Direito Penal para TRF 2ª Região 2019
Direito Penal para TRF 2ª Região 2019
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Noções de Direito Penal p/ TRF 2ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) - 2019
Professor: Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC), Paulo Guimarães, Renan Araujo
Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC), Paulo Guimarães, Renan Araujo
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É com imenso prazer que estou aqui, mais uma vez, pelo ESTRATÉGIA CONCURSOS, tendo a
oportunidade de poder contribuir para a aprovação de vocês no concurso do TRF 2º REGIÃO. Nós
vamos estudar teoria e comentar exercícios sobre DIREITO PENAL, para o cargo de ANALISTA
JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA.
E aí, povo, preparados para a maratona?
O edital ainda não foi publicado, e a Banca também não foi definida, mas cresce a
expectativa de um novo certame!
Bom, está na hora de me apresentar a vocês, certo?
Meu nome é Renan Araujo, tenho 31 anos, sou Defensor Público Federal desde 2010,
atuando na Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro, e mestre em Direito Penal pela
Faculdade de Direito da UERJ. Antes, porém, fui servidor da Justiça Eleitoral (TRE-RJ), onde exerci
o cargo de Técnico Judiciário, por dois anos. Sou Bacharel em Direito pela UNESA e pós-graduado
em Direito Público pela Universidade Gama Filho.
Minha trajetória de vida está intimamente ligada aos Concursos Públicos. Desde o começo
da Faculdade eu sabia que era isso que eu queria para a minha vida! E querem saber? Isso faz toda
a diferença! Algumas pessoas me perguntam como consegui sucesso nos concursos em tão pouco
tempo. Simples: Foco + Força de vontade + Disciplina. Não há fórmula mágica, não há ingrediente
secreto! Basta querer e correr atrás do seu sonho! Acreditem em mim, isso funciona!
É muito gratificante, depois de ter vivido minha jornada de concurseiro, poder colaborar
para a aprovação de outros tantos concurseiros, como um dia eu fui! E quando eu falo em
à à à à à à à à à àO Estratégia Concursos possui
índices altíssimos de aprovação em todos os concursos!
Neste curso vocês receberão todas as informações necessárias para que possam ter sucesso
na prova do TRF 2º REGIÃO. Acreditem, vocês não vão se arrepender! O Estratégia Concursos está
comprometido com sua aprovação, com sua vaga, ou seja, com você!
Mas é possível que, mesmo diante de tudo isso que eu disse, você ainda não esteja
plenamente convencido de que o Estratégia Concursos é a melhor escolha. Eu entendo você, já
estive deste lado do computador. Às vezes é difícil escolher o melhor material para sua
preparação. Contudo, alguns colegas de caminhada podem te ajudar a resolver este impasse:
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Esse print screen acima foi retirado da página de avaliação do curso. De um curso elaborado
para um concurso bastante concorrido (Delegado da PC-PE). Vejam que, dos 62 alunos que
avaliaram o curso, 61 o aprovaram. Um percentual de 98,39%.
Ainda não está convencido? Continuo te entendendo. Você acha que pode estar dentro
daqueles 1,61%. Em razão disso, disponibilizamos gratuitamente esta aula DEMONSTRATIVA, a fim
de que você possa analisar o material, ver se a abordagem te agrada, etc.
Acha que a aula demonstrativa é pouco para testar o material? Pois bem, o Estratégia
concursos dá a você o prazo de 30 DIAS para testar o material. Isso mesmo, você pode baixar as
aulas, estudar, analisar detidamente o material e, se não gostar, devolvemos seu dinheiro.
Sabem porque o Estratégia Concursos dá ao aluno 30 dias para pedir o dinheiro de volta?
Porque sabemos que isso não vai acontecer! Não temos medo de dar a você essa liberdade.
Neste curso estudaremos todo o conteúdo de Direito Penal estimado para o Edital.
Estudaremos teoria e vamos trabalhar também com exercícios comentados.
Abaixo segue o plano de aulas do curso todo:
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RESUMOS Cada aula terá um resumo daquilo que foi estudado, variando de 03 a 10 páginas (a
depender do tema), indo direto ao ponto daquilo que é mais relevante! Ideal para quem está sem
muito tempo.
FÓRUM DE DÚVIDAS Não entendeu alguma coisa? Simples: basta perguntar ao professor
Vinicius Silva, que é o responsável pelo Fórum de Dúvidas, exclusivo para os alunos do curso.
Outro diferencial importante é que nosso curso em PDF será complementado por
videoaulas. Nas videoaulas iremos abordar os tópicos do edital com a profundidade necessária, a
fim de que o aluno possa esclarecer pontos mais complexos, fixar aqueles pontos mais relevantes,
etc.
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Observação importante: este curso é protegido por direitos autorais (copyright), nos termos da Lei
9.610/98, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras
providências.
Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam a lei e prejudicam os professores que
elaboram os cursos. Valorize o trabalho de nossa equipe adquirindo os cursos honestamente
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Os crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral são espécies do
à C à à à à à à -se regulamentados no Capítulo I do
Título XI (Crimes contra a administração pública) do CP.
Trata-se de crimes funcionais, ou seja, devem ser praticados por funcionário público 1. Os
crimes funcionais dividem-se em crimes funcionais próprios (puros) ou impróprios (impuros)
(GRAVEM ISSO POIS SERÁ IMPORTANTE MAIS À FRENTE!).
Nos crimes funcionais próprios (puros),
agente, a conduta passa a ser considerada a um indiferente penal2 (atipicidade absoluta).
Exemplo: No crime de prevaricação (art. 319 do CP), se o agente não for funcionário público, não
há prática de qualquer infração penal.
No entanto, nos crimes funcionais impróprios à à à à à à
à à à à à à à à à àdeixará apenas de ser considerada
crime funcional, sendo desclassificada para outro delito (atipicidade relativa). Imaginem o crime
de peculato-furto (art. 312, § 1° do CP). Nesse crime, o agente deve ser funcionário público. No
entanto, se lhe faltar esta condição, sua conduta não será atípica, deixará apenas de ser
considerada peculato-furto, passando a ser classificada como furto (art. 155 do CP).
O conceito de funcionário público para fins penais está no art. 327 do CP:
Art. 327 - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem
remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública.
§ 1º - Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, e
quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade
típica da Administração Pública. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
§ 2º - A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem
ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da administração
direta, sociedade de economia mista, empresa pública ou fundação instituída pelo poder público. (Incluído
pela Lei nº 6.799, de 1980)
Assim, podemos perceber que o conceito de funcionário público utilizado pelo CP é bem
diferente do conceito que se tem no Direito Administrativo. Lá, funcionários públicos são apenas
aqueles detentores de cargo público efetivo. Aqui, o conceito abrange, ainda, os empregados
públicos, estagiários, mesários da Justiça Eleitoral, Jurados, etc.
