Jurisprudência sobre Competência Ambiental
Jurisprudência sobre Competência Ambiental
de Jurisprudência
Este periódico destaca teses jurisprudenciais e não consiste em repositório oficial de jurisprudência.
CORTE ESPECIAL
DESTAQUE
No caso, o título executivo judicial que embasa a demanda é derivado de transação penal,
firmada nos termos dos artigos 72 a 74 da Lei n. 9.099/1995, entre a sociedade empresária e o Ministério
Público Federal, no âmbito de Representação Criminal. O ajuste entabulado entre as partes consistia na
composição dos danos ambientais e recuperação da área degradada, o que seria feito após a aprovação
de Projeto de Recuperação pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (IBAMA). O Parquet Federal promoveu o cumprimento da sentença que homologou a aludida
transação penal, que tramitou, na origem, perante juízos de competência cível, administrativa e
ambiental. Durante a fase executória, foi travada discussão acerca de eventual impossibilidade de dar
cumprimento à obrigação de fazer assumida, em virtude de obra de duplicação de uma rodovia que iria
atingir a área a ser recuperada.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 1/32
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Não obstante o título executivo judicial tenha se originado de uma transação penal, a
obrigação assumida não teve caráter punitivo e foi aceita pela parte justamente para evitar a persecução
criminal, a qual, de fato, nem sequer foi iniciada.
Uma vez realizada a transação penal, caso não fosse cumprido o acordo firmado, seria possível
o oferecimento da denúncia e o início do processo penal contra aquele que descumpriu a obrigação
imposta, ou, no âmbito cível, executar-se o acordo firmado por meio de uma ação de cumprimento de
sentença, conforme ocorreu no caso. Destarte, nos autos do cumprimento de sentença, não caberia
perquirir a razão pela qual surgiu a transação penal, uma vez que já foi constituído o título executivo
judicial, cujos termos obrigam a parte que aceitou o acordo então firmado para recuperação ambiental.
Logo, a matéria principal a ser discutida é de natureza ambiental, pois, a princípio, o fato de a obrigação
decorrer de transação penal é questão que não interfere diretamente no desfecho da controvérsia.
Acrescenta-se, por oportuno, que, na Corte de origem, também surgiu controvérsia acerca da
competência interna para processamento e julgamento do recurso lá interposto. No entanto, ao final,
concluiu-se pela prevalência da matéria de Direito Administrativo, sendo certo que a execução do acordo
acabou tramitando perante juízos de competência cível, administrativa e ambiental.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 2/32
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DESTAQUE
Por ordem da Suprema Corte, é necessário realizar o juízo de retratação, nos termos do art.
1.040, II, do CPC/2015, para revogar as teses jurídicas em abstrato firmadas no Incidente de Assunção de
Competência n. 14 do Superior Tribunal de Justiça, visto que foram todas englobadas no julgamento de
mérito da repercussão geral e se mostram, em alguma medida, incompatíveis com as novas orientações
estabelecidas pelo STF sobre o fornecimento de medicamentos registrado na ANVISA e não padronizados
pelo SUS, notadamente sobre a maneira como a União irá assumir a posição de parte nos processos
relativos à saúde.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 3/32
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Ressaltou-se, naquela ocasião, que, no mérito propriamente dito, a discussão jurídica seria
desenvolvida em sua completude no âmbito do STF, quando do julgamento do Tema n. 1.234, o que
aconteceu.
Impõe-se o cancelamento de todas as teses estabelecidas pela Primeira Seção do STJ (itens "a",
"b" e "c" do IAC 14 do STJ), por colidirem com questões de mérito da Repercussão Geral, especificamente
com a determinação do STF de que, "figurando somente um dos entes no polo passivo, cabe ao
magistrado, se necessário, promover a inclusão do outro para possibilitar o cumprimento efetivo da
decisão", conforme as regras de repartição de responsabilidades estruturada no Sistema Único de Saúde.
Assim, em relação ao tema em abstrato, exerce-se o juízo de retratação previsto no art. 1.040,
II, do CPC/2015, para revogar as teses firmadas no IAC 14 do STJ, por contrariar o entendimento firmado
em repercussão geral (Tema n. 1.234).
