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AVC: Tipos, Sintomas e Tratamento

O documento aborda o Acidente Vascular Cerebral (AVC), detalhando fatores de risco, tipos, sinais de alerta, consequências e medidas preventivas. Discute também o tratamento, incluindo a trombólise para AVC isquêmico e cuidados na fase aguda, além de intervenções de enfermagem. Por fim, menciona a importância da reabilitação e acompanhamento de pacientes com afasia e disfagia.

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AVC: Tipos, Sintomas e Tratamento

O documento aborda o Acidente Vascular Cerebral (AVC), detalhando fatores de risco, tipos, sinais de alerta, consequências e medidas preventivas. Discute também o tratamento, incluindo a trombólise para AVC isquêmico e cuidados na fase aguda, além de intervenções de enfermagem. Por fim, menciona a importância da reabilitação e acompanhamento de pacientes com afasia e disfagia.

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AVC

Fatores de Risco o Incontinência urinária ou incontinência


intestinal;
o o Desequilíbrio/ Queda/ Desmaio;
Não Modificáveis Modificáveis
o Ataxia: Falta de coordenação dos movimentos de
•Idade •HTA diferentes partes do corpo;
Doença súbita, que afeta uma zona localizada do •Sexo (até 50 anos, •DM o Alteração do estado de consciência
encéfalo, produzindo, portanto, sintomas e sinais >prevalência nos •Obesidade
homens) •Hiperlipidémia
deficitários consoante a área afetada.
•Heteditariedade •Contracetivos orais
•Raça •Tabaco, alcool, vida
•AVC's anteriores sendentária
•Fibrilhação atrial

Medidas preventivas
o o Controlo da TA; o Controlo do peso;
o Dietas hipossalinas, o Moderação na
pobres em gorduras ingestão de bebidas
saturadas e ricas em alcoólicas;
Tipos de AVC frutas, vegetais e o Abstinência de
fibras; tabaco;
Isquémico
o (85% dos casos): Obstrução proximal de o Promoção do o Profilaxia da febre
uma artéria (trombo, êmbolo ou compressão) → exercício físico; reumática
Morte do tecido → ↓sangue e 02 → Deficit
neurológico. Este pode ser: Sinais e Sintomas de Alerta
o Embólico
o o Hemiparesia ou hemiplegia;
o Trombótico
o Perda de sensibilidade do hemicorpo;
o Lacunar (sobretudo em HTA não controlada)
o Desvio da comissura labial;
Hemorrágico (mortalidade 50-70%): Provocado por o Perda parcial da visão ou audição;
hemorragias intracerebral, parenquimatosa ou o Diplopia: Perceção de duas imagens de um único
subaracnoide objeto;
o Náuseas e vómitos;
Acidente Isquémico Transitório (AIT): Alteração da o Disartria: Dificuldade na articulação de palavras;
função cerebral que dura < 1hora → Bloqueio o Afasia: Dificuldade em pensar na palavra
temporário do fornecimento de sangue ao cérebro adequada ou na expressão;
o Agnosia: Incapacidade em reconhecer as partes
do corpo;

