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Histórias Infantis Clássicas Resumidas

O documento apresenta várias histórias infantis clássicas, incluindo 'Chapeuzinho Vermelho', 'O Patinho Feio', 'Os Três Porquinhos', 'O Anão Saltador', 'Gato de Botas', 'Pedro e o Lobo' e 'O Lobo e as Cabras'. Cada história traz lições sobre obediência, aceitação, trabalho duro e as consequências de enganar os outros. Essas narrativas são populares entre crianças e transmitem valores morais importantes.

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Histórias Infantis Clássicas Resumidas

O documento apresenta várias histórias infantis clássicas, incluindo 'Chapeuzinho Vermelho', 'O Patinho Feio', 'Os Três Porquinhos', 'O Anão Saltador', 'Gato de Botas', 'Pedro e o Lobo' e 'O Lobo e as Cabras'. Cada história traz lições sobre obediência, aceitação, trabalho duro e as consequências de enganar os outros. Essas narrativas são populares entre crianças e transmitem valores morais importantes.

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histórias infantis

História do Chapeuzinho Vermelho


Era uma vez uma menina muito querida pela avó, a quem ela visitava
com frequência, embora morasse do outro lado da floresta. Sua mãe,
que sabia costurar muito bem, havia feito para ela um lindo capuz
vermelho que a menina nunca tirava, então todos a chamavam de
Chapeuzinho Vermelho.

Certa tarde, sua mãe a mandou à casa da avó, que estava muito doente,
para trazer-lhe alguns bolos recém-assados e uma cesta de pão com
manteiga.

– “Chapeuzinho Vermelho, vá ver como está sua avó e leve para ela esta
cesta que preparei para ela”, – ele disse. Ele também o alertou: –“Não
saia do caminho nem fale com estranhos, pode ser perigoso”.

Chapeuzinho Vermelho, que sempre foi obediente, assentiu e respondeu


à mãe: – “Não se preocupe, terei cuidado”. Ela pegou a cesta, despediu-
se com carinho e seguiu rumo à casa da avó, cantando e dançando
como sempre fazia.

Não tinha ido muito longe quando encontrou um lobo que lhe perguntou:
– “Chapeuzinho Vermelho, Chapeuzinho Vermelho, aonde você vai com
tanta pressa?”

Chapeuzinho Vermelho olhou para ele e pensou no que sua mãe lhe
havia perguntado antes de partir, mas como não sentiu medo,
respondeu sem hesitar. – “Para a casa da minha avó, que está muito
doente.”

Ao que o lobo respondeu: – “E onde mora a sua avó?”

– “Além de onde termina a floresta, numa clareira rodeada de grandes


carvalhos.” – Chapeuzinho Vermelho respondeu sem suspeitar que o
lobo já estava deliciado em pensar em como seria gostoso.
O patinho feio
Como todos os anos, nos meses de verão, Dona Pata dedicava-se à reflexão. O resto das patas no
curral sempre esperavam com muita vontade que os patinhos quebrassem a casca para que
pudessem vê-las, pois os patinhos dessa ilustre perna sempre foram os mais bonitos de todos os
arredores.
Chegou o momento tão esperado, que causou grande comoção quando todos os amigos da Mãe
Pata correram para o ninho para presenciar tal acontecimento. Quando nasceram, tanto a Sra.
Pata quanto suas amigas gritaram de excitação ao ver patinhos tão lindos quanto aqueles. Havia
tanta agitação em volta do ninho que ninguém percebeu que ainda havia um ovo para quebrar.
O sétimo era o maior de todos e ainda permanecia intacto, o que deixou todos os presentes
entusiasmados. Um tempo depois começamos a ver como a concha se abria aos poucos e de
repente surgiu um pato muito feliz. Quando todos viram, ficaram perplexos porque este era muito
maior e mais esguio que os outros patinhos, e o que mais impressionava era o quão feio era.
Isso nunca havia acontecido com Dona Pata, que, para evitar o ridículo dos amigos, afastou-o com
a asa e só se dedicou a zelar pelos demais irmãos mais novos. Tanta foi a rejeição que o patinho
feio sofreu que começou a perceber que ninguém o queria naquele lugar.
Toda essa situação deixou o patinho muito triste e rejeitado por todos os integrantes do coral e
até mesmo sua própria mãe e irmãos ficaram indiferentes com ele. Ele pensou que talvez o seu
problema só precisasse de tempo, mas não foi assim porque com o passar dos dias ele foi ficando
mais longo, maior e muito mais feio. Além disso, ele estava se tornando um patinho muito
desajeitado, o que o tornava o centro do ridículo de todos.
Um dia ele se cansou de toda essa situação e fugiu da fazenda por um buraco na cerca que cercava
a propriedade. Iniciou uma longa jornada apenas com o propósito de encontrar amigos que não se
interessassem por sua aparência física e que o amassem por seus valores e características.
Depois de uma longa caminhada chegou a outra fazenda, onde uma senhora idosa o pegou na
entrada. Naquele momento o patinho pensou que seus problemas já estavam resolvidos, o que ele
não imaginava que seria pior naquele lugar. A velha era uma mulher muito má e a única razão pela
qual teve que buscá-lo na entrada foi para usá-lo como prato principal de um jantar que estava
preparando. Quando o patinho feio viu isso fugiu sem olhar para trás.
Os três porquinhos
Era uma vez três porquinhos que eram irmãos e viviam nas profundezas da floresta. Eles sempre
viveram felizes e sem preocupações naquele lugar, mas agora tinham medo de um lobo que
rondava a região. Foi assim que decidiram que o melhor era cada um construir a sua casa, que
serviria de refúgio caso o lobo os atacasse.

