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Educação Musical: O Papel do Ritmo

O documento discute a importância do ritmo na educação musical, abordando suas diversas formas, como ritmo livre, rítmico e métrico, e sua relação com a linguagem e o movimento. Destaca a necessidade de trabalhar o ritmo desde a infância, utilizando metodologias como a de Orff, que integra linguagem e música. O texto também explora a evolução histórica do conceito de ritmo e sua aplicação prática na educação musical.

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Educação Musical: O Papel do Ritmo

O documento discute a importância do ritmo na educação musical, abordando suas diversas formas, como ritmo livre, rítmico e métrico, e sua relação com a linguagem e o movimento. Destaca a necessidade de trabalhar o ritmo desde a infância, utilizando metodologias como a de Orff, que integra linguagem e música. O texto também explora a evolução histórica do conceito de ritmo e sua aplicação prática na educação musical.

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Tópico 6 –

EDUCAÇÃO MUSICAL ATRAVÉS DO RITMO. RITMO LIVRE, RÍTMICO E


MÉTRICO. RITMO E LINGUAGEM. RITMO E MOVIMENTO. RITMO E
PERFORMANCE INSTRUMENTAL. POLIRRITMIA. PEQUENAS FORMAS
RÍTMICAS: ANÁLISE E IMPROVISAÇÃO. INTERVENÇÃO EDUCACIONAL.

INTRODUÇÃO
Edgar Willems em sua obra “As Bases Psicológicas da Educação Musical” fala sobre ritmo,
estabelecendo analogias com aspectos da vida do ser humano, comparando-o com a vida ou
consciência sensorial. Afirma que não há vida emocional sem física, pois ela é o elemental,
portanto, o ritmo é o elemental ou prioritário, pois não há melodia sem ritmo e harmonia sem
melodia.
O ritmo aparece em nossas vidas de várias formas e, claro, no próprio corpo. Nas nossas
manifestações vitais podemos observar o ritmo na respiração, no andar, na corrida, na fala...
É preciso trabalhar o ritmo desde os primeiros momentos da educação musical. A criança
observa, imita, repete sua percepção rítmica de qualquer realidade que lhe é apresentada; Se
a este facto somarmos a componente afetiva, o menino ou a menina demonstrará a sua
satisfação e estará, consequentemente, predisposto a uma aprendizagem mais eficaz na
Educação Musical.
Portanto faremos um tour pela teoria e pela aplicação didática em termos de ritmo de
aprendizagem ao longo do tema.

1. EDUCAÇÃO MUSICAL ATRAVÉS DO RITMO

Iniciamos o tema estudando a Educação Musical através do ritmo e, portanto, começaremos


destacando os elementos da música e as qualidades do som.
Quando falamos em ritmo, é inevitável pensar nos elementos da música e nas qualidades do
som.
Nos elementos da música encontramos quatro aspectos para trabalhar: ritmo, melodia,
harmonia e estrutura. O ritmo está presente em cada um destes elementos, pois não podemos
falar de melodia, harmonia ou estrutura sem falar do ritmo, embora seja verdade que tem
uma entidade em si.
Para J. Defontaine: “Movimento medido e programado, alternância de certos eventos. Cada
indivíduo tem seu ritmo (tempo) que depende tanto de seu temperamento quanto de sua
educação.
John Redfield: “uma relação entre a tensão das notas sucessivas tal que o resultado é
reconhecido como belo”
Berlioz: “A pulsação rítmica é a verdadeira força vital da música”
Copland: “elemento mais primitivo da música”
O ritmo está relacionado à duração e a melodia ao tom. Atualmente estes dois conceitos de
duração e altura foram unidos, dando origem a uma nova concepção de ritmo como melodia.
Melodias rítmicas Desde as últimas décadas do século XX, as pessoas passaram a falar sobre
melodias rítmicas. Ou seja, em qualquer música podemos tentar acompanhar o canto com
percussão corporal.

