato.
d) correto, pois não há previsão de eleição indireta em caso de vacância, já que o cargo de
Presidente da República viria a ser ocupado pelo Presidente da Câmara dos Deputados.
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Segundo o art. 81, § 1º, “ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial,
a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso
Nacional [de forma indireta], na forma da lei”.
Letra c.
De acordo com o art. 86, caput, o julgamento pelo Senado Federal do Presidente da República
por crime de responsabilidade depende de prévia autorização da Câmara dos Deputados
por 2/3 dos votos.
Letra c.
025. (XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO) O Presidente da República, à luz da CRFB/1988, dispõe
de dois órgãos de cúpula para consulta em determinados assuntos. Assinale a opção que elenca
corretamente esses órgãos e suas atribuições constitucionalmente definidas.
a) Ao Conselho de Defesa Nacional compete opinar sobre a decretação do estado de defesa,
do estado de sítio e da intervenção federal. Ao Conselho Nacional de Justiça compete o
controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário, do Poder Legislativo
e do Poder Executivo.
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Letra d.
026. (XIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO) Imagine a hipótese na qual o avião presidencial
sofre um acidente, vindo a vitimar o Presidente da República e seu Vice, após a conclusão
do terceiro ano de mandato. A partir da hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.
a) O Presidente do Senado Federal assume o cargo e completa o mandato.
b) O Presidente da Câmara dos Deputados assume o cargo e convoca eleições que realizar-
se-ão noventa dias depois de abertas as vagas.
c) O Presidente do Congresso Nacional assume o cargo e completa o mandato.
d) O Presidente da Câmara dos Deputados assume o cargo e convoca eleições que serão
realizadas trinta dias após a abertura das vagas, pelo Congresso Nacional, na forma da lei.
Pela ordem sucessória do art. 80, o Presidente da Câmara dos Deputados assume o cargo e
convoca eleições, aplicando o art. 81, § 1º: “ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do
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período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última
vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei”.
Letra d.
O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV,
primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral
da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações.
Letra a.
Art. 83. O Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão, sem licença do Congresso
Nacional, ausentar-se do País por período superior a quinze dias, sob pena de perda do cargo.
Certo.
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Art. 86.
§ 4º O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por
atos estranhos ao exercício de suas funções.
Certo.
Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra
a Constituição Federal e, especialmente, contra:
I – a existência da União;
II – o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes
constitucionais das unidades da Federação;
III – o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
IV – a segurança interna do País; V – a probidade na administração;
VI – a lei orçamentária; VII – o cumprimento das leis e das decisões judiciais. Parágrafo único. Esses
crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de processo e julgamento.
Certo.
Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos
Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações
penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.
Errado.
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Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara
dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas
infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.
§ 1º – O Presidente ficará suspenso de suas funções:
I – nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo
Tribunal Federal;
II – nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal.
Certo.
Perceba o que diz o parágrafo único do art. 78: “Se, decorridos dez dias da data fixada para
a posse, o Presidente ou o Vice-Presidente, salvo motivo de força maior, não tiver assumido
o cargo, este será declarado vago”. Nesse sentido, a partir do 11º dia da data fixada para
a posse, a ausência injustificada do Presidente e do Vice-Presidente permite a declaração
de vacância do cargo, assumindo o próximo na linha sucessória (o Presidente da Câmara
dos Deputados – art. 80), que deverá convocar eleições diretas em 90 dias (art. 81, caput).
Portanto, de fato, a questão está CERTA por afirmar que “se, decorridos trinta dias da data
fixada para a posse, o presidente da República ou o seu vice-presidente, salvo motivo de
força maior, não assumirem o cargo, este deverá ser declarado vago”. É bem verdade que
na prática o Presidente da Câmara dos Deputados não esperaria o transcurso de prazo tão
dilatado (30 dias), uma vez que, conforme afirmado linhas acima, a partir do 11º dia já está
autorizado pela Constituição a declaração de vacância do cargo. Todavia, o candidato deve
analisar o fenômeno sob a ótica jurídica, ou seja, é possível [aliás, é obrigatória] a declaração
de vacância do cargo de Presidente da República se este e o seu Vice não tomarem posse
depois de 30 dias da data prevista, salvo motivo de força maior.
