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Tecnologias de Membranas no Tratamento de Efluentes

As membranas de ultrafiltração e MBR são tecnologias emergentes para o tratamento de efluentes, com potencial para se tornarem padrão em grandes cidades como São Paulo. Apesar de desafios como custo e falta de informação, a crescente crise hídrica e legislações mais restritivas estão impulsionando sua adoção no Brasil. A qualidade superior da água tratada e os benefícios ambientais tornam essas tecnologias viáveis e promissoras para o futuro.
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Tecnologias de Membranas no Tratamento de Efluentes

As membranas de ultrafiltração e MBR são tecnologias emergentes para o tratamento de efluentes, com potencial para se tornarem padrão em grandes cidades como São Paulo. Apesar de desafios como custo e falta de informação, a crescente crise hídrica e legislações mais restritivas estão impulsionando sua adoção no Brasil. A qualidade superior da água tratada e os benefícios ambientais tornam essas tecnologias viáveis e promissoras para o futuro.
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Tratamento de Efluentes
Data da Notícia: 05/02/2015
Fonte: Revista TAE

Membranas de ultrafiltração e MBR são


soluções tecnológicas para o tratamento de
efluentes
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Esta notícia já foi visualizada 8699 vezes.

por Cristiane Rubim

As Membranas de Ultrafiltração e Membrane Bio Reactor (MBR) utilizadas


no tratamento de efluentes e esgotos atendem às diversas necessidades
hídricas atuais pelas quais estamos passando. Com um ajuste aqui e outro ali,
são tecnologias que vêm sendo melhoradas. O MBR, por exemplo, a curto
prazo, conforme diz Mauro Coutinho, diretor técnico da Centroprojekt do
Brasil, pode se tornar o sistema de tratamento de esgotos padrão na Região
Metropolitana de São Paulo e em outras metrópoles. Por isso, é importante
entender como o mercado absorve estes tipos de tecnologia e quais os
desafios encontrados.

