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Funcionamento do Protocolo IP e Roteamento

A aula aborda a camada inter-rede da arquitetura TCP/IP, focando no funcionamento do protocolo IP e suas versões, fragmentação de datagramas e roteamento. Os alunos aprenderão a montar tabelas de roteamento, entender Sistemas Autônomos e o protocolo ICMP. Além disso, a aula introduz o IPv6, suas melhorias em relação ao IPv4 e o cabeçalho do IPv6.

Enviado por

allana santos
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Funcionamento do Protocolo IP e Roteamento

A aula aborda a camada inter-rede da arquitetura TCP/IP, focando no funcionamento do protocolo IP e suas versões, fragmentação de datagramas e roteamento. Os alunos aprenderão a montar tabelas de roteamento, entender Sistemas Autônomos e o protocolo ICMP. Além disso, a aula introduz o IPv6, suas melhorias em relação ao IPv4 e o cabeçalho do IPv6.

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Aula 4º

Tcp/Ip – A Camada Inter - Rede

Caros alunos e alunas!


Continuando nossos estudos sobre a arquitetura TCP/IP,
iremos estudar a camada responsável pelo tráfego de dados e o
seus protocolos.
Lembre-se de que dúvidas poderão surgir no decorrer dos
estudos! Quando isso acontecer, anote, acesse a plataforma
e utilize as ferramentas “quadro de avisos” ou “fórum” para
interagir com seus colegas de curso ou com seu tutor. Sua
participação é muito importante e estamos preparados para
ensinar e aprender com seus avanços.
Bons estudos!

Objetivos de aprendizagem

Ao término desta aula, vocês serão capazes de:

• compreender o funcionamento do protocolo IP e saber diferenciar suas versões;


• entender o que causa fragmentação de datagramas e como é feita a remontagem dos datagramas fragmentados;
• verificar o que é roteamento e identificar os seus tipos;
• aprender como se monta uma tabela de roteamento;
• perceber o que são Sistemas Autônomos e identificar seus tipos e protocolos;
• compreender o protocolo ICMP e suas mensagens.
Introdução a Redes II 30
geralmente esse tamanho é de 1500 bytes. Esses datagramas
Seções de estudo são transmitidos pela camada inter-rede, sendo possível
serem fragmentados novamente durante o percurso. Quando
chegam ao destino esses datagramas são remontados e
1- O Protocolo IP entregues à camada de transporte.
2- Funções da Camada
1.2. Formato do pacote
1- O Protocolo IP Vamos estudar o formato dos datagramas IP, que
consiste de duas partes: cabeçalhos e dados. O cabeçalho
possui uma parte fixa (com tamanho de 20 bytes) e uma parte
1. Introdução opcional (com tamanho máximo de 40 bytes). Sendo assim o
tamanho mínimo que um cabeçalho pode ter é de 20 bytes e o
A camada inter-rede da arquitetura TCP/IP é máximo de 60 bytes. A estrutura do datagrama IP é mostrada
equivalente à terceira camada do modelo OSI, a camada de na figura 2.
rede, mas operando em modo sem conexão (orientado a
datagramas). Figura 2 – Datagrama IP
Como vimos na aula anterior a Internet é uma coleção de
redes interconectadas, e o objetivo dessa camada é realizar a
interconexão entre essas redes, permitindo que um host em
uma determinada rede consiga se comunicar (enviar pacotes)
como outro host em outra rede.
As ligações físicas entre essas redes são realizadas
por dispositivos chamados de gateways ou roteadores pode ser
visualizada na figura 1.

Figura 1 – Exemplo de Inter-redes


Fonte: Acervo Pessoal.