O ritmo na escola Assim, o conceito que entendia o ritmo como uma percussão executada
precisamente em função da duração dos sons mudou completamente e, no Ensino

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Fundamental Musical, é Orff quem mais tem a dizer sobre esse conceito melódico de ritmo.
O ritmo é algo inato e está em todas as manifestações do ser humano. Pode ser trabalhado em
sala de aula e deve ser feito. Tão natural quanto respirar.

Na educação musical:
Com o ritmo podemos conseguir uma organização espacial e temporal e isso nos permitirá
trabalhar as habilidades psicomotoras, sempre em torno de todos os blocos de conteúdo que
aparecem na própria área.
Podemos nos estabelecer como meta:
– Observar e reproduzir diferentes ritmos, fenómenos sonoros naturais e artificiais
– Perceber a pulsação dos diferentes andamentos, adaptando-a aos movimentos do corpo
– Distinguir auditivamente os valores básicos de mínima, semínima e colcheia e depois
experimentar com eles.
– Perceber o sotaque musical binário e ternário.
– Crie ritmos para realizar pequenas coreografias.
O ritmo para apresentar aos alunos a linguagem musical.

Através do tempo:
Na Grécia o ritmo está ligado ao texto com alternância de sílabas longas e curtas.
Na Idade Média, o ritmo gregoriano livre que se basearia na Grécia em pés métricos e nas
suas diferentes combinações deu origem a 6 modos eclesiásticos. As figuras passam a ser
diferenciadas: semibreves, breves, mínimas e longas.
No Renascimento o ritmo é mais simples, tenta fazer ouvir a verticalidade, o que simplifica o
ritmo na missa secular.
Os compassos são introduzidos no Barroco e vão se caracterizar por ser um ritmo muito
mecânico.
No Classicismo a simetria da frase imporá suas regras ao ritmo para que seja muito regulado
e estável. No Romantismo aparecerá uma grande quantidade de terminologia relacionada ao
andamento e a importância do ritmo diminuirá em relação à melodia, à harmonia e ao timbre.
No século XX acontece o contrário, há uma revitalização do tempo, surgem todos os tipos de
ritmos assimétricos e polirritmos e a batida é substituída pelo andamento individual de cada
intérprete.

2
2. RITMO LIVRE, RÍTMICO E MÉTRICO
Segundo Zamacois, ritmo é a relação que as notas tocadas sucessivamente têm entre si em
termos de valor. Os elementos do ritmo:
• Pulso:
– As batidas regulares em que a música se desenrola.
– Equivalente à batida da música.
- Qualquer criança consegue bater palmas com precisão no ritmo de uma canção infantil.
– Com o pulso, marcamos cada uma das batidas ou partes do compasso.
• Sotaque:
– Pulsação que se destaca periodicamente dando sensação de sustentação, de mais
intensidade.
– A primeira parte da medida é a mais forte.
• Bússola:
– É a divisão do tempo em partes iguais.
– Os acentos determinam a fórmula de compasso, que pode ser: binária, ternária, quaternária.
Dependendo se têm 2, 3, 4 partes iguais.
– Para trabalhar o ritmo, primeiro pediremos às crianças que batam a primeira batida
enquanto cantamos.
– Ensinamos os alunos a marcá-los, mas de uma forma divertida e não profissional.

