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Casos Clínicos: Depressão, Luto e Insônia

O documento aborda casos clínicos e questões de prova relacionadas à depressão, luto e insônia, incluindo aspectos neurobiológicos e tratamentos. Ele explora a relação entre emoções, o eixo HPA na depressão, e a comorbidade entre enxaqueca e transtornos psiquiátricos. Além disso, discute a distimia e suas características, bem como o impacto da inflamação na depressão.
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Casos Clínicos: Depressão, Luto e Insônia

O documento aborda casos clínicos e questões de prova relacionadas à depressão, luto e insônia, incluindo aspectos neurobiológicos e tratamentos. Ele explora a relação entre emoções, o eixo HPA na depressão, e a comorbidade entre enxaqueca e transtornos psiquiátricos. Além disso, discute a distimia e suas características, bem como o impacto da inflamação na depressão.
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Casos Clínicos e Questões de Prova

de Título sobre Depressão, Luto


e Insônia

Saulo Ciasca
{ Objetivos da aula }

Casos clínicos e questões de prova de título


sobre a depressão.

Tabelinha do Saulo para a prescrição


de antidepressivos.

Casos clínicos e questões de prova de título


sobre o luto.

Casos clínicos e questões de prova de título


sobre a insônia.
Questão 1
Afetos e humores referem-se aos diferentes aspectos da
emoção. O afeto é comunicado através da expressão facial,
inflexão vocal, gestos e postura, e, de acordo com a
pesquisa etológica atual, tem como objetivo mover os
seres humanos e outros primatas para avaliar se um
indivíduo está satisfeito, angustiado, enojado ou em perigo.
Assim, a alegria, tristeza, raiva e o medo são afetos básicos
que servem a uma função comunicativa em primatas, bem
como em muitas outras espécies de mamíferos. Os
humores também se manifestam de forma sutil e a sua
avaliação requer, muitas vezes, a compreensão empática
por parte do entrevistador. As palavras que as pessoas
usam para descrever as suas emoções interiores podem
coincidir com os termos técnicos usados por
pesquisadores ou médicos, e, muitas vezes, variam de uma
cultura para a outra. Dessa forma, a avaliação dessas
emoções requer uma atenção e idealmente é considerável
a experiência clínica. Assinale a alternativa correta com
relação ao afeto e ao humor:
Questão 1

A) Os afetos tendem a ser expressões de longa duração refletindo


as contingências emocionais persistentes.

B) Os humores transmitem emoções fugazes.

C) A natureza mais duradoura dos afetos significa que eles são


experimentados por tempo suficiente para serem
sentidos internamente.

D) A emoção interior e o tom afetivo predominante jamais podem


ser discordantes.

E) Quando há a dissonância entre o afeto e o humor, pode dever-se


à simulação deliberada (ou seja, a pessoa não deseja revelar a sua
emoção interior), ou pode resultar de uma lesão ou um processo,
que alterou as emoções e os seus substratos neurais.
Questão 1

A) Os afetos tendem a ser expressões de longa duração refletindo


as contingências emocionais persistentes.

B) Os humores transmitem emoções fugazes.

C) A natureza mais duradoura dos afetos significa que eles são


experimentados por tempo suficiente para serem
sentidos internamente.

D) A emoção interior e o tom afetivo predominante jamais podem


ser discordantes.

E) Quando há a dissonância entre o afeto e o humor, pode dever-se


à simulação deliberada (ou seja, a pessoa não deseja revelar a sua
emoção interior), ou pode resultar de uma lesão ou um processo,
que alterou as emoções e os seus substratos neurais.
Questão 2

A hiperatividade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA)


na depressão grave continua a ser um dos achados mais
consistentes na psiquiatria biológica. O mecanismo
patológico exato subjacente à desregulação do eixo HPA em
depressão grave e outros transtornos afetivos continua a ser
investigado. De acordo com o conhecimento atual, assinale a
alternativa que NÃO caracteriza uma das alterações do HPA
descritas na depressão grave:
Questão 2

A) Hipercortisolemia.

B) Resistência à supressão da secreção de cortisol pela


Dexametasona (uma medida de feedback negativo).

C) Resposta reduzida do Hormônio Adrenocorticotrófico (ACTH) ao


desafio do Fator de Liberação de Corticotrofinas (CRF) intravenoso.

