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Polímeros Naturais e Técnicas de Polimerização

O documento aborda os polímeros naturais, como celulose e amido, destacando suas estruturas, funções e aplicações. Também discute as proteínas, látex e elastômeros, além de descrever técnicas de polimerização, como adição e condensação, e suas respectivas metodologias. Por fim, apresenta uma bibliografia com fontes relevantes sobre o tema.

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Polímeros Naturais e Técnicas de Polimerização

O documento aborda os polímeros naturais, como celulose e amido, destacando suas estruturas, funções e aplicações. Também discute as proteínas, látex e elastômeros, além de descrever técnicas de polimerização, como adição e condensação, e suas respectivas metodologias. Por fim, apresenta uma bibliografia com fontes relevantes sobre o tema.

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Polímeros

Turma: 2° A química.

Alunos: Fernanda dos Santos R., Giovanna C. dos


Anjos, Gustavo Gouveia S. e Ingrid Leite M.

Professor: Luís Gustavo


 Polímeros naturais

Os polímeros naturais são cadeias de monômeros naturalmente


formadas por organismos vivos. Alguns exemplos são:

 Celulose

A celulose é o composto orgânico mais encostado na natureza, ela


constitui de 40% a 50% de todas as plantas, além de ser encontrada em pouca
quantidade em bactérias, constituindo 20% de sua estrutura, o material natural
maior porcentagem de celulose em sua constituição é o algodão, com 98% de
celulose pura.

Foi só após 1930 que ele foi considerado um polímero, sendo derivado
da condensação da D-glucose, com sua cadeia podendo conter de 1000 a
15000 monômeros.

Uma cadeia linear com forte tendência a formar ligações de hidrogênio


é a celulose, sendo insolúvel em água.
O uso desse polímero é extenso, podendo produzir biocombustíveis,
como material de construção, e usos domésticos como filtro de café, esponjas,
colas, colírios etc.

 Amido

Além da celulose, o amido é um polímero natural encontrado na


natureza em larga quantidade. Sendo encontrado em folhas verdes nas
raízes, caules, sementes e frutas.

O amido é uma fonte de energia para a planta quando em épocas de


dormência ou germinação, principalmente, mas em animais, humanos (cerca
de 80% a 90% dos carboidratos que consomem vem de amido) e organismo
esse polissacarídeo também faz papel semelhante.

Sua cadeia é composta por amilose e amilopectina, sendo a amilose


formada por unidades de glicose por ligações unidas por ligações glicosídicas,
formando uma cadeia linear. Já a amilopectina por unidades de glicose ligadas
por ligações alfa, resultando em uma cadeia ramificada. Alguns amidos como
a aveia podem ter pequenas estruturas intermediárias.

O amido é um produto barato, por isso que é muito utilizado nas


indústrias alimentícias, como formar de agregar mais energia ao alimento e
melhorar as propriedades físicas do produto. Alguns produtos que o amido
está presente são amido de milho, amido de mandioca, papel etc.

 Proteínas

Proteínas são macromoléculas orgânicas formadas por 50 a 20000


aminoácidos unidos através de ligações peptídicas, podendo ser dividida em
quatro tipos. As proteínas têm quatro níveis de estrutura que determinam sua
forma e função.

A estrutura primária que é a sequência linear de aminoácidos ligados


por ligações peptídicas, como uma “corrente” organizada. Essa ordem é
determinada pelo DNA. A estrutura secundária, é como a “corrente” se dobra
em formas simples dividida em hélice alfa (espiral) e Folha beta (dobrada
como um zigue-zague). Essas formas surgem por ligações de hidrogênio
entre partes da cadeia.

Também há estrutura terciária definida pelo dobramento tridimensional


completo da proteína, onde a cadeia se enrola formando uma forma única,
estabilizada por várias interações (pontes de hidrogênio, ligações iônicas,
etc.). E por fim a estrutura quaternária, algumas proteínas que têm mais de
uma cadeia polipeptídica. A estrutura quaternária é o arranjo dessas cadeias
juntas, como peças de um quebra-cabeça.

As proteínas são essenciais para o corpo porque constroem e reparam


tecidos, transportam substâncias como oxigênio, ajudam na defesa
imunológica, comunicam mensagens entre células, permitem o movimento
muscular e aceleram reações químicas.

 Látex

O látex é um poli-isopreno caracterizado por um líquido branco e


viscoso extraído da árvore Hevea brasiliensis, podendo ter até 1000 repetição
de monômeros. Sendo utilizado para a produção de camisinha, luvas de látex
e roupas de látex.