1
DOTTI, René Ariel. Curso de Direito Penal, Parte Geral. 4. ed. São Paulo: Ed. Revista dos Tribunais, 2012, p. 470
2
CUNHA, Rogério Sanches. Manual de Direito Penal. Parte Especial. 7º edição. Ed. Juspodivm. Salvador, 2015, p. 708
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BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal Parte especial. Volume 5. Ed. Saraiva, 9º edição. São Paulo, 2015, p.
189
4
2. Embora não sejam servidores públicos propriamente ditos, pois não são membros da Defensoria Pública, os advogados
dativos, nomeados para exercer a defesa de acusado necessitado nos locais onde o referido órgão não se encontra instituído,
são considerados funcionários públicos para fins penais, nos termos do artigo 327 do Código Penal Doutrina.
(...)
(RHC 33.133/SC, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 21/05/2013, DJe 05/06/2013)
5
O conceito de "paraestatal" para fins penais é tortuoso. Alguns doutrinadores se limitam a utilizar a expressão como sinônimo
de administração indireta, como Rogério Greco e José Paulo Baltazar Júnior, por exemplo. Outros, como Cézar Roberto
Bitencourt, são mais específicos (e corretos), entendendo que esta expressão corresponde às entidades que não fazem parte da
à à à à àPáRá à à à à à à à à à à à“ à
(SESI, SESC, SENAI, etc.).
O STJ, ao que parece, vem se filiando à segunda corrente. Há decisões entendendo que até mesmo as OSCIPs são entidades
paraestatais para fins penais (Ver, por todos, REsp 1519662/DF).
6
EXEMPLO: Os médicos de Hospital particular conveniado ao SUS, quando estão atendendo pacientes pelo SUS. BITENCOURT,
Cezar Roberto. Op. Cit., p. 189/190
7
CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 711
8
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 191
9
Inq. 1769-PA
10
CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 711
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1.1 PECULATO
Como vimos, é necessário que o agente seja funcionário público, mas nada impede que haja
concurso de pessoas com um particular, desde que este saiba da condição de funcionário público
do agente. Trata-se, portanto, de crime próprio.
Não é necessário que o dinheiro ou outro bem móvel apropriado ou desviado seja público,
podendo ser particular11, desde que lhe tenha sido entregue em razão da função. É o caso, por
exemplo, do funcionário que tem a guarda de um veículo que se encontra em um depósito público.
O sujeito passivo será sempre o Estado, embora possa ser também o particular, caso se trate
de bem particular o objeto material do crime.
ATENÇÃO! Oà à à à à à àD àH à à à à à à à
o bem, valor ou coisa seja desviado para o PATRIMÔNIO de alguém (do agente ou de terceiros).
Seria o chamado animus rem sibi habendi. Outra parcela doutrinária entende que o termo
à à à à à à à à à à à à à à à à
o mero USO INDEVIDO do bem, valor ou coisa, já caracterizaria o delito.
Ex.: José utiliza um veículo pertencente ao órgão público em que trabalha para levar sua esposa
ao cinema.
Esta mesma situação pode gerar consequências distintas no campo penal, a depender da corrente
doutrinária adotada.
1º corrente Não há peculato, pois o bem não foi desviado para o patrimônio de José (Para esta
corrente, José deveria pretender tomar para si o bem, ou seja, ficar com ele).
11
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 44
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2º corrente Há peculato, pois José DESVIOU o bem público de sua finalidade (a finalidade seria a
utilização em prol do serviço, e não para levar sua esposa ao cinema, finalidade meramente
particular).
JURISPRUDÊNCIA O STJ, até o momento, adota a primeira corrente.12
O STF já decidiu adotando a primeira corrente (que é majoritária 13), ao argumento de que esta
à à à à à à HC 108.433). Entretanto, mais recentemente, o STF
adotou entendimento contrário, ou seja, aderiu à segunda corrente. Vejamos:
(...) O peculato desvio caracteriza-se na hipótese em que terceiro recebe armas emprestadas pelo juiz,
depositário fiel dos instrumentos do crime, acautelados ao magistrado para fins penais, enquadrando-se no
conceito de funcionário público. 2. In casu, Juiz Federal detinha em seu poder duas pistolas apreendidas no
curso de processo-crime em tramitação perante a Vara da qual era titular. Ao entregar os armamentos a
policial federal desviou bem de que tinha posse em razão da função em proveito deste, emprestando-lhe
finalidade diversa da pretendida ao assumir a função de depositário fiel. 3. O artigo 312 do Código Penal
à á à à- Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público
ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio: Pena -
à à à à à à à à àÉ
dispositivo legal, de alterar o destino natural do objeto material ou dar-lhe outro encaminhamento, ou, em
outros termos no peculato-desvio o funcionário público dá ao objeto material aplicação diversa da que lhe
foi determinada, em benefício próprio ou de outrem. Nessa figura não há o propósito de apropriar-se, que é
identificado como animus rem sibi habendi, podendo ser caracterizado o desvio proibido pelo tipo, com
BITTENCOURT C T
direito penal. v. 5. Saraiva, São Paulo: 2013, 7ª Ed. p. 47). 3. É possível a atribuição do conceito de
funcionário público contida no artigo 327 do Código Penal a Juiz Federal. É que a função jurisdicional é função
pública, pois consiste atividade privativa do Estado-Juiz, sistematizada pela Constituição e normas processuais
respectivas. Consequentemente, aquele que atua na prestação jurisdicional ou a pretexto de exercê-la é
funcionário público para fins penais. Precedente: (RHC 110.432, Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado
em 18/12/2012). 4. A via estreita do Habeas Corpus não se preza à discussão acerca da valoração da prova
produzida em ação penal. É que, nos termos da Constituição esta ação se destina a afastar restrição à
liberdade de locomoção por ilegalidade ou por abuso de poder. 5. Recurso desprovido.
(RHC 103559, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO
DJe-190 DIVULG 29-09-2014 PUBLIC 30-09-2014)
O que fazer? Éà à à à à à à àD à à à à à à à à
que apesar do precedente recente, a jurisprudência e a doutrina majoritárias ainda adotam o
primeiro entendimento. Vamos aguardar cenas dos próximos capítulos...
Importante lembrar que para que possamos falar em peculato de uso é necessário que estejamos
diante de bem INFUNGÍVEL (que não pode ser substituído por outro da mesma espécie, qualidade
e quantidade) e NÃO CONSUMÍVEL (cujo uso importa em destruição IMEDIATA da sua própria
substância).
á à à à à à à à à à à àser bem fungível.
12
HC 94.168/MG
13
Ver, por todos, BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 49
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CUIDADO! Se o agente público em questão for um PREFEITO (ou quem esteja atuando em
substituição a ele), não haverá qualquer dúvida, a conduta será crime! Isto porque há previsão
específica no DL 201/67 (art. 1º, II e §1º).
Nesse crime o agente não possui a guarda do bem, praticando verdadeiro furto, que, em
razão das circunstâncias (ser o agente funcionário público e valer-se desta condição para subtrair o
bem), caracteriza-se como o crime de peculato-furto.