D) Concentrações reduzidas de Fator de Liberação de


Corticotrofinas (CRF) no fluido cerebroespinhal (CSF).

E) Aumento das respostas do cortisol no teste combinado de


Dexametasona/Fator de Liberação de Corticotrofinas (CRF).
Questão 2

A) Hipercortisolemia.

B) Resistência à supressão da secreção de cortisol pela


Dexametasona (uma medida de feedback negativo).

C) Resposta reduzida do Hormônio Adrenocorticotrófico (ACTH) ao


desafio do Fator de Liberação de Corticotrofinas (CRF) intravenoso.

D) Concentrações reduzidas de Fator de Liberação de


Corticotrofinas (CRF) no fluido cerebroespinhal (CSF).

E) Aumento das respostas do cortisol no teste combinado de


Dexametasona/Fator de Liberação de Corticotrofinas (CRF).
Questão 3

De acordo com Kandel (2014), o aumento transitório na


secreção de cortisol NÃO está associado à/ao:

A) Depressão e insônia.

B) Aumento dos níveis energéticos.

C) Supressão do sistema imunitário.

D) Alteração do metabolismo para um estado catabólico.

E) Aguçamento da cognição e possível aumento da confiança.


Questão 3

De acordo com Kandel (2014), o aumento transitório na


secreção de cortisol NÃO está associado à/ao:

A) Depressão e insônia.

B) Aumento dos níveis energéticos.

C) Supressão do sistema imunitário.

D) Alteração do metabolismo para um estado catabólico.

E) Aguçamento da cognição e possível aumento da confiança.


Transtorno depressivo maior

Aspectos neurobiológicos.
Redução de aminas biogênicas.

Alteração de cascatas intracelulares.

Redução do NO, porém AD também reduzem.

Hipofunção de receptores D1.

Redução do hipocampo, tálamo, caixa orbitofrontal, giro


reto, lóbulo frontal e nu. da base – Citotoxicidade.
Redução do BDNF.
Transtorno depressivo maior

Aspectos neurobiológicos.
BDNF: fator neurotrófico derivado do cérebro.

Importante para a sobrevida neuronal.

Doença clínica crônica.


Inflamação.
Microbioma.
BNDF
Sono.
Adversidades no início de vida.
Estresse.
Fatores biológicos

Eixo HHA.

Excesso de CRH crônico – Hiperativação do


HHA – Hipercortisolemia.

Estado inflamatório sistêmico crônico.


Questão 4

Diversos transtornos psiquiátricos estão associados com a


inflamação, e vários estudos mostram que o Transtorno
Depressivo Maior está associado com os níveis elevados de
marcadores inflamatórios. Além disso, o uso de interferon
alfa (IFN alfa) para o tratamento da hepatite C está
associado com o desenvolvimento de depressão em, pelo
menos, 25% dos pacientes. Entretanto, nem todos os
indivíduos deprimidos apresentam uma elevação nos
marcadores inflamatórios, e há estudos que sugerem que a
depressão não melancólica está associada com um estado
pró-inflamatório, enquanto a depressão melancólica está
associada a uma produção reduzida de citocinas
pró-inflamatórias. Os marcadores inflamatórios também
estão relacionados com a resposta ao tratamento. Assinale,
dentre as alternativas a seguir, aquela que apresenta o
marcador inflamatório cujos níveis séricos elevados estão
associados à resistência ao tratamento antidepressivo:
Questão 4

A) Interleucina oito (IL-8).

B) Proteína C reativa.

C) Fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa).

D) Fibrinogênio.

E) Prostaglandina.
Questão 4

A) Interleucina oito (IL-8).

B) Proteína C reativa.

C) Fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa).

D) Fibrinogênio.

E) Prostaglandina.
Questão 5

A forte associação entre a enxaqueca (migrânea) com a


depressão e a ansiedade deve ser considerada no
tratamento de indivíduos com enxaqueca. A avaliação
sistemática do histórico da depressão e da ansiedade é
necessária para determinar as estratégias de tratamento
ideais. Assinale a alternativa correta com relação ao
tratamento da enxaqueca:
Questão 5
A) Mesmo se há um subtipo de enxaqueca associado à ansiedade e à
depressão, o objetivo de tratamento deve ser a cessação da cefaleia.