Ademais, é importante registrar que a revogação em questão não deverá operar efeito
retroativo, pelo que não há de modificar a solução jurídica dada aos conflitos de competência e demais
incidentes que ingressaram no STJ anteriormente.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
PRECEDENTES QUALIFICADOS
Tema n. 1234/STF.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 4/32
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PRIMEIRA SEÇÃO
DESTAQUE
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 5/32
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É inadequado o argumento de que seria necessária expressa previsão legal para "excluir" os
valores em discussão da base de cálculo das contribuições, uma vez que, se tais valores não configuram
faturamento, não há falar em exclusão, mas, pura e simplesmente, em caso de não incidência das
exações.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
PRECEDENTES QUALIFICADOS
Tema n. 69/STF
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 6/32
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PRIMEIRA TURMA
PROCESSO REsp 2.099.736-RJ, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por
unanimidade, julgado em 20/8/2024, DJe 26/8/2024.
DESTAQUE
O art. 11, II, da Lei n. 7.498/1986 disciplina as hipóteses em que os enfermeiros podem atuar
simultaneamente aos demais profissionais de saúde, estando ali listada a possibilidade de executar parto
sem distocia, sendo que a norma principal (do inciso em exame) autoriza aos enfermeiros a execução
direta do parto sem distocia (sem perturbação), não condicionando a realização do ato à assistência
direta de um médico.
A lei (n. 12.842/2013) do ato médico também não contém a previsão de que a identificação da
distocia é exclusiva do médico. Na realidade, privativos são os atos de emissão de laudos, prognóstico e
identificação de doença (art. 4º, VII, X e XIII), mas não a identificação da distocia, ou seja, percebendo a
perturbação para o bom andamento do parto (distocia), compete à enfermeira obstétrica encaminhar o
paciente ao médico (art. 11, parágrafo único, b, da Lei n. 7.498/1986), e então o médico (aí sim) terá a
competência exclusiva para, se for o caso, determinar a doença que acomete a paciente.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 7/32
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INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
DESTAQUE
Os réus foram condenados com base nos arts. 10 e 11 da Lei de Improbidade Administrativa
(LIA), ao ressarcimento integral do prejuízo causado ao erário, à suspensão dos direitos políticos pelo
prazo de cinco anos, ao pagamento de multa civil equivalente a duas vezes o valor do dano apurado em
liquidação e à proibição de contratar com o Poder Público pelo prazo de cinco anos, sendo a condenação
mantida em segunda instância.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 8/32
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aplicabilidade das alterações levadas a efeito pela Lei 14.230/2021 aos processos anteriores à sua entrada
em vigor, quando ainda não houver trânsito em julgado, tendo em vista a configuração, em muitos dos
seus aspectos, de verdadeira novatio legis in mellius. Esse movimento teve gênese nas conclusões a que
chegou o Supremo Tribunal Federal (STF) quando do julgamento, sob o rito da repercussão geral, do ARE
843.989 (Tema n. 1199/STF).
Com base na ratio decidendi lá fixada, o próprio STF estendeu para outras hipóteses que não
apenas aquela ligada ao afastamento dos atos meramente culposos do âmbito do art. 10 da LIA. Foram
alcançados casos em que a condenação teve por base uma genérica violação aos princípios
administrativos (caput do art. 11 da LIA) ou, ainda, quando baseada nos revogados incisos I e II do art. 11,
sem que os fatos tipificassem, mediante dolo específico, alguma das atuais figuras previstas taxativamente
em seus incisos.
Nessas hipóteses, em que os fatos evidenciam a concretização das novas condutas previstas
no art. 11 da LIA e, ainda, a presença do dolo específico, estará evidenciada verdadeira continuidade
típico-normativa, hipótese a exigir, apenas, a adequação das penalidades aplicadas, observando-se, agora,
as sanções fixadas pela Lei 14.230/2021, quando mais benéficas aos condenados.