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O peculato culposo, por sua vez, está previsto no art. 312, § 2° do CP:
§ 2º - Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem:
Pena - detenção, de três meses a um ano.
Essa modalidade culposa se verifica quando o agente, sem ter a intenção de participar do
crime funcional praticado por outro funcionário, acaba, em razão do seu descuido, colaborando
para isso. 14
EXEMPLO: José, funcionário público, durante seu horário de almoço, deixa o celular
funcional (pertencente ao órgão público) sobre o balcão de atendimento, e sai para
comer. Pedro, um particular que estava no local esperando atendimento, se aproveita
da situação e furta o celular. Neste caso, parte da Doutrina entende que há peculato
culposo por parte de José, e outra parte entende que não, pois o crime praticado por
Pedro (o particular) não foi um peculato (e sim um simples furto).
O que decidir na prova objetiva? Apesar de a doutrina levemente majoritária entender que
não há peculato culposo neste caso, as Bancas parecem ignorar tal fato, havendo histórico de
cobrança de questões nas quais se entendeu que, mesmo neste caso, haveria peculato culposo.
O CP estabelece, ainda, que no caso do crime culposo (somente neste!), se o agente reparar
o dano antes de proferida a sentença irrecorrível (ou seja, antes do trânsito em julgado), estará
14
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 49/50
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extinta a punibilidade. Caso o agente repare o dano após o trânsito em julgado, a pena será
reduzida pela metade à à à à à à àN s termos do art. 312, § 3°:
§ 3º - No caso do parágrafo anterior, a reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível, extingue a
punibilidade; se lhe é posterior, reduz de metade a pena imposta.
MUITO CUIDADO! A reparação do dano só gera estes efeitos no peculato culposo, não
nas suas demais modalidades!
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15
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 63
16
CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 721
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BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 72
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1.5 CONCUSSÃO
O crime de concussão está previsto no art. 316 do CP, que assim dispõe:
Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de
assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida:
Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa.
18
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 90
19
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 91
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A exigência pode ser direta, quando o agente atua diretamente em relação à vítima, de forma expressa, ou indireta, quando se
vale de interposta pessoa ou, ainda, realiza a exigência de forma velada, implícita. BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 98
21
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 97/98
22
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 105. CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 732
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destinatário, há tentativa.
Este crime é muito confundido com o de corrupção passiva, mas ISSO NÃO PODE ACONTECER
COM VOCÊS! Se o agente EXIGE, teremos concussão! Se o agente apenas solicita, recebe ou
apenas aceita promessa de vantagem, teremos corrupção passiva.
O crime de excesso de exação, previsto no art. 316, § 1° do CP, prevê uma espécie de
concussão, só que específica em relação à exigência de tributo ou contribuição social indevida:
§ 1º - Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando
devido, emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza: (Redação dada pela Lei nº
8.137, de 27.12.1990)
Pena - reclusão, de três a oito anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 8.137, de 27.12.1990)
O CP exige que o agente saiba que está cobrando tributo ou contribuição social indevida, ou,
ainda, que este ao menos deva saber que é indevida.
O dispositivo estabelece como conduta punível, também, a conduta de exigir tributo ou
contribuição social devida, mas mediante utilização de meio de cobrança vexatório ou gravoso,
não autorizado por lei. Portanto, são dois núcleos diferentes previstos neste tipo penal.
P à àD à à à à à deveria saber à à à à à
admite-se a forma culposa. No entanto, a maioria da Doutrina entende que esta expressão
também indica forma dolosa, só que na modalidade de dolo eventual23 (art. 18, I, segunda parte,
do CP).
Admite-se a tentativa sempre que puder ser fracionada a conduta do agente em mais de um
ato, como na exigência indevida por escrito, por exemplo.
O § 2°, por fim, estabelece uma qualificadora, no caso do agente que, além de exigir
indevidamente o tributo ou contribuição social, desviá-lo dos cofres da administração pública,
em proveito próprio ou de terceiros:
23
CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 734
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§ 2º - Se o funcionário desvia, em proveito próprio ou de outrem, o que recebeu indevidamente para recolher
aos cofres públicos:
Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.
24
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 116
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Percebam que a pena prevista para esta modalidade do delito é bem menor que a prevista
para as outras hipóteses de corrupção. Aqui temos um crime material.26
25
CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 317. BITENCOURT sustenta que o crime é formal apenas na modalidade de solicitar,
à à à à à à à à àBITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 125
26
CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 739
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27
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 129
28
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 131
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CUIDADO! áà à à à à à à à à à à à à
de contrabando e descaminho faziam parte do mesmo tipo penal (art. 334). Atualmente
o contrabando foi deslocado para o art. 334-A. Contudo, não me parece que o
funcionário que facilite a prática do contrabando vá ficar impune, ele irá continuar
respondendo pelo crime do art. 318, eis que o tipo penal fala claramente em
à à àá à à à à à à à à à à à
incompleta.
29
CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 743. BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 140
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Este crime não deve ser confundido com a corrupção passiva privilegiada, na qual o agente
deixa de praticar ato de ofício ou pratica ato indevido atendendo a pedido de terceiros. Aqui, o
agente faz por conta próprio, para satisfazer interesse próprio.
LEMBREM-SE:
FAVORZINHO GRATUITO = CORRUPÇÃO PASSIVA PRIVILEGIADA
SATISFAÇÃO DE INTERESSE PRÓPRIO = PREVARICAÇÃO
Existe, ainda, uma modalidade específica de prevaricação, que é a prevista no art. 319-A,
inserido recentemente pela Lei 11.466/07:
Art. 319-A. Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público, de cumprir seu dever de vedar ao preso o
acesso a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o
ambiente externo: (Incluído pela Lei nº 11.466, de 2007).
Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano.
Assim, nessa hipótese, o crime não é o de prevaricação comum, mas sim a espécie própria de
prevaricação prevista no art. 319-A do CP, chamada pela Doutrina de prevaricação imprópria.
Nessa hipótese, diferentemente da prevaricação comum (ou própria), não se exige dolo
específico (finalidade especial de agir).30 Cuidado com isso! A Doutrina não admite, ainda, a
tentativa nesta hipótese, pois a lei prevê apenas uma conduta omissiva própria, não havendo
possibilidade de fracionamento da conduta.
Também não se deve confundir o crime de prevaricação com o crime de condescendência
criminosa. Nesse crime, o agente também deixa de fazer algo a que estava obrigado em razão da
função, mas o faz por indulgência (sentimento de pena, de comiseração). Nos termos do art. 320
do CP:
Art. 320 - Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no
exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade
competente:
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa.
Se o chefe deixa de responsabilizar o subordinado por outro motivo que não seja a
indulgência (medo, frouxidão, negligência, pouco caso, etc.), o crime pode ser o de prevaricação ou
o de corrupção passiva privilegiada, a depender do caso. Cuidado com isso, povo!