B) Apesar da sobreposição de sintomas do episódio agudo de


enxaqueca, incluindo as mudanças agudas de energia, apetite, humor
e nível de ansiedade, assim como aqueles que ocorrem entre as crises,
com aqueles do espectro da ansiedade/depressão, não há agentes
farmacológicos antidepressivos ou ansiolíticos que tenham sido
empregados com sucesso no tratamento da enxaqueca associada à
ansiedade/depressão.

C) Em geral, a depressão comórbida e a ansiedade são menos


importantes na seleção da profilaxia da enxaqueca do que no
tratamento de uma crise aguda.

D) No caso de pacientes com enxaqueca e sintomas de depressão


associados, tais como: anergia, hipersonia e irritabilidade, é
desnecessária uma avaliação clínica cuidadosa de manifestações de
depressão, a não ser que haja uma história de ansiedade e depressão
ao longo da vida.

E) O uso de medicamentos profiláticos com efeitos colaterais de


lassitude, fadiga ou depressão deve ser evitado, se possível.
Questão 5
A) Mesmo se há um subtipo de enxaqueca associado à ansiedade e à
depressão, o objetivo de tratamento deve ser a cessação da cefaleia.

B) Apesar da sobreposição de sintomas do episódio agudo de


enxaqueca, incluindo as mudanças agudas de energia, apetite, humor
e nível de ansiedade, assim como aqueles que ocorrem entre as crises,
com aqueles do espectro da ansiedade/depressão, não há agentes
farmacológicos antidepressivos ou ansiolíticos que tenham sido
empregados com sucesso no tratamento da enxaqueca associada à
ansiedade/depressão.

C) Em geral, a depressão comórbida e a ansiedade são menos


importantes na seleção da profilaxia da enxaqueca do que no
tratamento de uma crise aguda.

D) No caso de pacientes com enxaqueca e sintomas de depressão


associados, tais como: anergia, hipersonia e irritabilidade, é
desnecessária uma avaliação clínica cuidadosa de manifestações de
depressão, a não ser que haja uma história de ansiedade e depressão
ao longo da vida.

E) O uso de medicamentos profiláticos com efeitos colaterais de


lassitude, fadiga ou depressão deve ser evitado, se possível.
Enxaqueca

Transtorno paroxístico com cefaleia


unilateral, recorrente, pulsátil, com ou sem
os distúrbios visuais e a náusea.

Distúrbio funcional da circulação craniana.

Mecanismos hormonais (estrogênio em ciclo menstrual).

Estresse.

Comorbidade psiquiátrica: depressão (2 x), ansiedade


(2-5 x), TAB (3 x), TEPT (2,3 x).
Enxaqueca

Tratamento

Remissão de enxaqueca e transtornos psiquiátricos (melhora


da qualidade de vida, adesão e efetividade do tratamento da
cefaleia).
Crises: AINEs, analgésicos, ergot, triptanos (antag HT1B/D).

Prevenção: ADT, Topiramato, Valproato.

Venlafaxina tem nível B de evidência.

ISRS não foi superior ao placebo para a prevenção.

Biofeedback, respiração profunda, relaxamento muscular


progressivo, TCC.
Questão 6

De acordo com o DSM-5, assinale a alternativa que NÃO


apresenta um sintoma da distimia:

A) Humor deprimido.

B) Insônia ou hipersonia.

C) Baixa energia ou fadiga.

D) Perda de interesse ou prazer (anedonia).

E) Capacidade diminuída de pensar ou concentrar-se, ou dificuldade


em tomar as decisões.
Questão 6

De acordo com o DSM-5, assinale a alternativa que NÃO


apresenta um sintoma da distimia:

A) Humor deprimido.

B) Insônia ou hipersonia.

C) Baixa energia ou fadiga.

D) Perda de interesse ou prazer (anedonia).