O primeiro porquinho era o mais preguiçoso dos irmãos, então resolveu fazer uma casinha simples
de palha, que terminou em pouquíssimo tempo. Depois do trabalho ele começou a colher maçãs e
a incomodar os irmãos que ainda estavam no trabalho.

História para ler Os 3 Porquinhos O segundo porquinho decidiu que sua casa seria de madeira, era
mais resistente que a do irmão, mas também não demorou muito para construí-la. Quando
terminou, juntou-se ao irmão na celebração.

O terceiro porquinho, que era o mais trabalhador, decidiu que o melhor era construir uma casa de
tijolos. Levaria quase um dia para terminar, mas estaria mais protegido do lobo. Pensou até em
fazer uma chaminé para aproveitar as espigas de milho que tanto gostava.

Quando finalmente as três casas ficaram prontas, os três porquinhos comemoraram, satisfeitos
com o trabalho realizado. Eles riram e cantaram sem preocupação - “O lobo não vai nos comer!
"Ele não pode entrar!"

O lobo que passava sentiu-se insultado com tamanha insolência e decidiu acabar de uma vez por
todas com os leitões. Ele os pegou de surpresa e rugindo alto gritou para eles: -“Porquinhos, vou
comê-los um por um!”

Os 3 porquinhos assustados correram em direção às suas casas, passaram pelos ferrolhos e


pensaram que estavam a salvo do lobo. Mas ele não desistiu e foi até a casa de palha que o
primeiro porquinho havia construído.

– “Abre a porta para mim! "Abra ou eu vou explodir e vou explodir a casa!", disse o lobo mau.

Como o porquinho não abriu, o lobo soprou forte e derrubou a casa de palha sem muito esforço.
O porquinho correu o mais rápido que pôde até a casa do segundo irmão.

Novamente o lobo mais enfurecido e faminto os avisou:


O anão saltador
Há muito tempo atrás, existia um rei que gostava de fazer longas
caminhadas na floresta. Um belo dia, e cansado de tantas cavalgadas, o
monarca chegou a uma humilde casinha entre as árvores. Naquele local
vivia um fazendeiro com sua filha pequena, que rapidamente conquistou
a admiração do rei por sua beleza.

“Minha filha não só é linda, mas também tem um dom especial” –


gabou-se o camponês. Quando o rei lhe perguntou do que se tratava, o
velho respondeu que a menina era capaz de transformar palha seca em
ouro com o uso de uma roca. “Ótimo, vou levá-la comigo para o palácio”
– gritou então o rei.

Ao chegar ao enorme castelo, o monarca conduziu a jovem donzela até


uma sala onde havia uma roca rodeada de palha. “Na manhã seguinte
irei ver se é verdade que você consegue transformar tudo isso em ouro.
Se você me enganar, você e seu pai sofrerão as consequências por
mentir para mim.”

Sem saber o que fazer, a pobre menina caiu no chão e começou a chorar
até o anoitecer. Então, quando o relógio bateu exatamente meia-noite,
um anão de nariz grande apareceu por uma das janelas e prometeu
ajudá-la.