Dessa forma, tendo-se em vista que os fatos constatados evidenciam a tipificação da hipótese
prevista no art. 11, inciso V, da LIA, e corroboram a presença do dolo específico por parte dos
demandados, é de rigor a manutenção da condenação anteriormente reconhecida.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 9/32
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INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
Lei de Improbidade Administrativa (LIA), art. 1º, § 2º, art. 10 e art. 11, § 1º.
Lei 14.230/2021.
Decreto nº 5.687/2026, de 31 de janeiro de 2006.
PRECEDENTES QUALIFICADOS
Tema n. 1199/STF
DESTAQUE
Por sua vez, o STJ entende que "o Ibama possui o dever-poder de fiscalizar e exercer poder de
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 10/32
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polícia diante de qualquer atividade que ponha em risco o meio ambiente, apesar de a competência para
o licenciamento ser de outro órgão público. É que, à luz da legislação, inclusive da Lei Complementar
140/2011, a competência para licenciar não se confunde com a competência para fiscalizar" (REsp
1.646.016/RN, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 23/5/2023, DJe
28/6/2023).
Na hipótese ora analisada, não foi imposta sanção administrativa no âmbito municipal, pelo
que deve permanecer hígida a atuação do órgão federal quanto ao exercício do poder de polícia
ambiental.
Ademais, insta salientar que, "in casu, não foi corporificado ato jurídico perfeito, pois o que é
ambientalmente ilegal não se aperfeiçoa jamais, já que o contrário equivaleria, em outras palavras, a
transformar o aberto atentado ao ordenamento jurídico em direito castiço e, pior, em direito adquirido e
permanente de poluir e degradar o meio ambiente" (REsp 1.284.451/MG, relator Ministro Herman
Benjamin, Segunda Turma, julgado em 20/9/2016, DJe 20/8/2020).
Dessa forma, aplica-se a Súmula 613 do STJ: "Não se admite a aplicação da teoria do fato
consumado em tema de Direito Ambiental".
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
SÚMULAS
PRECEDENTES QUALIFICADOS
ADI 4.757/DF
ÁUDIO DO TEXTO
PROCESSO REsp 1.907.010-DF, Rel. Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, por
unanimidade, julgado em 24/9/2024, DJe 2/10/2024.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 11/32
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DESTAQUE
Em 2007, a ANFIP modificou seu estatuto social de modo a defender os interesses referentes à
categoria dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, criada pela Lei n. 11.457/2007, com a fusão
das antigas categorias dos Auditores Fiscais da Previdência Social e de Auditores da Receita Federal
Ocorre que tal questão não foi objeto de análise no bojo do mandado de segurança coletivo,
que transitou em julgado 2013.
Nessa linha, somente a categoria dos antigos Auditores Fiscais da Previdência Social foi
abarcada pela coisa julgada contida no título executivo judicial, haja vista ser ela a substituída pela então
impetrante Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência Social - ANFIP.
Sendo assim, o mero fato de a ANFIP ter modificado seus estatutos sociais de modo a ampliar a
categoria por ela defendida, em momento posterior ao ajuizamento da demanda coletiva e da própria
prolação da sentença, por si só, não tema a capacidade de modificar os limites subjetivos da coisa julgada.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
Lei n. 11.457/2007
ÁUDIO DO TEXTO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 12/32
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DESTAQUE
A seu turno, o Supremo Tribunal Federal assentou a compreensão segundo a qual o amicus
curiae é um colaborador da Justiça que, assim, não se vincula processualmente ao deslinde da
controvérsia, tampouco defende interesses próprios. (ADPF 134 MC, Rel. Ministro Ricardo Lewandoski,
julgado em 22/4/2008, DJe 30/4/2008).
Desse panorama, extrai-se que a intervenção do amicus curiae caberá diante da relevância da
matéria, da especificidade do tema objeto da demanda ou da repercussão social da controvérsia.