E) Capacidade diminuída de pensar ou concentrar-se, ou dificuldade


em tomar as decisões.
/Caso clínico

Um homem de 34 anos procura um psiquiatra com a


queixa principal de humor deprimido que existe,
segundo as suas palavras, “desde que consigo me
lembrar”. O paciente afirma que nunca sentiu o seu
humor como bom. Ele o avalia em 4 dentro de uma
escala de 0 a 10 (sendo 10 o melhor que já sentiu).
Relata que não dorme bem, mas tem um nível de
energia “razoável”. Nos últimos anos, o seu apetite
vem sofrendo oscilações, mas não perdeu peso.
Sente-se constantemente desatento e tem
dificuldades de tomar decisões em seu trabalho
como técnico de informática.
/caso clínico

Sente que a sua autoestima está baixa, embora


negue os pensamentos de suicídio. Informa que foi
hospitalizado há 5 anos por depressão maior e
tratado, com sucesso, com um antidepressivo, mas
não lembra qual. Indica ainda que se sente deprimido
há, pelo menos, 10 anos, e que o sentimento é
constante e estável. Nega os sintomas maníacos,
psicóticos, e o abuso de substâncias ou álcool. Não
apresenta problemas clínicos.
Distimia

Características:
Humor deprimido por mais de 2 anos;

Nenhum episódio de depressão maior nos


primeiros 2 anos;
Dois ou mais sintomas;

Depressão “dupla”: distimia + episódio depressivo.


Distimia

Tratamento:

Medicações;

Psicoterapia;

Mudanças no estilo de vida.


Questão 7

De acordo com Sadock, B.; Sadock, V.; Ruiz, P. (2017), o


transtorno neuropsiquiátrico que foi mais bem caracterizado,
em termos de influência do cérebro no sistema imune e
vice-versa, é o:

A) Hipocondria.

B) Depressão maior.

C) Transtorno factício.

D) Transtorno de somatização.

E) Transtorno de despersonalização.
Questão 7

De acordo com Sadock, B.; Sadock, V.; Ruiz, P. (2017), o


transtorno neuropsiquiátrico que foi mais bem caracterizado,
em termos de influência do cérebro no sistema imune e
vice-versa, é o:

A) Hipocondria.

B) Depressão maior.

C) Transtorno factício.

D) Transtorno de somatização.

E) Transtorno de despersonalização.
Questão 8

Segundo a referência 1, a terapia com altas doses de


Venlafaxina está associada ao efeito da(s)/do:

A) Alterações da glicemia.

B) Aumento do risco de elevação constante da pressão arterial.

C) Inibição potente da enzima 3A4.

D) Síndrome de Stevens-Johnson.

E) Exacerbação da libido.
Questão 8

Segundo a referência 1, a terapia com altas doses de


Venlafaxina está associada ao efeito da(s)/do:

A) Alterações da glicemia.

B) Aumento do risco de elevação constante da pressão arterial.

C) Inibição potente da enzima 3A4.

D) Síndrome de Stevens-Johnson.

E) Exacerbação da libido.
Questão 9

Segundo a referência 1, todos os inibidores seletivos da


recaptação de serotonina (ISRS) podem prolongar o
intervalo QT em pessoas saudáveis e podem causar a
síndrome do QT prolongado induzido por fármacos,
especialmente quando tomados em superdose. O risco de
prolongamento QTc aumenta quando um antidepressivo e
um antipsicótico são usados em combinação, uma prática
cada vez mais comum. Embora todos os ISRS possam
prolongar o intervalo QT, um deles destaca-se como o que
possui maior efeito sobre esse intervalo. Assinale, entre as
alternativas a seguir, aquele que apresenta esse ISRS:
Questão 9

A) Citalopram.

B) Escitalopram.

C) Sertralina.

D) Paroxetina.

E) Fluoxetina.
Questão 9

A) Citalopram.

B) Escitalopram.

C) Sertralina.

D) Paroxetina.

E) Fluoxetina.
/Disparador

MOMENTO
PARA TUDO!
Tabelinha do Saulo

Boa para Boa para


Idoso? Criança?
a ansiedade? a depressão?

