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Direito Penal para TRF 2ª Região 2019

O documento é um material de estudo sobre Direito Penal voltado para o concurso do TRF 2ª Região, abordando crimes cometidos por funcionários públicos contra a administração. Inclui tópicos como peculato, corrupção passiva e prevaricação, além de oferecer resumos, exercícios e videoaulas para facilitar a aprendizagem. O curso é apresentado por Renan Araujo, que compartilha sua experiência e métodos de estudo para ajudar os alunos a se prepararem para a prova.

Enviado por

Viviane Almeida
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Direito Penal para TRF 2ª Região 2019

O documento é um material de estudo sobre Direito Penal voltado para o concurso do TRF 2ª Região, abordando crimes cometidos por funcionários públicos contra a administração. Inclui tópicos como peculato, corrupção passiva e prevaricação, além de oferecer resumos, exercícios e videoaulas para facilitar a aprendizagem. O curso é apresentado por Renan Araujo, que compartilha sua experiência e métodos de estudo para ajudar os alunos a se prepararem para a prova.

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Livro Eletrônico

Aula 00

Noções de Direito Penal p/ TRF 2ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) - 2019

Professor: Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC), Paulo Guimarães, Renan Araujo
Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC), Paulo Guimarães, Renan Araujo
Aula 00

CRIME“ PRATICADO“ POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA A ADMINI“TRAÇÃO EM GERAL

1 CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM


GERAL ............................................................................................................................. 6
1.1 Peculato ....................................................................................................................................... 8
1.2 Inserção de dados falsos em sistema de informações e modificação ou alteração não
autorizada de sistema de informações ................................................................................................ 13
1.3 Extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento ................................................... 15
1.4 Emprego irregular de verbas ou rendas públicas ..................................................................... 15
1.5 Concussão .................................................................................................................................. 16
1.6 Excesso de exação ..................................................................................................................... 18
1.7 Corrupção passiva ..................................................................................................................... 19
1.8 Facilitação de contrabando ou descaminho ............................................................................ 20
1.9 Prevaricação, prevaricação imprópria e condescendência criminosa .................................... 22
1.10 Advocacia administrativa .......................................................................................................... 24
1.11 Violência arbitrária .................................................................................................................... 25
1.12 Abandono de função ................................................................................................................. 26
1.13 Exercício funcional ilegalmente antecipado ou prolongado ................................................... 27
1.14 Violação de sigilo profissional ................................................................................................... 28
2 DISPOSITIVOS LEGAIS IMPORTANTES ................................................................... 30
3 SÚMULAS PERTINENTES ....................................................................................... 33
3.1 Súmulas do STJ .......................................................................................................................... 33
4 RESUMO .............................................................................................................. 34
5 EXERCÍCIOS PARA PRATICAR ................................................................................ 37
6 EXERCÍCIOS COMENTADOS ................................................................................... 57
7 GABARITO ........................................................................................................... 89

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Olá, meus amigos!

É com imenso prazer que estou aqui, mais uma vez, pelo ESTRATÉGIA CONCURSOS, tendo a
oportunidade de poder contribuir para a aprovação de vocês no concurso do TRF 2º REGIÃO. Nós
vamos estudar teoria e comentar exercícios sobre DIREITO PENAL, para o cargo de ANALISTA
JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA.
E aí, povo, preparados para a maratona?
O edital ainda não foi publicado, e a Banca também não foi definida, mas cresce a
expectativa de um novo certame!
Bom, está na hora de me apresentar a vocês, certo?
Meu nome é Renan Araujo, tenho 31 anos, sou Defensor Público Federal desde 2010,
atuando na Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro, e mestre em Direito Penal pela
Faculdade de Direito da UERJ. Antes, porém, fui servidor da Justiça Eleitoral (TRE-RJ), onde exerci
o cargo de Técnico Judiciário, por dois anos. Sou Bacharel em Direito pela UNESA e pós-graduado
em Direito Público pela Universidade Gama Filho.
Minha trajetória de vida está intimamente ligada aos Concursos Públicos. Desde o começo
da Faculdade eu sabia que era isso que eu queria para a minha vida! E querem saber? Isso faz toda
a diferença! Algumas pessoas me perguntam como consegui sucesso nos concursos em tão pouco
tempo. Simples: Foco + Força de vontade + Disciplina. Não há fórmula mágica, não há ingrediente
secreto! Basta querer e correr atrás do seu sonho! Acreditem em mim, isso funciona!
É muito gratificante, depois de ter vivido minha jornada de concurseiro, poder colaborar
para a aprovação de outros tantos concurseiros, como um dia eu fui! E quando eu falo em
à à à à à à à à à àO Estratégia Concursos possui
índices altíssimos de aprovação em todos os concursos!
Neste curso vocês receberão todas as informações necessárias para que possam ter sucesso
na prova do TRF 2º REGIÃO. Acreditem, vocês não vão se arrepender! O Estratégia Concursos está
comprometido com sua aprovação, com sua vaga, ou seja, com você!
Mas é possível que, mesmo diante de tudo isso que eu disse, você ainda não esteja
plenamente convencido de que o Estratégia Concursos é a melhor escolha. Eu entendo você, já
estive deste lado do computador. Às vezes é difícil escolher o melhor material para sua
preparação. Contudo, alguns colegas de caminhada podem te ajudar a resolver este impasse:

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Esse print screen acima foi retirado da página de avaliação do curso. De um curso elaborado
para um concurso bastante concorrido (Delegado da PC-PE). Vejam que, dos 62 alunos que
avaliaram o curso, 61 o aprovaram. Um percentual de 98,39%.
Ainda não está convencido? Continuo te entendendo. Você acha que pode estar dentro
daqueles 1,61%. Em razão disso, disponibilizamos gratuitamente esta aula DEMONSTRATIVA, a fim
de que você possa analisar o material, ver se a abordagem te agrada, etc.
Acha que a aula demonstrativa é pouco para testar o material? Pois bem, o Estratégia
concursos dá a você o prazo de 30 DIAS para testar o material. Isso mesmo, você pode baixar as
aulas, estudar, analisar detidamente o material e, se não gostar, devolvemos seu dinheiro.
Sabem porque o Estratégia Concursos dá ao aluno 30 dias para pedir o dinheiro de volta?
Porque sabemos que isso não vai acontecer! Não temos medo de dar a você essa liberdade.
Neste curso estudaremos todo o conteúdo de Direito Penal estimado para o Edital.
Estudaremos teoria e vamos trabalhar também com exercícios comentados.
Abaixo segue o plano de aulas do curso todo:

AULA CONTEÚDO DATA


Breve introdução ao estudo do Direito 27.12
Penal. Crimes praticados por
Aula 00
funcionário público contra a
administração em geral

Crimes praticados por particular contra 03.01


Aula 01
a administração em geral

Crimes contra a administração da 10.01


Aula 02
Justiça
Aula 03 Crimes contra as finanças públicas 17.01

Abuso de autoridade (Lei 4.898/65). 24.01


Aula 04 Crimes resultantes de preconceitos de
raça ou de cor: Lei no 7.716/1989.

Nossas aulas serão disponibilizadas conforme o cronograma apresentado. Em cada aula eu


trarei algumas questões que foram cobradas em concursos públicos, para fixarmos o
entendimento sobre a matéria.
Como o concurso ainda não tem banca definida, vamos utilizar no decorrer do curso
questões de diversas Bancas consagradas (FCC, VUNESP, etc.).
Além da teoria e das questões, vocês terão acesso a duas ferramentas muito importantes:

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 RESUMOS Cada aula terá um resumo daquilo que foi estudado, variando de 03 a 10 páginas (a
depender do tema), indo direto ao ponto daquilo que é mais relevante! Ideal para quem está sem
muito tempo.
 FÓRUM DE DÚVIDAS Não entendeu alguma coisa? Simples: basta perguntar ao professor
Vinicius Silva, que é o responsável pelo Fórum de Dúvidas, exclusivo para os alunos do curso.

Outro diferencial importante é que nosso curso em PDF será complementado por
videoaulas. Nas videoaulas iremos abordar os tópicos do edital com a profundidade necessária, a
fim de que o aluno possa esclarecer pontos mais complexos, fixar aqueles pontos mais relevantes,
etc.

Antes de iniciarmos o nosso curso, vamos a alguns AVISOS IMPORTANTES:


1) Com o objetivo de otimizar os seus estudos, você encontrará, em nossa plataforma (Área do
aluno), alguns recursos que irão auxiliar bastante a sua aprendizagem, tais como Resumos ,
Slides à e Mapas Mentais à dos conteúdos mais importantes desse curso. Essas ferramentas de
aprendizagem irão te auxiliar a perceber aqueles tópicos da matéria que você precisa dominar, que
você não pode ir para a prova sem ler.
2) Em nossa Plataforma, procure pela Trilha Estratégica e Monitoria da sua respectiva
área/concurso alvo. A Trilha Estratégica é elaborada pela nossa equipe do Coaching. Ela irá te
indicar qual é exatamente o melhor caminho a ser seguido em seus estudos e vai te ajudar a
responder as seguintes perguntas:
- Qual a melhor ordem para estudar as aulas? Quais são os assuntos mais importantes?
- Qual a melhor ordem de estudo das diferentes matérias? Por onde eu começo?
- Estou sem tempo e o concurso está próximo! à P à à à à à à
curso? O que priorizar?
- O que fazer a cada sessão de estudo? Quais assuntos revisar e quando devo revisá-los?
- A quais questões deve ser dada prioridade? Quais simulados devo resolver?
- Quais são os trechos mais importantes da legislação?
àP à à à à à M à à Link da nossa Comunidade de Alunos àno
Telegram da sua área / concurso alvo. Essa comunidade é exclusiva para os nossos assinantes e será
utilizada para orientá-los melhor sobre a utilização da nossa Trilha Estratégica. As melhores dúvidas
à à à à Monitoria à à à à à àComunidade de
Alunos do Telegram.
(*) O Telegram foi escolhido por ser a única plataforma que preserva a intimidade dos assinantes e que,
além disso, tem recursos tecnológicos compatíveis com os objetivos da nossa Comunidade de Alunos.

No mais, desejo a todos uma boa maratona de estudos!


Prof. Renan Araujo

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E-mail: profrenanaraujo@[Link]
Periscope: @profrenanaraujo
Facebook: [Link]/profrenanaraujoestrategia

Instagram: [Link]/profrenanaraujo/?hl=pt-br
Youtube: [Link]/channel/UClIFS2cyREWT35OELN8wcFQ

Observação importante: este curso é protegido por direitos autorais (copyright), nos termos da Lei
9.610/98, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras
providências.

Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam a lei e prejudicam os professores que
elaboram os cursos. Valorize o trabalho de nossa equipe adquirindo os cursos honestamente
através do site Estratégia Concursos. ;-)

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1 CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA


A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL

Os crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral são espécies do
à C à à à à à à -se regulamentados no Capítulo I do
Título XI (Crimes contra a administração pública) do CP.
Trata-se de crimes funcionais, ou seja, devem ser praticados por funcionário público 1. Os
crimes funcionais dividem-se em crimes funcionais próprios (puros) ou impróprios (impuros)
(GRAVEM ISSO POIS SERÁ IMPORTANTE MAIS À FRENTE!).
Nos crimes funcionais próprios (puros),
agente, a conduta passa a ser considerada a um indiferente penal2 (atipicidade absoluta).
Exemplo: No crime de prevaricação (art. 319 do CP), se o agente não for funcionário público, não
há prática de qualquer infração penal.
No entanto, nos crimes funcionais impróprios à à à à à à
à à à à à à à à à àdeixará apenas de ser considerada
crime funcional, sendo desclassificada para outro delito (atipicidade relativa). Imaginem o crime
de peculato-furto (art. 312, § 1° do CP). Nesse crime, o agente deve ser funcionário público. No
entanto, se lhe faltar esta condição, sua conduta não será atípica, deixará apenas de ser
considerada peculato-furto, passando a ser classificada como furto (art. 155 do CP).
O conceito de funcionário público para fins penais está no art. 327 do CP:
Art. 327 - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem
remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública.
§ 1º - Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, e
quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade
típica da Administração Pública. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
§ 2º - A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem
ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da administração
direta, sociedade de economia mista, empresa pública ou fundação instituída pelo poder público. (Incluído
pela Lei nº 6.799, de 1980)

Assim, podemos perceber que o conceito de funcionário público utilizado pelo CP é bem
diferente do conceito que se tem no Direito Administrativo. Lá, funcionários públicos são apenas
aqueles detentores de cargo público efetivo. Aqui, o conceito abrange, ainda, os empregados
públicos, estagiários, mesários da Justiça Eleitoral, Jurados, etc.

1
DOTTI, René Ariel. Curso de Direito Penal, Parte Geral. 4. ed. São Paulo: Ed. Revista dos Tribunais, 2012, p. 470
2
CUNHA, Rogério Sanches. Manual de Direito Penal. Parte Especial. 7º edição. Ed. Juspodivm. Salvador, 2015, p. 708

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E à à à à à à múnus público. A Doutrina entende que


aqueles que exercem um múnus público não são considerados funcionários públicos. Assim, os
tutores, os curadores dativos, os inventariantes judiciais NÃO SÃO CONSIDERADOS
FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS pela maioria esmagadora da Doutrina.3
O STJ, mais recentemente, vem entendo que os defensores dativos (ou advogados dativos),
que são aqueles advogados nomeados pelo Juiz da causa para a defesa do acusado quando não há
possibilidade de atuação da Defensoria Pública, são considerados funcionários públicos para fins
penais4.
O § 1° estabelece que se considera funcionário público por equiparação que exerce cargo,
emprego ou função em entidade paraestatal5 ou empresa contratada para execução de atividade
típica da administração pública.6
Tal equiparação não abrange os funcionários de empresas contratadas para exercer
atividades atípicas da administração pública (empresa contratada eventualmente para realização
de um coquetel para recepção de uma autoridade estrangeira, por exemplo7).
O § 2° prevê uma majorante (causa de aumento de pena), caso o funcionário público seja
ocupante de cargo em comissão ou Função de Direção e Assessoramento na administração púbica.
Contudo, o legislador não incluiu as autarquias no §2º do art. 327, de forma que tal majorante
não se aplica aos funcionários destas entidades.8
A maioria da Doutrina, bem como o STF9, entende que esta majorante também se aplica aos
agentes políticos, detentores de cargo eletivo (prefeitos, governadores, etc.), por entender que se
trata de uma interpretação lógica do artigo. Uma minoria, no entanto, defende não ser extensível a
majorante aos detentores de cargos políticos. 10

3
BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal Parte especial. Volume 5. Ed. Saraiva, 9º edição. São Paulo, 2015, p.
189
4
2. Embora não sejam servidores públicos propriamente ditos, pois não são membros da Defensoria Pública, os advogados
dativos, nomeados para exercer a defesa de acusado necessitado nos locais onde o referido órgão não se encontra instituído,
são considerados funcionários públicos para fins penais, nos termos do artigo 327 do Código Penal Doutrina.
(...)
(RHC 33.133/SC, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 21/05/2013, DJe 05/06/2013)
5
O conceito de "paraestatal" para fins penais é tortuoso. Alguns doutrinadores se limitam a utilizar a expressão como sinônimo
de administração indireta, como Rogério Greco e José Paulo Baltazar Júnior, por exemplo. Outros, como Cézar Roberto
Bitencourt, são mais específicos (e corretos), entendendo que esta expressão corresponde às entidades que não fazem parte da
à à à à àPáRá à à à à à à à à à à à“ à
(SESI, SESC, SENAI, etc.).
O STJ, ao que parece, vem se filiando à segunda corrente. Há decisões entendendo que até mesmo as OSCIPs são entidades
paraestatais para fins penais (Ver, por todos, REsp 1519662/DF).
6
EXEMPLO: Os médicos de Hospital particular conveniado ao SUS, quando estão atendendo pacientes pelo SUS. BITENCOURT,
Cezar Roberto. Op. Cit., p. 189/190
7
CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 711
8
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 191
9
Inq. 1769-PA
10
CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 711

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1.1 PECULATO

O peculato pode ser praticado de diversas maneiras: a) peculato-apropriação e peculato-


desvio (art. 312 do CP); b) peculato-furto (art. 312, § 1° do CP); c) peculato culposo (art. 312, § 2°
do CP); d) peculato mediante erro de outrem (art. 313 do CP);
O peculato-apropriação e o peculato-desvio são faces do crime de peculato comum,
estabelecido no art. 312 do CP:
Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou
particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio:
Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.

Como vimos, é necessário que o agente seja funcionário público, mas nada impede que haja
concurso de pessoas com um particular, desde que este saiba da condição de funcionário público
do agente. Trata-se, portanto, de crime próprio.
Não é necessário que o dinheiro ou outro bem móvel apropriado ou desviado seja público,
podendo ser particular11, desde que lhe tenha sido entregue em razão da função. É o caso, por
exemplo, do funcionário que tem a guarda de um veículo que se encontra em um depósito público.
O sujeito passivo será sempre o Estado, embora possa ser também o particular, caso se trate
de bem particular o objeto material do crime.

ATENÇÃO! Oà à à à à à àD àH à à à à à à à
o bem, valor ou coisa seja desviado para o PATRIMÔNIO de alguém (do agente ou de terceiros).
Seria o chamado animus rem sibi habendi. Outra parcela doutrinária entende que o termo
à à à à à à à à à à à à à à à à
o mero USO INDEVIDO do bem, valor ou coisa, já caracterizaria o delito.
Ex.: José utiliza um veículo pertencente ao órgão público em que trabalha para levar sua esposa
ao cinema.
Esta mesma situação pode gerar consequências distintas no campo penal, a depender da corrente
doutrinária adotada.
1º corrente Não há peculato, pois o bem não foi desviado para o patrimônio de José (Para esta
corrente, José deveria pretender tomar para si o bem, ou seja, ficar com ele).

11
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 44

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2º corrente Há peculato, pois José DESVIOU o bem público de sua finalidade (a finalidade seria a
utilização em prol do serviço, e não para levar sua esposa ao cinema, finalidade meramente
particular).
JURISPRUDÊNCIA O STJ, até o momento, adota a primeira corrente.12
O STF já decidiu adotando a primeira corrente (que é majoritária 13), ao argumento de que esta
à à à à à à HC 108.433). Entretanto, mais recentemente, o STF
adotou entendimento contrário, ou seja, aderiu à segunda corrente. Vejamos:
(...) O peculato desvio caracteriza-se na hipótese em que terceiro recebe armas emprestadas pelo juiz,
depositário fiel dos instrumentos do crime, acautelados ao magistrado para fins penais, enquadrando-se no
conceito de funcionário público. 2. In casu, Juiz Federal detinha em seu poder duas pistolas apreendidas no
curso de processo-crime em tramitação perante a Vara da qual era titular. Ao entregar os armamentos a
policial federal desviou bem de que tinha posse em razão da função em proveito deste, emprestando-lhe
finalidade diversa da pretendida ao assumir a função de depositário fiel. 3. O artigo 312 do Código Penal
à á à à- Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público
ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio: Pena -
à à à à à à à à àÉ
dispositivo legal, de alterar o destino natural do objeto material ou dar-lhe outro encaminhamento, ou, em
outros termos no peculato-desvio o funcionário público dá ao objeto material aplicação diversa da que lhe
foi determinada, em benefício próprio ou de outrem. Nessa figura não há o propósito de apropriar-se, que é
identificado como animus rem sibi habendi, podendo ser caracterizado o desvio proibido pelo tipo, com
BITTENCOURT C T
direito penal. v. 5. Saraiva, São Paulo: 2013, 7ª Ed. p. 47). 3. É possível a atribuição do conceito de
funcionário público contida no artigo 327 do Código Penal a Juiz Federal. É que a função jurisdicional é função
pública, pois consiste atividade privativa do Estado-Juiz, sistematizada pela Constituição e normas processuais
respectivas. Consequentemente, aquele que atua na prestação jurisdicional ou a pretexto de exercê-la é
funcionário público para fins penais. Precedente: (RHC 110.432, Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado
em 18/12/2012). 4. A via estreita do Habeas Corpus não se preza à discussão acerca da valoração da prova
produzida em ação penal. É que, nos termos da Constituição esta ação se destina a afastar restrição à
liberdade de locomoção por ilegalidade ou por abuso de poder. 5. Recurso desprovido.
(RHC 103559, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO
DJe-190 DIVULG 29-09-2014 PUBLIC 30-09-2014)

O que fazer? Éà à à à à à à àD à à à à à à à à
que apesar do precedente recente, a jurisprudência e a doutrina majoritárias ainda adotam o
primeiro entendimento. Vamos aguardar cenas dos próximos capítulos...
Importante lembrar que para que possamos falar em peculato de uso é necessário que estejamos
diante de bem INFUNGÍVEL (que não pode ser substituído por outro da mesma espécie, qualidade
e quantidade) e NÃO CONSUMÍVEL (cujo uso importa em destruição IMEDIATA da sua própria
substância).
á à à à à à à à à à à àser bem fungível.

12
HC 94.168/MG
13
Ver, por todos, BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 49

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CUIDADO! Se o agente público em questão for um PREFEITO (ou quem esteja atuando em
substituição a ele), não haverá qualquer dúvida, a conduta será crime! Isto porque há previsão
específica no DL 201/67 (art. 1º, II e §1º).

O peculato-furto (também chamado de peculato impróprio) caracteriza-se não pela


apropriação ou desvio de um bem que fora confiado ao agente em razão do cargo, mas da
subtração de um bem que estava sob guarda da administração. Nos termos do art. 312, § 1° do CP:
§ 1º - Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem,
o subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe
proporciona a qualidade de funcionário.

Nesse crime o agente não possui a guarda do bem, praticando verdadeiro furto, que, em
razão das circunstâncias (ser o agente funcionário público e valer-se desta condição para subtrair o
bem), caracteriza-se como o crime de peculato-furto.