Tempo:
– é a frequência média do pulso musical (velocidade)

Valores:
-ritmos e silêncios- são as durações relativas ao som

RITMO LIVRE
Não é medido metricamente, nem expresso em estruturas definidas. Não usa escrita
mensural, nem possui fórmula de compasso. São os primeiros ritmos a trabalhar desde cedo,
uma introdução ao mundo ordenado e rítmico.
É o ritmo da natureza, do mar, das folhas das árvores brincando com o vento….
O sentido rítmico das pessoas está impresso em seus músculos e nós o exteriorizamos com o
movimento. Desde o útero estamos imersos no ritmo vital, embalar o bebé dá-lhe segurança,
durante a primeira infância a necessidade de se movimentar é a expressão mais evidente do
desenvolvimento do ritmo livre.
Também podemos encontrar ritmo livre na literatura musical, como nos cantos gregorianos
onde o ritmo é estruturado de acordo com a acentuação de seus textos. Também podemos
encontrar exemplos de ritmo livre em muitas canções tradicionais, bem como em músicas
escritas por compositores de vanguarda.
Na escola podemos ver continuamente exemplos de ritmos livres e inconscientes nos alunos.
Devemos aproveitá-la para criar uma ponte no processo de musicalização que iremos
desenvolver através da educação musical que numa fase posterior irá ordenar, organizar,
codificar.
Cada criança tem um sentido de ritmo particular e podemos apreciá-lo através da observação
dos ritmos livres que ela faz. Não existe criança arrítmica. Se não repetirem o ritmo será
porque não compreenderam as nossas instruções, não nos ouviram, o seu sistema nervoso
não está maduro o suficiente para realizar aquele conjunto organizado. ações que estamos
exigindo deles... Por esta razão, é importante deixar evoluir a liberdade de expressão em cada

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indivíduo ao seu ritmo, sem fazer julgamentos da nossa parte que possam condicionar a sua
participação a partir desse momento, reduzindo as suas possibilidades de desenvolvimento e
possivelmente inibindo e não favorecendo a criação de um bom “autoconceito”.

RITMO RÍTMICO
Não está sujeito ao acento mas sim ao pulso, não há batida mas há algarismos. Seria o
próximo passo para o ritmo livre.
“O objetivo da rítmica é colocar seus adeptos, ao finalizarem os estudos, na situação de
poderem dizer: “sinto” em vez de “sei”; e, principalmente, despertar neles o desejo
imperativo de se expressarem, após terem desenvolvido suas faculdades emocionais e sua
imaginação criativa.” Jacques Dalcroze. (O ritmo)
“[….] Na dança o ritmo é espacial e temporal, e talvez seja aí que o ritmo se concretiza na
sua essência mais característica. Obviamente fala-se mais sobre ritmo na música do que na
dança, porque ele se opõe à melodia e à harmonia. Na dança ele está sozinho, dança é
ritmo” Willems. (O ritmo musical)
Quando nos referimos ao termo rítmica na educação musical estamos nos referindo a
aspectos relacionados ao desenvolvimento da capacidade de integrar estruturas rítmicas de
forma experiencial. Ou seja: no ensino fundamental, através da educação musical almejamos
a musicalização; A concretização deste objectivo envolve diferentes tipos de acção. Um
aspecto da musicalização é o do ritmo, e dentro do ritmo, entre outros aspectos, o ritmo
rítmico, através do qual meninos e meninas aprenderão (através da experimentação e
execução de exercícios, danças, instrumentação, canções...) e exteriorizando através do
sensório-motor. ações as características rítmicas da nossa cultura (valores rítmicos,
quadrados de compassos, tempos...).
O sentido rítmico das pessoas depende diretamente da sua capacidade de reagir fisicamente à
música. Invertendo os termos, chegamos à premissa básica que impulsionará Jaques
Dalcroze (1865-1950) a criar a Rítmica Musical: A execução de ritmos corporais contribui
para o desenvolvimento da musicalidade. É importante cultivar este sentido rítmico durante a
infância, pois a falta dele determina uma perda considerável de espontaneidade, flexibilidade
e capacidade de relaxamento... (Hemsy de Gainza)