Fluoxetina +++ ++++ ++ ++++

Sertralina +++++ +++ +++++ +++++

Escitalopram ++++ ++++ +++++ +++++

Paroxetina +++++ +++ ++ 0

Fluvoxamina +++ ++++ + +

Citalopram Não uso


Tabelinha do Saulo

Interação medicamentosa Boa para a dor? Sedação

Fluoxetina +++++ 0 ++

Sertralina + 0 +

Escitalopram + 0 0

Paroxetina ++++ + +++

Fluvoxamina +++++ 0 ++

Citalopram Não uso


Tabelinha do Saulo
Efeitos
Efeito na Ganho
colaterais Principais indicações
sexualidade de peso?
mais comuns
Depressão, TOC,
bulimia, transtorno
Cefaleia,
Fluoxetina +++++ 0 do comportamento
náusea
sexual compulsivo,
transtorno pedofílico
Diarreia,
cefaleia, piora Transtornos ansiosos,
Sertralina ++++ 0
de ansiedade transtorno de pânico
inicial
Depressão, ansiedade,
Escitalopram Náusea ++++
transtorno de pânico
Diarreia, Ansiedade, ejaculação
Paroxetina cefaleia, +++++ ++ rápida, transtorno
náusea de pânico
Cefaleia,
Fluvoxamina ++++ 0 TOC
náusea

Citalopram Não uso


Tabelinha do Saulo

Boa para Boa para


Idoso? Criança?
a ansiedade? a depressão?

Venlafaxina +++ +++++ ++ +++

Desvenlafaxina +++ +++ +++ +++

Duloxetina ++ ++++ ++++ ++++

Mirtazapina + ++++ +++++ +

Trazodona ++++ +++ +++++ +

Bupropiona -- + Não Não

Vortioxetina + ++++ Não Não


Tabelinha do Saulo

Interação
Boa para a dor? Sedação
medicamentosa

Venlafaxina +++ +++ +

Desvenlafaxina + ++ +

Duloxetina + +++++ 0

Mirtazapina 0 0 ++++

Trazodona 0 0 +++

Bupropiona 0 0 0

Vortioxetina 0 0 0
Tabelinha do Saulo
Efeitos
Efeito na Ganho Principais
colaterais
sexualidade de peso? indicações
mais comuns
Venlafaxina HAS ++++ 0 Depressão

Depressão com
Desvenlafaxina - + 0
anedonia e apatia

Duloxetina - +++ 0 Dor crônica

Depressão no
idoso, melhora no
Melhora
Mirtazapina Agitação +++++ orgasmo,
o orgasmo
associação
com Venlafaxina
Ereções
Trazodona espontâneas, Ereções ++ Ansiedade, insônia
priapismo
Tabagismo, desejo
Melhora
Bupropiona Irritabilidade 0 sexual hipoativo,
da libido
apatia, desânimo
Irritabilidade, Depressão,
Vortioxetina 0 0
agitação anedonia, apatia
Tabelinha do Saulo

Boa para Boa para


Idoso? Criança?
a ansiedade? a depressão?

Amitriptilina ++ +++ + +++

Nortriptilina + +++ ++++ ++

Imipramina ++ ++++ ++ ++++

Clomipramina ++++ ++++ ++ +


Tabelinha do Saulo

Interação
Boa para a dor? Sedação
medicamentosa

Amitriptilina ++++ ++++ ++

Nortriptilina + ++++ +

Imipramina ++++ 0 ++

Clomipramina ++++ 0 ++
Tabelinha do Saulo

Efeitos
Efeito na Ganho Principais
colaterais
sexualidade de peso? indicações
mais comuns
Cefaleia, insônia,
Amitriptilina Anticolinérgicos +++ ++ depressão,
ansiedade, enurese
Associação com
Sertralina
Nortriptilina Anticolinérgicos + 0 (“Venlafaxina do
SUS”), apatia,
dor crônica

Imipramina Anticolinérgicos +++ ++ Enurese, depressão

Clomipramina Anticolinérgicos +++ ++ TOC, depressão


/!!!

MOMENTO
PARA TUDO!
Momento para tudo!

Resistência ao tratamento na depressão unipolar.

Associação de antidepressivos:

• ISRS/IRSN + IRND (Bupropiona);


• IRNS + Mirtazapina.

Estimulantes: inibidor de DAT + IRSN.

• Anfetaminas, Modafinila.