Assim, a participação do amicus curiae no processo ocorre e se justifica, não como defensor de
interesses próprios, mas como agente habilitado a agregar subsídios que possam contribuir para a
qualificação da decisão judicial, em benefício da jurisdição.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 13/32
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INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
ÁUDIO DO TEXTO
DESTAQUE
O atual CPC aperfeiçoou essa regra e resguardou a cota-parte do bem indivisível pertencente
ao coproprietário alheio à execução, ao assim dispor em seu art. 843: "Tratando-se de penhora de bem
indivisível, o equivalente à quota-parte do coproprietário ou do cônjuge alheio à execução recairá sobre o
produto da alienação do bem. § 1º É reservada ao coproprietário ou ao cônjuge não executado a
preferência na arrematação do bem em igualdade de condições. § 2º Não será levada a efeito
expropriação por preço inferior ao da avaliação na qual o valor auferido seja incapaz de garantir, ao
coproprietário ou ao cônjuge alheio à execução, o correspondente à sua quota-parte calculado sobre o
valor da avaliação".
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 14/32
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Nesse sentido, o STJ possui entendimento de que "A fração de imóvel indivisível pertencente
ao executado, protegida pela impenhorabilidade do bem de família, da mesma forma como aquela parte
pertencente ao coproprietário não atingido pela execução, não pode ser penhorada sob pena de
desvirtuamento da proteção erigida pela Lei n. 8.009/1990" (AgInt no REsp 1.776.494/SP, Relator Ministro
Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 21/2/2019, DJe 1º/3/2019).
Na hipótese, é fato incontroverso que o imóvel constrito na execução fiscal serve de residência
de um dos herdeiros, razão pela qual incide no presente caso a regra do art. 1º da Lei n. 8.009/1990, que
confere impenhorabilidade ao único imóvel em que reside a entidade familiar.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 15/32
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DESTAQUE
ÁUDIO DO TEXTO
PROCESSO AREsp 1.286.096-RS, Rel. Ministro Paulo Sérgio Domingues, Rel. para
acórdão Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, por maioria,
julgado em 12/11/2024, DJEN em 2/12/2024.
DESTAQUE
O regime de cálculo em separado do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas (IRPF)
incidente sobre rendimentos recebidos acumuladamente (RRA), prevista no art. 12-A da Lei n.
7.713/1988, na redação dada pela Lei n. 12.350/2010, não se aplica a fatos geradores ocorridos
antes de sua entrada em vigor.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 16/32
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A discussão gira em torno do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF) incidente sobre
Rendimentos Recebidos Acumuladamente (RRA) pagos em cumprimento de decisão judicial - oriundos
das diferenças de URV auferidas por servidor público - relativos a ano-calendário anterior ao do
recebimento, o qual se efetivou antes do advento do art. 12-A da Lei n. 7.713/1998 - acrescido pelo art. 44
da Lei n. 12.350/2010, fruto da conversão da Medida Provisória n. 497/2010.
Cumpre anotar, desde já, que, no tocante à incidência do imposto em testilha sobre os RRA,
decorrentes de rendimentos do trabalho, aplica-se, atualmente, o regime de tributação previsto no art.
12-A da Lei n. 7.713/1988.
O debate legislativo e judicial em torno dos regimes de caixa ou competência, o qual culminou
com a edição da Medida Provisória n. 497/2010, posteriormente convertida na Lei n. 12.350/2010, que
inseriu o art. 12-A na Lei n. 7.713/1988, passou ao largo da questão envolvendo o cálculo do tributo no
tocante à tributação conjunta ou em separado do rendimento acumulado, uma vez que tal mudança
normativa afiançou-se no primado da igualdade e no princípio da capacidade contributiva.
Todavia, nenhum desses aspectos compõem a lógica do mecanismo de cálculo em tela, cuja
regra é, forte no que dispõe o art. 7º da Lei n. 7.713/1988, a retenção "[...] por ocasião de cada pagamento
ou crédito e, se houver mais de um pagamento ou crédito, pela mesma fonte pagadora, aplicar-se-á a
alíquota correspondente à soma dos rendimentos pagos ou creditados à pessoa física no mês, a qualquer
título".
Com base nessa "diferença brutal", consoante dicção do Ministro Marco Aurélio, redator do
acórdão RE 614.406-RS, em sede de repercussão geral no Tema n. 368, o Supremo Tribunal Federal (STF)
extirpou a técnica do regime de caixa, reconhecidamente aplicável ao Imposto sobre a Renda de Pessoa
Física, para homenagear os princípios da isonomia e da capacidade contributiva.
