0% acharam este documento útil (0 voto)
33 visualizações74 páginas

Aspectos Neurobiológicos do TEA

Slides para auxiliar no processo de compreensão das demandas ABA.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
33 visualizações74 páginas

Aspectos Neurobiológicos do TEA

Slides para auxiliar no processo de compreensão das demandas ABA.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) E

ASPECTOS NEUROBIOLÓGICOS

Professor Felipe Augusto


Mestre em Educação
Especialista em TEA
[Link]@[Link]
A educação tem sentido
porque mulheres e homens
aprenderam que é
aprendendo que se fazem e
refazem, porque mulheres e
homens se puderam assumir
como seres capazes de saber.
Paulo Freire
Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros
escritos. São Paulo: Unesp, 2000.

2
A CHAVE PARA ENTENDER
A PESSOA COM TEA É:
SABER QUEM É A
PESSOA, E QUAIS SÃO
SUAS DIFICULDADES!

3
SOBRE A PESSOA COM
TRANSTORNO DO ESPECTRO
AUTISTA
O Transtorno do Espectro Autista - TEA
caracteriza-se por ser um transtorno do
desenvolvimento que perdura por toda a vida da
pessoa, com apresentação de dois grupos de
sintomas: déficit na comunicação e interação
social e padrão de comportamentos, interesses
e atividades restritos e repetitivos.

CÔRTES & DE ALBUQUERQUE (2020)


DEFINIÇÃO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO
AUTISTA
• American Psychiatric Association, na quinta edição de seu Manual Diagnóstico e Estatístico
de Transtornos Mentais (DSM-V).

• DSM-V: referência que os profissionais de saúde usam para diagnosticar condições mentais
e comportamentais, incluindo autismo.

• CID 11: 6A02 – Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Ambas são instrumentos que permitem a comunicação entre áreas diferentes da saúde.
Autismo não é uma doença, não é uma síndrome
É um TRANSTORNO, onde as pessoas apresentam diferentes níveis.
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS

O QUE SÃO OS CRÍTÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA A CIÊNCIA?

Critérios diagnósticos são um conjunto de sinais, sintomas e testes utilizados para o


cuidado de paciente/aluno.
Necessitam de alta sensibilidade e especificidade (quase 100%), o que geralmente é difícil
de se obter.
Eles devem refletir as diferentes apresentações e características dos transtornos,
identificando corretamente o maior número possível de pessoas com determinada
transtorno. São criados para uso na prática clínica e escolar.

[Link]
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS

O QUE SÃO OS CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS ESSENCIAIS DO


TEA?

a) déficits persistentes na comunicação social e na interação social;


b) padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades.

Essas características estão presentes desde período precoce do desenvolvimento e


provocam prejuízo significativo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas
importantes da vida do indivíduo.

[Link]
QUAIS SÃO OS CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO DO TEA?
Déficits na comunicação social e interação social em vários contextos:
1. Déficits de reciprocidade sócio emocional, variando, de abordagem social anormal e falha na
conversa normal de vaivém; ao reduzido compartilhamento de interesses, emoções ou afeto; ao
fracasso em iniciar ou responder às interações sociais.

2. Déficits em comportamentos comunicativos não-verbais usados ​para interação social, variando,


por exemplo, de comunicação verbal e não verbal mal integrada; a anormalidades no contato
visual e linguagem corporal ou déficits na compreensão e uso de gestos; a uma total falta de
expressões faciais e comunicação não verbal.

3. Déficits no desenvolvimento, manutenção e compreensão de relacionamentos, variando, por


exemplo, de dificuldades para ajustar o comportamento para se adequar a vários contextos
sociais; às dificuldades em compartilhar brincadeiras imaginativas ou em fazer amigos; à
ausência de interesse nos pares.
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS / DSM-V
Déficits persistentes em comunicação social e interação social em múltiplos contextos, manifestados como
se segue, atualmente ou por histórico:
✓ Déficits na reciprocidade social-emocional, variando, por exemplo,
• Abordagem social anormal;
• Falha no diálogo normal;
• Compartilhamento reduzido de interesses, emoção ou afeto;
• Falha em iniciar ou responder à interação social.
✓ Déficits em comportamentos comunicativos não verbais usados para interação social,
• Comunicações verbais e não verbais pobremente integradas;
• A anormalidades no contato visual;
• Linguagem corporal;
• Déficits em compreender e usar gestos;
• Até a ausência total de expressões faciais e comunicação não verbal.
✓ Déficits no desenvolvimento, manutenção e compreensão dos relacionamentos, variando, por exemplos,
• Dificuldades em ajustar o comportamento aos diferentes contextos sociais;
• Dificuldades em compartilhar jogos imaginativos;
• Ausência de interesse nos semelhantes.
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS / DSM-V
✓ Padrões de comportamentos , interesses ou atividades restritos e repetitivos, como manifestado por
pelo menos dois dos seguintes, atualmente ou por histórico:
✓ Movimentos motores, uso de objetos ou fala estereotipada ou repetitivos
• (ex: estereotipia motora simples, alinhar brinquedos ou virar objetos, ecolalia, frases idiossincráticas).

