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Ética e Relações no Ambiente Escolar

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Índice

1. Introdução..................................................................................................................3
1.1. Objectivos gerais....................................................................................................4
1.2. Objectivos específicos............................................................................................4
1.3. Metodologia............................................................................................................4
2. A ética e relações pessoais no ambiente escolar........................................................5
2.1. Ética e seus fundamentos........................................................................................5
2.2. Ética e educação.....................................................................................................6
2.3. A importância do estudo da ética no ambiente escolar..........................................7
2.6. Os professores......................................................................................................11
2.7. Exemplos de atitudes éticas dos professores:.......................................................12
2.8. Os alunos..............................................................................................................12
2.9. Exemplos de atitudes éticas dos alunos:...............................................................12
2.10. Directores, coordenadores e assistentes............................................................13
Conclusão........................................................................................................................14
Referências bibliográficas...............................................................................................15
1. Introdução

No presente trabalho da cadeira de ética profissional irei abordar acerca da matéria


atinente a ética e relações pessoais no ambiente escolar.

A ética na escola vem sendo a menina dos olhos de muitos educadores em todo o
mundo. Educadores de todas as esferas da educação enfrentam o grande desafio para
lidar com a indisciplina no contexto escolar, tanto em escolas públicas quanto nas
particulares. A temática é ampla e requer o engajamento de todos para o
desenvolvimento de acções que possibilitem minimizar ou sanar o problema.

A vida em sociedade pressupõe a criação de regras e valores que norteie as relações


sociais, bem como favoreça o diálogo, a cooperação e a multiplicação dos valores
apreendidos, que serão compartilhados por um mesmo grupo social. A escola por sua
vez, necessita de normas e regras como parâmetros que facilitem a convivência entre
grupos heterogéneos. Sob essa óptica as regras deixam de ser vistas como prescrições
aniquiladoras, mas sim como necessárias para o bom convívio social.

Quando estabelecidas regras de convivências comuns para um mesmo grupo, seu


descumprimento configura a indisciplina.

Em virtude dos fatos acima mencionados, acreditamos que seja fundamental que a
ética permeie as atitudes sociais, sejam elas onde estiverem inseridas: na escola, em
casa, na igreja, no mercado ou em qualquer outro ambiente.

Hoje, a falta de ética na sociedade é um dos grandes entraves para que as relações
profissionais e pessoais fluam dentro de uma perspectiva “civilizada” e aceitável, por
este motivo, sugerimos com este trabalho, a inclusão da ética no dia -a- dia da escola, a
fim de conscientizar as crianças, desde tenra idade, que todo indivíduo tem plena
liberdade de decisão e de acção, desde que estas não interfiram nos direitos de outras
pessoas. Acreditamos que assim, a mentalidade social possa ser mudada de forma a
garantir, em um futuro próximo, uma sociedade formada por cidadãos letrados e
pautada por um verdadeiro código de ética.

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1.1. Objectivos gerais

 Dissecar sobre a matéria atinente a ética e relações pessoais no ambiente escolar;

1.2. Objectivos específicos

 Descrever a ética e relações pessoais no ambiente escolar;


 Conhecer a ética e relações pessoais no ambiente escolar;
 Definir a ética.

1.3. Metodologia

Para a efectivação desse trabalho será usada a seguinte metodologia:


 Consulta bibliográfica – que consistiu na colecta de informações em livros
especializados para sustentar teoricamente os temas. Esta pesquisa foi
desenvolvida com base em materiais já escritos, constituídos principalmente por
livros e artigos científicos já publicados oficialmente.
 Análise documental – que consistiu numa análise e reflexão dos programas de
ensino e livros de ética, esta análise tem por finalidade verificar temas que tem
maior uso de analogias didácticas no ensino superior.