O campo VERSION indica a versão do protocolo IP a


que o datagrama pertence.
O campo HLEN informa o tamanho do cabeçalho
em múltiplo de 4 bytes. O valor mínimo é 5 (20 bytes) e o
máximo é 15 (60 bytes).
O campo SERVICE TYPE é composto por três partes:
a primeira (3 bits), chamada de precedence indica prioridade (de
0-normal a 7-pacote de controle de erro), três flags (retardo,
taxa de transferência e confiabilidade) permite que o host
indique o que é mais prioritário e 2 bits que não são utilizados.
Fonte: Acervo Pessoal. Teoricamente, os roteadores baseado nas informações
fornecidas por esse campo permitirão escolher por qual rota
O protocolo dessa camada é o IP e a sua função e
o datagrama deverá ser despachado (linha com alta taxa de
transferir blocos de dados, chamados de datagramas de uma
transferência, linha com menos retardo, etc). Na prática, a
origem a um destino. O serviço oferecido pelo protocolo IP é
maioria dos roteadores ignora esse campo.
sem conexão, sendo a comunicação não confiável. Os dados
O campo TOTAL LENGTH informa o tamanho total
entregues pela camada superior (a de transporte) poderão
do datagrama (cabeçalho+dados) em bytes, sendo o maior
ser fragmentados em vários datagramas. Cada um pode
valor de 65.536 bytes. Atualmente esse valor é aceitável, mas
seguir por um caminho diferente, podendo chegar em ordem
com as constantes evoluções nas velocidades das redes serão
diferente, serem duplicados, perdidos e cada datagrama ser
necessários datagramas maiores.
novamente fragmentado. Caso ao chegar no destino falte
O campo IDENTIFICATION permite que o host de
algum datagrama, nenhum procedimento de recuperação
destino identifique a qual datagrama pertence o fragmento.
ou aviso de erro é realizado em nível de camada de inter-
Todos os datagramas que foram fragmentados possuem o
rede. Compete à camada superior detectar se houve erro na
mesmo número de identificação.
transmissão (geralmente pela utilização de timeout).
O campo FLAGS é composto por três bits, o primeiro
A tarefa do protocolo IP é transportar datagramas
não é utilizado, o segundo é chamado de DF (don’t fragment)
da melhor maneira possível de uma origem até um destino,
se estiver ativo (valor igual a 1) indica aos roteadores que
independente se estiverem em uma mesma rede ou em outras
ele não pode ser fragmentado, pois o host de destino não
redes.
conseguirá remontá-lo. O terceiro bit, chamado de MF (more
O processo de transmissão começa com a camada de
fragments) se estiver ativo (valor igual a 1) indica que existem
transporte recebendo os dados e dividindo-os em datagramas,
mais fragmentos, o último fragmento tem valor igual a 0.
teoricamente cada um pode ter 64 kbytes de tamanho, mas
31
O campo FRAGMENT OFFSET indica a posição (em 0 9 Strict Source Routing (lista
múltiplo de 8 bytes) que o fragmento ocupa no datagrama contendo os roteadores por
original. Com essa informação é possível remontar o onde o datagrama deverá
datagrama, mesmo que os fragmentos cheguem em ordem passar, obrigatoriamente).
inversa. Caso falte algum fragmento fica impossibilitando a 2 4 Time Stamp (Similar ao
remontagem do datagrama original, causando o descarte dos Record route, mas é registrado
outros fragmentos. o dia/hora que o datagrama
O campo TIME TO LIVE é um contador, por todo passou).
roteador que o datagrama passar ele é decrementado, ao Fonte: Acervo Pessoal.
chegar a zero o datagrama é descartado e um aviso é enviado
ao emissor. Isso evita que um datagrama fique vagando O campo DATA contém os dados provenientes da
indefinidamente. camada superior.
O campo PROTOCOL informa qual o protocolo
de alto nível foi utilizado para criar o dado que está sendo 1.3. Fragmentação
transportado.
O campo HEADER CHECKSUM contém o O tamanho de um datagrama IP pode ser de até 64
somatório de verificação do cabeçalho. A cada roteador é Kbytes. Mas o tamanho máximo dos quadros na camada de
recalculado, pois o campo time to live é modificado. interface com a rede é menor do que esse valor. O tamanho
Os campos SOURCE/DESTINATION IP máximo que um quadro Ethernet pode transportar é 1500
ADDRESS contêm os endereços IP de origem e destino, bytes e 4500 bytes para o FDDI. A esse tamanho máximo
respectivamente. que pode ser transportado em um campo de dados damos o
O campo OPTION é a parte variável do cabeçalho nome de MTU (Maximum Transmition Unit).
IP, inserido para que permitir que sejam incluídas novas A fragmentação pode ocorrer na máquina de origem
informações em versões futuras. Cada opção começa ou em qualquer roteador por onde o datagrama irá passar.
com um código de 1 byte que a identifica, seguido por 1 Isso acontece devido ao fato dos roteadores possuírem
byte informando o tamanho e uma quantidade variável mais de uma interface de rede, podendo cada uma ter um
de bytes contendo as informações específicas. O código MTU de valor diferente, caso o tamanho do datagrama a
de identificação é composto por três partes: cópia (1 bit), ser transmitido seja maior que o MTU da interface por onde
informa se a opção deve ou não ser copiadas aos outros deve ser despachado ele será fragmentado novamente. Note
fragmentos, classe informa a classe da opção (tabela 1) e que um datagrama já fragmentado pode sofrer uma nova
número da opção (tabela 2). fragmentação. Uma vez fragmentado, ele será remontado
somente no host de destino. Assim, tomemos com exemplo a
Tabela 1 – Classe da Opção
figura 3. Temos que transmitir um datagrama de 1600 bytes
Classe Descrição (1580 bytes de dados + 20 bytes do cabeçalho). Através de
um enlace Ethernet ele é quebrado em dois datagramas (um