✓ Insistência na monotonia, adesão inflexível à rotina


• Padrão ritualizado de comportamentos verbais ou não verbais
• (ex: estresse extremos à pouca mudança, dificuldade com transições, padrões de pensamento rígidos,
rituais de cumprimento, necessidade de pegar o mesmo caminho ou comer a mesma comida todo
dia).
✓ Interesses fixos e altamente restritos que são anormais em intensidade e foco
• (ex: forte apego ou preocupação com objetos não usuais, interesses excessivamente restritos ou
perseverantes).
✓ Hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais
• Interesse não usual em aspectos sensoriais do ambiente
• (ex: aparente indiferença à dor ou à temperatura, resposta adversa a sons e texturas específicos,
excessivo tocar ou cheirar objetos, fascinação visual em relação à luz ou movimento.
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS

Compreender essa variabilidade nos


quadros clínicos é um dos principais
desafios para o diagnóstico, portanto, é
fundamental preparar os profissionais
para estarem atentos em sua prática
diária, principalmente porque o TEA
tem taxas de prevalência elevadas na
população geral (APA, 2014).
OS DIFERENTES NÍVEIS DO AUTISMO
Nessa nova conceitualização, diferentes grupos
de indivíduos com TEA podem ser definidos em
níveis de gravidade de acordo com o grau de
suporte necessário.

• Isso representa uma mudança importante de


paradigmas anteriores que geralmente
utilizavam um número de sintomas para definir
gravidade e se aproximar da prática clínica e
pedagógica ao avaliar funcionalidade, facilitando
o planejamento de estratégias de intervenção.
OS DIFERENTES NÍVEIS DO AUTISMO
Diante do espectro, cada grau de autismo é classificado de acordo com
nível de necessidade de suporte:
Nível 1 (leve);
Nível 2 (moderado);
Nível 3 (severo);

Cada uma dessas exige um tipo de INTERVENÇÃO


OS DIFERENTES NÍVEIS DO AUTISMO
Nível 1 (leve): Necessidade de suporte
Nível 2 (moderado): Suporte Substancial
Nível 3 (severo): Suporte muito Substancial

Em todos esses níveis é necessário que exista


uma parceria em esferas:

FAMÍLIA; ESCOLA; CENTROS


ESPECIALIZADOS; LOCAIS DE TRABALHO;
LOCAIS DE LAZER
OS DIFERENTES NÍVEIS DO AUTISMO

NÍVEL 1 (LEVE): NECESSIDADE DE SUPORTE

Mais comum em pessoas do sexo masculino e quando não identificada


na infância em sua fase adulta pode desenvolver quadros de ansiedade
e depressão com maior facilidade. As crianças apresentam
dificuldades para dar início a relação social com outras pessoas,
podendo apresentar pouco interesse em relacionar-se com os demais
indivíduos, podem apresentar respostas atípicas ou até mesmo
insucessos a aberturas sociais
OS DIFERENTES NÍVEIS DO AUTISMO

NÍVEL 2 (MODERADO): SUPORTE SUBSTANCIAL

Categorizado por transtorno invasivo do desenvolvimento conhecido


como autismo moderado, é caracterizado pelo fato de que os
portadores desse tipo de autismo apresente-se um nível pouco mais
grave de deficiência nas relações sociais possuindo alguns sinais
característicos como dificuldade interação e na comunicação verbal e
não verbal. Mesmo com a presença de apoio tendem a apresentar
limitações em interações sociais, apresentam dificuldades para
modificar o foco de suas ações.
OS DIFERENTES NÍVEIS DO AUTISMO

NÍVEL 3 (SEVERO): SUPORTE MUITO SUBSTANCIAL

Pode perder habilidade de comunicação, interação social e linguística, com


poucas chances de recuperação, as pessoas diagnosticadas com esse nível de
autismo, necessitam ainda mais de suporte, apresentam déficits bem mais
graves em relação a comunicação verbal e não verbal, dificuldades bem
evidentes de iniciar algum tipo de interação social, podendo apresentar um
atraso cognitivo, e deficiência intelectual, também é notório nessas pessoas
graves dificuldades em lidar com as mudanças, o foco de suas ações e com
comportamentos repetitivos
[Link]
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
• O diagnóstico do TEA é EMINENTEMENTE CLÍNICO, através da observação do
comportamento da criança que prioritariamente deve ser testemunhada pelos pais
ou responsáveis.

• Contudo, muitas famílias não têm essa percepção e alguns casos passam
despercebidos por anos.

