Introdução - Conceitos Importantes
se Estado Democrático de direito = sejam instituídos e fundamentados na diversidade de valores culturais.
Normas materiais -> padrões de conduta/comportamento
x
Normas processuais -> instituição de um método de resolução de conflitos
Surge quando uma norma material é quebrada e gera um conflito, então precisamos de um procedimento,
exercida pelo então precisamos de um procedimento para a resolução. (Como proceder?)
judiciário
Autocomposição
Resolução consensual do conflito, sem a intermediação de terceiros, apenas com as vontades das partes.
[ Renúncia -> desistência de uma das partes (lesado);
Acordo -> decisão entre as partes.
Autotutela -> vingança privada (ilegal -> exercício arbitrário das próprias razões, Art. 359, CP)
Pela imposição da vontade, impondo o sacrifício do interesse alheio com violência. &
&
Ex: tatuar “ladrão” na testa do criminoso de forma forçada.
Heterocomposição
Resolução de um conflito através da interferência de um terceiro.
I
Conciliação -> desistência de uma das partes (lesado); intervém no conflito e sugere soluções para o conflito de forma
mais ativa.
Meditação -> mediador deve facilitar o diálogo e reaproximar as partes, mas sem sugerir soluções.
Arbitragem -> o árbitro intervém para julgar o conflito, e diferentemente do judiciário, é necessário consenso entre os
litigantes através do compromisso arbitrário. Só se dedica a resolver conflitos que envolvam direitos patrimoniais
disponíveis. Não necessariamente o árbitro tem que ser formado em direito, ele pode ser especializado na área do conflito.
O compromisso arbitral é convencionado previamente.
Processo -> método de resoluções de conflitos, com a intervenção do juíz, incumbido de julgar qualquer tipo de conflito,
com observância obrigatória dos princípios-constitucionais-processuais, do contraditório, da ampla defesa, da isonomia,
da fundamentação das decisões, entre outros.
inafastabilidade
acesso à justiça - da jurisdição
-
art 5º, XXXV, CF e art 3º, CPC
Processo -> método de resolução de conflitos que se desenvolve perante a jurisdição, caracterizando-se por ser um direito
fundamental, cuja implementação concreta depende da observância de princípios-constitucionais-processuais (contraditório,
isonomia, ampla defesa, fundamentação das decisões, publicidade, etc). O seu objetivo é a produção de decisões judiciais protegidas
pela coisa julgada.
art 5º, XXXVI, CF qualidade que torna indiscutível, imutável, imodificável o segurança jurídica
conteúdo da decisão jurídica de mérito, transitada em julgado.
julgamento do pedido formulado
iter -> caminho, rito
Procedimento -> sequência jurídica de atos processuais coordenados com o objetivo de produzir sentenças. Nesta sequência , há
uma relação de dependência entre os atos, de maneira que o subsequente dependa de seu antecedente, e assim, sucessivamente,
até o provimento final.
1 -> Petição Inicial 2 -> Registro/ Distribuição 3 -> Citação 4 -> Audiência de Conciliação
Não Sim
Acordo
8 -> Instrução 7 -> Saneamento 6 -> Réplica
I
9 -> Alegações Finais 10 -> Sentença
5 -> Resposta/Defesa 5 -> Sentença
Homologatória
Legenda
Fase postulatória Fase saneatória Fase de Provas/Instrutória/Probatória Fase Decisória
Processar -> deduzir pretenção em juízo.
Pretenção -> trata-se do pedido formulado em relação ao direito material para o qual a tutela jurisdicional se destina. Tem prete-
nção, o sujeito que teve o seu direito violado por outra pessoa, e demanda em juízo, exigindo a reparação deste direito. Assim, a
pretenção surge da articulação dos fatos ocorridos e do direito material violado, já que ela é a conclusão da causa de pedir, ou seja,
o que será pedido para que o judiciário decida na sentença.
Mérito -> a Lide nos limites do objeto imediato do pedido. Isso significa que o mérito é a soma da pretenção e da resistência, que o
juíz apreciará e julgará quando for prolatar sentença. Portanto, o mérito é o objeto de julgamento da tutela jurisdicional.
Pedido -> é sinônimo de pretenção, refere-se à tutela do direito material e será decidida em sentença.
Lide -> sinômino de Litígio e se caracteriza por ser um conflito de interesses qualificado pela pretenção resistida.
Autos -> é o caderno processual, ou seja, o instrumento escrito que materializa a prática dos atos processuais. Atualmente os autos
do processo são digitais.