Beatriz Gonçalves │ Ualg – ESS Enfermagem


Alterações Decorrentes da Lesão
DEFICIÊNCIA Perturbações temporárias ou
o o Motoras: Flacidez; plasticidade; alteração do permanentes ao nível de um órgão/ função que
padrão de postura; hemiplegia; alteram o corpo, aparência ou organização Grupo Farmacológico: 4. Sangue, 4.3 Anticoagulantes e
o Função sensorial: tátil, térmica, dolorosa, psicofisiológica. anti trombóticos, 4.3.2. Fibrinolíticos ou trombolíticos.
visual; Mecanismo Farmacológico: Ativador do plasminogénio
o Função percetiva: posição no espaço, INCAPACIDADES Afeções causadas pelas tecidular humano → Ativa o plasminogénio e
profundida, apraxia, afasia; deficiências, em termos de desempenho, nas transforma-o em plasmina → Degrada a fibrina (maior
o Comportamento: labilidade emocional, atividades funcionais da pessoa. componente do trombo.
deficiências de perceção e de atenção, ausência
de iniciativa, diminuição do interesse, Um fármaco fibrinolítico plasminogénio tecidual
HANDICAP Afeção da interação do individuo
negativismo; recombinante (rt-Pa) é uma fibrina-específica, visto que
com o meio, provocada por uma incapacidade ou
o Dificuldade para a alimentação: disfagia; deficiência → Prejuízos inequívocos.
ativa o plasminogénio na superfície da fibrina, atuando
o Alteração da eliminação menos na circulação. Assim, a plasmina, aderida na
superfície da fibrina, inibe a a2- antiplasmina, visto que
Défices de Perceção causados por AVC se liga aos locais de ligação da lisina, ocupando-os e desta
o o Síndrome da negligência unilateral; forma → Dissolução da fibrina do trombo
o Anosognosia: desconhecimento aparente, ou
negação, de perda ou défice de funcionamento Critérios de Inclusão
físico; o Idade ≥ 18 anos;
o Perda de capacidades propriocetivas, falta de o Início dos sintomas ≤ 4,5h;
consciência do lado em que as várias partes do o Confirmação tomográfica: ausência de sangramento,
corpo se relacionam entre si e com o ambiente; lesões expansivas, efeito de massa;
o Apraxia: perda da capacidade de realizar uma o Compreensão da família quanto aos riscos/benefícios
sequência de movimentos interiorizados ou de
fazer uso adequado dos objetos, quando não está
presente paralisia; Critérios de Exclusão
Tratamento
o Relações espaciais, perda da capacidade de o Cirurgia de grande porte à menos de 3 semanas;
calcular distâncias ou tamanhos, ou de situar o Uso atual de antiagregantes plaquetários (exceto
objetos no espaço. AVC ISQUÉMICO aspirina);
o Crise convulsiva no início do AVC;
Consequências do AVC Único tratamento eficaz → Trombólise (via EV) o Uso de antagonistas da vitamina K: quanto ↑INR
com ativador plasmogénico (rtPA) realizado até 3H maior o risco de sangramento;
após o início; o Gravidez;
Deficiência o Se não houver indicação para trombólise → o Hemorragia intracraniana recente (2-4 semanas).
ASS 160-325mg desde a 1ª H até 48H após o
Consequências do início.
Incapacidade
AVC
Casos Particulares: Tratamento Cirúrgico
Handicap
(desvantagem)
Beatriz Gonçalves │ Ualg – ESS Enfermagem
Medidas Terapêuticas na Fase Aguda
o Repouso no leito, mobilização tão precoce quanto o Balanço hídrico e eletrolítico
possível; o Administração de solução salina a 0,9% com
Cuidados na Preparação/ Administração/ Após
o Monitorização: estado neurológico, cardíaca, reposição hídrica.
Administração: O tratamento com fibrinolíticos rtPA deve TA, FC, °C, respiração, SPO2, glicemia. o Hidratação e alimentação adequadas.
ser iniciado o mais precoce possível (4.5h seguintes ao o Insulina com dextrose IV ou infusão, se o Estatinas.
início da sintomatologia do AVC) → Depois ponderar o glicémia < 180 mg/dl o Prevenção de UPP, trombose venosa profunda,
risco-benefício da sua administração. o Paracetamol e medidas de arrefecimento de embolias pulmonares e outras sequelas da
valores de °C imobilidade.
Após e durante a administração deve-se garantir a:
o Evitar descida abruta da TA. o Controlo da função intestinal e urinária.
o Observação neurológica contínua → Compreender o Expansores do volume se descida da TA o Atenção aos sinais de depressão
se existe alguma alt. do estado de consciência, em secundária a hipovolémia ou associado à
resultado de uma hemorragia intracraniana; deterioração neurológica
o Monitorização cardíaca; o Oxigénio se saturação < 95%;
o Evitar CVC, punção arterial, sondagem vesical e
NG, devido ao risco de hemorragia associado à
administração do fármaco;
o Controlo da PA: Intervenções de Enfermagem na Fase Aguda
▪ 15/15min nas primeiras 2h; Ambiente o Calmo, com uma abordagem clara, calma e tranquilizadora
o Avaliar a sua capacidade de comunicação
▪ 30/30 min nas próximas 6h;
Avaliar e Vigiar o estado o Monitorizar o estado de consciência, de orientação, défices motores e
▪ 60/60 min até completar 24h;
de consciência sensitivos através da resposta a estímulos, resistência ao posicionamento
o Assegurar que PAS < 180 mmHg e PAD < 105 Evitar ↑PIC o Posicionar a cabeceira da cama elevada a 30º
mmHg;
Manter a o Manter ventilação adequada; o Evitar a queda da língua;
o Não administrar anticoagulantes ou permeabilidade das vias o Avaliar padrão respiratório; o Administrar oxigénio;
antiplaquetários nas primeiras 24H da infusão do aéreas o Aspirar secreções
rtPA; Monitorizar Parâmetros o Avaliar TA de 15/15min na 1ªH; o Monitorizar função cardíaca;
o Realizar TAC crânio-encefálica 24h após rt-PA; Vitais o 30/30min durante as 6H o Avaliar a FR de 8/8H;
o Controlo glicémico (manter entre 140-180mg/dl) seguintes; o Avaliar °C de 8/8H;
o De hora a hora nas restantes 24H o Avaliar a glicemia capilar de 4/4H
Cateterizar veia o Evitar puncionar os membros afetados
periférica
AVC HEMORRÁGICO Manter equilíbrio o Avaliação do estado de hidratação e do controlo dos líquidos ingeridos e
O tratamento é sobretudo de suporte, com a hidroeletrolítico eliminados
manutenção da via área, oxigenação e nutrição; Avaliar o autocuidado o Início da alimentação depende da estabilização clínica.
na alimentação o Avaliar a capacidade de deglutição.
Terapêutica antihipertensora quando TA ≥ o ENG em caso de disfagia grave ou alterações da consciência
180/110 mmHg Controlar a diurese o Evitar algaliar
Mobilizar no leito o Posicionar a cada 2 ou 3H em função do risco de desenvolver UPP
o Escala de Braden e Instrumentos de Avaliação da Pele
Repouso no leito o Primeiras 24H, podendo prolongar-se até às 72horas
Administrar terapêutica, promover a autonomia e apoiar psicologicamente
Beatriz Gonçalves │ Ualg – ESS Enfermagem
Padrão antispástico ou de recuperação: Adoção de Mobilizações → feitas em segmentos corporais,
posturas inibitórias da espasticidade: que o indivíduo deve executar por si só ou assistido
o Alinhamento da cabeça com o corpo, extensão do pelo enfermeiro → Cinesiterapia
tronco; o Retardar o aparecimento de espasticidade;
Escala de Nível de Reação ao Estímulo o Pronação do ombro com rotação externa e o Promover o aparecimento da sensibilidade;
1. Alerta abdução da escapulo-umeral; o Recuperar ou ↑grau de força muscular;
2. Sonolento o Extensão do cotovelo com supinação do o Conservar a amplitude articular
3. Muito sonolento antebraço;
4. Inconsciente – localiza estímulo o Extensão do punho e dedos com abdução destes;
5. Inconsciente – flexão (descorticação) o Rotação interna e flexão da coxofemoral Executar
Executar os
6. Inconsciente – extensão (descerebração) o Flexão do joelho; movimentos de
Mobilizar do mobilizações
sentido distal 2x/dia, repetição
7. Inconsciente – ausência de resposta à dor o Dorsiflexão da tibiotársica e eversão do pé forma suave e
para o proximal mínima de 10x
firme
cada movimento