• As alterações comportamentais são específicas de cada autista, dificultando a


avaliação clínica dos profissionais de saúde que relatam limitações para o diagnóstico.
Desta forma, vale ressaltar que uma criança suspeita ou confirmada com TEA deve ser
acompanhada por uma equipe multiprofissional preparada que investigue cada
conduta dela.
BRAZ; AMBROSIO-ALBUQUERQUE (2022)
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
• Sendo o diagnóstico do TEA clínico, ele exige que aconteça por uma
equipe multidisciplinar, como: psiquiatra, neurologista,
fonoaudiólogo, pedagogo e psicólogo.

• A proposta do diagnóstico deve ser a partir de uma anamnese,


passando por exames e mais avaliações.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

• A falta de um padrão específico do transtorno em cada pessoa com


TEA dificulta o seu resultado.

• O que é comum? Segundo Fraulein Vidigal de Paula (2015)


‘não brinca com outras crianças’, ‘não gosta de carinho’, ‘não fala’,
‘sofre grande impacto do ambiente externo’, ‘não encara’.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

• Um ponto decisivo para o desenvolvimento da pessoa com TEA é o


seu diagnóstico precoce.

• O que acontece é uma demora da família em diagnosticar e buscar


auxílio para a criança. Quando começam a buscar, por volta dos 2 a 3
anos, a perda já aconteceu.

• A demora em se fechar um laudo, devido a necessidade de vários


profissionais, também é um fator base para essa dificuldade.
DIFICULDADES DO DIAGNÓSTICO DO TEA
• Para Assumpção Junior, a dificuldade em realizar o diagnóstico, no Brasil,
consiste em quatro fatores:
1. A atendimento despreparado;
2. A desinformação da população;
3. A má formação técnica de profissionais; e
4. A escassez de recursos.

O professor Francisco afirma ainda que é fundamental entender que não há cura para o TEA.
HÁ EVOLUÇÕES.
O diagnóstico precoce é extremamente importante, pois garante que a criança tenha um
melhor desenvolvimento nas áreas de comunicação (fala e linguagem), conduta, e,
consequentemente, alcance mais autonomia.
[Link]
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
1. Na orientação para estímulos sociais (olhar no rosto e em que elas fazem);
2. No contato visual (olhar no rosto de outras pessoas);
3. No número de respostas ao ser chamado pelo nome;
4. Na busca por contato físico;
5. No sorriso social;
6. Na quantidade e variedade de gestos utilizados para regular as interações
sociais, sobretudo no uso de gestos declarativos;
7. Condutas repetitivas.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
8. Atenção a estímulos não sociais (olham mais tempo para objetos do que
para pessoas e, quando olham para pessoas, olham mais para o seu corpo do
que para o rosto);

9. Uso inapropriado de objetos (uso repetitivo);

[Link] sensoriais atípicos;

[Link]ções atípicas.
PREVALÊNCIA, DESENVOLVIMENTO E CURSO

A primeira estimativa de prevalência foi descrita por Kanner em 1943,


com dados de 4,5 a cada 10.000 nascimentos.

No Reino Unido, em 2009, dados de prevalência foram computados


em 157/10.000 ou cerca de uma a cada 64 pessoas nascidas.

O DSM-V tem relatado que 9,54% de indivíduos identificados com


TEA, pelo DSM-IV, não se qualificam para o DSM-V no que tange a
este transtorno sugere projetos e pesquisas futuras com estudos da
prevalência do TEA.

BECK, 2017, p.13 e 15


PREVALÊNCIA, DESENVOLVIMENTO E CURSO

Em 2012, esse número estava em 1 para 88. Já em 2018, passou a 1


em 59. Na última publicação do CDC de 2020, a prevalência estava em
1 em 54.

Além da prevalência de 1 a cada 44, o novo relatório apresenta um


panorama diferente: os diagnósticos estão sendo cada vez mais
precoces.

[Link]
PREVALÊNCIA, DESENVOLVIMENTO E CURSO

• A prevalência do TEA ainda não é totalmente conhecida mundialmente,


mas claramente houve um aumento durante os últimos 50 anos.

• Estima-se, atualmente, que esteja entre 0,1 e 2% entre diferentes


populações, com maior prevalência no sexo masculino do que no feminino.

FEZER, et al, 2017


BECK, 2017, p.16
PREVALÊNCIA, DESENVOLVIMENTO E CURSO
• Estudos epidemiológicos de base populacional da Europa indicam que grande parte
do aumento na prevalência de TEA entre 1980 e 2003 pode ser atribuído a
mudanças nas práticas administrativas e de divulgação, ao passo que a prevalência
de TEA no Reino Unido nos anos posteriores pode ter se estabilizado. Esses dados
defendem a possibilidade de que o aumento na prevalência registrada de TEA
pode ser causado mais por mudanças administrativas.