“Se você me der o seu colar, vou transformar toda essa palha em ouro”
– disse o anão com voz suave, e sem pensar duas vezes, a bela jovem
entregou seu colar para a criatura, e ela começou a girar a roca com
toda a sua força. Na manhã seguinte, o rei abriu a porta e ficou surpreso
ao ver que, de fato, toda a palha havia sido transformada em ouro.

Cego pela sua ambição, o rei pegou a menina pelas mãos e conduziu-a
para outra sala muito maior que a anterior. Enormes feixes de palha
esticados até o teto. “Agora você deve fazer o mesmo nesta sala. Se não
o fizer, verá as consequências do seu engano", disse-lhe o monarca
antes de fechar a porta.
Gato de Botas
Era uma vez um velho moleiro que tinha três filhos. O moleiro só tinha três bens para deixar
quando morreu: seu moinho, um burro e um gato. Ele estava no leito de morte quando chamou os
filhos para distribuir sua herança.
–“Meus filhos, quero deixar-lhes o pouco que tenho antes de morrer”, disse-lhes. O filho mais
velho recebeu o moinho, que era o ganha-pão da família. Para o do meio deixou o burro que se
encarregava de puxar o grão e transportar a farinha, enquanto para o mais pequeno deixou o gato
que não fazia outra coisa senão caçar ratos. Dito isto, o pai morreu.
História infantil do Gato de BotasO filho mais novo estava triste e insatisfeito com a herança que
recebeu. –“Quem saiu pior fui eu. Que utilidade esse gato pode ter para mim?”
O gato, que o ouviu, decidiu fazer tudo ao seu alcance para ajudar seu novo dono. – “Não se
preocupe jovem mestre, se você me der uma bolsa e um par de botas podemos sair e viajar pelo
mundo e você verá quanta riqueza alcançaremos juntos.”
O jovem não tinha muita esperança com as promessas do gato, mas também não tinha nada a
perder. Se ficasse naquela casa morreria de fome ou teria que depender dos irmãos, então deu-
lhe o que pediu e foram viajar pelo mundo.
Eles caminharam e caminharam por dias até chegarem a um reino distante. O Gato de Botas tinha
ouvido falar que o rei daquele país gostava de comer perdizes, mas por serem tão esquivas
tornavam-se quase impossíveis de obter. Enquanto o jovem mestre descansava à sombra de uma
árvore, o gato abriu o saco, espalhou sobre ele alguns grãos que sobrara e escondeu-se para
esperar.
Ele já estava espreitando há algum tempo quando apareceu um grupo de perdizes, encontrou o
grão e, uma a uma, entrou no saco para comê-lo. Quando bastaram, o gato puxou a corda
escondida, fechando o saco e deixando as perdizes presas. Então ele colocou a sacola no ombro e
foi ao palácio para entregá-la ao rei.