Assim, deve-se seguir uma sequência de estímulos Escala para Avaliação da Força Muscular
nomeadamente:
1. Chamar a pessoa pelo nome; Grau 0: Paralisia completa
2. Chamar mais alto; (estímulos auditivos) Grau 1: Contração muscular de que não resulta
3. Associar o nome ao toque; (estímulos movimento
termostáticos e motores) Grau 2: Execução de movimento a favor da
4. Associar o nome a toque vigoroso; gravidade
5. Causar dor (estímulos sensoriais) Grau 3: Execução de movimento contra a gravidade
Grau 4: Execução do movimento contra a resistência,
De forma a avaliar a resposta dos mecanorrecetores, mas com menos força que a da resistência
quimiorrecetores, fotorrecetores e termorrecetores Grau 5: Força muscular mantida

Intervenções da Pessoa com Alteração da


Escala de Avaliação da Espasticidade Coordenação e Força Muscular
1. Ausentes o Abordar a pessoa pelo lado afetado;
2. Esboça espasticidade o Não substituir a pessoa nas atividades que
3. Espasticidade moderada podem realizar sozinho;
4. Espasticidade acentuada o Proporcionar tempo para a realização das
atividades;
Espasticidade: Distúrbios do controlo muscular que o Prevenir quedas ou traumatismos e
se define pela rigidez e pela incapacidade de complicações da imobilidade através da
controlar os músculos → Espástico alternância de decúbitos, posicionamentos e
mobilizações;
o Elogiar pelos progressos conseguidos;
o Ensinar e envolver a família nos cuidados