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2. A ética e relações pessoais no ambiente escolar
2.1. Ética e seus fundamentos

A ética é entendida como conjunto de valores no qual o ser humano age visando o bem
colectivo. Segundo Sousa (2005, p. 9) “Ética é um conjunto de princípios que guiam e
orientam as relações humanas. Esses princípios devem ter características universais,
precisam ser válidas para todas as pessoas e para sempre.” Ela pode ser entendida como
disciplina da acção ”A ética, finalmente, é crença e é pacto; é pressuposto e é
compromisso; é aprendizado e é experiência; é hábito e é disciplina; é indagação e é
convicção; é suficiente e provisória, como a vida” (BOTO, 2001, p. 143) De acordo
com os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997) a ética: Moral e ética, às vezes, são
palavras empregadas como sinónimos: conjunto de princípios ou padrões de conduta.
Ética pode também significar Filosofia da Moral, portanto, um pensamento reflexivo
sobre os valores e as normas que regem as condutas humanas. Em outro sentido, ética
pode referir-se a um conjunto de princípios e normas que um grupo estabelece para seu
exercício profissional (por exemplo, os códigos de ética dos médicos, dos advogados,
dos psicólogos, etc.). (BRASIL, 1997, p. 47). Para Taille, Souza, Viziolli (2004, p. 98)
também pode “Pode-se falar em moral para designar os valores, princípios e regras que,
de fato, uma determinada comunidade, ou um determinado indivíduo legitima, e falar
em ética para se referir à reflexão sobre tais valores, princípios e regras”.

Enquanto a Ética pode ser vista como o que vai definir como nos comportamos perante
os outros com eles nos observados ou não, a moral traz os nossos ideais do que se é
certo e errado. Pensemos na profissão contábil e das pessoas que nela actuam. Um
contador que acabou de se formar e tirar o seu registro resolve divulgar os seus serviços
destacando um preço bem mais chamativo que o praticado pelos colegas de profissão,
tudo para poder garantir clientes, que ele ainda não possui. Isso é algo que vai contra a
Ética Profissional do Contabilista, pois quando um indivíduo divulga preços melhores,
automaticamente recebe destaque imerecido perante os concorrentes (concorrência
desleal) e prejudica os outros profissionais, que terão que baixar os preços, o que muitas
vezes torna suas situações financeiras desequilibradas.

Tal atitude é antiética profissionalmente pois prejudica colegas de profissão mas ainda
não é imoral, pois o que o novo profissional está a fazer não é agredir a imagem dos
concorrentes, mas apenas uma manobra para não ter seu empreendimento quebrado logo

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de início. É claro que se o novo profissional começa a difamar os colegas de profissão
aos clientes aí sim está sendo tanto antiético (pois suja a imagem dos concorrentes, em
vez de se preocupar em fazer o melhor de seu serviço) e imoral, pois ataca a pessoa dos
outros contabilistas e contadores ao pejorar suas competências profissionais. No que diz
respeito à cultura e ao clima organizacionais, por exemplo, segundo ALVES at al, 2007,
apud Loe et al. 1 (2000, 87), as descobertas nessas áreas sustentam a teoria e as crenças
dos gestores de que o gerenciamento da cultura na organização contribui para gerenciar
a ética organizacional.

Assim, enquanto moral é o conjunto de regras de conduta estabelecidas em uma


sociedade e cuja obediência é imposta a seus membros, variando de cultura para cultura
e modificando-se com o tempo, no âmbito de uma mesma sociedade, a ética
corresponde à reflexão filosófica do mesmo fato moral [SILVA et al, 2004].

A Ética é o ideal para conduta humana, pois a evolução de seus princípios deu-se em
parceria com o processo evolutivo da humanidade, e orienta o ser humano sobre o que é
bom e correcto e o que deveria assumir, orientando sua vida em relação a seus
semelhantes, visando o bem comum. ALVES et al (2007)1, em seu estudo que trata de
uma pesquisa empírica e de natureza quantitativa, com o objectivo de investigar a
influência Código de Ética sobre o processo decisório ético do profissional de
Contabilidade sugerem, entre outros aspectos, a existência de uma contradição: a
maioria dos profissionais considera o Código de Ética profissional do Contabilista
importante como guia de conduta, mas apenas uma minoria se predispõe a cumprir
algumas ou todas as normas emanadas do Conselho Federal de Contabilidade.