Causa de pedir -> Consiste nos fatos relativos a situação litigiosa (causa de pedir remota) e nos fundamentos jurídicos (causa de
pedir próxima) aplicáveis à relação litigiosa. A aplicação dos fundamentos jurídicos aos fatos ocorridos tem por consequência, o
surgimento da pretenção, ou seja, o pedido é a conclusão da articulação entre causas de pedir.
Partes -> são os sujeitos parciais, envolvidos na situação litigiosa. Denomina-se autor o titular do direito subjetivo lesado, que vai a
juízo, exigir de outrem a reparação deste direito. O autor ocupa o polo ativo da ação. Já o réu, que ocupa o polo passivo da ação, é
aquele contra quem o ocupa a pretenção. É em tese, o responsável pela violação do direito cuja reparação se requer.
Sentença -> o ato do juíz, responsável pelo julgamento dos pedidos formulados, e que encerra o processo jurisdicional no 1º grau. É,
portanto, o ato que coloca fim ao procedimento, podendo ser com julgamento de mérito (art 487º, CPC, 2015) ou sem resolução de
mérito (art 485º, CPC, 2015).
Vara -> é o local físico onde se situa o juízo, órgão responsável pelo exercício da jurisdição, pode ser especializada de acordo com a
matéria a ser julgada, ou ter competência comum (aprecia qualquer tipo de ação que não verse direito do trabalho, direito
eleitoral, direito militar, ou matéria federal).
Juíz -> o agente público responsável pela prestação da jurisdição. Deve ser investido no cargo de magistrado após a aprovação em
concurso público de provas e títulos realizados entre formados em direito, com no mínimo, 3 anos de experiência jurídica.
Juízo -> é o órgão incumbido de realizar a jurisdição, cada vara, possui um juízo,e cada juízo deve ser ocupado por dois juízes, sendo
um titular e um substituto.
Comarca -> é a circunscrição territorial, criada pelas leis de organização judiciária, onde pelo menos um juízo exerce jurisdição. Cada
comarca terá sede em um município, podendo, no entanto, englobar mais de um município. Ocorre que, como o poder judiciário tem
sua organização delegada, apenas aos estados e a união federal, não são os municípios que criam comarcas, mas os estados. Já a
união federal criará seções judiciárias, semelhantes as comarcas, onde existirão varas da justiça federal, ou da justiça do trabalho,
ou da justiça militar. A justiça eleitoral será organizada pela união com colaboração dos estados, de forma que as comarcas terão
cartórios eleitorais, a capital do estado será sede de um TRE, em Brasília, há o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Foro -> sinônimo de lugar, lugar ou comarca que a ação deverá ser ajuizada. Por isso, fala-se em foro competente, quando se
indaga pelo local onde o autor distribuirá sua causa.
Fórum -> sede física do judiciário existente nas comarcas, onde se localizam as varas.
Jurisdição -> vem do latim juris dictio (dizer o direito) assim, a jurisdição insiste na atividade desempenhado pelo poder judiciário
(estado-juíz) de resolver conflitos e aplicar o ordenamento jurídico aos casos que são levados a sua apreciação. Deve ser prestado de
acordo com o devido processo constitucional, por juízes competentes e imparciais que proferirão decisões com força de lei, ou seja,
protegidas pela coisa julgada. A jurisdição tem caráter substitutivo da vontade dos particulares, é monopólio do Estado, e suas
decisões tem força coercitiva entre aqueles que participaram do processo. Divide-se em: Contenciosa (quando existe lide) e Voluntária
(quando não existe lide, mas o judiciário intervém para promover eficácia jurídica em negócios jurídicos particulares).
Tutela legal / Auto defesa
Meios autorizados por lei para que as próprias partes envolvidas no litígio, resolvam o conflito sem que haja intervenção do Estado,
através apenas da vontade daquele que teve, supostamente, o seu direito violado, que tenha autorização para repelir a violação
utilizando meios úteis, proporcionais e necessários.
Legítima defesa:
Desforço Necessário:
Autorização de indisponibilidade de bens pela Fazenda Pública:
Jurisdição
Características
Substitutividade
A substitutividade refere-se à função do Estado em substituir a vontade das partes envolvidas no conflito. Ou seja, quando as partes
não conseguem resolver suas disputas de forma amigável, o Estado intervém para oferecer uma solução final e autoritativa. Isso
significa que o Estado atua como um terceiro imparcial para resolver o litígio.