A pessoa física que ingressa com uma demanda no Poder Judiciário não deve sujeitar-se a uma
alíquota de Imposto sobre a Renda maior, menor ou gozar de isenção, sem amparo legal, justamente para
se prestigiar a isonomia e a capacidade contributiva.
Por derradeiro, relevante consignar que se está diante de situação residual, é dizer, trata-se de
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 17/32
Informativo de Jurisprudência n. 22 - Edição Extraordinária 14 de janeiro de 2025
um grupo remanescente de feitos nos quais se discute tal tributação. Logo, conclui-se o entendimento no
sentido de fastar a tributação em separado do Imposto sobre a Renda sobre os Rendimentos Recebidos
Acumuladamente em debate.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
DESTAQUE
Determinados pelo Juízo da Execução Fiscal os atos de constrição judicial sobre bens e
direito de sociedade empresária em recuperação judicial, sem proceder à alienação ou
levantamento de quantia penhorada, a medida deve ser comunicada ao Juízo da Recuperação,
que decidirá acerca da necessidade ou não de substituição da garantia.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 18/32
Informativo de Jurisprudência n. 22 - Edição Extraordinária 14 de janeiro de 2025
Cumpre anotar que a Lei n. 11.101/2005 dispõe sobre a necessidade de o magistrado, quando
do recebimento da inicial, ou a parte devedora, após a citação, comunicar ao Juízo da Recuperação
Judicial sobre ações contra si ajuizadas (§ 6º do art. 6º). Essa providência, por lógica, é necessária à
cooperação jurisdicional entre os Juízos da Execução e da Recuperação Judicial, para o fim de efetivar as
medidas e providências relacionadas à recuperação e preservação da empresa.
Assim, determinados pelo Juízo da Execução os atos de constrição judicial sobre bens e direito
de sociedade empresária em recuperação judicial, sem proceder à alienação ou levantamento de quantia
penhorada, em observância ao dever de cooperação, a medida deve ser comunicada ao Juízo da
Recuperação, momento em que, tomando ciência da constrição, decidirá pela necessidade ou não de
substituição da garantia.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
ÁUDIO DO TEXTO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 19/32
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SEGUNDA TURMA
DESTAQUE
Não é lícita a cobrança pela concessionária de tarifa por esgoto não coletado ou
despejado in natura nas galerias pluviais, sem qualquer tratamento.
Todavia, o caso em apreço é diferente. Isso porque as instâncias ordinárias fixaram a premissa
de que os dejetos da residência do autor são encaminhados para valão próximo à residência, sem
qualquer tratamento. Logo, não é lícita a cobrança por esgoto não coletado ou despejado in natura nas
galerias pluviais.
Conforme entendimento pacífico desta Corte, a questão deixa de ser relativa a tratamento de
resíduos, transformando-se em poluição pura e simples, não havendo direito a ser reclamado por serviço
inexistente (AgInt no REsp n. 2.068.061/RJ, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado
em 24/6/2024, DJe de 28/6/2024).
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 20/32
Informativo de Jurisprudência n. 22 - Edição Extraordinária 14 de janeiro de 2025
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
PRECEDENTES QUALIFICADOS
Tema 565/STJ
ÁUDIO DO TEXTO
DESTAQUE
Todavia, o precedente refere-se aos casos em que a ação de cobrança é ajuizada em desfavor
de concessionárias prestadoras de serviço público de água e esgoto - pessoas jurídicas de direito privado
-, e não contra a Fazenda Pública.
Para os casos em que a devedora é a Fazenda Pública, seja a dívida tributária ou não tributária,
a Primeira Seção desta Corte Superior já consolidou o entendimento de que prevalece a norma específica
do Decreto n. 20.910/1932, que estabelece que o prazo prescricional para a propositura da ação de
cobrança é de 5 anos.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 21/32
Informativo de Jurisprudência n. 22 - Edição Extraordinária 14 de janeiro de 2025
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
PRECEDENTES QUALIFICADOS
ÁUDIO DO TEXTO
DESTAQUE
E, complementa-se, no Título IV, "Das Disposições Transitórias", o texto dos artigos 47 e 49 que
assim prescreve que, para o notário e o oficial de registro, legalmente nomeados até 5/10/1988, detém
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 22/32
Informativo de Jurisprudência n. 22 - Edição Extraordinária 14 de janeiro de 2025
delegação constitucional de que trata o art. 2º, quando da primeira vacância da titularidade de serviço
notarial ou de registro, será procedida a desacumulação, nos termos do art. 26.