RITMO MÉTRICO
Aqui temos uma batida então tem sotaque, pulsação e figuras musicais, o ritmo é
representado por uma série de figuras gráficas. O ritmo métrico leva em conta o início
acéfalo, tético e anacrísico; e o final que pode ser masculino e feminino.
Métrica: (Metro) 1. Refere-se ao sistema universal de pesos e medidas cujas divisões são
baseadas na unidade seguida de zeros. 2. De ou relacionado ao metrô.
“A métrica está para o ritmo assim como o relógio está para o tempo e o termômetro está
para a temperatura. O relógio mede o tempo, mas não é o tempo; O termômetro mede a
temperatura, mas não é a temperatura” Zamacois.
O ritmo métrico refere-se à parte intelectual dele. A parte da técnica musical que trata da
leitura e escrita do ritmo em diferentes combinações, tomando a batida como unidade de
medida.
Os elementos do ritmo são:

1/ Pulso. Cada uma das batidas regulares ou dos compassos simples de 2, 3 e 4 (tique-taque

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do relógio). A pulsação musical é representada na figura musical preta, que é o valor de uma
batida ou pulsação.
2/ Acento. ------------ Bússola
É a maior força com que um dos pulsos é executado e tem uma certa periodicidade. Na
maioria das músicas, o sotaque da batida corresponde ao sotaque das palavras. A batida é a
medida de tempo que corresponde a cada uma das partes de uma expressão sonora, é
dividida em partes iguais.
3/ Valores rítmicos e silêncios ———— Fórmulas rítmicas Sílabas rítmicas
Células rítmicas 4/ Subdivisão

Outras aulas de ritmo:


Melódico, Harmônico, Dinâmico, Proporção, conforme início (tético, acefálico, anacrúsico)
e conforme final (masculino, feminino)

3 RITMO E LINGUAGEM
A música e a linguagem são baseadas no som e no ritmo.
Aprender a língua materna é o ponto de partida para desenvolver as capacidades intelectuais
do ser humano; Através das palavras conhecemos a realidade sociocultural e aprendemos a
nomeá-la e codificá-la. Nesse processo de aprendizagem são desenvolvidas habilidades
sensoriais de todos os tipos, mas o ouvido tem uma função específica, o desenvolvimento da
musicalidade baseia suas experiências no desenvolvimento do ouvido, por isso através da
linguagem podemos, da forma mais significativa, desenvolver tanto auditivo quanto rítmico,
pois as sílabas são como “pulsões” rítmicas que ao formar palavras, frases... tornam-se
estruturas de natureza musical. (pedido em 17 de março de 2015)

Metodologia Orff:
O compositor e pedagogo Carl Orff toma a linguagem como ponto de partida para
desenvolver seu trabalho infantil.
Uma das primeiras pessoas a apreciar este paralelismo entre o ritmo e a música como
linguagem. Orff criou, segundo ele, uma série de diretrizes musicais, não um método.
Introduzir instrumentos de percussão na escola e associar a linguagem ao ritmo musical, bem
como à prosódia ou recitações rítmicas. Ele trabalha a partir da natureza elementar da palavra
como geradora de ritmo musical. O ritmo nasce da linguagem e aos poucos se torna musical
e depois é transmitido ao corpo. Da mesma forma podem ser transmitidos para instrumentos
de percussão, completando assim o ciclo rítmico.
Estabelece como necessário o estudo do folclore, danças, provérbios, rimas, canções típicas
de cada cultura, etc.
O ritmo como linguagem também foi desenvolvido por Kodaly; criou uma série de palavras
que poderiam ser utilizadas mais facilmente para figuração rítmico-musical (ta titi tiritiri). A
aplicação dos ritmos da linguagem ao ensino do ritmo musical, das sílabas e das palavras
rítmicas. Cada ritmo é representado por uma palavra ou conjunto de palavras que, quando
articuladas, produzem naturalmente aquele ritmo.