2.2. Ética e educação

A ética possui dimensão educativa, já que ela se refere a equilibrar a conduta do


cidadão. A escola participa da formação do cidadão ético, explicando quais são as
regras, por meio do material didáctico utilizado, os valores que os professores carregam
e em também em outras situações. A moral na escola se apresenta através de regras,
normas a serem cumpridas, expressas nos seus regimentos, planos de estudos e
projectos políticos pedagógicos. A escola ainda é o principal caminho para se discutir
questões éticas uma vez que o âmbito escolar está repleto de possibilidades que

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evidenciam a ética como necessária e capaz de permitir um relacionamento mais
amistoso entre os atores educacionais.

No entanto, a escola não necessariamente conseguirá responder a todas as questões


levantadas quando se trata de ética, nem deverá se considerar fracassada por não
conseguir atingir tal objectivo. Pode então, insistir na sua função fomentadora de
conhecimento (CAMARGO; FONSECA, 2014 p. 2).

Os Parâmetros Curriculares Nacionais ressaltam a importância do tema: ética no


contexto escolar, não em uma única disciplina, mas ele perpassa por todas as áreas do
conhecimento. Em resumo, verifica-se que questões relacionadas à Ética permeiam todo
o currículo. Portanto, não há razão para que sejam tratadas em paralelo, em horário
específico de aula. Pelo contrário, passar ao lado de tais questões seria, justamente,
prestar um dês serviço à formação moral do aluno: induzi-lo a pensar que ética é uma
“especialidade”, quando, na verdade, ela diz respeito a todas as actividades humanas
(,1997, p. 63).

2.3. A importância do estudo da ética no ambiente escolar

Trabalhar a ética é a dentrar na discussão e indagar: o que são, de onde vêm e o que
valem os costumes?

A ética é a parte da filosofia que discute os sistemas pessoais e culturais de valores.


Ela se preocupa em encontrar um fim legítimo para as motivações e atitudes humanas,
procurando discernir noções de certo e errado, bom e mau. Ela é a investigação geral
sobre aquilo que é bom, e tem por objectivo facilitar a realização das pessoas. Que o ser
humano chegue a realiza-se a si mesmo como tal, isto é, como pessoa.

Chauí (2002), em seu livro “Convite à Filosofia” salienta que toda cultura e cada
sociedade institui uma moral, isto é, valores concernentes ao bem e ao mal, ao permitido
e ao proibido.

Ainda segundo Chauí (2002), a ética nasce da compreensão do carácter de cada


pessoa, ou seja, do senso da consciência moral próprio de cada indivíduo. Porém, faz
coro com Sócrates ao defender que nosso sentimento, nossa conduta, nossas acções e
nossos comportamentos são modulados pelas condições que vivemos (família, classe e
grupo social, escola etc.), ou seja, afirma que somos formados pelos costumes de nossa

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sociedade, que nos educa para respeitarmos e reproduzirmos valores propostos por ela
como bons, logo, como obrigações e deveres.

Para os PCNs a ética permeia as relações humanas, orientando como devemos agir
para com os outros, favorecendo os valores de igualdade. E, sobretudo que está presente
em todas as relações estabelecidas no âmbito escolar.

Ainda segundo os PCNs, a ética nos propícia reflexões sobre a conduta humana, ao
nos questionarmos como devemos nos portar ou agir perante o outro, a amplitude da
pergunta, resulta em uma resposta complexa, porém com tomada de decisão valorativa.

La Taille (2006), salienta que princípios éticas não estão inseridos no DNA dos
indivíduos, todavia, as relações sociais são determinantes para a formação ética e moral
destes.

Davis (1994) chama atenção para o papel da escola enquanto moduladora de


comportamento e destaca a importância de se oportunizar aos alunos a apreensão de
normas de condutas. Defende que ao criá-las em parceria coma instituição, o aluno
apropria-se do ocorrido e internaliza com maior eficácia a necessidade de regras de
conduta.

Segundo os PCNs, a escola deve favorecer o desenvolvimento de trabalhos voltados


para a formação do cidadão, com o intuito de que seja desenvolvida a autonomia
pautada em valores morais, e estes por sua vez levem à reflexão ética.