A Constituição Federal, em seu art. 236, expressamente prevê que os serviços notariais e de
registro são exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público. No texto constitucional, não
se menciona uma eventual "sub-delegação", ou seja, não poderia, em tese, o delegatário, subdelegar a
delegação que recebeu do Poder Público.
O §3º do art. 236 da Constituição Federal expressamente prevê, que "O ingresso na atividade
notarial e de registro depende de concurso público de provas e títulos, não se permitindo que qualquer
serventia fique vaga, sem abertura de concurso de provimento ou de remoção, por mais de seis meses".
Contudo a Lei estadual do Rio Grande do Sul n. 11.183/1998, anterior à lei de desanexação
também estadual (Lei n. 15.809/2022), disciplina em seu art. 23, § 2º, que a vacância somente ocorre nos
casos de morte, aposentadoria facultativa ou por invalidez, renúncia ou perda.
Vale dizer, fica preservada a nomeação do notário ou oficial de registros para o cargo, mas não
se garante que o nomeado seja mantido no mesmo cartório, podendo haver mudanças em sua lotação.
Esse é o entendimento que se assenta no art. 24 da mesma Lei n. 11.183/1998.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SÚMULAS
Súmula n. 46/STF
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 23/32
Informativo de Jurisprudência n. 22 - Edição Extraordinária 14 de janeiro de 2025
DESTAQUE
Não havendo delimitação expressa dos seus limites subjetivos, a coisa julgada advinda
da ação coletiva proposta por sindicato deve alcançar todas as pessoas abrangidas pela categoria
profissional, e não apenas pelos seus filiados, podendo, ainda, ser aproveitada por trabalhadores
vinculados a outro ente sindical, desde que contidos no universo daquele mais abrangente.
Na hipótese, o fato de a ação ter sido proposta por sindicato que representa a generalidade
dos servidores públicos estaduais não exclui a representatividade daqueles filiados a ente sindical mais
específico - que, de outro modo, estariam abrangidos por aquela entidade, na mesma base territorial -,
desde que mantidos os pressupostos fáticos e jurídicos decorrentes da origem comum do mesmo direito.
Com isso, é inviável reconhecer a ilegitimidade ativa da parte exequente fundada apenas nas
regras celetistas da unicidade e especificidade sindicais, ou na ausência do seu nome na listagem inicial
ou na liquidação coletiva, pois tal coisa julgada deve beneficiar o maior número de pessoas que se
enquadrem na mesma situação jurídica, a ser aferida caso a caso pelo juízo executivo.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 24/32
Informativo de Jurisprudência n. 22 - Edição Extraordinária 14 de janeiro de 2025
do julgado.
Portanto, caso a sentença coletiva não tenha uma delimitação expressa dos seus limites
subjetivos, especificando os beneficiários do título executivo judicial, a coisa julgada advinda da ação
coletiva deve alcançar todas as pessoas abrangidas pela categoria profissional, e não apenas pelos seus
filiados, podendo, ainda, ser aproveitada por trabalhadores vinculados a outro ente sindical, desde que
contidos no universo daquele mais abrangente.
ÁUDIO DO TEXTO
DESTAQUE
O mencionado artigo, assim dispõe: "Art. 61-A. Nas Áreas de Preservação Permanente, é
autorizada, exclusivamente, a continuidade das atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo e de turismo
rural em áreas rurais consolidadas até 22 de julho de 2008".
Nesse sentido, ocorre que o conceito de turismo, no âmbito jurídico e das políticas públicas,
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 25/32
Informativo de Jurisprudência n. 22 - Edição Extraordinária 14 de janeiro de 2025
demanda a presença de atividade econômica. Nos termos da Política Nacional do Turismo, as atividades
turísticas, para serem assim consideradas, "devem gerar movimentação econômica, trabalho, emprego,
renda e receitas públicas, constituindo-se instrumento de desenvolvimento econômico e social,
promoção e diversidade cultural e preservação da biodiversidade" (art. 2º, parágrafo único, da Lei n.