A linguagem (verbal) constitui um recurso muito adequado para desenvolver a musicalidade


e o sentido rítmico.
No folclore infantil de todas as culturas podemos encontrar uma grande amostra de: canções,
charadas, rimas populares, trava-línguas, charadas, ditados, jogos de contagem, jogos de

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eliminação... que aprendemos através da tradição oral e que envolvem quase inteiramente o
corpo organizado. movimentos ritmados, muitas vezes essas transmissões culturais envolvem
mudanças de batida, batidas irregulares... que, quando aprendidas de forma lúdica,
desenvolvem a capacidade de expressão rítmica do indivíduo, garantindo a integração de
estruturas capazes de intelectualizar e codificar no momento oportuno dentro do processo de
musicalização.

Irineu Segarra, María Cateura, Pilar Escudero….. entre outros, eles os difundiram em seus
livros didáticos. Mas deve-se notar que em Algemesí, Diego Ramón na Schola Cantorum,
comprometido com a verdadeira filosofia de Kodaly, adaptou o método, em vez de copiá-lo,
ao nosso folclore e, portanto, justificou e fundamentou a mudança de nomenclatura quanto à
rítmica sílabas, bem como à sequenciação de intervalos, entre outros aspectos.

4 RITMO E MOVIMENTO
No início das civilizações as primeiras manifestações musicais eram acompanhadas de
movimentos expressivos, havia danças tribais e espirituais... Na civilização ocidental a dança
atua como função estética ou de integração social, e não podemos esquecer o ritmo ligado ao
movimento e ao folclore em seu aspecto de dança.
Quanto mais ampla e variada for a experiência física da criança, maior será o número de
facetas, por assim dizer, nas quais se refletirá sua imaginação motora. E o resultado será,
além do desenvolvimento físico, um refinamento da sua inteligência.
As novas correntes pedagógicas do século XX aproveitaram isso para dar um novo impulso à
Educação Musical. A necessidade de movimento da criança deve ser atendida organizando-a
no tempo e no espaço; portanto, o ponto de partida lógico na educação é o ritmo ligado ao
movimento.
Metodologia Dalcroze:
Jacques Dalcroze (1860-1950) percebeu a influência que o ritmo e o movimento tiveram ao
tentar realizar uma verdadeira educação musical. A execução dos ritmos corporais
contribuirá para o desenvolvimento da musicalidade “O ritmo é um princípio vital e a
métrica é um princípio intelectual”.
Coincidindo com Willems, o ritmo é o elemento primário da música e, portanto, aquele que
afeta principalmente a sensibilidade estética da escola. A relação ritmo-movimento culmina
na dança.
A maneira de influenciar o ritmo e o movimento:
- Coordenação sem deslocamento, com deslocamento e visiomanual

Orientação espacial e temporal

No que diz respeito à aquisição do sentido rítmico, o movimento corporal desempenha um


papel primordial na percepção, reconhecimento e representação dos modos rítmicos, na
percepção do andamento e suas alterações, na distinção dos valores rítmicos nas figuras.
consciência do tempo e do contratempo, na capacidade de dissociar esquemas rítmicos
sobrepostos e na coordenação polirrítmica de diversas partes do corpo.

Existe uma ligação íntima entre o ritmo, com todas as suas nuances, e o gesto.
Graças à experiência do movimento corporal, uma vez formada a consciência rítmica, ocorre
uma influência recíproca do ato rítmico na capacidade de representação simbólica. A

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representação do ritmo, imagem refletida do ato rítmico “vive” em todos os músculos.
A dança, particularmente a dança tradicional, tanto da nossa comunidade como de outros
países, permitir-nos-á conhecer muitas músicas diferentes e através delas os costumes e
modos de sentir das pessoas. Na seleção do repertório é importante levar em consideração
sua qualidade musical, sua adequação para meninos e meninas e o interesse didático tanto de
sua música quanto dos passos de movimento e evoluções.
A música é ouvida, ouvida, não só pelo ouvido, mas por todo o corpo.