 Elastômeros

Os elastômeros são polímeros “especiais” formados através de


reações de adição, caracterizado por sua elasticidade. Essas macromoléculas
formam a “borracha natural”, usada na fabricação de luvas, seringas,
borrachas escolares, pneus, etc.

Um grande empecilho do uso dos elastômeros foi sua alteração de


estado em diferença de temperatura, quando o tempo estava frio, a borracha
ficava dura e rachava facilmente, e quando quente, o produto ficava pegajoso,
tal qual uma goma de mascar.

Por isso, no século 19, Charles Goodyear descobriu o processo de


vulcanização, descrito pela adição de enxofre a borracha, sob aquecimento,
fazendo com que a borracha fique mais flexível, com menor deformidade.
 Técnicas de polimerização

Polimerização de Adição:

Este método de polimerização, se torna possível quando a molécula de


um monômero resulta na origem de um seguimento de polímeros. Esses
polímeros podem ser desenvolvidos por diversas técnicas, como
polimerizações de radical livre, polimerizações aniônicas, polimerizações
catiônicas, até mesmo a polimerização de abertura de anel. Essa técnica cria
polímeros como poliolefinas, poliestireno, cloreto de polivinila e
policaprolactama.

Há diversos fatores que contribuem para a Polimerização de Adição,


como temperatura e pressão elevada, e raios ultravioletas. Essas reações são
rápidas, e energéticas, diferente da polimerização de Condensação.

Polimerização de Condensação:

Possuindo a característica de criação de subprodutos como H2O


(água) e HCl (ácido clorídrico) resultantes de macromoléculas, cujo resultaram
de polimerizações de dois monômeros, iguais ou diferentes, estes
subprodutos são descartados, pois não farão parte do polímero principal.
Caso os monômeros forem de grupos orgânicos diferentes, resultará em um
polímero com dois tipos de função reativas, assim podem se ramificar com
maior facilidade. Exemplos de polímeros resultantes temos poliamidas,
poliéster e policarbonato.

Conhecidos por passarem pela polimerização em etapas, pois


começam como dímeros, depois trímeros, levando a oligômeros de cadeias
maiores. Por isso, diferente da polimerização de adição, a polimerização de
condensação demora mais, entretanto, origina cadeias maiores.

Fonte: Slide Player

Técnicas para as reações de polimerização:

Dentre as polimerizações de adição e condensação, possuem diversas


técnicas que variam modos de produção, e são especializadas para manusear
variantes produtos.

As técnicas para as reações de adição incluem:

 Polimerização por emulsão;


 Polimerização em Massa;

 Polimerização em Solução;

 Polimerização por suspensão.

As técnicas para as reações de condensação incluem:

 Polimerização por Fusão;

 Condensação de Solução;

 Condensação de Interface.

Polimerização por Emulsão:

Emulsão é a técnica de junção entre reagentes polares e reagentes


apolares, utilizando um agente emulsificante, que serve como intermediário
entre as soluções. Para melhor exemplificação, pense na relação química
entre a água com a gordura, como de conhecimentos de todos, H2O é polar,
e gorduras são apolares, ou seja, não se dissolvem entre si, caso entrem em
contato uma com a outra, não irão ter interações moleculares. Agora, pense
no sabão como um agente emulsificante, o sabão possui em sua forma
estrutural partes apolares e polares, com isso o mesmo se interliga com a
água e a gordura ao mesmo tempo, formando o que chamamos de “Micelas”,
as mesmas estão submersas em água. Em processos industriais, são postos
essas propriedades em experimentos, fazendo com que gotículas de
reagentes apolares fiquem submersos em soluções aquosas, e o agente
emulsificantes tem o papel de estabilizar esta reação. Na indústria usasse
esta propriedade para a produção de adesivos, revestimento para papel e
tintas para aplicações internas e externas.

Essa técnica possui diversas vantagens operacionais, como melhor


controle de troca térmica (devido a utilização da água como fase contínua),
menor viscosidade do meio e não necessidade de alta agitação. Além disso,
possui uma vantagem sustentável pelo fato de não utilizar solventes
orgânicos, diminuindo o uso de matérias primas provenientes de combustíveis
fósseis. Deve-se citar também que, na polimerização em emulsão, há melhor
controle do tamanho de partículas e de cadeia polimérica, além de elevadas
taxas de reação.