• Quetiapina.
• Lítio.
• Aripiprazol.
• Ômega-3, folato.
• Brexpiprazol.
• Hormônios tireoidianos (desuso).
• Olanzapina + Fluoxetina.
• Medicações de 2ª linha: tricíclicos e
• Cetamina (EV).
IMAO (Tranilcipromina).
• Escetamina (inalatória).
Questão 10

A sincronização do sistema circadiano ocorre de maneira


variada e individual. A informação sobre a intensidade e a
composição espectral da luz ambiental transita desde a
retina por meio dos tratos retino-hipotalâmico e
geniculo-hipotalâmico. Essa informação atinge uma
estrutura que detém a função de um relógio-mestre, regente
dos ritmos neuronais e hormonais. Esse sistema regula a
secreção de melatonina, rapidamente inibida pela exposição
à luz, por uma glândula específica. Assinale a alternativa na
qual consta a estrutura que atua como regente dos ritmos
neuronais e hormonais:
Questão 10

A) Núcleo geniculado lateral.

B) Núcleo supraquiasmático.

C) Núcleo geniculado medial.

D) Glândula pineal.

E) Ínsula.
Questão 10

A) Núcleo geniculado lateral.

B) Núcleo supraquiasmático.

C) Núcleo geniculado medial.

D) Glândula pineal.

E) Ínsula.
Ciclo sono-vigília
Questão 11

De acordo com Dalgalarrondo (2018), o RDoC define o sono


e a vigília (wakefulness) como estados comportamentais
endógenos e recorrentes, que expressam as mudanças
dinâmicas na organização da função cerebral e que
otimizam os aspectos, como: fisiologia, comportamento e
saúde. Processos circadianos (do período de um dia de 24
horas) homeostáticos regulam a propensão do organismo à
vigília e ao sono. Assinale a alternativa INCORRETA quanto
às características do sono:
Questão 11

A) Não ser afetado por experiências ocorridas durante a vigília.

B) Ter duração e intensidade dos seus vários períodos


afetados por mecanismos de regulação homeostáticos.

C) Ter efeitos restauradores e transformadores que otimizam


as funções neurocomportamentais da vigília.

D) Ser um estado reversível, tipicamente expresso pela postura


de repouso.

E) Ter uma arquitetura neurofisiológica complexa, com os


estados cíclicos de sono não REM e de sono REM, tendo tais
estados substratos neuronais distintos (neurotransmissores,
moduladores, circuitos específicos) e propriedades
oscilatórias do eletroencefalograma (EEG).
Questão 11

A) Não ser afetado por experiências ocorridas durante


a vigília.

B) Ter duração e intensidade dos seus vários períodos


afetados por mecanismos de regulação homeostáticos.

C) Ter efeitos restauradores e transformadores que otimizam


as funções neurocomportamentais da vigília.

D) Ser um estado reversível, tipicamente expresso pela postura


de repouso.

E) Ter uma arquitetura neurofisiológica complexa, com os


estados cíclicos de sono não REM e de sono REM, tendo tais
estados substratos neuronais distintos (neurotransmissores,
moduladores, circuitos específicos) e propriedades
oscilatórias do eletroencefalograma (EEG).
Sono

O sono se caracteriza por:

Ser um estado reversível, tipicamente expresso pela


postura de repouso, comportamento quieto e redução
da responsividade;

Ter uma arquitetura neurofisiológica complexa, com os


estados cíclicos de sono não REM e de sono REM,
tendo tais estados substratos neuronais distintos
(neurotransmissores, moduladores, circuitos
específicos) e propriedades oscilatórias do
eletroencefalograma (EEG);
Sono

O sono se caracteriza por:

Ter duração e intensidade dos seus vários períodos


afetadas por mecanismos de regulação homeostáticos;

Ser afetado por experiências ocorridas durante a vigília;

Ter efeitos restauradores e transformadores que


otimizam as funções neurocomportamentais da vigília.
Questão 12

Os sintomas comuns da narcolepsia incluem todos os


seguintes, EXCETO:

A) Catalepsia.

B) Cataplexia.

C) Alucinações.

D) Paralisia do sono.

E) Sonolência diurna.
Questão 12

Os sintomas comuns da narcolepsia incluem todos os


seguintes, EXCETO:

A) Catalepsia (esquizofrenia catatônica).

B) Cataplexia.

C) Alucinações.

D) Paralisia do sono.

E) Sonolência diurna.
Narcolepsia

Sintoma mais comum: ataques de sono – Não


conseguem evitar pegar no sono.