0 Controle da rede e Datagramas
de 1500 e outro de 120), ao chegar a um roteador que possui
1 Reservado para uso futuro o MTU igual a 512 bytes, o primeiro fragmento é novamente
2 Depuração e medição fragmentado em três novos fragmentos (dois de 512 bytes e
3 Reservado para uso futuro um de 456 bytes). Agora, então, o datagrama original tem
quatro fragmentos. Ao passar por outro roteador que possui
Fonte: Acervo Pessoal. MTU igual a 4500 bytes eles não serão fragmentados. Notem
que não há a remontagem dos fragmentos. Eles são passados
Tabela 2 – Número das Opções
para frente fragmentados. A remontagem será realizada
somente no destino.
Classe Número Tamanho Descrição
da Opção
Figura 3 – Fragmentação
0 0 Não Fim da lista de opções
Aplicado
0 1 Não Nenhuma operação
Aplicado
0 3 Variável Loose Sourcing Routing (lista
contendo os roteadores por
onde o datagrama deverá
passar, mas podendo passar
por outros roteadores).
0 7 Record Route (é colocado
todos os endereços dos
roteadores por onde o
datagrama passou).
Fonte: Acervo Pessoal.
Introdução a Redes II 32
A remontagem é realizada utilizando-se como parâmetros serviço de DHCP. Com isso um provedor poderia
os campos OFFSET e o bit MF. O campo offset indica atribuir o mesmo endereço IP a diferentes clientes
a posição em bytes do fragmento dentro do datagrama (claro que o mesmo endereço não seria utilizado
original. Na figura 4 temos um exemplo de um datagrama simultaneamente). Dessa maneira cada cliente não
com o tamanho 3520 bytes sendo fragmentado em outros necessitaria de um endereço IP exclusivo.
três datagramas. Notem que o campo offset, no primeiro • A utilização do serviço de NAT. Estudamos
fragmento, é igual a zero, ou seja, início do datagrama anteriormente sobre esse serviço. Houve uma
original, o segundo deve ser inserido na posição 1480 e o economia muito grande de endereços IP válidos com
terceiro na 2960. Note que se o terceiro fragmento chegasse a utilização dessa técnica. Pois as empresas teriam
antes do segundo não haveria problema, pois o destino saberia milhares de equipamentos utilizando endereços IP
em qual posição ele deveria ser inserido na remontagem. Caso privados que compartilhariam através do NAT um
o segundo fragmento fosse fragmentado novamente em três único endereço IP válido. Esse serviço quebra a
outros (dois de 512 bytes e um de 456, por exemplo) teríamos filosofia da comunicação fim-a-fim da Internet, pois
os seguintes OFFSETs: 1480, 1996 e 2504. Não interferindo a comunicação necessita de um interlocutor.
na remontagem final do datagrama.
Essas soluções apenas retardaram o esgotamento de
Figura 4 - Fragmentação de Datagrama IP endereços IP. Hoje a IANA (organismo responsável pelo
controle da distribuição de endereços IP no mundo) não
dispõe mais de endereços IPv4.
As principais alterações em relação ao IPv4 são:
• Endereçamento: O IPv6 utiliza endereços de
128 bits contra os 32 utilizados pelo IPv4. Foi
introduzido mais uma tipo de endereço: anycast.
• Cabeçalho mais enxuto: O cabeçalho contém
menos campos que a versão anterior. Possibilitando
a redução da carga de processamento dos roteadores.
Com isso, os roteadores conseguem rotear mais
pacotes por unidade de tempo.
• Classificação e controle de fluxo: foi introduzido
um campo a mais no cabeçalho que idêntica o tipo
de tráfego (áudio, vídeo, dados, etc) permitindo que
um determinado tipo de tráfego tenha preferência
Fonte: Acervo Pessoal.
sobre outro.
• Mecanismos de criptografia e autenticação:
1.4. O protocolo IP versão 6 (IPv6) foram criados cabeçalhos específicos para dar
suporte a criptografia e autenticação.
O IPv6 é a nova versão do protocolo IP. O motivo • Fragmentação: A fragmentação agora ocorrerá
principal para o seu desenvolvimento foi devido ao somente no host de origem e não mais nos
esgotamento de endereços IPv4. Os primeiros estudos sobre roteadores intermediários. Antes do envio o host de
o provável esgotamento começaram a ser feitas no ano de origem descobre qual o MTU mínimo do caminho
1990. O problema da escassez de endereços começou com por onde o pacote irá trafegar. Com esse dado ele já
a divisão do endereçamento em classes, somente a classe A fragmenta o pacote na origem.
detém quase metade dos endereços IPv4 válidos. Lembrando • ICMPv6 com mais tipos de mensagens, como a
que são apenas 128 redes classe A e a maioria foram descoberta do MTU.
distribuídas para grandes empresas, como por exemplo: HP, • Suporte a datagramas jumbo: o tamanho
IBM e AT&T. Aliado a isso temos o aumento vertiginoso do máximo do campo de dados do protocolo IPv4 é de
número de usuários e dispositivos que se conectaram a rede. 64KBytes. O IPv6 permite que se transmita dados
Foram tomadas algumas medidas paliativas, medidas com tamanhos maiores que esse.
essas que apenas retardaram o esgotamento de endereços, 1.4.1. O Cabeçalho IPv6
foram elas:
• Utilização do conceito de máscaras associados O cabeçalho do IPv4 possui um tamanho mínimo
a endereços com o intuito de abolir a classificação de 20 bytes e máximo de 60 bytes. Contém doze campos
de classes. Estudamos sobre esse conceito nessa sendo que um campo era exclusivo para informar opções
mesma aula. complementares.
• A utilização do protocolo DHCP. Esse protocolo O cabeçalho do IPv6 possui um tamanho fixo de 40
permite que um dispositivo não necessite que se bytes. É composto por oito campos:
atribua um endereço IP a sua interface. Ao ser ligado • Versão (Version): possui o tamanho de quatro bits.
o dispositivo obteria um endereço IP através do Indica a versão do protocolo IP, no caso do IPv6 o
valor é 6.
33
• Classe de Tráfego (Traffic Class): possui o base.