30
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 146
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CUIDADO! O tipo penal exige que o agente seja hierarquicamente superior ao outro funcionário 31,
aquele que cometeu a falta funcional. Existe certa divergência doutrinária quanto a isso, mas a
posição predominante é de que, de fato, o agente deve ser hierarquicamente superior. Assim, se
um funcionário público toma conhecimento de que seu colega praticou uma infração funcional e
nada faz a respeito, NÃO PRATICA ESTE CRIME.
1.10ADVOCACIA ADMINISTRATIVA
31
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 148. CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 746
32
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 155
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Assim:
Parte da Doutrina e da Jurisprudência entendem ter sido este artigo revogado pela Lei
4.898/65.33 No entanto, existem decisões no âmbito do STJ e do STF reconhecendo a plena
vigência deste artigo.34
BEM JURÍDICO O regular desenvolvimento das atividades da administração pública e
TUTELADO a integridade física de eventual particular lesado pela conduta.
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime próprio, só podendo ser praticado pelo funcionário
público. É plenamente possível o concurso de pessoas, desde que
este particular tenha conhecimento da condição de funcionário
público do agente.
SUJEITO PASSIVO A administração púbica, e, secundariamente, o particular.
33
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 160
34
(...) 1. O crime de violência arbitrária não foi revogado pelo disposto no artigo 3º, alínea "i", da Lei de Abuso de Autoridade.
Precedentes da Suprema Corte.
2. Ordem denegada.
(HC 48.083/MG, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 20/11/2007, DJe 07/04/2008)
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Atente-se para o fato de que, além da pena aplicada em razão deste crime, o agente
responde também pelas penas decorrentes das lesões corporais que causar, ou até mesmo pela
morte da vítima.
1.12ABANDONO DE FUNÇÃO
35
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 168/169. CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 754
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Entende-se por faixa de fronteira a extensão de 150 km de largura ao longo das fronteiras
terrestres, nos termos do art. 20, § 2° da Constituição).
Aqui, trata-se de hipótese na qual o agente está para se tornar servidor público, ou já deixou
de sê-lo, e mesmo assim exerce as funções às quais está impedido de exercer, seja porque ainda
não tomou posse, seja porque já foi desligado do serviço público. Nos termos do art. 324 do CP:
Art. 324 - Entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas as exigências legais, ou continuar a exercê-
la, sem autorização, depois de saber oficialmente que foi exonerado, removido, substituído ou suspenso:
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa.
36
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 169. Bitencourt sustenta a tese de que o cargo deverá ficar acéfalo, ou seja,
desocupado. Se há algum substituto para ocupar o cargo, o delito não estaria caracterizado (posição do prof. BITENCOURT). A
doutrina majoritária não defende esta tese.
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37
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 175
38
CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 756
39
Como exemplo, imagine-se o caso do agente que se apresente para trabalhar, mas seja impedido pelo chefe da repartição.
CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 757
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TUTELADO
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime próprio, só podendo ser praticado pelo
funcionário público que possua o dever de manter a informação
em sigilo. É plenamente possível o concurso de pessoas, desde
que este particular tenha conhecimento da condição de
funcionário público do agente.
SUJEITO PASSIVO A administração púbica.
TIPO OBJETIVO A conduta é revelar ou facilitar a revelação de fato sigiloso que
o agente tenha tomado conhecimento em razão do cargo. É
indiferente se o fato é revelado a um particular ou a outro
servidor público. É imprescindível, porém, que o fato tenha sido
levado ao conhecimento do agente em razão da sua função
pública. Se a revelação do segredo se der em relação à operação
ou serviço prestado por instituição financeira, estaremos diante
de crime contra o sistema financeiro nacional, previsto no art. 18
da Lei 7.492/8640.
TIPO SUBJETIVO Dolo. Não se exige especial fim de agir. Não se admite o crime
na forma culposa, pois se exige que o agente tenha ciência de
que o fato é sigiloso.
CONSUMAÇÃO E Consuma-se com a efetiva realização da conduta de revelar o
TENTATIVA segredo ou facilitar sua revelação. A Doutrina admite a tentativa,
nas hipóteses em que se puder fracionar a conduta do agente,
como na hipótese de o agente enviar carta a um terceiro
revelando-lhe o segredo41, e ser a carta interceptada por outra
pessoa, não chegando ao conhecimento do destinatário.
O CP prevê, ainda, uma forma equiparada do delito e outra forma, qualificada. Nos termos
dos §§ 1° e 2° do art. 325 do CP:
§ 1o Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
I - permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o
acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública;
(Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
II - se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
§ 2o Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: (Incluído pela Lei nº 9.983, de
2000)
40
CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 759
41
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 185
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Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
O art. 326 estabelece um crime autônomo, uma modalidade especial de violação de segredo
funcional. É a violação de sigilo de proposta licitatória. Nos termos do art. 326:
Art. 326 - Devassar o sigilo de proposta de concorrência pública, ou proporcionar a terceiro o ensejo de
devassá-lo:
Pena - Detenção, de três meses a um ano, e multa.
Entretanto, este artigo foi revogado tacitamente pelo art. 94 da Lei 8.666/93, que tipifica a
mesma conduta, entretanto, estabelece pena mais grave (dois a três anos de detenção, e multa). 42
CÓDIGO PENAL
Arts. 312 a 327 do CP Tipificam os crimes praticados por funcionário público contra a
administração em geral, bem como trazem o conceito de funcionário público para fins penais (art.
327 do CP):
Peculato
Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de
que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio:
Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.
§ 1º - Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o
subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona
a qualidade de funcionário.
Peculato culposo
§ 2º - Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem:
Pena - detenção, de três meses a um ano.
§ 3º - No caso do parágrafo anterior, a reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade;
se lhe é posterior, reduz de metade a pena imposta.
Peculato mediante erro de outrem
Art. 313 - Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exercício do cargo, recebeu por erro de outrem:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
42
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 187
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Inserção de dados falsos em sistema de informações (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente
dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem
indevida para si ou para outrem ou para causar dano: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000))
Pena reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Art. 313-B. Modificar ou alterar, o funcionário, sistema de informações ou programa de informática sem autorização
ou solicitação de autoridade competente: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Pena detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Parágrafo único. As penas são aumentadas de um terço até a metade se da modificação ou alteração resulta dano
para a Administração Pública ou para o administrado. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento
Art. 314 - Extraviar livro oficial ou qualquer documento, de que tem a guarda em razão do cargo; sonegá-lo ou
inutilizá-lo, total ou parcialmente:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, se o fato não constitui crime mais grave.
Emprego irregular de verbas ou rendas públicas
Art. 315 - Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei:
Pena - detenção, de um a três meses, ou multa.
Concussão
Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la,
mas em razão dela, vantagem indevida:
Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa.
Excesso de exação
§ 1º - Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido,
emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza: (Redação dada pela Lei nº 8.137, de
27.12.1990)
Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 8.137, de 27.12.1990)
§ 2º - Se o funcionário desvia, em proveito próprio ou de outrem, o que recebeu indevidamente para recolher aos
cofres públicos:
Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.