Certo.
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O enunciado está de acordo com os incisos I e II do art. 90 da CF/1988, que estabelece sobre
quais assuntos o Conselho da República deve se pronunciar.
Certo.
O disposto está em consonância com o art. 86, § 1º, II, da CF/1988, que diz que o Presidente
ficará suspenso de suas funções nos crimes de responsabilidade, após a instauração do
processo pelo Senado Federal.
Letra b.
É o que regulamenta o art. 84, parágrafo único, da CF/1988, ao dizer que “o Presidente da
República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira
parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral
da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações”. A primeira parte
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deste inciso XXV diz repeito à possibilidade de delegar o ato de prover os cargos públicos
federais, na forma da lei.
Letra d.
De acordo com o art. 77, § 2º, da CF/1988, “será considerado eleito Presidente o candidato
que, registrado por partido político, obtiver a maioria absoluta de votos, não computados
os em branco e os nulos”.
Errado.
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d) O presidente, como chefe de governo, pode dispor sobre tal matéria mediante decreto
autônomo, desde que não haja aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos
públicos.
e) O presidente, como chefe de governo, pode dispor sobre tal matéria mediante decreto
autônomo em caso de urgência, mesmo que a proposta implique aumento de despesa.
Conforme o art. 84, VI, “a”, da CF/1988, o Presidente da República, na qualidade de chefe
de governo, poderá dispor, mediante decreto, sobre a “organização e funcionamento da
administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção
de órgãos públicos”.
Letra d.
É uma das competências privativas do Presidente da República, prevista no art. 84, II, da
CF/1988, segundo o qual “compete privativamente ao Presidente da República exercer, com
o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal”.
Letra e.
É justamente o que estabelece o art. 81, § 1º, da CF/1988, que diz que “ocorrendo a vacância
nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita
trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei”.
Certo.
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É uma das competências privativas do Presidente da República, conforme o art. 84, VI, “b”,
da CF/1988.
Certo.
De acordo com o art. 84, parágrafo único, da CF/1988, tal competência, prevista no inciso
XII, é delegável. Reza a Constituição Federal que “o Presidente da República poderá delegar
as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado,
ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os limites
traçados nas respectivas delegações”.
Errado.
De acordo com o art. 86, “caput”, da CF/1988, “admitida a acusação contra o Presidente
da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento
perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado
Federal, nos crimes de responsabilidade”.
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É uma competência do Presidente da República mediante decreto, à luz do art. 84, VI, “a”,
da CF/1988.
Errado.
É o que preconiza o art. 86, § 1º, II, da CF/1988, para quem o Presidente ficará suspenso
de suas funções nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo
Senado Federal.
Certo.
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De acordo com o art. 91, “caput”, da CF/1988, o Conselho de Defesa Nacional é órgão de
consulta do Presidente da República nos assuntos relacionados com a soberania nacional
e a defesa do Estado democrático.
Letra a.
Na União, o Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, auxiliado por seu
Vice-Presidente da República e seus Ministros de Estado (art. 76). Já nos Estados-membros
e no Distrito Federal, exercem o Poder Executivo os Governadores, auxiliados pelos Vice-
Governadores e seus Secretários Estaduais. Nos Municípios, o exercício do Poder Executivo
é realizado pelos Prefeitos, auxiliados pelos Vice-Prefeitos e seus Secretários Municipais.
Letra b.
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III. Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para
ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na
forma da lei.
Assinale a alternativa correta.
a) As afirmativas I, II e III estão corretas
b) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas
d) Apenas as afirmativas I e III estão corretas
I. Correto, em razão do que dispõe o art. 79, parágrafo único, da CF/1988. II. Errado. Conforme
o art. 80, da CF/1988, em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou
vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência
o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal
Federal. III. Correto, em razão do que prevê o § 1º do art. 81 da CF/1988.
Letra d.
Como função típica, compete ao Poder Executivo administrar a coisa pública, realizando
políticas públicas. Atipicamente, legisla, editando medidas provisórias, leis delegadas e
decretos autônomos e julga processos administrativos, como os processos administrativos
disciplinares, em que a autoridade competente decidirá qual pena administrativa será aplicada.