tamanho de oito bits. Utilizado para identificar que o • Cabeçalho de Encapsulamento de segurança de
pacote pertence a uma determinada classe de serviço Dados (Authentication Header e Encapsulating
permitindo assim que o pacote tenha tratamento Security Payload): Identificado pelo valor 52
diferenciado (por exemplo, uma prioridade maior). no campo Next Header no cabeçalho base.
• Identificador de Fluxo (Flow Label): possui o Juntamente com o cabeçalho anterior garante a
tamanho de vinte bits. Utilizado para identificar que integridade dos dados transmitidos (o conteúdo que
o pacote pertence a um fluxo de comunicação de chegou ao destino é o que realmente foi gerado pela
uma determinada aplicação. origem) e autenticidade (garante que o emissor é
• Tamanho dos Dados (Payload Lenght): possui realmente quem diz ser).
o tamanho de 16 bits, indica o tamanho (em bytes) • Opções de destino (Destination Options):
dos dados que se segue ao cabeçalho. Caso o dado Identificado pelo valor 60 no campo Next Header
seja um datagrama jumbo, esse valor é zero. O no cabeçalho base. É utilizado para dar suporte a
tamanho do datagrama será especificado pelo mobilidade no IPv6.
cabeçalho de extensão hop-by-hop. Iremos falar
mais sobre cabeçalhos de extensão mais a frente. Todos os cabeçalhos de extensão são opcionais, são
• Próximo Cabeçalho (Next Header): possui o utilizados apenas caso o host de origem necessite informar
tamanho de oito bits. Era o antigo campo protocolo opções adicionais, como por exemplo, a ocorrência de
no IPv4. Esse campo indica qual o próximo fragmentação ou prover a autenticidade e integridade do dado
cabeçalho que se segue ao final do cabeçalho IPv6. transportado.
O IPv6 introduziu uma maneira nova de adicionar Ao final do cabeçalho de extensão será encadeado o
informações adicionais no cabeçalho. No IPv4 isso cabeçalho do protocolo da camada superior que está sendo
era feito através do campo opções. Por questões transportado: TCP (Identificado pelo valor 6 no campo Next
de dinamismo o IPv6 aboliu esse campo e criou o Header no cabeçalho anterior) ou UDP (Identificado pelo
que chamamos de cabeçalhos de extensão. Ao final valor 17 no campo Next Header no cabeçalho anterior), por
do cabeçalho IPv6 terá um outro cabeçalho, que exemplo.
pode ser o do protocolo da camada superior que • Limite de Encaminhamento (Hop Limit): Possui
está sendo transportado pelo datagrama IP (TCP tamanho de oito bits. Indica quantos saltos que o pacote IPv6
ou UDP) ou um cabeçalho de extensão que contém pode dar (a quantidade de roteadores por onde o mesmo
informações adicionais. Todos os cabeçalhos de poderá passar) antes de ser descartado.
extensão possuem o campo “Próximo Cabeçalho”. • Endereço de Origem (Source Address): Possui o
Assim várias opções podem ser informadas ao tamanho de 128 bits. Indica o endereço lógico de origem.
destino. Os roteadores intermediários processarão • Endereço de Destino (Destination Address): Possui
somente o primeiro cabeçalho de extensão (Hop- o tamanho de 128 bits. Indica o endereço lógico de destino.
by- Hop) os demais serão processados apenas no
host de destino. Dessa maneira, os roteadores não 1.4.2. Transição do Ipv4 para O
perdem tempo analisando opções que não lhe dizem Ipv6
respeito. Novas opções podem ser criadas no futuro
apenas criando novos cabeçalhos de extensão sem A transição do IPv4 para o IPv6 está sendo feita de forma
a necessidade de alterar o cabeçalho base. Logo gradual, dado visto que a imensidão da Internet uma troca
percebemos que existe uma ordem hierárquica no imediata de protocolos é impensável. Não está ocorrendo na
que diz respeito a sequência em que os cabeçalhos velocidade desejada, ainda é muito tímido o tráfego de pacotes
de extensão deverão ser apresentados. Em ordem da nova versão. Em nível de Brasil, analise o tráfego do IPv4
hierárquica os cabeçalhos de extensão são: pelo gráfico do site [Link] bin/all e confronte com
• Opções Hop-by-Hop: O valor para essa opção no o do IPv6: [Link] O que veremos
campo next header no cabeçalho base é 0. Utilizado é com o passar do tempo que o IPv4 acabará caindo em
para indicar que o pacote necessita de tratamentos desuso, pois a nova versão é mais robusta e mais rápida, e os
especiais. Também utilizado para indicar que é novos serviços que por ventura venham a ser lançados serão
transportado um datagrama jumbo. feitos apenas para a nova versão. O período de coexistência
• Opções de Roteamento: Identificado pelo valor de ambos os protocolos poderá durar indefinidamente. Para
43 no campo Next Header no cabeçalho base. permitir a interoperabilidade (permitir que um protocolo se
Essa opção é utilizada para dar suporte a mobilidade comunique com o outro) entre ambos os protocolos foram
no IPv6. criadas as seguintes técnicas:
• Opções de Fragmentação: Identificado pelo valor
44 no campo Next Header no cabeçalho base. • Pilha dupla de protocolos: Todos os sistemas
Essa opção será utilizada pelo host de destino na operacionais atualmente suportam as duas versões
remontagem dos datagramas fragmentados. do protocolo. O que é chamado de pilha dupla de
• Cabeçalho de Autenticação: Identificado pelo protocolos. A máquina possui endereços tanto IPv4
valor 51 no campo Next Header no cabeçalho quanto IPv6. Ou seja, a máquina “fala” ambos os
Introdução a Redes II 34
protocolos. 56 (alguém se propõe a ler esse número?) endereços. Como
Técnica da pilha dupla estudamos anteriormente, os endereços IPv4 são compostos
por 32 bits, dispostos em grupos de quatro octetos (grupo de
oito bits) separados por um ponto, na forma:

n.n.n.n
Onde, n é um número decimal entre 0 e 255

Os endereços IPv6 são representados por oito grupos de


16 bits cada um separados por dois pontos “:”. Cada grupo
de 16 bits é representado por dois números hexadecimais. São
escritos na forma:

HH:HH:HH:HH:HH:HH:HH:HH
Onde cada H representa um número hexadecimal.
Exemplo: 2001:abcd:0000:0000:5c20:9bff:fe56:49fd

Vamos começar a entender o endereçamento IPv6.


O endereço é dividido em duas partes, a primeira formada
pelos quatro primeiros grupos representa a rede e a segunda
formada pelos quatro últimos representa a interface de rede
dentro dessa rede.
No exemplo acima temos:
Fonte: Apostila de curso básico IPv6 oferecido pelo comitê [Link].
2001:abcd:0000:0000 – identifica a rede
5c20:9bff:fe56:49fd – identifica a interface dentro da rede
• Tunelamento: Permite que pacotes IPv6 sejam
transportados pelo protocolo IPv4 utilizando assim Continuando a decifrar o endereço IPv6 vamos nos ater
a infraestrutura já existente. Essa técnica é utilizada a parte que identifica a rede. Ela é subdividida em outras duas
para que hosts em redes IPv6 separadas por redes partes: uma chamada de prefixo global e outra chamada
IPv4 se comuniquem. Ou que hosts em redes IPv6 de identificador da sub-rede (também chamado de id da
se comuniquem com hosts em redes IPv4. Essa subrede). Não existe uma regra geral que defina o tamanho
técnica exige que exista um interlocutor entre as de cada uma, pois existem vários tipos de endereços IPv6 (que
duas redes. veremos mais a frente) e para cada tipo o prefixo global e o id
da sub-rede possuem tamanhos distintos. Mas no exemplo
Técnica de tunelamento dado acima temos que o prefixo global é 2001:abcd e o id
da sub-rede é 0000:0000.
Você deve estar se perguntando o porquê dessas
subdivisões. O motivo é que os endereços são organizados
de forma hierárquica para facilitar e agilizar o serviço de
roteamento. Representam uma região dentro do globo e
a identificação de um provedor dentro dessa região. Dessa
maneira, ao olharmos para o prefixo global, saberemos se o
endereço está nos Estados Unidos, Brasil ou qualquer outro
lugar do planeta.
Os endereços IPv6 são muito longos. Podemos fazer
algumas abreviações, seguindo as seguintes regras:
• Omitir os zeros à esquerda;
• Representar zeros contínuos com: “::” uma única
Fonte: Apostila de curso básico IPv6 oferecido pelo comitê [Link]. vez.

• Tradução: É utilizada para permitir que hosts que Tomando nosso endereço, exemplo anterior, podemos
possuam apenas uma versão do protocolo se abreviá-lo das seguintes maneiras:
comuniquem.
2001:abcd:0:0:5c20:9bff:fe56:49fd
1.4.3. ENDEREÇAMENTO 2001:abcd::5c20:9bff:fe56:49fd