BEM JURÍDICO O patrimônio da administração pública ou do particular lesado


TUTELADO pela subtração do bem.
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime próprio, só podendo ser praticado pelo
funcionário público. No entanto, é plenamente possível o
concurso de pessoas, respondendo também o particular pelo
crime, desde que este particular tenha conhecimento da
condição de funcionário público do agente.
SUJEITO PASSIVO A administração púbica, e eventual particular proprietário do
bem subtraído, se for bem particular.
TIPO OBJETIVO A conduta prevista é a de subtrair o bem ou valor, ou
concorrer para sua subtração. Exige-se que o funcionário
público se valha de alguma facilidade proporcionada pela sua
condição de funcionário público.
TIPO SUBJETIVO Dolo. A forma culposa está prevista no § 2° do art. 312.
CONSUMAÇÃO E Consuma-se no momento em que o agente adquire a posse do
TENTATIVA bem mediante a subtração. Admite-se tentativa, pois não se
trata de crime que se perfaz num único ato (pode-se desdobrar
seu iter criminis caminho percorrido na execução). É
plenamente possível, portanto, que o agente inicie a execução,
adentrando à repartição pública, por exemplo, e seja
surpreendido pelos seguranças. Nesse caso, o crime será
tentado.

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O peculato culposo, por sua vez, está previsto no art. 312, § 2° do CP:
§ 2º - Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem:
Pena - detenção, de três meses a um ano.

Essa modalidade culposa se verifica quando o agente, sem ter a intenção de participar do
crime funcional praticado por outro funcionário, acaba, em razão do seu descuido, colaborando
para isso. 14

EXEMPLO: José, funcionário público, ao final do expediente, deixa o notebook


pertencente ao órgão sobre a mesa, e não tranca a porta. Paulo, outro funcionário, que
trabalha no mesmo órgão, aproveita-se da facilidade encontrada (porta aberta) e
subtrai o notebook. Neste caso, Paulo praticou o crime de peculato-furto, e José
responderá pelo crime de peculato culposo.

 Mas, e se o funcionário público contribui culposamente para a prática de um crime


praticado por um estranho, alguém que não é funcionário público? Neste caso, há
divergência doutrinária. Parte da Doutrina entende que o funcionário público não responde
por peculato culposo (que só se configuraria quando o agente contribuísse culposamente
para o peculato praticado por outro funcionário). Outra parcela da Doutrina sustenta que
mesmo neste caso haverá peculato culposo.

EXEMPLO: José, funcionário público, durante seu horário de almoço, deixa o celular
funcional (pertencente ao órgão público) sobre o balcão de atendimento, e sai para
comer. Pedro, um particular que estava no local esperando atendimento, se aproveita
da situação e furta o celular. Neste caso, parte da Doutrina entende que há peculato
culposo por parte de José, e outra parte entende que não, pois o crime praticado por
Pedro (o particular) não foi um peculato (e sim um simples furto).

O que decidir na prova objetiva? Apesar de a doutrina levemente majoritária entender que
não há peculato culposo neste caso, as Bancas parecem ignorar tal fato, havendo histórico de
cobrança de questões nas quais se entendeu que, mesmo neste caso, haveria peculato culposo.

O CP estabelece, ainda, que no caso do crime culposo (somente neste!), se o agente reparar
o dano antes de proferida a sentença irrecorrível (ou seja, antes do trânsito em julgado), estará

14
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 49/50

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extinta a punibilidade. Caso o agente repare o dano após o trânsito em julgado, a pena será
reduzida pela metade à à à à à à àN s termos do art. 312, § 3°:
§ 3º - No caso do parágrafo anterior, a reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível, extingue a
punibilidade; se lhe é posterior, reduz de metade a pena imposta.

MUITO CUIDADO! A reparação do dano só gera estes efeitos no peculato culposo, não
nas suas demais modalidades!

O peculato por erro de outrem é uma modalidade muito assemelhada ao peculato-


apropriação. No entanto, nessa modalidade, o agente recebe o bem ou valor em razão de erro de
outra pessoa. É o que dispõe o art. 313 do CP:
Art. 313 - Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exercício do cargo, recebeu por erro de
outrem:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.

ATENÇÃO! Este delito - , pois o agente mantém


em erro o particular. Porém, se tivéssemos que traçar um paralelo com os crimes comuns, este
delito se parece mais com o do art. 169, caput, do CP (apropriação de coisa havida por erro).

BEM JURÍDICO O patrimônio e a moralidade da administração pública. Se


TUTELADO houver particular lesado pela conduta, será sujeito passivo
secundário.
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime próprio, só podendo ser praticado pelo
funcionário público. No entanto, é plenamente possível o
concurso de pessoas, respondendo também o particular pelo
crime, desde que este particular tenha conhecimento da
condição de funcionário público do agente.
SUJEITO PASSIVO A administração púbica, e eventual particular proprietário do
bem apropriado, se for bem particular.
TIPO OBJETIVO A conduta prevista é a de se apropriar de bem recebido por
erro de outrem. Exige-se que o funcionário público se valha de
alguma facilidade proporcionada pela sua condição de
funcionário público. Essa facilidade pode ser o simples exercício
de sua atividade funcional.
CUIDADO! A Doutrina entende que se o erro foi provocado
dolosamente pelo funcionário público, com o intuito de

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enganar o particular, ele deverá responder pelo delito de


estelionato.15
TIPO SUBJETIVO Dolo. O dolo não precisa existir no momento em que o agente
recebe a coisa, mas deve existir quando, depois de recebida a
coisa, o agente resolve se apropriar desta, sabendo que ela foi
parar em suas mãos em razão do erro daquele que a entregou.
CONSUMAÇÃO E Consuma-se no momento em que o agente altera seu
TENTATIVA passando a comportar-se como dono da coisa
apropriada, sem intenção de devolução. A Doutrina admite a
tentativa, embora seja de difícil caracterização.

1.2 INSERÇÃO DE DADOS FALSOS EM SISTEMA DE INFORMAÇÕES E MODIFICAÇÃO OU


ALTERAÇÃO NÃO AUTORIZADA DE SISTEMA DE INFORMAÇÕES

Parte da Doutrina chama o delito do art. 313-áà à peculato eletrônico 16


, embora esta
nomenclatura não seja unânime.
Foram acrescentados ao CP pela Lei 9.983/00, que acrescentou os arts. 313-A e 313-B ao CP:
Inserção de dados falsos em sistema de informações (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou excluir
indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com
o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano: (Incluído pela Lei nº 9.983, de
2000)
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Art. 313-B. Modificar ou alterar, o funcionário, sistema de informações ou programa de informática sem
autorização ou solicitação de autoridade competente: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Parágrafo único. As penas são aumentadas de um terço até a metade se da modificação ou alteração resulta
dano para a Administração Pública ou para o administrado.(Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

BEM JURÍDICO O patrimônio da administração pública. Se houver particular lesado


TUTELADO pela conduta, será sujeito passivo secundário.
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime próprio, só podendo ser praticado pelo

15
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 63
16
CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 721

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funcionário público. No primeiro caso, a lei exige, ainda, que seja o


funcionário público autorizado a promover alterações no sistema.
No segundo caso, a lei prevê que qualquer funcionário possa
praticar o crime, desde que não seja quem está autorizado a
promover alterações no sistema. No entanto, é plenamente possível
o concurso de pessoas, respondendo também o particular pelo
crime, desde que este particular tenha conhecimento da condição
de funcionário público do agente.
SUJEITO PASSIVO A administração púbica, e eventual particular lesado.
TIPO OBJETIVO No primeiro caso a conduta é a de inserir ou facilitar a inserção de
informações falsas, alterar ou excluir, indevidamente, dados
corretos, com o fim de obter vantagem ou causar dano. Percebam
que no caso de o funcionário promover, ele próprio, a alteração
indevida, o crime é monossubjetivo, ou seja, não depende de duas
ou mais pessoas para sua caracterização. No entanto, se a conduta
for a de facilitar a alteração por outra pessoa (particular ou não), o
crime será necessariamente plurissubjetivo, pois necessariamente
haverá de ter mais de um sujeito ativo. Há, ainda, elemento
normativo do tipo no caso de se tratar de exclusão de dados
corretos, pois esta exclusão deve ser INDEVIDA. Assim, se o
funcionário autorizado exclui dados corretos porque era esta sua
obrigação (estes dados não eram considerados mais necessários),
não há fato típico. No segundo crime, a conduta é a de modificar ou
alterar o sistema de informações, sem autorização. Há, portanto,
elemento normativo do tipo, pois se o agente estiver autorizado a
isto, o fato é atípico.
TIPO SUBJETIVO Dolo. No caso do art. 313-A, exige-se a finalidade especial de agir,
consistente na intenção de obter vantagem ou causar dano a
outrem. No caso do art. 313-B, não ser exige nenhum dolo
específico, bastando que o funcionário não autorizado promova as
alterações ou modificações no sistema.
CONSUMAÇÃO E Consuma-se no momento em que o agente efetivamente promove
TENTATIVA as alterações ou modificações narradas pelo tipo penal. A Doutrina
admite a tentativa, pois é plenamente possível o fracionamento da
conduta do agente.17

17
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 72

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1.3 EXTRAVIO, SONEGAÇÃO OU INUTILIZAÇÃO DE LIVRO OU DOCUMENTO

Este crime está previsto no art. 314 do CP:


Art. 314 - Extraviar livro oficial ou qualquer documento, de que tem a guarda em razão do cargo; sonegá-lo ou
inutilizá-lo, total ou parcialmente:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, se o fato não constitui crime mais grave.

BEM JURÍDICO O patrimônio da administração pública. Se houver particular lesado


TUTELADO pela conduta, será sujeito passivo secundário.
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime próprio, só podendo ser praticado pelo
funcionário público. No entanto, é plenamente possível o concurso
de pessoas, respondendo também o particular pelo crime, desde
que este particular tenha conhecimento da condição de
funcionário público do agente.
SUJEITO PASSIVO A administração púbica, e eventual particular lesado.
TIPO OBJETIVO A conduta é a de extraviar, sonegar ou inutilizar livro ou
documento oficial, de que tenha a guarda em razão do cargo.
TIPO SUBJETIVO Dolo. Não se exige qualquer dolo específico, nem se admite o
crime na forma culposa.
CONSUMAÇÃO E Consuma-se no momento em que o agente efetivamente pratica
TENTATIVA as condutas descritas no tipo penal. A Doutrina admite a tentativa,
pois é plenamente possível o fracionamento da conduta do agente.

1.4 EMPREGO IRREGULAR DE VERBAS OU RENDAS PÚBLICAS

Trata-se de crime previsto no art. 315 do CP:


Art. 315 - Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei:
Pena - detenção, de um a três meses, ou multa.

BEM JURÍDICO O patrimônio da administração pública.


TUTELADO
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime próprio, só podendo ser praticado pelo
funcionário público que possua a função de decidir a destinação
das verbas ou rendas públicas. Entretanto, em se tratando de
prefeito municipal não se aplica este artigo, aplicando-se o

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Decreto-Lei 201/6718, por ser norma de caráter especial. No


entanto, é plenamente possível o concurso de pessoas,
respondendo também o particular pelo crime, desde que este
particular tenha conhecimento da condição de funcionário
público do agente.
SUJEITO PASSIVO A administração púbica
TIPO OBJETIVO A conduta é a de dar às rendas ou verbas públicas uma
destinação que não é a correta.
TIPO SUBJETIVO Dolo. Não se exige qualquer dolo específico (finalidade específica
da conduta), podendo ser até uma finalidade nobre (destinação
a outra área importante), desde que seja destinação não prevista
para aquela verba. Não se admite o crime na forma culposa. Aqui
o agente não desvia a verba em proveito próprio ou alheio, mas
apenas dá à verba destinação diversa da prevista em lei, mas
sempre no interesse da administração.19
OBJETO MATERIAL A verba ou renda irregularmente empregada.
CONSUMAÇÃO E Consuma-se no momento em que o agente efetivamente
TENTATIVA pratica a conduta de aplicar irregularmente a renda ou verba. A
Doutrina admite a tentativa, pois é plenamente possível o
fracionamento da conduta do agente. Assim, se o agente altera a
destinação da renda ou verba pública, mas não chega a aplicá-la
irregularmente, o crime será tentado.

1.5 CONCUSSÃO

O crime de concussão está previsto no art. 316 do CP, que assim dispõe:
Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de
assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida:
Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa.

BEM JURÍDICO A moralidade na administração pública.


TUTELADO
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime próprio, só podendo ser praticado pelo

18
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 90
19
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 91

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funcionário público, ainda que apenas nomeado (mas não


empossado). Entretanto, em se tratando de Fiscal de Rendas,
aplica-se o art. 3°, II da Lei 8.137/90, por ser norma penal especial
em relação ao CP. No entanto, é plenamente possível o concurso
de pessoas, respondendo também o particular pelo crime, desde
que este particular tenha conhecimento da condição de
funcionário público do agente.
SUJEITO PASSIVO A administração púbica
TIPO OBJETIVO A conduta é a de exigir vantagem indevida. Vejam que o agente
não pode, simplesmente, pedir ou solicitar vantagem indevida. A
L
indevida.20 Assim, deve o agente possuir o poder de fazer cumprir
o mal que ameaça realizar em caso de não recebimento da
vantagem exigida.
CUIDADO! Entende- à à à à à à à à à
delito. Assim, se o agente exige R$ 10.000,00 da vítima, sob a
ameaça de matar seu filho, estará praticando, na verdade, o delito
de extorsão. A concussão só resta caracterizada quando o agente
intimada a vítima amparado nos poderes inerentes ao seu cargo21.
Ex.: Policial Rodoviário exige R$ 1.000,00 da vítima, alegando que
se não receber o dinheiro irá lavrar uma multa contra ela.
Assim:
CONCUSSÃO Ameaça de mal amparado nos poderes do cargo.
EXTORSÃO Ameaça de mal (violência ou grave ameaça) estranho
aos poderes do cargo.
TIPO SUBJETIVO Dolo. Não se exige qualquer dolo específico (finalidade específica
da conduta). Não se admite o crime na forma culposa.
CONSUMAÇÃO E Consuma-se no momento em que o agente efetivamente pratica a
TENTATIVA conduta de exigir a vantagem indevida, pouco importando se
chega a recebê-la.22 Assim, trata-se de crime formal, não se
exigindo o resultado naturalístico, que é considerado mero
exaurimento. A Doutrina admite a tentativa, pois é plenamente
possível o fracionamento da conduta do agente. Assim, por
exemplo, se o agente envia um e-mail ou carta exigindo vantagem
indevida, mas essa carta ou e-mail não chega ao conhecimento do

20
A exigência pode ser direta, quando o agente atua diretamente em relação à vítima, de forma expressa, ou indireta, quando se
vale de interposta pessoa ou, ainda, realiza a exigência de forma velada, implícita. BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 98
21
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 97/98
22
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 105. CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 732

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destinatário, há tentativa.

Este crime é muito confundido com o de corrupção passiva, mas ISSO NÃO PODE ACONTECER
COM VOCÊS! Se o agente EXIGE, teremos concussão! Se o agente apenas solicita, recebe ou
apenas aceita promessa de vantagem, teremos corrupção passiva.

1.6 EXCESSO DE EXAÇÃO

O crime de excesso de exação, previsto no art. 316, § 1° do CP, prevê uma espécie de
concussão, só que específica em relação à exigência de tributo ou contribuição social indevida:
§ 1º - Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando
devido, emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza: (Redação dada pela Lei nº
8.137, de 27.12.1990)
Pena - reclusão, de três a oito anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 8.137, de 27.12.1990)

O CP exige que o agente saiba que está cobrando tributo ou contribuição social indevida, ou,
ainda, que este ao menos deva saber que é indevida.
O dispositivo estabelece como conduta punível, também, a conduta de exigir tributo ou
contribuição social devida, mas mediante utilização de meio de cobrança vexatório ou gravoso,
não autorizado por lei. Portanto, são dois núcleos diferentes previstos neste tipo penal.
P à àD à à à à à deveria saber à à à à à
admite-se a forma culposa. No entanto, a maioria da Doutrina entende que esta expressão
também indica forma dolosa, só que na modalidade de dolo eventual23 (art. 18, I, segunda parte,
do CP).
Admite-se a tentativa sempre que puder ser fracionada a conduta do agente em mais de um
ato, como na exigência indevida por escrito, por exemplo.
O § 2°, por fim, estabelece uma qualificadora, no caso do agente que, além de exigir
indevidamente o tributo ou contribuição social, desviá-lo dos cofres da administração pública,
em proveito próprio ou de terceiros:

23
CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 734

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§ 2º - Se o funcionário desvia, em proveito próprio ou de outrem, o que recebeu indevidamente para recolher
aos cofres públicos:
Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.

1.7 CORRUPÇÃO PASSIVA

A corrupção passiva está tipificada no art. 317 do CP:


Corrupção passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou
antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 10.763, de 12.11.2003)
§ 1º - A pena é aumentada de um terço, se, em conseqüência da vantagem ou promessa, o funcionário retarda
ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional.

BEM JURÍDICO A moralidade na administração pública.


TUTELADO
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime próprio, só podendo ser praticado pelo
funcionário público, ainda que apenas nomeado (mas não
empossado). No entanto, é plenamente possível o concurso de
pessoas, respondendo também o particular pelo crime, desde que
este particular tenha conhecimento da condição de funcionário
público do agente.
SUJEITO PASSIVO A administração púbica
TIPO OBJETIVO A conduta é a de solicitar, receber vantagem ou aceitar promessa
do recebimento de vantagem futura. Parte da Doutrina entende o
mero recebimento de vantagens ou dádivas por questões de
gratidão ou amizade não configuram corrupção, por não lesarem a
moralidade administrativa. Assim, por exemplo, o atendente do
INSS que no final do ano recebe uma cesta de natal de um dos
aposentados, como gratidão pelo excelente atendimento, não
estaria cometendo crime para esta corrente 24. Outra parte da
Doutrina entende que a Lei não distinguiu as condutas, sendo
ambas (com finalidade espúria ou sem ela) consideradas corrupção
passiva. A corrupção passiva pode ser imprópria, quando o ato a ser
praticado pelo funcionário público em troca da vantagem for

24
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 116

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legítimo (o funcionário recebe a vantagem, por exemplo, para


agilizar o andamento de uma certidão). Por outro lado, considera-se
como corrupção própria aquela na qual o agente recebe a
vantagem ou aceita a promessa de vantagem para praticar ato
ilícito (o agente, por exemplo, recebe vantagem para deixar de
aplicar uma multa, por exemplo).
TIPO SUBJETIVO Dolo. Não se exige qualquer dolo específico (finalidade específica
da conduta). Não se admite o crime na forma culposa.
CONSUMAÇÃO E Na modalidade de aceitar e solicitar promessa de vantagem, trata-
TENTATIVA se de crime formal, não se exigindo o efetivo recebimento da
vantagem. Na modalidade de receber vantagem ilícita, o crime é
material, exigindo-se o efetivo recebimento da vantagem. 25 Em
todos esses casos não se exige que o funcionário público
efetivamente pratique ou deixe de praticar o ato em razão da
vantagem ou promessa de vantagem recebida. Porém, se tal
ocorrer, incidirá a causa de aumento de pena prevista no § 1° do
art. 317, aumentando-se a pena em 1/3.

O § 2°, por fim, estabelece à Éà à à à à


aquela conduta do funcionário que cede a pedidos de amigos, conhecidos ou mesmo de estranhos,
para que faça ou deixe de fazer algo ao qual estava obrigado, sem que vise ao recebimento de
qualquer vantagem ou à satisfação de interesse próprio:
§ 2º - Se o funcionário pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofício, com infração de dever funcional,
cedendo a pedido ou influência de outrem:
Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa.

Percebam que a pena prevista para esta modalidade do delito é bem menor que a prevista
para as outras hipóteses de corrupção. Aqui temos um crime material.26

1.8 FACILITAÇÃO DE CONTRABANDO OU DESCAMINHO

Está previsto no art. 318 do CP:


Art. 318 - Facilitar, com infração de dever funcional, a prática de contrabando ou descaminho (art. 334):
Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 8.137, de 27.12.1990)

25
CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 317. BITENCOURT sustenta que o crime é formal apenas na modalidade de solicitar,
à à à à à à à à àBITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 125
26
CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 739

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Aqui se pune a conduta do agente que deveria evitar a prática do contrabando ou


descaminho, mas não o faz, facilitando-a.

BEM JURÍDICO A moralidade e o patrimônio da administração pública.


TUTELADO
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime próprio, só podendo ser praticado pelo
funcionário público, exigindo-se, ainda, que seja o funcionário
público que tinha o dever funcional de evitar a prática do
contrabando ou descaminho. Aqui há uma exceção à teoria
monista do concurso de pessoas, prevista no art. 29 do CP, pois o
funcionário público responde por este crime, enquanto o particular
responde pelo crime de contrabando ou pelo descaminho (a
depender da conduta). Se, porém, o funcionário público que
facilitar a prática do contrabando ou descaminho não tiver a
obrigação de evitá-la, responderá como partícipe do crime
praticado pelo particular, e não pelo crime do art. 318 do CP 27.
MUITO CUIDADO COM ISSO! É plenamente possível o concurso de
pessoas, respondendo também o particular (ou funcionário público
que não tenha o dever de evitar o crime) pelo crime do art. 318,
desde que este particular tenha conhecimento da condição de
funcionário público do agente.
SUJEITO PASSIVO A administração púbica.
TIPO OBJETIVO A conduta é a de facilitar a prática de qualquer dos dois crimes
(contrabando ou descaminho), seja por ação ou omissão.
TIPO SUBJETIVO Dolo. Não se exige qualquer dolo específico (finalidade específica
da conduta). Não se admite o crime na forma culposa.
CONSUMAÇÃO E Consuma-se com a efetiva facilitação para o crime, ainda que este
TENTATIVA último (contrabando ou descaminho) não venha a se consumar.28
Admite-se a tentativa quando a conduta do agente na facilitação
for ativa (ação), pois se pode fracionar a execução do crime em
vários atos.

27
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 129
28
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 131

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CUIDADO! áà à à à à à à à à à à à à
de contrabando e descaminho faziam parte do mesmo tipo penal (art. 334). Atualmente
o contrabando foi deslocado para o art. 334-A. Contudo, não me parece que o
funcionário que facilite a prática do contrabando vá ficar impune, ele irá continuar
respondendo pelo crime do art. 318, eis que o tipo penal fala claramente em
à à àá à à à à à à à à à à à
incompleta.

