1.
ROCOCÓ
— Rococó foi um movimento artístico que se desenvolveu no século XVIII.
— O movimento desenvolveu-se incialmente na corte francesa durante o
reinado de Luís XV e espalhou-se pela Áustria e Alemanha rapidamente.
Posteriormente difundiu-se em toda a Europa e chegou ao Brasil.
— A palavra Rococó deriva do termo Rocaille que quer dizer embrechar, ou seja,
decorar com conchas. O nome surgiu de maneira pejorativa para designar o
estilo que era visto como demasiadamente decorativo, atualmente é usado
para designar tudo o que lembra o movimento em motivos ornamentais.
— O Rococó foi um movimento artístico voltado para a decoração e
ornamentação. As obras desse movimento não tinham aspirações
dramáticas ou racionalistas, simplesmente queriam oferecer um conforto
visual ao contemplador e deixar os ambientes mais leves e bonitos. A falta
de engajamento da arte Rococó nesse sentido reflete a ausência de
engajamento político da corte do rei Luís XV, mais preocupada em aproveitar
os luxos da vida do que governar para o povo.
— A principal financiadora do movimento na França foi a Madame de
Pompadour, amante de Luís XV. Em alguns países o estilo Rococó é
conhecido como estilo Pompadour.
— Os principais temas trabalhados pelo estilo refletem a futilidade da corte e o
seu apreço pelo exótico e erótico, como cenas de galanteio, passeios,
retratos da vida dos nobres, personagens aristocráticos, histórias mitológicas
ligadas a flertes e erotismo.
— A arte Rococó surgiu como uma alternativa para as pesadas obras barrocas
e os densos temas renascentistas, apresentando uma arte que seria guiada
pela jovialidade e leveza.
— As obras do movimento mostram um mundo sem preocupações, carregado
de sensibilidade. As artes plásticas, arquitetura e música rococó misturam os
requintes acadêmicos com uma técnica delicada e amplamente decorada.
— O Rococó mistura o universo da inocência e o do erotismo, estabelecendo
uma arte que à primeira vista pode parecer simples, mas é carregada de
malicia e vigor técnico.
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— Direcionada para aspectos decorativos, as pinturas tornam-se menores para
poder se integrar a decoração dos palácios e igrejas.
— Tons pastel: Cores misturadas com branco ou cinza claro. As cores suaves
da paleta pastel eram os preferidos dos pintores rococós, pois traziam sutiliza
e suavidade para a cena. As cores leves também eram usadas para suavizar
o conteúdo de algumas composições com poses sensuais das modelos,
agregando a figura uma infantilidade que diminuía o cunho sexual da cena.
— Os quadros seguiam uma organização sinuosa, valorizando o movimento
sutil, como se as figuras estivessem flutuando no quadro.
— Laços e fitas esvoaçantes, flores, nuvens, arabescos e anjinhos
rechonchudos habitam os quadros rococó ampliando o seu aspecto
decorativo.
— Alguns pintores do Rococó:
▪ François Boucher
▪ Jean-Siméon Chardin
▪ Jean-Honoré Fragonard
▪ Giovanni Battista Tiepolo
▪ Jean-Antoine Watteau
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— Ligada à decoração de ambientes internos e externos.
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— Adquire um tamanho menor para enfeitar ambientes internos (bibelôs).
— Além das tradicionais peças de bronze e mármore, os artistas passam a usar
madeira colorida, cerâmica, gesso e porcelana.
— Expressões suaves e delicadas.
— Escultores:
▪ Étienne-Maurice Falconet
▪ Pierre Lepautre
▪ Ignaz Günther
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— Arquitetura com cúpulas menores e mais delicadas.
— Paredes pintadas com cores suaves e amplamente decoradas com
arabescos, conchas e esculturas.
— Valorização dos espaços de passeio e convívio social.
— Móveis decorados com tinta dourada e marchetaria.
— Espaços externos com áreas de lazer, como bosques e grandes jardins.