O endereços IPv6 são compostos por 128 bits, o que Na primeira simplificação apenas omitimos os zeros à
pode gerar até [Link].[Link].607.431.76 esquerda e no segundo representamos os zeros contínuos
8.211.45340.[Link].[Link].[Link] com um duplo “dois pontos” (::).
35
Olhemos outros exemplos. prefixo ::FFFF: seguido pelo endereço IPv4. Por
fe00:0000:0000:0000:5c20:9bff:fe56:0cfd pode exemplo: ::FFFF:[Link].
ser abreviado como: fe00::5c20:9bff:fe56:cfd ou • Endereços utilizados na transição: Os endereços
fe00:0:0:0:5c20:9bff:fe56:cfd começados pelos prefixos 2002:: e 2001:0000:: são
utilizados pelos mecanismos de tunelamento 6to4 e
Notem que abreviamos o último grupo (0cfd), Teredo, respectivamente.
omitimos o zero a esquerda. Quando temos zeros contínuos • Os endereços utilizados em documentação: Os
é preferível a primeira abreviação! Outro detalhe é que endereços iniciados por 2001:db8:: são utilizados em
podemos substituir os zeros contínuos pelos duplo dois documentação, exemplos e testes e não são roteáveis
pontos apenas uma única vez. Assim é incorreto abreviar pela Internet.
o endereço 2001:abcd:0:0:5c20:0000:0000:0cfd por
2001:abcd::5c20::cfd. Outro detalhe é que devemos omitir Os endereços iniciados pelos seguintes prefixos não são
somente zeros à esquerda. Assim também seria incorreto mais utilizados e não são roteáveis:
abreviar o endereço 2001:ab cd:0:0:5c20:9bff:fe56:490d pelo • 3ffe:: - Endereços de testes utilizados no início da
endereço 2001:abcd:0:0:5c20:9bff:fe56:49d, pois não há como implantação do IPv6.
saber se essa abreviatura corresponde a 2001:abcd:0:0:5c20:9 • ::abcd – Esses endereços foram utilizados para
bff:fe56:490d ou a 2001:abcd:0:0:5c20:9bff:fe56:049d. mapear endereços IPv4 em endereços IPv6. Foi
susbstituído pela representação vista anteriormente
1.4.4. Tipos de Endereçamento IPv6 (::FFFF:abcd).
• fec0:: - Substituídos pelos endereços Unicast ULA
O IPv6 possui três tipos de endereçamento: que iremos ver mais a frente.
• Unicast: similar ao do IPv4 identifica uma única
interface. Um pacote endereçado a um endereço Os endereços para utilização normal são:
unicast será entregue a apenas uma interface. • Local Link: Utilizado para identificar uma interface
• Multicast: esse tipo de endereço também existe no dentro da rede local onde a mesma está conectada.
IPv4 e representa um conjunto de interfaces. Um Não é roteável, ou seja, não há como se comunicar
pacote endereçado para um endereço multicast com uma máquina que se encontra em outra rede
será entregue para as interfaces que fazem parte através de um endereço do tipo local link. Ele serve
daquele grupo. unicamente para a comunicação entre máquinas da
• Anycast: esse tipo de endereçamento não existia no mesma rede local. Os endereços desse tipo começam
IPv4. É similar ao multicast. Um endereço anycast com o prefixo fe80:0:0:0 (ou fe80::) seguido pelo
representa um grupo de interfaces, porém ao se identificador da interface no formato IEEE EUI-64
enviar uma mensagem a um endereço anycast irá (iremos ver esse formato mais a frente). Como por
receber o pacote a interface do grupo que está mais exemplo:
próxima da origem. Ao requisitar um vídeo no site do
youtube você é redirecionado para um servidor mais fe80::219:bbff:fec6:71a5 onde: fe80::- prefixo de rede
próximo de você, porém isso hoje é feito utilizando 219:bbff:fec6:71a5 – identificador da interface
um servidor central que fará o redirecionamento. (formato EUI-64)
Com o IPv6 sua requisição irá direto para o
servidor mais próximo, sem a necessidade de um • Global Local (Unique Local Address-ULA):
processamento central. Tornando mais eficiente e Quase semelhante ao anterior, não é roteável
rápido o acesso. globalmente, porém é roteável apenas na rede
local ou em um conjunto de redes locais (por
A seguir estudaremos melhor cada um desses tipos. exemplo, uma intranet). O propósito desse tipo de
endereçamento é permitir que máquinas em um
1.4.5. Endereços Unicast determinado conjunto de redes se comuniquem. Os
formatos desses endereços podem ser:
São vários os tipos de endereços UNICAST, temos
alguns que não são mais utilizados, outros utilizados para
FCHH:HHHH:HHHH: <[Link] sub-rede>:<[Link] interface>
propósitos especiais e outros para uso normal.
ou
Os de propósito especiais são:
FDHH:HHHH:HHHH::<[Link] sub-rede>:<[Link] interface>
• Loopback: semelhante ao loopback do IPv4 é
utilizado para se referenciar a própria máquina. É
Os dígitos HH são dígitos hexadecimais gerados
representado por ::1 (0:0:0:0:0:0:0:1)
aleatoriamente. Quando o endereço se iniciar por FC significa
• Endereço Não Especificado: Indica a ausência
que os prefixos HH foram gerados localmente. Se iniciar por
de endereço. É representado por :: (0:0:0:0:0:0:0:0)
FD significa que foram gerados por um organismo central.
• Endereço IPv4 mapeado: utilizado na transição
• Global Unicast: são similares aos endereços públicos
entre IPv4 e IPv6 para que hosts que utilizem esses
do IPv4. São roteáveis globalmente. Ou seja, são os
protocolos se comuniquem. É representado pelo
endereços que são alcançáveis globalmente dentro
Introdução a Redes II 36
da Internet. A faixa desses endereços é: roteador ou gateway o equipamento que conecta duas ou
de 2000:0000:0000:0000:0000:0000:0000:0000 mais redes fisicamente. A decisão de roteamento é realizada
a 3fff:ffff:ffff:ffff:ffff:ffff:ffff:ffff tanto pelos roteadores quanto pelos hosts.
O roteamento consiste em decidir por onde enviar o
Agora vamos aprender como gerar o identificador da datagrama baseado no endereço do destinatário. Existem
interface (últimos 4 grupos do endereço IPv6) baseado na dois tipos de roteamento: o direto e o indireto.
recomendação IEEE EUI-64. Para gerar esse identificador
utiliza-se o endereço físico da interface de rede (endereço 2.2. Roteamento Direto
MAC), estudado na Aula 1. São compostos por 6 bytes (48
O roteamento direto acontece quando os dois hosts se
bits). Cada byte é expresso em um valor hexadecimal. Como
encontram na mesma rede física. Nesse caso não é necessária
por exemplo: 00:19:bb:c6:71:a4.
a utilização de um roteador. O host de origem verifica se o
O identificador de rede será obtido da seguinte forma:
endereço pertence à mesma rede sua e através do protocolo
• Os três últimos bytes do identificador serão os três
ARP descobre o seu endereço físico e despacha o datagrama
últimos bytes do endereço MAC. Por enquanto o
em sua rede. Caso o endereço não faça parte de sua rede é
identificador ficará da assim: ::c6:71a4 .
necessário realizar o roteamento indireto.
• São inseridos os bytes fffe. Agora o identificador
está da seguinte forma: :ff:fec6:71a4. 2.3. Roteamento Indireto
• Adicione agora o segundo e terceiro byte do
endereço MAC (19:bb). Agora o identificador está O roteamento indireto é utilizado quando a máquina
da seguinte maneira: 19:bbff:fec6:71a4. de destino não se encontra na mesma rede da máquina de
• Agora falta a última etapa. Pega-se o primeiro byte, origem. Nesse caso, a mensagem terá que passar por um ou
transforma em binário e inverte-se o sétimo bit (se vários roteadores até alcançar o destino.
for 1 vira 0, se 0 vira 1). 00 em binário é 00000000. O transmissor, ao identificar que o destino se encontra
Invertendo o sétimo bit, temos: 00000010 que em em outra rede, deverá encaminhar o datagrama para o
hexadecimal é 02. Logo o identificador da interface roteador de sua rede e este, por sua vez, se encarrega de
ficará: 0219:bbff:fec6:71a4. encaminhar o datagrama para o destino.