• Contudo, o aumento pronunciado na prevalência de TEA nos Estados Unidos entre


2000 e 2012, em especial, não pode ser prontamente atribuído a qualquer
evolução nos critérios diagnósticos, pois nenhuma alteração formal foi introduzida
ou adotada nesse tempo, embora não possa ser desconsiderado que o aumento na
prevalência de TEA nesse tempo pode ser atribuído a práticas duradouras de
substituição ou acúmulo de diagnósticos iniciadas nas décadas anteriores.
Fluegge K. Autism in 2016: additional discovery. J Pediatr (Rio J). 2017;93:308-9.
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS E
SOCIOEMOCIONAIS DA PESSOA COM TEA
O COMPORTAMENTO É TUDO O QUE AS PESSOAS FAZEM:
• Comer, Correr, Escrever;
• Falar, Morder, Desenhar;
• Dormir, Cantar, Bater, Se Machucar;

Enfim tudo que a gente vê e também o que a gente não vê como:


• Pensar, Contar, Sentir, Compreender; nesses casos, chamamos de
comportamentos encobertos.
COM RELAÇÃO A PESSOA COM TEA AQUI EXISTE UMA GRANDE DIFICULDADE
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS E
SOCIOEMOCIONAIS DA PESSOA COM TEA
TODOS OS SUJEITOS DO TEA, EM MAIOR OU MENOR MEDIDA, TÊM PREJUÍZOS:
• Na Interação social;
• Na comunicação funcional;
• Apresentando padrões restritivos e repetitivos em seu comportamento;

O COMPORTAMENTO TEA É ESTRUTURADO POR UMA GAMA ENORME DE


HÁBITOS ESTEREOTIPADOS.
• É o dormir, o acordar, o levantar nos mesmos horários.
• É o alimentar-se do mesmo jeito.
• O comportamento estereotipado é uma linguagem.
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS E
SOCIOEMOCIONAIS DA PESSOA COM TEA
• Somos seres em desenvolvimento social. Desde o início
da vida.

• Estabelecemos trocas de olhares, sorrisos, aninhamos no


colo dos pais, reagimos conforme a intenção do outro.

• O dar e receber, participar das relações sociais vai se


tornando natural

A criança autista demonstra dificuldade em reconhecer e caminhar nas


interações sociais, devido as falhas em seu desenvolvimento social.
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS E
SOCIOEMOCIONAIS DA PESSOA COM TEA

[Link]
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS E
SOCIOEMOCIONAIS DA PESSOA COM TEA
Com frequência, crianças e adolescentes com
TEA reagem impulsivamente a estímulos
emocionais, mediante manifestações
comportamentais de tipo externalizantes,
Por exemplo, estereotipas motoras simples e
complexas, comportamentos disruptivos,
agressividade e autoagressividade.
Já na ordem dos problemas internalizantes,
podem ser observados estados de ansiedade e
déficits graves no contato visual no contexto das
interações.
(Schoorl, Van Rijn, Wied, Van Goozen & Swaab, 2016)
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS E
SOCIOEMOCIONAIS DA PESSOA COM TEA
Conhecer a pessoa com TEA, seu
comportamento, suas emoções, ajudam as
dificuldades de interação e autonomia.

Atitudes de acolhimento, afeto, não é somente uma


atitude e sim parte fundamental para o TEA aprender
de como vemos e representamos o mundo em
volta de nós.
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS E
SOCIOEMOCIONAIS DA PESSOA COM TEA
Conforme Tomasello (1999/2003),
• Grande parte dos comprometimentos
sociocomunicativos apresentados por crianças com
autismo pode ser explicada em função da dificuldade
que essas têm de compreender os outros como agentes
intencionais e mentais.
• Para o autor, esta competência, exclusiva dos seres
humanos, é a chave sociocognitiva que permite às
crianças participarem da cognição humana, interagindo
com o meio social de maneira plena e desenvolvendo
formas únicas de representações simbólicas.
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS E
SOCIOEMOCIONAIS DA PESSOA COM TEA
São muitos os problemas que envolvem o desenvolvimento das
habilidades socioemocionais em pessoas com TEA, podemos
exemplificar:
1. Como dificuldade em expressar os próprios sentimentos
inadequação ou falta do uso da imaginação.
2. Ansiedade;
3. Irritabilidade;
4. Baixa tolerância à frustração;
5. Medos excessivos;
6. Ataques de pânico;
7. Interação limitada.
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS E
SOCIOEMOCIONAIS DA PESSOA COM TEA
• As pessoas com TEA, e que têm a inteligência
preservada, a partir da adolescência tendem a
empreender uma luta para se tornarem iguais aos
seres considerados neurotípicos.
• Luta reforçada e potencializada pela sociedade e
cultura.
• Quanto mais semelhantes eles se tornarem,
quanto mais seguirem os moldes padronizados de
conduta, mais poderão ser aceitos.
• Na vida adulta das pessoas com TEA, pode surgir
a percepção de uma diferença irreversível em
relação aos outros seres humanos. (ARAÚJO,
2011).
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS E
SOCIOEMOCIONAIS DA PESSOA COM TEA
• O desenvolvimento da inteligência emocional em crianças e adolescentes
com TEA não é uma tarefa das mais fáceis.
• É preciso muito conhecimento, paciência e persistência, pois as reações das
crianças e adolescentes frente ao trabalho com as emoções são imprevisíveis,
ora podem demonstrar atenção e interesse, ora podem apresentar aversão
por meio de choro, gritos e/ou agressões físicas;
• Isso acontece porque as crianças e adolescentes com autismo não sabem
lidar com as emoções, principalmente com as negativas, como: raiva, medo,
tristeza e vergonha.
• Infelizmente, “as emoções negativas são experimentadas com mais
frequência do que as positivas” Daí a importância de se aprender a
compreender e gerir as emoções, especialmente em se tratando do TEA.
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS E
SOCIOEMOCIONAIS DA PESSOA COM TEA
DICAS PARA DESENVOLVER AS CARACTERÍSTICAS SOCIOEMOCIONAIS DA PESSOA COM TEA