Corrupção passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de
assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem:
Pena reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 10.763, de 12.11.2003)
§ 1º - A pena é aumentada de um terço, se, em conseqüência da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou
deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional.
§ 2º - Se o funcionário pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofício, com infração de dever funcional, cedendo a
pedido ou influência de outrem:
Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa.
Facilitação de contrabando ou descaminho
Art. 318 - Facilitar, com infração de dever funcional, a prática de contrabando ou descaminho (art. 334):
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Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 8.137, de 27.12.1990)
Prevaricação
Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei,
para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
Art. 319-A. Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público, de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a
aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente
externo: (Incluído pela Lei nº 11.466, de 2007).
Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano.
Condescendência criminosa
Art. 320 - Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do
cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente:
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa.
Advocacia administrativa
Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da
qualidade de funcionário:
Pena - detenção, de um a três meses, ou multa.
Parágrafo único - Se o interesse é ilegítimo:
Pena - detenção, de três meses a um ano, além da multa.
Violência arbitrária
Art. 322 - Praticar violência, no exercício de função ou a pretexto de exercê-la:
Pena - detenção, de seis meses a três anos, além da pena correspondente à violência.
Abandono de função
Art. 323 - Abandonar cargo público, fora dos casos permitidos em lei:
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa.
§ 1º - Se do fato resulta prejuízo público:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
§ 2º - Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira:
Pena - detenção, de um a três anos, e multa.
Exercício funcional ilegalmente antecipado ou prolongado
Art. 324 - Entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas as exigências legais, ou continuar a exercê-la, sem
autorização, depois de saber oficialmente que foi exonerado, removido, substituído ou suspenso:
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa.
Violação de sigilo funcional
Art. 325 - Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a
revelação:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave.
§ 1o Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
I permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o acesso
de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública; (Incluído pela Lei
nº 9.983, de 2000)
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§ 2o Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: (Incluído pela Lei nº 9.983, de
2000)
Pena reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Violação do sigilo de proposta de concorrência
Art. 326 - Devassar o sigilo de proposta de concorrência pública, ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo:
Pena - Detenção, de três meses a um ano, e multa.
Funcionário público
Art. 327 - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem
remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública.
§ 1º - Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, e quem
trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da
Administração Pública. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
§ 2º - A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem ocupantes
de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da administração direta, sociedade de
economia mista, empresa pública ou fundação instituída pelo poder público. (Incluído pela Lei nº 6.799, de 1980)
3 SÚMULAS PERTINENTES
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4 RESUMO
PECULATO
Conduta á -se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel,
público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo (peculato-apropriação), ou desviá-lo
(peculato-desvio à à à à à à à à àCP
Peculato-furto Aplica- à à à à à à à à à à à à à à
subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de
facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário à à à à do CP). ATENÇÃO!
Diferença fundamental entre peculato furto e peculato (desvio ou apropriação) = No peculato-
furto o agente não tem a posse da coisa.
OBS.: Peculato de uso Discutido na doutrina e jurisprudência, mas prevalece que é IMPUNÍVEL.
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Particular pode praticar peculato? Sim, desde que em concurso de pessoas com um funcionário
público (e desde que o particular saiba que seu comparsa é funcionário público).
Peculato culposo Quando o agente concorre, de maneira CULPOSA, para o crime praticado por
outra pessoa.
OBS.: Se o agente reparar o dano antes de proferida a sentença irrecorrível (ou seja, antes do
trânsito em julgado), estará extinta a punibilidade. Caso o agente repare o dano após o trânsito
em julgado, a pena será reduzida pela metade. ISSO NÃO SE APLICA ÀS DEMAIS FORMAS DE
PECULATO.
Peculato mediante erro de outrem Conduta daquele que se apropria de dinheiro ou qualquer
utilidade que, no exercício do cargo, recebeu por erro de outrem. OBS.: O agente não pode ter
criado (dolosamente) a situação de erro (neste caso, responde por estelionato).
CONSUMAÇÃO Ambos os delitos se consumam com a mera prática da conduta (exigir, solicitar,
aceitar promessa de vantagem, etc.), sendo DISPENSÁVEL o efetivo recebimento da vantagem
indevida para que haja a consumação do delito.
OBS.: N à à à à à à à à à à à -se o
efetivo recebimento da vantagem.
OBS.: Em todos as modalidades de corrupção passiva não se exige que o funcionário público
efetivamente pratique ou deixe de praticar o ato (com infração de dever funcional) em razão da
vantagem ou promessa de vantagem recebida. Caso isso ocorra, a pena será aumentada em 1/3.
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ADVOCACIA ADMINISTRATIVA
Conduta - Patrocinar interesse privado perante a administração pública. O agente:
Deve se valer das facilidades que a sua condição de funcionário público lhe proporciona
Praticar a conduta em prol de um terceiro (majoritário)
OBS.: O crime se consuma ainda que o interesse patrocinado seja legítimo. Caso seja um interesse
ilegítimo, teremos a forma qualificada (pena mais grave).
Interesse legítimo Crime de advocacia administrativa na forma simples
Interesse ilegítimo Crime de advocacia administrativa na forma qualificada.
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DISPOSIÇÕES GERAIS
Todos os crimes são próprios Devem ser praticados por quem ostente a condição de
funcionário público. Em alguns casos, deve ser uma condição ainda mais específica (Ex.:
Superior hierárquico, no crime de condescendência criminosa).
Todos os crimes são dolosos Só há previsão de forma culposa para o peculato (peculato
culposo, art. 312, §2º do CP).
Ação penal Para todos, pública incondicionada.
Particular como sujeito do delito É possível, em todos eles, desde que se trate de
concurso de pessoas e que o particular saiba que seu comparsa é funcionário público.
_______
Bons estudos!
Prof. Renan Araujo
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e) cidadão nomeado para compor as mesas receptoras de votos e de justificativas no dia das
eleições.
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N à à à à à à à à àC àP à R à à à à à
indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer
à à à à à à à à à à à à
constitui
a) elemento normativo do tipo.
b) elemento subjetivo do tipo.
c) circunstância qualificadora.
d) elemento objetivo do tipo.
e) elemento descritivo do tipo.
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(A) corrupção passiva aquele que exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda
que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida.
(B) concussão aquele que solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente,
ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar
promessa de tal vantagem.
(C) peculato aquele que revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer
em segredo, ou facilitar-lhe a revelação.
(D) condescendência criminosa o funcionário que, criminosamente, retardar ou deixar de praticar,
ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou
sentimento pessoal ou auferir proveito econômico.
(E) advocacia administrativa aquele que patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado
perante a Administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário.