Ao comparecer diante do rei ele disse: – “Meu rei, o Marquês de Carabás lhe manda este
presente. (Este foi o nome que ele pensou em dar ao seu mestre). O rei ficou satisfeito em aceitar
a oferta e pediu-lhe que agradecesse ao seu senhor. Os dias foram passando e o gato continuou
mandando presentes ao rei, sempre do seu dono.
Pedro e o lobo
Era uma vez um pastor chamado Pedro, que passava a maior parte do dia cuidando de suas
ovelhas em uma campina perto da cidade onde morava. Todas as manhãs ele saía com seu
rebanho ao amanhecer e só voltava no final da tarde. O pastorzinho ficou extremamente
entediado vendo o tempo passar e pensando em todas as coisas que poderia fazer para se divertir.
Até que um dia ele estava descansando à sombra de uma árvore e teve uma ideia. Ele decidiu que
era hora de se divertir às custas dos habitantes da cidade que moravam nas proximidades. Pronto
para pregar uma peça neles, ele se aproximou e começou a gritar:
-“Socorro, lobo! O lobo está chegando!” Os aldeões pegaram imediatamente nas ferramentas que
tinham à mão e prepararam-se para responder ao pedido de ajuda do pobre pastor. Quando
chegaram à campina, encontraram-no rindo no chão, então descobriram que tudo tinha sido uma
brincadeira de mau gosto. Os aldeões ficaram irritados com o pastor e voltaram ao trabalho,
irritados com a interrupção. O pastor achou a piada tão engraçada que estava pronto para repeti-
la. Passou um bom tempo quando os gritos alarmantes de Pedro voltaram a ser ouvidos:
Socorro, o lobo! O lobo está chegando!”
Ao ouvir novamente os gritos do pastor, os moradores da cidade acreditaram que desta vez era o
lobo mau e correram para ajudá-lo. Mas mais uma vez eles ficaram desapontados porque o pastor
não precisava da ajuda deles e se divertiram ao ver como eles haviam caído novamente na piada.
Desta vez os aldeões ficaram muito mais irritados com a atitude do pastor e juraram não mais se
deixar enganar por ele. No dia seguinte o pastor voltou ao prado para pastar com as suas ovelhas.
Ele ainda se lembrava, rindo, de como se divertira no dia anterior, quando fizera os aldeões
correrem com seus gritos. Ele ficou tão entretido que não viu o lobo mau se aproximando até
estar bem perto. Tomado pelo medo ao ver que se aproximava de suas ovelhas, começou a gritar
bem alto:
-“Socorro, lobo! O lobo está chegando! Ajude minhas ovelhas! Ajuda!".
Ele gritou repetidas vezes, mas os aldeões não pareciam ouvi-lo. Eles fizeram ouvidos moucos aos
gritos de socorro do pastor, pois pensaram que era mais uma piada. O pastor não sabia mais o que
fazer, então continuou pedindo ajuda, sem saber por que ninguém apareceu.
-“Socorro, lobo! O lobo está chegando! Ele está comendo minhas ovelhas! Ajuda!"
Mas era tarde demais para convencer os aldeões de que desta vez era verdade. Foi assim que o
pastor teve que ver com dor como o lobo devorava as suas ovelhas uma após a outra, até ficar
satisfeito. Depois deste dia, o pastor lamentou profundamente o seu comportamento e a forma
como enganou as pessoas da cidade. De agora em diante ele nunca mais repetiria uma piada como
essa.
O lobo e as cabras
Era uma vez uma cabra que morava em uma casinha na floresta com seis cabrinhas. Os pequenos
viviam muito felizes, protegidos pela mãe de todos os perigos. Certa manhã, a cabra decidiu sair
para a floresta em busca de alimento para seus pequeninos, mas antes de sair avisou-os: “Meus
queridos filhos, não devem abrir a porta a ninguém até que eu volte. O lobo mau está solto na
floresta e certamente virá devorá-los enquanto eu estiver fora.”
“Não se preocupe mãe. Teremos muito cuidado”, prometeram as cabrinhas, vendo a mãe se
afastar pela floresta. Poucas horas depois, enquanto os pequenos pulavam e brincavam dentro de
casa, ouviram uma batida forte na porta. “Meus filhinhos, eu sou sua mãe e voltei. Por favor, me
abra. Mas os cabritinhos não se enganaram, pois sabiam pela voz que era o lobo mau.
“Não vamos abrir a porta. Sabemos que você não é nossa mãe”, gritaram as cabras a plenos
pulmões. O lobo, enfurecido, correu em direção à sua caverna e devorou uma dúzia de ovos para
clarear a voz. Ao chegar novamente à casinha de Mamãe Cabra, ela bateu suavemente na porta e
disse com muito cuidado: “Meus filhos, eu sou sua mãe e trouxe um presente para vocês. Abra-
me, por favor.
Enganados pela voz suave e melodiosa do lobo, os cabritinhos resolveram olhar por baixo da porta
e foi então que avistaram as gordas patas pretas do lobo. “Não vamos abrir para você porque você
não é nossa mãe”, gritaram os pequenos com medo.
Porém, o lobo não desistiu e partiu novamente para sua caverna para pintar as patas com farinha
branca. Pela segunda vez, a fera chegou à casinha onde moravam as cabras. “Abram a porta para
mim, meus queridos filhos. A mãe cabra chegou”, disse o lobo mau com uma voz suave e musical.
Ao olhar por baixo da porta, os pequenos puderam ver patas brancas como as da mãe, e foi então
que o lobo conseguiu entrar na casinha.