1.9 PREVARICAÇÃO, PREVARICAÇÃO IMPRÓPRIA E CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA

O crime de prevaricação é tipificado no art. 319 do CP, que diz:


Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição
expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

BEM JURÍDICO A moralidade na administração pública.


TUTELADO
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime próprio, só podendo ser praticado pelo
funcionário público. É plenamente possível o concurso de
pessoas, desde que este particular tenha conhecimento da
condição de funcionário público do agente.
SUJEITO PASSIVO A administração púbica
TIPO OBJETIVO A conduta é retardar ou deixar de praticar ato de ofício, ou,
ainda, praticá-lo contra disposição expressa da lei.
TIPO SUBJETIVO Dolo. Exige-se que o agente pratique o crime para satisfazer
interesse ou sentimento pessoal (dolo específico). Não se
admite o crime na forma culposa.
CONSUMAÇÃO E Consuma-se com a efetiva realização da conduta. Admite-se a
TENTATIVA tentativa quando a conduta do agente puder ser fracionada,
como na hipótese de praticá-lo contra disposição expressa da
lei. Na hipótese, por exemplo, de deixar de praticar, por não
poder se fracionar a conduta, não cabe a tentativa.29

29
CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 743. BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 140

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Este crime não deve ser confundido com a corrupção passiva privilegiada, na qual o agente
deixa de praticar ato de ofício ou pratica ato indevido atendendo a pedido de terceiros. Aqui, o
agente faz por conta próprio, para satisfazer interesse próprio.
LEMBREM-SE:
FAVORZINHO GRATUITO = CORRUPÇÃO PASSIVA PRIVILEGIADA
SATISFAÇÃO DE INTERESSE PRÓPRIO = PREVARICAÇÃO

Existe, ainda, uma modalidade específica de prevaricação, que é a prevista no art. 319-A,
inserido recentemente pela Lei 11.466/07:
Art. 319-A. Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público, de cumprir seu dever de vedar ao preso o
acesso a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o
ambiente externo: (Incluído pela Lei nº 11.466, de 2007).
Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano.

Assim, nessa hipótese, o crime não é o de prevaricação comum, mas sim a espécie própria de
prevaricação prevista no art. 319-A do CP, chamada pela Doutrina de prevaricação imprópria.
Nessa hipótese, diferentemente da prevaricação comum (ou própria), não se exige dolo
específico (finalidade especial de agir).30 Cuidado com isso! A Doutrina não admite, ainda, a
tentativa nesta hipótese, pois a lei prevê apenas uma conduta omissiva própria, não havendo
possibilidade de fracionamento da conduta.
Também não se deve confundir o crime de prevaricação com o crime de condescendência
criminosa. Nesse crime, o agente também deixa de fazer algo a que estava obrigado em razão da
função, mas o faz por indulgência (sentimento de pena, de comiseração). Nos termos do art. 320
do CP:
Art. 320 - Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no
exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade
competente:
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa.

Se o chefe deixa de responsabilizar o subordinado por outro motivo que não seja a
indulgência (medo, frouxidão, negligência, pouco caso, etc.), o crime pode ser o de prevaricação ou
o de corrupção passiva privilegiada, a depender do caso. Cuidado com isso, povo!

30
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 146

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CUIDADO! O tipo penal exige que o agente seja hierarquicamente superior ao outro funcionário 31,
aquele que cometeu a falta funcional. Existe certa divergência doutrinária quanto a isso, mas a
posição predominante é de que, de fato, o agente deve ser hierarquicamente superior. Assim, se
um funcionário público toma conhecimento de que seu colega praticou uma infração funcional e
nada faz a respeito, NÃO PRATICA ESTE CRIME.

É impossível a tentativa no crime de condescendência criminosa, pois se trata de crime


omissivo puro.

1.10ADVOCACIA ADMINISTRATIVA

Está previsto no art. 321 do CP:


Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se
da qualidade de funcionário:
Pena - detenção, de um a três meses, ou multa.

BEM JURÍDICO A moralidade na administração pública.


TUTELADO
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime próprio, só podendo ser praticado pelo
funcionário público. É plenamente possível o concurso de pessoas,
desde que este particular tenha conhecimento da condição de
funcionário público do agente.
SUJEITO PASSIVO A administração púbica
TIPO OBJETIVO A conduta é patrocinar interesse privado perante a administração
pública. O agente deve se valer das facilidades que a sua condição
de funcionário público lhe proporciona32. Entende-se, ainda, que o
agente deve praticar a conduta em prol de um terceiro.
TIPO SUBJETIVO Dolo. Não se exige especial fim de agir. Não se admite o crime na
forma culposa.
CONSUMAÇÃO E Consuma-se com a efetiva realização da conduta. Admite-se a
TENTATIVA tentativa quando a conduta do agente puder ser fracionada,
como na hipótese prática da conduta mediante correspondência

31
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 148. CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 746
32
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 155

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ou outro ato escrito que não tenha chegado ao conhecimento do


destinatário. No entanto, alguns entendem que nesse caso o crime
foi consumado.

A lei prevê, ainda, uma espécie de qualificadora, ao estabelecer que, se o interesse


patrocinado não é legítimo, a pena será mais grave. Nos termos do § único do CP:
Parágrafo único - Se o interesse é ilegítimo:
Pena - detenção, de três meses a um ano, além da multa.

Assim:

Interesse legítimo Crime de advocacia administrativa na forma simples


Interesse ilegítimo Crime de advocacia administrativa na forma qualificada.

1.11 VIOLÊNCIA ARBITRÁRIA

É o delito tipificado no art. 322 do CP:


Art. 322 - Praticar violência, no exercício de função ou a pretexto de exercê-la:
Pena - detenção, de seis meses a três anos, além da pena correspondente à violência.

Parte da Doutrina e da Jurisprudência entendem ter sido este artigo revogado pela Lei
4.898/65.33 No entanto, existem decisões no âmbito do STJ e do STF reconhecendo a plena
vigência deste artigo.34
BEM JURÍDICO O regular desenvolvimento das atividades da administração pública e
TUTELADO a integridade física de eventual particular lesado pela conduta.
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime próprio, só podendo ser praticado pelo funcionário
público. É plenamente possível o concurso de pessoas, desde que
este particular tenha conhecimento da condição de funcionário
público do agente.
SUJEITO PASSIVO A administração púbica, e, secundariamente, o particular.

33
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 160
34
(...) 1. O crime de violência arbitrária não foi revogado pelo disposto no artigo 3º, alínea "i", da Lei de Abuso de Autoridade.
Precedentes da Suprema Corte.
2. Ordem denegada.
(HC 48.083/MG, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 20/11/2007, DJe 07/04/2008)

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TIPO OBJETIVO A conduta é praticar violência no exercício da função, ou em razão


dela. Logo, não se exige que o agente esteja em horário de trabalho,
ou dentro da repartição, desde que a violência ocorra em razão da
função do agente.
TIPO SUBJETIVO Dolo. Não se exige especial fim de agir. Parte da Doutrina, no
entanto, entende que deve haver a finalidade especial de pretender
abusar de sua autoridade (entendimento minoritário). Não se admite
o crime na forma culposa.
CONSUMAÇÃO E Consuma-se com a efetiva realização da conduta. A tentativa é
TENTATIVA plenamente possível.

Atente-se para o fato de que, além da pena aplicada em razão deste crime, o agente
responde também pelas penas decorrentes das lesões corporais que causar, ou até mesmo pela
morte da vítima.

1.12ABANDONO DE FUNÇÃO

Assim dispõe o art. 323 do CP:


Art. 323 - Abandonar cargo público, fora dos casos permitidos em lei:
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa.
§ 1º - Se do fato resulta prejuízo público:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
§ 2º - Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira:
Pena - detenção, de um a três anos, e multa.

BEM JURÍDICO O regular desenvolvimento das atividades da administração


TUTELADO pública.
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime próprio, só podendo ser praticado pelo
funcionário público. Aqui a Doutrina entende que o conceito de
funcionário público é restrito35, só podendo ser praticado este
crime pelo ocupante de cargo público. É plenamente possível o
concurso de pessoas, desde que este particular tenha
conhecimento da condição de funcionário público do agente.

35
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 168/169. CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 754

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SUJEITO PASSIVO A administração púbica.


TIPO OBJETIVO A conduta é abandonar o cargo. A definição do que seria abandono
do cargo (por quantos dias, em que situações, etc.), deverá ser
extraída do estatuto ao qual o servidor esteja vinculado. No
entanto, a Doutrina entende que o exercício do direito de Greve
não pode ensejar este crime. Parte da Doutrina entende, ainda,
que pode ocorrer o abandono se o servidor, ainda que compareça
à repartição, se recuse a trabalhar.36
TIPO SUBJETIVO Dolo. Não se exige especial fim de agir. Não se admite o crime na
forma culposa.
CONSUMAÇÃO E Consuma-se com a efetiva realização da conduta. A Doutrina não
TENTATIVA admite a tentativa.

O CP estabeleceu, ainda, duas qualificadoras, previstas nos §§ 1° e 2°, quando do fato


resultar algum prejuízo à administração pública e quando o fato ocorrer em faixa de fronteira:
§ 1º - Se do fato resulta prejuízo público:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
§ 2º - Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira:
Pena - detenção, de um a três anos, e multa.

Entende-se por faixa de fronteira a extensão de 150 km de largura ao longo das fronteiras
terrestres, nos termos do art. 20, § 2° da Constituição).

1.13EXERCÍCIO FUNCIONAL ILEGALMENTE ANTECIPADO OU PROLONGADO

Aqui, trata-se de hipótese na qual o agente está para se tornar servidor público, ou já deixou
de sê-lo, e mesmo assim exerce as funções às quais está impedido de exercer, seja porque ainda
não tomou posse, seja porque já foi desligado do serviço público. Nos termos do art. 324 do CP:
Art. 324 - Entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas as exigências legais, ou continuar a exercê-
la, sem autorização, depois de saber oficialmente que foi exonerado, removido, substituído ou suspenso:
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa.

36
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 169. Bitencourt sustenta a tese de que o cargo deverá ficar acéfalo, ou seja,
desocupado. Se há algum substituto para ocupar o cargo, o delito não estaria caracterizado (posição do prof. BITENCOURT). A
doutrina majoritária não defende esta tese.

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BEM JURÍDICO O regular desenvolvimento das atividades da administração pública.


TUTELADO
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime próprio, só podendo ser praticado pelo
funcionário público. Contudo, é bom frisar que na modalidade de
exercício ilegalmente antecipado antes da posse (mas depois da
nomeação) e na modalidade de exercício prolongado após
exoneração (ou demissão), o sujeito não é mais funcionário público,
embora esteja direta ou indiretamente ligado à administração. 37 Se
o agente não possui qualquer vínculo, comete o crime de
usurpação de função pública, previsto no art. 328 do CP38. É
plenamente possível o concurso de pessoas, desde que este
particular tenha conhecimento da condição de funcionário público
do agente.
SUJEITO PASSIVO A administração púbica.
TIPO OBJETIVO A conduta é exercer a função pública, sem autorização (elemento
normativo do tipo), antes de satisfeitas as exigências ou após ter
sido desligado da função (por remoção, substituição, exoneração,
etc.). Exige-se, ainda, que o agente saiba que está agindo nesta
condição.
TIPO SUBJETIVO Dolo. Não se exige especial fim de agir. Não se admite o crime na
forma culposa.
CONSUMAÇÃO E Consuma-se com a efetiva realização da conduta de exercer a
TENTATIVA atividade indevidamente. A tentativa é admissível.39

1.14VIOLAÇÃO DE SIGILO PROFISSIONAL

Está previsto no art. 325 do CP:


Art. 325 - Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-
lhe a revelação:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave.

BEM JURÍDICO O sigilo das informações relativas à administração pública.

37
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 175
38
CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 756
39
Como exemplo, imagine-se o caso do agente que se apresente para trabalhar, mas seja impedido pelo chefe da repartição.
CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 757

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TUTELADO
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime próprio, só podendo ser praticado pelo
funcionário público que possua o dever de manter a informação
em sigilo. É plenamente possível o concurso de pessoas, desde
que este particular tenha conhecimento da condição de
funcionário público do agente.
SUJEITO PASSIVO A administração púbica.
TIPO OBJETIVO A conduta é revelar ou facilitar a revelação de fato sigiloso que
o agente tenha tomado conhecimento em razão do cargo. É
indiferente se o fato é revelado a um particular ou a outro
servidor público. É imprescindível, porém, que o fato tenha sido
levado ao conhecimento do agente em razão da sua função
pública. Se a revelação do segredo se der em relação à operação
ou serviço prestado por instituição financeira, estaremos diante
de crime contra o sistema financeiro nacional, previsto no art. 18
da Lei 7.492/8640.
TIPO SUBJETIVO Dolo. Não se exige especial fim de agir. Não se admite o crime
na forma culposa, pois se exige que o agente tenha ciência de
que o fato é sigiloso.
CONSUMAÇÃO E Consuma-se com a efetiva realização da conduta de revelar o
TENTATIVA segredo ou facilitar sua revelação. A Doutrina admite a tentativa,
nas hipóteses em que se puder fracionar a conduta do agente,
como na hipótese de o agente enviar carta a um terceiro
revelando-lhe o segredo41, e ser a carta interceptada por outra
pessoa, não chegando ao conhecimento do destinatário.

O CP prevê, ainda, uma forma equiparada do delito e outra forma, qualificada. Nos termos
dos §§ 1° e 2° do art. 325 do CP:
§ 1o Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
I - permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o
acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública;
(Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
II - se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
§ 2o Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: (Incluído pela Lei nº 9.983, de
2000)

40
CUNHA, Rogério Sanches. Op. Cit., p. 759
41
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 185

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Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

O art. 326 estabelece um crime autônomo, uma modalidade especial de violação de segredo
funcional. É a violação de sigilo de proposta licitatória. Nos termos do art. 326:
Art. 326 - Devassar o sigilo de proposta de concorrência pública, ou proporcionar a terceiro o ensejo de
devassá-lo:
Pena - Detenção, de três meses a um ano, e multa.

Entretanto, este artigo foi revogado tacitamente pelo art. 94 da Lei 8.666/93, que tipifica a
mesma conduta, entretanto, estabelece pena mais grave (dois a três anos de detenção, e multa). 42

2 DISPOSITIVOS LEGAIS IMPORTANTES

CÓDIGO PENAL
 Arts. 312 a 327 do CP Tipificam os crimes praticados por funcionário público contra a
administração em geral, bem como trazem o conceito de funcionário público para fins penais (art.
327 do CP):
Peculato
Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de
que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio:
Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.
§ 1º - Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o
subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona
a qualidade de funcionário.
Peculato culposo
§ 2º - Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem:
Pena - detenção, de três meses a um ano.
§ 3º - No caso do parágrafo anterior, a reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade;
se lhe é posterior, reduz de metade a pena imposta.
Peculato mediante erro de outrem
Art. 313 - Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exercício do cargo, recebeu por erro de outrem:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.

42
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 187

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Inserção de dados falsos em sistema de informações (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente
dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem
indevida para si ou para outrem ou para causar dano: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000))

Pena reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Art. 313-B. Modificar ou alterar, o funcionário, sistema de informações ou programa de informática sem autorização
ou solicitação de autoridade competente: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

Pena detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Parágrafo único. As penas são aumentadas de um terço até a metade se da modificação ou alteração resulta dano
para a Administração Pública ou para o administrado. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento
Art. 314 - Extraviar livro oficial ou qualquer documento, de que tem a guarda em razão do cargo; sonegá-lo ou
inutilizá-lo, total ou parcialmente:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, se o fato não constitui crime mais grave.
Emprego irregular de verbas ou rendas públicas
Art. 315 - Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei:
Pena - detenção, de um a três meses, ou multa.
Concussão
Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la,
mas em razão dela, vantagem indevida:
Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa.
Excesso de exação
§ 1º - Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido,
emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza: (Redação dada pela Lei nº 8.137, de
27.12.1990)
Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 8.137, de 27.12.1990)
§ 2º - Se o funcionário desvia, em proveito próprio ou de outrem, o que recebeu indevidamente para recolher aos
cofres públicos:
Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.
Corrupção passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de
assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem:

Pena reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 10.763, de 12.11.2003)
§ 1º - A pena é aumentada de um terço, se, em conseqüência da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou
deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional.
§ 2º - Se o funcionário pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofício, com infração de dever funcional, cedendo a
pedido ou influência de outrem:
Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa.
Facilitação de contrabando ou descaminho
Art. 318 - Facilitar, com infração de dever funcional, a prática de contrabando ou descaminho (art. 334):

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Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 8.137, de 27.12.1990)
Prevaricação
Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei,
para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
Art. 319-A. Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público, de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a
aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente
externo: (Incluído pela Lei nº 11.466, de 2007).
Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano.
Condescendência criminosa
Art. 320 - Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do
cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente:
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa.
Advocacia administrativa
Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da
qualidade de funcionário:
Pena - detenção, de um a três meses, ou multa.
Parágrafo único - Se o interesse é ilegítimo:
Pena - detenção, de três meses a um ano, além da multa.
Violência arbitrária
Art. 322 - Praticar violência, no exercício de função ou a pretexto de exercê-la:
Pena - detenção, de seis meses a três anos, além da pena correspondente à violência.
Abandono de função
Art. 323 - Abandonar cargo público, fora dos casos permitidos em lei:
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa.
§ 1º - Se do fato resulta prejuízo público:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
§ 2º - Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira:
Pena - detenção, de um a três anos, e multa.
Exercício funcional ilegalmente antecipado ou prolongado
Art. 324 - Entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas as exigências legais, ou continuar a exercê-la, sem
autorização, depois de saber oficialmente que foi exonerado, removido, substituído ou suspenso:
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa.
Violação de sigilo funcional
Art. 325 - Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a
revelação:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave.

§ 1o Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
I permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o acesso
de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública; (Incluído pela Lei
nº 9.983, de 2000)

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II se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

§ 2o Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: (Incluído pela Lei nº 9.983, de
2000)
Pena reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Violação do sigilo de proposta de concorrência
Art. 326 - Devassar o sigilo de proposta de concorrência pública, ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo:
Pena - Detenção, de três meses a um ano, e multa.
Funcionário público
Art. 327 - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem
remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública.
§ 1º - Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, e quem
trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da
Administração Pública. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
§ 2º - A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem ocupantes
de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da administração direta, sociedade de
economia mista, empresa pública ou fundação instituída pelo poder público. (Incluído pela Lei nº 6.799, de 1980)

A I CP Tal dispositivo estabelece a perda do cargo, emprego ou


função quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano em
relação aos crimes funcionais:
Art. 92 - São também efeitos da condenação:(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo: (Redação dada pela Lei nº 9.268, de 1º.4.1996)
a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano, nos crimes praticados com abuso
de poder ou violação de dever para com a Administração Pública; (Incluído pela Lei nº 9.268, de 1º.4.1996)
(...)
Parágrafo único - Os efeitos de que trata este artigo não são automáticos, devendo ser motivadamente declarados na
sentença. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

3 SÚMULAS PERTINENTES

3.1 SÚMULAS DO STJ

 Súmula 599 do STJ O STJ sumulou entendimento no sentido de que o princípio da


insignificância é inaplicável aos crimes contra a administração pública, solidificando o
entendimento que já era adotado na Corte há muitos anos:
Súmula 599 do STJ
O princípio da insignificância é inaplicável aos crimes contra a administração pública.

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4 RESUMO

CONCEITO DE FUNCIONÁRIO PÚBLICO PARA FINS PENAIS


Funcionário público Quem exerce cargo, emprego ou função pública, ainda que transitoriamente
ou sem remuneração.
Funcionário público por equiparação - Quem exerce cargo, emprego ou função em entidade
paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a
execução de atividade típica da Administração Pública (ainda que transitoriamente ou sem
remuneração).
Causa de aumento de pena Aplicada àqueles que ocuparem cargos em comissão ou função de
direção ou assessoramento de órgão da administração direta, sociedade de economia mista,
empresa pública ou fundação instituída pelo poder público (aumento de 1/3).
OBS.: Por falha legislativa, em relação à causa de aumento de pena, não se aplica aos funcionários
de autarquias.

CRIMES FUNCIONAIS PRÓPRIOS (PUROS) X CRIMES FUNCIONAIS IMPRÓPRIOS (IMPUROS)


Crimes funcionais próprios (puros) - á à à à à à à à à à
conduta passa a ser considerada a um indiferente penal (atipicidade absoluta). (Ex.: No crime de
prevaricação (art. 319 do CP), se o agente não for funcionário público, não há prática de qualquer
infração penal).
Crimes funcionais impróprios (impuros) - F à à à à à à à gente,
a conduta não será um indiferente penal, deixará apenas de ser considerada crime funcional,
sendo desclassificada para outro delito (atipicidade relativa) (Ex.: Crime de peculato-furto, art.
312, § 1° do CP).

PECULATO
Conduta á -se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel,
público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo (peculato-apropriação), ou desviá-lo
(peculato-desvio à à à à à à à à àCP
Peculato-furto Aplica- à à à à à à à à à à à à à à
subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de
facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário à à à à do CP). ATENÇÃO!
Diferença fundamental entre peculato furto e peculato (desvio ou apropriação) = No peculato-
furto o agente não tem a posse da coisa.
OBS.: Peculato de uso Discutido na doutrina e jurisprudência, mas prevalece que é IMPUNÍVEL.

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Particular pode praticar peculato? Sim, desde que em concurso de pessoas com um funcionário
público (e desde que o particular saiba que seu comparsa é funcionário público).

Peculato culposo Quando o agente concorre, de maneira CULPOSA, para o crime praticado por
outra pessoa.
OBS.: Se o agente reparar o dano antes de proferida a sentença irrecorrível (ou seja, antes do
trânsito em julgado), estará extinta a punibilidade. Caso o agente repare o dano após o trânsito
em julgado, a pena será reduzida pela metade. ISSO NÃO SE APLICA ÀS DEMAIS FORMAS DE
PECULATO.

Peculato mediante erro de outrem Conduta daquele que se apropria de dinheiro ou qualquer
utilidade que, no exercício do cargo, recebeu por erro de outrem. OBS.: O agente não pode ter
criado (dolosamente) a situação de erro (neste caso, responde por estelionato).