Davis (1994) diz também que valores adquiridos pelo indivíduo, são determinantes
no comportamento do mesmo, ou seja, ajudam a orientar a acção individual no meio
cultural, influenciando a forma de perceber e significar as experiências que vive.

Busquetes et al. (1999) em “Base para uma formação integral”, alerta a escola quanto
a utopia em que esta se insere quando alega estar protegida contra toda espécie de
discriminação alardeando que não discrimina nem tampouco abarca discriminação. Ele
chama atenção para o fato de a escola sentir-se protegida por uma espécie de muro de
arrimo, cujo objectivo é não deixar penetrar as dificuldades que reinam no exterior. A
verdade, segundo ela, é que a escola está recheada de situações constrangedoras que
cabe a ela solucionar.

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Para Chauí (2002), o campo de valores e obrigações morais parte da consciência do
agente moral, ou seja, é sujeito ético ou moral somente aquele que sabe o que faz,
conhece as causas e os fins de sua acção, o significado de suas intenções e de suas
atitudes e a essência dos valores morais; daí o importante papel da escola em instigar o
aluno a pensar e repensar suas acções sociais quotidianas.

Davis (1994) ressalta que o professor deve reconhecer que, desde muito pequenos, os
alunos, seguem algumas regras, explorando algumas e inventando e reinventando
outras, construindo com isso noções de certo e errado. O importante é que o professor
perceba que, nem sempre o sistema que rege a conduta infantil coincide com o
desejável, por este motivo, deve o educador ajudar o aluno a elaborar seus sistemas de
valores, combiná-los com outros, reflectirem sobre sua própria conduta e, a partir dessa
reflexão, criar novos parâmetros para suas novas regras de convivência. Agindo dessa
forma, o professor trabalha mecanismos de autocontrolo e comportamento, além de
estimular a cognição e a afectividade.

Busquetes et al. (1999), vai além e diz que a escola precisa capacitar os alunos para
interpretar adequadamente as mudanças de modelos culturais, como hábitos e pautas de
condutas, em seu ambiente. Deve, a escola, promover uma educação de igualdade em
que toda representação social integre a pluralidade de saberes sem que se estabeleçam
hierarquias.

Os PCNs ressaltam que a principal questão do campo da ética, é promover a justiça,


fundamentada em valores de igualdade e equidade. E que na escola o tema ética é
essencial, pois permeia todos os tipos de relações existentes dentro da instituição
escolar.

La Taille (2004) salienta que crianças necessitam seguir regras e estas por sua vez,
incutem valores e formas de conduta, e que apenas pais e professores podem transmiti-
las.

Pereira diz que a autonomia moral se dá por meio do desenvolvimento de relações


cooperativas, fundamentadas pelo respeito mútuo.

DeVries e Zan (2007) afirmam que no âmbito escolar as regras são criadas por
educadores e perpassadas às crianças, mas, que alguns professores já optam por permitir

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que as crianças participem activamente do desenvolvimento das regras que serão
adoptadas, pois trás benefícios para elas.

Segundo os PCNs, a escola é responsável pela formação de cidadãos politizados,


conhecedores de seus direitos e deveres, seja no âmbito social, político ou civil, pois
apenas assim teremos relações permeadas pelo pensamento colectivo, com o
desenvolvimento de atitudes de solidariedade e contrárias às injustiças.

2.4. A ética na prática dentro do contexto da sala de aula

Para o desenvolvimento de um trabalho que promova a apreensão de regras de


valores, ou ainda mudanças comportamentais que possam garantir o estabelecimento de
relações permeadas pela fundamentação ética, é importante que o educador desenvolva
um projeto com metas e prazos pré-estabelecidos, porém com flexibilidade para rever
ou reajustar de acordo com as necessidades que forem surgindo.

A intenção é a de que o professor possa por meio de distintos portadores, abordar a


temática em questão, a fim de promover discussões que levem o aluno a repensar suas
atitudes quotidianas e assim reverter sua postura diante do outro ou de uma determinada
situação.