1. NOMEANDO AS EMOÇÕES
• Os pequenos com TEA conseguem aprender rapidamente as expressões, mas podem ter
dificuldades com sentimentos mais sutis, como medo, frustração, culpa ou surpresa.
• Uma dica é nomear esses sentimentos que podem ser trabalhados através de histórias,
desenhos ou até mesmo situações cotidianas.

2. EXPRESSÕES FACIAIS
• Ajude a criança perceber características do rosto, como sorrisos, cenho franzido, lágrimas,
olhos arregalados, etc. Treinem de frente para o espelho e vejam figuras para identificá-las.
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS E
SOCIOEMOCIONAIS DA PESSOA COM TEA
3. CONVERSE!
• Em momentos de frustração ou ansiedade, você pode desviar a atenção para evitar uma crise
nervosa, mas converse sobre o ocorrido quando a criança e adolescente estiver mais tranquila.

4. PROMOVA A AUTOESTIMA
• Direcione ao seu paciente algumas responsabilidades proporcionais as suas capacidades, aproveite
para elogiar bons comportamentos e trabalhos bem feitos!

5. ENSINE A TER EMPATIA!


• Desde bem cedo, é essencial educar os pequenos a terem empatia com o próximo. Por exemplo:
“seu amiguinho está triste porque não levou lanchinho, vamos dividir o nosso?” ou “sua irmãzinha
caiu e se machucou. Vamos pegar um curativo para ela se sentir melhor?”.
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS E
SOCIOEMOCIONAIS DA PESSOA COM TEA
6. CARTÕES COM AS EXPRESSÕES FACIAIS (rostos reais ou desenhos) também
podem ajudar a criança a expressar suas emoções

7-PROMOVA A AUTOESTIMA. Dê a ele responsabilidades proporcionais às suas


capacidades, elogie seus bons comportamentos e trabalhos bem-feitos,
valorize os esforços, demonstre confiança

8. AJUDE-O A PERCEBER CARACTERÍSTICAS NOS ROSTOS que diferenciem as


emoções, como sorriso, cenho franzido, bochechas rosadas, olhos arregalados,
lágrimas… Vocês podem olhar em figuras e também treinar em frente ao
espelho. Exagere nas expressões no início e seja mais sutil à medida que a
criança compreende.
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS E
SOCIOEMOCIONAIS DA PESSOA COM TEA
9. SE O PACIENTE FICAR FRUSTRADO OU ANSIOSO EM ALGUMA SITUAÇÃO,
você pode desviar sua atenção no momento para evitar uma crise nervosa,
mas converse sobre o assunto quando ela estiver mais tranquila.

10. A pessoa dentro do espectro consegue aprender rapidamente as


expressões de tristeza e alegria, mas pode ter dificuldades com outros
sentimentos mais sutis, como medo, frustração, surpresa, culpa…
• Esses sentimentos podem ser trabalhados através de histórias, desenhos
e até situações cotidianas.

11. NOMEAR OS SENTIMENTOS DA CRIANÇA DURANTE SUAS EXPERIÊNCIAS


a fará compreender aos poucos o que cada um representa.
ASPECTOS NEUROANATÔMICOS

NEUROANATOMIA
Uma das partes mais complexas, a Neuroanatomia se dedica a
compreender toda estrutura do cérebro, medula espinhal, nervos
e terminações nervosas. Ou seja, é o estudo do relacionamento
entre a estrutura e a função no sistema nervoso.

[Link]
ASPECTOS NEUROANATÔMICOS

As principais estruturas cerebrais que foram relacionadas ao autismo


incluem o CEREBELO, a AMÍGDALA, o HIPOCAMPO, o CORPO CALOSO e o
CÍNGULO.