CONCUSSÃO X CORRUPÇÃO PASSIVA


Diferença fundamental Embora os tipos penais possuam a redação um pouco diferente, a
diferença FUNDAMENTAL reside no fato de que:
 Na concussão O agente EXIGE a vantagem indevida.
 Na corrupção passiva O agente SOLICITA (ou recebe ou aceita a promessa de vantagem) a
vantagem indevida.
OBS.: Na concussão, se o agente exige a vantagem sob a ameaça de praticar um mal grave à
vítima, não relacionado às atribuições do cargo, teremos EXTORSÃO, e não concussão (Ex.: Policial
que exige dinheiro do motorista, para não aplicar multa = concussão. Ex.: Policial que exige
dinheiro da vítima sob a ameaça de matar o filho da vítima = extorsão).

CONSUMAÇÃO Ambos os delitos se consumam com a mera prática da conduta (exigir, solicitar,
aceitar promessa de vantagem, etc.), sendo DISPENSÁVEL o efetivo recebimento da vantagem
indevida para que haja a consumação do delito.
OBS.: N à à à à à à à à à à à -se o
efetivo recebimento da vantagem.
OBS.: Em todos as modalidades de corrupção passiva não se exige que o funcionário público
efetivamente pratique ou deixe de praticar o ato (com infração de dever funcional) em razão da
vantagem ou promessa de vantagem recebida. Caso isso ocorra, a pena será aumentada em 1/3.

Corrupção passiva privilegiada Modalidade menos grave de corrupção passiva. Hipótese do


à à à à à à à à à à à à à à à
estranhos, ou cede à influência de alguém, para que faça ou deixe de fazer algo ao qual estava
obrigado.

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CUIDADO! Aqui temos um crime material (é indispensável que o funcionário efetivamente


pratique o ato com infração de dever funcional ou deixe de pratica-lo, também com infração de
dever funcional).

Corrupção passiva privilegiada x prevaricação


A diferença básica entre ambos reside no fato de que:
 Na corrupção passiva privilegiada O agente cede a PEDIDO ou INFLUÊNCIA de alguém.
 Na prevaricação O agente infringe o dever funcional (praticando ou deixando de praticar
ato) para satisfazer SENTIMENTO OU INTERESSE PESSOAL.
E a condescendência criminosa? Semelhante à prevaricação, mas HÁ DIFERENÇAS. Na
condescendência criminosa o agente (por indulgência) deixa de responsabilizar SUBORDINADO
que praticou infração no exercício do cargo ou, caso não tenha competência, deixa de levar o fato
ao conhecimento da autoridade que o tenha. É um crime parecido com a prevaricação e com a
corrupção passiva privilegiada (caso haja pedido do subordinado, por exemplo), mas tem o
diferencial:
 Só quem pode praticar o delito é o superior hierárquico (há quem defenda que o colega,
sem hierarquia, também pode, mas é minoritário)
 Por indulgência (sentimento de pena, misericórdia, clemência)
OBS.: Cuidado!!! Se o agente deixa de responsabilizar o subordinado:
 Cedendo a pedido ou influência de alguém pratica corrupção passiva privilegiada
 Para satisfazer sentimento ou interesse pessoal (amizade, etc.) pratica prevaricação.

FACILITAÇÃO DE CONTRABANDO OU DESCAMINHO


Conduta - Facilitar a prática de qualquer dos dois crimes (contrabando ou descaminho), seja por
ação ou omissão. Só pode ser praticado pelo funcionário que POSSUI A FUNÇÃO DE EVITAR O
CONTRABANDO E O DESCAMINHO.
Mas e se o funcionário não tiver essa obrigação específica? Responderá como partícipe do crime
praticado pelo particular (contrabando ou descaminho), e não pelo crime do art. 318 do CP.

ADVOCACIA ADMINISTRATIVA
Conduta - Patrocinar interesse privado perante a administração pública. O agente:
 Deve se valer das facilidades que a sua condição de funcionário público lhe proporciona
 Praticar a conduta em prol de um terceiro (majoritário)
OBS.: O crime se consuma ainda que o interesse patrocinado seja legítimo. Caso seja um interesse
ilegítimo, teremos a forma qualificada (pena mais grave).
Interesse legítimo Crime de advocacia administrativa na forma simples
Interesse ilegítimo Crime de advocacia administrativa na forma qualificada.

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DISPOSIÇÕES GERAIS
 Todos os crimes são próprios Devem ser praticados por quem ostente a condição de
funcionário público. Em alguns casos, deve ser uma condição ainda mais específica (Ex.:
Superior hierárquico, no crime de condescendência criminosa).
 Todos os crimes são dolosos Só há previsão de forma culposa para o peculato (peculato
culposo, art. 312, §2º do CP).
 Ação penal Para todos, pública incondicionada.
 Particular como sujeito do delito É possível, em todos eles, desde que se trate de
concurso de pessoas e que o particular saiba que seu comparsa é funcionário público.
_______
Bons estudos!
Prof. Renan Araujo

5 EXERCÍCIOS PARA PRATICAR

01. (FCC 2018 DPE-AM ANALISTA)


Quanto aos crimes praticados por funcionário público contra a Administração em geral, há no
Código Penal brasileiro a previsão expressa da forma culposa para o crime de
a) concussão.
b) peculato.
c) corrupção passiva.
d) prevaricação.
e) advocacia administrativa.

02. (FCC 2017 TRF5 ANALISTA JUDICIÁRIO)


Não é considerado funcionário público, ainda que por extensão, para os efeitos penais o
a) funcionário atuante em empresa contratada para prestar serviço atípico para a Administração
pública.
b) servidor temporário.
c) servidor ocupante em cargos por comissão.
d) empregado público contratado sob o regime da CLT.

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e) cidadão nomeado para compor as mesas receptoras de votos e de justificativas no dia das
eleições.

03. (FCC 2017 TRE-SP ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA)


Maurício, funcionário do gabinete do Vereador Tício em um determinado município paulista,
ocupante de cargo em comissão, recebe a quantia em dinheiro público de R$ 2.000,00 para custear
uma viagem na qual representaria o Vereador Tício em um encontro nacional marcado para a
cidade de Brasília. Contudo, Maurício se apropria do numerário e não comparece ao compromisso
oficial, viajando para o Estado de Mato Grosso do Sul com a família, passando alguns dias em um
hotel na cidade de Bonito. Maurício cometeu, no caso hipotético apresentado, crime de
(A) corrupção passiva, sujeito à pena de reclusão de dois a doze anos, e multa, aumentada da terça
parte por ser ocupante de cargo em comissão.
(B) corrupção passiva, sujeito à pena de reclusão de dois a doze anos, e multa, sem qualquer
majoração.
(C) peculato, sujeito à pena de reclusão de dois a doze anos, e multa, sem qualquer majoração.
(D) peculato, sujeito à pena de reclusão de dois a doze anos, e multa, aumentada da terça parte
por ser ocupante de cargo em comissão.
(E) prevaricação, sujeito à pena de detenção de 3 meses a 1 ano.

04. (FCC 2016 TRF3 ANALISTA JUDICIÁRIO)


A respeito do crime de advocacia administrativa, considere:
I. Caracteriza-se mesmo que o interesse privado patrocinado seja legítimo.
II. Não se caracteriza se o patrocínio for feito por terceira pessoa que apareça como procurador.
III. Só pode ser cometido por advogado.
Está correto o que consta APENAS em
a) I e II.
b) I.
c) I e III.
d) II e III.
e) III.

05. (FCC 2016 TRF3 ANALISTA JUDICIÁRIO)


Lucius, funcionário público, escrevente de cartório de secretaria de Vara Criminal, apropriou-se de
um relógio valioso que foi remetido ao Fórum juntamente com os autos do inquérito policial no
qual foi objeto de apreensão. Lucius cometeu crime de
a) apropriação de coisa achada.
b) apropriação indébita simples.

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c) apropriação indébita qualificada pelo recebimento da coisa em razão de ofício, emprego ou


profissão.
d) apropriação de coisa havida por erro.
e) peculato.

06. (FCC 2016 TRF3 ANALISTA JUDICIÁRIO)


Penélope, funcionária pública, recebeu doações de roupas feitas para a Secretaria de Assistência
Social, local em que exercia as suas funções, destinadas a campanha de solidariedade, para serem
distribuídas a pessoas pobres. De posse dessas mercadorias, apropriou-se de várias peças. Nesse
caso, Penélope
a) cometeu crime de apropriação indébita simples.
b) cometeu crime de peculato doloso.
c) cometeu crime de apropriação indébita qualificada pelo recebimento da coisa em razão de
ofício, emprego ou profissão.
d) cometeu crime de peculato culposo.
e) não cometeu delito por tratar-se de bens recebidos em doação.

07. (FCC 2016 TRF3 ANALISTA JUDICIÁRIO)


Cicerus, funcionário público, exercia suas funções na Circunscrição de Trânsito e recebeu quantia
em dinheiro de uma autoescola para aprovação e fornecimento de carteira de habilitação aos
candidatos nela matriculados, sem os necessários exames. Cicerus cometeu crime de
a) concussão.
b) corrupção ativa.
c) prevaricação.
d) corrupção passiva.
e) peculato.

08. (FCC 2016 TRF3 TÉCNICO JUDICIÁRIO)


É punível na forma culposa o delito de
a) abandono de função.
b) peculato.
c) violação de sigilo funcional.
d) prevaricação.
e) concussão.

09. (FCC 2015 TCM-GO AUDITOR CONSELHEIRO SUBSTITUTO)

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N à à à à à à à à àC àP à R à à à à à
indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer
à à à à à à à à à à à à
constitui
a) elemento normativo do tipo.
b) elemento subjetivo do tipo.
c) circunstância qualificadora.
d) elemento objetivo do tipo.
e) elemento descritivo do tipo.

10. (FCC 2015 TCM-GO AUDITOR)


O crime de
a) impedimento, perturbação ou fraude de concorrência pública não prevê punição para quem se
abstém de concorrer ou licitar em razão de vantagem oferecida.
b) peculato mediante erro de outrem não admite tentativa.
c) emprego irregular de verbas ou rendas públicas caracteriza-se independentemente da
ocorrência de dano para a Administração pública.
d) excesso de exação configura-se, na forma culposa, quando o agente exige tributo que deveria
saber indevido.
e) extravio de livro oficial de que tem a guarda em razão do cargo exige, na forma culposa, a
ocorrência de dano para a Administração pública.

11. (FCC 2015 TCM-GO AUDITOR)


Cláudio, agente fiscal de rendas, constatou sonegação de impostos por parte da empresa Alpha.
No entanto, deixou de autuá-la, retardando a prática do ato de ofício, por ser amigo do sócio
administrador da empresa. Porém, outro fiscal, sabendo do ocorrido, foi até a empresa e lavrou o
auto de infração. Nesse caso, Cláudio
a) responderá por corrupção ativa.
b) responderá por prevaricação na forma tentada.
c) responderá por prevaricação na forma consumada.
d) não responderá por delito algum, por ter sido o auto de infração lavrado por seu colega de
função.
e) responderá por excesso de exação na forma culposa.

12. (FCC - 2015 - SEFAZ/PI AUDITOR FISCAL DA FAZENDA ESTADUAL)


Comete crime de

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(A) corrupção passiva aquele que exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda
que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida.
(B) concussão aquele que solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente,
ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar
promessa de tal vantagem.
(C) peculato aquele que revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer
em segredo, ou facilitar-lhe a revelação.
(D) condescendência criminosa o funcionário que, criminosamente, retardar ou deixar de praticar,
ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou
sentimento pessoal ou auferir proveito econômico.
(E) advocacia administrativa aquele que patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado
perante a Administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário.

13. (FCC 2015 MP-PB TÉCNICO MINISTERIAL)


Renê é funcionário público e trabalha como vigia de uma repartição pública municipal de João
Pessoa. Em uma determinada noite, no final do ano de 2014, Renê desvia-se da função de guarda
e, por negligência, permite que terceiros invadam o prédio público e de lá subtraiam diversos bens
avaliados em R$ 10.000,00. Instaurado Inquérito Policial, o Ministério Público denuncia o
funcionário público Renê pelo crime de peculato culposo. O feito tramita regularmente e Renê é
condenado em primeira instância à pena de 6 meses de detenção. Renê, inconformado, apela ao
Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba. Antes do julgamento do recurso Renê resolve reparar o
dano à municipalidade, depositando em juízo o valor do prejuízo. Neste caso, nos termos do
Código Penal, Renê
a) não terá direito a qualquer benefício uma vez que a reparação do dano ocorreu após a sentença
de primeiro grau.
b) terá sua pena reduzida em metade.
c) terá sua pena reduzida de 1 a 2/3.
d) terá extinta a sua punibilidade.
e) terá direito apenas à atenuante genérica.

14. (FCC 2015 MP-PB TÉCNICO MINISTERIAL)


Tício e Caio são Policiais Civis do Estado da Paraíba, atuando na capital. No dia 14 de março de
2014, durante uma operação deflagrada pela Delegacia Seccional de Polícia para investigação de
crime de tráfico de drogas em uma determinada favela na cidade de João Pessoa, Tício e Caio
abordam Moisés em atitude suspeita, transitando por uma via pública. Moisés portava na cintura
uma arma de fogo municiada sem autorização e em desacordo com determinação legal e
regulamentar. Além disso apurou-se que havia um mandado de prisão preventiva contra Moisés
por crime de roubo cometido na cidade de Campina Grande. Tício e Caio, então, solicitam a Moisés
a quantia de R$ 10.000,00 para ele ser imediatamente liberado. Moisés consegue o dinheiro e

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entrega aos policiais civis, que deixam de conduzi-lo ao Distrito Policial. No caso hipotético
apresentado, Tício e Caio cometeram crime de
a) concussão e estão sujeitos à pena de reclusão, de 2 a 8 anos e multa, sem qualquer aumento de
pena, uma vez que o não cumprimento do ato de ofício é mero exaurimento do crime formal.
b) corrupção passiva e estão sujeitos à pena de reclusão, de 2 a 12 anos e multa, com aumento de
1/3 uma vez que os funcionários deixaram de conduzir preso o cidadão Moisés, com infração de
dever funcional.
c) corrupção passiva e estão sujeitos à pena de reclusão, de 2 a 12 anos e multa, sem qualquer
aumento de pena, uma vez que o não cumprimento do ato de ofício é mero exaurimento do crime
formal.
d) prevaricação e estão sujeitos à pena de detenção de 3 meses a 1 ano e multa.
e) concussão e estão sujeitos à pena de reclusão, de 2 a 8 anos e multa, com aumento de 1/3 uma
vez que os funcionários deixaram de conduzir preso o cidadão Moisés, com infração de dever
funcional.

15. (FCC 2015 TCM-RJ PROCURADOR)


O crime de condescendência criminosa
a) não admite tentativa.
b) só é punido na forma dolosa.
c) é um delito comissivo por omissão.
d) caracteriza-se mesmo que o agente não seja superior hierárquico do funcionário infrator.
e) é punível a título de dolo eventual se o agente ignora, por negligência, a ocorrência da infração.

16. (FCC 2015 TRE/SE ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA)


Patricio, funcionário público, atuando em um cartório de determinada Zona Eleitoral do Estado de
Sergipe, exige a quantia de R$ 50.000,00 em dinheiro de Ourives, candidato a Vereador em um
pleito eleitoral, para não formalizar a apreensão de material de propaganda irregular e compra de
votos promovida por meio de entrega de cestas básicas a populares do município, tudo praticado
durante o período eleitoral. Neste caso, o funcionário público Patrício cometeu crime de
(A) corrupção passiva.
(B) excesso de exação.
(C) concussão.
(D) prevaricação.
(E) peculato.

17. (FCC 2015 TRE-PB ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA)

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Ricardo, funcionário público da Prefeitura de Pedra Verde, patrocinou, indiretamente, no mês de


Janeiro de 2015, interesse privado perante a Administração pública, valendo-se da qualidade de
funcionário. Ricardo cometeu crime de:
a) excesso de exação.
b) peculato.
c) corrupção passiva.
d) corrupção ativa.
e) advocacia administrativa.

18. (FCC 2015 TRT15 JUIZ)


No crime de peculato, a condição pessoal de funcionário público
a) não constitui elementar e não se comunica ao coautor ou partícipe.
b) constitui elementar, mas não se comunica, em qualquer situação, ao coautor ou partícipe.
c) não constitui elementar, comunicando-se ao coautor ou partícipe, desde que este conheça a
condição daquele.
d) constitui elementar, comunicando-se ao coautor ou partícipe, desde que este conheça a
condição daquele.
e) constitui elementar, comunicando-se ao coautor ou partícipe, ainda que este não conheça a
condição daquele.

19. (FCC 2015 - TCE-CE - Procurador de Contas)


O particular é responsabilizado pelo crime de concussão na hipótese em que
a) concorra de qualquer modo para o crime, na medida de sua culpabilidade.
b) receba, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, vantagem indevida.
c) figure somente como partícipe e a participação seja de menor importância.
d) concorra, de qualquer modo para o crime, ainda que não tenha conhecimento da condição de
funcionário público do autor.
e) a circunstância da condição de funcionário público seja incomunicável.

20. (FCC 2015 - TCE-CE - conselheiro)


Bernardo, funcionário público, ordenou que Luciana, contribuinte, quitasse tributo indevido.
Anteriormente à entrega deste valor, desistiu da ordem. Conquanto esta atitude, Luciana
entendeu por bem entregar o numerário a Bernardo que o recebeu e o desviou depois do
recolhimento ao tesouro público. Bernardo praticou
a) fato atípico, por ausentes elementos do tipo penal.
b) excesso de exação.
c) excesso de exação qualificada.

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d) peculato na modalidade furto.


e) peculato na modalidade apropriação.

21. (FCC 2015 TRT9 TÉCNICO JUDICIÁRIO)


Considere os seguintes tipos de crimes e suas definições.
Tipo de Crime
( ) Condescendência Criminosa
( ) Peculato
( ) Corrupção passiva
Definição
1. Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou
particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio
2. Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função
ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal
vantagem.
3. Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no
exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da
autoridade competente.
A correta relação entre o crime e sua definição, de cima para baixo, está em:
a) 1, 2 e 3.
b) 2, 1 e 3.
c) 3, 2 e 1.
d) 2, 3 e 1.
e) 3, 1 e 2.

22. (FCC 2015 TRT9 TÉCNICO JUDICIÁRIO)


Sobre os crimes praticados por funcionário público contra a Administração em geral, é correto
afirmar:
a) Os crimes de peculato, corrupção passiva, concussão e excesso de exação são hediondos.
b) Crimes funcionais próprios são aqueles que se for excluída a qualidade de funcionário público,
haverá a desclassificação para crime de outra natureza.
c) Crimes funcionais impróprios são aqueles cuja exclusão da qualidade de funcionário público
torna o fato atípico.
d) O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do
cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do produto
do ilícito praticado, com os acréscimos legais.
e) Após o recebimento da denúncia sempre será adotado o rito sumário.

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23. (FCC 2015 DPE-SP OFICIAL DA DP)


Felipe, Oficial da Defensoria Pública estadual, no exercício de suas funções recebeu, de um
assistido, um HD externo que continha arquivos digitais solicitados para utilização em seu
processo. Após a cópia dos arquivos deveria devolvê-lo no dia seguinte, entretanto, como Felipe
passaria a partir daquele dia a atuar em outra unidade da Defensoria, decidiu levar o aparelho
eletrônico para sua casa utilizando-o como se fosse seu, sem qualquer intenção de devolvê-lo ao
proprietário. Felipe cometeu o crime de
a) peculato mediante erro de outrem, por ter se apropriado de bem móvel particular, de que tem a
posse em razão do cargo, mediante erro do assistido.
b) peculato culposo, por ter concorrido com culpa na apropriação do aparelho eletrônico.
c) corrupção passiva, por ter recebido o aparelho eletrônico como vantagem indevida para si.
d) prevaricação, por ter, indevidamente, deixado de praticar ato que estava obrigado, que neste
caso seria a devolução do aparelho eletrônico.
e) peculato, por ter se apropriado de bem móvel particular, de que tem a posse em razão do cargo.

24. (FCC 2015 DPE-SP OFICIAL DA DP)


Suzana, Oficial da Defensoria Pública estadual, é responsável pelo registro, movimentação e
tramitação de processos em determinada unidade da Defensoria. Sua inimiga, Zulmira, solicitou
assistência da Defensoria nesta unidade, e por vingança Suzana deixou de registrar esta solicitação.
É correto afirmar que Suzana
a) não cometeu o crime de Prevaricação, uma vez que não praticou ato ilegal por sentimento
pessoal.
b) cometeu o crime de Prevaricação porque deixou de praticar, indevidamente, ato de ofício para
satisfazer interesse ou sentimento pessoal.
c) não cometeu crime algum, embora por ética e responsabilidade administrativa deveria ter
registrado a solicitação de Zulmira.
d) cometeu o crime de Corrupção Passiva, por ter deixado de realizar ato que é exigido em lei.
e) cometeu o crime de Peculato, por ter praticado ato ilegal por sentimento pessoal.

25. (FCC 2015 DPE-SP OFICIAL DA DP)


Verônica, funcionária da Defensoria Pública do Estado que tem a posse de um telefone celular de
propriedade da Defensoria Pública, pelo qual é responsável, em determinado dia de trabalho ao
sair para almoçar esqueceu este telefone em cima de sua mesa de trabalho. Vagner, seu colega de
trabalho na mesma função, nota o descuido e subtrai o aparelho celular. Nesta situação hipotética,
diante do Código Penal brasileiro é correto afirmar que Verônica
a) e Vagner cometeram crime de peculato, se sujeitando às mesmas penalidades, pois ambos
concorreram para o crime.

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b) cometeu o crime de peculato mediante erro de outrem enquanto Vagner cometeu o crime de
peculato doloso.
c) não cometeu nenhum crime e Vagner cometeu o crime de peculato, pois se apropriou de bem
móvel público de que tem a posse em razão do cargo em proveito próprio ou alheio.
d) não cometeu nenhum crime e Vagner cometeu o crime de peculato culposo.
e) cometeu o crime de peculato culposo e Vagner cometeu o crime de peculato, pois ele não
estava em posse do bem, mas mesmo assim o subtraiu, em proveito próprio ou alheio, valendo-se
de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário.