Todavia, isso não significa que o educador tenha que se desdobrar e criar uma nova
proposta a cada hora para a obtenção de seus objectivos.

2.5. Algumas atitudes são imprescindíveis:


 Respeitar a diversidade existente em sala de aula;
 Motivar a aprendizagem;
 Inovar para que as aulas sejam sempre criativas;
 Tratar os alunos de forma ética sem privilegiar ou rotular;
 Dar o exemplo a ser seguido;
 Ter uma postura ética ao falar com os alunos;
 Estabelecer regras e combinados, conjuntamente com os alunos, cobrando-os
sempre que descumpri-las;
 Saber ser firme, porém procurando mostrar o motivo e não simplesmente impor;
 Em conjunto com os alunos, procurar ser justo diante de uma situação;
 Favorecer para que tudo o que foi prometido seja cumprido;

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 Promover o diálogo como forma de se alcançar de modo harmónico um
consenso entre todos;
 Incentivar os alunos para que conversem e cheguem a uma conclusão a respeito
de um impasse.

Trabalhar ética em sala de aula pressupõe, que por meio do letramento, de forma
interdisciplinar o tema seja abordado, visando garantir o respeito às diferenças e o
combate ao preconceito e a discriminação seja racial, social, religiosa, moral,
intelectual, entre outras.

A criança deve ser orientada quanto à necessidade de respeitar o próximo e as


diferenças. Oportunizando que estas percebam a necessidade da ética para uma vida
satisfatória em sociedade.

Levar a criança a avaliar e repensar suas acções quotidianas, propor mudanças de


atitudes preconcebidas, além de estimular o letramento.

No contexto escolar o educador poderá fazer uso de situações quotidianas para


discutir o tema “Ética” com os alunos.

Os relatos que seguem na sequência, são sugestões de algumas experiências


vivenciadas por mim no âmbito escolar. A bibliografia sugerida pode ser modificada de
acordo com as necessidades ou possibilidades daqueles que intencionam trabalhar a
ética com seus alunos.

Com as crianças sentadas em circunferência, a professora iniciará a aula conversando


sobre o valor do respeito ao próximo e às diferenças existentes no âmbito social.
Destacará a “regra de ouro”, salientando que devemos tratar o outro da mesma forma
como gostaríamos de ser tratados por ele. Ou ainda reforçar que não devemos fazer para
o próximo aquilo que não gostaríamos que ele fizesse connosco.

2.6. Os professores

Os professores desempenham papéis fundamentais no que se refere à ética na escola.

As crianças e jovens aprendem mais com exemplos do que com palavras. O professor
que age de forma ética com alunos, professores e funcionários escolares passam aos
alunos um importante modelo de comportamento ético.

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2.7. Exemplos de atitudes éticas dos professores:

 Ensinar aos alunos o que é ética e sua importância nos diversos níveis como, por
exemplo, ambiente de trabalho, família, escola, grupo de amigos e etc.
 Esclarecer e cumprir com clareza aos alunos os métodos de ensino e avaliações.
 Ouvir e respeitar as opiniões dos alunos.
 Buscar a qualidade no processo educacional.
 Cumprir prazos na entrega de documentações, diários, avaliações, notas e etc.
 Não expor erros ou deficiências de alunos na frente de toda classe. Conversar
com o aluno em particular.
 Ser justo na correcção e avaliação de provas e trabalhos escolares.
 Respeitar e ser educado no relacionamento com outros professores, alunos, pais
de alunos e profissionais da escola.
 Não fazer comentários em sala de aula sobre o comportamento ou métodos de
ensino de outros professores.
 Seguir a proposta educacional da escola, assim como seus métodos de avaliação.
 Agir de forma proactiva no que se refere à integração de alunos com deficiência
física ou transtorno psicológico.

2.8. Os alunos

As crianças e jovens estão no processo de aprendizagem e, portanto, a ética deve-lhes


ser ensinada e cobrada. Sabemos que muito do comportamento ético do aluno tem como
origem a família, principalmente os pais. Porém, cabe à escola trabalhar a ética no
ambiente escolar para que resulte em melhor qualidade de ensino.