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entrega aos policiais civis, que deixam de conduzi-lo ao Distrito Policial. No caso hipotético
apresentado, Tício e Caio cometeram crime de
a) concussão e estão sujeitos à pena de reclusão, de 2 a 8 anos e multa, sem qualquer aumento de
pena, uma vez que o não cumprimento do ato de ofício é mero exaurimento do crime formal.
b) corrupção passiva e estão sujeitos à pena de reclusão, de 2 a 12 anos e multa, com aumento de
1/3 uma vez que os funcionários deixaram de conduzir preso o cidadão Moisés, com infração de
dever funcional.
c) corrupção passiva e estão sujeitos à pena de reclusão, de 2 a 12 anos e multa, sem qualquer
aumento de pena, uma vez que o não cumprimento do ato de ofício é mero exaurimento do crime
formal.
d) prevaricação e estão sujeitos à pena de detenção de 3 meses a 1 ano e multa.
e) concussão e estão sujeitos à pena de reclusão, de 2 a 8 anos e multa, com aumento de 1/3 uma
vez que os funcionários deixaram de conduzir preso o cidadão Moisés, com infração de dever
funcional.
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b) cometeu o crime de peculato mediante erro de outrem enquanto Vagner cometeu o crime de
peculato doloso.
c) não cometeu nenhum crime e Vagner cometeu o crime de peculato, pois se apropriou de bem
móvel público de que tem a posse em razão do cargo em proveito próprio ou alheio.
d) não cometeu nenhum crime e Vagner cometeu o crime de peculato culposo.
e) cometeu o crime de peculato culposo e Vagner cometeu o crime de peculato, pois ele não
estava em posse do bem, mas mesmo assim o subtraiu, em proveito próprio ou alheio, valendo-se
de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário.
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a) II e III.
b) I e III.
c) I e IV.
d) III e IV.
e) II e IV.
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III. Se o agente for ocupante de função de assessoramento de fundação instituída pelo poder
público não terá, por esse motivo, a pena aumentada.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) II.
b) I e III.
c) II e III
d) I e II.
e) III
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autorizado para o registro no sistema. O funcionário, diante da ofensa, alterou os dados inseridos
para que constasse pagamento parcial e não total do tributo. Com isso, o contribuinte foi acionado
judicialmente para pagamento do tributo que já tinha quitado. A conduta do funcionário está
inserida no crime de
a) prevaricação.
b) modificação não autorizada de sistema de informações.
c) sonegação de documento
d) falsidade ideológica.
e) inserção de dados falsos em sistema de informações.
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a) pelo funcionário autorizado que inserir ou facilitar a inserção de dados falsos, alterar ou excluir
indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração
pública, com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano.
b) por qualquer pessoa que inserir ou facilitar a inserção de dados falsos, alterar ou excluir
indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração
pública.
c) por qualquer funcionário, público ou não, com a finalidade de obter vantagem indevida para si
ou para outrem ou para causar dano.
d) pelo funcionário que modificar ou alterar sistema de informações ou programa de informática,
pública ou não, com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar
dano.
e) pelo funcionário que modificar ou alterar sistema de informações ou programa de informática
sem autorização ou solicitação de autoridade competente.
43. (FCC - 2006 - TRF - 1ª REGIÃO - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA - EXECUÇÃO DE
MANDADOS)
José é funcionário público e, em cumprimento de mandado judicial, se dirigiu ao escritório de
Pedro para efetuar busca e apreensão de autos. Pedro lhe ofereceu a quantia de R$ 100,00 para
que retardasse a diligência por alguns dias. José aceitou o dinheiro, mas não retardou a diligência,
efetuando desde logo a apreensão. José e Pedro responderão, respectivamente, por crime de
a) prevaricação e corrupção passiva.
b) concussão e corrupção passiva.
c) corrupção ativa e corrupção passiva.
d) prevaricação e corrupção ativa.
e) corrupção passiva e corrupção ativa.
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6 EXERCÍCIOS COMENTADOS
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e) advocacia administrativa.
COMENTÁRIOS: O único dos crimes praticados por funcionário público contra a administração em
geral (arts. 312 a 326 do CP) que admite forma culposa é o crime de peculato, na forma do art.
312, §2º do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.
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COMENTÁRIOS: Lucius cometeu, aqui, o delito de peculato, pois se apropriou de bem particular do
qual tinha a posse em razão da função pública, nos termos do art. 312 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.
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d) prevaricação.
e) concussão.
COMENTÁRIOS: Dentre as alternativas apresentadas, apenas o delito de peculato tem previsão de
punição na modalidade culposa, conforme art. 312, §2º do CP. Todos os demais só são punidos
quando praticados dolosamente.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.
constitui
a) elemento normativo do tipo.
b) elemento subjetivo do tipo.
c) circunstância qualificadora.
d) elemento objetivo do tipo.
e) elemento descritivo do tipo.
COMENTÁRIOS: Tal expressão, segundo entendimento da Doutrina, configura elemento subjetivo
do tipo, mais especificamente um elemento subjetivo específico, ou seja, não basta que o agente
possua o dolo de realizar a conduta. É necessário que a conduta seja praticada com essa específica
finalidade.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.
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c) CORRETA: Item correto, pois se trata de crime formal, que se consuma com a mera prática da
conduta (emprego irregular das verbas ou rendas), sendo irrelevante para fins de consumação a
eventual ocorrência de prejuízo à administração.
d) ERRADA: Item errado, pois não se pune o excesso de exação na forma culposa. Tal delito só é
punido na forma dolosa.
e) ERRADA: Tal delito não é punível na forma culposa, apenas na forma dolosa, pois não há
previsão expressa de punição a título de culpa, nos termos do art. 314 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.
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(E) advocacia administrativa aquele que patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado
perante a Administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: Item errado, pois tal conduta caracteriza o delito de concussão, nos termos do art. 316
do CP.
B) ERRADA: Item errado, pois tal conduta configura o crime de corrupção passiva, nos termos do
art. 317 do CP.
C) ERRADA: Item errado, pois neste caso o agente comete o crime de violação de sigilo funcional,
nos termos do art. 325 do CP.
D) ERRADA: Item errado, pois aqui teremos o crime de prevaricação, conforme art. 319 do CP.
E) CORRETA: Item correto, pois esta é a exata previsão contida no art. 321 do CP, sobre o crime de
advocacia administrativa:
Advocacia administrativa
Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da
qualidade de funcionário:
Pena - detenção, de um a três meses, ou multa.
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COMENTÁRIOS: Há duas alternativas corretas, motivo pelo qual a questão foi anulada. A
condescendência criminosa é crime omissivo próprio, motivo pelo qual não admite tentativa
(correta a letra A, e errada a letra C). Além disso, só se pune tal conduta na forma dolosa, não se
admitindo a forma culposa (correta a letra B). Tal delito exige que o agente seja superior
hierárquico do funcionário infrator, motivo pelo qual está errada a letra D. Por fim, errada a letra E,
pois é necessário o dolo direto, ou seja, que o agente saiba que o subordinado praticou a infração.
Portanto, a QUESTÃO FOI BEM ANULADA.