Morrendo de medo, as cabrinhas começaram a correr por todo lado, mas o lobo foi muito mais
rápido e conseguiu capturar a cabra que estava escondida no fogão, a que se refugiou debaixo da
cama, a que ficou pendurada. o teto, que ele escondeu atrás do piano e
finalmente, aquele que foi varrido para debaixo do tapete.
João e Maria
Era uma vez dois filhos chamados João e Maria, que viviam com o pai e a madrasta lenhadores
perto de uma densa floresta. A situação da família era precária, viviam em grande escassez e mal
tinham o que comer.
Certa noite, a cruel madrasta sugeriu ao bom lenhador que ele se atormentava pensando que seus
filhos morreriam de fome. – “Devemos abandoná-los na floresta, não há comida suficiente. Talvez
eles encontrem alguém que tenha pena e os alimente.”
História de João e MariaNo início, o pai se opôs fortemente à ideia de abandonar os filhos à mercê
da floresta. – “Como você pode ter essa ideia, mulher? Que tipo de pai você pensa que eu sou? –
ele respondeu com raiva.
A mulher que se dispôs a se livrar do fardo dos filhos não descansou até convencer o fraco
lenhador de que esta era a única alternativa que lhe restava.
As crianças não estavam realmente dormindo, então ouviram toda a conversa na porta do quarto.
Gretel chorou incontrolavelmente, mas João a confortou, garantindo-lhe que teve uma ideia para
encontrar o caminho de volta.
Na manhã seguinte, quando as crianças se preparavam para acompanhar o pai à floresta, como
sempre faziam, a madrasta deu a cada uma delas um pedaço de pão para o almoço. Foi assim que
os filhos seguiram o pai até o matagal da floresta, sabendo que ele os deixaria ali. João seguiu
atrás, deixando cair migalhas de pão para marcar o caminho pelo qual deveriam retornar para
casa.
Quando chegaram a uma clareira, o pai contou-lhes com profunda tristeza. – “Esperem aqui meus
filhos, vou cortar lenha e depois irei procurar vocês.”
João e Maria permaneceram calmos como o pai havia pedido, acreditando que talvez ele tivesse
mudado de ideia. Adormeceram profundamente até que a noite os surpreendeu e seguindo o luar,
tentaram encontrar o caminho de volta. Mas por mais que procurassem e procurassem, não
conseguiram encontrar as migalhas que indicavam o caminho, pois os pássaros da floresta já as
haviam comido.
Assim, eles vagaram sem rumo durante toda a noite e no dia seguinte pela floresta, e a cada passo
que davam se afastavam cada vez mais da cabana onde moravam. Pensaram que iam morrer de
fome quando encontraram um passarinho branco que cantava e mexia as asas, como se os
convidasse a segui-lo. Eles acompanharam o vôo daquele passarinho até chegarem a uma casinha,
que para sua surpresa era construída inteiramente de doces. O telhado, as janelas e até as paredes
estavam cobertas de gengibre, chocolate, biscoitos e açúcar.
Pinóquio
Era uma vez um velho carpinteiro chamado Gepetto que, como não tinha família, resolveu fazer
para si um boneco de madeira para nunca mais se sentir sozinho e triste.
“Que belo trabalho eu criei! Vou chamá-lo de Pinóquio” – exclamou o velho com muita alegria
enquanto dava os retoques finais. A partir daí, Gepetto ficou horas contemplando seu lindo
trabalho, e desejou que aquela criança de madeira pudesse se movimentar e falar como todas as
crianças. História infantil PinóquioTal era a intensidade de seu desejo que uma noite a Fada do
Impossível apareceu na janela de seu quarto. “Como você é um homem de coração nobre, eu lhe
concederei o que você pede e darei vida ao Pinóquio” – disse a fada mágica e acenou com a
varinha sobre o boneco de madeira. Instantaneamente a figura ganhou vida e balançou os braços
e a cabeça.

– Papai, papai! – mencionou com voz melodiosa, acordando Gepeto.