26. (FCC 2015 DPE-SP ANALISTA DE SISTEMAS)


Marcelo, funcionário público da Defensoria Pública, é responsável por organizar a fila de
atendimento ao público. Ao encontrar seu amigo Pedro, que pretende ser atendido na Defensoria,
diz que pode fazer com que ele seja o primeiro a ser atendido, embora Pedro não tenha chegado
primeiro e sequer tenha algum motivo justo para isso. Pedro se interessa, mas Marcelo solicita
cem reais em dinheiro para fazer isso e afirma que, se Pedro não quiser pagar, não tem problema,
apenas terá que aguardar seu lugar correto na fila. Nesta situação, Marcelo
a) cometeu o crime de corrupção passiva por ter solicitado para si vantagem indevida em razão de
sua função
b) cometeu o crime de concussão por ter exigido para si vantagem indevida em razão de sua
função.
c) cometeu o crime prevaricação, pois beneficiou terceiro por ser seu amigo.
d) não cometeu nenhum crime, pois seu amigo não se manifestou quanto a aceitação no ato de
pagar o valor para ajuda de custo.
e) cometeu o crime de advocacia administrativa pois patrocinou diretamente interesse privado
perante a Administração pública valendo-se da qualidade de funcionário.

27. (FCC 2015 DPE-SP ANALISTA DE SISTEMAS)


Considere as seguintes condutas:
I. Facilitar a revelação de fato que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em
segredo.
II. Solicitar vantagem indevida para revelar informações sigilosas que só tenha acesso por conta de
seu cargo a terceiros interessados.
III. Exigir vantagem indevida para revelar informações sigilosas que só tenha acesso por conta de
seu cargo.
IV. Permitir ou facilitar, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer
outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da
Administração pública.
Um funcionário público cometerá o crime de violação de sigilo funcional, nas condutas indicadas
APENAS em

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a) II e III.
b) I e III.
c) I e IV.
d) III e IV.
e) II e IV.

28. (FCC 2014 TRF3 TÉCNICO JUDICIÁRIO)


D à à à à à à à à à à à à à à
respectivamente, diferenciam, entre si, duas importantes e recorrentes figuras penais, ambas
cometidas por funcionários públicos. Embora, nesse ponto, substancialmente diversas, no mais,
mostram-se apenas aparentemente próximas uma da outra. São elas:
a) prevaricação e violência arbitrária.
b) condescendência criminosa e excesso de exação.
c) advocacia administrativa e corrupção.
d) peculato culposo e peculato doloso.
e) corrupção passiva e concussão.

29. (FCC 2014 TRF3 TÉCNICO JUDICIÁRIO)


Na corrupção passiva, há diferenciações normativas se:
- em consequência da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer
ato de ofício ou o pratica infringido dever funcional
- o funcionário pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofício, com infração de dever funcional,
cedendo a pedido ou influência de outrem.
Tem-se, nesses dois fatores de penas, respectivamente:
a) qualificadora e causa de diminuição.
b) causa de aumento e privilégio.
c) qualificadora e causa de aumento.
d) causa de aumento e qualificadora.
e) privilégio e qualificadora.

30. (FCC 2014 TRF3 ANALISTA JUDICIÁRIO)


A respeito dos Crimes contra a Administração pública, considere:
I. Equipara-se a funcionário público quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada
para a execução de atividade típica da Administração pública.
II. A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos delitos forem ocupantes de cargos
em comissão.

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III. Se o agente for ocupante de função de assessoramento de fundação instituída pelo poder
público não terá, por esse motivo, a pena aumentada.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) II.
b) I e III.
c) II e III
d) I e II.
e) III

31. (FCC 2014 TRF3 TÉCNICO JUDICIÁRIO)


José foi surpreendido pelo policial João, dirigindo alcoolizado um veículo na via pública. Nessa
oportunidade, ofereceu a João a quantia de R$ 100,00 para não prendê-lo, nem multá-lo. João
aceitou a proposta, guardou o dinheiro, mas multou e efetuou a prisão em flagrante de José por
dirigir alcoolizado. Nesse caso, João responderá pelo crime de:
a) condescendência criminosa.
b) corrupção ativa.
c) prevaricação
d) corrupção passiva.
e) concussão.

32. (FCC 2014 ICMS/RJ AUDITOR FISCAL)


A conduta do funcionário que exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber
indevido, ou, quando devido, emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não
autoriza, configura
(A) crime contra a ordem tributária.
(B) abuso de poder tributário.
(C) corrupção passiva.
(D) concussão.
(E) excesso de exação.

33. (FCC 2014 SEFAZ/PE AUDITOR)


Radegunda, auditora fiscal, utilizou um automóvel que lhe estava confiado pela Administração
pública para levar sua filha para a escola e, na volta, para fazer compras domésticas no
supermercado, restituindo em seguida o carro intacto e com o tanque de combustível completo.
Na mais precisa terminologia técnica, com a posição doutrinária dominante é correto afirmar que
houve
(A) furto de uso impunível enquanto tal.

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(B) peculato-furto em tese penalmente punível.


(C) apropriação indébita impunível enquanto tal.
(D) furto em tese penalmente punível.
(E) peculato de uso penalmente impunível enquanto tal.

34. (FCC 2014 TCE-GO ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO)


Paulo ofereceu R$ 300,00 a um Oficial de Justiça para retardar a sua citação. O Oficial de Justiça
aceitou a oferta, mas achou o valor oferecido muito baixo, tendo Paulo ficado de estudar eventual
majoração. Nesse caso, o Oficial de Justiça cometeu crime de
a) corrupção passiva, na forma consumada.
b) corrupção passiva, na forma tentada.
c) concussão, na forma consumada.
d) concussão, na forma tentada
e) prevaricação.

35. (FCC 2014 TCE-GO ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO)


No que concerne ao crime de peculato doloso, é correto afirmar que
a) o ressarcimento do dano até a denúncia extingue a punibilidade do agente.
b) o particular responde pelo delito quando for coautor ou partícipe.
c) o delito só se caracteriza se o agente tiver obtido vantagem patrimonial.
d) a imputação do delito depende de prévia tomada ou prestação de contas do responsável pelo
desvio.
e) não é possível a continuidade delitiva.

36. (FCC 2015 TRT6º REGIÃO JUIZ)


O crime de concussão
a) admite a concorrência de particular, desde que este conheça a condição de funcionário público
do outro agente.
b) é de natureza formal, consumando-se com o recebimento da vantagem indevida.
c) é de natureza material, consumando-se com a efetiva exigência, independentemente do
recebimento da vantagem.
d) admite modalidade culposa.
e) é de natureza formal, consumando-se com a mera solicitação da vantagem indevida.

37. (FCC 2015 TRE-RR ANALISTA JUDICIÁRIO)

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Analise as seguintes situações hipotéticas de funcionários públicos processados criminalmente e


condenados pela Justiça Pública:
I. Xisto, escrevente do Tribunal de Justiça de Roraima, foi condenado a cumprir pena de 02 anos de
reclusão pelo crime de corrupção passiva, após receber dinheiro durante o seu trabalho regular
para retardar o andamento de um determinado processo.
II. Joaquim, analista judiciário do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, é preso em
flagrante quando retornava de uma viagem de lazer para Miami, ao tentar importar mercadoria
proibida, sendo condenado a cumprir pena de 03 anos de reclusão pelo crime de contrabando.
III. Benício, funcionário da Prefeitura de Boa Vista, foi condenado a cumprir pena de 02 anos de
reclusão pelo crime de peculato, após apropriar-se de dinheiro da municipalidade, que recebeu em
razão do cargo que ocupa.
IV. Cassio, funcionário público da Secretaria de Estado da Saúde de Roraima, é condenado a
cumprir pena de 03 anos de reclusão, após praticar o crime do artigo 343, do Código Penal, na
medida em que ofereceu dinheiro ao perito judicial nomeado em ação de indenização por danos
materiais e morais que move contra José, responsável pelo acidente de trânsito que lhe causou
lesões corporais gravíssimas, para que o expert elaborasse um laudo favorável.
Estarão sujeitos à perda do cargo público como efeito da condenação criminal, nos termos
preconizados pelo Código Penal, mediante declaração motivada do Juiz na sentença:
a) Benício e Cassio.
b) Joaquim e Benício.
c) Xisto e Benício.
d) Joaquim e Cassio.
e) Xisto, Joaquim e Benício.

38. (FCC 2015 SEFAZ-PE JULGADOR TRIBUTÁRIO)


Um funcionário do setor de cobrança de tributos, diante de situação financeira difícil, atende
pedido do contribuinte, e, em vez de lançar o tributo para a cobrança, protela o ato por 90 dias
após, a fim de que o contribuinte possa posteriormente tentar um parcelamento do tributo. Por
essa conduta, poderá responder pelo crime de
a) inserção de dados falsos em sistema de informações.
b) prevaricação.
c) corrupção passiva.
d) tráfico de influência.
e) advocacia administrativa.

39. (FCC 2015 SEFAZ-PE JULGADOR TRIBUTÁRIO)


Um contribuinte foi até o balcão de atendimento do setor fiscal e apresentou documento para a
comprovação de quitação do tributo. Todavia, faltou com o respeito contra o funcionário

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autorizado para o registro no sistema. O funcionário, diante da ofensa, alterou os dados inseridos
para que constasse pagamento parcial e não total do tributo. Com isso, o contribuinte foi acionado
judicialmente para pagamento do tributo que já tinha quitado. A conduta do funcionário está
inserida no crime de
a) prevaricação.
b) modificação não autorizada de sistema de informações.
c) sonegação de documento
d) falsidade ideológica.
e) inserção de dados falsos em sistema de informações.

40. (FCC 2015 TCM-GO AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO)


Paulo e Pedro, valendo-se da qualidade de funcionários públicos lotados em uma Delegacia de
Polícia, cogitaram subtrair uma motocicleta aprendida que se encontrava no pátio de
estacionamento. Reuniram-se e traçaram os planos de ação. No dia combinado, Paulo distraiu os
policiais que ali trabalhavam, enquanto Pedro retirou o veículo do local. No dia seguinte, a
motocicleta foi desmontada e as peças vendidas, tendo ambos rateado o valor recebido. Nesse
caso, o crime de peculato doloso consumou-se no momento em que
a) Paulo distraiu os policiais e Pedro retirou a motocicleta da Delegacia.
b) as peças foram vendidas e o valor recebido foi rateado entre Paulo e Pedro.
c) Paulo e Pedro cogitaram subtrair a motocicleta.
d) Paulo e Pedro reuniram-se e traçaram os planos de ação.
e) a motocicleta foi desmontada.

41. (FCC 2015 SEFAZ-PI ANALISTA DO TESOURO)


No crime de concussão, o funcionário público
a) exige, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de
assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida.
b) apropria-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a
posse em razão do cargo, ou o desvia, em proveito próprio ou alheio.
c) modifica ou altera sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou
solicitação de autoridade competente.
d) dá às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei.
e) solicita ou recebe, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou
antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceita promessa de tal vantagem.

42. (FCC 2015 SEFAZ-PI AUDITOR FISCAL)


O crime de inserção de dados falsos em sistema de informações (art. 313-A do Código Penal) pode
ser cometido

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a) pelo funcionário autorizado que inserir ou facilitar a inserção de dados falsos, alterar ou excluir
indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração
pública, com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano.
b) por qualquer pessoa que inserir ou facilitar a inserção de dados falsos, alterar ou excluir
indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração
pública.
c) por qualquer funcionário, público ou não, com a finalidade de obter vantagem indevida para si
ou para outrem ou para causar dano.
d) pelo funcionário que modificar ou alterar sistema de informações ou programa de informática,
pública ou não, com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar
dano.
e) pelo funcionário que modificar ou alterar sistema de informações ou programa de informática
sem autorização ou solicitação de autoridade competente.

43. (FCC - 2006 - TRF - 1ª REGIÃO - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA - EXECUÇÃO DE
MANDADOS)
José é funcionário público e, em cumprimento de mandado judicial, se dirigiu ao escritório de
Pedro para efetuar busca e apreensão de autos. Pedro lhe ofereceu a quantia de R$ 100,00 para
que retardasse a diligência por alguns dias. José aceitou o dinheiro, mas não retardou a diligência,
efetuando desde logo a apreensão. José e Pedro responderão, respectivamente, por crime de
a) prevaricação e corrupção passiva.
b) concussão e corrupção passiva.
c) corrupção ativa e corrupção passiva.
d) prevaricação e corrupção ativa.
e) corrupção passiva e corrupção ativa.

44. (FCC - 2008 - METRÔ-SP ADVOGADO)


Durante um julgamento perante o Tribunal do Júri, um jurado, que em sua vida normal exerce a
função de vendedor, solicitou R$ 10.000,00 (dez mil reais) ao advogado do réu para votar pela
absolvição deste. O jurado
a) cometeu crime de corrupção ativa.
b) cometeu crime de corrupção passiva.
c) cometeu crime de concussão.
d) cometeu crime de prevaricação.
e) não cometeu nenhum crime, pois não era funcionário público.

45. (FCC - 2007 - MPU - ANALISTA PROCESSUAL)


A respeito dos crimes contra a Administração Pública, é correto afirmar:

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a) Não configura o crime de contrabando a exportação de mercadoria proibida.


b) Constitui crime de desobediência o não atendimento por funcionário público de ordem legal de
outro funcionário público.
c) Comete crime de corrupção ativa quem oferece vantagem indevida a funcionário público para
determiná-lo a deixar de praticar medida ilegal.
d) Pratica crime de resistência quem se opõe, mediante violência, ao cumprimento de mandado de
prisão decorrente de sentença condenatória supostamente contrária à prova dos autos.
e) Para a caracterização do crime de desacato não é necessário que o funcionário público esteja no
exercício da função ou, não estando, que a ofensa se verifique em função dela.

46. (FCC - 2010 - DPE-SP - AGENTE DE DEFENSORIA - COMUNICAÇÃO SOCIAL)


Determinado servidor público destruiu livro oficial a fim de ocultar lançamento que procedeu
indevidamente. A conduta do servidor, a ser apurada e punida mediante instauração dos
competentes processos pertinentes,
a) constitui ilícito penal, sem prejuízo de poder constituir ilícito administrativo.
b) constitui, exclusivamente, ilícito administrativo.
c) constitui crime de prevaricação, sem prejuízo de poder constituir ilícito administrativo.
d) constituirá ilícito penal apenas se o servidor público ocupar cargo efetivo.
e) constituirá crime apenas se o servidor exercer função remunerada.

47. (FCC - 2007 - TRE-PB - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA)


Mário, valendo-se da condição de funcionário público, cogita em subtrair cinco computadores de
propriedade do Estado que se localizam na repartição pública que trabalha. Para ajudá-lo na
subtração convida Douglas, advogado da empresa particular GIGA e seu amigo intimo. Neste caso,
considerando que Mário e Douglas subtraíram somente dois computadores,
a) apenas Mário responderá pela prática de peculato tentado, uma vez que Douglas não era
funcionário público não se comunicando circunstância pessoal.
b) apenas Mário responderá pela prática de peculato consumado, uma vez que Douglas não era
funcionário público não se comunicando circunstância pessoal.
c) eles responderão pela prática de crime de peculato tentado em concurso de pessoas.
d) eles responderão pela prática de crime de peculato consumado em concurso de pessoas.
e) apenas Mário responderá pela prática de concussão consumada, uma vez que Douglas não era
funcionário público não se comunicando circunstância pessoal.

48. (FCC - 2007 - TRF-4R - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA - EXECUÇÃO DE


MANDADOS)
Dar às verbas ou às rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei
a) não constitui crime, sendo somente irregularidade administrativa.

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b) constitui crime contra a Administração Pública praticado por funcionário público.


c) configura crime de peculato-furto.
d) caracteriza crime de peculato mediante erro de outrem.
e) constitui crime de prevaricação.

49. (FCC - 2006 - TRT-24R - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA)


Ares, funcionário do Serviço de Águas e Esgotos do Município, entidade paraestatal, desviou em
proveito próprio a quantia de R$ 5.200,00 referente ao pagamento de contas em atraso efetuadas
por um usuário. Nessa hipótese, Ares
a) cometeu crime de emprego irregular de rendas públicas.
b) não cometeu crime contra a Administração Pública.
c) cometeu crime de prevaricação.
d) cometeu crime de corrupção passiva.
e) cometeu crime de peculato.

50. (FCC - 2006 - TRT-24R - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA - EXECUÇÃO DE


MANDADOS)
Cronos é Analista Judiciário, Área Judiciária, Especialidade Execução de Mandados. No exercício de
suas funções, no cumprimento de mandado judicial, atendendo a pedido de influente político da
região, retardou a prática de ato de ofício, deixando de remover bens penhorados de Zeus, cabo
eleitoral deste. Nessa hipótese, Cronos
a) cometeu crime de prevaricação.
b) não cometeu crime contra a Administração Pública.
c) cometeu crime de corrupção passiva.
d) cometeu crime de advocacia administrativa.
e) concussão.

51. (FCC - 2013 ASSEMBLEIA LEGISLATIVA/PB - PROCURADOR)


O funcionário público que, se valendo dessa qualidade, patrocina interesse privado perante a
administração pública comete, em princípio, o crime de
a) corrupção passiva.
b) condescendência criminosa.
c) advocacia administrativa.
d) excesso de exação.
e) prevaricação.

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52. (FCC - 2013 - DPE-SP - OFICIAL DE DEFENSORIA PÚBLICA)


Guilhermino, funcionário público estadual estável, exige de Gabriel tributo que sabe ser indevido
aproveitando-se da situação de desconhecimento do cidadão. Neste caso, segundo o Código
Penal brasileiro, Guilhermino praticou crime de
a) peculato culposo.
b) peculato doloso.
c) excesso de exação.
d) condescendência criminosa.
e) corrupção ativa.

53. (FCC - 2013 - DPE-SP - OFICIAL DE DEFENSORIA PÚBLICA)


Matias, diretor da Penitenciária XYZ, permite livremente o acesso de aparelho telefônico celular
dentro da Penitenciária que dirige, o que está permitindo a comunicação dos presos com o
ambiente externo. Neste caso, Matias
a) está praticando o crime de peculato doloso simples.
b) está praticando o crime de concussão.
c) está praticando o crime de peculato doloso qualificado.
d) está praticando o crime de prevaricação imprópria.
e) não está praticando crime tipificado pelo Código Penal brasileiro.

54. (FCC - 2013 - TJ-PE - TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS - PROVIMENTO)


Modela-se também pelas ideias de furto e de apropriação indébita a figura legal do crime de
a) prevaricação.
b) concussão.
c) excesso de exação.
d) favorecimento pessoal.
e) peculato.

55. (FCC - 2013 - TJ-PE - TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS - PROVIMENTO)


A exigência de vantagem indevida para si, em razão do exercício de função pública, caracteriza
crime de
a) concussão.
b) corrupção passiva.
c) corrupção ativa.
d) excesso de exação.
e) prevaricação.

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56. (FCC 2012 MPE-SE TÉCNICO MINISTERIAL)


Oà à à à à àC àP à C à à à à à D à à
funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do
cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade
àN à à à à à à à à à à
a) ao resultado.
b) à ação.
c) ao elemento subjetivo do tipo.
d) ao nexo de causalidade.
e) à omissão.

57. (FCC 2012 MPE-SE TÉCNICO MINISTERIAL)


O funcionário público que, embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, em
proveito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de
funcionário:
a) comete crime de prevaricação.
b) não comete crime contra a Administração Pública.
c) comete crime de peculato culposo.
d) comete crime de peculato doloso.
e) comete crime de excesso de exação.

58. (FCC 2012 TRF2 ANALISTA JUDICIÁRIO)


Tício, funcionário público federal, em fiscalização de rotina, constatou que Paulus, proprietário de
uma mercearia, estava devendo tributos ao Fisco. Em vista disso, concedeu-lhe o prazo de
quarenta e oito horas para efetivar o pagamento e mandou colocar uma faixa na porta do
à à E à à à à F o e deverá pagar o tributo devido em
à à à àáà à àT à à à à
a) prevaricação.
b) calúnia.
c) concussão.
d) corrupção passiva.
e) excesso de exação.

59. (FCC 2012 TJ-PE TÉCNICO JUDICIÁRIO)

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Tecius, funcionário público municipal, apropriou-se de remédios doados por um laboratório


farmacêutico ao Posto de Saúde do qual era médico chefe, e os levou ao seu consultório particular,
vendendo-os a seus clientes. Tecius, além de outras infrações legais,
a) responderá por crime de peculato, porque tinha a posse dos medicamentos em razão do seu
cargo.
b) não responderá por crime de peculato, porque o objeto desse delito só pode ser dinheiro.
c) só responderá por crime de peculato se a doação dos remédios tiver sido regularmente
formalizada e aceita pela Administração Pública Municipal.
d) não responderá por crime de peculato porque os remédios foram recebidos em doação e não
foram adquiridos pela Administração Pública Municipal.
e) responderá apenas pelo crime de prevaricação, por ter praticado indevidamente ato de ofício.

60. (FCC 2012 TJ-PE TÉCNICO JUDICIÁRIO)


Rodrigues, funcionário público lotado em repartição fiscal, emprestou sua senha a um amigo
estranho ao serviço público, possibilitando-lhe acesso ao banco de dados da Administração
Pública, para fins de obtenção de lista de contribuintes e envio de material publicitário. Nesse caso,
Rodrigues responderá por crime de
a) tráfico de influência.
b) condescendência criminosa.
c) excesso de exação.
d) prevaricação.
e) violação de sigilo funcional.

6 EXERCÍCIOS COMENTADOS

01. (FCC 2018 DPE-AM ANALISTA)


Quanto aos crimes praticados por funcionário público contra a Administração em geral, há no
Código Penal brasileiro a previsão expressa da forma culposa para o crime de
a) concussão.
b) peculato.
c) corrupção passiva.
d) prevaricação.