5 RITMO E PERFORMANCE INSTRUMENTAL


Outra forma de trabalhar o ritmo é através dos instrumentos. Para executar os ritmos
utilizaremos os seguintes instrumentos, ordenados em progressão da menor para a maior
dificuldade. Quando Orff editou sua obra Schulwerk, propôs o desenvolvimento rítmico por
meio da prática instrumental e da improvisação. Essa prática instrumental poderia ser
realizada por meio da percussão corporal e de instrumentos mais convencionais, desde então
chamados de instrumentos Orff.
Instrumentos de percussão corporal, de fabricação própria, percussão pequena, percussão
tradicional, lâminas.
Outro dos grandes pedagogos do século XX, Edgar Willems, criou um método musical com
o qual pretende familiarizar a criança com a linguagem musical, e desenvolver tanto o seu
sentido auditivo como o seu sentido de ritmo; Utiliza todos os tipos de instrumentos
musicais, sejam escolares, de fabricação própria ou folclóricos. O mais importante do
trabalho rítmico é poder criar estruturas, o trabalho e a criação destas nos levará a criar
trabalhos com pequenas formas rítmicas e polirritmos.

Os instrumentos. A sua função mediadora entre os alunos e a música é correta com a atitude
exploratória do ambiente, fruto da curiosidade presente em todas as crianças, segundo a qual
conhecer implica manipular. A sala de aula torna-se um espaço de exploração tímbrica de
sons, experimentação rítmica e relações de altura e intensidade. Por isso, podem ser
utilizados objetos do mesmo tipo, ocasionalmente convertidos em instrumentos de percussão,
pode ser utilizada uma vasta gama de instrumentos não convencionais de autoconstrução; O
próprio corpo é um instrumento versátil.

O uso de instrumentos é muito adequado para o ensino rítmico, pelo exercício que implica
nas habilidades de coordenação motora espaço-temporal. Instrumentos de altura determinada
são um meio eficaz para entonação, reconhecimento de intervalos, em âmbitos melódicos
cada vez mais amplos, bem como para iniciação prática à harmonia.

A prática instrumental é tão atrativa por si só que as crianças normalmente assumem o papel
de intérpretes com grande sentido de responsabilidade, como se tudo dependesse de cada
uma delas. Nesta experiência, todas as considerações sobre motivação na aprendizagem estão
condensadas.
- O corpo como instrumento
- Percussões corporais
A) Apresentação dos elementos rítmicos do corpo: palmas das mãos, joelhos, pés
- Percussões com instrumentos de som indeterminado e determinado

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6 POLIRRITMIA
Definimos polirritmia como um recurso musical que nos permite utilizar vários ritmos
simultaneamente.
Pessoal
– Ritmo heterogêneo – Ritmos de caráter livre e independente, geralmente aparecem
retrocessos heterogêneos ou homogêneos. Heterogêneos ou contraditórios são os resultados
de várias divisões que ocorrem na bússola.
– Ritmo homogêneo – são resultados da mesma divisão da batida em partes iguais.
Metodologia
Se quisermos criar polirritmos simples, temos que seguir alguns passos:
1. Considere quantas linhas rítmicas queremos que apareçam. Isso vai depender do nível de
domínio e prática.
2. Determine o número de seções rítmicas
3. É aconselhável que os grupos tenham boa diferenciação tímbrica.
4. Você trabalha a partir da intuição através da leitura até chegar a uma forma rítmica
específica (exemplo: polirritmos muito simples podem ser criados batendo palmas o acento
de um lado e a pulsação do outro).

7. PEQUENAS FORMAS RÍTMICAS: ANÁLISE E IMPROVISAÇÃO


Se fizéssemos um passeio histórico da música focando nas diferentes formas musicais,
poderíamos extrair uma infinidade delas que podem ser adaptadas ao contexto da educação
musical, escolhendo as formas mais elementares que podemos falar na escola primária sobre
as formas binárias e suas combinações , essas formas emergem do contraste entre repetição
e/ou contraste de temas e frases musicais; alguns emergentes como o Lied, o Rondo e o
Canon.