– Quem está aí?
– Sou eu, pai. Eu sou Pinóquio. Você não me reconhece? – disse o menino se aproximando do
velho.
Ao reconhecê-lo, Gepetto o pegou nos braços e começou a dançar com muita emoção. “Meu filho,
meu querido filho!”, gritou o velho, exultante.
Os dias seguintes foram de pura alegria na casa do carpinteiro. Como todas as crianças, Pinóquio
precisava se preparar para frequentar a escola, estudar e brincar com os amigos, por isso o velho
vendeu o casaco para comprar-lhe uma mochila com livros e lápis de cor.
No primeiro dia de aula, Pinóquio compareceu acompanhado de um grilo para aconselhá-lo e
orientá-lo no caminho certo. Porém, como acontece com todas as crianças, esta preferiu brincar e
se divertir a assistir às aulas e, apesar dos avisos do críquete, o menino travesso decidiu ir ao
teatro assistir a um espetáculo de marionetes.
Ao vê-lo, o dono do teatro ficou encantado com Pinóquio: “Maravilhoso! Eu nunca tinha visto uma
marionete que se movesse e falasse sozinha. Sem dúvida farei fortuna com isso” – e resolvi ficar
com ele. Aceitou o convite daquele homem ambicioso e pensou que com o dinheiro ganho
poderia comprar um casaco novo para o pai.
Durante o resto do dia, Pinóquio atuou no teatro como outro fantoche e, ao cair da noite, decidiu
voltar para casa com Gepeto. Porém, o malvado dono não queria que o menino fosse embora,
então o trancou em uma caixa junto com os outros bonecos. Pinóquio chorou tanto que no final
não teve escolha senão deixá-lo ir, mas não antes de lhe dar algumas moedas.
A galinha dos ovos de ouro
Era uma vez um velho lenhador que tinha três filhos. O mais novo dos três chamava-se “Dunga” e
seus irmãos o desprezavam porque ele era muito lento no trabalho.
Um belo dia, enquanto o maior e mais forte dos filhos do lenhador cortava a floresta, apareceu de
repente um velho vestido de trapos, implorando por um gole de água e um pouco de comida.
“Você não receberá nada de mim, seu velho inútil. Afaste-se” – gritou o jovem e continuou seu
trabalho derrubando as árvores. Então, o homem de cabelos grisalhos o amaldiçoou e um galho
pesado caiu de cima e pousou na cabeça do jovem lenhador.
Ao chegar em casa, dolorido e triste, o filho mais velho do lenhador contou o ocorrido ao irmão do
meio, e ele partiu para a mata para continuar o trabalho. Horas depois, o velho fraco apareceu no
mesmo lugar, e quando pediu um pouco de comida e um gole de água, o menino respondeu: “Não
vou te dar nada, seu velho decrépito. “Afaste-se.” E novamente o homem de cabelos grisalhos
amaldiçoou o menino, que recebeu uma forte pancada na cabeça de um galho que caiu das
árvores. Com tanto azar, o irmão do meio voltou para casa e como não havia mais ninguém para
trabalhar, Desajeitado decidiu terminar de derrubar as árvores e partiu a toda velocidade em
direção à floresta. Ao chegar no local, o velho apareceu entre as árvores para pedir um pouco de
água e comida, mas Desajeitado não pensou duas vezes e concordou em dividir sua comida com
aquele homem fraco. Para recompensá-lo, o velho deu-lhe nada menos que uma galinha dos ovos
de ouro. Feliz com o presente, Desastrado partiu para a cabana para se juntar ao pai e aos irmãos,
mas como já era noite, decidiu se refugiar em uma pequena pousada no meio da floresta. Naquele
local morava um estalajadeiro com suas três filhas, que ao ver Desajeitado chegar com sua galinha
dos ovos de ouro, quis aproveitar e roubar as penas douradas do animal. A mais velha das meninas
então esperou que Desajeitado adormecesse e entrou furtivamente no quarto em busca da
galinha dos ovos de ouro. Porém, quando finalmente colocou as mãos no animal, ficou
irremediavelmente presa a ele, incapaz de escapar. Foi o que fizeram as outras duas irmãs, ficando
coladas uma atrás da outra. Na manhã seguinte, Clumsy começou o caminho de volta para casa,
sem perceber que as meninas estavam rastejando com ele, agarradas à galinha dos ovos de ouro.
Durante a viagem, um fazendeiro quis ajudá-los, mas também ficou preso ao animal sem
conseguir fugir. A esposa do pobre decidiu então fazer algo pelo marido, mas assim que tocou nele
ficou presa na fila. O cachorro da esposa, ao ver sua patroa rastejando pelo chão, tentou ajudá-la
agarrando-a pelos tornozelos, mas tanto o pobre animal, o gato da fazenda e três filhotes ficaram
presos inutilmente, logo atrás da mulher, do fazendeiro e das três filhas do estalajadeiro. .

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