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e) peculato, por ter se apropriado de bem móvel particular, de que tem a posse em razão do
cargo.
COMENTÁRIOS: Neste caso o agente praticou o delito de peculato, pois se apropriou de bem
particular de que tinha a posse em razão do cargo, nos termos do art. 312 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.
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e) cometeu o crime de peculato culposo e Vagner cometeu o crime de peculato, pois ele não
estava em posse do bem, mas mesmo assim o subtraiu, em proveito próprio ou alheio, valendo-
se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário.
COMENTÁRIOS: Neste caso, Verônica praticou o crime de peculato culposo, previsto no art. 312,
§2º do CP, enquanto Vagner cometeu o delito de peculato-furto, previsto no art. 312, §1º do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.
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Um funcionário público cometerá o crime de violação de sigilo funcional, nas condutas indicadas
APENAS em
a) II e III.
b) I e III.
c) I e IV.
d) III e IV.
e) II e IV.
COMENTÁRIOS: O crime de violação de sigilo funcional está tipificado no art. 325 do CP:
Violação de sigilo funcional
Art. 325 - Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a
revelação:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave.
§ 1o Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
I permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o
acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública;
(Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
II se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
§ 2o Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Pena reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Daí se pode concluir, sem grande esforço, que somente os itens I e IV correspondem a condutas
criminalizadas por este tipo penal.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.
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Corrupção passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes
de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 10.763, de 12.11.2003)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.
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A conduta do funcionário que exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber
indevido, ou, quando devido, emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não
autoriza, configura
(A) crime contra a ordem tributária.
(B) abuso de poder tributário.
(C) corrupção passiva.
(D) concussão.
(E) excesso de exação.
COMENTÁRIOS: A conduta, aqui, configura o crime de excesso de exação, previsto no art. 316, §1º
do CP:
Art. 316 (...)
Excesso de exação
§ 1º - Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido,
emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza: (Redação dada pela Lei nº 8.137, de
27.12.1990)
Pena - reclusão, de três a oito anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 8.137, de 27.12.1990)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.
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Vejamos:
(...) É indispensável a existência do elemento subjetivo do tipo para a caracterização do delito de peculato-uso,
consistente na vontade de se apropriar DEFINITIVAMENTE do bem sob sua guarda.
(...) (STF. 1ª Turma. HC 108433 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 25/06/2013)
Entretanto, em julgado RECENTÍSSIMO, o STF se valeu de parcela da Doutrina que entende que o
à à à à à à à à à à à à à à à à
ao bem, valor ou coisa finalidade DIVERSA daquela que deveria ser dada.
Vejamos:
(...) O peculato desvio caracteriza-se na hipótese em que terceiro recebe armas emprestadas pelo juiz, depositário
fiel dos instrumentos do crime, acautelados ao magistrado para fins penais, enquadrando-se no conceito de
funcionário público. 2. In casu, Juiz Federal detinha em seu poder duas pistolas apreendidas no curso de processo-
crime em tramitação perante a Vara da qual era titular. Ao entregar os armamentos a policial federal desviou bem
de que tinha posse em razão da função em proveito deste, emprestando-lhe finalidade diversa da pretendida ao
à à à à à à àOà à à àC àP à à á à à- Apropriar-se o funcionário
público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do
cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio: Pena - à à à à à à à à àÉà à à
à à à à à à à à à à à à à à à à à à
ou dar-lhe outro encaminhamento, ou, em outros termos no peculato-desvio o funcionário público dá ao objeto
material aplicação diversa da que lhe foi determinada, em benefício próprio ou de outrem. Nessa figura não há o
propósito de apropriar-se, que é identificado como animus rem sibi habendi, podendo ser caracterizado o desvio
proibido pelo tipo, com simples uso irregular da coisa pública, objeto material do peculato. (BITTENCOURT,
Cezar. Tratado de direito penal. v. 5. Saraiva, São Paulo: 2013, 7ª Ed. p. 47). 3. É possível a atribuição do conceito
de funcionário público contida no artigo 327 do Código Penal a Juiz Federal. É que a função jurisdicional é função
pública, pois consiste atividade privativa do Estado-Juiz, sistematizada pela Constituição e normas processuais
respectivas. Consequentemente, aquele que atua na prestação jurisdicional ou a pretexto de exercê-la é
funcionário público para fins penais. Precedente: (RHC 110.432, Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em
18/12/2012). 4. A via estreita do Habeas Corpus não se preza à discussão acerca da valoração da prova produzida
em ação penal. É que, nos termos da Constituição esta ação se destina a afastar restrição à liberdade de
locomoção por ilegalidade ou por abuso de poder. 5. Recurso desprovido.
(RHC 103559, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-190
DIVULG 29-09-2014 PUBLIC 30-09-2014)
T à à à à à à à à à à àD à à à à à
entende que o pecula à à à à à à à à à à à à à à
à à à à à à à à à à à à à à à à
entendimento do STF sobre a questão, inclusive por citar a Doutrina do prof. Cézar Roberto
Bitencourt.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E (mas CABERIA RECURSO!
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e) prevaricação.
COMENTÁRIOS: O oficial de justiça, aqui, praticou o delito de corrupção PASSIVA na forma
CONSUMADA, pois aceitou a promessa de vantagem indevida em razão do cargo.
Vejamos:
Corrupção passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes
de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 10.763, de 12.11.2003)
O fato de a vantagem não ter sido efetivamente recebida ou, sequer, ter tido seu valor fixado
(ficou pendente a eventual majoração) é irrelevante para fins de consumação do delito.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.
==0==
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O crime de concussão
a) admite a concorrência de particular, desde que este conheça a condição de funcionário
público do outro agente.
b) é de natureza formal, consumando-se com o recebimento da vantagem indevida.
c) é de natureza material, consumando-se com a efetiva exigência, independentemente do
recebimento da vantagem.
d) admite modalidade culposa.
e) é de natureza formal, consumando-se com a mera solicitação da vantagem indevida.
COMENTÁRIOS: O crime de concussão é de natureza FORMAL e se consuma com a mera
EXIGÊNCIA (não solicitação) da vantagem indevida.
Assim, nenhuma das alternativas que trata da consumação está correta.
O crime também não admite modalidade culposa, por ausência de previsão legal neste sentido.
Por fim, é cabível o concurso de pessoas entre o funcionário público e um particular, desde que
este saiba que seu comparsa é funcionário público, nos termos do art. 30 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.
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d) Joaquim e Cassio.
e) Xisto, Joaquim e Benício.
COMENTÁRIOS: A condenação por crime FUNCIONAL (que seja relativo às funções exercidas) pode
acarretar a perda da função pública quando a pena aplicada é igual ou superior a um ano, nos
termos do art. 92, I, a do CP.
Assim, somente Xisto e Benício estarão sujeitos à perda do cargo público como efeito da
condenação, pois praticaram crimes FUNCIONAIS e receberam pena superior a 01 ano.