11.771/2008). Essa tradição normativa é antiga e nasce no Decreto-Lei n. 55/1966, que aludia à "indústria
do turismo" (art. 1º).
Assim, não há como confundir, para igualá-los, a atividade turística prevista na norma
ambiental com o uso particular do bem para o lazer. Notadamente porque a jurisprudência do STJ
repudia a manutenção de imóveis de veraneio privado em Áreas de Preservação Permanente (AgRg no
REsp n. 1.494.681/MS, relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 3/11/2015, DJe
16/11/2015).
Dessa forma, resta afastada da exceção normativa do art. 61-A do Código Florestal o rancho de
pesca de uso privado, sem, portanto, uso turístico, de modo que, havendo impossibilidade de
manutenção do bem irregular, sua demolição torna-se inafastável.
Por fim, sobre o tema, a jurisprudência do STJ entende que o dano ambiental pela supressão
de vegetação nativa em área de preservação ambiental é presumido e sua reparação integral inclui tanto
os danos permanentes quanto os intercorrentes.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
ÁUDIO DO TEXTO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 26/32
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DESTAQUE
Ademais, do art. 116, I, do CTN, extrai-se que, quando se tratar de situação de fato, considera-
se ocorrido o fato gerador desde o momento em que verificadas as circunstâncias materiais necessárias a
que produza os efeitos que normalmente lhe são próprios.
Ademais, os sócios majoritários das referidas empresas "de fachada" são, de fato, sócios-
administradores em plena atividade da tomadora e recebem a maior parte de seus salários camuflados
como "distribuição antecipada de lucros"; assim como os sócios minoritários destas entidades exercem a
função de supervisores dos empregados formalmente registrados nas empresas "de fachada".
Não cabe reconhecer eficácia à conduta do contribuinte que simula negócios jurídicos com o
escopo de escapar artificiosamente da tributação, dissimulando a ocorrência do fato gerador da
contribuição previdenciária em seu elemento constitutivo consistente na subordinação laboral presente
no vínculo firmado diretamente entre a tomadora e os empregados das empresas "de fachada".
Evidente a ofensa às normas que embasam a autuação fiscal, na espécie, que estabelecem o
conceito de segurado para fins previdenciários (art. 12, I, a, da Lei n. 8.212/1991), e o fato gerador de
contribuições previdenciárias consistentes nas remunerações creditadas aos segurados empregados
(artigos 20, 21 e 22, I, II e III, da Lei n. 8.212/1991), autorizando a que a administração tributária lance de
ofício o tributo, diante de situação de fato que reúne as circunstâncias materiais da relação empregatícia
(artigos 33, § 3º, da Lei n. 8.212/1991 e 116, I, do CTN).
Nesse panorama, negócios jurídicos fraudulentos ou simulados não atraem quaisquer efeitos
jurídicos capazes de promover a pretendida redução da tributação a título de contribuições
previdenciárias, devendo incidir o dever fundamental de pagar tributos - art. 145 e seguintes da
Constituição Federal - (REsp n. 1.074.228/MG, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma,
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 27/32
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INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
Lei n. 8.212/1991, art. 12, I, a; artigos 20, 21 e 22, I, II e III; art. 33, § 3º;
Código Tributário Nacional (CTN), art. 116, I;
Constituição Federal (CF), art. 145.
PRECEDENTES QUALIFICADOS
ADPF n. 324/STF
RE n. 958.252/STF
DESTAQUE
O sócio que está na condição de mandatário não pode votar matéria que lhe diga
respeito diretamente, de modo que sua cota do capital social não deve ser incluída para fins de
quórum de deliberação que envolva a sua administração, inclusive quando em discussão a sua
permanência ou não no cargo de administrador.