Mentiu-
Uma forma do tipo ABA ou AA'A consiste na repetição de uma ideia após passar por uma
digressão, que pode ser, por exemplo, uma improvisação.

Rondó rítmico–
Consiste na repetição contínua de uma ideia musical, mas apresentando uma digressão ou
parte diferente entre cada repetição. Intercala diferentes partes com um tema principal que se
repete pelo menos três vezes. Sua estrutura típica é ABACADA…
cânone rítmico-
Consiste na representação do mesmo tema em entradas diferentes por intérpretes diferentes, e
geralmente com compassos diferentes.
Tanto o rondó quanto o Lied são formas musicais que podem ser facilmente trabalhadas com
improvisação, pois basta manter fixo o tema principal e proporcionar as digressões para
improvisações e variações.

7.1 . ANÁLISE
É preciso motivar e dedicar tempo para que o aluno que está ouvindo saiba reconhecer e
trabalhar as diferentes formas. Antes de começar a improvisação, as crianças devem praticar
exercícios de eco rítmico e depois exercícios de perguntas e respostas, até que possam
executá-los com certa confiança e facilidade. Na improvisação sobre ritmo rítmico ou
métrico, o trabalho será feito gradualmente de acordo com as figuras e combinações rítmicas

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que os alunos vão conhecendo, improvisando esquemas rítmicos com as figuras dadas.

7.2 IMPROVISAÇÃO
Todas as crianças são capazes de improvisar ritmos; isso requer um clima favorável e
conhecimentos prévios adequados à sua idade.
Por exemplo: Se a princípio pedirmos que improvisem palavras que tenham o ritmo de duas
semínimas, logicamente não conseguirão, porém seguindo a metodologia de Carl Orff (onde
a improvisação é muito importante), trabalhando a semínima com palavras bemol e seguindo
todo o processo mencionado acima, você poderá improvisar outras palavras cujo ritmo seja
de duas semínimas.
Atividades
Algumas atividades para improvisação rítmica:
– Perguntas e respostas rítmicas:
– Sem texto.
- Contexto.
Exemplo: Como você está?
—t Improvisação de ostinatos rítmicos para acompanhar canções, charadas...
—t Improvisação de polirritmos.
– Improvisação de ritmos livres (brincadeira rítmica da cobra: uma criança improvisa um
ritmo, a criança ao lado repete e improvisa outro e assim por diante...).

8. INTERVENÇÃO EDUCACIONAL
A intervenção educativa na área deve contribuir para que as crianças construam
significativamente a sua experiência, o seu pensamento, a sua criatividade e a sua capacidade
de improvisação.
Orientação
Portanto, as atividades e metodologia que planejamos devem:
– Orientar-se para o desenvolvimento das capacidades de percepção e expressão.

– Direcionar o uso de diversas formas de linguagem e comunicação (expressão corporal,


linguagem musical, expressão motora, instrumental...).
– Apresentar uma atmosfera lúdica.
– Basear-se na participação ativa do aluno, promovendo o seu destaque, as suas ideias, os
seus interesses, opiniões, gostos.
– Ter em conta as experiências anteriores dos alunos (partindo do que é significativo para
chegar ao que é novo e relevante) e o seu ambiente sociocultural. Adaptar-se às habilidades,
necessidades e interesses coletivos e individuais dos alunos.
– Praticar jogos que envolvam relações grupais e trabalho cooperativo, promovendo a
empatia social.
– Realizar atividades que promovam o pensamento divergente, a criatividade e a
espontaneidade.