2.9. Exemplos de atitudes éticas dos alunos:

 Respeitar o trabalho dos professores e funcionários da escola. Respeitar também


o direito de aprender dos outros alunos. Na prática, isso significa não conversar,
brincar ou atrapalhar de qualquer forma os momentos em que o professor está
explicando ou tirando dúvidas de outros colegas.
 Não colar em avaliações ou elaboração de trabalhos escolares.
 Não usar trabalhos prontos, disponíveis na Internet, para entregar aos
professores.

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 Não praticar bullying.
 Buscar ter um comportamento que crie um ambiente positivo e agradável na
escola.
 Não pagar para outros alunos ou “profissionais” para que elaborem trabalhos
(comportamento antiético mais comum no ensino superior).
 Não colocar apelidos em colegas e professores que possam causar mágoas, ferir
sentimentos ou a auto-estima.
 Seguir as regras e normas de funcionamento da escola.
 Não fazer xerocópias de textos e livros com direitos autorais.
 Tratar com respeito e educação colegas que possuam algum tipo de deficiência
motora ou transtorno psicológico. Se possível, ajudar no processo de integração
destes alunos.

2.10. Directores, coordenadores e assistentes

Estes funcionários também desempenham um papel fundamental na construção de um


ambiente educacional ético.

Exemplos de atitudes éticas destes profissionais:

 Todos devem tratar com respeito e educação os alunos, professores e demais


funcionários da escola.
 Os coordenadores devem orientar de forma positiva e eficiente os professores e
alunos.
 Os directores devem criar as condições físicas e pedagógicas para que o
processo educacional ocorra da melhor forma possível.
 Os directores e coordenadores não devem expor os erros ou deficiências de um
professor na frente dos outros profissionais. Conversar com o professor em
particular.

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Conclusão

De acordo a sequencia temática proposta pelo docente ao estudo da ética e relacoes


pessoais no ambiente escolar conclui que Vivemos em uma sociedade dentro do modo
capitalista, onde disputamos ou compartilhamos quase tudo e a formação de cidadãos
pautados por valores éticos e morais é fundamental para o bom convívio social.

Ao longo dos últimos anos mudanças ocorridas na sociedade e a inserção da mulher no


mercado de trabalho, fizeram com que muitas atribuições que seriam de
responsabilidade da família, se tornassem de responsabilidade da escola, pois muitos
pais ainda que inconscientemente acabam delegando à escola a responsabilidade de
educar seus filhos. Por outro lado, a escola tem como função não apenas transmitir os
conteúdos disciplinares condizentes para cada faixa–etária, mas também conteúdos
voltados para a formação ética e moral dos alunos. A transmissão desses valores é
indiscutivelmente importante uma vez que a formação de cidadãos tolerantes à
heterogeneidade cultural existente no meio social e, sobretudo livres de todo e qualquer
tipo de preconceito e discriminação é fundamental.

Na instituição escolar não se adquire somente conhecimentos, aprende-se ainda uma


série de valores e normas comportamentais. E é essa instituição que deve se deslocar
para formar cidadãos que saibam defender seus direitos e também cumprir seus deveres.

Dessa forma, cabe á escola como agente de transformação social, chamar atenção de
seus alunos para este assunto, precocemente, a fim de promover a conscientização sobre
a importância do respeito e valorização das diferenças, sejam quais forem, bem como a
formação de cidadãos politizados.

Todavia é importante que a escola aborde, em sala de aula, o tema ética, com o
intuito de que sejam desenvolvidas actividades que possibilitem a apreensão de valores
éticos desde a mais tenra idade. Pois é responsabilidade da escola juntamente com a
família, educar e contribuir para que jovens e crianças se tornem cidadãos de bem e
possam construir um de paz, harmonia e esperança.

É importante que se diga que muitos desses valores apreendidos, nortearão as


relações de muitos indivíduos dando lhes limites sobre o que se pode ou não fazer, e
regrando suas atitudes no âmbito social.

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Referências bibliográficas

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