No caso, 100% das cotas aptas votaram pela destituição do administrador, ou seja, houve
respeito à exigência contida na redação do § 1º do art. 1.063 do Código Civil vigente à época (a redação
foi alterada apenas com o advento da Lei n. 13.792/2019), que exigia deliberação de 2/3 do capital social
para aprovar a destituição do sócio administrador.
Com efeito, o art. 1.063, § 1º, deve ser lido em conjunto com o § 2º do art. 1.074 do CC/2002.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 28/32
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Nessa ordem de ideias, o sócio que está na condição de mandatário não pode votar matéria
que lhe diga respeito diretamente e a interpretação mais adequada da norma é a de que a sua cota do
capital social não deve ser incluída para fins de quórum de deliberação que envolva a sua administração,
inclusive quando em discussão a sua permanência ou não no cargo de administrador.
Isso ocorre quando não há disposição específica no estatuto social tratando da forma de
cômputo dos votos dos sócios nas assembleias.
Tal interpretação se mostra compatível com as reformas que o legislador promoveu no Código
Civil, em particular a que reduziu a exigência de votos correspondentes a 2/3 para mais da metade do
capital social, para fins de destituição do administrador.
Em caso análogo, a Quarta Turma do STJ decidiu pela aplicação da regra do § 2º do art. 1.074
do CC/2002 para que o capital social de sócio excluendo não fosse computado no quórum de
deliberação de matéria que lhe diga respeito (REsp 1.459.190-SP, Rel. Ministro Luis Felipe Salomão,
julgado em 15/12/2015, DJe de 1/2/2016).
Ora, a lógica empregada em caso mais grave (exclusão de sócio da própria sociedade) pode
perfeitamente ser empregada em caso menos grave (exclusão de sócio do posto de administrador).
Assim, o quórum de deliberação não deve levar em conta a cota do sócio administrador, pois
impedido de votar matéria que lhe diga respeito diretamente.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 29/32
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DESTAQUE
No caso, a autora exerceu atividade contributiva até junho de 2004, entrando em gozo de
sucessivos benefícios de auxílio-doença até 26/07/2017. Após, recolheu uma única contribuição em
agosto de 2017, na qualidade de contribuinte facultativa, requerendo aposentadoria por idade no mesmo
mês, devidamente concedida.
A questão controversa, então, reside em saber se essa contribuição como segurada facultativa
faz incidir ao caso, o teor do art. 55, II, da Lei n. 8.213/1991, que estabelece: "Art. 55. O tempo de serviço
será comprovado na forma estabelecida no Regulamento, compreendendo, além do correspondente às
atividades de qualquer das categorias de segurados de que trata o art. 11 desta Lei, mesmo que anterior à
perda da qualidade de segura: (...) II - o tempo intercalado em que esteve em gozo de auxílio-doença ou
aposentadoria por invalidez".
Com efeito, no tema 704 do STJ, o acórdão do processo paradigma consignou que, nos
termos do disposto nos arts. 29, II e § 5º, e 55, II, da Lei n. 8.213/1991, o cômputo dos salários-de-
benefício como salários-de-contribuição somente será admissível se, no período básico de cálculo - PBC,
houver afastamento intercalado com atividade laborativa, em que há recolhimento da contribuição
previdenciária.
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INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
Lei n. 8.213/1991 (Lei de Benefícios da Previdência Social - LBPS), arts. 29, II e § 5º; 55, II
PRECEDENTES QUALIFICADOS
Tema 704/STJ
Tema n. 1125/STF
ÁUDIO DO TEXTO
DESTAQUE
A norma ainda traduz princípio consagrado na parte geral do Código, segundo o qual a
competência é determinada no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo
irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando
suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta (art. 43 do CPC).
Assim, em regra, o juízo que formou o título executivo é o competente para executá-lo,
estando as exceções previstas no próprio artigo de lei, de modo que somente não serão executados
perante o juízo que processou a ação os títulos formados a partir de sentença penal condenatória, de
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 31/32
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sentença arbitral, de sentença estrangeira ou de acórdão proferido pelo Tribunal Marítimo ou, ainda, nos
casos em que os bens sujeitos à constrição judicial se encontrarem em foro diverso ou se diverso for o
foro atual do domicílio do executado.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
ÁUDIO DO TEXTO
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