“O mercado vê estes tipos de tecnologias como a solução para o futuro. O que


ocorre é que tem se tornado uma tecnologia importante no presente”, afirma
Daniel Paiva Pavan, gerente de vendas da Kubota Membrane Europe. Ele
explica que a membrana é a tecnologia mais viável para um tratamento
eficiente do efluente com geração de água de reúso. “Isso possibilita
extrairmos menos água dos mananciais naturais e poupar a natureza, que já se
encontra em situação crítica em termos de disponibilidade de água. Políticas
públicas que incentivem e reduzam impostos seriam bem-vindas. Afinal, o
custo destes sistemas ainda é o principal desafio encontrado”, aponta.
Max Santavicca, diretor comercial da divisão de Water & Process
Technologies da GE Water, esclarece também os motivos da importância
destas tecnologias no mercado hoje. Segundo ele, estas tecnologias são muito
bem aceitas mundialmente, principalmente nos países mais desenvolvidos ou
onde a disponibilidade de água é restrita. “Isso porque garantem a qualidade e
a disponibilidade do recurso de modo confiável e perene”, diz. Enquanto os
países em desenvolvimento ou com alta disponibilidade de água, como o
Brasil, passaram a adotá-las de forma tímida nos últimos anos. “Com a crise
hídrica e as novas legislações, municípios e indústrias perceberam todas as
vantagens que a tecnologia traz e que o investimento se paga rapidamente
quando se pensa na indisponibilidade de água para a população, indústrias e
agricultura. Diante deste quadro, o Brasil é um mercado promissor”, analisa.
Para Marcelo Bueno, gerente regional de Membrane Technology da Toray do
Brasil, o mercado vê com muito bons olhos estas tecnologias, apesar de ainda
haver falta de informação e conhecimento. “Antes vistas como tecnologia do
futuro por serem caras e inacessíveis, hoje já são uma realidade e estão mais
próximas do que as pessoas imaginam. Poucas pessoas se dão conta que o
shopping que elas frequentam utiliza água de reúso produzida por membranas
para descarga de sanitários ou torre de resfriamento”, exemplifica.
Na Europa e EUA, segundo Bueno, as membranas já são aplicadas há muito
tempo para o tratamento de águas sendo que o principal mercado é o
municipal, atendendo uma legislação mais restritiva para descarte de
efluentes, reúso e potabilização. “No Brasil, estamos vendo um crescimento
muito grande que se iniciou anos atrás no mercado industrial, primeiro setor a
identificar as vantagens técnicas e comerciais das membranas para tratamento
de efluentes. Agora, finalmente o setor municipal, impulsionado pela crise da
água, legislações mais restritivas e potencial de venda de água de reúso, estão
começando a olhar mais para as tecnologias de membranas”, avalia.
“Há um consenso de que as membranas de UF e MBR para tratamento de
efluentes são uma tendência mundial e viável. O conhecimento profundo
destas tecnologias, respeitando também suas limitações, é fundamental para a
viabilidade técnica e comercial do projeto”, assinala. Bueno apenas adverte
que o cliente deve buscar um fabricante que dê um bom suporte para seleção,
dimensionamento e implantação das membranas, garantindo sucesso em sua
utilização. Uma das ações da Toray nesse sentido é disponibilizar o
conhecimento de aplicação em palestras, seminários e treinamentos para os
diversos setores envolvidos, como empresas públicas e privadas e
universidades.
O mercado vem encontrando formas de reduzir as limitações do MBR ao
longo do tempo e, por esse motivo, a tecnologia se mostra mais adequada às
atuais demandas. “A necessidade premente de recuperação da qualidade dos
corpos receptores, para todos os fins, inclusive para permitir o uso
subsequente para tratamento e distribuição (reúso indireto), nos faz acreditar
que o MBR deve se tornar, a curto prazo, o sistema de tratamento de esgotos
padrão, pelo menos na Região Metropolitana de São Paulo e outras
metrópoles”, afirma Mauro Coutinho, diretor técnico da Centroprojekt do
Brasil.
“É uma tecnologia confiável e consistente que ainda encontra barreiras
porque a maioria é importada, mas já é considerada como a principal
tecnologia a ser usada no tratamento de efluentes”, avalia a equipe técnica da
Koch Membrane Systems (KMS).
A Nalco-Ecolab não é fabricante de membranas, mas produz sistemas de
tratamento de efluentes e reúso que utiliza membranas. Para Luiz F. Bezerra,
[Link]., desenvolvedor de negócios e gerente técnico da área de engenharia de
desenvolvimento de projetos América Latina (E&PDLA) da empresa, a
tendência é de que essa tecnologia seja cada vez mais utilizada. “Apesar de
estarmos passando por um momento delicado na economia brasileira cujos
investimentos estão paralisados, o cenário de falta de água nas grandes
capitais, associado ao fato de que, em várias regiões, a legislação ambiental
está cada vez mais restritiva, poderá ser o grande incentivador para o uso de
membranas no tratamento de efluentes, tanto como polimento quanto no uso
do MBR”, afirma. Segundo ele, o maior desafio está no fato que a água na
maior parte do Brasil é muito barata, o que não estimula uma consciência de
conservação ou reúso. “Na hora que os agentes ambientais e comitês de bacia
começarem a ter autonomia e ampliar a cobrança pelo uso da água,
certamente haverá um cenário mais propício ao uso das membranas”, prevê.