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e) advocacia administrativa.
COMENTÁRIOS: O único dos crimes praticados por funcionário público contra a administração em
geral (arts. 312 a 326 do CP) que admite forma culposa é o crime de peculato, na forma do art.
312, §2º do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

02. (FCC 2017 TRF5 ANALISTA JUDICIÁRIO)


Não é considerado funcionário público, ainda que por extensão, para os efeitos penais o
a) funcionário atuante em empresa contratada para prestar serviço atípico para a Administração
pública.
b) servidor temporário.
c) servidor ocupante em cargos por comissão.
d) empregado público contratado sob o regime da CLT.
e) cidadão nomeado para compor as mesas receptoras de votos e de justificativas no dia das
eleições.
COMENTÁRIOS: Dentre as alternativas apresentadas, apenas a letra A traz alguém que não é
considerado funcionário público para fins penais, nem mesmo por equiparação. Seria funcionário
público por equiparação, na forma do art. 327, §1º do CP, se fosse funcionário atuante em
empresa contratada para prestar serviço TÍPICO da Administração pública.
Os demais, todos, são funcionários públicos para fins penais, na forma do art. 327 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

03. (FCC 2017 TRE-SP ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA)


Maurício, funcionário do gabinete do Vereador Tício em um determinado município paulista,
ocupante de cargo em comissão, recebe a quantia em dinheiro público de R$ 2.000,00 para
custear uma viagem na qual representaria o Vereador Tício em um encontro nacional marcado
para a cidade de Brasília. Contudo, Maurício se apropria do numerário e não comparece ao
compromisso oficial, viajando para o Estado de Mato Grosso do Sul com a família, passando
alguns dias em um hotel na cidade de Bonito. Maurício cometeu, no caso hipotético
apresentado, crime de
(A) corrupção passiva, sujeito à pena de reclusão de dois a doze anos, e multa, aumentada da
terça parte por ser ocupante de cargo em comissão.
(B) corrupção passiva, sujeito à pena de reclusão de dois a doze anos, e multa, sem qualquer
majoração.
(C) peculato, sujeito à pena de reclusão de dois a doze anos, e multa, sem qualquer majoração.
(D) peculato, sujeito à pena de reclusão de dois a doze anos, e multa, aumentada da terça parte
por ser ocupante de cargo em comissão.
(E) prevaricação, sujeito à pena de detenção de 3 meses a 1 ano.

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COMENTÁRIOS: Neste caso o agente cometeu o delito de peculato, em sua modalidade de


peculato-apropriação, previsto no art. 312 do CP. A pena, neste caso, varia de 02 a 12 anos de
reclusão, e multa.
Todavia, como o agente é ocupante de cargo em comissão na administração direta, sua apena será
aumentada na terça parte, nos termos do art. 327, §2º do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

04. (FCC 2016 TRF3 ANALISTA JUDICIÁRIO)


A respeito do crime de advocacia administrativa, considere:
I. Caracteriza-se mesmo que o interesse privado patrocinado seja legítimo.
II. Não se caracteriza se o patrocínio for feito por terceira pessoa que apareça como procurador.
III. Só pode ser cometido por advogado.
Está correto o que consta APENAS em
a) I e II.
b) I.
c) I e III.
d) II e III.
e) III.
COMENTÁRIOS:
I CORRETA: Item correto, pois essa é a previsão do art. 321 do CP.
II ERRADA: Item errado, pois essa conduta também é considerada crime de advocacia
administrativa, que é realizada indiretamente.
III ERRADA: Item errado, pois se exige, apenas, que o delito seja praticado por funcionário
público, valendo-se da qualidade de funcionário.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

05. (FCC 2016 TRF3 ANALISTA JUDICIÁRIO)


Lucius, funcionário público, escrevente de cartório de secretaria de Vara Criminal, apropriou-se
de um relógio valioso que foi remetido ao Fórum juntamente com os autos do inquérito policial
no qual foi objeto de apreensão. Lucius cometeu crime de
a) apropriação de coisa achada.
b) apropriação indébita simples.
c) apropriação indébita qualificada pelo recebimento da coisa em razão de ofício, emprego ou
profissão.
d) apropriação de coisa havida por erro.
e) peculato.

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COMENTÁRIOS: Lucius cometeu, aqui, o delito de peculato, pois se apropriou de bem particular do
qual tinha a posse em razão da função pública, nos termos do art. 312 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

06. (FCC 2016 TRF3 ANALISTA JUDICIÁRIO)


Penélope, funcionária pública, recebeu doações de roupas feitas para a Secretaria de Assistência
Social, local em que exercia as suas funções, destinadas a campanha de solidariedade, para
serem distribuídas a pessoas pobres. De posse dessas mercadorias, apropriou-se de várias peças.
Nesse caso, Penélope
a) cometeu crime de apropriação indébita simples.
b) cometeu crime de peculato doloso.
c) cometeu crime de apropriação indébita qualificada pelo recebimento da coisa em razão de
ofício, emprego ou profissão.
d) cometeu crime de peculato culposo.
e) não cometeu delito por tratar-se de bens recebidos em doação.
COMENTÁRIOS: Penélope cometeu, aqui, o delito de peculato (doloso), pois se apropriou de bem
do qual tinha a posse em razão da função pública, nos termos do art. 312 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

07. (FCC 2016 TRF3 ANALISTA JUDICIÁRIO)


Cicerus, funcionário público, exercia suas funções na Circunscrição de Trânsito e recebeu quantia
em dinheiro de uma autoescola para aprovação e fornecimento de carteira de habilitação aos
candidatos nela matriculados, sem os necessários exames. Cicerus cometeu crime de
a) concussão.
b) corrupção ativa.
c) prevaricação.
d) corrupção passiva.
e) peculato.
COMENTÁRIOS: O agente, neste caso, praticou o delito de corrupção passiva, previsto no art. 317
do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

08. (FCC 2016 TRF3 TÉCNICO JUDICIÁRIO)


É punível na forma culposa o delito de
a) abandono de função.
b) peculato.
c) violação de sigilo funcional.

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d) prevaricação.
e) concussão.
COMENTÁRIOS: Dentre as alternativas apresentadas, apenas o delito de peculato tem previsão de
punição na modalidade culposa, conforme art. 312, §2º do CP. Todos os demais só são punidos
quando praticados dolosamente.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

09. (FCC 2015 TCM-GO AUDITOR CONSELHEIRO SUBSTITUTO)


N C P R
indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer

constitui
a) elemento normativo do tipo.
b) elemento subjetivo do tipo.
c) circunstância qualificadora.
d) elemento objetivo do tipo.
e) elemento descritivo do tipo.
COMENTÁRIOS: Tal expressão, segundo entendimento da Doutrina, configura elemento subjetivo
do tipo, mais especificamente um elemento subjetivo específico, ou seja, não basta que o agente
possua o dolo de realizar a conduta. É necessário que a conduta seja praticada com essa específica
finalidade.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

10. (FCC 2015 TCM-GO AUDITOR)


O crime de
a) impedimento, perturbação ou fraude de concorrência pública não prevê punição para quem
se abstém de concorrer ou licitar em razão de vantagem oferecida.
b) peculato mediante erro de outrem não admite tentativa.
c) emprego irregular de verbas ou rendas públicas caracteriza-se independentemente da
ocorrência de dano para a Administração pública.
d) excesso de exação configura-se, na forma culposa, quando o agente exige tributo que deveria
saber indevido.
e) extravio de livro oficial de que tem a guarda em razão do cargo exige, na forma culposa, a
ocorrência de dano para a Administração pública.
COMENTÁRIOS:
a) ERRADA: Também é punido aquele que se abstém de concorrer ou licitar em razão de vantagem
oferecida, nos termos do art. 335, § único do CP.
b) ERRADA: Tal delito admite tentativa, pois é possível fracionar o iter criminis.

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c) CORRETA: Item correto, pois se trata de crime formal, que se consuma com a mera prática da
conduta (emprego irregular das verbas ou rendas), sendo irrelevante para fins de consumação a
eventual ocorrência de prejuízo à administração.
d) ERRADA: Item errado, pois não se pune o excesso de exação na forma culposa. Tal delito só é
punido na forma dolosa.
e) ERRADA: Tal delito não é punível na forma culposa, apenas na forma dolosa, pois não há
previsão expressa de punição a título de culpa, nos termos do art. 314 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

11. (FCC 2015 TCM-GO AUDITOR)


Cláudio, agente fiscal de rendas, constatou sonegação de impostos por parte da empresa Alpha.
No entanto, deixou de autuá-la, retardando a prática do ato de ofício, por ser amigo do sócio
administrador da empresa. Porém, outro fiscal, sabendo do ocorrido, foi até a empresa e lavrou
o auto de infração. Nesse caso, Cláudio
a) responderá por corrupção ativa.
b) responderá por prevaricação na forma tentada.
c) responderá por prevaricação na forma consumada.
d) não responderá por delito algum, por ter sido o auto de infração lavrado por seu colega de
função.
e) responderá por excesso de exação na forma culposa.
COMENTÁRIOS: O agente, nesse caso, responderá pelo delito de prevaricação, previsto no art. 319
do CP, em sua forma consumada, pois tal delito se consuma com a mera prática da conduta, ainda
que o resultado pretendido não ocorra.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

12. (FCC - 2015 - SEFAZ/PI AUDITOR FISCAL DA FAZENDA ESTADUAL)


Comete crime de
(A) corrupção passiva aquele que exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda
que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida.
(B) concussão aquele que solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente,
ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou
aceitar promessa de tal vantagem.
(C) peculato aquele que revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva
permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação.
(D) condescendência criminosa o funcionário que, criminosamente, retardar ou deixar de
praticar, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse
ou sentimento pessoal ou auferir proveito econômico.

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(E) advocacia administrativa aquele que patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado
perante a Administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: Item errado, pois tal conduta caracteriza o delito de concussão, nos termos do art. 316
do CP.
B) ERRADA: Item errado, pois tal conduta configura o crime de corrupção passiva, nos termos do
art. 317 do CP.
C) ERRADA: Item errado, pois neste caso o agente comete o crime de violação de sigilo funcional,
nos termos do art. 325 do CP.
D) ERRADA: Item errado, pois aqui teremos o crime de prevaricação, conforme art. 319 do CP.
E) CORRETA: Item correto, pois esta é a exata previsão contida no art. 321 do CP, sobre o crime de
advocacia administrativa:
Advocacia administrativa
Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da
qualidade de funcionário:
Pena - detenção, de um a três meses, ou multa.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

13. (FCC 2015 MP-PB TÉCNICO MINISTERIAL)


Renê é funcionário público e trabalha como vigia de uma repartição pública municipal de João
Pessoa. Em uma determinada noite, no final do ano de 2014, Renê desvia-se da função de guarda
e, por negligência, permite que terceiros invadam o prédio público e de lá subtraiam diversos
bens avaliados em R$ 10.000,00. Instaurado Inquérito Policial, o Ministério Público denuncia o
funcionário público Renê pelo crime de peculato culposo. O feito tramita regularmente e Renê é
condenado em primeira instância à pena de 6 meses de detenção. Renê, inconformado, apela ao
Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba. Antes do julgamento do recurso Renê resolve reparar o
dano à municipalidade, depositando em juízo o valor do prejuízo. Neste caso, nos termos do
Código Penal, Renê
a) não terá direito a qualquer benefício uma vez que a reparação do dano ocorreu após a
sentença de primeiro grau.
b) terá sua pena reduzida em metade.
c) terá sua pena reduzida de 1 a 2/3.
d) terá extinta a sua punibilidade.
e) terá direito apenas à atenuante genérica.
COMENTÁRIOS: Neste caso, Renê terá extinta sua punibilidade, pois a reparação do dano, no
peculato culposo, antes do trânsito em julgado, acarreta a extinção da punibilidade, nos termos do
art. 312, §3º do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

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14. (FCC 2015 MP-PB TÉCNICO MINISTERIAL)


Tício e Caio são Policiais Civis do Estado da Paraíba, atuando na capital. No dia 14 de março de
2014, durante uma operação deflagrada pela Delegacia Seccional de Polícia para investigação de
crime de tráfico de drogas em uma determinada favela na cidade de João Pessoa, Tício e Caio
abordam Moisés em atitude suspeita, transitando por uma via pública. Moisés portava na
cintura uma arma de fogo municiada sem autorização e em desacordo com determinação legal e
regulamentar. Além disso apurou-se que havia um mandado de prisão preventiva contra Moisés
por crime de roubo cometido na cidade de Campina Grande. Tício e Caio, então, solicitam a
Moisés a quantia de R$ 10.000,00 para ele ser imediatamente liberado. Moisés consegue o
dinheiro e entrega aos policiais civis, que deixam de conduzi-lo ao Distrito Policial. No caso
hipotético apresentado, Tício e Caio cometeram crime de
a) concussão e estão sujeitos à pena de reclusão, de 2 a 8 anos e multa, sem qualquer aumento
de pena, uma vez que o não cumprimento do ato de ofício é mero exaurimento do crime formal.
b) corrupção passiva e estão sujeitos à pena de reclusão, de 2 a 12 anos e multa, com aumento
de 1/3 uma vez que os funcionários deixaram de conduzir preso o cidadão Moisés, com infração
de dever funcional.
c) corrupção passiva e estão sujeitos à pena de reclusão, de 2 a 12 anos e multa, sem qualquer
aumento de pena, uma vez que o não cumprimento do ato de ofício é mero exaurimento do
crime formal.
d) prevaricação e estão sujeitos à pena de detenção de 3 meses a 1 ano e multa.
e) concussão e estão sujeitos à pena de reclusão, de 2 a 8 anos e multa, com aumento de 1/3
uma vez que os funcionários deixaram de conduzir preso o cidadão Moisés, com infração de
dever funcional.
COMENTÁRIOS: Os agentes cometeram, aqui, o crime de corrupção passiva, previsto no art. 317
do CP, e estão sujeitos à pena de reclusão, de 2 a 12 anos e multa. Além disso, haverá a incidência
da causa de aumento de pena prevista no §1º do art. 317, (aumento de 1/3), uma vez que os
funcionários deixaram de conduzir preso o cidadão Moisés, com infração de dever funcional, ou
seja, os funcionários efetivamente deixaram de praticar o ato, infringindo o dever funcional.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

15. (FCC 2015 TCM-RJ PROCURADOR)


O crime de condescendência criminosa
a) não admite tentativa.
b) só é punido na forma dolosa.
c) é um delito comissivo por omissão.
d) caracteriza-se mesmo que o agente não seja superior hierárquico do funcionário infrator.
e) é punível a título de dolo eventual se o agente ignora, por negligência, a ocorrência da
infração.

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COMENTÁRIOS: Há duas alternativas corretas, motivo pelo qual a questão foi anulada. A
condescendência criminosa é crime omissivo próprio, motivo pelo qual não admite tentativa
(correta a letra A, e errada a letra C). Além disso, só se pune tal conduta na forma dolosa, não se
admitindo a forma culposa (correta a letra B). Tal delito exige que o agente seja superior
hierárquico do funcionário infrator, motivo pelo qual está errada a letra D. Por fim, errada a letra E,
pois é necessário o dolo direto, ou seja, que o agente saiba que o subordinado praticou a infração.
Portanto, a QUESTÃO FOI BEM ANULADA.

16. (FCC 2015 TRE/SE ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA)


Patricio, funcionário público, atuando em um cartório de determinada Zona Eleitoral do Estado
de Sergipe, exige a quantia de R$ 50.000,00 em dinheiro de Ourives, candidato a Vereador em
um pleito eleitoral, para não formalizar a apreensão de material de propaganda irregular e
compra de votos promovida por meio de entrega de cestas básicas a populares do município,
tudo praticado durante o período eleitoral. Neste caso, o funcionário público Patrício cometeu
crime de
(A) corrupção passiva.
(B) excesso de exação.
(C) concussão.
(D) prevaricação.
(E) peculato.
COMENTÁRIOS: O funcionário público, aqui, cometeu o delito de concussão, pois EXIGIU a
vantagem indevida, nos termos do art. 316 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

17. (FCC 2015 TRE-PB ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA)


Ricardo, funcionário público da Prefeitura de Pedra Verde, patrocinou, indiretamente, no mês de
Janeiro de 2015, interesse privado perante a Administração pública, valendo-se da qualidade de
funcionário. Ricardo cometeu crime de:
a) excesso de exação.
b) peculato.
c) corrupção passiva.
d) corrupção ativa.
e) advocacia administrativa.
COMENTÁRIOS: Neste caso, Ricardo cometeu o delito de advocacia administrativa, previsto no art.
321 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

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18. (FCC 2015 TRT15 JUIZ)


No crime de peculato, a condição pessoal de funcionário público
a) não constitui elementar e não se comunica ao coautor ou partícipe.
b) constitui elementar, mas não se comunica, em qualquer situação, ao coautor ou partícipe.
c) não constitui elementar, comunicando-se ao coautor ou partícipe, desde que este conheça a
condição daquele.
d) constitui elementar, comunicando-se ao coautor ou partícipe, desde que este conheça a
condição daquele.
e) constitui elementar, comunicando-se ao coautor ou partícipe, ainda que este não conheça a
condição daquele.
COMENTÁRIOS: No crime de peculato, previsto no art. 312 do CP, a condição de funcionário
público é elementar do delito (sem ela, o delito não se configura), comunicando-se ao coautor ou
partícipe, desde que este conheça a condição daquele.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

19. (FCC 2015 - TCE-CE - PROCURADOR DE CONTAS)


O particular é responsabilizado pelo crime de concussão na hipótese em que
a) concorra de qualquer modo para o crime, na medida de sua culpabilidade.
b) receba, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, vantagem indevida.
c) figure somente como partícipe e a participação seja de menor importância.
d) concorra, de qualquer modo para o crime, ainda que não tenha conhecimento da condição de
funcionário público do autor.
e) a circunstância da condição de funcionário público seja incomunicável.
COMENTÁRIOS: O crime de concussão é funcional, exigindo do agente a qualidade de funcionário
público. Todavia, o particular poderá responder por tal delito, quando praticá-lo em concurso de
pessoas com alguém que ostente a condição de funcionário público (e desde que essa condição
seja conhecida pelo particular), em razão da comunicabilidade das circunstâncias pessoais
elementares do delito, nos termos do art. 30 do CP.
Portanto, NÃO HÁ ALTERNATIVA CORRETA. A questão deveria ser ANULADA.

20. (FCC 2015 - TCE-CE - CONSELHEIRO)


Bernardo, funcionário público, ordenou que Luciana, contribuinte, quitasse tributo indevido.
Anteriormente à entrega deste valor, desistiu da ordem. Conquanto esta atitude, Luciana
entendeu por bem entregar o numerário a Bernardo que o recebeu e o desviou depois do
recolhimento ao tesouro público. Bernardo praticou
a) fato atípico, por ausentes elementos do tipo penal.
b) excesso de exação.
c) excesso de exação qualificada.

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d) peculato na modalidade furto.


e) peculato na modalidade apropriação.
COMENTÁRIOS: Neste caso o agente praticou o crime de excesso de exação, previsto no art. 316,
§1º do CP. Trata-se de crime formal, que se consuma com a mera exigência. É irrelevante, para fins
à à à à à à à à à à mação).
Posteriormente, o funcionário recolheu o valor ao tesouro e o desviou, praticando ainda o crime
de peculato-desvio, nos termos do art. 312 do CP.
Portanto, NÃO HÁ ALTERNATIVA CORRETA. A questão deveria ter sido anulada (Gabarito da
Banca: E).

21. (FCC 2015 TRT9 TÉCNICO JUDICIÁRIO)


Considere os seguintes tipos de crimes e suas definições.
Tipo de Crime
( ) Condescendência Criminosa
( ) Peculato
( ) Corrupção passiva
Definição
1. Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público
ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio
2. Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função
ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal
vantagem.
3. Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração
no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da
autoridade competente.
A correta relação entre o crime e sua definição, de cima para baixo, está em:
a) 1, 2 e 3.
b) 2, 1 e 3.
c) 3, 2 e 1.
d) 2, 3 e 1.
e) 3, 1 e 2.
COMENTÁRIOS:
1 Trata-se de peculato, nos termos do art. 312 do CP.
2 Trata-se do crime de corrupção passiva, previsto no art. 317 do CP.
3 Esta conduta configura o crime de condescendência criminosa, previsto no art. 320 do CP.
A sequência, portanto, é: 3,1,2.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

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22. (FCC 2015 TRT9 TÉCNICO JUDICIÁRIO)


Sobre os crimes praticados por funcionário público contra a Administração em geral, é correto
afirmar:
a) Os crimes de peculato, corrupção passiva, concussão e excesso de exação são hediondos.
b) Crimes funcionais próprios são aqueles que se for excluída a qualidade de funcionário público,
haverá a desclassificação para crime de outra natureza.
c) Crimes funcionais impróprios são aqueles cuja exclusão da qualidade de funcionário público
torna o fato atípico.
d) O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do
cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do
produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais.
e) Após o recebimento da denúncia sempre será adotado o rito sumário.
COMENTÁRIOS:
a) ERRADA: Nenhum destes crimes é considerado hediondo, nos termos da Lei 8.072/90.
b) ERRADA: Item errado, pois os crimes funcionais próprios são aqueles que a exclusão da
qualidade de funcionário público torna o fato atípico (atipicidade absoluta).
c) ERRADA: Item errado, pois crimes funcionais impróprios são aqueles que se for excluída a
qualidade de funcionário público, haverá a desclassificação para crime de outra natureza
(atipicidade relativa).
d) CORRETA: Item correto, pois esta é a exata previsão do art. 33, §4º do CP.
e) ERRADA: Item errado, pois em relação aos crimes funcionais se adota o rito ordinário após o
recebimento da denúncia, nos termos do art. 518 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

23. (FCC 2015 DPE-SP OFICIAL DA DP)


Felipe, Oficial da Defensoria Pública estadual, no exercício de suas funções recebeu, de um
assistido, um HD externo que continha arquivos digitais solicitados para utilização em seu
processo. Após a cópia dos arquivos deveria devolvê-lo no dia seguinte, entretanto, como Felipe
passaria a partir daquele dia a atuar em outra unidade da Defensoria, decidiu levar o aparelho
eletrônico para sua casa utilizando-o como se fosse seu, sem qualquer intenção de devolvê-lo ao
proprietário. Felipe cometeu o crime de
a) peculato mediante erro de outrem, por ter se apropriado de bem móvel particular, de que
tem a posse em razão do cargo, mediante erro do assistido.
b) peculato culposo, por ter concorrido com culpa na apropriação do aparelho eletrônico.
c) corrupção passiva, por ter recebido o aparelho eletrônico como vantagem indevida para si.
d) prevaricação, por ter, indevidamente, deixado de praticar ato que estava obrigado, que neste
caso seria a devolução do aparelho eletrônico.