Metodologia
Quanto a onde e como iniciar a educação do ritmo, esta deve basear-se em dois pilares:
movimento ou dinâmica e linguagem.
Ao longo do ensino básico, a metodologia de trabalho incidirá nas características
psicológicas da criança. Começamos a trabalhar o ritmo de forma intuitiva, começando pela

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semínima, mínima e colcheia com o silêncio semínima com grafias pouco convencionais. Se
prestarmos atenção a pedagogos como Orff e Kodaly, podemos começar a trabalhar as
figuras musicais a partir da linguagem; em todo caso, o que realmente devemos entender é
que o suporte e o suporte da educação musical na escola têm a linguagem musical e o ritmo
como ponto de partida; . O trabalho rítmico partirá da percussão corporal, com isso é
utilizado um ritmo simples e intuitivo, baseado fundamentalmente na aquisição de pulsação e
sotaque, e na disposição de figuras rítmicas. Acompanhado de pandeiro, claves, triângulo,
etc. O trabalho com lâminas baseia-se no acompanhamento da melodia, o que gera a
necessidade de um trabalho prévio para coordenar as baquetas e tornar cada mão
independente.
Xilofones baixos e metalofones apoiam a harmonia; os instrumentos de sopro fazem ritmos
mais rápidos, os metalofones altos, figuras duradouras, e os sinos ornamentam as duas e três
notas ou a melodia principal. Quando chegamos na flauta doce a criança tem que saber fazer
o trabalho de leitura musical, o trabalho desse instrumento é feito a partir da coordenação e
focado na movimentação dos dedos.

(REVISÃO LOMCE)
8.1. Sequência de conteúdo
Vejamos uma sequenciação de conteúdos por ciclos:
• Primeiro ciclo:
– Internalização de ritmos com movimento.
– Fórmula de compasso 2/4 (diferenciação da parte F e parte D).
– Desenhos animados rítmicos.
– Ritmos livres (com ou sem letra).
– Instrumentos corporais principalmente e introdução à pequena percussão.
–Mentiu
• Segundo ciclo:

– Fórmula de compasso 2/4 e 3/4.


– Ritmos com as diferentes figuras.
– Pequenos instrumentos de percussão, palhetas e flauta.
– Mentiu e Rondo
• Terceiro ciclo:
- Ritmo.
– fórmula de compasso 6/8
– Pequenos instrumentos de percussão, palhetas e flauta.
– Mentiu, Rondo e cânone.
Esta sequência não é fechada, pois devemos adaptá-la ao nível e às características dos
alunos.

Método Willems
Movimento natural para a aquisição do sentido do andamento. Partindo do movimento mais
simples, a marcha. A corrida. Canções infantis e folclore infantil.

Método Orff
Entre no mundo da música pela porta do ritmo. Os instrumentos musicais.
- rimas e canções infantis

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- Peças instrumentais Canon e rondo
- Estudos de ritmo e melodia: ritmos falados, ostinatos rítmicos, ostinatos melódicos
- Estudos em forma de improvisação; ecos com palmas e execuções, cânones rítmicos e
melódicos, construção de frases rítmicas e melódicas, Rondo rítmico e melódico.

CONCLUSÃO
Ao longo do desenvolvimento do tema analisamos o ritmo, bem como o seu valioso papel na
educação musical. Da mesma forma, estudamos os diferentes tipos de ritmos e suas
diferenças: o ritmo
livre, rítmico e métrico fazendo uma breve análise dos elementos do ritmo.
Explicamos que o ritmo está intimamente relacionado com as palavras, o movimento e os
instrumentos, portanto, são recursos úteis no trabalho em sala de aula.
Por fim fizemos uma análise das pequenas formas rítmicas que utilizaremos no e. ensino
fundamental: bem como a importância de trabalhar a improvisação rítmica e como aplicar
esses conteúdos à nossa atuação em sala de aula por meio da intervenção educativa.
Trabalhar o ritmo com os nossos alunos exigirá a aplicação de metodologias adequadas para
podermos trabalhar de forma ordenada e aproveitar ao máximo todas as possibilidades que
este elemento da música, o ritmo, nos oferece.

A musicalidade nas pessoas é algo que floresce quando paga.


Montserrat Sanuy

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