Aluna: Beatriz Ribas de Melo - 7 Período
A nefropatia diabética é a causa mais comum de doença renal crônica e de síndrome
nefrótica.
Quais outras patologias, além da nefropatia diabética, são consideradas causas
secundárias de Síndrome Nefrótica?
E as causas primárias de síndrome nefrótica, quais são os três padrões principais?
Pacientes portadores de síndrome nefrótica (SN) possuem proteinúria maior que
3,5g/dia e em pacientes pediátricos esta é maior que 40-50 mg/kg/dia. Ocorre um problema
na permeabilidade proteica. Outras manifestações observadas são a hiperlipidemia,
hipoalbunemia. O paciente geralmente possui urina espumosa, edema e hiperlipidemia. A
etiologia de SN por causa primaria são: doença por lesão mínima, glomeruloesclerose focal e
segmentar, glomerulonefrite proliferativa mensangial, glomerulonefrite membranosa, e
glomerulonefrite membranoproliferativa.
A doença por lesão mínima consiste na perda de carga negativa da membrana basal,
desencadeando uma proteinúria seletiva e uma desordem. É conhecida como fusão e
retração dos processos protocitários. Ocorre mais em pacientes pediátricos (85%) do que em
adultos (15%), possuem associação direta ao linfoma de Hodkin e ao uso de anti-inflamatorio
não esteroidais. A sua clínica é baseada em uma síndrome nefrótica clássica com períodos de
atividade e de remissão. O tratamento é baseado no uso de corticoides, 80% dos pacientes
pediátricos respondem ao tratamento em até 4 semanas.
Glomeruloesclerose focal e segmentar está muito associado a pacientes hipertensos,
HIV positivo e anemia falciforme. Mais comum em adulto e secundário a uma sequela,
hiperfluxo e sobrecarga. Paciente geralmente apresenta níveis elevados da pressão arterial,
nível de proteinúria, hematúria microscópica e o sistema complemento normal. O tratamento
é baseado no uso de corticoides, e nefroproteção utilizando estatinas, BRA ou IECA.
A segunda causa mais comum em adultos é dada pela glomerulopatia membranosa,
onde ocorre o deposito subepiteliais de imunocomplexo e o espessamento da membrana
basal. Apresenta-se com sintomas de SN, complemento normal e de evolução variável. O
tratamento é baseado na nefroproteção com estatinas, BRA ou IECA, avalia-se anticoagulação
profilática e imunossupressão.
Referências
RODRIGUES, Camila Eleuterio; TITAN, Sílvia; WORONIK, Viktória. Síndrome
Nefrótica. Revista. Eletrônica Medicinanet. Ano, 2012.
DEL CONSUELO ALCÍVAR-GARCÍA, Melania. Síndrome nefrótico a revisión de un
caso. Domino de las Ciencias, v. 5, n. 3, p. 434-442, 2019.
TAVARES, Maria Brandão et al. Biomarcadores de lesão renal aguda em pacientes com
síndrome nefrótica. Brazilian Journal of Nephrology, v. 43, p. 20-27, 2020.