Exclusividade (Monopólio do Estado)
O monopólio do Estado na jurisdição indica que apenas o Estado tem o direito exclusivo de resolver conflitos e emitir sentenças que
têm força de lei. Ninguém pode exercer a função jurisdicional sem a autorização estatal, garantindo que todas as decisões sejam
feitas dentro de um sistema judicial formal e regulamentado.
Imparcialidade (Princípio do Juízo Natural)
A imparcialidade é essencial para garantir a justiça no processo. O princípio do juízo natural assegura que o juiz deve ser neutro e
não ter interesse direto no resultado do litígio. Isso ajuda a garantir que todas as partes sejam tratadas de forma justa e equitativa.
Inércia
A inércia refere-se ao fato de que o processo judicial não começa por iniciativa do Estado, mas sim a partir da ação das partes. O
&
Estado só age quando provocado por uma das partes, ou seja, não toma a iniciativa de iniciar um processo por conta própria,
exceto em situações específicas previstas por lei.
Unidade (Aderência Territorial)
A unidade territorial significa que a jurisdição é exercida de forma coerente dentro de um determinado território. As decisões
judiciais são vinculativas e têm efeito apenas dentro da jurisdição territorial específica do tribunal que as emitiu. Isso assegura que
o processo seja administrado de forma consistente dentro dos limites geográficos estabelecidos.
Definitividade
A definitividade é a característica que garante que as decisões judiciais sejam finais e obrigatórias, uma vez que não há mais
possibilidades de alteração ou revisão pelas mesmas partes. A sentença judicial tem um caráter definitivo, encerrando o litígio e
obrigando as partes a aceitar a decisão.
Imperatividade
A imperatividade refere-se à capacidade das decisões judiciais de impor obrigações às partes envolvidas. As sentenças judiciais
são obrigatórias e devem ser cumpridas, mesmo que as partes não concordem com elas. Isso confere ao processo judicial a
autoridade necessária para garantir a execução das decisões.
Inafastabilidade
A inafastabilidade é o princípio segundo o qual ninguém pode se esquivar do poder jurisdicional. Isso significa que todas as pessoas
têm o direito de recorrer ao sistema judicial para buscar a resolução de seus conflitos. Nenhum litígio pode ser excluído do âmbito
da jurisdição estatal, garantindo o acesso universal à justiça.
Indelegabilidade
A indelegabilidade refere-se à impossibilidade de delegar a função jurisdicional a terceiros não autorizados. Apenas autoridades
judiciais oficialmente designadas e qualificadas pelo Estado podem exercer a função jurisdicional. Isso assegura que a adminis-
tração da justiça seja realizada por profissionais devidamente capacitados e regulamentados.
Investidura
A investidura é o ato pelo qual um juiz ou tribunal é formalmente designado para exercer a função jurisdicional. Esse processo de
designação é realizado pelo Estado e confere ao juiz a autoridade para atuar no julgamento dos casos. A investidura garante que
os responsáveis pela administração da justiça tenham a legitimidade e a autoridade necessárias para exercer suas funções.
Organização Jurisdicional
Justiça Estadual Justiça Federal
Jurisdição Comum Jurisdição Especializada
Competência Residual pra julgar tudo que não é trabalhista, Competente pra julgar tudo que é trabalhista (Art. 114),
eleitoral ou militar. Contudo, na jurisdição comum estadual, só eleitoral (Art. 118 á 121) ou militar (Art. 124).
se julgam ações que não envolvam interesse da União (Art 125 Jurisdição Comum -
Competência residual
e 126, CF) Competente pra julgar tudo que não é trabalhista, eleitoral
ou militar. Contudo, na jurisdição comum federal, só se
julgam ações que envolvam direta ou indiretamente a União
(Art 109, CF)
Competência dos Órgãos
é o poder de exercer a jurisdição nos exatos limites estabelecidos em lei. É o âmbito dentro do qual o juiz pode exercer a
jurisdição. É em razão dela que se especializam os vários órgãos jurisdicionais que têm suas atribuições definidas por lei.
Atribui competência aos órgãos do Tribunal e seu funcionamento.