Uma recente convergência de estudos com RM relatou um maior volume


total do cérebro no autismo. Esses dados são corroborados por estudos
post-mortem e documentação sobre maior tamanho do crânio associado
ao autismo.

[Link]
ASPECTOS NEUROANATÔMICOS
ALTERAÇÕES RADIOLÓGICAS DO CÉREBRO:
• A parte anterior do LOBO INSULAR (lobo profundo, situado no fundo do sulco
lateral, no encéfalo. Possui cinco giros ((curtos e longos)). Suas principais funções são fazer parte do sistema límbico e
Funciona integrando
coordenar quaisquer emoções, além de ser responsável pelo paladar.)

múltiplos sistemas neurocognitivos associados a processos


afetivos, empáticos e interoceptivos. Na ínsula direita foi
documentada a redução da substância cinzenta e ativação
insuficiente durante tarefa de empatia em estudo com RM
funcional, além de hipoperfusão insular bilateral. Esses
achados sugerem que as alterações da ínsula estejam
relacionadas às características clínicas do TEA de redução
da habilidade social e de comunicação e dificuldade de
atenção, com exceção da atenção aos detalhes.
ASPECTOS NEUROANATÔMICOS

• Existe uma diferença no cérebro de uma pessoa


típica, para uma pessoa com TEA.

• As pessoas com autismo já nascem com


autismo.

• Mas a investigação se faz necessária sempre.

48
ASPECTOS NEUROANATÔMICOS

• Dentro dos estudos acerca do cérebro da pessoa com autismo, foi


identificado irregularidades nas estruturas do cérebro, a exemplo do
CORPO CALOSO (que é o responsável pela comunicação entre os
hemisférios do cérebro).

• Também na AMÍGDALA, que leva a afetar comportamento social e


emocional.

• CEREBELO: que ligação com as atividades motoras: equilíbrio e


coordenação.
49
ASPECTOS NEUROFISIOLÓGICOS
• Para a Dra. Simone Amorim (2019)
A Neurofisiologia é uma subespecialidade da Neurologia voltada especificamente
para o funcionamento do sistema nervoso. Como especialidade médica, seu foco
está no diagnóstico e no tratamento de doenças/transtornos que afetam tanto o
sistema nervoso central, quanto o periférico.

• Estão no campo de ação da Neurofisiologia o estudo, o diagnóstico e o tratamento


de problemas relacionados às seguintes estruturas do nosso organismo:
• Cérebro;
• Cerebelo;
• Medula espinhal;
• Nervos.
ASPECTOS NEUROFISIOLÓGICOS NO TEA

• Ácido γ-aminobutírico (GABA) - É o principal neurotransmissor


inibidor no sistema nervoso central dos mamíferos.

• O ácido gama-aminobutírico (GABA) é um neurotransmissor inibitório


de determinados sinais, que faz com que a atividade no sistema
nervoso central diminua. Naturalmente presente no corpo humano, o
Gaba tem função relaxante, auxilia no combate a ansiedade, estresse
e medo
ASPECTOS NEUROFISIOLÓGICOS NO TEA

• O eletroencefalograma (EEG) das pessoas com TEA apresenta alterações na


morfologia dos traçados que pode ser causada por disfunções na
transmissão GABAérgica e desbalanço entre excitação e inibição em
circuitos que envolvem os sentidos, memória, processos sociais e
emocionais.

• Há uma redução na densidade de receptores GABAa e GABAb nas


camadas supra e infragranular do córtex cingulado (região que é responsável
por regular tanto funções autônomas, como a pressão sanguínea, quanto
cognitivas, como a emoção e o aprendizado.)
ASPECTOS ETIOPATOGÊNICOS

ETIOPATOGENIA
Estudo das causas das doenças/transtornos e dos mecanismos patogénicos que
atuam sobre o organismo para provocarem doenças e/ou transtornos.
ASPECTOS ETIOPATOGÊNICOS DO TEA

• No transtorno do Espectro Autista ainda permanece desconhecida,


mas a ciência avança cada dia mais para conseguir uma resposta.

• Evidências científicas apontam que não há uma causa única, mas sim
a interação de fatores genéticos e ambientais.
ASPECTOS ETIOPATOGÊNICOS DO TEA

O que podemos afirmar sobre a etiologia do TEA?

A etiologia do TEA é multifatorial, influenciada por aspectos


genéticos, biológicos e ambientais
ASPECTOS NEUROBIOLÓGICOS
Como o cérebro se desenvolve, depende de
uma complexa interação dos genes com as
experiências de vida.

As vivências prévias exercem impacto


decisivo na citoarquitetura (estudo da composição celular
dos tecidos do corpo sob o microscópio) do cérebro e na
natureza das capacidades do adulto.

56
ASPECTOS NEUROBIOLÓGICOS

• Avanços e estudos sobre as bases das evidências


neurobiológicas.