Beatriz Gonçalves │ Ualg – ESS Enfermagem


AFASIA DISFAGIA
Distúrbio que afeta a habilidade para se
• Integrar a mão afetada Avalia e Vigilância de Disfagia
comunicar → Causada por danos em regiões do
• Ajudar na sensação de o Ensinar e envolver a família nos cuidados;
cérebro que controlam a fala e a linguagem Automobilizações
espaço
• Treino dos MS's
o Não insistir se ocorrem acessos de tosse;
Pessoa com Afasia pode: o Despender o tempo necessário para a pessoa;
o Comunicar, mas com dificuldades; o Proporcionar ambiente calmo;
o Apresentar dificuldades para falar e compreender • Treino do tronco e MI's o Uso de espessante;
Ponte • Evitar o aparecimento de o Providenciar higiene oral após a refeição;
o que é dito; UPP
o Ter problemas para ler e escrever. o Manter a pessoa sentada durante a refeição;
o Respeitar o horário das refeições;
• ↑campo visual o Administrar a alimentação entérica;
Atuação de Enfermagem perante pessoa com Afasia • Reeducar o equilíbrio o Colocar sonda gástrica;
Carga no cotovelo
o Utilizar frases curtas e simples; • Controlar o movimento o Pesquisar reflexo de deglutição com a pessoa
o Aguardar a resposta dando tempo ao cliente; da cabeça
sentada;
o ↓distrações, desligando a TV e o rádio; o Avaliar se há disfagia para líquidos e/ou sólidos;
• Iniciar atividades
o Utilizar recursos de apoio à comunicação como bilaterais acessos de tosse ao tentar deglutir; voz rouca
Facilitação
desenho, gestos e figuras; Cruzada • Ajudar a integrar o após deglutição
o Repetir o que foi transmitido pelo cliente esquema corporal
OMBRO DOLOROSO
• Controlar e inibir a
Pode ser devido a luxação, causado pelo
Padrões de Défice da Fala Ponte desequilíbrio muscular, padrão de movimentos
espasticidade
inadequados, disfunção articular ou ↓sensação
Afasia fluente, de compreensão ou Wernicke
Pronunciam fluentemente as palavras, incluindo Intervenções de Enfermagem
fonemas sem sentido, mas não sabem o seu
significado e as suas relações. Avaliação da Sensibilidade o Posicionar o doente em padrão antispástico;
o Tátil: ausente, diminuído e mantido o Apoiar e posicionar o membro afetado sobre
Afasia não fluente, de expressão ou broca superfície plana (mesa, almofada ou superfície de
o Térmica
Podem compreender e conceituar relativamente trabalho) quando o doente se encontra sentado;
o Dolorosa
bem, mas a sua capacidade de formar palavras é
o Postural o Mobilizar todos os segmentos do membro
prejudicada. superior, incentivando a automobilização;
Avaliação do Equilíbrio o Evitar movimentos bruscos e desgastantes do
membro afetado (Ex. durante os
Afasia global o Estático: não tem equilíbrio, deficiente
posicionamentos, mobilizações, transferências
Disartria equilíbrio e bom equilíbrio
não tracionar o membro afetado);
o Dinâmico
o Administrar terapêutica analgésica, em caso
de dor.

Beatriz Gonçalves │ Ualg – ESS Enfermagem


Pressupostos do Regresso a Casa Intervenções no Regresso a Casa
o Acessibilidade aos cuidados de saúde;
o Identificar/ avaliar as capacidades e
o Avaliação e resposta às necessidades globais;
Tecnica Americana dependência do doente antes e durante o
(abordagem pelo lado
o Organização e prática de trabalho interdisciplinar
internamento e no momento da alta;
são) e em parceria;
o Identificar as dificuldades do doente em
o Clara adequação ao tipo e grau das limitações;
Tranferências termos de realização das atividades de vida diária
Técnica de Margareth o Focalização na reabilitação e autonomia;
e as sentidas pela família na satisfação das
Johnstone o Respeito pelos direitos, dignidade e
(abordagem pelo lado necessidades do doente;
individualidade;
afetado) o Estabelecer o contacto com a família e estar
o Envolvimento da pessoa e família
Existem 2 tipos de treino: disponível para os esclarecimentos solicitados;
o Treino de Marcha; o Avaliar a disponibilidade da família e
o Treino de Atividades de Vida Diárias Objetivos do Planeamento do Regresso a Casa promover o seu envolvimento nos cuidados ao
o Capacitar o doente e família para o autocuidado; doente;
o Estimular a maior independência possível; o Planear o ensino ao doente e família em função
Preparação do Regresso a Casa
o Promover a adaptação do doente e família ao das dificuldades identificadas, evidenciando as
Para além da pessoa, deve-se envolver a família meio exterior, eliminando barreiras no sentido da suas capacidades;
desde o acolhimento e posterior processo terapêutico satisfação das suas necessidades; o Promover e facilitar o acesso aos recursos
→ Parceiros ativa no processo de cuidados. o Mobilizar os recursos da comunidade; existentes na comunidade;
o Reintegrar o doente no seu ambiente social o Dar sugestões que contribuam para a resolução
Processo interativo → Articulação da o Promover o bem-estar e qualidade de vida do ou minimização das dificuldades encontradas
pessoa/família e profissionais → Objetivo: obter um doente e família
efeito sinérgico.
O apoio a prestar à família passa pelo
desenvolvimento de uma relação de parceria
proporcionando-lhe ajuda de acordo com os seus
valores, prioridades e necessidades.

Beatriz Gonçalves │ Ualg – ESS Enfermagem

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