Distribuição de Competência
Feita pela Constituição, inclusive as estaduais, leis, regimentos internos e negócios processuais (eleição de foro – art. 63).
os Federal
Competência Material
Estadual
Competência Formal
&
Lei de organização judiciária
(cada estado tem uma) +
Código de Processo - CPC; CPP, CLT
Art. 102, II e Art. 105, CF (STF, STJ)
( Divisão do Tema da ação São acordos ou convenções celebrados entre os litigantes
Justiça Federal -> Art. 109 para estabelecer as regras processuais aplicáveis ao caso,
Justiça do Trabalho -> Art. 114 de acordo com as suas particularidades, para ajustar as
Constituição dos Estados distribui Justiça Eleitoral -> Art. 118 á 121 regras escolhidas às especificidades da demanda.
competência aos tribunais de justiça Justiça Militar -> Art. 124 Todo negócio processual deve atender o disposto no Art. 190
do estado. Há também, distribuição Justiça Estadual -> Art. 125 e 126 do CPC, que exige que os negociantes sejam pessoas
de competência funcional (fôro por capazes, que a matéria discutida admita auto composição e
prerrogativa de função) aos tribunais que o objeto do acordo sejam direitos ou faculdades, ônus e
de justiça, para processar e julgar deveres processuais das partes. O negócio, no entanto, não
governadores e parlamentares estaduais pode afastar garantias processuais fundamentais das
por atos praticados no exercício da função. partes (ex: contraditório, direito ao recurso, limitação de
produção de prova, etc).
autoridade necessária para garantir a execução das decisões.
Inafastabilidade
A inafastabilidade é o princípio segundo o qual ninguém pode se esquivar do poder jurisdicional. Isso significa que todas as pessoas
têm o direito de recorrer ao sistema judicial para buscar a resolução de seus conflitos. Nenhum litígio pode ser excluído do âmbito
da jurisdição estatal, garantindo o acesso universal à justiça.
Indelegabilidade
tração da justiça seja realizada por profissionais devidamente capacitados e regulamentados.
Investidura
A investidura é o ato pelo qual um juiz ou tribunal é formalmente designado para exercer a função jurisdicional. Esse processo de
designação é realizado pelo Estado e confere ao juiz a autoridade para atuar no julgamento dos casos. A investidura garante que
Tipo de Competência
Competência Absoluta Competência Relativa
É definida a partir de critérios de ordem pública. Por isso, é É definida a partir de critérios de particulares. Por isso, admite
imodificável/indelegável. vontade das partes.
É fixada a partir dos seguintes critérios: matéria, pessoa e É fixada a partir dos seguintes critérios: território e valor
funcional. de causa.
A incompetência absoluta deve ser alegada em preliminar A incompetência relativa depende da provocação da parte
de contestação, mas não se submete à preclusão e pode prejudicada em preliminar de contestação sob pena de
ser alegado a qualquer tempo e grau de jurisdição e ser Prelusāo. É, portanto, prorrogável.
reconhecida de ofício.
Atenção!
Ambas incompetências, quando declaradas, gerarão delegação de competência, ou seja, REMESSA DOS AUTOS, ao
juízo competente, aproveitando-se as decisões proferidas pelo juízo incompetente, se não causarem prejuízo as
partes, ate que as outras sejam produzidas em seu lugar ( Art. 64, §4, CPC)
Tipos de Competência por critério de Definição
1) Competência Material (m razão da materia) - Ratione Materae = tema
Ex: art 114, CF -> Justiça Trabalho
Art. 118 a 121, CF -> Justiça eleitoral
2) Competência em razão da pessoa - Ratione Personal
Depende das partes incluídas no polo ativo/passivo da lide.
Ex: art 109, CF
Leis 10.259 e 12.153
Justiça federal, juizados federais e da fazenda pública e da justiça militar.
3) Competência Funcional
Função desempenhado pelo órgão judiciário
Ex: Tribunal do Júri (2 fases)
4) Competência Territorial - Ratione Locci
Comarca
Ex:art46, CPC, foro do domicilio do réu - acoes que discutem direito pessoal
5) Competência em razão do valor da causa
Valor dos pedidos.
Ex: lei 9,099/95. -> Jesps civis
Conflito de Competência
Positivo
Negativo
Competência
Regras gerais de competência CPC/15 relativa, apenas
Regras gerais de competência territoriais para ações civis ( ñ penal, exceção trabalhistas) o critério
territórial.
Não se enquadram na regra do
art 46, Caput, CPC, as ações que
visem sobre relações de
consumo que devem ser
ajuizados no foro domicílio do
consumidor.
Segundo o Art. 100, CDC, o foro
tem competência funcional
absoluta para julgar causa
sobre direito do consumidor.