• Estudos apontam que a maioria dos casos de


autismo vem da genética.

• Cada vez mais, parentes próximos mostram a


incidência, mostrando a prevalência de casos
genéticos.

57
ASPECTOS NEUROBIOLÓGICOS
O consenso é que o TEA tem uma etiologia genética, que altera o
desenvolvimento do cérebro, afetando as dimensões sócio
comunicativa e comportamental, causando os interesses restritos e
comportamentos repetitivos
(Antoniuk, 2012).

58
SINAPSES E NEUROTRANSMISSORES
As pessoas com autismo tendem a apresentar neurônios funcionando
de forma diferente, ou seja, com menos ou mais sinapses (estruturas
que fazem uma célula falar com a outra).

A informação corre de uma forma linear nos neurônios, e para as


pessoas com autismo ele não corre igual.

59
ASPECTOS NEUROBIOLÓGICOS
As formas como eles se conectam, também se diferem de uma pessoa
neurotípica.

O que chama a atenção é que: as causas genéticas aparecem cada vez


mais na literatura dos estudos com pessoas com autismo, mas
também, não podemos descartar que existem FATORES AMBIENTAIS
PARA AS CAUSAS DO AUTISMO.

60
ANALISANDO O CÉREBRO AUTISTA
• Pesquisadores neurologistas dirigem a pesquisa que o
autismo é uma desordem global;
• Que afeta o desenvolvimento do cérebro, a nível
comportamental e comunicativa;
• Apresentando um quadro de indivíduos com anormalidades
sensoriais, motoras e cognitivos;
• Enfrentam sérios desafios, na adaptação aos seus
ambientes;
• Deficiências em recursos de enfrentamento;
• Compensa de formas incomuns de regular as emoções e
controlar os aspectos físicos e sociais à sua volta.
61
Wendy Chung: Autismo — o que sabemos (e
o que ainda não sabemos)

[Link]
FATORES BIOLÓGICOS 62
FUNÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS DO TEA:
MEMÓRIA, FUNÇÃO EXECUTIVA E ATENÇÃO
Responsável por investigar os processos de atenção, funções executivas,
memória e aprendizagem, linguagem e funções verbais, habilidades
acadêmicas, organização e planejamento visoespacial e construtivo,
visopercepção, funções motoras, cognição social, humor e
comportamento.
FUNÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS DO TEA:
MEMÓRIA, FUNÇÃO EXECUTIVA E ATENÇÃO
O DESENVOLVIMENTO COGNITIVO DEPENDE DO DENVOLVIMENTO DE
VÁRIAS FUNÇÕES E DO BOM DESEMPENHO DESTAS:
• Da linguagem, da coordenação motora e do suporte afetivo-emocional.

• Cognitivo é uma expressão relacionada com o processo de aquisição do


conhecimento.

• A cognição é a função responsável pelo nosso aprendizado.


FUNÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS DO TEA:
MEMÓRIA, FUNÇÃO EXECUTIVA E ATENÇÃO
O DESENVOLVIMENTO COGNITIVO DEPENDE DO DENVOLVIMENTO DE
VÁRIAS FUNÇÕES E DO BOM DESEMPENHO DESTAS:
• Com a cognição, processamos informações que irão contribuir para o
desenvolvimento de habilidades importantes para nossa autonomia,
exemplo: memória, percepção, atenção, linguagem, raciocínio e etc.

PESQUISAS MOSTRAM:
• Pessoas com autismo apresentam déficits: de atenção, de memória, de
metacognição (generalização), competência social (teoria da mente).
FUNÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS DO TEA:
MEMÓRIA, FUNÇÃO EXECUTIVA E ATENÇÃO
• A relação entre autismo e memória está presente em boa parte da
literatura sobre o quadro, embora nem sempre tenha sido
suficientemente destacada.

• Desde os primeiros relatos clínicos sobre crianças autistas era


possível notar a excelente memória para campos específicos do
conhecimento, mas também prejuízos em diversos aspectos do
funcionamento mental que, direta ou indiretamente, envolviam
habilidades mnêmicas.

LIMA, 2021, p.746


FUNÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS DO TEA:
MEMÓRIA, FUNÇÃO EXECUTIVA E ATENÇÃO
• Uma das principais características da memória episódica é a consciência
do self no tempo, aquela que permite reexperimentar eventos passados
e antecipar ou simular experiências futuras, associando ambos ao
presente.