Joaquim e Cássio receberam, também, penas superiores a 01 ano, mas não praticaram crimes que
tivessem relação COM SUAS FUNÇÕES PÚBLICAS.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.
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e) solicita ou recebe, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função
ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceita promessa de tal
vantagem.
COMENTÁRIOS: No delito de concussão o agente EXIGE, para si ou para outrem, direta ou
indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem
indevida, conforme prevê o art. 316 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.
43. (FCC - 2006 - TRF - 1ª REGIÃO - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA - EXECUÇÃO DE
MANDADOS)
José é funcionário público e, em cumprimento de mandado judicial, se dirigiu ao escritório de
Pedro para efetuar busca e apreensão de autos. Pedro lhe ofereceu a quantia de R$ 100,00 para
que retardasse a diligência por alguns dias. José aceitou o dinheiro, mas não retardou a
diligência, efetuando desde logo a apreensão. José e Pedro responderão, respectivamente, por
crime de
a) prevaricação e corrupção passiva.
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c) Comete crime de corrupção ativa quem oferece vantagem indevida a funcionário público para
determiná-lo a deixar de praticar medida ilegal.
ERRADA: Cuidado com a pegadinha! Se a medida que o funcionário público ia praticar era ilegal,
não há crime de corrupção ativa, pois se exige que o ato que o funcionário público iria praticar seja
legal, nos termos do art. 333 do CP:
d) Pratica crime de resistência quem se opõe, mediante violência, ao cumprimento de mandado de
prisão decorrente de sentença condenatória supostamente contrária à prova dos autos.
CORRETA: O fato de a sentença judicial que embasa o mandado de prisão ser considerada injusta
não desconfigura o crime, pois o modo correto para o agente questionar a sentença é a via
recursal. Nesse caso, o ato praticado pelo funcionário público (oficial de justiça) é plenamente
legal, pois se fundamenta em decisão judicial válida, que pode, no entanto, ser atacada pela via do
recurso.
e) Para a caracterização do crime de desacato não é necessário que o funcionário público esteja no
exercício da função ou, não estando, que a ofensa se verifique em função dela.
ERRADA: É necessário que a ofensa seja proferida, em qualquer caso, em razão da função pública,
esteja ou não o funcionário público no exercício da função no momento do crime.
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b) apenas Mário responderá pela prática de peculato consumado, uma vez que Douglas não era
funcionário público não se comunicando circunstância pessoal.
c) eles responderão pela prática de crime de peculato tentado em concurso de pessoas.
d) eles responderão pela prática de crime de peculato consumado em concurso de pessoas.
e) apenas Mário responderá pela prática de concussão consumada, uma vez que Douglas não era
funcionário público não se comunicando circunstância pessoal.
COMENTÁRIOS: Como a questão fala que ambos eram amigos íntimos, o concurseiro deve ficar
atento e entender que a Banca quis informar a vocês que o particular sabia que o amigo era
funcionário público. Este fato (saber que o amigo é funcionário público) é indispensável para que a
à à à à à à à à à à à à à à CP à
Assim, ambos responderão pelo crime de peculato consumado em concurso de pessoas, nos
termos dos arts. 312, § 1° c/c arts. 29 e 30, todos do CP.
DESTE MODO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.
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c) advocacia administrativa.
d) excesso de exação.
e) prevaricação.
COMENTÁRIOS: O funcionário público, neste caso, pratica o delito de advocacia administrativa,
previsto no art. 321 do CP:
Advocacia administrativa
Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da
qualidade de funcionário:
Pena - detenção, de um a três meses, ou multa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.
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Tício, funcionário público federal, em fiscalização de rotina, constatou que Paulus, proprietário
de uma mercearia, estava devendo tributos ao Fisco. Em vista disso, concedeu-lhe o prazo de
quarenta e oito horas para efetivar o pagamento e mandou colocar uma faixa na porta do
E F
A T cio caracterizou o crime de
a) prevaricação.
b) calúnia.
c) concussão.
d) corrupção passiva.
e) excesso de exação.
COMENTÁRIOS: Aqui temos o delito de excesso de exação, pelo emprego de meio vexatório na
cobrança. Vejamos:
Excesso de exação
Art. 316 (..)
§ 1º - Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido,
emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza: (Redação dada pela Lei nº 8.137, de
27.12.1990)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.
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Rodrigues, funcionário público lotado em repartição fiscal, emprestou sua senha a um amigo
estranho ao serviço público, possibilitando-lhe acesso ao banco de dados da Administração
Pública, para fins de obtenção de lista de contribuintes e envio de material publicitário. Nesse
caso, Rodrigues responderá por crime de
a) tráfico de influência.
b) condescendência criminosa.
c) excesso de exação.
d) prevaricação.
e) violação de sigilo funcional.
COMENTÁRIOS: O agente praticou o delito de violação de sigilo funcional, previsto no art. 325,
§1º, I do CP:
Violação de sigilo funcional
Art. 325 - Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a
revelação:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave.
§ 1o Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
I - permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o
acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública;
(Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.
7 GABARITO
1. ALTERNATIVA B
2. ALTERNATIVA A
3. ALTERNATIVA D
4. ALTERNATIVA B
5. ALTERNATIVA E
6. ALTERNATIVA B
7. ALTERNATIVA D
8. ALTERNATIVA B
9. ALTERNATIVA B
10. ALTERNATIVA C
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11. ALTERNATIVA C
12. ALTERNATIVA E
13. ALTERNATIVA D
14. ALTERNATIVA B
15. ANULÁVEL
16. ALTERNATIVA C
17. ALTERNATIVA E
18. ALTERNATIVA D
19. ANULÁVEL
20. ANULÁVEL
21. ALTERNATIVA E
22. ALTERNATIVA D
23. ALTERNATIVA E
24. ALTERNATIVA B
25. ALTERNATIVA E
26. ALTERNATIVA A
27. ALTERNATIVA C
28. ALTERNATIVA E
29. ALTERNATIVA B
30. ANULADA
31. ALTERNATIVA D
32. ALTERNATIVA E
33. ALTERNATIVA E
34. ALTERNATIVA A
35. ALTERNATIVA B
36. ALTERNATIVA A
37. ALTERNATIVA C
38. ALTERNATIVA C
39. ALTERNATIVA E
40. ALTERNATIVA A
41. ALTERNATIVA A
42. ALTERNATIVA A
43. ALTERNATIVA E
44. ALTERNATIVA B
45. ALTERNATIVA D
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46. ALTERNATIVA A
47. ALTERNATIVA D
48. ALTERNATIVA B
49. ALTERNATIVA E
50. ALTERNATIVA C
51. ALTERNATIVA C
52. ALTERNATIVA C
53. ALTERNATIVA D
54. ALTERNATIVA E
55. ALTERNATIVA A
56. ALTERNATIVA C
57. ALTERNATIVA D
58. ALTERNATIVA E
59. ALTERNATIVA A
60. ALTERNATIVA E
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