Características
As desvantagens para aplicação do MBR são algumas substâncias acima dos
valores, como óleo e graxas, incrustrantes, caso do cálcio e outros, passíveis
de remoção em pré-tratamento; o preço, reservado à aplicação de MBR para
casos onde o efluente tratado precisa ter alta qualidade (corpos receptores de
baixo volume e alta pureza); e o custo de reposição de membranas. Conforme
dito no início da matéria, o diretor técnico da Centroprojekt do Brasil afirma
que as limitações para aplicação do MBR têm sido fortemente reduzidas. “O
preço vem caindo nos últimos anos, mais fabricantes de membranas têm se
qualificado, a vida útil tem sido estendida, principalmente das membranas
planas, desenvolvimentos têm reduzido a quantidade de ar necessária para o
scrubbing* (borbulhamento de limpeza), o que resulta menos energia gasta”,
revela.
*Obs.: scrubbing, segundo Mauro Coutinho, diretor técnico da Centroprojekt
do Brasil, é uma ação de esfregamento da superfície da membrana mais o
transporte de sólidos desgrudados por uma corrente do líquido, do lado bruto,
provocada pelo borbulhamento. Chamada de filtração lateral e também como
filtração tangencial é diferente da filtração comum, que tem uma entrada e
uma saída e o material separado fica retido no meio filtrante. A filtração
lateral ou tangencial tem uma entrada e duas saídas: entra um líquido a ser
filtrado e sai um líquido filtrado e uma corrente carregando o material
separado.
Segundo Coutinho, o MBR corretamente projetado proporciona:
• Qualidade do permeado - Igual ao padrão da água do corpo receptor
Classe 2 (DBO5 = 5mg/l), além de sólidos suspensos virtualmente zero,
turbidez zero e outras perfeições.
• Barreira física - Altíssima estabilidade. Muito menos sensível ao cuidado
operacional do que uma ETE biológica de lodos ativados ou qualquer outro
tipo.
O fato é que a ultrafiltração/MBR é uma tecnologia mais cara quando
comparada com tratamentos convencionais. O que é uma desvantagem ou,
podemos dizer, aparente desvantagem por se tratar de uma tecnologia que traz
recursos que oferecem muitas vantagens. “Quando olhamos para as
vantagens, vemos que são infinitamente maiores”, ressalta Santavicca. Para
ele, a confiabilidade e a qualidade da água tratada são tão altas, por ser livre
de patógenos, turbidez, sólidos, etc., que sua reutilização se torna viável,
proporcionando economia de recurso e de dinheiro em indústrias e
municípios. Ainda assim é possível comercializar a água de reúso, como a
Sanasa faz com Viracopos, gerando receita”, destaca.
“Além disso, são incontáveis os benefícios para o meio ambiente. A
qualidade da água devolvida é capaz de recuper e tornar um ecossistema
equilibrado novamente, trazendo uma série de benefícios em cascata”,
comemora. Para a população, os principais benefícios são um ambiente mais
equilibrado e limpo, o que reduz a taxa de doenças e consequente mortalidade
(saneamento básico) e maior disponibilidade de água potável para consumo,
já que as indústrias podem usar água de reúso.
Se o projeto de tratamento de efluentes com membranas for bem estudado,
projetado e implantado praticamente não há desvantagens em relação aos
sistemas convencionais. “Tanto o sistema de ultrafitração quanto o de MBR
proporcionam ótima qualidade do efluente tratado, reduzindo o consumo de
produtos químicos e menor área de implantação”, compara Bueno. Mesmo
assim, segundo ele, por não haver padronização entre os fabricantes das
membranas de UF e MBR, é preciso fazer uma análise criteriosa para a
seleção do fornecedor.
Bezerra, da Nalco-Ecolab, elencou outras vantagens e desvantagens que
envolvem o uso do MBR no tratamento de efluentes.
Vantagens:
• Produção de um efluente com elevada qualidade (turbidez > 0,3 NTU);
• Probabilidade de diminuição do volume do biorreator;
• Possibilidade de operar o reator com elevada idade do lodo (acima de 30
dias).
Desvantagens:
• Alto custo das membranas;
• Alto consumo de energia para aeração do biorreator;
• Exigência de mão de obra especializada para operação do sistema;
• Necessidade de automação mais robusta.

Pesquisa e desenvolvimento
Estudos e pesquisas com resultados satisfatórios surgem periodicamente
proporcionando novas utilizações e aplicações destas membranas. “A GE tem
alguns pilotos em plantas espalhadas pelo mundo testando essa tecnologia
para tratamento de efluentes diferentes dos usuais e de difícil tratamento
(tough to treat)”, revela Max Santavicca, diretor comercial da Divisão de
Water & Process Technologies da General Electric.
Há estudos para novas aplicações também na Kubota. “Estes sistemas têm
sido usados para aumentar capacidades de plantas de tratamento de efluentes
existentes, tanto em uma maior carga orgânica quanto em uma maior vazão,
sem a necessidade de obras civis”, destaca Daniel Paiva Pavan, gerente de
Vendas da empresa. A tecnologia MBR tem estações extremamente
compactas. “No caso de plantas de tratamento de efluentes novas que vão ser
construídas com estas tecnologias, é possível ser quatro vezes menor do que
uma planta com tratamento biológico convencional”, compara. Já a equipe
técnica da Koch Membrane Systems afirma que a empresa investe milhões de
dólares em pesquisas.