Fonte: Passei Direto


 Polimerização em massa:

Consiste em um método polimerização em que não se utiliza nem um


solve para homogeneizar os monômeros, na solução é colocado apenas os
monômeros, iniciador/catalizador e aditivos se houver algum. É um processo
extremamente simples, os monômeros são misturados ao demais MPs até
se homogeneizarem; então, no caso de polímeros líquidos, se mantem eles
no em um reator para que possa ocorrer a reação, em caso de sólidos, o
polímero já é levado ao molde, que é onde acorrerá a reação; após isso se
aguarda a reação acontecer, durante esse processo pode se mudar uma
mudança de fase que ocorre de líquido para gel e depois para sólido, no
caso dos polímeros sólidos, (com alguns polímeros sólido pode haver a
necessidade de resfriar o solidificar o polímero para que ele fique sólido).
Normalmente esse processo é utilizado para produção de baquelites
(material dos cabos de panelas), acrílico ou poliuretano (espuma).

Forma de poliuretano

 Polimerização em solução:
Nesse método é utilizado um solvente para homogeneizar os
monômeros e o iniciador da reação, esse solvente não dilui somente o
iniciador e os monômeros, ele também dilui o polímero final, fazendo com
que tenhamos uma solução do polímero ao final do processo. No início do
processo se mistura os catalizadores e os monômeros e depois se adiciona
o solvente; durante a adição do solvente a solução vai se polimerizando, isso
faz com que a solução aumente sua viscosidade, mas não há formação de
gel ou a solidificação como na técnica anterior graças ao solvente que dilui o
polímero. Quando se utiliza desse método para fazer polímeros sólido é
necessário ao final da reação precipitar o polímero ou evaporar o solvente.
Esse processo é comumente utilizado para produção de resina para tintas e
solventes.

 Polimerização em suspensão:

Essa técnica utiliza um solvente onde os monômeros, os


catalizadores e o polímero final não são solúveis. Essa técnica deve ser feita
sob agitação constante e com a adição de um estabilizador junto aos
monômeros, desta forma quando se adiciona o iniciador aos monômeros
eles se misturem e reajam em gotículas suspensas na solução, após o final
da solução o polímeros será formado ou ao fundo da solução (se sua
densidade for maior que a do solvente) ou como sobrenadante (se sua
densidade for menor que a do solvente). Pelo fato de os reagentes iniciais
não serem solúveis ao solvente se gere um polímero menos solúvel que
seus reagentes, já que sua cadeia será ainda maior. Os produtos mais
conhecidos que são feitos dessa forma são o PVC e o polietileno (isopor).

Representação da polimerização em suspensão


 Polimerização interfacial:
Nessa polimerização o polímero se forma na interfase de dois
soluções emissíveis de monômeros. Para isso ser possível é necessário
antes da reação prepara duas soluções, uma solução misturando o
monômero “A” com o solvente “A” e outra em será misturado o monômero
“B” e o solvente “B”, porém o solvente “A” e “B” tem que ser imiscíveis. Para
se iniciar o procedimento se dever juntar as duas soluções em um frasco,
como o único contato dos monômeros será na interface dessas soluções é lá
que começara a formação do polímero, de for com que conforme se vai
removendo o polímero a reação irá se prolongado até que seja feita por
completo. O produto mais conhecido que é produzido desse modo é o nylon.

Representação da polimerização interfacial


 Bibliografia
 QUÍMICA COMPLEMENTAR. Química de Polímeros - Técnicas de
polimerização. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 18
nov. 2024.

 ESTRUTURA DAS PROTEÍNAS. [s.l: s.n.]. Disponível em:


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 KLOCK, U. Universidade Federal do Paraná. [s.l: s.n.]. Disponível em:


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 DE, D.; SILVA, J. Adriana Marmelo Arruda. [s.l: s.n.]. Disponível em:
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 Amidos fontes, tipos e propriedades. Disponível em:


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 EVOLUCIONAL. Polímeros especiais: elastômeros. Disponível em:


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 AULA DE. Química - Polímeros Naturais Polissacarídeos: Proteínas,


Amidos e Latéx. Disponível em:
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 MERCADO. Polimerização em Processos | Propeq Consultoria.
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 CAFÉ COM QUÍMICA - PROF MICHEL. Emulsificação - Formação de


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<[Link] Acesso em: 18 nov.
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 Moodle USP: e-Disciplinas. Disponível em:


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 Polímeros de Condensação. Exemplos de Polímeros de Condensação.


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 SCHLUSAZ, L. POLIMERIZAÇÃO POR CONDENSAÇÃO EM


ESCALA INDUSTRIAL: DESLOCAMENTO DE EQUILIBRIO EM
REATOR BATELADA. Disponível em:
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 Polímeros de adição. Disponível em:


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