Cataplexia (50% dos casos de longo prazo): perda


repentina de tônus muscular, com a abertura de
mandíbula, queda da cabeça, fraqueza dos joelhos ou
paralisia de todos os músculos esqueléticos
com a queda.

Alucinações hipnagógicas ou hipnopômpicas:


experiências perceptivas vívidas, auditivas ou visuais,
ocorrendo no início do sono ou ao despertar.
Narcolepsia

Sintoma mais comum: ataques de sono –


Não conseguem evitar pegar no sono.

Paralisia do sono: principalmente, no despertar de


manhã. Durante os episódios, as pessoas parecem
estar acordadas e conscientes, mas são incapazes de
mover um músculo (podem ocorrer episódio isolados
em pessoas sem narcolepsia).

Indivíduos com narcolepsia relatam adormecer


rapidamente à noite, mas costumam ter um
sono fragmentado.
Questão 13

De acordo com Meleiro (2018), sobre os transtornos do sono


é correto afirmar que:

A) A insônia mais comum no transtorno depressivo maior é a inicial.

B) Para o diagnóstico de insônia os sintomas devem perdurar, pelo


menos, um mês.

C) O ronco leve não interfere nas funções da vida desperta e é


considerado normal.

D) O índice de apneia é o número de apneias maiores do que 10


segundos por hora de sono.

E) O uso de neurolépticos na esquizofrenia pode melhorar o quadro


de apneia obstrutiva do sono (AOS).
Questão 13

De acordo com Meleiro (2018), sobre os transtornos do sono


é correto afirmar que:

A) A insônia mais comum no transtorno depressivo maior é a inicial.

B) Para o diagnóstico de insônia os sintomas devem perdurar, pelo


menos, um mês.

C) O ronco leve não interfere nas funções da vida desperta e é


considerado normal.

D) O índice de apneia é o número de apneias maiores do que 10


segundos por hora de sono.

E) O uso de neurolépticos na esquizofrenia pode melhorar o quadro


de apneia obstrutiva do sono (AOS).
Questão 14

De acordo com Dalgalarrondo (2018), várias estruturas


neuronais têm sido relacionadas com o controle dos
estados de vigília e de sonos não REM e REM. De
fundamental importância na regulação fisiológica do sono é
o núcleo supraquiasmático, localizado no hipotálamo
anterior. Além dele, são também fundamentais as estruturas
como a glândula pineal, a qual funciona como oscilador que
controla o ritmo sono-vigília no período de 24 horas, os
sistemas reticulares mesencefálicos e bulbares, e os
geradores de sono REM localizados na ponte. Assinale a
alternativa que apresenta a substância secretada pela
glândula pineal no exercício de seu papel fundamental
anteriormente descrito:
Questão 14

A) Histamina.

B) Dopamina.

C) Melatonina.

D) Serotonina.

E) Acetilcolina.
Questão 14

A) Histamina.

B) Dopamina.

C) Melatonina.

D) Serotonina.

E) Acetilcolina.
Questão 15

Uma menina de 10 anos é levada a tratamento pelo pai após


a morte da mãe, ocorrida seis semanas antes devido a um
ataque cardíaco repentino. O pai está preocupado porque a
criança não está dormindo bem, perdeu mais de 3 Kg por
falta de apetite, parece estar cansada grande parte do
tempo e fica absorta pensando na mãe. Ele observa que ela
não consegue se concentrar em seus programas favoritos
de televisão e perdeu o interesse em muitas das atividades
sociais anteriores. A paciente diz que sente uma profunda
falta da mãe, mas também sorri ao lembrar de momentos
agradáveis que passaram juntas. Qual dos seguintes
diagnósticos é o mais provável?
Questão 15

A) Transtorno de adaptação com humor depressivo.

B) Depressão maior.

C) Luto normal.

D) Transtorno do sono.

E) Luto patológico.
Questão 15

A) Transtorno de adaptação com humor depressivo.

B) Depressão maior.

C) Luto normal.

D) Transtorno do sono.

E) Luto patológico.
Questão 16

O transtorno de adaptação é diagnosticado em uma mulher


de 45 anos que foi despedida de um emprego que tinha há
20 anos. Ela está em psicoterapia de apoio. Nove meses
mais tarde, é atendida por seu médico, mas nenhum dos
sintomas se resolveu. Durante esse período, ela encontrou
outro emprego semelhante ao primeiro em termos de
tarefas e salário. Qual é o diagnóstico mais provável?
Questão 16

A) Transtorno de adaptação.