Relembrando sobre o endereçamento IPv6. Vimos que é 2.4. Tabela De Roteamento


composto por oito grupos de dois bytes cada um. Os quatro
primeiros grupos identificam a rede e os quatro últimos Cada máquina, seja ela host ou roteador, possui uma
tabela de rotas. Essa tabela possui uma lista contendo um par
identificam a interface de rede. Foram justamente esses
(rede, gateway) que indica qual o gateway que deverá ser
quatro últimos números que aprendemos a gerar através utilizado para chegar a rede especificada.
da recomendação EUI-64. O endereço unicast do tipo link A decisão que um host deve tomar ao enviar um datagrama
local para a interface acima ficaria: fe80::0219:bbff:fec6:71a4. é: primeiro verificar se o destino se encontra na mesma rede.
A figura abaixo ilustra outro exemplo de cálculo de um Se a resposta for sim, deverá descobrir o endereço físico do
identificador de interface baseado na recomendação IEEE destino e realizar a entrega direta. Caso não se encontre na
EUI-64. Nesse exemplo o endereço MAC utilizado é o mesma rede, deverá encontrar o endereço físico do roteador
F4:6D:04:47:2F:67 e o identificador de Interface resultante que fará essa entrega e encaminhar o datagrama para o ele.
é F66D:04FF:FE47:2F67. A figura 5 ilustra seis redes interconectadas.

Figura 5 – Seis redes interconectadas

Fonte: Acervo Pessoal.


2- Funções da Camada
A tabela de roteamento do gateway G é dada na tabela 3:
2.1. Roteamento Destino Entregar em
[Link] [Link]
Como estudado na aula anterior, a arquitetura TCP/
IP foi desenvolvida pensado na interconexão de redes, [Link] Direto interface 1
para permitir que um host comunique-se com outro não [Link] Direto interface 2
importando quantas redes existam entre os dois. Ao processo [Link] [Link]
de encontrar o caminho (não sendo necessariamente o [Link] [Link]
melhor) damos o nome de roteamento. Chamamos de
37
[Link] [Link] BGP (border gateway protocol).
Enquanto o protocolo IGP preocupa-se em encontrar
Note que o gateway [Link] é utilizado várias vezes para
o melhor caminho dentro do AS, o EGP preocupa-se em
se encontrar outras redes. Podemos reescrever essa mesma
apenas achar um caminho, não importando se é o melhor ou
tabela da seguinte forma:
não. Isso se deve à dificuldade em decidir qual é o melhor
caminho, pois cada AS utiliza uma métrica diferente.
Destino Entregar em O protocolo BGP proporciona o controle de política de
[Link] [Link] acesso aos AS multiconectados. Com isso, um AS pode definir
[Link] Direto interface 1 regras como, por exemplo: o tráfego de um determinado AS
não poderá passar por aqui. Para se alcançar o AS y utilize o
[Link] Direto interface 2
AS x, tráfego do AS y não poderá passar pelo AS z, e assim
default [Link] por diante.

Incluímos uma nova definição, a da rota default (ou 2.6. Protocolo Icmp
gateway padrão), que será usada sempre que nenhuma outra
rota for encontrada na tabela de roteamento local. Outro protocolo do nível inter-rede é o ICMP (Internet
Control Message Protocol). Sua função é permitir que os
2.5. Sistemas Autônomos gateways reportem erros ou enviem mensagem de controle. O
destino final de uma mensagem ICMP é a camada inter-redes
Até agora demos exemplos de interconexão de redes e não as superiores. O protocolo ICMP somente informa os
simples. Imaginem em nível de Brasil, quantas redes erros e não os corrige.
interconectadas nós temos. Nesse cenário temos redes de
universidades que estão conectadas ao backbone da RNP O protocolo ICMP é encapsulado em um datagrama IP.
ou a backbone das operadoras de telecomunicações ou
conectadas a ambos. Temos também empresas conectadas a Cada mensagem ICMP tem um formato próprio, mas
backbone de operadoras. todas contêm os campos abaixo:
Chamamos de Sistemas Autônomos (AS) a um
conjunto de redes interconectadas sob o domínio ou • TYPE: identifica a mensagem. Ocupa 8 bits.
administração de uma entidade. Essa entidade decide qual • CODE: fornece mais informações sobre a
protocolo de roteamento irá ser utilizado em seus roteadores, mensagem. Ocupa 8 bits.
qual parâmetro (menor retardo, hops, confiabilidade, etc) será • CHECKSUM: usado pra verificação do pacote.
utilizado como métrica. Ocupa 16 bits. A seguir veremos alguns tipos de
Podemos classificar os AS em três tipos: mensagens ICMP.
• AS Stub: é um AS que está conectado somente a um
outro AS. Pode ser uma empresa ou universidade
2.6.1. Echo Request e Echo Reply
conectada a um backbone. É utilizado para verificar se uma máquina está ativa ou
• AS multiconectado: é um AS que possui conexões não. A figura 6 mostra o formato da mensagem. O campo
com vários outros AS, mas se recusa a transportar TYPE recebe o valor 8 se for um ECHO REQUEST,
tráfego de um AS para outro. Como, por exemplo, 0 se for ECHO REPLY. Os campos IDENTIFIER e
uma empresa multinacional que tem conexão com SEQUENCE NUMBER identificam qual mensagem foi
backbones nacionais e internacionais. enviada e qual está sendo recebida. O campo OPTIONAL
• AS de trânsito: similar aos multiconectados, mas DATA é opcional e pode conter dados como, por exemplo,
realizam o tráfego de um AS a outro. o tempo gasto para se alcançar uma máquina.