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e) peculato, por ter se apropriado de bem móvel particular, de que tem a posse em razão do
cargo.
COMENTÁRIOS: Neste caso o agente praticou o delito de peculato, pois se apropriou de bem
particular de que tinha a posse em razão do cargo, nos termos do art. 312 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

24. (FCC 2015 DPE-SP OFICIAL DA DP)


Suzana, Oficial da Defensoria Pública estadual, é responsável pelo registro, movimentação e
tramitação de processos em determinada unidade da Defensoria. Sua inimiga, Zulmira, solicitou
assistência da Defensoria nesta unidade, e por vingança Suzana deixou de registrar esta
solicitação. É correto afirmar que Suzana
a) não cometeu o crime de Prevaricação, uma vez que não praticou ato ilegal por sentimento
pessoal.
b) cometeu o crime de Prevaricação porque deixou de praticar, indevidamente, ato de ofício
para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.
c) não cometeu crime algum, embora por ética e responsabilidade administrativa deveria ter
registrado a solicitação de Zulmira.
d) cometeu o crime de Corrupção Passiva, por ter deixado de realizar ato que é exigido em lei.
e) cometeu o crime de Peculato, por ter praticado ato ilegal por sentimento pessoal.
COMENTÁRIOS: Neste caso a agente praticou o delito de PREVARICAÇÃO, pois deixou de praticar,
indevidamente, ato de ofício para satisfazer interesse ou sentimento pessoal, nos termos do art.
319 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

25. (FCC 2015 DPE-SP OFICIAL DA DP)


Verônica, funcionária da Defensoria Pública do Estado que tem a posse de um telefone celular de
propriedade da Defensoria Pública, pelo qual é responsável, em determinado dia de trabalho ao
sair para almoçar esqueceu este telefone em cima de sua mesa de trabalho. Vagner, seu colega
de trabalho na mesma função, nota o descuido e subtrai o aparelho celular. Nesta situação
hipotética, diante do Código Penal brasileiro é correto afirmar que Verônica
a) e Vagner cometeram crime de peculato, se sujeitando às mesmas penalidades, pois ambos
concorreram para o crime.
b) cometeu o crime de peculato mediante erro de outrem enquanto Vagner cometeu o crime de
peculato doloso.
c) não cometeu nenhum crime e Vagner cometeu o crime de peculato, pois se apropriou de bem
móvel público de que tem a posse em razão do cargo em proveito próprio ou alheio.
d) não cometeu nenhum crime e Vagner cometeu o crime de peculato culposo.

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e) cometeu o crime de peculato culposo e Vagner cometeu o crime de peculato, pois ele não
estava em posse do bem, mas mesmo assim o subtraiu, em proveito próprio ou alheio, valendo-
se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário.
COMENTÁRIOS: Neste caso, Verônica praticou o crime de peculato culposo, previsto no art. 312,
§2º do CP, enquanto Vagner cometeu o delito de peculato-furto, previsto no art. 312, §1º do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

26. (FCC 2015 DPE-SP ANALISTA DE SISTEMAS)


Marcelo, funcionário público da Defensoria Pública, é responsável por organizar a fila de
atendimento ao público. Ao encontrar seu amigo Pedro, que pretende ser atendido na
Defensoria, diz que pode fazer com que ele seja o primeiro a ser atendido, embora Pedro não
tenha chegado primeiro e sequer tenha algum motivo justo para isso. Pedro se interessa, mas
Marcelo solicita cem reais em dinheiro para fazer isso e afirma que, se Pedro não quiser pagar,
não tem problema, apenas terá que aguardar seu lugar correto na fila. Nesta situação, Marcelo
a) cometeu o crime de corrupção passiva por ter solicitado para si vantagem indevida em razão
de sua função
b) cometeu o crime de concussão por ter exigido para si vantagem indevida em razão de sua
função.
c) cometeu o crime prevaricação, pois beneficiou terceiro por ser seu amigo.
d) não cometeu nenhum crime, pois seu amigo não se manifestou quanto a aceitação no ato de
pagar o valor para ajuda de custo.
e) cometeu o crime de advocacia administrativa pois patrocinou diretamente interesse privado
perante a Administração pública valendo-se da qualidade de funcionário.
COMENTÁRIOS: Neste caso Marcelo praticou o delito de corrupção passiva, previsto no art. 317 do
CP, pois solicitou para si vantagem indevida em razão de sua função.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

27. (FCC 2015 DPE-SP ANALISTA DE SISTEMAS)


Considere as seguintes condutas:
I. Facilitar a revelação de fato que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em
segredo.
II. Solicitar vantagem indevida para revelar informações sigilosas que só tenha acesso por conta
de seu cargo a terceiros interessados.
III. Exigir vantagem indevida para revelar informações sigilosas que só tenha acesso por conta de
seu cargo.
IV. Permitir ou facilitar, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer
outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados
da Administração pública.

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Um funcionário público cometerá o crime de violação de sigilo funcional, nas condutas indicadas
APENAS em
a) II e III.
b) I e III.
c) I e IV.
d) III e IV.
e) II e IV.
COMENTÁRIOS: O crime de violação de sigilo funcional está tipificado no art. 325 do CP:
Violação de sigilo funcional
Art. 325 - Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a
revelação:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave.
§ 1o Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
I permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o
acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública;
(Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
II se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
§ 2o Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Pena reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Daí se pode concluir, sem grande esforço, que somente os itens I e IV correspondem a condutas
criminalizadas por este tipo penal.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

28. (FCC 2014 TRF3 TÉCNICO JUDICIÁRIO)


D núcleos opostos que,
respectivamente, diferenciam, entre si, duas importantes e recorrentes figuras penais, ambas
cometidas por funcionários públicos. Embora, nesse ponto, substancialmente diversas, no mais,
mostram-se apenas aparentemente próximas uma da outra. São elas:
a) prevaricação e violência arbitrária.
b) condescendência criminosa e excesso de exação.
c) advocacia administrativa e corrupção.
d) peculato culposo e peculato doloso.
e) corrupção passiva e concussão.
COMENTÁRIOS: As condutas se referem aos delitos de corrupção passiva e concussão, previstos
nos arts. 317 e 316 do CP:
Concussão
Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la,
mas em razão dela, vantagem indevida:
Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa.
(...)

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Corrupção passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes
de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 10.763, de 12.11.2003)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

29. (FCC 2014 TRF3 TÉCNICO JUDICIÁRIO)


Na corrupção passiva, há diferenciações normativas se:
- em consequência da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou deixa de praticar
qualquer ato de ofício ou o pratica infringido dever funcional
- o funcionário pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofício, com infração de dever
funcional, cedendo a pedido ou influência de outrem.
Tem-se, nesses dois fatores de penas, respectivamente:
a) qualificadora e causa de diminuição.
b) causa de aumento e privilégio.
c) qualificadora e causa de aumento.
d) causa de aumento e qualificadora.
e) privilégio e qualificadora.
COMENTÁRIOS: Neste caso, teremos, respectivamente, uma causa de aumento de pena e uma
privilegiadora (ou privilégio), previstos nos §§1º e 2º do art. 317 do CP:
Corrupção passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes
de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 10.763, de 12.11.2003)
§ 1º - A pena é aumentada de um terço, se, em conseqüência da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou
deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional.
§ 2º - Se o funcionário pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofício, com infração de dever funcional, cedendo
a pedido ou influência de outrem:
Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

30. (FCC 2014 TRF3 ANALISTA JUDICIÁRIO)


A respeito dos Crimes contra a Administração pública, considere:
I. Equipara-se a funcionário público quem trabalha para empresa prestadora de serviço
contratada para a execução de atividade típica da Administração pública.
II. A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos delitos forem ocupantes de
cargos em comissão.
III. Se o agente for ocupante de função de assessoramento de fundação instituída pelo poder
público não terá, por esse motivo, a pena aumentada.

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Está correto o que se afirma APENAS em


a) II.
b) I e III.
c) II e III
d) I e II.
e) III
COMENTÁRIOS:
I CORRETA: Esta é a exata previsão do §1º do art. 327 do CP.
II ERRADA: Somente haverá aumento de pena quando os agentes forem ocupantes de cargo em
comissão nas entidades listadas no §2º do art. 327. As autarquias, por exemplo, não foram
incluídas ali. Logo, quem exerce cargo em comissão em autarquia não terá a causa de aumento de
pena citada.
III ERRADA: O agente terá a pena aumentada neste caso, por força do art. 327, §2º do CP.
Vemos, assim, que não há alternativa correta. A Banca deu a alternativa D como correta, por
considerar a afirmativa II como verdadeira, mas como já afirmei, ela está ERRADA!
PORTANTO, A QUESTÃO DEVERIA TER SIDO ANULADA!

31. (FCC 2014 TRF3 TÉCNICO JUDICIÁRIO)


José foi surpreendido pelo policial João, dirigindo alcoolizado um veículo na via pública. Nessa
oportunidade, ofereceu a João a quantia de R$ 100,00 para não prendê-lo, nem multá-lo. João
aceitou a proposta, guardou o dinheiro, mas multou e efetuou a prisão em flagrante de José por
dirigir alcoolizado. Nesse caso, João responderá pelo crime de:
a) condescendência criminosa.
b) corrupção ativa.
c) prevaricação
d) corrupção passiva.
e) concussão.
COMENTÁRIOS: João, não confundam, é o policial. Assim, João, ao receber o dinheiro, praticou o
delito de corrupção passiva na forma consumada. Vejamos:
Corrupção passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes
de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 10.763, de 12.11.2003)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

32. (FCC 2014 ICMS/RJ AUDITOR FISCAL)

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A conduta do funcionário que exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber
indevido, ou, quando devido, emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não
autoriza, configura
(A) crime contra a ordem tributária.
(B) abuso de poder tributário.
(C) corrupção passiva.
(D) concussão.
(E) excesso de exação.
COMENTÁRIOS: A conduta, aqui, configura o crime de excesso de exação, previsto no art. 316, §1º
do CP:
Art. 316 (...)
Excesso de exação
§ 1º - Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido,
emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza: (Redação dada pela Lei nº 8.137, de
27.12.1990)
Pena - reclusão, de três a oito anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 8.137, de 27.12.1990)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

33. (FCC 2014 SEFAZ/PE AUDITOR)


Radegunda, auditora fiscal, utilizou um automóvel que lhe estava confiado pela Administração
pública para levar sua filha para a escola e, na volta, para fazer compras domésticas no
supermercado, restituindo em seguida o carro intacto e com o tanque de combustível completo.
Na mais precisa terminologia técnica, com a posição doutrinária dominante é correto afirmar
que houve
(A) furto de uso impunível enquanto tal.
(B) peculato-furto em tese penalmente punível.
(C) apropriação indébita impunível enquanto tal.
(D) furto em tese penalmente punível.
(E) peculato de uso penalmente impunível enquanto tal.
COMENTÁRIOS: OàCPà à à à à à à à à à àOàCPà
prevê, apenas, a à à - à - à à - à à
à à à à à à à à à Oà à à à à à
criação doutrinária cuja finalidade é afastar a tipificação da conduta daquele que apenas utiliza o
bem público em proveito próprio (sem o intuito de desviá-lo para seu patrimônio).
O STF, seguindo uma linha doutrinária, já havia se manifestado sobre essa hipótese específica e
à à à à à à à à à à à à à à à
à à à à à à à à à à à à à à à à
elemento subjetivo consistente na intenção de agregar o bem, valor ou dinheiro ao patrimônio do
agente ou de terceiro.

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Vejamos:
(...) É indispensável a existência do elemento subjetivo do tipo para a caracterização do delito de peculato-uso,
consistente na vontade de se apropriar DEFINITIVAMENTE do bem sob sua guarda.
(...) (STF. 1ª Turma. HC 108433 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 25/06/2013)
Entretanto, em julgado RECENTÍSSIMO, o STF se valeu de parcela da Doutrina que entende que o
à à à à à à à à à à à à à à à à
ao bem, valor ou coisa finalidade DIVERSA daquela que deveria ser dada.
Vejamos:
(...) O peculato desvio caracteriza-se na hipótese em que terceiro recebe armas emprestadas pelo juiz, depositário
fiel dos instrumentos do crime, acautelados ao magistrado para fins penais, enquadrando-se no conceito de
funcionário público. 2. In casu, Juiz Federal detinha em seu poder duas pistolas apreendidas no curso de processo-
crime em tramitação perante a Vara da qual era titular. Ao entregar os armamentos a policial federal desviou bem
de que tinha posse em razão da função em proveito deste, emprestando-lhe finalidade diversa da pretendida ao
à à à à à à àOà à à àC àP à à á à à- Apropriar-se o funcionário
público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do
cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio: Pena - à à à à à à à à àÉà à à
à à à à à à à à à à à à à à à à à à
ou dar-lhe outro encaminhamento, ou, em outros termos no peculato-desvio o funcionário público dá ao objeto
material aplicação diversa da que lhe foi determinada, em benefício próprio ou de outrem. Nessa figura não há o
propósito de apropriar-se, que é identificado como animus rem sibi habendi, podendo ser caracterizado o desvio
proibido pelo tipo, com simples uso irregular da coisa pública, objeto material do peculato. (BITTENCOURT,
Cezar. Tratado de direito penal. v. 5. Saraiva, São Paulo: 2013, 7ª Ed. p. 47). 3. É possível a atribuição do conceito
de funcionário público contida no artigo 327 do Código Penal a Juiz Federal. É que a função jurisdicional é função
pública, pois consiste atividade privativa do Estado-Juiz, sistematizada pela Constituição e normas processuais
respectivas. Consequentemente, aquele que atua na prestação jurisdicional ou a pretexto de exercê-la é
funcionário público para fins penais. Precedente: (RHC 110.432, Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em
18/12/2012). 4. A via estreita do Habeas Corpus não se preza à discussão acerca da valoração da prova produzida
em ação penal. É que, nos termos da Constituição esta ação se destina a afastar restrição à liberdade de
locomoção por ilegalidade ou por abuso de poder. 5. Recurso desprovido.
(RHC 103559, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-190
DIVULG 29-09-2014 PUBLIC 30-09-2014)
T à à à à à à à à à à àD à à à à à
entende que o pecula à à à à à à à à à à à à à à
à à à à à à à à à à à à à à à à
entendimento do STF sobre a questão, inclusive por citar a Doutrina do prof. Cézar Roberto
Bitencourt.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E (mas CABERIA RECURSO!

34. (FCC 2014 TCE-GO ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO)


Paulo ofereceu R$ 300,00 a um Oficial de Justiça para retardar a sua citação. O Oficial de Justiça
aceitou a oferta, mas achou o valor oferecido muito baixo, tendo Paulo ficado de estudar
eventual majoração. Nesse caso, o Oficial de Justiça cometeu crime de
a) corrupção passiva, na forma consumada.
b) corrupção passiva, na forma tentada.
c) concussão, na forma consumada.
d) concussão, na forma tentada

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e) prevaricação.
COMENTÁRIOS: O oficial de justiça, aqui, praticou o delito de corrupção PASSIVA na forma
CONSUMADA, pois aceitou a promessa de vantagem indevida em razão do cargo.
Vejamos:
Corrupção passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes
de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 10.763, de 12.11.2003)
O fato de a vantagem não ter sido efetivamente recebida ou, sequer, ter tido seu valor fixado
(ficou pendente a eventual majoração) é irrelevante para fins de consumação do delito.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

==0==

35. (FCC 2014 TCE-GO ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO)


No que concerne ao crime de peculato doloso, é correto afirmar que
a) o ressarcimento do dano até a denúncia extingue a punibilidade do agente.
b) o particular responde pelo delito quando for coautor ou partícipe.
c) o delito só se caracteriza se o agente tiver obtido vantagem patrimonial.
d) a imputação do delito depende de prévia tomada ou prestação de contas do responsável pelo
desvio.
e) não é possível a continuidade delitiva.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: Isto só se aplica ao peculato culposo, nos termos do art. 312, §3º do CP. Além disso, o
prazo para a extinção da punibilidade (no peculato culposo!) vai até a sentença irrecorrível.
B) CORRETA: Embora o particular, a princípio, não possa praticar o delito, por não ser funcionário
público, caso venha a praticar a conduta em concurso de pessoas (coautoria ou participação) com
alguém que possua a qualidade exigida (ser funcionário público e valer-se do cargo para o crime),
responderá também o particular pelo delito, nos termos do art. 30 do CP. É necessário, ainda, que
o particular saiba que seu comparsa possui a qualidade exigida pelo tipo penal.
C) ERRADA: Item errado, pois a obtenção da vantagem pode se dar por terceiro, e não
necessariamente em favor do agente que pratica o delito.
D) ERRADA: Item errado, pois não há qualquer exigência no CP neste sentido, sendo as esferas
(administrativa e penal) autônomas.
E) ERRADA: Não há nada que proíba a continuidade delitiva em tais crimes, ou seja, o peculato
pode ser praticado na forma do art. 71 do CP (prática reiterada de diversos crimes de peculato em
circunstâncias de tempo, lugar, modo de execução, etc.).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

36. (FCC 2015 TRT6º REGIÃO JUIZ)

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O crime de concussão
a) admite a concorrência de particular, desde que este conheça a condição de funcionário
público do outro agente.
b) é de natureza formal, consumando-se com o recebimento da vantagem indevida.
c) é de natureza material, consumando-se com a efetiva exigência, independentemente do
recebimento da vantagem.
d) admite modalidade culposa.
e) é de natureza formal, consumando-se com a mera solicitação da vantagem indevida.
COMENTÁRIOS: O crime de concussão é de natureza FORMAL e se consuma com a mera
EXIGÊNCIA (não solicitação) da vantagem indevida.
Assim, nenhuma das alternativas que trata da consumação está correta.
O crime também não admite modalidade culposa, por ausência de previsão legal neste sentido.
Por fim, é cabível o concurso de pessoas entre o funcionário público e um particular, desde que
este saiba que seu comparsa é funcionário público, nos termos do art. 30 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

37. (FCC 2015 TRE-RR ANALISTA JUDICIÁRIO)


Analise as seguintes situações hipotéticas de funcionários públicos processados criminalmente e
condenados pela Justiça Pública:
I. Xisto, escrevente do Tribunal de Justiça de Roraima, foi condenado a cumprir pena de 02 anos
de reclusão pelo crime de corrupção passiva, após receber dinheiro durante o seu trabalho
regular para retardar o andamento de um determinado processo.
II. Joaquim, analista judiciário do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, é preso em
flagrante quando retornava de uma viagem de lazer para Miami, ao tentar importar mercadoria
proibida, sendo condenado a cumprir pena de 03 anos de reclusão pelo crime de contrabando.
III. Benício, funcionário da Prefeitura de Boa Vista, foi condenado a cumprir pena de 02 anos de
reclusão pelo crime de peculato, após apropriar-se de dinheiro da municipalidade, que recebeu
em razão do cargo que ocupa.
IV. Cassio, funcionário público da Secretaria de Estado da Saúde de Roraima, é condenado a
cumprir pena de 03 anos de reclusão, após praticar o crime do artigo 343, do Código Penal, na
medida em que ofereceu dinheiro ao perito judicial nomeado em ação de indenização por danos
materiais e morais que move contra José, responsável pelo acidente de trânsito que lhe causou
lesões corporais gravíssimas, para que o expert elaborasse um laudo favorável.
Estarão sujeitos à perda do cargo público como efeito da condenação criminal, nos termos
preconizados pelo Código Penal, mediante declaração motivada do Juiz na sentença:
a) Benício e Cassio.
b) Joaquim e Benício.
c) Xisto e Benício.

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d) Joaquim e Cassio.
e) Xisto, Joaquim e Benício.
COMENTÁRIOS: A condenação por crime FUNCIONAL (que seja relativo às funções exercidas) pode
acarretar a perda da função pública quando a pena aplicada é igual ou superior a um ano, nos
termos do art. 92, I, a do CP.
Assim, somente Xisto e Benício estarão sujeitos à perda do cargo público como efeito da
condenação, pois praticaram crimes FUNCIONAIS e receberam pena superior a 01 ano.
Joaquim e Cássio receberam, também, penas superiores a 01 ano, mas não praticaram crimes que
tivessem relação COM SUAS FUNÇÕES PÚBLICAS.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

38. (FCC 2015 SEFAZ-PE JULGADOR TRIBUTÁRIO)


Um funcionário do setor de cobrança de tributos, diante de situação financeira difícil, atende
pedido do contribuinte, e, em vez de lançar o tributo para a cobrança, protela o ato por 90 dias
após, a fim de que o contribuinte possa posteriormente tentar um parcelamento do tributo. Por
essa conduta, poderá responder pelo crime de
a) inserção de dados falsos em sistema de informações.
b) prevaricação.
c) corrupção passiva.
d) tráfico de influência.
e) advocacia administrativa.
COMENTÁRIOS: O agente, aqui, praticou o delito de corrupção passiva, em sua forma privilegiada,
nos termos do art. 317, §2º do CP, pois praticou a conduta atendendo a pedido do contribuinte.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

39. (FCC 2015 SEFAZ-PE JULGADOR TRIBUTÁRIO)


Um contribuinte foi até o balcão de atendimento do setor fiscal e apresentou documento para a
comprovação de quitação do tributo. Todavia, faltou com o respeito contra o funcionário
autorizado para o registro no sistema. O funcionário, diante da ofensa, alterou os dados
inseridos para que constasse pagamento parcial e não total do tributo. Com isso, o contribuinte
foi acionado judicialmente para pagamento do tributo que já tinha quitado. A conduta do
funcionário está inserida no crime de
a) prevaricação.
b) modificação não autorizada de sistema de informações.
c) sonegação de documento
d) falsidade ideológica.
e) inserção de dados falsos em sistema de informações.