Direitos reais -> são aqueles que Competência relativa tem que pedir
incidem sobre os “bens” imóveis e Na competência absoluta a parte não precisa pedir, porque
móveis como propriedade, a de ofício o juíz vai declarar. Ela não perde
hipoteca, o usufruto, o direito do Preclusão - perda de oportunidade processual
promissário comprador, e todos
aqueles citados no art. 1225, CC/02.
A incompetência relativa preclui. Depende de provocação
Deve se ajuizar no foro do lugar da da parte. Momento adequado é a preliminar de
coisa. (Lugar da casa). contestação. Não pode declarar de ofício. Juíz torna-se
competente. Porque é só lugar.
Art.47, §2 -> Ações Possessórias
Imobiliárias são julgadas no foro
Incompetência absoluta não preclui, a parte pode alegar
da situação da coisa, com
Momento adequado é a preliminar de contestação. Mas se
competência funcional absoluta.
ela não fizer, ela pode fazer depois, qualquer pessoa pode
e o juíz pode declarar de ofício.
Possuidor -> Aquele que exerce poder de fato sobre uma coisa, como se sua fosse.
Pode ser molestado na posse.
Quando perde a posse, ele sofre esbulho.
Ação possessória ->
Reintegração de posse, afastar a queixa de esbulhos, retomar o que foi perdido. (Ex:
mudou a cerca e comeu parte do terreno)
Manutenção de posse - turbação (perturbação na posse sem que aja a efetiva perda)
(Passar com os bois no caminho)
Interdito proibitoro- fazer cessar a ameca de esbulho ou turbacao. Tutela inibitória para
previnir um ato que ainda não ocorreu.
4 STJ entende que
absoluta
é funcional =7
além do territorial
absoluta
é funcional =
STJ entende que
além do territorial
Emportanto-
e e
Ai
si
Nas causas que haja
conexão ou continência, e
não seja possível alterar a
competência do juízo, uma
vez que tais causas tramitam
em juízos de competências
materiais distintas, o juíz de
uma das causas,
entendendo que há relação
de prejudicialidade entre
elas, pode determinar a
suspensão do processo que
depende do outro, até que
haja prolação de sentença na
“ação principal”. Tudo isso
nos termos do art. 313 IV.
Ocorre conexão, quando duas ou mais ações forem idênticas em relação ao pedido ou
a causa de pedir.
(Fatos e fundamentos jurídicos).
Presente a conexão, pode ser declarada de ofício ou alegada por qualquer das partes,
de forma que, se reconhecida, importará na reunião dos processos conexos. Junto ao
juízo que recebeu a primeira das ações, denominado juízo prevento, para que sejam
julgadas simultaneamente. A conexão só pode ser declarada antes da aprovação de
sentença, e só modificará competência de juízos que tem a mesma competência
material, o que significa, que a conexão não altera competência absoluta.
Existe continência, quando duas ou mais ações tiverem identidade de partes, causa de
pedir, e o pedido de uma for mais abrangente que o pedido das demais.
Nesse caso, chama-se a ação com l pedido mais abrangente, de ação continente,
denominando-se contida a ação com o pedido menos abrangente.
A continência também pode se reconhecida de ofício ou objeto de pedido da parte, e
seu efeito, caso seja declarada, será o de promover a reunião dos processos para
julgamento conjunto, junto ao juízo prevento, se a ação contida foi distribuída antes da
continente. Todavia, se a ação continente for distribuída antes, a ação contida será
extinta sem resolução de mérito. A continência só pode ser declarada antes da
aprovação de sentença e não altera competência absoluta.
Unidade 08
Movimento Florença
O Movimento Florença ocorreu no final do século XVIII e início do século XIX, principalmente na cidade de Florença, Itália. Esse
movimento teve um impacto significativo na organização e modernização do sistema judiciário, especialmente no que diz respeito
à jurisdição e ao processo.
Contexto
Florença, durante esse período, era um importante centro cultural e político, e as ideias iluministas estavam em alta. Isso trouxe
uma nova visão sobre o papel do Estado, dos direitos individuais e da justiça. O Movimento Florença estava intimamente ligado à
busca por reformas jurídicas que refletissem as novas ideias do Iluminismo, como a liberdade, a igualdade e a racionalidade.
Características
A) Racionalização do Processo Judicial: O movimento buscou um sistema judicial mais claro e racional, com regras bem definidas,
que garantissem a imparcialidade e a eficiência na administração da justiça.
B) Acesso à Justiça: Uma das bandeiras do movimento era o acesso à justiça para todos, independentemente de classe social. Isso
significava tornar os tribunais mais acessíveis e eliminar práticas que favoreciam as elites.