Errado.
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c) o Presidente da República, nas infrações penais comuns, poderá ser submetido à prisão
antes da sentença penal condenatória, desde que haja voto do relator acolhendo a pretensão
punitiva.
d) na vigência do mandato ou até um ano após o fim do mandato, o Presidente da República
não poderá ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções.
e) decorrido o prazo de 180 dias, prorrogáveis por igual período, se o julgamento do Presidente
não estiver concluído, seja pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Senado Federal, cessa o
afastamento e acarreta a extinção do processo.
Segundo o art. 84, VI, “a”, da CF/1988, compete privativamente ao Presidente da República
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b) O Presidente ficará suspenso de suas funções nas infrações penais comuns e nos crimes
de responsabilidade, após o recebimento das petições e a respectiva instauração do processo
pelo Senado Federal. Se, decorrido o prazo de noventa dias, o julgamento não estiver
concluído, cessará o afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento
do processo
c) Compete privativamente ao Senado Federal, entre outras funções, processar e julgar o
Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade, bem como
os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos
crimes da mesma natureza conexos com aqueles; bem como processar e julgar os Ministros
do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho
Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República e o Advogado- Geral da
União nos crimes de responsabilidade
d) Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser
presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos
dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus
membros, resolva sobre a prisão
No caso das infrações penais comuns, o Presidente ficará suspenso de suas funções se
recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal (art. 86, § 1º, I, da
CF/1988). Ademais, conforme o art. 86, § 2º, da CF/1988, se, decorrido o prazo de cento
e oitenta dias, o julgamento não estiver concluído, cessará o afastamento do Presidente,
sem prejuízo do regular prosseguimento do processo.
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d) por dois terços dos membros do Senado Federal, ele será submetido a julgamento junto
ao Supremo Tribunal Federal, nos crimes de responsabilidade, ou perante a Câmara dos
Deputados, nas infrações penais comuns.
e) por dois terços dos membros do Senado Federal, ele será submetido a julgamento junto
ao Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante a Câmara dos
Deputados, nos crimes de responsabilidade.
Segundo o art. 86, § 1º, da CF/1988, “o Presidente ficará suspenso de suas funções: I
- nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo
Tribunal Federal; II - nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo
pelo Senado Federal”.
Letra e.
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É o que diz o art. 84, XXIII, da CF/1988. As demais alternativas não são de competência do
Presidente da República.
Letra d.
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não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções”.
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De acordo com o art. 76, da CF/1988, “o Poder Executivo é exercido pelo Presidente da
República, auxiliado pelos Ministros de Estado”.
Letra d.
Segundo o art. 87, parágrafo único, da CF/1988, “compete ao Ministro de Estado, além
de outras atribuições estabelecidas nesta Constituição e na lei: I - exercer a orientação,
coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração federal na área de
sua competência e referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente da República;
II - expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos; III - apresentar
ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério; IV - praticar os
atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Presidente
da República”.
Certo.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Poder Executivo
Luciano Dutra
Segundo o art. 84, II, da CF/1988, “compete privativamente ao Presidente da República exercer,
com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal”.
Certo.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Poder Executivo
Luciano Dutra
De acordo com o art. 77, § 2º, da CF/1988, “será considerado eleito Presidente o candidato
que, registrado por partido político, obtiver a maioria absoluta de votos, não computados
os em branco e os nulos”.
Errado.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Poder Executivo
Luciano Dutra
De acordo com o art. 89, da CF/1988, “o Conselho da República é órgão superior de consulta
do Presidente da República, e dele participam: I - o Vice-Presidente da República; II - o
Presidente da Câmara dos Deputados; III - o Presidente do Senado Federal; IV - os líderes
da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados; V - os líderes da maioria e da minoria no
Senado Federal; VI - o Ministro da Justiça; VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais
de trinta e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois
eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com mandato
de três anos, vedada a recondução”.
Letra e.
De acordo com o art. 81, § 1º, da CF/1988, “ocorrendo a vacância [dos cargos de Presidente
e Vice-Presidente da República] nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição
para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso
Nacional, na forma da lei”.
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