B) Transtorno de estresse pós-traumático.

C) Transtorno depressivo maior.

D) Transtorno do estresse agudo.

E) Transtorno bipolar.
Questão 16

A) Transtorno de adaptação.

B) Transtorno de estresse pós-traumático.

C) Transtorno depressivo maior.

D) Transtorno do estresse agudo.

E) Transtorno bipolar.
Questão 17

Uma mulher de 27 anos e o seu filho de 7 anos se


apresentam a um centro de saúde mental para o tratamento.
Os pacientes eram passageiros no banco traseiro do carro
quando foram atingidos pela carreta de um caminhão, a qual
matou o pai e uma irmã mais velha. Tanto a mãe quanto o
filho apresentam sintomas depressivos significativos. Qual
dos sintomas a seguir apresenta maior probabilidade de ser
diferente na apresentação desses dois pacientes?
Questão 17

A) Irritabilidade.

B) Pensamentos suicidas.

C) Flashbacks.

D) Insônia.

E) Desatenção.
Questão 17

A) Irritabilidade.

B) Pensamentos suicidas.

C) Flashbacks.

D) Insônia.

E) Desatenção.
Questão 18

O transtorno de adaptação é caracterizado pelo


desenvolvimento de sintomas emocionais ou
comportamentais, em resposta a um estressor ou
estressores identificáveis. Esses sintomas ou
comportamentos são clinicamente significativos, como
evidenciado por um sofrimento intenso desproporcional à
gravidade ou intensidade do estressor, considerando-se o
contexto cultural e os fatores culturais, que poderiam
influenciar a gravidade e a apresentação dos sintomas; e
por um prejuízo significativo no funcionamento social,
profissional ou em outras áreas importantes da vida do
indivíduo; sem que os sintomas caracterizem o luto normal
ou que a perturbação relacionada ao estresse satisfaça os
critérios para o transtorno mental, ou seja, a exacerbação de
um transtorno mental preexistente.
Questão 18

Para o diagnóstico, os sintomas devem ocorrer, no máximo,


desde o início da exposição ao estressor, e encerrar-se
também em um período máximo após a cessação do
estressor ou de suas consequências. Assinale a alternativa
que apresenta o período no qual os sintomas devem eclodir
após a exposição ao estressor, e remitir após a cessação da
exposição ao estressor e as suas consequências:
Questão 18

A) 1 e 3 meses.

B) 6 e 12 meses.

C) 3 e 9 meses.

D) 12 e 24 meses.

E) 3 e 6 meses.
Questão 18

A) 1 e 3 meses.

B) 6 e 12 meses.

C) 3 e 9 meses.

D) 12 e 24 meses.

E) 3 e 6 meses.
Luto complexo persistente

Transtorno do luto complexo persistente/ luto


complicado.

Após 12 meses.

O luto pode ser um estressor de um


episódio depressivo.
Luto complexo persistente

Sintomas leves após o trauma:

Transtorno de adaptação: sintomas emocionais ou


comportamentais em resposta a um trauma dentro de 3
meses.

Sintomas mais intensos após o trauma:

3 dias a 1 mês: transtorno do estresse agudo.

Após 1 mês: transtorno do estresse


pós-traumático (TEPT).
/Referências

• DALGALARRONDO, P. Psicopatologia e semiologia dos


transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed Editora, 2018.

• KANDEL, E. R. Princípios de Neurociências. 5. ed.


AMGH/Artmed, 2014.

• MELEIRO, A. Psiquiatria: Estudos Fundamentais. 1. ed. São


Paulo: Editora Gen, 2018.

• SADOCK, B. J.; SADOCK, V. A.; RUIZ, P. Kaplan & Sadock’s


Comprehensive Textbook of Psychiatry. 10. ed. LWW, 2017.

• STAHL, S. M. Stahl’s essential psychopharmacology:


Prescriber's guide. UK: Cambridge University Press, 2014.
Casos Clínicos e Questões de Prova
de Título sobre Depressão, Luto
e Insônia

Saulo Ciasca

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