• Nos autistas, o envolvimento do self com as memórias de experiências


passadas e sua conexão com o momento atual são menos marcados,
impactando ou atrasando a construção de uma consciência de si
temporalmente estendida, implicando dificuldades na cognição
temporal e senso diminuído de história pessoal e de self estendido no
tempo
LIMA apud LIND, 2021, p.749
FUNÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS DO TEA:
MEMÓRIA, FUNÇÃO EXECUTIVA E ATENÇÃO
• Dentro das funções executivas, sabe-se que são as habilidades
cognitivas necessárias para controlar nossos pensamentos, nossas
emoções e nossas ações. Esse tema propõe entender melhor como
elas se desenvolvem, seu papel e seu impacto na vida social, afetiva e
intelectual desde a infância até a idade adulta.
FUNÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS DO TEA:
MEMÓRIA, FUNÇÃO EXECUTIVA E ATENÇÃO
• A função atencional tem um papel fundamental no desempenho das funções
executivas e deve ser considerada como parte integrante desse sistema
funcional.
A ATENÇÃO INCLUI-SE NO PROCESSO COM OS SEUS SUBTIPOS:
• Estado de alerta;
• Atenção sustentada;
• Atenção seletiva;
• Envolvimento serial;
• De deslocamento;
• Compartilhamento;
• E os chamados mecanismos inibitórios, que favorecem a exclusão dos estímulos que não
interessam ao objetivo atual.
FUNÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS DO TEA:
MEMÓRIA, FUNÇÃO EXECUTIVA E ATENÇÃO
• As funções executivas constituem um conjunto de
habilidades que possibilitam uma reflexão atenta, isto
é, deliberada e intencional a alcançar um objetivo.

• Um bom funcionamento executivo permite ao


indivíduo refletir antes de agir, trabalhar diferentes
ideias mentalmente, solucionar desafios inesperados,
pensar sob diferentes ângulos, reconsiderar opiniões e
evitar distrações.
FUNÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS DO TEA:
MEMÓRIA, FUNÇÃO EXECUTIVA E ATENÇÃO
Seu principal desenvolvimento ocorre de zero a seis anos de idade, período que
corresponde à primeira infância, e é fortemente influenciado pela qualidade e
quantidade de experiências que as crianças podem ter, inclusive relacionadas aos
aspectos biológico e emocional.
É possível considerar três dimensões que compõem as funções executivas:
1. Memória de trabalho,
2. Controle inibitório e
3. Flexibilidade cognitiva

ESTAS TRÊS FUNÇÕES NÃO SÃO INDEPENDENTES ENTRE SI; AO CONTRÁRIO, SÃO
HABILIDADES CONECTADAS E QUE ATUAM CONJUNTAMENTE.
AGRADECIMENTOS

Agradeço pela aula, e com a esperança de ter colocado uma semente


de conhecimento para o trabalho consciente e com o desenvolvimento
do portfólio que irá auxiliar você e sua prática.

Professor Felipe Augusto

e-mail para contato: [Link]@[Link]


72
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• BECK, Roberto Gaspari. Estimativa do número de casos de Transtorno do Espectro Autista no Sul do Brasil. Programa de
Pós-Graduação em Ciência da Saúde, 2017.
• BRAZ, Natália Mestre; AMBROSIO-ALBUQUERQUE, Eliane Papa. Exames genéticos como ferramentas auxiliares para o
diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista. VITTALLE-Revista de Ciências da Saúde, v. 34, n. 1, p. 103-111, 2022.
• CÔRTES, Maria do Socorro Mendes; DE ALBUQUERQUE, Alessandra Rocha. Contribuições para o diagnóstico do
Transtorno do Espectro Autista: de Kanner ao DSM-V. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, v. 3, n. 7, p. 864-880, 2020.
• DO NASCIMENTO ARAÚJO, Marielle Flávia et al. Autismo, níveis e suas limitações: uma revisão integrativa da
literatura. PhD Scientific Review, v. 2, n. 05, p. 8-20, 2022. Disponível em:
[Link]
• DE MAGALHÃES, Marcelo José da Silva et al. Alterações neuroanatômicas em pacientes com transtorno de espectro
autístico. Revista Eletrônica Acervo Saúde/ElectronicJournalCollection Health ISSN, v. 2178, p. 2091. Disponível em:
<[Link]
4/publication/328243560_Alteracoes_neuroanatomicas_em_pacientes_com_transtorno_de_espectro_autistico/links/5e
264907a6fdcc38d24df4e0/[Link]>
• FEZER, Gabriela Foresti et al. Características perinatais de crianças com transtorno do espectro autista. Revista Paulista
de Pediatria, v. 35, p. 130-135, 2017.
• Fluegge K. Autism in 2016: additional discovery. J Pediatr (Rio J). 2017;93:308-9.
• KERCHE-SILVA, Leandra Ernst; CAMPAROTO, Marjori Leiva; RODRIGUES, Felipe Viegas. As alterações genéticas e a
neurofisiologia do autismo. SaBios-Revista de Saúde e Biologia, v. 15, n. 1, p. 40-56, 2020.
• LIMA, Rossano Cabral. Autismo e memória: neurociência e cognitivismo à luz da filosofia de Henri Bergson. Revista
Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, v. 23, p. 745-768, 2021.

Você também pode gostar