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COMENTÁRIOS: O funcionário praticou o delito de inserção de dados falsos em sistema de


informações, previsto no art. 313-A do CP. Vejamos:
Inserção de dados falsos em sistema de informações (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou excluir
indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o
fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000))
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Oà à à à à à à à à à à à à à à à à
violação aos deveres funcionais, que neste caso específico ocorreu com o intuito de CAUSAR DANO
ao contribuinte.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

40. (FCC 2015 TCM-GO AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO)


Paulo e Pedro, valendo-se da qualidade de funcionários públicos lotados em uma Delegacia de
Polícia, cogitaram subtrair uma motocicleta aprendida que se encontrava no pátio de
estacionamento. Reuniram-se e traçaram os planos de ação. No dia combinado, Paulo distraiu os
policiais que ali trabalhavam, enquanto Pedro retirou o veículo do local. No dia seguinte, a
motocicleta foi desmontada e as peças vendidas, tendo ambos rateado o valor recebido. Nesse
caso, o crime de peculato doloso consumou-se no momento em que
a) Paulo distraiu os policiais e Pedro retirou a motocicleta da Delegacia.
b) as peças foram vendidas e o valor recebido foi rateado entre Paulo e Pedro.
c) Paulo e Pedro cogitaram subtrair a motocicleta.
d) Paulo e Pedro reuniram-se e traçaram os planos de ação.
e) a motocicleta foi desmontada.
COMENTÁRIOS: O crime de peculato-furto se consumou no momento em que Paulo distraiu os
policiais e Pedro retirou a motocicleta, pois foi aí que houve, de fato, a SUBTRAÇÃO, que é o
momento consumativo do peculato-furto, previsto no art. 312, §1º do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

41. (FCC 2015 SEFAZ-PI ANALISTA DO TESOURO)


No crime de concussão, o funcionário público
a) exige, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de
assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida.
b) apropria-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que
tem a posse em razão do cargo, ou o desvia, em proveito próprio ou alheio.
c) modifica ou altera sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou
solicitação de autoridade competente.
d) dá às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei.

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e) solicita ou recebe, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função
ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceita promessa de tal
vantagem.
COMENTÁRIOS: No delito de concussão o agente EXIGE, para si ou para outrem, direta ou
indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem
indevida, conforme prevê o art. 316 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

42. (FCC 2015 SEFAZ-PI AUDITOR FISCAL)


O crime de inserção de dados falsos em sistema de informações (art. 313-A do Código Penal)
pode ser cometido
a) pelo funcionário autorizado que inserir ou facilitar a inserção de dados falsos, alterar ou
excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da
Administração pública, com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para
causar dano.
b) por qualquer pessoa que inserir ou facilitar a inserção de dados falsos, alterar ou excluir
indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da
Administração pública.
c) por qualquer funcionário, público ou não, com a finalidade de obter vantagem indevida para si
ou para outrem ou para causar dano.
d) pelo funcionário que modificar ou alterar sistema de informações ou programa de
informática, pública ou não, com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou
para causar dano.
e) pelo funcionário que modificar ou alterar sistema de informações ou programa de informática
sem autorização ou solicitação de autoridade competente.
COMENTÁRIOS: Tal delito só pode ser cometido pelo funcionário AUTORIZADO que inserir ou
facilitar a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas
informatizados ou bancos de dados da Administração pública, com o fim de obter vantagem
indevida para si ou para outrem ou para causar dano, conforme previsão contida no art. 313-A do
CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

43. (FCC - 2006 - TRF - 1ª REGIÃO - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA - EXECUÇÃO DE
MANDADOS)
José é funcionário público e, em cumprimento de mandado judicial, se dirigiu ao escritório de
Pedro para efetuar busca e apreensão de autos. Pedro lhe ofereceu a quantia de R$ 100,00 para
que retardasse a diligência por alguns dias. José aceitou o dinheiro, mas não retardou a
diligência, efetuando desde logo a apreensão. José e Pedro responderão, respectivamente, por
crime de
a) prevaricação e corrupção passiva.

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b) concussão e corrupção passiva.


c) corrupção ativa e corrupção passiva.
d) prevaricação e corrupção ativa.
e) corrupção passiva e corrupção ativa.
COMENTÁRIOS: A conduta de José, funcionário público, se amolda ao tipo penal previsto no art.
317 do CP, ou seja, corrupção passiva, já que recebeu vantagem indevida. Não incide, entretanto, a
causa de aumento de pena prevista no § 1°, pois José não retardou a prática do ato. Pedro, por sua
vez, cometeu crime de corrupção ativa, pois ofereceu vantagem indevida ao funcionário público
José, para que este retardasse a prática de ato de ofício, nos termos do art. 333 do CP.
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

44. (FCC - 2008 - METRÔ-SP ADVOGADO)


Durante um julgamento perante o Tribunal do Júri, um jurado, que em sua vida normal exerce a
função de vendedor, solicitou R$ 10.000,00 (dez mil reais) ao advogado do réu para votar pela
absolvição deste. O jurado
a) cometeu crime de corrupção ativa.
b) cometeu crime de corrupção passiva.
c) cometeu crime de concussão.
d) cometeu crime de prevaricação.
e) não cometeu nenhum crime, pois não era funcionário público.
COMENTÁRIOS: O jurado é considerado, sim, funcionário público, pois o conceito de funcionário
público para fins penais é muito mais abrangente que no Direito Civil, de forma a abranger aqueles
que exercem mera função pública, ainda que transitoriamente e sem remuneração. O jurado
cometeu, assim, o crime previsto no art. 317 do CP, pois solicitou vantagem indevida para si em
razão da função que exercia. Nesse caso, cometeu o crime de corrupção passiva.
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

45. (FCC - 2007 - MPU - ANALISTA PROCESSUAL)


A respeito dos crimes contra a Administração Pública, é correto afirmar:
a) Não configura o crime de contrabando a exportação de mercadoria proibida.
ERRADA: O crime de contrabando é, por definição, a exportação ou importação de mercadoria
proibida, nos termos do art. 334 do CP;
b) Constitui crime de desobediência o não atendimento por funcionário público de ordem legal de
outro funcionário público.
ERRADA: O crime de desobediência é um crime que só pode ser praticado pelo particular. Se
praticado pelo funcionário público pode, no entanto, configurar o crime de prevaricação, nos
termos dos arts. 329 e 319 do CP;

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c) Comete crime de corrupção ativa quem oferece vantagem indevida a funcionário público para
determiná-lo a deixar de praticar medida ilegal.
ERRADA: Cuidado com a pegadinha! Se a medida que o funcionário público ia praticar era ilegal,
não há crime de corrupção ativa, pois se exige que o ato que o funcionário público iria praticar seja
legal, nos termos do art. 333 do CP:
d) Pratica crime de resistência quem se opõe, mediante violência, ao cumprimento de mandado de
prisão decorrente de sentença condenatória supostamente contrária à prova dos autos.
CORRETA: O fato de a sentença judicial que embasa o mandado de prisão ser considerada injusta
não desconfigura o crime, pois o modo correto para o agente questionar a sentença é a via
recursal. Nesse caso, o ato praticado pelo funcionário público (oficial de justiça) é plenamente
legal, pois se fundamenta em decisão judicial válida, que pode, no entanto, ser atacada pela via do
recurso.
e) Para a caracterização do crime de desacato não é necessário que o funcionário público esteja no
exercício da função ou, não estando, que a ofensa se verifique em função dela.
ERRADA: É necessário que a ofensa seja proferida, em qualquer caso, em razão da função pública,
esteja ou não o funcionário público no exercício da função no momento do crime.

46. (FCC - 2010 - DPE-SP - AGENTE DE DEFENSORIA - COMUNICAÇÃO SOCIAL)


Determinado servidor público destruiu livro oficial a fim de ocultar lançamento que procedeu
indevidamente. A conduta do servidor, a ser apurada e punida mediante instauração dos
competentes processos pertinentes,
a) constitui ilícito penal, sem prejuízo de poder constituir ilícito administrativo.
b) constitui, exclusivamente, ilícito administrativo.
c) constitui crime de prevaricação, sem prejuízo de poder constituir ilícito administrativo.
d) constituirá ilícito penal apenas se o servidor público ocupar cargo efetivo.
e) constituirá crime apenas se o servidor exercer função remunerada.
COMENTÁRIOS: Neste caso, o servidor público cometeu o crime de inutilização de livro ou
documento, previsto no art. 314 do CP. A punição na esfera penal, no entanto, não impede que o
servidor público seja punido, também, na esfera administrativa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

47. (FCC - 2007 - TRE-PB - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA)


Mário, valendo-se da condição de funcionário público, cogita em subtrair cinco computadores de
propriedade do Estado que se localizam na repartição pública que trabalha. Para ajudá-lo na
subtração convida Douglas, advogado da empresa particular GIGA e seu amigo intimo. Neste
caso, considerando que Mário e Douglas subtraíram somente dois computadores,
a) apenas Mário responderá pela prática de peculato tentado, uma vez que Douglas não era
funcionário público não se comunicando circunstância pessoal.

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b) apenas Mário responderá pela prática de peculato consumado, uma vez que Douglas não era
funcionário público não se comunicando circunstância pessoal.
c) eles responderão pela prática de crime de peculato tentado em concurso de pessoas.
d) eles responderão pela prática de crime de peculato consumado em concurso de pessoas.
e) apenas Mário responderá pela prática de concussão consumada, uma vez que Douglas não era
funcionário público não se comunicando circunstância pessoal.
COMENTÁRIOS: Como a questão fala que ambos eram amigos íntimos, o concurseiro deve ficar
atento e entender que a Banca quis informar a vocês que o particular sabia que o amigo era
funcionário público. Este fato (saber que o amigo é funcionário público) é indispensável para que a
à à à à à à à à à à à à à à CP à
Assim, ambos responderão pelo crime de peculato consumado em concurso de pessoas, nos
termos dos arts. 312, § 1° c/c arts. 29 e 30, todos do CP.
DESTE MODO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

48. (FCC - 2007 - TRF-4R - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA - EXECUÇÃO DE


MANDADOS)
Dar às verbas ou às rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei
a) não constitui crime, sendo somente irregularidade administrativa.
b) constitui crime contra a Administração Pública praticado por funcionário público.
c) configura crime de peculato-furto.
d) caracteriza crime de peculato mediante erro de outrem.
e) constitui crime de prevaricação.
COMENTÁRIOS: Trata-se de crime previsto no art. 315 do CP, consistente no emprego irregular de verbas ou rendas públicas:
Art. 315 - Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei: Pena - detenção, de um a três
meses, ou multa.
Exige-se que a verba tenha sido efetivamente aplicada para que o crime seja consumado, não
à à à à à à à àN à à à à à à à à D à à
à à à à à à à à
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

49. (FCC - 2006 - TRT-24R - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA)


Ares, funcionário do Serviço de Águas e Esgotos do Município, entidade paraestatal, desviou em
proveito próprio a quantia de R$ 5.200,00 referente ao pagamento de contas em atraso
efetuadas por um usuário. Nessa hipótese, Ares
a) cometeu crime de emprego irregular de rendas públicas.
b) não cometeu crime contra a Administração Pública.
c) cometeu crime de prevaricação.
d) cometeu crime de corrupção passiva.

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e) cometeu crime de peculato.


COMENTÁRIOS: Primeiramente, cumpre estabelecer que Ares é considerado funcionário público,
nos termos do art. 327 do CP, e seu § 1°. A conduta de Ares não pode ser considerada como
emprego irregular de verbas ou rendas públicas, pois a Doutrina entende que para que este crime
seja caracterizado (art. 315 do CP), é necessário que o agente tenha a atribuição de aplicar rendas
e verbas públicas (exige-se, portanto, determinado grau de gerência). No caso, a questão informa
claramente que se trata e mero funcionário, que recebeu pessoalmente os valores em razão do
cargo. Assim, por ter se apoderado destes valores que recebera, cometeu o crime de peculato-
apropriação, nos termos do art. 312 do CP.
LOGO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

50. (FCC - 2006 - TRT-24R - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA - EXECUÇÃO DE


MANDADOS)
Cronos é Analista Judiciário, Área Judiciária, Especialidade Execução de Mandados. No exercício
de suas funções, no cumprimento de mandado judicial, atendendo a pedido de influente político
da região, retardou a prática de ato de ofício, deixando de remover bens penhorados de Zeus,
cabo eleitoral deste. Nessa hipótese, Cronos
a) cometeu crime de prevaricação.
b) não cometeu crime contra a Administração Pública.
c) cometeu crime de corrupção passiva.
d) cometeu crime de advocacia administrativa.
e) concussão.
COMENTÁRIOS: Muito cuidado com esta questão, povo! Esta conduta se amolda ao tipo penal
previsto no art. 317, § 2° do CP, que prevê o crime de corrupção privilegiada. Este tipo estabelece
uma penalidade diferenciada para o funcionário que se corrompe (deixa de fazer o que deveria, ou
faz o que não deveria) não para obter uma vantagem, mas apenas para fazer um favor a alguém,
para atender a um pedido, como no caso da questão.
Muitos candidatos confundiram a conduta com o crime de prevaricação, do art. 319 do CP.
Contudo, não se trata de prevaricação, pois na prevaricação o agente pratica a conduta para
satisfazer sentimento pessoal (ódio, vingança, etc.) Na corrupção passiva privilegiada temos o
à à
Assim, Cronos praticou o crime de corrupção passiva.
DESTA FORMA, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

51. (FCC - 2013 ASSEMBLEIA LEGISLATIVA/PB - PROCURADOR)


O funcionário público que, se valendo dessa qualidade, patrocina interesse privado perante a
administração pública comete, em princípio, o crime de
a) corrupção passiva.
b) condescendência criminosa.

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c) advocacia administrativa.
d) excesso de exação.
e) prevaricação.
COMENTÁRIOS: O funcionário público, neste caso, pratica o delito de advocacia administrativa,
previsto no art. 321 do CP:
Advocacia administrativa
Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da
qualidade de funcionário:
Pena - detenção, de um a três meses, ou multa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

52. (FCC - 2013 - DPE-SP - OFICIAL DE DEFENSORIA PÚBLICA)


Guilhermino, funcionário público estadual estável, exige de Gabriel tributo que sabe ser
indevido aproveitando-se da situação de desconhecimento do cidadão. Neste caso, segundo o
Código Penal brasileiro, Guilhermino praticou crime de
a) peculato culposo.
b) peculato doloso.
c) excesso de exação.
d) condescendência criminosa.
e) corrupção ativa.
COMENTÁRIOS: Neste caso a conduta do funcionário público configura o delito de excesso de
exação, previsto no art. 316, §1º do CP:
Excesso de exação
Art. 316 (...)
§ 1º - Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido,
emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza: (Redação dada pela Lei nº 8.137,
de 27.12.1990)
Pena - reclusão, de três a oito anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 8.137, de 27.12.1990)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

53. (FCC - 2013 - DPE-SP - OFICIAL DE DEFENSORIA PÚBLICA)


Matias, diretor da Penitenciária XYZ, permite livremente o acesso de aparelho telefônico celular
dentro da Penitenciária que dirige, o que está permitindo a comunicação dos presos com o
ambiente externo. Neste caso, Matias
a) está praticando o crime de peculato doloso simples.
b) está praticando o crime de concussão.
c) está praticando o crime de peculato doloso qualificado.
d) está praticando o crime de prevaricação imprópria.

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e) não está praticando crime tipificado pelo Código Penal brasileiro.


COMENTÁRIOS: Neste caso o funcionário público está praticando o delito previsto no art. 319-A do
CP:
Art. 319-A. Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público, de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso
a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente
externo: (Incluído pela Lei nº 11.466, de 2007).
Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano.
E à à à à à à à à à à àD à à à
imprópria, por ser uma espécie de prevaricação.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

54. (FCC - 2013 - TJ-PE - TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS - PROVIMENTO)


Modela-se também pelas ideias de furto e de apropriação indébita a figura legal do crime de
a) prevaricação.
b) concussão.
c) excesso de exação.
d) favorecimento pessoal.
e) peculato.
COMENTÁRIOS: O delito, dentre os citados, que se amolda à ideia de furto e de apropriação
indébita é o delito de peculato, eis que se trata de um delito que congrega duas condutas (subtrair
e apropriar-se) também previstas nestes delitos. Contudo, no peculato existem outras variantes
que fazem com que tenhamos este delito e não furto ou apropriação indébita (art. 155 e art. 168
do CP, respectivamente).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

55. (FCC - 2013 - TJ-PE - TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS - PROVIMENTO)


A exigência de vantagem indevida para si, em razão do exercício de função pública, caracteriza
crime de
a) concussão.
b) corrupção passiva.
c) corrupção ativa.
d) excesso de exação.
e) prevaricação.
COMENTÁRIOS: A conduta do agente, nesta hipótese, caracteriza o delito de concussão, previsto
no art. 316 do CP:
Concussão
Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la,
mas em razão dela, vantagem indevida:

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Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa.


Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

56. (FCC 2012 MPE-SE TÉCNICO MINISTERIAL)


O C P C D
funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício
do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade
N
a) ao resultado.
b) à ação.
c) ao elemento subjetivo do tipo.
d) ao nexo de causalidade.
e) à omissão.
COMENTÁRIOS: Oà à à à à efere ao animus do agente, ou seja, sua intenção,
caracterizando-se como um dolo específico. Assim, está relacionado ao elemento subjetivo do tipo
penal.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

57. (FCC 2012 MPE-SE TÉCNICO MINISTERIAL)


O funcionário público que, embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, em
proveito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de
funcionário:
a) comete crime de prevaricação.
b) não comete crime contra a Administração Pública.
c) comete crime de peculato culposo.
d) comete crime de peculato doloso.
e) comete crime de excesso de exação.
COMENTÁRIOS: O funcionário, neste caso, pratica o delito de peculato doloso (na modalidade de
peculato-furto), previsto no art. 312, §1º do CP:
Peculato
Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular,
de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio:
Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.
§ 1º - Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o
subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe
proporciona a qualidade de funcionário.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

58. (FCC 2012 TRF2 ANALISTA JUDICIÁRIO)

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Tício, funcionário público federal, em fiscalização de rotina, constatou que Paulus, proprietário
de uma mercearia, estava devendo tributos ao Fisco. Em vista disso, concedeu-lhe o prazo de
quarenta e oito horas para efetivar o pagamento e mandou colocar uma faixa na porta do
E F
A T cio caracterizou o crime de
a) prevaricação.
b) calúnia.
c) concussão.
d) corrupção passiva.
e) excesso de exação.
COMENTÁRIOS: Aqui temos o delito de excesso de exação, pelo emprego de meio vexatório na
cobrança. Vejamos:
Excesso de exação
Art. 316 (..)
§ 1º - Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido,
emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza: (Redação dada pela Lei nº 8.137, de
27.12.1990)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

59. (FCC 2012 TJ-PE TÉCNICO JUDICIÁRIO)


Tecius, funcionário público municipal, apropriou-se de remédios doados por um laboratório
farmacêutico ao Posto de Saúde do qual era médico chefe, e os levou ao seu consultório
particular, vendendo-os a seus clientes. Tecius, além de outras infrações legais,
a) responderá por crime de peculato, porque tinha a posse dos medicamentos em razão do seu
cargo.
b) não responderá por crime de peculato, porque o objeto desse delito só pode ser dinheiro.
c) só responderá por crime de peculato se a doação dos remédios tiver sido regularmente
formalizada e aceita pela Administração Pública Municipal.
d) não responderá por crime de peculato porque os remédios foram recebidos em doação e não
foram adquiridos pela Administração Pública Municipal.
e) responderá apenas pelo crime de prevaricação, por ter praticado indevidamente ato de ofício.
COMENTÁRIOS: O agente, aqui, praticou o delito de peculato, previsto no art. 312 do CP:
Peculato
Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular,
de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio:
Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

60. (FCC 2012 TJ-PE TÉCNICO JUDICIÁRIO)

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Rodrigues, funcionário público lotado em repartição fiscal, emprestou sua senha a um amigo
estranho ao serviço público, possibilitando-lhe acesso ao banco de dados da Administração
Pública, para fins de obtenção de lista de contribuintes e envio de material publicitário. Nesse
caso, Rodrigues responderá por crime de
a) tráfico de influência.
b) condescendência criminosa.
c) excesso de exação.
d) prevaricação.
e) violação de sigilo funcional.
COMENTÁRIOS: O agente praticou o delito de violação de sigilo funcional, previsto no art. 325,
§1º, I do CP:
Violação de sigilo funcional
Art. 325 - Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a
revelação:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave.
§ 1o Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
I - permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o
acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública;
(Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

7 GABARITO

1. ALTERNATIVA B
2. ALTERNATIVA A
3. ALTERNATIVA D
4. ALTERNATIVA B
5. ALTERNATIVA E
6. ALTERNATIVA B
7. ALTERNATIVA D
8. ALTERNATIVA B
9. ALTERNATIVA B
10. ALTERNATIVA C

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11. ALTERNATIVA C
12. ALTERNATIVA E
13. ALTERNATIVA D
14. ALTERNATIVA B
15. ANULÁVEL
16. ALTERNATIVA C
17. ALTERNATIVA E
18. ALTERNATIVA D
19. ANULÁVEL
20. ANULÁVEL
21. ALTERNATIVA E
22. ALTERNATIVA D
23. ALTERNATIVA E
24. ALTERNATIVA B
25. ALTERNATIVA E
26. ALTERNATIVA A
27. ALTERNATIVA C
28. ALTERNATIVA E
29. ALTERNATIVA B
30. ANULADA
31. ALTERNATIVA D
32. ALTERNATIVA E
33. ALTERNATIVA E
34. ALTERNATIVA A
35. ALTERNATIVA B
36. ALTERNATIVA A
37. ALTERNATIVA C
38. ALTERNATIVA C
39. ALTERNATIVA E
40. ALTERNATIVA A
41. ALTERNATIVA A
42. ALTERNATIVA A
43. ALTERNATIVA E
44. ALTERNATIVA B
45. ALTERNATIVA D

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46. ALTERNATIVA A
47. ALTERNATIVA D
48. ALTERNATIVA B
49. ALTERNATIVA E
50. ALTERNATIVA C
51. ALTERNATIVA C
52. ALTERNATIVA C
53. ALTERNATIVA D
54. ALTERNATIVA E
55. ALTERNATIVA A
56. ALTERNATIVA C
57. ALTERNATIVA D
58. ALTERNATIVA E
59. ALTERNATIVA A
60. ALTERNATIVA E

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