Tipos mais usados


A ultrafiltração de efluentes direta está disponível hoje, segundo Coutinho,
principalmente, nos formatos Hollow Fiber (fibra oca) fluxo in-out e out-in;
tubular fluxo in-out; e espiral fluxo in-out. “A membrana tubular é utilizada
em aplicações com maior quantidade de sólidos suspensos e/ou óleo ou
quando se pretende uma alta concentração do rejeito, geralmente em
processamento por bateladas”, explica.
O MBR é o tratamento biológico onde a separação dos sólidos (biomassa) é
feita por membranas de ultrafiltração ou de microfiltração. “O mecanismo de
filtração difere da ultrafiltração direta de efluentes pelas altas concentrações
de sólidos de biomassa”, especifica. As técnicas de limpeza que mantêm a
estabilidade da filtração por longos períodos (meses) dependem da
manutenção de certas condições da biomassa para boa filtrabilidade. “A
própria biomassa é parte da filtração através dos filmes que se mantêm,
controladamente, na superfície das membranas. Aqui se filtra o chamado licor
misto, efluente tratado e biomassa, não propriamente o efluente”, esclarece o
diretor técnico.
Para MBR, encontram-se membranas submersas no reator: planas e Hollow
Fiber (fibra oca); e as externas ao reator: Hollow Fiber e tubulares. Cada um
destes formatos tem suas vantagens e desvantagens e aplicações típicas. As
membranas submersas, por exemplo, gastam menos energia. As planas usam
mais ar no scrubbing do que as de fibra oca, utilizando mais energia. “Em
compensação, são bem mais robustas, a limpeza delas é mais simples e
permitem maior fluxo e escoamento do permeado por gravidade. Enquanto as
membranas fibra oca usam menos ar no scrubbing, utilizam ciclos de
contralavagem, são bem mais compactas e, portanto, requerem tanques
menores do que as planas”, diferencia.
Conforme Coutinho, as membranas externas tubulares usam a velocidade de
circulação para manter a estabilidade da filtração lateral, gastando mais
energia para a recirculação. A área de membrana em cada módulo é menor,
utilizando espaço bem maior. Já as membranas de fibra oca foram
desenvolvidas em módulos verticais com permanente aplicação de ar e
denominam-se air lift membranes com o objetivo de combinar a eficiente
limpeza das membranas com a recirculação.

“As membranas mais utilizadas são do tipo imersa e pressurizada, podendo


ser de fibra oca em formato tubular, plana ou placa oca”, indica Santavicca. A
GE fornece membranas de fibra oca em formato tubular, seja imersa ou
pressurizada. “As membranas pressurizadas podem ser utilizadas para
potabilização de água, tratamento para água industrial e tratamento terciário
de efluentes. Já as membranas imersas, mais resistentes, além de atenderem
às demandas citadas acima, ainda são utilizadas para tratamento de efluentes
em MBR”, ressalta.
Segundo Bueno da Toray as membranas de UF e MBR além da forma
construtiva, possuem diferenciação em seu material de fabricação, como
polimérica e inorgânica. Devido a essa grande variedade, suas aplicações
também variam de acordo com as características do efluente em relação à
concentração de sólidos, pH, temperatura etc”. A Toray possui todas essas
tecnologias e tipos de membranas. “Comercialmente, focamos na utilização
da fibra oca para as membranas de UF externas e placa plana submersa para
MBR”, explica. Esse enfoque é dado porque as membranas de fibra oca são
mais indicadas para baixa concentração de sólidos suspensos totais (SST) e as
de placa plana são mais robustas para alta concentração de SST.
A Toray discute junto com o cliente de forma imparcial a seleção da
membrana de UF ou MBR para o tratamento de efluentes. “Isso porque, em
alguns casos, a UF aplicada como tratamento terciário de uma ETE existente
pode ser mais vantajosa que transformar esta ETE em MBR. Por outro lado,
quando esse sistema está sobrecarregado, seja por carga ou vazão, a solução
indicada é o MBR. Dessa forma, podemos, ofertar a melhor solução ao
cliente e não tentar enquadrá-lo em uma única opção de tecnologia”,
esclarece Bueno.
Na Toray, as membranas de MBR placa plana são indicadas apenas para
tratamento de efluentes. “Existem casos de clientes da empresa que estão
utilizando para adensamento de lodo, tamanha a robustez desta membrana”,
exemplifica. Já as membranas de UF fibra oca são as mesmas para aplicações
em água ou efluentes, pelos produtos possuírem certificação NSF para água
potável. “O que muda, nestes casos, são as premissas de projeto e operação
em relação a fluxos e tempos de filtração e a frequência e tipos de limpezas,
já que são águas com características diferentes”, especifica o gerente
regional.
O gerente de vendas da Kubota Daniel Pavan destaca: “as membranas de
placas planas e fibras ocas são as mais utilizadas. Algumas vezes, podemos
encontrar também o tipo multitubular”. A membrana da Koch para tratamento
de efluentes com MBR é a de Ultrafiltração Puron® MBR, que são módulos
de membrana submersos, de fibra oca, fabricada em PVDF, com cabeçote
único e sistema de aeração central. Estas membranas são utilizadas no Projeto
Aquapolo, que produz água de reúso para o Polo Petroquímico de Mauá (SP).