2.5.1. IGP Figura 6 – mensagem tipo Echo Request e Echo-


Reply
Os protocolos de roteamento utilizados dentro dos AS
são chamados de IGP (interior gateway protocol). E os
roteadores que trocam informações de roteamento somente
com os roteadores internos ao AS são chamados de vizinhos
interiores. Os principais e mais utilizados protocolos IGP
são: RIP, OSPF e IRGP. Os dois primeiros são protocolos
abertos (não têm suas patentes requeridas) e o último é de
propriedade da CISCO e utilizado em seus roteadores. Fonte: Acervo Pessoal.

2.5.2. EGP 2.7. Destino não Alcançável


Os roteadores que interconectam os AS são chamados Utilizado para informar que um destino (host ou rede)
de roteadores de borda, e os protocolos de roteamento não está alcançável. O formato da mensagem está ilustrado na
utilizado por eles são: EGP (exterior gateway protocol) e figura 7. O campo CODE carrega o motivo da mensagem.
Introdução a Redes II 38
Valor Significado Vimos as diferenças entre a versão quatro e a versão seis desse
protocolo. Estudamos também o processo de fragmentação
0 Rede não alcançável de datagramas, qual a sua causa e como é feita a remontagem
1 Host não alcançável dos mesmos ao chegar ao destino.
2 Protocolo não alcançável 2- Funções da Camada
3 Porta não alcançável
Nessa seção, aprendemos sobre roteamento, vimos
4 Fragmentação necessária e BIT DF presente. sobre os dois tipos de roteamento existentes: direto e
5 Rota de origem falhou indireto. Estudamos o papel de um gateway em uma rede.
6 Rede de destino desconhecida Aprendemos sobre os sistemas autônomos, seus tipos e
protocolos utilizados. E por último estudamos o protocolo
7 Host de destino desconhecido ICMP, utilizado para que sejam trocadas informações de
8 Host de origem isolado controle entre máquinas na rede. Estudamos as diversas
9 Comunicação proibida com a rede de destino mensagens transportadas por esse protocolo.
10 Comunicação proibida com o host de destino
11 Rede inalcançável para ToS
Vale a pena
12 Host inalcançável para ToS

Figura 7 – Mensagem de destino não alcançável

Vale a pena acessar

RNP. Portal IPv6 Brasil. Disponível em: [Link]


Fonte: Acervo Pessoal.
[Link]. Acesso em: 01/03/2013.
RNP. Roteamento: O que é Importante Saber.
2.8. Controle de Fluxo e de Disponível em: [Link]
Congestionamento html. Acesso em: 01/03/2013.
Microsoft. Roteamento IP. Disponível em: http://
Um gateway utiliza uma mensagem do tipo [Link]/pt-br/library/cc785246(v=ws.10).
QUENCHE para avisar ao remetente que pare de enviar aspx. Acesso em: 01/03/2013.
mais pacotes, pois está com suas filas de envio de pacotes De Alexandre, Cleber Martin; Ascenso, Eduardo.
cheias e não tem mais espaço para armazenar novos pacotes, Sistemas Autônomos (AS) Brasileiros – Introdução.
tendo que descartar os novos pacotes que chegarem. A Figura Disponível em: [Link]
8 ilustra essa mensagem. O campo INTERNET HEADER [Link]. Acesso em: 01/03/2013.
conterá o endereço do gateway problemático, mais 64 bits Filippetti, Marco. Afinal, o que é um Sistema
do datagrama. Autônomo (AS)?. Disponível em: [Link]
Figura 8 – Mensagem tipo Quenche br/2009/11/10/afinal-o-que-e-um-sistema-autonomo-as/.
Acesso em: 01/03/2013.

Vale a pena assistir


Fonte: Acervo Pessoal.
Youtube. CPRE - Entendendo o IPv6. Disponível
Retomando a aula em: [Link]
Acesso em: 03/01/2013.
YouTube. Entenda como vai funcionar o iPV6.
Disponível em: [Link] [Link]/watch?v=B_f_
G5xo6ok. Acesso em: 01/03/2013. Youtube. Webcast
Chegou o momento de relembrar o que aprendemos.
Microsoft - Roteamento IP - Preparatório Exame
Infraestrutura Disponível em: [Link]
watch?v=rMZ02eAZRFM. Acesso em: 01/03/2013.
1- O Protocolo IP
Nessa primeira seção, estudamos o formato do
protocolo IP, vimos a sua estrutura e seu funcionamento.

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