C) Proteção dos Direitos Individuais: O movimento enfatizava a importância dos direitos individuais e a proteção contra abusos de
poder, promovendo a ideia de que o Estado deveria respeitar e garantir esses direitos.
D) Inovações na Jurisdição: O Movimento Florença influenciou a criação de tribunais com jurisdição especializada e a implementa-
ção de procedimentos que visavam agilizar a resolução de conflitos, refletindo uma visão mais moderna da justiça.
E) Influência nas Codificações: As ideias surgidas no Movimento Florença foram fundamentais para as codificações legais que
ocorreram posteriormente na Europa, especialmente no que diz respeito à criação de códigos civis que sistematizavam as leis e
garantiam direitos.
Impacto
O Movimento Florença é considerado um marco na história da jurisdição, pois contribuiu para a transição de um sistema judicial
arcaico para um modelo mais moderno e eficiente. As reformas que surgiram desse movimento ajudaram a moldar os sistemas
jurídicos contemporâneos, com um foco na justiça como um direito fundamental e na necessidade de um processo legal transpa-
rente e acessível.
Unidade 08
Teorias do Proceo
Foram sendo construídas a partir das 3 fases de evolução científica do direito processual. Jurisdição
Processo
Ação
1) Fase Imanetista -> processo é “apêndice” do Direito Privado. Não há autonomia conceitual.
2) Fase Científica -> tentativa de “automatizar” o direito processual, a partir da criação da “teoria dos pressupostos processais e
condições da ação” - Bülow
3) Fase Publiscista -> processo ramo de direito público e direito de ação é público e incondicionado.
E) Influência nas Codificações: As ideias surgidas no Movimento Florença foram fundamentais para as codificações legais que
ocorreram posteriormente na Europa, especialmente no que diz respeito à criação de códigos civis que sistematizavam as leis e
garantiam direitos.
Efeitos
Quando ocorre a evicção, o Código Civil Brasileiro garante certos direitos ao evicto, conforme descrito nos artigos 450 e 1.201 a 1.214.
Esses direitos incluem:
A) Indenização pelos frutos: Conforme os artigos 1.201, 1.202 e 1.214, o evicto tem direito a ser indenizado pelos frutos que o bem
gerou, como rendimentos, lucros ou produtos.
Exemplo: se o bem era um imóvel que gerava aluguel, o evicto deve ser indenizado por esses valores.
Art. 1201, CC
O possuidor de boa-fé tem direito, enquanto ela durar, aos frutos percebidos.
Este artigo trata dos frutos que o possuidor de boa-fé pode reter enquanto está de posse de um bem. Em caso
de evicção, o evicto (possuidor de boa-fé) pode reter os frutos gerados pelo bem (por exemplo, aluguel) até o
momento em que souber da reivindicação do verdadeiro proprietário.
Unidade 08
Princípios Proceuais Fundamentais
(Garantias) ou Normas Fundamentais Peoceuais
Funções dos Princípios Processuais
2) Fase Científica -> tentativa de “automatizar” o direito processual, a partir da criação da “teoria dos pressupostos processais e
condições da ação” - Bülow
3) Fase Publiscista -> processo ramo de direito público e direito de ação é público e incondicionado.
E) Influência nas Codificações: As ideias surgidas no Movimento Florença foram fundamentais para as codificações legais que
ocorreram posteriormente na Europa, especialmente no que diz respeito à criação de códigos civis que sistematizavam as leis e
garantiam direitos.
Efeitos
Quando ocorre a evicção, o Código Civil Brasileiro garante certos direitos ao evicto, conforme descrito nos artigos 450 e 1.201 a 1.214.
Esses direitos incluem:
A) Indenização pelos frutos: Conforme os artigos 1.201, 1.202 e 1.214, o evicto tem direito a ser indenizado pelos frutos que o bem
gerou, como rendimentos, lucros ou produtos.
Exemplo: se o bem era um imóvel que gerava aluguel, o evicto deve ser indenizado por esses valores.
Art. 1201, CC
O possuidor de boa-fé tem direito, enquanto ela durar, aos frutos percebidos.
Este artigo trata dos frutos que o possuidor de boa-fé pode reter enquanto está de posse de um bem. Em caso
de evicção, o evicto (possuidor de boa-fé) pode reter os frutos gerados pelo bem (por exemplo, aluguel) até o
momento em que souber da reivindicação do verdadeiro proprietário.