Aplicações
De acordo com o diretor técnico da Centroprojekt do Brasil, a UF direta é
aplicada em muitos processos industriais, como alimentício, sucos, vinhos,
pinturas e muitos outros. No tratamento de efluentes, é aplicada na separação
de óleo de corte (solúvel), recuperação de produtos (por exemplo, índigo
blue), remoção e concentração de certos poluentes para posterior queima e
muitas outras. Já o MBR, segundo ele, é usado em todo tratamento biológico,
de esgotos municipais ou efluentes industriais.
As aplicações mais comuns, conforme Santavicca, são para tratar o efluente e
deixá-lo com qualidade excepcional para depois fazer reúso industrial direto,
reúso indireto para água potável, recarga de manancial, atendimento de
padrões para descarte, etc. “As aplicações dessa tecnologia têm crescido,
principalmente, devido às novas portarias/legislações para descarte e ao
agravamento da crise hídrica, o que evidenciou a necessidade de reúso e de
recuperação do meio ambiente”, explica. O diretor comercial da GE cita os
exemplos da Sanasa para reúso, da Sabesp Campos do Jordão para recarga de
manancial e da Petrobras para enquadramento do efluente nos padrões para
descarte.
A maioria dos efluentes, seja municipal ou industrial, como bebidas,
alimentos, mineração, papel e celulose, têxtil, petroquímica e outros, é
passível de tratamento com UF e MBR. Segundo Bueno, em alguns casos,
mesmo que não seja possível a aplicação única e direta das membranas, é
utilizada uma combinação de outras tecnologias, como processos oxidativos,
físico-químicos e térmicos, junto com as membranas para viabilidade do
tratamento. “Um mercado crescente no Brasil para UF e MBR são os prédios
comerciais e shopping centers que caem como uma luva para o setor”, afirma.
O motivo é que a reduzida área de implantação e a alta qualidade do efluente
tratado permitem o reúso oferecido pelas membranas. “A Toray possui hoje
no Brasil mais de 15 plantas de UF e MBR em operação para este tipo de
aplicação”, expõe Bueno.
A equipe técnica da Koch Membrane destaca o crescimento da tecnologia, “o
uso da ultrafiltração com MBR tem crescido muito no Brasil nos últimos anos
principalmente devido à necessidade de atingir parâmetros restritos, à
possibilidade do reúso do efluente tratado, à crise da água que vem buscando
soluções no tratamento do esgoto e às legislações mais rígidas de descarte de
efluentes”, assinala a equipe técnica da KMS.
Na opinião de Bezerra, da Nalco-Ecolab, as aplicações mais comuns no
Brasil são para reciclo de água advindas tanto do tratamento de efluentes
industriais quanto do esgoto municipal, que também está crescendo.

Contato das empresas:


Centroprojekt: [Link]
GE Water: [Link]
Kubota: [Link]
Koch Membrane: [Link]
Nalco-Ecolab: [Link]
Toray: [Link]
[Link]

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